- Na anterior sondagem, é apenas relevante deixar expresso que apenas 4 autorizam o uso dos n.º s de IP para os fins julgados convenientes.
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
28 junho 2007
┌ Barómetro ┐Barroso e Sócrates disputam protagonismo?
O BID abre assim
UE/PRESIDÊNCIA: DURÃO BARROSO REJEITA "COMPETIÇÃO" COM SÓCRATES E GARANTE SOLIDARIEDADE A LISBOA - O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (social-democrata), rejeitou à Lusa qualquer disputa de protagonismo com o primeiro-ministro José Sócrates (socialista), durante a presidência portuguesa da UE, salientando que têm o mesmo objectivo: "fazer a Europa avançar".
Como o credível BID abre assim, justifica sondagem...
Briefing? Muito bem
- A palavra eventos é digna de comoção pois segundo os dicionários...
- Evento, s. m. Acontecimento; sucesso; êxito; abertura que, nos peixes seláquios, põe a faringe em comunicação com o exterior; abertura (narina modificada) nos cetáceos, que é o m. q. resfolegadouro; espiráculo…
NV apenas recomeçarão os seus briefings sobre os espiráculos, no dia 1 de Julho. O MNE antecipou-se-nos sobre os resfolegadouros da presidência, ainda bem.
27 junho 2007
Pérola do Parlamento Europeu
Mas que pérola. Na sessão plenária (18 a 21 Junho) do PE, a votação da proposta de resolução sobre o Médio Oriente foi adiada para Julho, para que o texto possa ter em conta os últimos desenvolvimentos na região...
Falta agora cada um dos conhecidos activíssimos agentes do Médio Oriente adiar para Julho qualquer «desenvolvimento», para que todos eles possam ter em conta a «última» votação do Parlamento Europeu.
Chamar-se-ia a isto consideração recíproca.
Peça vital
Inteiramente de acordo nisto com Vital Moreira: «Dado o nível de pormenorização das conclusões de Bruxelas, a CIG tem o trabalho praticamente todo feito e o Tratado de Lisboa tem a sua aprovação assegurada.»Para quê tanto show off, como isso fosse um ciclópico trabalho que deve fazer para as nossas mentes?
Na verdade está tudo → Aqui
┌ Ponto↔Crítico ┐ 10 Pede porque precisa
Já se esperava que o primeiro-ministro viesse a pedir um amplo consenso político para a presidência portuguesa da União Europeia. Na verdade, precisa dele – no parlamento e na praça republicana. E precisa porque, se o não tiver, parte significativa da Europa ficará intrigada sobre porque motivo haverá para que um governo suportado por uma invejável maioria absoluta não consiga um amplo consenso para um tema não disputável eleitoralmente e mesmo que fosse as eleições estão longe – quando ocorrerem, já toda a gente se esqueceu não só do Ponto 54 como de todos os outros 53 pontos.
Sem esse amplo consenso, a imagem da presidência portuguesa não ficará por certo mortalmente ferida, mas ficará politicamente fragilizada. Os negociadores portugueses, mesmo que não excedam o papel de mediadores obedientes não se sabe a quem ou a quais (o pedido interno de remissão da ponderação do referendo para depois, terá a ver com isso, relevando o temor político pelos resultados do debate) ou ainda que não passem de facilitadores zelosos e certinhos, à falta desse amplo consenso, agirão sempre com défice de credibilidade política ou pelo menos com essa sensação. E ter essa sensação é mau para mediar e para se facilitar, sobretudo quando se dispõe de mandato (não há mandato que não seja claro, concreto e preciso... É do b+a, bá.)
A posição do primeiro-ministro seria no mínimo desconfortável sem um apoio político ampliado no parlamento para a questão europeia, melhor, para o semestre da sua credibilidade na Europa e, sobretudo nesse Portugal onde a opinião pública, felizmente, ainda não se faz por decreto ou em que, quando se tenta fazê-lo, os efeitos na praça republicana são exactamente contrários aos esperados - como vai acontecendo, para o imaginável desconforto de um primeiro-ministro que ao olhar para a cauda de crebilidade que já teve, a vê fronteiriçamente muito curta e cada vez mais curta.
C. A.
26 junho 2007
┌ Poeira dos Arquivos ┐
A causaNa verdade, em entrevista ao jornal Público, o primeiro-ministro português, António Guterres, declarou estar «totalmente disponível para discutir o modelo federal na Europa». Fora a primeira entrevista de Guterres depois de concluída a presidência portuguesa da União Europeia, durante o primeiro semestre de 2000. Nessa avaliação de resultados, Guterres afirmou que Portugal ganhara «prestígio e o respeito» para enfrentar as reformas das instituições europeias até o final desse mesmo ano, alterando o balanço de poder entre os países grandes e pequenos do bloco. E em corolário, Guterres defendeu que o federalismo político deve ser acompanhado pelo federalismo económico, para evitar o «esmagamento de países mais fracos por países mais poderosos e mais ricos» - rascunho que, na lei do menor esforço, pode voltar a ser usado em Dezembro.
O efeitoOs comentários de Guterres foram implacavelmente atacados pelos partidos de oposição, que consideraram mercantilista a exigência de um federalismo económico. Designadamente Durão Barroso, líder dos social-democratas (PSD) que muitos aceitavam ser um bom líder partidário mas sem possibilidades de chegar a primeiro-ministro (contas que saíram furadas), criticou «o entendimento mesquinho segundo o qual estaríamos dispostos a aceitar o federalismo desde que nos pagassem para tal». Disse muito mais.
Assente a poeiraSete anos apenas passados, Guterres dedica-se devotamente à obra pia dos refugiados. Barroso, no topo da elite burocrática e sinuosa de Bruxelas, nas questões que não são morais, vai muito mais além do que Guterres, criticando até os que não evoluíram de Guterres. Alguns práticos, foram explicando e explicam que, afinal, Barroso foi sempre um federalista convicto mas não assumido...
O Ponto 54
À espera do que Deus quiser?
Ficou claro em Bruxelas que o Alto Representante para a Política Externa e Defesa, que presidirá aos conselhos de ministros, terá um serviço diplomático. A chancelaria de Lisboa não deve preparar-se já para isso e para o que isso supõe? O que é que o Instituto Diplomático anda a fazer? Está à espera do que Deus quiser?Direito ao assunto
Zapatero, indo direito ao assunto, já disse que o futuro Tratado não necessita de ser submetido a referendo, bastando aprovação parlamentar, uma vez que evitar los referendos es, en cualquier caso, un objetivo declarado de los gobiernos europeos que han impulsado esta reforma, convencidos de que un nuevo rechazo ciudadano ampliaría la crisis hasta límites insoportables y pondría en serio riesgo el futuro de la integración europea. Não deve ter falado com Sócrates, ou pelo menos aguardado as incontornáveis explicações de Sócrates.Continuamos com aquele estilo de palavras para uso interno, no que até Cavaco estranhamente alinhou. Ora uma diplomacia para uso interno, não é diplomacia - é postura municipal.
Tratado Simplificado...

Capa do semanário polaco Wprost, com uma fotomontagem de Ângela Merkel apresentada como a «Madrasta da Europa», a amamentar os gémeos Lech Kaczynski (presidente) e Jaroslaw Kaczynski (primeiro-ministro). Para brincadeira com símbolos sagrados, a outra brincadeira fica muito aquém. Estamos em crer que, se Freitas ainda fosse MNE, ele emitiria já um comunicado e não dexaria de repetir que a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade. É o que da propriedade da palavra resulta.
Sondagem anulada. Nova sondagem...
- Foi anulada a sondagem sobre se «o STCDE tem razão para greve». Na sequência de alerta enviado para NV, não foi difícil comprovar após paciente mas breve observação, que alguma gente, alterando parâmetros de participação, provocou a distorção das escolhas. Também não foi difícil comprovar mais alguma coisa pouco ou nada séria, e de onde partiu.
- E assim sendo, aí temos até sexta, 29 (bastam três dias), uma nova e justificada pergunta: «Você quer sabotar este barómetro?» , pergunta tutelada pela imagem de Hitchcock, como no caso se impunha... Todavia, excepcionalmente desta vez, quem votar, sobretudo os que tiverem a coragem de votar sim, vincula-se a autorizar a eventual revelação do n.º de IP usado, como está bem patente na caixa de mensagem do barómetro. E também excepcionalmente, os mais voluntaristas até podem colocar um voto em cada hora que passa, a fim de nos facilitar a identificação de tanta coragem. Dentada de sabotador cura-se com o pelo do mesmo sabotador.
O melhor jornal do mundo. Igual ao único da minha aldeia
El Pais, que foi governamentalmente considerado o melhor jornal do mundo para que Pina Moura ficasse bem paginado, conseguiu uma grande proeza: falar uma semana exaustivamente do conselho de Bruxelas como se a Europa fosse uma espécie de Casa de Áustria... E não vale a pena referir outras proezas do melhor jornal do mundo para não agitar outros tantos fantasmas, que é exactamente o que anda a fazer o melhor jornal da minha aldeia - além de melhor também o único, numa comovente homenagem ao ministro Santos Silva.
25 junho 2007
Mais e-mails. E uma citação
Venho dizer que como jornalista e portuguesa residente no Canadá, onde procuro estar atenta ao que se passa com a nossa (mal amada) gente, me sinto a um tempo grata ao enorme jornalista que é o Carlos Albino e orgulhosa por, embora de forma modestíssima, ter posto a minha pequenina pedra nestes quatro anos construídos sobre os alicerces da Verdade e da Coragem. Que Notas Verbais somem muitos quatro anos para que as comunidades emigrantes continuem a ter forte, justa e inquebrantável voz. Happy Birthday!Fernanda Leitão
Meu caro, se non é vero, é bene trovato. Parabéns.Emb. Dante
Tenho o maior prazer em lhe dirigir um forte abraço de parabéns. "Notas verbais" e especialmente o meu amigo bem merecem ser felicitados, por quase todos os dias nos darem "boas notas" daquilo que é praticamente um "tabu" no nosso país. Desejo os maiores êxitos.Jorge da Paz Rodrigues
As posições de Notas Verbais sobre a diplomacia portuguesa em África e na América Latina, por onde tenho ando em postos, têm sido correctas. Com poucas palavras têm dito o que deve ser dito. As Notas têm sido credíveis nestes quatro anos, prossigam porque a credibilidade é o valor mais alto no meio. Parabéns!Observador, e da carreira
Parabéns às NV! Por acaso gostaria de saber o que o ministro Luís Amado pensa das Notas Verbais. Do que Freitas do Amaral e Martins da Cruz pensaram, por acaso fui sabendo – como as NV às vezes gracejam, até tenho estado mais perto do que é importante. Isso reforçou a minha simpatia pelo vosso trabalho. Gosto dos que não abdicam de princípios e não gosto dos que abdicam apenas não enfrentarem incomodidades. Parabéns.Epicuro
Esperemos que daqui, pelo menos, a 20 anos, as Notas Verbais continuem a ser um meio de informação e uma pedrada no charco, pois em democracia a transparência cristalina é essencial! Muitos parabéns e força!Luís Machado
Sem as Notas muitas vaidades teriam sido mais vaidosas e muitos lobistas não teriam que pensar duas vezes pelo que, não assim tão raramente, tiveram que recuar antes de pensarem a segunda vez. É pena que as Notas Verbais, por vezes demasiado entretidas nisso, não se dediquem mais aos grandes temas da política externa e da acção diplomática e não centrem aí esforço principal. Mas quatro anos de Notas dão para perceber que fazem falta e são já imprescindíveis. A propósito – deixaram cair aquela inciativa de apresentarem as Embaixadas de Portugal, uma a uma? Continuem.Cícero, Emb.
Parabéns! Acho, sinceramente, que as NV têm prestado verdadeiro serviço público. Os funcionários externos do MNE têm sentido aí apoio. Obrigado.Verdana, "funcionária quase à deriva"
Se os que decidem no MNE tivessem tido mais em conta o que as Notas têm sugerido e para o que têm advertido ao longo destes anos, poucos mas para alguns de nós parecem uma eternidade, não duvido que teriam evitado muitos problemas e graves. Muitos anos de vida!Danon
24 junho 2007
Embaixador Agapito e Blair...
A voz é aquela voz de rabecão desesperado:«Meu caro! Desde aquela cena nas Lajes, com Bush, Aznar e Durão Barroso, sempre tive a vaga esperança de que Blair se convertesse à Igreja Metodista. Mas, enfim, até Bento XVI já se rendeu ao relativismo!»
Quem o ouviu nem chegou a partilhar a tremenda decepção do embaixador que ali ficou no Rilvas a imitar um pizzicato no seu corpulento contrabaixo, repetindo 'Bush' - 'Aznar' - 'Durão' - 'Blair' em sons ásperos, secos e rascantes...
┌ Ponto↔Crítico ┐ 9 Mandato claro, sem explicação clara
Cimeira de todos os perigos, à beira da catástrofe, braço-de-ferro, que X à porta fechada combinou com Y para salvar ou que Z salvou – referências extremas como estas acompanharam, no noticiário quotidiano português dos últimos dias, os passos normais, embora tensos, do evoluir da diplomacia interna europeia que imprudente e incautamente, pela mão de protagonistas vorazes, foi armadilhando o seu próprio terreno, fragilizando o projecto comunitário. Palavras como «perigos», «catástrofe» e «salvação» são manifestamente excessivas sobretudo quando são atiradas para uma opinião pública alheada e desconhecedora do que está em causa, porque ninguém com responsabilidade lhe explicou o que deveras estava e continua a estar em causa com a meta de um novo Tratado Europeu, seja ele o complicado, seja o simplificado.
Não é difícil entender que tais palavras excessivas, intencionalmente ou não, visaram reforçar a ideia ou desejo de atribuir heroicidade – heroicidade diplomática - para a Presidência portuguesa da UE, não se evitando evidenciar a atribuição de porção maior ou menor também de heroicidade para a Presidência alemã, cabendo à parte portuguesa executar heroicamente o mandato claro conseguido heroicamente pela parte alemã. Partilhada ou própria, havia que gerar esse mito da heroicidade que salvasse a Europa da catástrofe sem se especificar qual a «catástrofe», que a livrasse de todos os perigos sem se apresentar a «lista» de tais perigos, e anulasse os braços-de-ferro sem se explicar o que é «ferro» nesta Europa que, na matéria fundamental das formulações das políticas comuns, coloca Estados e Populações (volumes nacionais, claro…) como elementos decisivos para a formulação de decisões.
O que se disse em Bruxelas que Portugal quer e aceita, até agora não foi claramente explicado aos Portugueses que, em resumo, apenas sabem que o Estado Português recebeu um «mandato claro», ultrapassada a catástrofe, ultrapassados os perigos e ultrapassado o braço-de-ferro. Sabemos que há um «mandato claro» mas não sabemos o que foi dito que Portugal quer e o que, em negociação, aceitou a troco de que contra-partidas. Sabem alguns do relato com o Reino Unido e com a Polónia, mas pouco sabemos do nosso próprio relato. Ora isto nada tem a ver com o referendo porque não é o referendo que explica – pode ajudar mas não explica. O problema não é, por agora, o referendo, mas a explicação, a justificação política.
Carlos Albino
Os primeiros dias do resto da Presidência
Quarta (27)Quinta (28)
- Na Assembleia da República, primeiro-ministro apresenta as Prioridades para a Presidência Portuguesa do Conselho da UE
- Lisboa, reunião do Grupo de Alto Nível sobre Políticas de Educação e Formação na UE
Sexta (29)
- 10:00 (Bruxelas) secretário de estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, apresenta as Prioridades para a Presidência, (edifício Justus Lipsius do Conselho)
- 16:00-17:30 ( Lisboa) Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu e da Presidência Portuguesa da UE (sessão na Assembleia da República)
Domingo (1 de Julho)
- Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu e da Presidência Portuguesa da UE
10:00 - Sessão Plenária (Pavilhão Atlântico)
12:25 - Fotografia de familia
12:45 - Audiência com o Presidente da República
- Grande festa do primeiro dia no Porto
18:00 - Concerto de Abertura da Presidência (Casa da Música)
20:30 - Jantar na Câmara Municipal
E-mails. Por entre muitos outros mais
Orgulho-me de ser leitor de NV. Quase sempre tira-me as palavras da boca. Obrigado.Desalentado da ASDP
Não esqueço o que NV têm feito para que haja transparência nos concursos de acesso. Ainda vêm a tempo de contar cenas tristes do último, para que não se repitam. Obrigado.Jovem Diplomata
Único. Muitíssimo interessante. Muito bem escrito. Mordaz. Estimulante. De leitura obrigatória. O Notas Verbais, que completa hoje quatro anos, não pode acabar.Jorge Mata
Livro de Ponto
NV criaram um personagem genial que merecia já uma estátua no lugar do fontanário de vaidades do Rilvas - quem não conhece nas Necessidades o embaixador Agapito? É com o vozeirão igual ao dele que lhe digo: «Meu caro! Ouça! Parabéns!»Pierre, Emb.
Muitos parabéns pelos quatro anos de existência de NV! É o único local público de informação e debate electrónicos sobre os assuntos correntes da diplomacia portuguesa. É o único sítio onde se pode pedir a publicação de opiniões. É o único sitio onde se expõem os procedimentos internos das Necessidades e onde qualquer um tem um espaço para se pronunciar sobre os mesmos assuntos. É o único sítio onde os Postos diplomáticos e consulares portugueses, bem como outras entidades e particulares, podem ter acesso a informação que é rápida, clara e bem elaborada. Tantos atributos...
Senhor Jornalista, mostre aos que se sentem afectados nas suas linhas que nas NV quem não deve não teme e que quem se sentir afectado, de algum modo, pode sempre defender-se utilizando o espaço do leitor.
Senhor Jornalista, dinamize NV, torne-as, se possível, num portal, com recurso a mais publicidade ou qualquer outro meio de financiamento (porque não o Fundo para as Relações Internacionais, se for apresentada uma proposta ao Senhor Ministro?). Leve NV a tornarem-se num verdadeiro instrumento ao serviço da diplomacia portuguesa, com rigor, seriedade e empenho.
Com muita consideração e reiterando os votos de parabéns.MSA
Creio que ainda vamos a tempo...
Passou hoje o aniversário de NV e não podemos deixar de nos associar a todos os que já saudaram essa ocorrência.
Assim, reiteramos aqui a nossa satisfação pelo verdadeiro serviço público que vem sendo prestado por NV ao longo destes 4 anos.
O nosso apreço e agradecimento pelo trabalho do Carlos Albino, que será também oportuno estender aos notadores e outros que com ele mantêm relações de colaboração solidária e cordial.
E que venham mais 4 (ou mais 5 como cantava o Zeca).
Obrigado NV, obrigado Carlos.Dep. de Informação do STCDE
Adelino Rodrigues
Nestes quatro anos, com mais ou menos acerto, as Notas Verbais têm sido implacáveis para as "jogadas" que é o que a gente séria das Necessidades mais detestam. Ficou muito para ser dito mas que algumas foram desarticuladas por terem sido ditas, lá isso foram. Continuem e por bem.Roberto Mauriac, MP
Felicito-o pelo 4.º aniversário do Notas Verbais, espaço que não tem esquecido Olivença, antes assinala o esquecimento das Necessidades!
Com os melhores cumprimentos, solidários,António Marques
(Pres. GAO)
Louvável a tarefa de Notas Verbais. Que se mantenham independentes como sempre os diplomatas sérios as têm sentido.Ulisses, Cons.
Dou-lhe parabéns pelas Notas Verbais. Desejava que colocasse lá o meu nome, tal como todos os outros leitores de NV, que actualmente deve fazer o pleno no segmento do médio-médio, médio-alto e alto da carreira (usando a linguagem estudos de mercado) e responsáveis políticos - talvez um dia, ainda distante, mas cada vez mais próximo o próprio BID possa citar as NV.
Quatro anos num blogue é muito tempo, e os blogues, como os jornais também podem envelhecer ou rejuvesnecer. Alguma coisa que alimentou NV, se quer uma sentida critica construtiva, foi um espírito de mesquinhez ou de "envidia", que pontualmente se dissemina no corpo profissional que o lê. Outra coisa mais nobre, que também aparece por aqui ou acolá é o nobre sentido de um Estado melhor, de uma nação feliz, da nossa querida cultura, cultivada, em que alguns portugueses ou diplomatas acreditam.
Tivemos uma besta (666) num cargo público de nomeação política, que passou e ninguém se lembra das tropelias de há três ou quatro anos. Temos um problema de identidade que ainda não está bem adaptado ao "Ego Nacional". País pequeno, médio, médio grande, Ego-diplomacia, real politik, ou resignação, Zero Absoluto, ou tudo ou nada.
No meio disto, o dia a dia da prática diplomática poderia ser mais simples e não é. Faça-se o que há a fazer e que o resto fique fora da agenda. Modernize-se o aparelho com lógica, acabe-se com a demagogia e com a megalomania, esteja-se no que é essencial (os portugueses que viajam por conta e risco para a cordilheira andina, para os tufões do Caraíbe, para os parques de diversão em Orlando ou para os desertos de Tindouf, têm que ser avisados que é arriscado, mas que os contribuintes portugueses não são supostos financiar através da rede consular estas operações de risco que devem ser devidamente acauteladas por adequados seguros de viagem).
A Lusa (e as NV, e o resto) que se lembre de perguntar como é que o Governo (através da rede diplomática e consular) protege os portugueses em trabalho precário ou os portugueses desprotegidos por perturbações políticas graves ( não o passaporte perdido no Mundo Dysney mas por exemplo a comunidade residual que ainda sobreviva em Kinshasa).
Voltando ao início, e espero que tenha sentido de humor para isto, as NV são como aquelas senhoras de uma certa época que apenas conhecemos pela literatura, aquelas senhoras que todos os pretensos cavalheiros frequentavam mas depois faziam de conta que não conheciam quando frequentavam os salões.
Vamos lá, todos os diplomatas leitores, lhe dão parabéns, mesmo que não subscrevam com o nome próprio (Theodore de vizeu, é um pouco como os tempos MUD, "democratas de Anadia", "progressistas de Fafe", "um amigo de Alverca").
Abraço, parabéns, tenha fôlego para mais.
Como prenda de aniversário para NV ofereço a recomendação de um filme de Woody Allen ("Don t Drink the Water", para televisão, disponível na Amazon, produzido em 1994) sobre o dia a dia numa Embaixada americana na antiga Cortina de Ferro. Aí poderá constatar entre outras coisas, que o conceito diplomacia económica Pinheiro da Cruz, não foi inventado em Portugal. Eu tenho recomendado abundantemente para consumo interno, veja-o primeiro antes de divulgar - merece uma recensão sua.
Agora vai o nome, com confiançaJorge Lobo Mesquita
Gostaria de manifestar a minha solidariedade aos autores de Notas Verbais. Continuem cada vez mais e melhor! Por favor!Cadilac, um cônsul estupefacto
Só digo isto: quem não gosta e não quer que eu leia Notas Verbais, lê-as todos os dias no medo de ser citado, lá sabe os motivos... é pena que as leia só por isso.Simples Funcionária, cá de baixo
23 junho 2007
E-mails. Pelos quatro anos.
Cumprimento NV pela sua coragem em tocar no lado «sagrado» das Necessidades. A sua consulta tornou-se num hábito imprescindível.A.C.
Muitos parabéns pelo 4.º aniversário das Notas Verbais. Tem sido um blogue que, com ironia e acutilância, vem denunciando, qual cão de guarda, os desvios que certos actores deste teatro diplomático fazem ao caminho que se espera que percorram com dignidade e profissionalismo. Não fora só por isso já teria valido a pena criá-lo. Não se deixe levar em conversas moles e mantenha por muitos 4 anos mais esse olho atento e vigilante porque esta malta não é o que parece nem aquilo que pensa que é.Eurico Paes (em Berna)
Belíssima intervenção. Pena não poder ir mais além. Porque não transforma NV num portal ou num site profissionalizado? Vá mais adiante!R.E.
Parabéns por mais um Aniversário do "Notas Verbais" e votos de muito mais, sempre com o mesmo humor e vontade de as coisas melhorarem para bem de Portugal. Saudações!António Dias da Costa ( Suíça)
Às vezes penso que a máquina das Necessidades é totalmente ateia… porque quando lhe convém desafia as leis divinas. E a conveniência é normalmente constante, em matéria de concursos, promoções e colocações.F.B.D.
Dia em que não há coisa fresca em NV é um desconsolo. Apesar de tanto on-line do MNE, aqui ao longe vamos sabendo do MNE pelas “notas”, mesmo quando apenas sugerem e dá para entender.Théodore de Viseu
As minhas homenagens a todas as homenagens (justíssimas) no 4.º aniversário das Notas. Tudo fizeram para interromperes. Mas a tua determinação é ( e continuará a ser) tão forte como a tua coragem da opinião.António Valdemar
Sou um jovem diplomata e NV ajuda-me a que o meu sonho seja ainda ser diplomata! Obrigado.D. P.
Escapou-nos... a Presidência alemã também padece
Curioso é que o mesmo rigor no respeito pelos direitos de autor não seja assumido pelas chancelarias (nomeadamente a portuguesa) relativamente aos conteúdos que livremente copiam, reproduzem e difundem a partir dos media sob a forma de boletins electrónicos e de imprensa. Mas isto, em larga medida, é com a Associação Portuguesa de Imprensa.
Freitas do Amaral, por exemplo, testemunha: «Nos Serviços de Imprensa, mandei instalar, por contrato com uma firma especializada, um serviço de escuta e registo telemático de todas as notícias que interessam ao Ministério saídas, 24 sobre 24 horas, em todos os principais meios de Comunicação Social - imprensa rádio e televisão. (...) Ficámos assim muito mais bem informados, na hora, sobre o que nos dizia respeito - e todas as direcções-gerais e institutos públicos, bem como todas as embaixadas e consulados, ficaram com acesso on-line a este serviço.» Testemunha ainda o ex-ministro: «Proibi os diferentes gabinetes ministeriais e os dos directores-gerais e sub-directores-gerais de receberem diariamente, cada um, cerca de uma dezena ou mais de jornais e revistas estrangeiros, o que custava uma fortuna (mais de 400 mil euros por ano, que foram reduzidos a menos de 100 mil). Concentrou-se num único pool a generalidade dos periódicos que interessavem - e cada governante ou alto funcionário requisitaria, quando necessário, as pertinentes fotocópias dos artigos ou notícias mais relevantes.»
E os direitos de autor para esse serviço de escuta e registo telemático e para as pertinentes fotocópias? Que responda João Palmeiro, a presidente da APImprensa.
22 junho 2007
A China em sessão, na próxima Quarta
é o tema da reunião marcada pelo Instituto D. João de Castro, para a próxima Quarta-feira, dia 27, às 21:00 (Rua D. Francisco de Almeida, n.º 49, Lisboa).
Conferencista: Heitor Romana, professor do ISCSP e antigo director do SIEM.
Cultura da proibição, vem de longe. Irá o MNE inscrever-se na SPA?
Inacreditavelmente, quando se esperaria que os "autores" do MNE aí incentivassem a que se copie, se reproduza e se divulge - naturalmente que sem abusos ou para usos indevidos, isto ninguém levaria a mal, até se acharia bem e nem precisaria de aviso - para o que advertem?
Advertem para o que abaixo se transcreve e mesmo assim se transcreve a medo pois nunca se sabe se os "avisos legais" também estão protegidos...
Leiam, s.f.f., o que com a devida vénia se copia (é impossível reproduzir sem copiar) e se divulga (sendo também impossível divulgar sem reproduzir):
"E já agora, uma vez que nos é concedido o privilégio da permissão do Direito de citação, seguidamente se copia, se reproduz e se difunde o citado logótipo da Presidência cuja cópia, reprodução e difusão é expressamente proibida mas que atempadamente devemos conhecer para não se usar inadvertidamente:
Protecção dos direitos de autor (Copyright)
Toda a informação afixada no nosso portal está protegida por lei, ao abrigo dos Direitos de Autor.
É, pois, expressamente interdita a cópia, reprodução e difusão da informação contida neste sítio sem autorização expressa da Missão Presidência quaisquer que sejam os meios para tal utilizados, com as seguintes excepções:
- Informações relacionadas com agenda;
- Fotografias devidamente assinaladas.
É permitido o Direito de citação.
No que respeita ao logótipo e às flowerflags é também expressamente proibida a sua cópia, reprodução e difusão."

É claro que no portal da Presidência alemã prestes a findar, em nenhum lado se lê ou alguma vez se leram avisos ou posturas dessas à portuguesa onde o nihil obstat dos novissimos eclesiásticos das Necessidades apenas incide sobre "informações relacionadas com agenda" e "fotografias devidamente assinaladas"... Uma tristeza, uma tristeza de mentalidade que não disfarça donde vem. Não acreditamos que Luís Amado tenha dado indicações para isto.
21 junho 2007
A Índia em tertúlia, sábado à noite
é o tema do debate marcado pelo Centro de Investigação e Análise em Relações Internacionais - CIARI, para sábado, 25, às 21:00, no Palácio da Independência (Lisboa, Largo de São Domingos).
Orador: Constantino Hermanns Xavier.
Tartarugal erro de Manuel Monteiro
Tartarugal de tartaruga. Afinal, aquela da abertura de uma embaixada permanente na República das Seycheles, que até um morto faria acordar, não é verdade. Foi mais uma confusão lançada pelo líder do PND, Manuel Monteiro que não entendeu a habitual nomeação do embaixador em Nairobi para apresentar credenciais em Vitória como não residente… Se não é confusão que o diga. Idêntico procedimento acontece reciprocamente com as Seycheles que, em Lisboa, estão representadas pelo seu embaixador residente em Paris, Callixte François Xavier D’Offay.Mas a confusão tem alguma explicação: Portugal tarda e retarda o processo de nomeação de não residentes – Luís Lorvão apenas se dirige agora às Seychelles, um ano depois de ter chegado ao Quénia onde reside em permanência. E está com sorte, porque noutras paragens onde há igualmente acumulações mas para países de relevo e com importância estratégica para Portugal, os diplomatas chegam a apresentar credenciais em terceiros estados à beira do fim da missão de origem...
- Isto não invalida as críticas aqui feitas às Necessidades por não publicarem a lista oficial dos cônsules honorários, onde constaria obviamente o das Seycheles … Esta omissão é que deveria preocupar Manuel Monteiro porque só depois da lista publicada é que se pode questionar se ao honorário corresponde a honra.
Querem discutir o Irão em Estrasburgo
E não é que, no Parlamento Europeu, um grupo de deputados onde se incluem Manuel dos Santos, Fausto Correia e Paulo Casaca elaborou um documento de reflexão destinado a promover uma discussão aprofundada sobre o Irão? - A iniciativa, liderada por Paulo Casaca (foto) e subscrita por deputados da Bélgica, França, Reino Unido Finlândia, Roménia, Lituânia e Portugal, pretende enquadrar a reflexão alargada sobre o Irão.
Num texto com 8 pontos, os deputados identificam a ameaça de uma ideologia totalitária, o uso e manipulação da religião, as actividades terroristas, os planos nucleares, o expansionismo e fomento do terrorismo em todo o Grande Médio Oriente e a violação sistemática dos direitos humanos (de que é exemplo flagrante a lapidação de um casal iraniano, denunciada pela Amnistia Internacional). Todavia, esta lapidação, na sequência da campanha internacional, foi hoje temporariamente suspensa.
Quatro anos de Notas Verbais
Na próxima Segunda-feira (25), Notas Verbais perfazem quatro anos. Não é muito mas já é alguma coisa, para um blogue confinado a uma área muito restrita e que o poder continua a gerir como segredo dos deuses mesmo quando não se trate de segredos de estado, ou, mais grave, quando o conhecimento e a crítica dos assuntos externos e dos procedimentos dos agentes diplomáticos e consulares são do interesse público.
Com fundados motivos, temos consciência de que alguns decisores políticos que foram passando pelas Necessidades e certo número de profissionais correlativos gostariam que Notas Verbais nunca tivessem aparecido ou mesmo que tivessem desaparecido do mapa. Mas também sabemos que a grande maioria dos diplomatas e funcionários do MNE ou colocados em instâncias onde a imagem de Portugal se faz e os interesses do País se decidem ou representam, tem estado connosco, de forma particularmente expressa quando as regras da transparência são postas em crise e quando os mecanismos de decisão são sigilosamente accionados à margem do que em democracia se exige.
Fiéis à frase fundadora, seguindo pois o conselho de Malebranche de que "é preciso tender para a perfeição sem a pretender", fomos saudando todos os que foram pondo o ombro no andor das preocupações que justificaram e justificam Notas Verbais – quanto mais acompanhados melhor, independentemente das posições políticas ou cívicas de cada um. Por isso também lamentamos que algumas intervenções que cedo se revelaram promissoras, tenham ficado pelo caminho precisamente quando a imprensa, rádio e televisão, em matéria de relações internacionais, política externa e actividade diplomática, foram decaindo na dependência noticiosa filtrada pelas agências ou meramente no acompanhamento condicionadamente institucional dos factos e das iniciativas, parte apreciável das quais planeadas segundo os cânones do marketing político, por natureza avesso ao escrutínio.
Apesar de algumas imperfeições que também nunca pretendemos, designadamente alguns breves hiatos de uma intervenção que, dependendo de uma só pessoa, está dependente das vicissitudes da "biografia" da mesma pessoa, cremos que quatro anos de Notas Verbais valeram a pena.
Carlos Albino
20 junho 2007
Pergunta. O STCDE tem razão para greve?
Na anterior sondagem, 64.29% dos participantes dizem não gostar do símbolo escolhido para a presidência portuguesa da UE, enaquanto 17,86 % gostam muito e outros exactos 17,96% se ficam pelo mais ou menos.
Greve amarga, amarga greve
E se algum diálogo responsável não funcionar tal como aquele açúcar tira o sabor amargo ao café de saco do Terceiro Andar, parece que teremos greve nos consulados, embaixadas e centros culturais, e no pior momento para a política – finais de Junho/início de Julho…- Segundo o STCDE, estão em causa:
- - Actualização salarial 2007
- - Assinatura de contrato de trabalho com os trabalhadores nas residências diplomáticas que garanta o regime legal de carga horária semanal de trabalho
- - O início imediato de negociações para resolver os casos de segurança social
- - Acabar com a dupla tributação dos funcionários nos EUA e na Suécia e a compensação em IRS de trabalhadores em diversos países, cuja situação remuneratória se agravou fortemente por razões fiscais
- - O termo da substituição de trabalhadores dos quadros (carreiras estagnadas há oito anos) por trabalhadores contratados a termo certo, sem garantias de renovação dos respectivos contratos
- - A falta generalizada da acreditação dos funcionários nos estados onde trabalham e residem
- - A exclusão dos trabalhadores externos do MNE da formação profissional
- - O não se ter legislado sobre os trabalhadores dos centros culturais do Instituto Camões, cuja prestação de serviço não tem enquadramento legal e se caracteriza pela falta de contrato de trabalho e de segurança social
Seychelles. Até um morto acorda
As Seychelles dispõem em Lisboa de um cônsul honorário, Mohammed Salim Jussub *, num oitavo piso dos Jardins de Campolide, nomeado há cerca de uma ano para tais funções. Portugal, até agora, tem estado representado em Vitória (a mais pequena capital do mundo) pelo embaixador residente em Nairobi, acreditando-se que isso seria o suficiente - não há nenhum português residente nas Seychelles, as trocas comerciais são inexpressivas e aquele minúsculo país está longe, muito longe de pesar nos interesses externos de Portugal como outros onde as Necessidades fecharam embaixadas e consulados.
Mas, oh senhor ministro Luís Amado, o que é que lhe passou pela cabeça? E será que o Presidente Cavaco Silva nomeará algum embaixador proposto para embaixada tão virtual?
- * A propósito, as Necessidades teimam em não publicar a lista oficial destes honorários, sobre parte dos quais há fortes probalidades de dúvida.
14 junho 2007
Processos amontoados. Parece que abafados
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Como tem razão o notador M.R e todos aqueles que estão desmotivados e diria mesmo revoltados com o estado a que chegou o MNE. Situação nunca vista !, repete-se nos corredores do palácio sem que esses desabafos ou sons abafados cheguem ao Ministro Amado de tão preocupado que anda com a Presidência europeia. É este o estado da coisa, do bicho !Veja as injustiças que ressaltam do último movimento diplomático, feito com os pés, por uma equipa que parece não querer ver o evidente e que só se preocupa com o futuro de uns tantos amigos. Depois espantam-se que apareçam inúmeras acções contra o MNE nos tribunais portugueses.
Os processos amontoam-se, silenciosos em gavetas. Falo do processo disciplinar contra a ilustre esposa do ilustre chefe de gabinete de um ilustre Secretário de estado, e que, para minha surpresa, parece que também foi guardado. Na altura as conclusões do processo apontavam para uma falta disciplinar grave da dita senhora, e obrigavam-na ao pagamento de uma quantia que nunca chegou a ser paga. Aliás o próprio DFA pretendia uma punição exemplar. E o que se passou desde então ? Nada. Suponho que um outro interveniente, que segundo o mesmo processo era ilibado de qualquer culpa, foi colocado na Cifra o que espantou todos aqueles que conhecem o seu trabalho e competência, diplomatas colegas e técnicos e adminstrativos que com ele trabalharam. Profundo conhecedor de assuntos da Europa, sendo que o facto de ter assessorado os Secretários de Estado Martins, Seixas da Costa e Teresa Moura deveria falar por si, será que acabou por ser pressionado a estar em silêncio, acusado de proximidade ao PSD? É assim que se julgam as coisas e as pessoas nesta casa.
Falam as NV de alguns casos de processos disciplinares. Meu caro, há tantos mais do que os que aí aponta, na Europa, em Marrocos etc... Os amigos safam-se e os outros que se amolem.
E Amado, onde está ?
Diplomacia de peregrinos
O que pensa Portugal?
- Independentemente de como o Tratado Europeu vai ser (a presidência alemã entrega hoje dois documentos - um estritamente jurídico de carácter geral e outro que é o esboço do que será o texto final do mandato previsto para dia 19) alguém pode dizer o que se tem dito em nome de Portugal o que Portugal pensa? É que ao mesmo isto, temos direito a saber... Até agora, nem Luís Amado nem Manuel Lobo Antunes foram claros sobre o que pensam e dizem, à falta de referendo, em nomes dos demais que também pensam.
A troika Merkel/Sarkozy/Zapatero
- E corre por essa Europa que, afinal, serão os gémeos polacos Kaczynski a colocar os entraves fatais para um acordo sobre o Tratado Europeu. Corre também que Merkel conseguiu reduzir os obstáculos de outros três estados partidários de um texto minimalista – França, Holanda e Reino Unido.
E corre também que, nesta matéria, Portugal não conta, apesar de fazer parte da presidência tripartida que, tal como se suspeitave, é uma figura retórica. Tanto que hoje mesmo, o presidente francês Sarkozy ruma a Varsóvia na tentativa de convencer os gémeos a aceitar o sistema de decisões por maioria qualificada, seguindo também Zapatero (depois de conversa com Merkel) para a capital polaca com a mesma finalidade, e, na sexta-feira, os dois líderes de Varsóvia irão a Berlim com o mesmo assunto em carteira. Entretanto, Lisboa continua a preparar o exercício, a receber ou a ser recebida, a cumprir uns números úteis para efeitos mediáticos internos…
Na verdade quem conta nesta UE são os estados mais fortes da mesma UE que são os mais interessados na drástica redução da aplicação do princípio da unanimidade o que significa a impossibilidade de um qualquer estado membro poder vetar um acordo que prejudique interesses nacionais vitais, por exemplo.
12 junho 2007
Diplomatas da OTA
06 junho 2007
Diplomacia dos pés
Continuamos a tratar das coisas pelos pés ou para os pés. E aí está o novo estádio de Al-Kahder, nos arredores de Belém (Cisjordânia), financiado pela cooperação portuguesa. O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação... Notável!
Grande poema de António Braga. Para o 10 de Junho
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Haverá melhor serviço e mais qualificado apoio
consular depois de concluída a reforma
no final do corrente ano. Se Camões pode inspirar
os nossos dias, nas actuais circunstâncias
complexas, construção será a palavra
adequada para o devir colectivo, tal como
a sua poesia o foi para a Pátria. Uma das maiores
grandezas das Descobertas por ele cantadas,
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mesmo a navegar contra os ventos, foi
a construção de um mundo novo. Essa
é a responsabilidade que passa de geração
em geração e que os portugueses residentes
no estrangeiro conhecem melhor que ninguém.
(…)
(…)
(…)
05 junho 2007
Newsletter de Belém
Dos Notadores. Linhas lidas, mas o debate...
- "
Senti numa das suas últimas mensagens algum desalento perante o destino da carreira diplomática portuguesa.
Tem toda a razão, cada vez há menos regras, respeito, nomeadamente pela lei, menos ética. É, cada vez mais, o salve-se quem puder.
A actual administração, quer a nível político, quer de direcção-geral, não tem competências de gestão. Não há rumo traçado pelas lideranças, não há espírito de equipa, não há um mínimo de lógica de comunicação interdepartamental, não há nada. Há gabinetes isolados e departamentos perdidos pelos confins do MNE. Tudo isto é exactamente o contrário do que os mais elementares manuais de gestão e administração privada ou pública recomendam. É neste estado de coisas que florescem inevitavelmente os jogos de interesses e as amizades. Daí as colocações de vários funcionários três vezes consecutivas em postos A (havendo até um caso fenomenal recente de um funcionário colocado pela quarta vez consecutiva num posto A), o que é uma afronta para todos os outros funcionários.
Não se premiando o mérito, mas tão-só as amizades, como poderá ser possível ao MNE ter um mínimo de produtividade? Com os "amigos" à frente, em vez dos mais competentes, é impossível chegarmos longe.
Não são de estranhar, por conseguinte, os resultados das sondagens sobre a actuação da equipa governamental do MNE.
Faço votos para que a sua intervenção faça eco destas palavras, para que, pelo menos, e visto que é impossível contrariar poderosos lobies, em particular ao nível dos gabinetes, estas linhas, como tantas outras que NV tem dado a conhecer, possam ser lidas e suscitar algum debate.
Dos Notadores. Como ficaram os processos?
"
Numa ocasião em que tanto se fala de processos disciplinares na polícia, na educação, nas finanças não acha que o MNE deveria apanhar boleia e dar contas dos processos que há muito correm nos corredores do 4.º, 2.º e rés do chão?
Mas afinal como ficaram os processos de Ankara? E de Versalhes e Seul? E de Riade? E de Otawa/Toronto? E de Luanda? E de Londres?
Tantos, tantos que ficam esquecidos deliberadamente nas gavetas ou com silêncios pagos a peso de ouro ou de promoções. O que é feito de Artur Magalhães, de Arez ou de Vaz Pato? Será que o que se fez ou se disse que foi feito compensa? Ou não compensa? Será que o MNE não se sente obrigado a seguir e obedecer aos dispositivos legais da Administração Central? Até quando?
04 junho 2007
Barómetro até Sábado. Sobre o símbolo do semestre UE
- Nas quatro votações que terminaram em 21 de Maio
- Desempenho de Luís Amado
- Mau para 61.14%
Bom para 12.23%
Suficiente para 11.35%
Sofrível para 10.04%
Notável para 5.24%
- Mau para 35.58%
Bom para 24.04%
Sofrível para 14.42%
Suficiente para 13.46%
Notável para 12.5%
- Mau para 41.9%
Sofrível para 23.81%
Bom para 20.95%
Notável para 6.67%
Suficiente para 6.67%
- Mau para 82.98%
Notável para 9.36%
Sofrível para 4.26%
Bom para 2.55%
Suficiente para 0.85%
Revenons à nos moutons. Albânia explica
- Falar apenas de Portugal, como diria o ministro Santos Silva, não compensa a bola, tira a fé em Fátima e dá azar às autarquias - falemos da Albânia. Ler → Isto de El País que faz lembrar o que não compensa, tira a fé e dá azar.
Notadores. Estímulo
É com mimos destes que estragam as NV...
Embaixador Agapito. Só ele...
- "Meu caro! Nas Necessidades, um chefe de gabinete de ministro de Estado é mais do que ministro! É um estado de ministro!"
Rigor de Braga para Riga
A propósito da brincadeira com bandeiras na Letónia, disse a agência Lusa que "Já a Embaixada de Portugal em Riga preferiu o silêncio, remetendo qualquer comentário para a Secretaria de Estado das Comunidades." Mas indo ao site oficial desta actualizadíssima secretaria de António Braga cai-se no logro de que «Não existe representação diplomática portuguesa na Letónia, sendo os assuntos deste país acompanhados pela Embaixada de Portugal em Estocolmo»... Constatar → AQUI, enquanto é tempo.Nascimento de Sócrates
Logotipo bem bonito, moderno e original. Como os candeeiros Vitória
Nos «avisos legais» do novíssimo site da presidência, no que diz respeito ao logotipo e às flowerflags, adverte-se que «é também expressamente proibida a sua cópia, reprodução e difusão» ... E como maior proibição não pode haver para coisa paga pelo contribuinte, NV copiam, reproduzem e difudem em vez desse logotipo uma chama de gás natural que vem a dar no mesmo que esse logotipo dá - para as flowerflags, já é mais complicado embora com um simples maçarico do AKI se consiga isso.
Subtraiando as coisas da UE, diplomacia do 3.º mundo
É que subtraindo as coisinhas da UE (a morfina da "preparação" e a eutanásia do "tratado simplificado", pois o que é isto?) a diplomacia portuguesa - de Angola à China, de Marrocos à Rússia, passando pelas teses de Braga sobre a Venezuela - comporta-se como uma diplomacia do 3.º mundo, no 3.º mundo e com o 3.º mundo - o pensamento de Pinho, por mais que nos custe, ajusta-se-lhe. Devemos agradecer a Sócrates o ter segurado este curioso e premonitório ministro.
As opiniões de António Braga sobre esta Venezuela
São se estarrecer as opiniões de António Braga sobre esta Venezuela, sobre como justifica chegar-se a esse nível de uma visita de Chávez a Portugal e sobre que relação haverá entre os 600 mil portugueses radicados nesse país e o petróleo venezuelano, para não se falar do resto. Aliás, falaremos, quanto mais não seja para que Chávez se arrependa de ter retirado os cartazes com Sócrates que chegou a usar na campanha, já que Braga ficou «com muita boa impressão do elenco governativo, da sua formação de base, técnica e política».
03 junho 2007
Reabertura da casa...
Amanhã, dia 4, reabrimos a casa.






