31 Março 2007

Conselho Diplomático de Gaia

    É diplomaticamente verdade: O embaixador António Martins da Cruz é o presidente do Conselho de Administração da AMIGAIA - Agência Municipal de Investimento, EM, de que fazem parte mais dois administradores "não executivos", Fernando Gomes Perpétua Moreira e António Carlos de Sousa Pinto, o que significa que o presidente é protagonista executivo.

    Não há nenhum mal nisto até porque tem o selo do site oficial da Câmara Municial de Gaia.

[Novo:personagem] Ministro plenipotenciário Sabugo Coentrão

Toda a gente sabe nas Necessidades que o ministro plenipotenciário de 2.ª classe Sabugo Coentrão é a figura mais venenosa da carreira.

Com a sua vozinha - de vozinha se trata - ele abre todas as conversas com um proverbial «Dilecto mestre...». Depois, dito isso de mansinho e descansando o único dente canino sobre o inchado lábio inferior após pausa de diplomacia curta, depois é só veneno, só veneno, pois coisa que ele diga, como sempre breve, envenena:
    «Dilecto mestre... se Martins da Cruz regressar ao activo, sempre poderá ser colocado em Haia, em Dublin ou na OSCE...»

E descansou o dente.

Abrilada no quadro. Martins da Cruz em questão

    O Conselho Diplomático vai começar mal o mês, tendo que tomar uma deliberação de fundo. O Secretário-Geral terá que ouvir o Conselho sobre a prorrogação por mais um ano da licença sem vencimento de longa duração do funcionário do quadro diplomático do MNE, António Mendonça Martins Cruz.

Alguns membros do Conselho Diplomático ( consta que essencialmente os representantes das categorias, influenciados pelo poderoso lobby da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses) estão muito motivados a levar o Conselho a se pronunciar desfavoravelmente, com base nas conhecidas declarações do funcionário em causa de que não regressaria à carreira diplomática após o exercício de funções políticas. Um número crescente de diplomatas ( sobretudo conselheiros de embaixada e ministros plenipotenciários) têm vindo a vocalizar o seu descontentamento pelo preenchimento de uma vaga no momento em que os sectores intermédios da carreira vêem muito restringido o número de lugares de topo.

Acresce que o Secretário-Geral será confrontado com a argumentação de que contrariamente a outras situações de licença sem vencimento, o funcionário em causa não regressará à carreira diplomática. Não conseguimos entretanto confirmar um rumor de que, antecipando aquelas dificuldades, A da Cruz está a ponderar requerer o reingresso ao lugar no quadro, facto que colocaria a hierarquia do MNE num desconforto adicional.

(Preso por ter cão, preso por não ter cão)

[Ou:quer:que:lhe:lembre?]

[Recorda-se:que] foi em 1971 (6 de Janeiro) que se realizou a primeira reunião plenária das conversações exploratórias entre Portugal e a CEE, quase dez anos depois do governo português ter solicitado a abertura de negociações para um acordo de associação (18 de Maio 1962) que tinham ficado adiadas sine die na sequência do veto francês à candidatura britânica (Janeiro de 1963) ?

[Ou:quer:que:lhe:lembre] que as áreas mais conservadoras do Estado Novo, através do seu porta-voz o jornal Economia e Finanças (15 de Maio de 1972), exigiram que o governo classificasse como subversiva qualquer «propaganda a favor da integração de Portugal na CEE», uma vez que tal integração pressupunha o «abandono do Ultramar»? Mas que, pouco depois (22 de Julho), foi assinado em Bruxelas o acordo comercial entre Portugal e a CEE?

[Parabéns] Alô, Lima!

    Que haja boa festa, hoje, na Avenida Salaverry que é onde reside o embaixador de Portugal em Lima, Mário Lino da Silva (Palmela) ! Parabéns também para o diplomata José Augusto de Jesus Duarte (Lisboa).

      E ainda para Luís Filipe Ferreira (Lisboa), assistente administrativo especialista.

30 Março 2007

Enfim, o Quai d'Orsay

Amado esteve em Riade, a "participação" na cimeira árabe foi badalada na imprensa do corta e cola apenas quanto ao vai partir ou está, nada mais. Oficialmente, nada mais. Enfim, valha-nos o Quai d'Orsay AQUI, nas Notas Formais que são para isso, para acrescentos e suprimentos.

Veja, escute e conclua

    Passe a publicidade, é um bom projecto este o da EduWeb. Julgamos que no MNE, por essas embaixadas e consulados haverá alguma conclusão a tirar daqui. Mas a pose não aponta para aqui, aponta para imitações longínquas.
Para ver e ouvir clique AQUI

Dos Notadores. Polémica no Rio de Janeiro

Do Notador Magalhães de Lima, assim mesmo:
    "
    Resolveram alguns saudosistas do antigo regime, residentes no Rio de Janeiro, - entre estes, o ex – ministro Rui Patrício, coadjuvado pelo Presidente do Real Gabinete Português de Leitura, Dr Gomes da Costa - não deixar passar em claro o centenário do nascimento do Prof. Marcelo Caetano… Organizaram uma sessão solene com o patrocínio de uma Universidade privada ( Gama Filho ), e assim passaram uma animada tarde a cantar loas a Marcelo e a recordar os saudosos tempos de então…

    A maior parte da nossa comunidade no Rio de Janeiro, é extremamente conservadora, raiando mesmo um primário reaccionarismo, que nunca deixa, esta simpática gente, de pensar nos reais motivos porque eles e seus familiares tiveram que emigrar, e que ainda veneram Salazar, e homenageiam Marcelo Caetano.

    Tudo isto passaria despercebido, se esta homenagem não tivesse contado com a presença do António Lima, - embora também saudosista desses tempos - mas, de momento, a exercer as funções de Cônsul Geral de Portugal no Rio de Janeiro !...

    Apesar de ter sido convidado, não tem este anjinho, jogo de cintura para se esquivar de um uma situação comprometedora como esta em que se meteu ? O que pensará o Senhor Embaixador em Brasília, e o Senhor Secretário de estado das Comunidades, do Cônsul que temos no Rio de Janeiro ?

    O Rio de Janeiro merece mais e melhor

    Atenciosamente

    Magalhães de Lima

Grande susto na Cova da Moura…

Pois grande susto na Cova da Moura quando Sócrates garantiu na terça-feira que a presidência portuguesa começara nesse dia, com a entrega do SISone4all que permitirá aos nove estados do alargamento de 2004 aderirem no final do ano ao Sistema de Informações Schengen. Houve por lá gente a acreditar que esse dia 27 de Março era já 1 de Julho… E houve mesmo quem acertasse datas nos relógios, fizesse saltar folhas e folhas nas agendas de secretária, desmarcasse viagens e reuniões de Abril, Maio e Junho. Quem ousaria pôr em dúvida que «Com o SISone4all começou a presidência portuguesa da União Europeia», em manifesta aplicação da engenharia civil à frase política? Apenas hoje é que, na Cova da Moura, toda a gente regressou ao normal 30 de Março, porque amanhã é sábado e os alemães recomendaram calma que Berlim ainda tem três meses.

El País comovido

    El País, hoje, com esta de primeira página "La crisis desata el éxodo en el Duero portugués - Dezenas de miles de afectados por el hundimiento del textil buscan trabajo en España", dá razão asiática a Pinho, e tanta razão dá que o texto asiático de Miguel Mora (cheirinho AQUI, mas vale a pena ser lido na íntegra em papel porque este rapaz comove-se) deve ser de imediato traduzido em chinês pelo ICEP...

[IDN:Porto] Adriano Moreira, "Os Desafios de Portugal"

Esponja. Não vai deixar de ser curioso ouvir no Porto, dia 12 de Abril, aquele que conheceu de perto e de que maneira o grandessíssimo português (grande é pouco) e que foi o seu Ministro do Ultramar demitido em circunstâncias que não abonam muito o superlativo . Desde essa ocasião, década a década, desde a abolição do Estatuto do Indigenato até este presente europeísta, Adriano Moreira tem vindo a actualizar o tema dos "desafios de Portugal", tendo sido o único ministro do grandessíssimo que fez carreira política depois do 25 de Abril. Nova actualização, pela mão do IDN/Norte, no Auditório da Universidade Católica no Porto. Vai ser de ouvir, tratando-se de tema que está para os ouvidos assim como a água está para a esponja...

Soares, protagonista executivo da UE-Rússia...

Uma semana de "protagonismo executivo". E hoje (30), as últimas sessões do Seminário Rússia - Portugal, dedicada ao tema As relações União Europeia – Rússia, no Auditório da Fundação Mário Soares.

  • 10.30 horas - Interesses Nacionais e Comunitários negociação de decisões no âmbito da UE, com intervenções de Vítor Martins e José Medeiros Ferreira.

  • 17.30 horas, sessão de encerramento com Freitas do Amaral, João Mira Gomes, Natalia Slavkina (Vice-Directora do Instituto de Estudos Europeus de Moscovo), Pavel Petrovsky (Embaixador da Federação da Rússia em Lisboa) e João Soares.
O seminário decorre desde Segunda-feira, com Mário Soares protagonista na sessão de abertura e, entre outros, Fernando Neves, Sergey Yastrjembsky (Conselheiro de Putin para as relações com a UE) e Manuel Marcelo Curto (Embaixador de Portugal em Moscovo).

[Barómetros:NV] Duas novas votações: Cavaco/Soares e Manuel Lobo Antunes (AR)

Duas novas votações nos Barómetros NV

    Barómetro semanal (até 6 de Abril)
      Cavaco ao excluir Soares... Fez bem? Fez mal?
    Barómetro rápido (até 2 de Abril)
      Discurso de Manuel Lobo Antunes no Parlamento foi genial? bom? mediano? mau? péssimo?
Resultados dos barómetros anteriores

    Reforma Consular
      75% discordam, 25% concordam
    Portugal deve considerar direitos humanos em África?
      Para 81.82% Sim, sempre; para 13.64% Conforme os negócios, e para 4.55% Não, jamais

[Recorda-se? Ou:quer:que:lhe:lembre?]

[Talvez:não:se:recorde] ou nunca ninguém lhe tenha dito, que um grande português que até foi MNE interino (interino dez anos, de 1936 a 1947...) , em 24 de Novembro de 1936 fez publicar um decreto-lei de sua autoria que, embora destinado às professoras do ensino primário, em muito correspondeu ao «espírito» e à «letra» da tradição das Necessidades que vigorou até não há muito tempo...

[Ou:quer:que:lhe:lembre] o que estipulava, por exemplo, o Artigo 9.º desse genial decreto-lei? Segue:

    "O casamento das professoras não poderá realizar-se sem autorização do ministro da Educação, que só deverá concedê-la nos termos seguintes:

    1. Ter o pretendente bom comportamento moral e cívico;
    2. Ter o pretendente vencimentos ou rendimentos documentalmente comprovados, em harmonia com os da professora."

[Parabéns]

    Para os diplomatas Paulo Miguel Graça (de Tomar) e Jorge Ryder Torres Pereira Lisboa), por certo o que foi o último Cônsul-Geral em Madrid, mas já em Ramallah como chefe da Representação Portuguesa desde 13 de Março, com cartas credenciais já apresentadas ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.

    E também para Maria Fernanda Monteiro Pereira (Trancoso) ) assistente administrativa especialista.

Em Sevilha o fizeste, em Sevilha o pagaste

    Extensão 1767. Mas que velho provérbio português se ajusta tão bem ao caso do Consulado-Geral em Sevilha! Então não teria sido prudente que António Braga tivesse chamado o diplomata (o cônsul anterior a Bulhão Martins) que negociou com os andaluzes a prorrogação da cedência de instalações até 2054? É que está aí à mão, nas Necessidades - é nem mais nem menos o actual director de serviços das Organizações de Segurança e Defesa, o dr. João Côrte-Real. Este diplomata saberá de certeza mais e melhor do que os andaluzes com quem falámos, fingindo nós que não sabíamos nem mais nem melhor do que eles, porquanto, sempre que se fala com andaluzes, devemos ter presente que em Sevilha o fizeste, em Sevilha o pagaste. Os serviços que rodeiam António Braga estiveram mal, mais uma vez.

29 Março 2007

Agapito, com aquela firmeza no andar... Abriu o álbum

O embaixador Agapito que nada tem daquelas posições lânguidas do hábito do sofá e do recosto que faz com que muitos diplomatas e decisores se acostumem à cabeça errante, à moleza dos braços e à inocência de corpo amolentado, naquela firmeza de andar disse isto:
    «Meu caro! Era tempo do FRI conceder um subsídio ao STCDE para um curso de formação sindical à ASDP! Ouça! Olhos nos olhos! A ASDP precisa de exercício nos músculos, ar nos pulmões, destrangulamento da digestão e descompressão da circulação! Já conheci outrora as consequências disto, tenho a fotografia de prova no meu álbum das Necessidades, veja! Veja meu caro no que a falta de exercício dá!"
E rindo, rindo abriu o álbum, à passagem pelos Claustros:

Oh senhor embaixador Bessa Lopes! Com todo o gosto!

    Andam NV, há tanto tempo, à procura de um "acto não desmaterializável" que desencorajasse o MNE a criar a Embaixada Virtual. E aqui está um!
Diz-nos o embaixador de Portugal em Andorra, Nuno de Bessa Lopes: "Dentro do marco da colaboração com a Câmara Municipal de La Massana e no âmbito da realização do Salão do Comic, tenho o prazer de apresentar, novamente este ano, o Concurso de banda desenhada que a Embaixada de Portugal em Andorra organiza para os meninos e jovens com idades compreendidas entre os 8 e 16 anos" e que "Todos aqueles que desejam participar no concurso, podem enviar à Embaixada de Portugal em Andorra o seu trabalho até o dia 20 de Abril. Todas as bandas desenhadas serão expostas no Salão do Comic de La Massana desde o dia 28 de Abril até o dia 6 de Maio". E mais: "A Embaixada de Portugal em Andorra dotará cada categoria com um prémio. No entanto, todos os participantes serão recompensados pelo seu esforço e dedicação."

Sevilha. Grande novidade? NV não avisaram?

    Diz agora a Lusa, que nem sempre é blogue do governo, que "Portugal está em risco de perder o uso de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade de Sevilha, onde funciona o seu consulado-geral, devido à reforma consular que porá em risco o contrato para o uso do espaço". A agéncia, com base em fontes autárquicas em Sevilha, dá conta de que o uso do edifício poderá deixar de ser permitido pelo município quando o actual consulado em Sevilha passar ao estatuto de "escritório consular", como está previsto na reforma. "Se Portugal mantiver uma representação mesmo económica e cultural mas que não seja ao nível de um consulado, o acordo de uso do consulado estaria a ser violado", disse a mesma fonte.
Pois que novidade? Nas diversas vezes que NV se referiram a este caso, designadamente no breve comentário a propósito do requerimento do deputado Mendes Bota, deixou-se sugerido que o contrato de cedência até 2054 das instalações do Consulado-Geral em Sevilha a custo zero para o estado português, poderia ser posto em crise. E foi sugerido ao de leve, porque seríamos nós os últimos a ensinar espanhóis e espanhóis da Andaluzia! A António Braga dissemos isso directamente e muito antes, muito antes de Mendes Bota requerer. Foi um erro crasso e uma indvertência atroz fazer subir isso ao patamar de uma resolução do Conselho de Ministros. Os erros só se admitem se forem calculados e este não foi seguramente.

Helena Matos (Público). Tem toda a razão

Não é toda a verdade, mas toda a razão. A crónica de Helena Matos (Público, hoje/papel), no fundo sobre o poder e o jornalismo, retrata uma situação deveras incómoda para democratas por convicção e não por aquela conveniência que vai dar sempre na "democracia corporativa", designadamente a democracia corporativa do poder. E num momento em que o governo, em vez de apenas fazer - fazer mais e melhor como lhe compete e para isso é eleito - avoca obsessivamente o exercício da auto-avaliação servindo-se da Imprensa, dá que pensar. É que são cada vez mais os artigos e outras peças de governantes a auto-avaliar-se, designadamente em matérias de política externa. Porque é que não imitam por inteiro, e de vez, Chávez que é um mestre em auto-avaliação? É que é já admissível acreditar-se que ali há Chávez no fundo de algumas almas do governo.

[Radar] Caracas/Teerão

"Objectivos comuns". O embaixador do Irão em Caracas, Abdolah Zifan, depois de elogiar a política externa venezuelana para África, observou que o Irão e a Venezuela «têm objectivos comuns» quanto a este continente, acreditando que os dois países «actuem em conjunto» nas áreas da energía, agricultura, agro-indústria, infraestruturas, saúde, água potável e desenvolvimento de recursos. Possivelmente serão também coincidentes quanto ao respeito pelos direitos humanos, matéria que Abdolah Zifan não citou sequer e grande parte da África dispensa.

[Por:hoje:e:amanhã]

ICEP. Com a publicação, hoje, na folha oficial, ficou consumada a exoneração de Marques da Cruz do cargo de presidente do ICEP, a pedido do próprio. Efeitos reportados a 28 de Fevereiro.

Amado. Depois de Moscovo, Luís Amado, amanhã em Bremen para a reunião informal de MNE’s UE. Na agenda os assuntos que se arrastam.

Macedónia. Amanhã, sexta, visita oficial do Primeiro-Ministro da Macedónia, Nikola Gruevski. Começa por uma cortesia a Jaime Gama, preenche a manhã com reunião de trabalho na Associação Industrial Portuguesa, continua a trabalhar ao almoço com Sócrates, preenche parte da tarde com idas ao Castelo de S. Jorge e Jerónimos e termina com outra cortesia a Cavaco Silva.
    A Antiga República Jugoslava da Macedónia, designação imposta pelo boicote grego ao uso simples de Macedónia, tem 2.070.000 habitantes, em 25.333 kms.

Dos Notadores. Portugal e a Europa

Do Notador António Green:
    Manuel Lobo Antunes não ralha com ninguém. É só falta de confiança no discurso que profere.Tem uma leitura enviasada da participação de Portugal na UE, fruto de uma militância partidária na sua carreira diplomática e de uma postura facciosa fruto de ter sido "Ajudante"(assim diria antigamente s. Exa o PR) do Representante de Portugal na negociação do Tratado Constitucional.

    Note-se na leitura megalómana quando diz que "não vai aceitar acriticamente o que outros lhe apontem" , pensando que vai "estar no centro da decisão europeia". Não vai. Portugal não tem dimensão, nem pensadores, nem politicos, nem estratégia em politica externa para ter mais que um papel periférico. Portanto, temos é que saber quais são as relações que temos de privilegiar no Mundo para sermos ouvidos na Europa.

    Só há um caminho democrático a seguir - devolver a voz ao povo europeu que se pronunciará , via referendo em todos os países em que seja constitucionalmente possível e que os politicos-negociadores do novo Tratado envolvam os Parlamentos Nacionais no processo de decisão europeu, através de uma representação igualitária dos Estados num Senado Europeu.

[Parabéns] Tinha de ser e é

    Pois claro, parabéns para Renato Pinho Marques (Coimbra), Director do Departamento Geral da Administração. Não é da carreira mas está na Casa, caindo na asneira de fazer anos à quinta-feira. NV gostariam de ser mosca para ver ...

[Quer:que:lhe:lembre?]

[Recorda-se:ou:sabia:que] em Março de 1953 os governos dos Seis (França, Bélgica, Luxemburgo, Itália, Países Baixos e Alemanha Federal) recusaram o projecto de uma Comunidade Política Europeia, elaborado pela Assembleia Comum da CECA?
    [Ou:quer:que:lhe:lembre] que nesse mesmo mês e ano, em circular para as missões diplomáticas portuguesas, Salazar esclarece a posição oficial de Portugal face ao movimento de unificação europeia nestes termos: «A nossa feição atlântica impõe-nos limites à colaboração europeia, quando esta colaboração revista formas de destruição daquilo que somos e integração naquilo que não nos importa ser» ?

28 Março 2007

Aquele discurso. Não é a ralhar que a gente se entende

No discurso do Secretário de estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, na sessão comemorativa do 50.º Aniversário do Tratado de Roma, no parlamento, ele estava a ralhar com quem? Estava a ralhar com algum estado? Com algum cidadão? Com algum executivo convidado por Cavaco Silva? E em nome de Portugal alguém pode ralhar muito e falar de alto? Na verdade, há sessões em que é o ministro que tem que estar e em que deve estar. Voltaremos ao assunto, até porque ele, ralhando sem se saber com quem, falou de tudo menos do que, sem provincianismo mental, estava em causa e seria de comemorar criticamente, por aquilo que Portugal era há 50 anos e é hoje - o Tratado de Roma. Voltaremos ao assunto.

Discurso na íntegra AQUI

Dos Notadores. Subsídios FRI

Do Notador Stone d'Eau
    "
    Seria interessante se a listagem dos subsídios do FRI já estivesse a caminho e contivesse alguns subsídios curiosos...

Dos Notadores. Segundo se diz, erro corrigido...

Do Notador Miguel Aleman:

    "
    A entrada de NV "Conselho Diplomático. Quem aguenta?" estava muito bem.

    Soube-se agora que o Ministro, para corrigir o erro na atribuição de funções ao SG na Lei Orgânica do MNE, tenciona fazer delegações de competências no SG, o que está muito bem, mas é necessário referir que não é o mesmo, porque o Ministro as pode cancelar a qualquer momento. Se estivessem na Lei Orgânica só podia haver alteração através de instrumento jurídico de igual importância ao que as havia concedido. O MNE não é licenciado em direito, mas na licenciatura em economia também se ensina o mesmo.

    O SG, após a Presidência Portuguesa da UE, devia passar a coordenar toda a área política, presidindo ao Conselho Interministerial de Politica Externa, que trata de tudo que não seja da EU - dado que neste âmbito há uma Comissão Intergovernamental específica e ao Conselho de Coordenação Político-Diplomático, que engloba os DG´S operacionais, incluindo o DGPE, que se subdiviria em DGRB e DGAM, como antigamente.

Dos Notadores. Perguntas

Do Notador Blaise Racine:
    "
    NV já referiram a falta de resposta da ASDP às questões sobre a reforma consular, mas é necessário é questionar o seu silêncio face à reestruturação do MNE e à alteração do Estatuto dos Diplomatas. Que fez o Almeida e Sousa e que vai fazer o Tadeu Soares?

China a limpo. 11 de Abril, Oeiras

E aí teremos uma Conferência/Debate sobre "Investir na China: Oportunidades e apoios", dia 11 (09:30 – 17:00), em Oeiras, nas sede da Associação Empresarial da Região de Lisboa. Na sessão de abertura, haverá provavelmente intervenção de Gao Kexiang, Embaixador da República Popular da China em Portugal, mas do MNE, ninguém no programa. Está lá o ICEP.
    A inciativa abre um ciclo de conferências com o tema "Portugal Investidor - Desafios à exportação e internacionalização", promovido pela associação empresarial.

Transparência. Lautas verbas do FRI

Nem nisto. Se há matéria onde o MNE deve dar provas de transparência é a das verbas (algumas lautas verbas) distribuídas pelo Fundo para as Relações Internacionais, o célebre FRI abastecido com os dinheiros da emigração. As listagens dos subsídios do FRI são habitualmente publicadas na folha oficial menos de 3 meses após o fim do respectivo semestre, só uma vez tendo chegado aos 3 meses (2º semestre 2004) com publicação já era Freitas do Amaral ministro.

Neste momento já vai o MNE no 2º maior atraso dos últimos 5 anos, record que será batido se a dita listagem do 2.º semestre de 2006 não sair esta semana... A gestão do FRI é feita pelo SG, pelo DDGA e pelo DGACCP que deveriam ter prontas as listagens.

É claro que obrigação teria o MNE de publicar com actualidade tais subsídios no site oficial, não esprando pelas delongas que o Diário da República há muito fixou como tradição e cultura de um estado em que a transparência parece ser jogo de cartas.

Haverá alguma surpresa?

Últimas 9 listas e datas de publicação

Listagem 1.º semestre 2006 – em 19 Setembro 2006
Listagem 2.º semestre 2005 – em 14 Março de 2006
Listagem 1.º semestre 2005 – em 19 Setembro de 2005
Listagem 2.º semestre 2004 – em 1 Abril de 2005
Listagem 1.º semestre 2004 – em 14 Setembro de 2004
Listagem 2.º semestre 2003 – em 17 Março de 2004
Listagem 1.º semestre 2003 - em 27 Agosto de 2003
Listagem 2.º semestre 2002 – em 22 Março de 2003
Listagem 1.º semestre 2002 – em 21 Setembro de 2002

Amado, depois de Riade, Moscovo...

Uma roda viva, esta «preparação da presidência» ainda o outro está em exercício...

[Recorda-se] da marca? [Ou:quer:que:lhe:lembre?] o plágio?

[Recorda-se:que] a 16 de Março, Manuel Pinho lançou a originalíssima ideia da marca Allgarve num dos seus rompantes de diplomacia comercial...
    [Ou:quer:que:lhe:lembre:que] logo no dia seguinte, a 17 de Março, NV AQUI, ciente de que a ideia, além de aberrante, não seria assim tão original, deu à sua maneira a entender que a genial palavra já tinha dono, embora com allgo de design diferente... Pinho não entendeu aquele allgo.

    Na verdade, o logo que volta a ser reporduzido ao lado não engana no que implica de "ideia" e cuja existência pode ser comprovada AQUI em página cujo último update é de 10/27/2004, portanto a palavra agora bem paga por Pinho, vai para dois anos e meio de velhice, existente no portal http://www.allgarve.biz/ que pretendeu ser «um guia completo» do Algarve, numa criação de "7 elves", melhor, de Klaas Eggens, Quinta Sete Silídes, Sitio Urzais 8400-187L, Lagoa (Algarve) . Quem se lembrou de imediato do que tinha a fazer foi o deputado Mendes Bota que acaba de pedir a Pinho uma explicação para o plágio da "ideia", sendo caso para dizer que o original será até mais atrente que a cópia...

    Vejam como tanta diplomacia comercial pode cair na esparrela.

27 Março 2007

Newsletter de Cavaco. Afinal há mas para download

Belém. Afinal, apesar de não estar a ser distribuida por correio electrónico a todos os que a solicitaram, há newsletter de Belém e vai no N.º 5, o que para um ano português não é mau. E está disponível para download. Há quem esteja a receber e quem, apesar de pedido registado há um ano, nem um sinal tenha recebido.

Consulado virtual, não! É Consulado dos Actos Desmaterializáveis!

De vento em popa. Depois da missiva que NV deram a conhecer AQUI, dia 23, nova missiva no dia seguinte, a 24, a confirmar o Reino da Improvisação, mas "com outras dimensões", a quarta, por certo, já que, notável, estão "já definidos todos os tipos de actos desmaterializáveis". Dá tal missiva um exemplo do consulado virtual: "a possibilidade de pré-marcação de atendimento pessoal por via remota" o que tem toda a infantil virtualidade de ser coisa consular. Mas isto é uma chancelaria a sério ou, na expressão do célebre pensador, é a problemática da informática das infra-estruturas em Portugal?

A missiva (sublinhados de NV) :

    De: gicmne (Grupo de Informatização Consular do MNE)
    Assunto: Actos consulares feitos virtualmente

    A todos os Postos Consulares,

    Tendo em atenção a natureza de algumas respostas recebidas, vindas dos diferentes postos consulares, esclarece-se que o email enviado pelo GIC, no passado dia 20 de Março, pretendia solicitar contributos para os serviços complementares a disponibilizar pelo Consulado Virtual.

    A fase actual de desenvolvimento do Consulado Virtual é de pré-testes, estando já definidos todos os tipos de actos desmaterializáveis, e, tal como aconteceu com a aplicação do Sistema de Gestão Consular, pretende-se agora conhecer, fruto da experiência do quotidiano consular, outras dimensões que possam complementar o Consulado Virtual, para além dos procedimentos relativos aos actos consulares propriamente ditos. Dá-se como exemplo, entre outros, a possibilidade de pré-marcação de atendimento pessoal por via remota, como já foi sugerido.

    Com os melhores cumprimentos,

Braga desgradua Sevilha... pela importância estratégica da Andaluzia

Notável. António Braga considera que no Consulado de Sevilha só havia actividades não diplomáticas e burocráticas, e que o posto foi desgraduado porque "no hace falta una presencia permanente en determinados lugares" como a Andaluzia, assegurando que o governo português no momento de encerrar ou desgraduar o nível de consulados "está pensando en la importancia estratégica de cada región"... "EI consulado de Sevilla será una oficina consular sin diplomático", diz Braga e em Sevilha se "dara prioridad a la cooperación económica y entre las empresas lusas y españolas". Continuando em castelhano, además, se prevé incrementar la "presencia cultural" a través del Instituto Camoes... Portanto, para Braga, diplomacia económica e cultural é tudo e só burocracia. Limpinho.

No Diario de Sevilla, dia 24 (clique para ampliar)

[Parlamento:Corrupção] Quem sabe tudo, diz: deixa-os falar...

Os deputados que temos. O que Ana Gomes escreveu, na Causa Nossa, pode e deve ser lido AQUI, mas, devido a incorruptível comodidade, transcreve-se, por causa do nosso sublinhado e da breve observação no final:

"
Acabo de assistir pelo Canal Parlamento às sessões desta tarde do Colóquio sobre «Combate à Corrupção/Prioridade da Democracia» organizado pela Assembleia da República.

Pela iniciativa e pelo nível e experiência dos peritos nacionais e internacionais que convidou, a AR merece aplauso.

A bancada da assistência parecia composta. Mas confesso que fiquei estarrecida perante a circunstância de nenhum deputado ter aproveitado para pôr questões ao Juíz Baltazar Garzon e à Procuradora Adjunta Maria José Morgado. Falaram apenas o Dr. António Cluny e um outro magistrado (creio).

O que significa isto? Que na assistência, afinal, não havia Deputados? ou que havia, mas já sabem tudo?
E isto, quando jornais de referência titulam hoje que o Parlamento debate corrupção... Não seria mais objectivo dizer que a corrupção foi debatida no Parlamento sem que os deputados dessem por isso, tivessem querido dar por isso ou tivessem alguma coisa a preocupar-se com isso?

António Franco, António Braga. Será verdade?

Perguntar não ofende. Será verdade que o Embaixador António Franco, na qualidade de presidente da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP), por três vezes teve agendadas reuniões de trabalho com António Braga para debate da reforma consular, e que, por três vezes, após humilhantes esperas prolongadas, as reuniões foram canceladas?

E será verdade que foi na sequência de tais episódios que o Embaixador António Franco se demitiu da direcção da ASDP?

Parlamento. Convenção a passo de caracol

A Proposta de Resolução aprova a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, é hoje distribuída em sede de Comissão de Negócios Estrangeiros. Vai durar.

[Recorda-se? Ou:quer:que:lhe:lembre?]

[Recorda-se:que] Em Outubro de 1945, Salazar garantia para Portugal a realização de eleições livres «tão livres como na livre Inglaterra»?
    [Ou:quer:que:lhe:lembre:que] Poucos meses depois (Julho de 1946) a revista Time publica um artigo desfavorável para Salazar e sobre a natureza do Estado Novo - «Portugal: até que ponto o melhor é mau?» - e, como consequência, a revista ficou proibida em Portugal durante seis anos?

[Parabéns]

    Parabéns para os diplomatas Carlos Durrant Pais (da antiga Sá da Bandeira)
    e para Sara Feronha Martins (Lisboa)

26 Março 2007

Briefing de última hora. Amado em Riade e a obtenção da substância

    Briefing de última hora. «Obtém-se a substância de um comunicado oficial, convertendo integralmente as afirmações em perguntas», regra de ouro da diplomacia portuguesa.

(MNE - Luís Amado participa na XIX Cimeira da Liga Árabe?) – Participa, não. Assiste. Amado não é chefe de estado e, além disso, não é árabe.

(MNE - O Ministro de estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, participa a partir de amanhã, 27 de Março, na XIX Cimeira da Liga Árabe que decorrerá entre os próximos dias 28 e 29 de Março, em Riade, na Arábia Saudita?) – Oh meu caro senhor MNE! Assiste!

(MNE - Esta “Cimeira da Solidariedade”, como vem sendo divulgada, contará com a presença da grande maioria dos 23 Chefes de estado da Liga Árabe, para além do Ministro português – convidado no âmbito do trio de Presidências da UE -, contará ainda com a presença do Secretário Geral das Nações Unidas e com o Presidente da União Africana?) – Ah! Assim já nos entendemos, mas apenas em parte. A maioria dos 23 chefes de estado participa e o ministro português assiste porque foi convidado em um terço e no âmbito.

(MNE - A agenda da Cimeira abordará a situação do conflito israelo-palestiniano – sobretudo considerando o novo Governo de Unidade Nacional -, a situação no Iraque, Líbano, Somália e Sudão, designadamente Darfur? Também a questão nuclear no Médio Oriente, as relações da Liga Árabe com outras organizações e outras regiões, bem como as questões sobre o desenvolvimento, a saúde e a educação no mundo árabe?) – Senhor MNE, pois que mais haverá para a Liga Árabe abordar?

(MNE - Luís Amado tem já previstos diversos encontros à margem da Cimeira com alguns homólogos? – Meu caro MNE? Mal se não houvesse diversos previstos, uma vez que o ministro assiste à margem e não participa.

(MNE – E depois?) – Ainda bem que colocou essa pergunta oportuna porque depois morreram as vacas e ficaram os bois.

[Recorda-se? Ou:quer:que:lhe:lembre?]

A partir de hoje, em vez da Pergunta da Noite...
[Recorda-se? Ou:quer:que:lhe:lembre?]

Humores e decepção. Cavaco sem habilidade e sem altura

Decepção. É a primeira vez que o Presidente da República mostra atitudes que teve, outrora, como primeiro-ministro. No momento em que há falências graves de carácter da parte de várias personalidades do estado, esperava-se do PR que se mantivesse a um nível intocável.

Infelizmente na questão dos 50 anos da UE, o PR dá um desgosto de também ele se juntar aos outros, voltando a mostrar algumas características antigas, e explicando agora a omissão do convite a Mário Soares, sem habilidade e sem altura. Cavaco Silva em vez de surgir como o presidente de alguns protagonistas da Europa, devia ter surgido como o Presidente de Todos os Protagonistas. A fórmula encontrada para deixar «um» de fora, é uma fórmula manhosa de humores, jamais é uma fórmula de estado. Goste-se ou não se goste de Mário Soares, em qualquer fórmula de estado, ele cabe, em matéria de Europa.

O texto oficial da Presidência
    Assinalando a celebração do 50º aniversário da assinatura dos Tratados de Roma, que estiveram na origem da actual União Europeia, o Presidente da República reúne-se com os protagonistas executivos da adesão e da participação de Portugal nas instituições Comunitárias (entre os quais ex-Ministros dos Negócios Estrangeiros, ex-Secretários de Estado para os Assuntos Europeus, ex-chefes de negociações de adesão, ex-Comissários Europeus e ex-Embaixadores na Representação Permanente em Bruxelas), prestando homenagem ao seu trabalho e proporcionando uma reflexão aberta sobre o futuro da Europa. Após a reunião, o Presidente da República oferecerá um almoço aos participantes na reunião.

E o protagonista que está em todas

Newsletter de Belém. Mais cavaquistas que Cavaco…

    Nova pergunta (três dias): Portugal deve considerar direitos humanos em África?
No Barómetro Rápido (fechado no Domingo) sobre se já alguém recebeu alguma newsletter de Cavaco Silva prometida há um ano por Belém, 45.45% disseram que não e 40.91% responderam desconhecer tal coisa. Curioso é que 13.64% responderam que sim, que receberam...

Ora, como aqueles que, mesmo agora e passado um ano sobre o anúncio da newsletter presidencial, se inscrevam, recebem de retormo a seguinte resposta "A sua inscrição na Newsletter foi concluída com sucesso. A edição da Newsletter da Presidência da República será iniciada brevemente"... daqui se conclui que há gente mais cavaquista que Cavaco a votar no Barómetro NV.

Cá fora de convenções...

Seria este um bom momento para o Instituto Diplomático, alguma universidade ou organização não excessivamente dependente do FRI, promoverem um debate público sobre o estado da aplicação das convenções em Portugal e por Portugal, designadamente as Convenções de Viena (relações diplomáticas e consulares), para começar... Sobretudo o ID que, como se verificou, cá fora de convenções, formou muito bem os novos adidos.

Ministros-plenipotenciários. Quando é que os temos?

Nem os critérios plenipotenciários, quanto mais os cinco ministros.

Reforma consular. Barroco contra barroco

Santos. Via Lusa. A comunidade portuguesa de Santos (Brasil) publicou o manifesto "Estamos de luto - Um pedaço de Portugal está morrendo" no jornal Tribuna de Santos, o maior diário local, com uma tiragem diária de 150.000 exemplares. O conselheiro das Comunidades Portuguesas (CCP) no Brasil, José Duarte de Almeida Alves, disse que o mesmo manifesto será publicado em jornais portugueses. Os representantes da comunidade portuguesa alegam que o Consulado de Santos, actualmente com 30.000 portugueses inscritos, é o terceiro com o maior movimento no Brasil. A prosa do manifesto é do melhor estilo barroco que é o estilo da reforma - ela por ela. Veja-se a prosa em Notas Formais AQUI , antes que quatro diários portugueses deixem de perfazer 150.000 exemplares e a publique ofuscando o barroco da reforma.

A jurisdição do Consulado de Santos inclui toda a região litoral do Estado de São Paulo, com uma população de 1,5 milhões de habitantes e cerca de 100.000 luso-descendentes.

"Há outras maneiras de se reduzir as despesas consulares, como o Governo
português deseja, sem fechar o consulado, como manter apenas um vice-cônsul, o que para nós seria mais do que suficiente", salientou Duarte de Almeida Alves para quem a incorporação da unidade consular de Santos no Consulado Geral de Portugal de São Paulo vai dificultar o acesso dos portugueses do litoral do Estado aos serviços consulares.

«Maxima similitud»

«España defendió que el nuevo tratado mantenga la maxima similitud con la Constitución que se aprobó en 2004 y que los españoles acogieron en referéndum» - (El País)

ADSP falhou na boa educação. Só lhe fica bem

NV dirigiram pedidos, no dia 18, ao presidente do CCP (Carlos Pereira), ao secretário-geral do STCDE (Jorge Veludo) e à direcção da ASDP, para se pronunciarem sobre quatro questões relativas à reforma consular. Após uma primeira mensagem endereçada para o e-mail institucional da ASDP, e face ao silêncio, insistiu-se junto do presidente em exercício da associação, Dr. Miguel Almeida e Sousa, com a mesma finalidade, seguindo-se o mesmo silêncio até hoje. Nem se espera mais. As respostas de Carlos Pereira e de Jorge Veludo, pelas indicações de contador que temos e por e-mails recebidos, foram amplamente lidas.
    Naturalmente que a ASDP não tem qualquer obrigação de responder a questões colocadas por quem esteja abaixo do New York Times, e mesmo no caso do New York Times se daí não resultar grave prejuízo para promoção ou colocação em posto. NV apenas se dirigiram à ASDP porque os respectivos estatutos dão-lhe à cabeça como fins o de «Pugnar pela dignificação da função diplomática e consular» e o de «Representar o pessoal do serviço diplomático na defesa dos seus interesses morais, profissionais, deontológicos e sindicais, promovendo a efectivação de tais interesses». Ainda assim, tem a ASDP todo o direito e legitimidade em recusar-se a «pugnar» e «representar» através de NV, embora não se notasse que tenha pugnado e representado por qualquer outro meio. Mas nada disso impediria a ASDP da cortesia de uma resposta de escusa e da mínima boa educação que só lhe ficaria bem.

Portugal já redige novo Tratado. Nem por menos

Aquela máquina. E lida a Declaração de Berlim, já corre que Portugal redige o novo Tratado! Nem por menos.

CPLP virtual e Bissau de nível

Missões virtuais. Luís Amado e o secretário da CPLP assinam hoje uma alteração ao Acordo de Sede abrindo a possibilidade da abertura de missões diplomáticas junto da organização... Mas que missões? Serão missões diplomáticas virtuais a juntar ao exercício quase virtual da CPLP como no caso da Guiné-Bissau se comprova?

Virtualidade: NoTivoli, Amado e Cravinho são anfitriões da II Reunião do Grupo Internacional de Contacto para a Guiné-Bissau, estrutura de acompanhamento da situação neste país constituída no ambiente da Assembleia Geral da ONU (Setembro). São membros deste grupo: Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, França, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacry, Níger, Nigéria, Portugal, Senegal, ONU, UA, UE, CPLP, CEDEAO, UEMOA, BM e FMI.

A dar uma ideia do nível de participação, exemplos: o Brasil enviou tão só o subsecretário-geral de Política do Itamaraty (Roberto Jaguaribe), a Espanha solamente o director-geral de Política Exterior para o Mediterrâneo, Oriente Próximo e África (Alvaro Iranzo); a França apenas o conselheiro, Desk-officer RGB no Quai d’OrsayDamian Syed; e a presidência alemã da UE, Matthias Fischer, conselheiro político da Embaixada da Alemanha em Lisboa...

24 Março 2007

Dos Notadores. Diplomatas... é directamente convosco

Do Notador Espírito Mobilizador:

"
Sou, há muito tempo, leitor atento de Notas Verbais. Não significa isto que me identifique com as posições que explícita ou implìcitamente assume. Umas vezes sim, outras não. Mas o que é importante é que sendo a área da política, organização e instituição diplomáticas muito opacas entre nós, Notas Verbais ajuda a desvelar um pouco o que aí se passa.

É desejável que tenha lugar, quanto antes, uma reflexão serena mas bem fundamentada sobre a instituição diplomática e consular e não apenas sobre as matérias substantivas da política de "estrangeiros".

Quanto à natureza das funções e quantidade de tarefas atribuíveis a cada nível do sistema diplomático e consular, estamos perante um vazio em termos de desenvolvimento organizacional. Caberia aos "donos" do sistema, os diplomatas, explicitarem a sua proposta organizacional. Não se encontra nenhum texto desta natureza em Portugal, para além do que a legislação generalista comporta. Se fizessem a "acreditação" ou "certificação" dos serviços teriam de evoluir. É que, sendo a Convenção de Viena a referência major, ela não diz como é que em cada país os princípios, objectivos, e actividades são desenvolvidos organizacionalmente, e se desdobram em programas, projectos, orçamento e planos de implementação.

Quanto aos diferentes tipos de agentes do sistema e respectivos papéis, existe um certo grau de flexibilidade para organizar o trabalho dentro dos limites impostos pelas convenções internacionais. E seria positiva a apresentação de estudos comparativos internacionais, também neste âmbito. Como em qualquer "profissão", também a esta cabe o seu desenvolvimento científico e ético. Parece existir um imenso espaço de reorganização e simplificação administrativa a preencher.

Quanto ao pessoal, não se conhece nenhum estudo que demonstre a escassez ou o excesso. Admite-se sem dificuldade que sejam insuficientes os recursos humanos mas onde e para que tipo de actividades não é completamente claro. O que emerge é extraordinàriamente superficial em termos analíticos. Bem à portuguesa!

Desaparecido das Larangeiras. Vai carregado...

Paes de Andrade, boa viagem. Como aqui já se disse, na Embaixada do Brasil em Lisboa houve, até agora, dois grandes embaixadores: o embaixador Aparecido de Oliveira e o embaixador Desaparecido das Larangeiras. E é neste contexto de retória do reino vegetal que é muito possível que o embaixador cessante, Paes de Andrade, no regresso ao Brasil, tenha que fretar um navio para levar consigo as mil flores do reconhecimento final de Lisboa: um doutoramento honoris causa na Lusíada de Martins da Cruz, a grã cruz da Ordem do Infante que lhe será entregue por Cavaco Silva num destes dias, e, além da despedida oficial na próxima semana na embaixada, ele ainda vai ter duas homenagens em duas instituições e residências de prestígio... Esteve desaparecido mas vai carregado.

Nos Claustros. Que ingénua pergunta!

Segundo a Lusa (ontem, 23) depois da centena de portugueses terem abandonado pacificamente o escritório consular em Windhoek, instados pela polícia namibiana, Manuel Coelho, conselheiro das Comunidades Portuguesas teceu duras críticas ao embaixador de Portugal na África do Sul, Paulo Barbosa, por este ter pedido a intervenção policial.
Ingénua pergunta que se ouviu nos Claustros: «A polícia namibiana irá fazer também alguma intervenção em Atenas?»

23 Março 2007

Cavaco em Riga. Processo de Arraiolos

Deslocação de carácter oficial. Cavaco Silva em Riga, 10 e 11 de Abril para a reunião de Chefes de estado no âmbito do Processo de Arraiolos. Designação adequada.

Reino da improvisação.

Como é possível ter havido uma Resolução do Conselho de Ministros sobre matéria cujo teor e implicações o decisor revela desconhecer depois da decisão? Decide-se sobre o consulado virtual sem se saber previamente o que pode ser feito e como pode ser feito?

Eis a missiva agora expedida do MNE para os postos. Comentários ficam para depois.

Assunto: Actos consulares feitos virtualmente

Bom dia, tarde ou noite,

Tendo-se iniciado a fase inicial de análise do Consulado Virtual e da futura aplicação Web do SGC (estilo PEP), agradecia que sugiram que tipo de actos consulares e a forma de os executar, por via remota ou virtual através dum portal de acesso à Internet ou quiosque, de forma a optimizar a execução/realização dos mesmos, ou seja, quais os actos consulares que poderiam ser executados sem a presença física do utente e enviados para o endereço postal do utente.

Outra abordagem será que pensar que tipo de actos consulares poderiam beneficiar de algum registo ou preenchimento de formulários por via remota, para quando o utente se apresentasse no Posto Consular a requerer tais actos, a execução e pagamento do acto fosse mais expedita do que é actualmente através da corrente aplicação SGC.

Até à data já existe uma pequena abordagem no site
www.secomunidades.pt – clicando no item Consulado Virtual clique aqui para saber mais

Os melhores cumprimentos,

Ministério dos Negócios Estrangeiros
G.I.C. - Grupo de Informatização Consular

22 Março 2007

Diplomacia comercial. China quer 关机静音 em vez de Allgarve

质量稳定. Diz boa fonte que, pelos canais adequados, Pequim terá tentado fazer chegar ao ministro Manuall Pinho, a seguinte nota:
    保护:电源保险、负载短路保护、扬声器保护、开机软起静音、关机静音。 简介:全球首台中文彩屏 并联单声道 数字智能家庭影音中心。
Segundo tradução fiável, a nota dirá isto:
    «Senhol ministlo dos Negócios com Estlangeilos, a malca pala expeliencias que malcam, não é eficaz na China. Com vénia, solicitamos altelação para Allgalve.»

Namíbia, depois do que se disse... Polícia e Lusa, sem incidentes

Acabou, diplomacia tranquila. A situação no escritório consular de Portugal em Windhoek ficou "normalizada" com a intervenção das forças de segurança da Namíbia, sem que se registasse qualquer tipo de incidente, diz agora à Lusa o secretário de estado das Comunidades, António Braga, adiantando que o governo "não pactua com actos de violência, nem com tentativas de perturbação do normal funcionamento dos serviços do estado".
O conselheiro CP Manuel Coelho, também via Lusa, depois de explicar que a ocupação do escritório consular foi "um acto espontâneo", decidido no decorrer de uma reunião da comunidade, está a preparar para sábado uma grande manifestação contra o encerramento da representação na capital namibiana. E argumenta: "É inaceitável e incompreensível que Portugal mantenha embaixadas e consulados abertos em países como o Zimbabwe ou o Gabão, que pouco ou nada acrescentam ao mundo da lusofonia, enquanto encerra representações em países com comunidades fortes e com contribuições importantes para as economias dos países de acolhimento, como é o caso da Namíbia".

Comentário NV: Se Mugabe sabe disto, ainda pede um consulado virtual para o Zimbabwe...

Windhoek. Escritório consular ocupado

Portugueses radicados na capital da Namíbia ocuparam sem violência as instalações do Escritório Consular em Windhoek cujo encerramento foi decidido no quadro da Reforma Braga, dando lugar a um posto honorário – é contra esta decisão que se manifestam. Ao que se sabe, não registou intervenção policial mas já lá está a postos a TV nabimiana, com antenas de televisões portuguesas na área, a preparem-se.

A um grupo inicial de duas dúzias de portugueses foram-se somando outros, munidos de comidas e bebidas, e até um frigorífico recheado foi transportado, fazendo prever estadia. Os promotores da manifestação tinham previamente anunciado que a esta iniciativa se juntariam figuras de destaque da Namíbia e inclusive membros do corpo diplomático.

A manifestação, segundo relatos, estará a decorrer nos jardins do edifício que foi a residência do Embaixador português acreditado em Windhoek, o diplomata Fernando Montenegro, actualmente chefe da missão em Dakar (Senegal). E há churrasco à volta da piscina, só faltando música, o que, à portuguesa, não deve tardar. Presente, o conselheiro das Comunidades Portuguesas eleito localmente, Manuel Coelho que não se conforma com o encerramento do Escritório.

[Credenciais.Belém] Qatar deu alegria a Cavaco e circunstantes

(Clique sobre a foto que não estraga a boa disposição, amplia-a...)


Como se vê. O novo embaixador do Qatar, Mohamed Jaham Al Kuwari, terá dito qualquer coisa que não se sabe e muito menos se ouve, mas porque disse, espalhou a boa disposição no frio protocolo das credenciais (terá tentado pronunciar Allgarve? - nunca se sabe, no site oficial do MNE em vez de Al Kuwari vem Al-Kuwarl, este "l" fatall). Já lá dizia Chamfort que um dia perdido é aquele em que não nos rimos. E como se nota, o embaixador da Tanzânia (primeiro da esquerda) não quis perder o dia, tal como o da Malásia (primeiro da direita). E, para até o embaixador da Guiné-Equatorial se rir (ao centro, ao lado de Cravinho), imagine-se o que Al Kuwari não terá dito para não perder o dia! Apenas Cravinho, contido mas meio-allgarvio, terá estado a pensar, tal como Bergson, que o riso é a mecânica aplicada aos seres vivos - o que faz conter. E tudo isto para dizer que a foto foi copiada do site presidencial, sendo um dever reservado dar conta de tal boa disposição que contaminou Cavaco.
Dois Residentes, Cinco Não-Residentes. Os novos embaixadores da Turquia, Ömer Kaya Türkmen, e de Timor-Leste, Manuel Soares Abrantes, ambos residentes em Lisboa, apresentaram ontem cartas credenciais ao Presidente da República, Cavaco Silva. O mesmo fizeram os Embaixadores Não-Residentes do Laos, Soutsakhone Pathammavong (em Paris), da Guiné Equatorial, Federico Edjo Ovono (Paris), da Malásia, Dato Subramaniam (Paris), da Tanzânia, Hassan Kibelloh (Paris), e do Qatar, Mohamed Jaham Al Kuwari (em Rabat). Do MNE, lá estiveram o secretário de estado João Cravinho, o secretário-geral Fernando Neves e o chefe do Protocolo de estado, embaixador Manuel Côrte-Real.

Zimbabwe. Naufrágio, diz Mwanawasa (Zâmbia)

Titanic. Para o Presidente zambiano Levy Mwanawasa, "a diplomacia tranquila" fracassou na resolução da crise no Zimbabwe. Mwanawasa apelou à SADC a mudar de táctica para salvar "do naufrágio o Titanic cujos passageiros estão a saltar para tentar salvar as suas vidas". Levy Mwanawasa está em Windhoek para as celebrações do 17.º aniversário * da independência da Namíbia.

No Zimbabwe, a taxa de inflação é já de 1700 por cento, a mais elevada do mundo, com desemprego e dificuldades económicas opressivas a coincidirem com tensão política devido às pressões internacionais geradas pelas brutalidades policiais contra líderes da oposição.

A SADC agrupa Angola, África do Sul, Botswana, Ilhas Maurícias, Lesoto, Malawi, Madagáscar, Moçambique, Namíbia, RD Congo, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

* Oficialmente, até ao momento, desconhece-se se PR e/ou Governo/MNE enviaram mensagem ao Presidente da Namíbia, como também não se sabe qual o nível da representação portuguesa nas celebrações em Windhoek, onde Portugal abriu e encerrou uma embaixada num fechar de olhos diplomático. Tão depressa Windhoek foi uma "importante capital" como para lá se destina agora um posto honorário... Bruscas variações de temperatura.

Licenciados por gabinete. E se o MNE tivesse mais cuidado?

O MNE já concede licenciaturas? A percorrer listas oficiais, oficiosas ou, pelos vistos, gratamente toleradas pelos beneficiários do título, há licenciaturas a mais nas Necessidades e nos próprios gabinetes... Será aconselhável que tais títulos sejam congelados, antes que algum Dr. Descongelado seja "conselheiro excepcional". Mas, esta matéria ainda será tratada quando voltarmos ao livro de Freitas que merece que a ele se volte antes que volte sem se lhe dizer o que merece.

[Diálogo.Com] Jorge Veludo, Secretário-Geral do STCDE. «Há funcionários a dirigir postos sem estar acreditados»

Jorge Veludo. O Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro, diz a NV: ODiversas decisões foram ao encontro do parecer do sindicato, mas que as reservas sobre a bondade da reforma continuam a existir e a não merecer aceitação em algumas medidas. Quanto ao consulado virtual, Jorge Veludo adverte que não é uma alternativa eficaz além de que o governo agiu pela ordem inversa "na miragtem dos amanhãs que cantam". Sobre a Convenção de Viena, o dirigente do STCDE afirma que o estado não cumpre ou não aproveita, dando nota negativa à protecção consular tal como está ou vai estando cada vez mais. Finalmente, Jorge Veludo insta para a obrigação do estado observar a acreditação dos funcionários - há alguns a dirigir postos sem estar acreditados. E dá um exemplo incómodo...


Os contributos do STCDE para a Reforma Braga, foram tidos em conta?
    Sem a pretensão de termos sido os fautores (de algumas) das alterações ao projecto original, que agora encontramos plasmadas na resolução do Conselho de Ministros, apraz-nos registar que diversas decisões vêm ao encontro do que defendemos no nosso parecer (ver páginas sindicais AQUI e AQUI).

    Desde logo o não encerramento de um grupo de pequenos postos cuja extinção estava prevista - New Bedford (que se mantém), Vigo, Toulouse e Providence (que passam a vice-consulados), Sevilha, Lille e Nova Iorque (que passam a meros escritórios, que consideramos uma solução mitigada pouco adequada), Osnabrück e Curitiba (originalmente escritórios, que vão tornar-se vice-consulados) e Madrid (cuja passagem a secção consular nos pareceu lógico sugerir para "compensar" a não extinção de Vigo, Sevilha e Bilbau).

    Para além disso, e numa perspectiva de reforma consular, agradam-nos as referências à necessidade de promover medidas de modernização, informatização, melhorias na organização, introdução e uniformização de procedimentos, que sempre defendemos serem o primeiro passo de qualquer reforma, propósitos cuja efectivação apoiamos vivamente.
À parte isso, a Reforma Braga satisfaz o STCDE?
    A Reestruturação Consular é uma decisão da competência governamental que não é feita para satisfazer o STCDE, devendo prosseguir uma política coerente no âmbito das relações consulares, nomeadamente no apoio às comunidades, através de serviços eficazes e adaptados, e respondendo às suas necessidades, salvaguardando os direitos dos trabalhadores dos serviços consulares.

    Sempre que a RC se aproxima destes princípios o STCDE fica satisfeito. No entanto, considerando quer o seu projecto inicial, quer o que foi decidido, as reservas sobre a bondade da RC continuam a existir e em relação a certas medidas a não merecer a nossa aceitação.

    É sabido que o nosso parecer comportava uma série de pressupostos e propostas que não mereceram acolhimento, como sejam as questões fundamentais da formação dos funcionários e da avaliação, e devendo sublinhar-se, em termos de rede, e sem ser exaustivo, a desadequação das "soluções honorárias" em Bilbau, Durban, Milão, para além da mais do que insuficiente revisão dos propósitos "parisienses", que deixam Comunidades significativas desguarnecidas e, parece claro, consubstanciam uma centralização inexplicável e arriscada (compare-se, por contraste, com o recuo na Nova Inglaterra).

    A resolução evoca ainda o propósito de instituir presenças consulares, o que, para além de ser uma solução dispendiosa por exigir deslocações, se compreende para acorrer a comunidades de dimensão razoável e relativamente longe do serviço consular, desde que devidamente organizadas, mas não são solução satisfatória para substituir serviços extintos que tinham toda a razão de ser.

    É de enaltecer a confiança demonstrada relativamente à capacidade dos funcionários externos para dirigir serviços, como já vinham demonstrando, naturalmente enquadrados nas estruturas hierárquicas (que ainda carecem de alguma definição). Esta confiança dignifica o serviço consular, que tem sido o parente pobre das nossas relações externas.

    Mas o nosso veredicto final sobre a RC só poderá ser proferido após a sua aplicação prática e, para isso, além de uma série de processamentos legais - exº: como os escritórios integram outros postos consulares, Nova Iorque vai ser um escritório de Newark? -, vamos ter de negociar com o SECP os moldes da sua concretização prática no sensível capítulo dos recursos humanos. Se o SECP entender as nossas preocupações e assumir uma postura de protecção dos seus funcionários, como nos afirmou, a fim de concretizar a RC de forma a não prejudicar (mais) os funcionários consulares, então poderemos vir a ficar razoavelmente satisfeitos com a “Reforma Braga”. Neste momento ainda não é possível avaliar a situação, pois falta agendar as reuniões, definir critérios e calendários, chegar a resultados aceitáveis.
Que avaliação faz o STCDE do consulado virtual?
    Por enquanto, tanto quanto é do conhecimento do STCDE, trata-se apenas de um anúncio, sem grandes explicações concretas de como vai funcionar. Não podemos negar que, no âmbito da modernização e simplificação da AP, incluindo os serviços no exterior, esta inovação, possa vir a ser um projecto de futuro. No entanto, a breve prazo, tendo em conta que um grande número de actos consulares exigem assinatura presencial, e dadas as características da maioria da população de potenciais utilizadores, não cremos que seja uma alternativa eficaz aos serviços de proximidade, tanto mais que as coisas são feitas pela ordem inversa: começa por se extinguir o que existe na miragem dos amanhãs que cantam, em lugar de, pela criação de alternativas adequadas, ir explicitando o esgotamento das anteriores soluções.
O STCDE considera que Portugal está a cumprir a Convenção de Viena relativa às Relações Consulares?
    Esta questão abrange aspectos muito vastos, podendo ser respondida em termos globais ou conjunturais.

    Globalmente, se pegarmos no seu art°. 5º - "Funções Consulares", parece-nos óbvio que o Estado Português não cumpre, ou melhor não aproveita, todas as possibilidades de intervenção a nível consular, que vão muito além da "produção" de actos consulares.

    E, neste aspecto, entende-se mal o anúncio de que vão ser estudadas novas missões da acção consular, quando aquele artº. 5º já prevê uma vasta panóplia de campos de actuação, que não são explorados por manifesta insuficiência de meios humanos e materiais - e não vemos propósitos de alterar a situação.

    Pelo contrário, é cada vez mais gritante o contraste entre a protecção consular que sucessivas situações concretas vêm exigindo - ou os anúncios de intervenção nas vertentes económica e cultural - e a falta de pessoal ou de meios financeiros para lhes fazer frente. Por exemplo: os técnicos de serviço social e cultural nos serviços constituem uma espécie em vias de extinção!

    Conjunturalmente, tendo presente a anterior reestruturação consular e a que agora se vem desenhando, há que chamar a atenção para a necessidade de observar a indispensável acreditação dos funcionários - há alguns a dirigir postos sem estar acreditados, na anterior reestruturação um funcionário foi detido nos EUA por tentativa de transferência à sucapa e vários estiveram meses impedidos de levantar a sua bagagem e de legalizar a sua situação no destino -, assim como, já que se pretende abrir escritórios em vez de agências, para o ponto 5 do art°. 4 da "Convenção": "o consentimento expresso e prévio do Estado receptor é igualmente necessário para a abertura de um escritório fazendo parte de um posto consular existente, fora da sede deste".

Consulados. Referendo espontâneo em França...

Aquece. Uma consulta referendária espontânea está em marcha junto dos portugueses e luso descendentes das áreas consulares de Nogent, Versalhes, Orléans e Tours. A consulta é organizada pela Coordenação dos Colectivos de Defesa dos Consulados e pela Secção de França do Conselho das Comunidades Portuguesas. Segundo os promotores, serão colocadas mesas de voto em associações, igrejas e rádios.

A pergunta:
    Concorda com a decisão do Governo português de encerrar os Consulados de Nogent, Versalhes, Orléans e Tours e a criação de um mega Consulado em Paris ?
O período de consulta decorrerá a partir de Sexta-feira, 30 de Março, às 20h00, até Domingo, 1 de Abril, às 17h00. Serão colocadas mesas de votos em associações.

Refira-se que desde o anúncio do projecto do Governo relativo à reestruturação consular, em finais de Dezembro, já se realizaram 18 manifestações em França, a última das quais a 18 de Março, em Paris, entre as Praças da Républica e da Bastilha. As manifestações juntaram mais de 25 000 portugueses e luso descendentes e contaram ainda com a participação de diversos políticos franceses.

[Parabéns]

Parabéns. Para a diplomata Cláudia Spínola Boesch (Lourenço Marques/Maputo)

[Barómetros.NV] Debate Europa – prioritário. Campanha Allgarve - deve ser cancelada

Duas novas votações já em on-line.


No barómetro semanal sobre o debate é prioritário ou deve ser deixado aos deuses, 76.67% disseram que é prioritário, 13.33% deixado aos deuses e para 10% não interessa.

No barómetro de três dias, sobre a iniciativa Allgarve de Pinho, 85.71%, dizem que deve ser cancelada de imediato, contra 14.29% que acham isso uma boa ideia.
Barómetro Semanal já on line. Reforma consular. Concorda? Discorda?

Barómetro Rápido (até Domingo) Já recebeu alguma newsletter de Cavaco Silva? Sim? Não? Desconhece?
    É que o Presidente da República, há um ano que, no site oficial apela a que se «Receba regularmente informação actualizada sobre a Presidência da República. Notícias, Agenda, Intervenções e muito mais na sua caixa de email. Subscreva este serviço!» e bastante gente que subscreveu duvida que haja newsletter…

[Reforma.Braga] Demissão no Conselho das Comunidades.

David Gomes. Eleito em Orléans/Tours. A reforma consular provocou uma primeira demissão no Conselho das Comunidades Portuguesas: David Gomes, eleito representante na região de Orléans/Tours onde o Governo decidiu encerrar os dois consulados, e também membro suplente do Conselho Permanente do órgão consultivo.
    A fundamentar a demissão, David Gomes em carta endereçada para António Braga, afirma que «nos consulados a extinguir de Orléans e Tours, estão inscritos portugueses com empresas que se situam nas 10 primeiras da região, outros empregam mais de 1000 trabalhadores, outros ainda, fornecem cadeias de supermercados com volumes de negócios de dezenas de milhões de euros».

    David Gomes lembra ainda que «há cerca de dez anos não há concursos de admissão de novos funcionários nos consulados para substituir aqueles que saíram por motivos de reforma ou doença e que, por essa razão os serviços estão em ruptura» e que «esquecer o verdadeiro êxodo de Portugueses que chegam nestes últimos tempos à Suiça, à Inglaterra, ao Luxemburgo, à Alemanha e a França é demagogia, e é fugir à verdadeira razão de ser desta medida. Desinvestir, uma vez mais nas comunidades.»

21 Março 2007

Na China? Estamos feitos...

[Boas.Leituras] O Diário Económico divulga um texto de João Santos Lucas, gestor e conselheiro para os assuntos do Sudeste Asiático, que é uma grande confusão mental e empresarial sobre a reforma consular, designadamente nas referências aos vício-consulados: o gestor do Sudeste vê imensas coisas na Resolução do Conselho de Ministros que nem lá estão, e o conselheiro Asiático vê outras que já estão em curso ou até que já deveriam ter sido concluídas, como a informatização que já leva vários anos e muitos milhões...
    Sucintamente, um comentário de VG dá a resposta: «Caro conselheiro, estive agora na China. Diagnóstico: estamos feitos!...»

Carta do Canadá. Fernanda Leitão. "Ir parar ao buraco"

PIADA PROFÉTICA

Fernanda Leitão

A tertúlia a que pertenci, na Brasileira do Chiado, por mais de 20 anos, tinha um número substancial de piadistas que resistiam a tudo. Até ao vendaval em que, a certa altura, se transformou a revolução de 25 de Abril de 1974. Um deles era o arquitecto José Segurado. Atirava pela boca fora autênticos petardos, sempre com uma cara deslavada.

Ora, num belo fim de tarde, um dos presentes, quando se fazia uma avaliação geral dos partidos políticos, anunciou que, por ele, pensava alinhar pelo CDS. Ninguém gritou, nem ameaçou, nem fez troça, e havia ali tantos da esquerda democrática, precisamente porque se repeitavam as opiniões de todos. Só que, muito sonso, o Zé Segurado disse ao candidato a centrista:
    - Tu é que sabes, mas olha que eu acho má ideia. Já reparaste bem no logo do partido? Eu acho que tanto dá ir pela seta da esquerda como pela seta da direita, porque se vai sempre dar ao buraco...
Foi uma risada geral. E ficou-se por aí.

Trinta e três anos depois, no remanso pacato da casa ao domingo, matando saudades da Pátria com um peixe no forno, a RTP-Internacional e a companhia certa dum amigo da minha Angola, de repente tudo parou e nós em primeiro lugar, quando deram em directo a balbúrdia CDS-PP. Já sabíamos o que eram claques de teatro e claques de futebol (estas bastante malcriadotas e arruaceiras), mas só ali ficámos a saber o que era uma claque de partido político constituída por marmanjões que se têm por educados, inteligentes, finos e desejados pelo povo português. Autênticos hooligans.

Ocorreu-me, de repente, que o Zé Segurado tinha sido um profeta. Aquele agrupamento partidário tem ido várias vezes parar ao buraco, ora pela esquerda, ora pela direita, mas sem barulho nem escândalo porque os seus dirigentes eram uns senhores.

Os seus herdeiros é que saíram desta fraca marca. Até uma senhora se afirma agredida. E o agressor negou, como convém, proclamando-se beirão. Se aquele é beirão, então os angolanos não passam de chineses.

Sim senhores, está em cena aquilo a que Eça de Queiroz chamava “a balbúrdia sanguinolenta da República”.

[Reforma.Braga] Diálogo com Jorge Veludo, em NV. Vamos saber qual a posição do STCDE

A posição do sindicato. Jorge Veludo, Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro, responde amanhã (dia 22, +/- 11:30 de Lisboa), às quatro questões colocadas por NV sobre a chamada reforma consular. As relações entre o STCDE e as Necessidades nem sempre têm sido fáceis, mas pode haver por aí surpresa para António Braga... Boa? Má surpresa? Saberemos amanhã.
NV solicitaram igualmente à ASDP (Associação Sindical dos Diplomatas) que se pronunciasse. As respostas do Presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, Carlos Pereira, podem ser lidas AQUI.

Agenda. UE/UA e diplomacia dos drinks

Hoje, a África de Tripoli. Luís Amado hoje na Líbia (vice-presidência da UA), após encontro de ontem com MNE do Gana (presidência africana) e da reunião de segunda com o MIREX de Angola (a outra vice-presidência). Se a cimeira dependesse das democracias vice-presidentes, o êxito estaria garantido…

Sexta-feira, na Cova da Moura. O secretário de estado austríaco Hans Winkler vem saber as últimas da preparação da presidência da UE.

Domingo, drinks. Manuel L. Antunes, domingo, com o Protocolo inundado de embaixadores acreditados em Lisboa, para celebrar os Tratados: da EU, dos candidatos à UE, dos que fora disto pertencem ao Espaço Económico Europeu e ainda a Suíça. Muitos drinks. Comparável a tamanha enchente, só a que Martins da Cruz convocou para promover a frustrada candidatura portuguesa ao TPI.

Notadores. A Chapa Zero para descongelar…

Do embaixador jubilado Roberto Char:

E o curioso é que para descongelar a fórmula de justificação já é bíblica:
    «A crescente importância do papel de Portugal na cena internacional arrasta consigo relevantes compromissos para a sua política externa, implicando um reforço constante da actividade das missões diplomáticas, gerador de necessidades de pessoal especializado que não podem ser satisfeitas através dos instrumentos de mobilidade previstos na lei e que justificam a adopção de uma medida de descongelamento excepcional, desbloqueando os lugares indispensáveis.»
Numa única frase de 62 palavras, a imaginação não poderia ser maior e o ciclópico esforço de conventimento não poderia ser linearmente mais arrevesado...

Notadores. O jogo do exonera, descongela...

Do adido Xambaril
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Apenas para recordar que o descongelamento de lugares de pessoal técnico para o quadro especializado do MNE, já vai na quarta (ou quinta ?) edição. Para além do citado, seguem mais três dos respectivos despachos: Despacho n.o 2022/2007, de 16 de Janeiro (adido técnico), Despacho n.o 3862/2007 de 18 de Janeiro (conselheiro técnico)e Despacho n.o 4122/2007 de 29 de Janeiro(conselheiro jurídico). O que dizer? Apenas que é preciso ter lata. Muuuuuita lata!

Comemoração dos Tratados. Cinco horas de transparência...

Domingo, 25. Nos 50 anos dos Tratados de Roma, das 11:00 às 16:00 nove palácios, segundo a nota oficial «que de algum modo tiveram um papel relevante na política externa portuguesa», abrem as portas ao público: Belém, os dois de São Bento (frente e costas), Necessidades, Palhavã (Espanha), Santos (França) e Condes de Pombeiro (Itália), além da Ajuda e Queluz. É o que se pode chamar um dia com cinco horas de transparência... Mas, dúvida que fica - um palácio pode ter alguma vez, como palácio e enquanto palácio, um «papel relevante na política externa portuguesa»?

Enforcamentos no Iraque. Silêncio oficial

Silêncio oficial. No Iraque em guerra civil (quem duvida?) sucedem-se os enforcamentos. Não é porque Portugal tenha decidido fechar a embaixada em Bagdad que há justificação para este silêncio oficial sobre a aplicação da pena de morte no Iraque... Estará na forja mais algum memorando de entendimento? Nunca se sabe.

Notadores. Cabinda e o etc. de Vital Moreira

Do Notador JPR:
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Essa de Cabinda foi de Mestre! Já agora pode perguntar ao Prof. Vital Moreira se lá na Fac. Direito de Coimbra, nas cadeiras de Dtº Constitucional, Dtº Internacional Público ou Relações Internacionais, alguma vez se atreveram a falar sobre o Tratado de Simulambuco?

Kosovo e Cabinda. A questão da secessão.

Pergunta Vital Moreira: Aceitando a secessão do Kosovo, como negar depois igual direito a outros territórios em situação afim, como, por exemplo, a parte sérvia da Bósnia-Herzegovina, a Transnistria (Moldávia), a Abkasia (Geórgia), a parte turca de Chipre, o Kurdistão (Turquia e Iraque), o País basco (Espanha), etc. etc.?

Em vez de um dos dois etc., porque não Cabinda que, se Portugal abrir bem o arquivo e não temer alguns arquivadores, até tem mais razão que o Kosovo?

[Parabéns]

Parabéns para o diplomta Manuel Frederico Pinheiro da Silva (Amarante).

20 Março 2007

Agapito. Anúncio de OPA

Pela primeira vez firmado em cifras, saindo do elevador do terceiro andar, o embaixador Agapito Barreto, sem sentimentalismos:
    - Meu caro! Pasme! Ricardo Salgado aliado à Sonae, vai lançar uma OPA à rede consular restante! O Amorim e o Ulrich que se contentem com a roda dos expostos!
Mas, embaixador, isso é possível? E a montante? E a juzante?
    - Cale-se! Olhos nos olhos! É o meu banco!
E lá foi naquela faina política de pisar a alcatifa com a sua autoridade hierárquica, como que a imitar quem lança OPAS num dardejar de olhos.

Conselheiro descongelado. Há sempre mais um lugar allbardado

Allfaiataria estatall. Um despacho de José Sócrates/Teixeira dos Santos, publicado hoje na folha oficiall, determina "a título excepcionall" o descongelamento de uma vaga para o quadro de pessoall especiallizado do MNE - conselheiro para a cooperação. Em nome da transparência, não se diz a quem se destina nem para onde - esse é traballho de casa que fica para Luís Amado. Ainda há um escasso ano, foram exonerados conselheiros, designadamente da cooperação, e ainda há um ano escasso, Freitas do Amarall allcaparrou, para o futuro, o sistema de concursos públicos para acabar com mordomias e favores políticos em Portugall. Ora, quando se descongela é porque o descongelado não é da função pública, pelo que os conselheiros/adidos, com quem o Freitas do Amarall tanto embirrou, agora, devem designar-se por "descongelados" ou "excepcionais". Nova figura para allçar o PRACE.
    Mas leia-se o que consta na folha oficiall:
    (Clique sobre o despacho para ampliar ao tamanho normall)

Descanse António Braga. Com os "vício-consulados"...

Paga-se caro. Descanse com a criação dos "vício-consulados", essas entidades chefiadas por figuras administrativas que nenhum governador de estado de República Federal ou Federativa (há bastantes por onde escolher) e nenhum presidente de Autonomia (Galiza ou Andaluzia) receberá - serão uma espécie de repartições de burocratas, restando saber quem vai para lá e como serão recrutados... É o que se chama promover a presença amorfa de Portugal.

[Diálogo.Com] Carlos Pereira, presidente do Conselho das Comunidades. «Governo fez o contrário» do que devia fazer

Carlos Pereira. O presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, diz a NV: Os contributos do CCP foram muito pouco aproveitados, designadamente na hierarquização consular; a reforma não satisfaz; o consulado virtual é prematuro, e não conseguimos encontrar resposta à pergunta - para quê fazer toda esta reforma? Em nosso entender, primeiro definem-se as funções e os objectivos e só depois se ajusta a rede. O Governo fez o contrário: suprime Consulados e anuncia que vai iniciar uma reflexão sobre as novas funções dos Consulados...


Os contributos do CCP para a Reforma Braga, foram tidos em conta?
    Infelizmente, em termos de rede, o Senhor Secretário de estado aproveitou muito pouco a contribuição do CCP para o actual plano de reestruturação consular: deixou abertos os Consulados nos EUA e abre alguns postos, nomeadamente no Ticínio que era um velho pedido dos Conselheiros.

    Todo o aspecto inovador da «proposta» do CCP não foi tomado em consideração, nomeadamente a estrutura com hierarquias que sugeríamos para França, Estados Unidos e Brasil. Neste aspecto (Consulados ou postos consulares a dependerem de outros Consulados) a nossa proposta era moderna e funcional. Pena não ter sido seguida. O Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros ainda foi ao Parlamento falar de hierarquização dos Consulados, mas tal não consta do plano aprovado em Conselho de Ministros.
À parte isso, a Reforma Braga satisfaz o CCP?
    Uma reestruturação consular que encerra 12 Consulados, afastando a administração dos Portugueses residentes no estrangeiro nunca poderia satisfazer o CCP.

    Por outro lado, o plano evoca, mas não desenvolve, um aspecto que nos parece muito importante que são as novas funções que os Consulados deveriam ter (cf. documento do CCP disponivel AQUI ). Hoje os Consulados têm de ter novas funções.

    Em nosso entender, primeiro definem-se as funções e os objectivos e só depois se ajusta a rede. O Governo fez o contrário: suprime Consulados e anuncia que vai iniciar uma reflexão sobre as novas funções dos Consulados.

    A proposta de reestruturação consular é «gratuita» porque o Governo nem ganha financeiramente (apenas vai economizar, em média, cerca de 50.000 euros por ano por cada Consulado encerrado), nem traz melhorias no serviço aos utentes, porque afasta os Consulados dos utentes.

    A pergunta à qual não conseguimos encontrar resposta é: para quê fazer toda esta reforma?

    Quanto à forma: esta reestruturação consular foi feita num gabinete, por pessoas que não têm qualquer experiência nem conhecimento das Comunidades. Muniram-se certamente de um mapa e de um quadro exell com os números de actos consulares. O resultado (já o estávamos a prever) é mau.

    O Senhor Secretário de estado demorou dois anos para fazer a proposta agora aprovada em Conselho de Ministros (em qualquer empresa já lhe teriam perguntado porquê esta demora para apresentar um plano tão pobrezinho). Durante esse tempo, podia ter «rentabilizado» o Conselho das Comunidades, trabalhando com os Conselheiros, país por país, encontrando soluções de consenso e sobretudo, pensando nos utentes. Não o fez. Em nosso entender errou!

    Engraçado que na mesma semana em que o Senhor Secretário de estado anuncia aos jornalistas que o voto para as próximas legislativas passa a ser presencial (nos postos consulares), também anuncia que encerra Consulados. Raios de lógica!
Que avaliação faz o CCP do consulado virtual?
    O CCP não se opõe ao Consulado virtual. Todos nós o queremos utilizar com muita urgência. Eu quero ser o primeiro a poder fazer um passaporte de minha casa, no meu computador. Quero evitar de ir ao Consulado para recolher os meus dados biométricos.

    Quando o Consulado virtual estiver a funcionar, então que se estude a viabilidade de encerrar todos os postos Consulares espalhados pelo mundo, mas também todas as conservatórias de registo civil em Portugal.

    Mas hoje, ainda não existe Consulado virtual, por isso, é prematuro antecipar o encerramento de postos alegando que um dia teremos um!

    A posição do CCP é, pois: mostrem-nos primeiro o Consulado virtual. Mostrem-nos onde vão gastar os tais 7 milhões de euros que têm previstos para desenvolver o Consulado virtual!
O CCP considera que Portugal está a cumprir a Convenção de Viena relativa às Relações Consulares?
    Deixo esta resposta para a ASDP e para o STCDE.

    No entanto, sobre este tema, penso que é necessário trabalhar de forma a agilizar a rede consular para além das fronteiras de cada país.

    Por exemplo: Os (muitos) Portugueses que residem em Nancy e em Metz (França) têm de se deslocar a Estrasburgo (fazer mais de 400 kms) para tratar dos seus actos consulares, enquanto que têm o Consulado do Luxemburgo a alguns quilómetros…!

    Mas, infelizmente, sobre esta questão, ninguém parece querer trabalhar. E é pena!

MIREX Miranda. Sabe muito...

Sabe mesmo. João Miranda, que foi chefe do departamento de informação do MPLA (temos bos exemplares da sua prestação democrática...), sabe muito. Não fica mal a alguns portugueses, aprenderem com ele.

[Parabéns]

Para o embaixador António Santana Carlos (Lisboa), chefe da missão em Londres, e para o diplomata José de Castro Ataíde Amaral (Coimbra)
    E também para Itália Vitória Milano Morais Chantre (S. Vicente, Cabo Verde) e Maria Luísa Serra, assistentes administrativas

[Perguntas.Camonianas] Cambridge e Oxford

 Será verdade que a cátedra de língua portuguesa na Universidade de Cambridge vai ser extinta?

 Será verdade que a cadeira de língua portuguesa na Universidade de Oxford já não existiria se não fosse o Brasil a pagar o cheque?

[Zimbabwe.Trio/UE] Que pensa a Alemanha do parceiro Portugal?

Campanha de Mugabe. Compreendemos que o embaixador de Portugal em Harare (Zimbabwe), João Bessa Pinto Versteeg, pelo que o Quai d’Orsay afirma, não tendo acompanhando o embaixador da Alemanha (que trio da UE é este?) até junto da cama onde se contorce Morgan Tsvangirai, esteja fortemente empenhado na cimeira UE-África... Ou então recebeu instruções para não usar a carta de condução portuguesa na capital do Zimbabwe.

Pergunta no Quaid'Orsay
    (Le porte-parole de l'opposition au Zimbabwe a été grièvement blessé à la tête dimanche par des agents de la sécurité à l'aéroport d'Harare. Le chef du parti, Morgan Tsvangirai, a été lui-même victime de la répression. La France est-elle favorable à de nouvelles sanctions ? Craignez-vous désormais pour la vie des dirigeants de l'opposition ?)

Resposta
    Nous restons très préoccupés par ces nouveaux actes de violence à l'encontre des responsables de l'opposition. Il revient aux autorités du Zimbabwe de faciliter l'expression démocratique des partis d'opposition ainsi que la liberté de circulation de leurs responsables.

    Nous suivons de très près la situation sur le terrain. Notre ambassadeur a pu se rendre, la semaine dernière, en compagnie de ses collègues allemand et italien, au chevet de M. Morgan Tsvangirai et de plusieurs de ses compagnons.

19 Março 2007

[Reforma.Braga] Diálogo com Carlos Pereira, em NV. Vamos saber qual a posição do CCP

As questões-chave. Carlos Pereira, que preside à estrutura executiva do Conselho das Comunidades Portugueses, órgão legalmente representativo das diversas estruturas eleitas, em cada estado de acolhimento, pelos portugueses emigrados em todo o mundo, responde amanhã (20, +/- 11:30 de Lisboa), a quatro questões colocadas por NV sobre a chamada reforma consular. E estamos em crer que um leitor garantido (do écrã ou da cópia) será o próprio secretário de estado António Braga... A democracia obriga a que seja do seu próprio interesse.

NV solicitaram igualmente à ASDP (diplomatas) e ao STCDE (trabalhadores dos postos externos) que se pronunciassem. Estas duas organizações juntamente com o CCP foram as que o MNE considerou como parceiros neste polémico e conturbado processo. O STCDE já confirmou o seu depoimento, enquanto a ASDP ainda não o fez, aguardemos.

Amado/Miranda. Condução de entendimento

Memorando. MENE e MIREX assinam memorando de entendimento relativo à permissão internacional de conduzir ou Licença Internacional de Condução, com l80 dias para um acordo de reciprocidade, o que é possível fora do quadro da convenção. Resta saber se o sistema de autenticação angolano se torna fiável em 180 dias. Se não houver garantias angolanas de combate à falsificação de documentos, foi uma cedência portuguesa, sabendo Portugal que as cartas de condução ilegalmente obtidas, formam um enxame - então o da Ucrânia!

Washington Post. No que o Iraque deu

Balanço do Iraque, análise. Ler AQUI

Angola, que sugestões? Reciprocidade à margem das convenções?

Não uma, mas duas convenções. Afirma o MIREX João Miranda que, na questão das cartas de condução, "A parte portuguesa propôs um memorando" ao que pela sua parte, a de Angola, "já reagimos com a apresentação de algumas sugestões e no que depender de Angola, o problema terá solução".

Oh senhor ministro! Então não depende apenas de Angola a assinatura e ratificação da Convenção de Viena sobre Tráfego Rodoviário que estabeleceu em 1968 a Permissão Internacional para Dirigir? A invocação do princípio da reciprocidade, à margem da convenção, será um bom exemplo para um País que reclama protagonismo na cena multilateral?

E já agora, porque motivo Angola também não assina e ratifica outra convenção fundamental neste domínio, a Convenção de Genebra sobre Trânsito Rodoviário (1949)?

Silogismo angolano.

 Por exclusão de partes. Para conforto da comunidade internacional, a AngolaPress que escreve a direito Luanda por linhas tortas (e só por isto vale seguir), emite hoje isto: Zimbabwe: País aposta na diplomacia para ganhar amigos.
     Abre tal conforto assim: Harare, 19/03 - O Governo zimbabweano, sob intensa pressão internacional por alegados abusos dos direitos humanos, virou-se para a diplomacia para sustentar o apoio dos seus amigos. Estes amigos, explicita, são os vizinhos Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia. Não falta ninguém.
        E, portanto, honrando os alegados abusos, termina assim: Mugabe, que acusa os embaixadores ocidentais em Harare de fomentar e financiar as campanhas de desafio da oposição, ameaçou expulsar os diplomatas.
         Logo, daqui se conclui que Mugabe aposta na diplomacia...

    [Perceber.Angola]

    Helena Matos. Acutilante e vale um diamante. Sobre um caso de Angola-Portugal que é paradigma. Hoje, no Público AQUI (clique sobre a crónica)

    [Perceber.Bissau]

    Guiné-Bissau. "Nino Vieira sabe melhor do que ninguém que a viabilidade de um novo Governo saído do Pacto de Estabilidade é o princípio do fim do seu próprio regime e, por isso, irá entravar todas as acções nesse sentido." Ler Artigo Definido transcrito de Fernando Casimiro AQUI.

    18 Março 2007

    Notadores. Ruella: a informação escrita que temos

    Do Conselheiro Ruella

    "
    Uma breve reflexão sobre a informação escrita ou de papel, destes últimos dias.

    É verdade que o MNE não facilitou as coisas, não tendo disponibilizado o texto aprovado em Conselho de Ministros, nem tendo feito um comunicado síntese, ao que há a acrescentar diversas imprecisões nas declarações de António Braga.

    Assim viu-se, pela sucessão de telegramas da agência Lusa, que houve um processo de aproximações sucessivas, tanto mais que o governo tentava tapar o sol com a peneira: "Olhem só que já abrimos o que o governo PSD/PP criou, vejam como vêm aí mais honorários, sopesem bem os 500 quiosques virtuais..."

    Todavia, sabendo-se o que tinha sido apresentado em Dezembro e filtrando a informação recebida, não seria tarefa de monta informar correctamente ao fim de algumas horas.

    E assim foi que, no dia seguinte ao anúncio da Reforma Braga, o Público, diário de referência, reduza a coisa a um su doku: "Governo abre 14 consulados, fecha 13 e despromove 15", pouco mais acrescentando de que se aproveite.

    Passados dois dias, o Expresso, semanário de referência, também agarrado à aritmética (fecham 12 e não 17) vem anunciar erradamente o encerramento de Vigo e Sevilha, salientando o papel de Cavaco no recuo governamental, quando o grande mentor desta segunda versão é, claramente (como já se vinha desenhando), o chefe socialista dos Açores.

    Isto dá uma confrangedora imagem dos jornais que temos: melhor seria terem perguntado a quem sabe...


    Ruella, cons.

    PS - Os Açores ficam para mais tarde.

    Barómetro/Cartas angolanas. Para a maioria, não deve haver cedências

    Até Quarta (21): A iniciativa Pinho da Marca Allgarve deve ser cancelada? Votações já estão abertas.

    No Barómetro NV (rápido) sobre se Amado deve ceder no caso das cartas de condução, a maioria (85,42%) disse claramente Não contra 14,58 que optaram pelo Sim.

    Novo Barómetro Rápido: A marca Allgarve deve ser cancelada de imediato, não ou tanto faz?

    [Diálogo.Com] CCP, ASDP e STCDE

    Notas Verbais endereçaram aos presidentes do CCP, ASDP e STCDE quatro perguntas sobre a Reforma Braga. Aguardamos as respostas que, desta vez, não são um dever mas são um direito.

    Embaixador Agapito. Assim, llinearmente e mallápio

    Elle, num jacto allgaraviado, por tellefone:
      Meu caro! E com aquillo que ouvimos, llemos e sabemos não seria oportuno abrir-se um escritório consullar da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugall em Gibralltar?

    Dito isto, deslligou.

    [Diálogo.Sobre] Zimbabwe Margaret Beckett na BBC, via Foreign Office

    Lisboa continua em silêncio sobre o que se passa no Zimbabwe (talvez por medo que a cimeira UE-África caia), que é a posição mais confortável e também a que mais se adequa ao entendimento provinciano de Europa. Mas a diplomacia de Londres condena governo de Mugabe. Transcrição do Foreign Office das declarações de Margaret Beckett, hoje, à BBC. À falta de Lisboa, Londres.

    I just want to talk about the situation in Zimbabwe. You've condemned the treatment meted out to Morgan Tsvangirai. Is there anything that we can do?
      Well we are pressing very hard for action to be taken in the UN Human Rights Council. This is a new body fairly recently set up. This is one of its first major tests and there's... there's general agreement that that is the right place to call for action against the government of Robert Mugabe and so that is what we're doing. Also we are trying to gather information about the people who are personally responsible for the....the beatings and what is described in Zimbabwe as the torture that was inflicted on the opposition leader and some of his supporters in order to make sure that those people personally are on the list of people who are, you know, being targeted by the international community and also of course we'll be talking to other EU colleagues about how we can strengthen the EU's targeted ban.

    Do you hold Robert Mugabe responsible?
      One can only hold him responsible. He is in charge of the government. He has made it very clear that this is a deliberate act of policy on the part of the government of Zimbabwe and that he is indifferent to the real I think horror that is felt right across the international community. .

    He said "go hang" didn't he to you and to other western leaders?
      I believe that is certainly what he has said, yes.

    And therefore don't you think that there's a possibility that you are seen as the old colonial power and therefore somehow it will sort of solidify support in his country by taking a tough line against you know British condemnation?
      Well it's not only we who have condemned what is happening. One of the cards that he has played repeatedly and unfortunately very successfully is to pretend that this is somehow just a dispute between him and the United Kingdom. It's not. It's true that the United Kingdom is one of the biggest donors to the people of Zimbabwe and that we are helping to keep a lot of people alive, keep body and soul together who otherwise would die because of the neglect and incompetence of the regime in Zimbabwe. What is not true is either that Britain is the only country in the world that is desperately concerned at the plight of the Zimbabwean people and the way in which this recent behaviour is showing diminution of their freedom, that it's not true. Everyone is concerned and, you know, I do urge... it's one of the reasons why we in the British government try to approach the issue in a way which doesn't give him the excuse to pretend it's all just about the relationship between him and us because that way it's the people of Zimbabwe who'll continue suffer.

    [Três.Perguntas] São necessárias três respostas?

    A Associação de Diplomatas tem pugnado «pela dignificação da função diplomática e consular», como é seu objectivo estatutário?

    A Associação de Diplomatas tem representado o pessoal do serviço diplomático na defesa dos seus interesses morais, profissionais, deontológicos e sindicais, promovendo a efectivação de tais interesses?

    A Associação de Diplomatas tem defendido e estimulado a coesão profissional e a solidariedade entre o pessoal do serviço; e entre este e o das outras categorias de funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros?

    [Parabéns]

    Para o diplomata Ricardo Cortes (Lisboa)
      Também para Conceição Pilar (Lisboa)

    17 Março 2007

    Diplomacia Comercial de Analfabeto. Comércio Externo de Iletrado

    Mais um episódio do como se brinca com coisas sérias, é este o de Manuel Pinho, ufano, apresentar a campanha da marca Allgarve em vez de Algarve. Não passa pela cabeça de ninguém que uma brincadeira de palavras, própria de analfabeto e de iletrado, seja levada a sério por uma cabeça de ministro. Bom prenúncio para os balcões consulares do Ministério dos Negócios com Estrangeiros. Irá ele mudar também o nome de Portugal para a marca Portugall?

    Oh senhor ministro Manuall Pinho, ninguém lhe pediu que vá longe demais!

    Veja. De acordo: estado, sem maiúscula

    «Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula», escreve-se no editorial da Veja.

    Estamos de acordo. Em NV, para estado, a partir de hoje, não há maiúscula.

    (Clique sobre a imagem para ampliar e ler à vontade)

    [Reforma.Braga] Sabe-se pelo sindicato...

    Custaria assim tanto ao MNE colocar prontamente no seu site oficial o texto aprovado da Reforma Braga que o STCDE atempadamente colocou? Tudo AQUI

    [Boas.Leituras] Para seguir a questão UE-África

    Navegando à bolina, o MNE remete para AQUI, um blogue do europeísmo de salão onde, de certeza, Mugabe e aliados não colocam comentários, sendo essa a questão.

    [Notadores] Falácia na reforma consular

    Do conselheiro Fontes Abacadraba:
    "
    Finalmente, SEXA venceu com a sua perseguição aos diplomatas. Esta reestruturação nada mais é que uma tentativa de abate aos diplomatas sob a falsa alegação de que, assim, extinguindo o lugar do diplomata à frente dos consulados, o Estado poupa mais dinheiro, quando na verdade o diplomata, como não pode ser despedido, tanto ganha aqui como acolá.

    E com esta falácia, desrespeita-se a Convenção de Viena, faz-se tábua rasa de critérios importantes de política externa e de interesse do Estado, ferem-se sensibilidades políticas estrangeiras, dá-se uma péssima imagem do país, ignoram-se os imigrantes e insultam-se os diplomatas.

    Que vergonha! E que vergonha que tantas pessoas com responsabilidades pactuem com isto...

    Até agora, nenhuma comunicação oficial do MNE chegou aos postos.

    As reacções, como é óbvio, estão a ser muito negativas. E não sei que repercussões tudo isto possa vir a ter no futuro das relações.

    Comentários. Há regras

    Sabem os notadores e leitores que, tanto no grupo de discussão de Notas Verbais como em Notas Formais, mantemos caixas de comentários abertas à participação de todos, participação que se deseja, e à qual se apela. Numa primeira fase, verificou-se que muitos desses comentários, motivados por crítica irreprimível e em muitos casos compreensível, amiúde perdiam relação directa e útil com o teor dos temas em discussão, entrando em apreciações de carácter pessoal que os visados poderiam avaliar objectivamente como insultuosos e subjectivamente como caluniosos. Não entramos por esta via, nem podemos entrar. Podemos discordar, e é saudável que se discorde quando há razões, motivos e sobretudo quando há inquietação, mas, decorridos estes quase quatro anos de intervenção, há um património de credibilidade e de frontalidade que não pode nem deve ser ferido por impulsos circunstanciais. Foi assim que se decidiu moderar os comentários, sobretudo quando estes partem de anónimos - sabemos que alguns destes «anónimos» até podem ser os próprios «visados» agindo, nessa dissimulação, com propósitos perversos e armadilhando um trabalho que os mesmos sabem ser probo e honesto. Não quer isto dizer que não se assuma aqui comentários sólidos ainda que partindo de anónimos ou de cujas opiniões se discorde – sabemos que nos compete divulgar posições probas e honestas de diplomatas e funcionários que, pela natureza de funções e responsabilidades, as não podem transmitir como diplomatas ou como funcionários, sobretudo nas matérias em que o sigilo e o segredo não ficam em crise, mas sempre quando é a transparência do Estado e o rigor da Política que ficam em crise, a descoberto e com escrutínio prejudicado. É aqui que a democracia e a responsabilidade é um belo jogo contra os que usam uma suposta responsabilidade para desvirtuar a democracia.

    Assim sendo, os comentários, todos, mas todos são bem-vindos mesmo que não compartilhemos as ideias e opiniões depositadas pelos leitores – a discrepância e a diversidade de pontos de vista sobre a política externa portuguesa, sobre a acção diplomática e sobre o funcionamento das instituições, têm aqui lugar, tempo e garantia de livre escrutínio. Mas há regras: os comentários são bem-vindos desde que não ataquem, ameacem ou insultem gratuitamente uma pessoa, empresa, instituição ou colectivo, desde que não revelem a despropósito informação privada dos mesmos, desde que não incluam publicidade comercial ou autopromoção, e desde que não contenham obscenidades ou outros conteúdos de mau gosto e pior senso.

    [Parabéns]

    Parabéns para o embaixador Álvaro Mendonça e Moura (Porto) e para a diplomata Manuela Franco (Lisboa).
      Também para Paula Cristina Pereira (Aljustrel) assistente administrativa principal.

    16 Março 2007

    Sejamos claros

    Diga-se com toda a clareza a quem no MNE deve ouvir, que a agência Lusa ou a televisão pública, ao que se sabe, não são serviços de porta-voz das Necessidades, nem as declarações de decisores políticos do Largo do Rilvas, por iniciativa activa ou sugestão passiva, divulgadas por aqui ou por ali, suprem posições oficiais na devida e adequada forma. Apenas nos regimes autoritários ou em democracias irresponsáveis que distraidamente chamam por isso, é que o jornalismo supre ou se obriga o jornalismo a suprir. E por agora ficamos por aqui, porque poderemos ir mais longe. Iremos se for necessário.

    Carlos Albino

    MNE está calado. Calado está Pinho

    Sobre a operação da Guardia Civil em Navarra que libertou 91 escravos (é a palavra e deixemo-nos de nuances), é de sublinhar que, segundo o Diário de Navarra, numa referência aos «empresários» ou «patrões» presos, «los 17 detenidos (en Arguedas, Milagro, Tudela, Valtierra y Cintruénigo) eran patronos que captaban a los trabajadores fundamentalmente en estaciones de transporte público y albergues de Lisboa y Oporto, y que también se apoderaban del salario de los explotados».

    Os serviços consulares do MNE não têm nada a dizer sobre algo de grave que aconteceu fora do território nacional? Ou isto não será nada com o MNE, porquanto, tratando-se de «empresários», será com o ICEP? Ou ainda, sabe-se lá!, tratando-se de portugueses com salários abaixo da média europeia por infelicidade ainda não apanhados por investidores chineses, será com Manuel Pinho? Em todo o caso, o silêncio é mau conselheiro.
    Ler o Diario de Navarra AQUI

    Cruzada do Vaticano. A objecção de consciência...

    De frei Bermudas, legado no Vaticano:
    Foi hoje publicada a declaração final da XIII Assembleia plenária da Academia pontifícia para a Vida. No documento, o Vaticano apela a «uma maior atenção para o exercício da objecção de consciência», advertindo que «a mobilização de todos aqueles que têm no coração a vida humana, mais do nunca, deve estender-se à esfera política». A Santa Sé está a entrar desta maneira num campo em que o fundamentalismo islâmico há muito entrou, melhor: de onde nunca saíu.

    15 Março 2007

    Reforma Braga. Para a história

    Resumindo os desenganos do estudo-proposta-projecto e concluindo sobre quem andou a enganar, eis a decisão:
    1. Postos nos EUA: Nova Bedford fica tal como está, Nova Iorque transforma-se em escritório consular e Providence passa a vice-consulado
    2. Lille, escritório, e Toulouse, vice-consulado. Fecham Versalhes, Nogent, Orléans e Tours (no lugar deste dois últimos, ficam honorários) 3. Sevilha, escritório, e Vigo vice-consulado, portanto desgraduados; Madrid passa a secção consular; encerra Bilbau.
    4. Curitiba passa a vice-consulado e não a escritório
    5. Fecham os postos de carreira em Roterdão, Milão, Hamilton (Bermudas), Santos (Brasil), Durban (África do Sul) e o escritório consular de Windhoek (Namíbia). Milão, Hamilton, Durban e Windhoek restarão honorários.

    E avanços não previstos no estudo-proposta-projecto:
    1. Osnabrück passa a vice-consulado, Fortaleza também com vice-consulado
    2. Escritórios em Orlando (EUA), Winnipeg (Canadá) e Ticino (Suíça)
    3. Consulados honorários em Ontário (Estados Unidos) e Oahu (Hawai)

    Quando os «cidadãos da região»... ...são os nossos melhores cônsules

    Conselheiro Ruela, tem razão. Para adequadamente celebrar a decisão do Governo sobre reestruturação consular, nomeadamente com a extinção do consulado em Bilbau, aí se noticia:

      Pamplona, Espanha, 15 Mar (Lusa) - Uma operação da Guarda Civil espanhola em várias localidades de Navarra libertou "de um regime de escravatura encoberta" 91 trabalhadores, a maioria portugueses, e deteve 17 exploradores dos operários, 13 dos quais portugueses.

      Fonte policial confirmou à agência Lusa que a operação, de nome código "Lusa", foi conduzida ao longo dos últimos meses, contando com o apoio de cidadãos da região, sendo descrita como "a maior acção policial de sempre em Navarra contra a exploração laboral".

      Entre os 91 trabalhadores contam-se, além dos portugueses, oito espanhóis, dois angolanos, um moçambicano e um polaco, descritos como "pessoas com profunda marginalização social e uma cultura reduzida".

      Além de não receber os seus salários, os trabalhadores "viviam em condições penosas", sendo obrigados a ter, por exemplo, que fazer as suas necessidades fisiológicas na via pública porque as residências disponibilizadas pelos intermediários "não tinham condições".

    Como é que o ministro Pinho, modelo de cônsul honorário na região da China, não há-de ter tanta razão como você, conselheiro Ruela? Você ainda vai a ministro.

    Novo conceito de acção consular? O que é isso à luz da Convenção?

    Diz o Governo que um dos eixos de actuação para os consulados vai ser
      A definição e concretização de um novo conceito de acção consular numa perspectiva alargada de missão, na sua vertente de apoio e protecção consulares, mas também na prossecução da política externa definida pelo Governo, através da dinamização das relações económicas e comerciais entre Portugal e os demais países e da promoção da imagem externa do País, na prossecução dos objectivos da diplomacia económica definidos na Resolução de Conselho de Ministros n.º 152/2006, de 9 de Novembro, e da valorização e difusão da língua e cultura portuguesas no mundo
    Com esse referido «novo conceito de acção consular», irá Portugal pedir a revisão da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, introduzindo algo que lá não está? Ou então que «novo conceito» pode Portugal definir e concretizar à margem da Convenção? Ou irá tentar cumprir, o mais e o melhor possível, o que está na Convenção que ratificou e em que Portugal tem sido omisso para não dizer troca-tintas?

    Governo consular. Tremenda falta de comunicação

    Quatro eixos. O Conselho de Ministros decidiu sobre a questão consular, está decidido. Em concreto, o governo aprovou «os princípios orientadores e o conteúdo da reforma consular», enunciando aquilo a que chamou «quatro eixos», com promessa de desenvolvimento «ao longo de 2007».
    Lendo bem o que está nestes eixos, e vendo bem o que fora dos eixos ficou, não é difícil chegar à conclusão de que o governo, nesta matéria, revelou uma tremenda falta de comunicação - nem as ideias que tem é capaz de comunicar, anda à volta, contorna, usa palavras que não são cem por cento sinónimas das palavras que sugere terem correspondência ao que pensa mas que também dão justificar aquela percentagem do que pretende executar sem que ninguém pense ou nisso pense o menos possível. Para um governo chegar a meio do mandato e, só agora, conseguir aprovar quatro eixos, além disso quatro eixos estafados por cada um dos governos anteriores (então como Cesário os estafou!) apenas não é definitivamente defraudante porque ainda se tem a esperança de que o governo algum dia queira (porque saber, sabe e melhor que muitos) pois queira distinguir o que é marketing político e comunicação.

    [Parabéns] Ainda a tempo...

    Por pouco não ficavam arquivados, mas ainda há tempo para dar parabéns a Maria Helena Pinto (Nampula), Directora dos Serviços de Biblioteca e Documentação Diplomática do Instituto Diplomático.

    14 Março 2007

    Repressão na Venezuela. Nunciatura em Caracas asila líder estudantil

    Nas mãos do Vaticano. O líder estudantil da Universidade dos Andes, Nixon Moreno, está refugiado desde Terça-feira na Nunciatura Apostólica em Caracas. Antes, várias embaixadas de países latino-americanos em Caracas tinham-se recusado dar asilo político a Nixon Moreno alegando não quererem problemas com o regime de Chávez. Tais recusas forçaram Nixon Moreno a uma clandestinidade de oito meses até refugiar-se na Nunciatura.

    Sectores democráticos da Venezuela apelam agora aos governos europeus e às instituições da União Europeia, designadamente o Parlamento Europeu, que se interessem pela situação do líder estudantil. Dizem não duvidar que a Nunciatura não vai entregar o estudante, mas é sabido que a missão do Vaticano não pode conceder asilo sem gerir com outros países a concessão desse direito de protecção.

    Nixon Moreno foi, no ano passado, candidato à presidência da Federação dos Centros Universitários, máxima instituição representativa dos estudantes venezuelanos. Tinha a eleição ganha, todavia como opositor ao regime de Hugo Chávez, era necessário detê-lo e assim se fez, por sentença da vara eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela que proibiu os comícios estudantis. A suspensão das eleições provocou uma onda de protestos estudantis na cidade de Méida, situada nos Andes Venezuelanos, que terminou com a ocupação da ULA, sigla como é conhecida a escola superior, com numerosos estudantes feridos.

    O regime de Chávez acusou Nixon Moreno de sequestro de uma mulher polícia a quem, com uso de arma supostamente ameaçou violar. Só que nesse mesmo momento da imputação, Nixon Moreno estava a ser atendido pelos bombeiros e paramédicos pelas ferimentos na cara e no peito provocadas pela repressão policial. Na semana passada, fora emitido um mandado de captura contra Nixon Moreno acusado como «assassino, sádico e violador» com ampla publicidade oficial sobre o caso.

    [Barómetros] Barroso muito mau e nada com Tânger

    Barómetro Semanal. Sobre o «Desempenho de Durão Barroso», esmagadora maioria diz que é Muito mau (61.74%), distanciadamente 13,91% consideram que é Muito positivo, para 10.43% é Medíocre, 7.83% Mediano, e, por fim, 6.09% optam pelo Razoável.

    Barómetro Rápido. À pergunta «Portugal deve apoiar, e já, Tânger para a Expo’ 2012? » a maioria dos que participaram disseram Não - 57.58% . Pelo Sim foram 33.33% e pelo Tanto faz 9.09%.

    Barómetros on line

      Rápido. No caso das cartas de condução, «Amado deve ceder a Angola?» .
      Escolha Sim ou Não.

      Semanal. «Debate em Portugal sobre Tratado Europeu deve ser… Prioritário? Deixado aos deuses? Não interessa?»
      Escolha.

    [Parabéns] Hoje, dá-se o caso!

    Parabéns ao caso. É verdade, dá-se o caso de hoje se dar parabéns precisamente ao exitoso diplomata Manuel Simplício Fadista Branco Caldeirinha (natural de Santiago do Escoural/Montemor-o-Novo). O resto não vem para o caso.
    Parabéns, acima de tudo. Parabéns ao embaixador Mário Godinho de Matos (Lisboa), chefe da Missão portuguesa em Havana. E também ao diplomata Jorge da Silva Lopes (Santarém), director dos Serviços de Política Externa e Segurança Comum.

    13 Março 2007

    Faça-se justiça para Berlim. Ali já há site!

    É verdade. O embaixador José Caetano da Costa Pereira activou o site da Embaixada de Portugal em Berlim AQUI. Passa a constar na galeria de honra de NV. Honra virtual, em abono também da verdade...
      O site está limpinho, o essencial por lá consta, não tem ró-có-cós nem nenhum dos sete pecados mortais (então o da vaidade!), aparentemente o ICEP é um departamento da Embaixada e não esta o sótão do ICEP, e, à entrada, até há azulejos à portuguesa, com certeza. À primeira vista, como diria outro - 15 valores.

    Mais um Secretário-Geral. Por que não?

    E ficamos a saber quais as «autoridades portuguesas competentes em matéria de medidas restritivas definidas no quadro da União Europeia», a saber:

    1.ª - Direcção Geral dos Assuntos Europeus e Relações Internacionais
            do Ministério das Finanças e da Administração Pública
    2.ª - Direcção Geral de Política Externa
    3.ª - Direcção de Serviços das Organizações Políticas Multilaterais
    4.ª - Direcção de Serviços de Política Externa e de Segurança Comum
            do Ministério dos Negócios Estrangeiros

    Não será também aconselhável criar-se mais outro posto de Secretário-geral das Medidas Restritivas que reporte directamente ao Primeiro-Ministro?

    A ordem protocolar é mesmo aquela, como consta no insuspeito site oficial dos Assuntos Europeus do MNE.

    Israel não aprende...


    Para quê tanta complicação com um caso destes em Israel? A carreira diplomática judaica não poderá inspirar-se na forma como Lisboa resolveu calmamente, em anos recentes, alguns casos que andam lá por perto, tirando os acessórios e a bola?

    Que Luanda explique.

    O negócio promissor dos documentos falsos em Luanda... É isto o que o MIREX Miranda pode e deve explicar, enunciando que medidas o governo angolano tomou ou quer tomar. Os elogios que Freitas do Amaral lhe teceu naquele célebre opúsculo, legitimam-no para a explicação... A omertà dos falsificadores já foi longe demais.

    [Jogo.de.intenções]

    (Clique na foto para ampliar)


    Assim mesmo. O sargento norte-americano Christopher Pearce sentou-se ao lado de uma criança iraquiana, ou esta foi sentada ao lado dele, e o sargento Andy Dunaway fotografou. Jogo de intenções, há escassos três dias. Os olhares, na ampliação, falam.

    [Parabéns]

    Parabéns para o diplomata Marcelo Vaultier Mathias.

    5o anos de alguma Europa. Falso e Fraco

    Falso. Para já Portugal não pode comemorar a Europa dizendo que estamos «Juntos desde 1957», o que é redondamente falso e branquedador. Portugal esteve contra a Europa durante muitos anos após esse 1957, não quis ouvir a Europa, prendeu quem vinha da Europa com ideias de Europa e até propangandeou ter um império maior que a Europa... O MNE devia corrigir prontamente essa falsidade antes que ela chegue à Europa como mais uma à portuguesa. Portugal pode e deve comemorar os Tratados, mas na Europa não tem a idade da RTP embora a imite no branqueamento.

    Fraco. Particularmente no que diz respeito à responsabilidade do MNE, o programa é de fraca qualidade (parece coisa de junta de freguesia), sem imaginação, com o oportunismo político bem lá patente (descubram-no) e a chegar às últimas fronteiras.

    12 Março 2007

    Segundo consta...

    Segundo consta, Manuel Pinho estará a resistir fortemente a que Sócrates nomeie um secretário-geral para coordenar Negócios Estrangeiros, Economia e Finanças, e que reporte directamente ao primeiro-ministro...

    Tunísia. Voltou a coisa oficial

    Temos Tunísia. Com a doutrina oficial que volta a haver, quem ousa ter uma ideia para além da notícia oficial?

    Represálias angolanas. E vai-se nisto?

    Não é de Angola ou do povo angolano que partem estas acções de guerrilha que nem é diplomática e muito menos é consular. Há um ano foi com um visto, agora é com as cartas de condução, daqui a um ano o pretexto será pela certa outro para essa táctica das represálias do contentamento. O que é que uns quantos em Luanda pretendem alcançar ou ganhar?

    Conselho Diplomático. Quem aguenta?

    Das duas, uma. Suponhamos que em plena reunião do Conselho Diplomático do MNE, por hipótese na reunião da semana passada, o Secretário-Geral do MNE que é o Chefe da Carreira e não propriamente carro vassoura, acabava por reconhecer que o Ministro não o tinha informado, com a protocolar antecedência, da alteração das suas competências, nem das competências das Direcções Gerais das Necessidades. Seria difícil perceber que, das duas uma, ou isso significaria que o Ministro não tem confiança no Secretário-Geral, ou que, numa táctica de ocultação (e um caso destes nunca vem só) pretende sair incólume do desprestígio que representa a diminuição das competências do Ministério?

    E agora suponhamos que isso é verdade.

    [Agenda.MNE] Cuba, depois Angola

    Próximos oito dias de Luís Amado.

    Nesta 2.ª feira
      Encontro com o MNE de Itália
    3ª feira, 13
      Cimeira Luso-Tunisina em S. Julião da Barra
    4.ª/5.ªfeira, 14 e 15
      Ministerial UE-ASEAN em Nuremberga
    6ªfeira, 16
      Encontro de trabalho com o MNE de Cuba
    Próxima 2.ª feira, 19
      Encontro de trabalho com o MIREX de Angola

    [Parabéns]

    Parabéns para o diplomata Carlos de Sousa Brito (Lisboa).
      Parabéns para Maria Teresa Ferreira, técnica do Departamento de Assuntos Jurídicos
        Parabéns para Carlos Azevedo (Celorico da Beira), assistente administrativo especialista.

    11 Março 2007

    [Boas.Leituras] Legitimidades

    A crer no ministro António Costa, a Embaixada de Portugal em Angola terá muito mais legitimidade que a Embaixada dos EUA em Luanda para reportar os direitos humanos nesse país... Mas como Portugal não usa nem quer usar dessa legitimidade, há que suprir a diplomática omissão, sendo caso de de ler o relatório dos EUA sobre os Direitos Humanos em Angola - 2005-2006, colocado on line pela Embaixada norte-americana em Luanda no respectivo site oficial AQUI

    [Barómetro.Rápido] Depois de Bagdad, Tânger…

    Atenção. Barómetro semanal (Desempenho/Barroso) encerra Quarta (14)
    Foi Bagdad. No Barómetro/NV Rápido, 50% dos participantes (não foram muitos, 50, mas foram bons) consideraram que o encerramento da Embaixada em Bagadad foi mal decidido, 44% bem decidido e 6% considerarem isso indiferente.
      E agora é Tânger. Desde já, novo Barómetro Rápido (três dias) sobre a questão: «Portugal deve apoiar (oficialmente), e já, Tânger para a Expo’ 2012, em detrimento das candidaturas da Polónia e da Coreia. Votações até Terça (13)

    [Parabéns]

    Com lugar donde. Parabéns para as diplomatas Filomena Bordalo Silva Croft de Moura (Lisboa) e Marta Sofia Machado Garcia Ribeiro (Porto).

    E também para Zélia Madeira (Faro), chefe da Divisão de Intercâmbio e Programas de Apoio, do ICA.

    10 Março 2007

    [Washington.Embaixada] Portuguesa. Mas paralelamente, com certeza...


    Será a mais importante, todavia…. A Embaixada de Portugal nos EUA politicamente é, sem dúvida, a mais importante representação externa do País. Todavia, quem ande à procura de quem é quem e onde, facilmente verifica que nos Estados Unidos da América a representação diplomática e as delegações do ICEP são duas ilustres estruturas que reciprocamente se desconhecem, embora cada uma possa responder que se dão como irmãs a bem da pátria amada. Duas Redes de Embaixadas, um só País – parece ser o lema virtual. Não há um sítio onde, por exemplo, se veja claramente quem é o conselheiro económico acreditado em Washington e se estará mesmo em Washington como mandam as regras. E nos dois poisos visíveis do ICEP (Nova Iorque e São Francisco) não há referência nem à Embaixada nem aos Consulados Gerais que Portugal mantém nessas duas cidades, sendo esta uma outra história a que lá chegaremos. Mas vamos à Casa Portuguesa, com certeza, o edifício é lindo e de tijoleira vermelha, com uma pitada de romantismo quando há neve, como o contribuinte podem ver.
      Quem e onde. Localizada no 2012 da Massachusetts Ave., lá está, e bem, como Chefe da missão diplomática, o embaixador João de Vallera. Mas para não haver falhas e omissões nada mais se acrescenta sobre o quadro diplomático e o quadro de conselheiros e adidos porque o Anuário Diplomático de 2004 (o mais recente) está para o dia de hoje como Matusalém para Agapito, o próximo tarda, o site oficial do MNE é omissivo, andar à pesca na folha oficial é pior que prever um sismo, e, para agravar as circunstâncias, a Embaixada de Portugal em Washington, estando como está na capital do mais importante Estado do mundo, não tem uma página oficial na Internet a contrastar com a rede paralela que pode vender muito e bem mas até faz aparecer, em certa altura, a Virgem de Fátima como atractivo.

    Contentemo-nos com os dados que podem ser lançados:

    Chancelaria
    Horário: 9.00 - 16.30 (não encerra para almoço)
    Correio electrónico: info@embassyportugal-us.org; telefone (+1) 202 350 5400, fax (+1) 202 462 3726

    Secção Consular
    Correio electrónico: francisco.saraiva@embport.org; telefone (+1) 202 332 3007, fax (+1) 202 387 2768

    A missão portuguesa nos EUA não dispõe de site, esperemos que o embaixador João de Vallera resolva a questão de que não tem culpa porque está lá há pouco tempo. Quem tiver a curiosidade de entrar pela "rede paralela" pode ver os arranha-céus do ICEP, arranha céus salvo seja por ALI e por ALÉM e ACOLI
    Próxima Embaixada: em Jacarta (Sábado, 17)

    Paulo Pisco/António Franco.Melhor: António Franco/Paulo Pisco

    Tosco e de serventia. O texto que Paulo Pisco publicou no semário Expresso (24 de Fevereiro) sobre a questão consular, um texto tosco e de serventia, perder-se-ia na memória se o embaixador António Franco não o ressuscitasse neste sábado e no mesmo jornal. E como ressuscitar textos toscos e de serventia dá muito trabalho, é intrigante que António Franco se tenha dado a isso, quando, à frente da Associação dos Diplomatas, poderia e deveria ter-se dado a muito mais - publicamente, claro, e não apenas no micro-ondas em que as Necessidades esturrisca qualquer ideia válida a 950W que foi a potência usada por Paulo Pisco para esturriscar. Mas ainda bem que, apesar de tarde, António Franco vem publicamente ao debate de ideias porque é o debate de ideias que está em causa.

    E assim é que, não pela importância do texto tosco e de serventia de Paulo Pisco, mas porque este escreveu com os galões intimidatórios de «Director do Departamento Internacional e de Comunidades do PS», NV colocaram esse mesmo texto tosco e de serventia em Notas Formais, não só para que conste mas porque nos iremos pronunciar depois dos leitores avaliarem bem esse texto que para nós é tosco e de serventia e diremos oportunamente porquê. Antes leiam AQUI

    [Parabéns]

    Parabéns ao diplomata Paulo Lourenço.

    09 Março 2007

    Secretário-Geral do MNE. Chefe da Carreira ou Chefe da Intendência?

    Herança daqueles 15 meses. Na reunião do Conselho Diplomático, o que de mais importante aconteceu foi a moção desafiante apresentada pelo embaixador Gonçalves Pereira. E desta vez tem razão. Por excepção não foi yes man. Questão em apreciação: o total esvaziamento das competências das Direcções Gerais do MNE na nova lei orgânica, perante o silêncio tacticamente complacente dos respectivos directores-gerais. Agora é o Secretário Estado da Função Pública que esvazia as competências das Direcções Gerais e transforma o Chefe da Carreira - Secretário Geral - em chefe da intendência.

    Isto já tinha antecedentes - o despacho conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia sobre diplomacia económica, em que Manuel Pinho se tinha oposto a que no MNE houvesse uma Direcção Geral dos Negócios Económicos, como tinha acontecido até 1986.
    Recorde-se que a hierarquia do MNE já tinha sido rebaixada com a Lei do Protocolo de Estado estabelecido pela Assembleia da República, em que os Embaixadores de Portugal foram humilhantemente esquecidos quando assistem a cerimónias oficiais no País. A continuar-se assim ainda um dia vem algum "petroleiro" que opta pelo outsourcing em política externa, tantos são os candidatos que saltitam no palco da política sem encontrar cargos para os seus elevados talentos.

    [Notadores] As redes de Portugal lá fora

    Do Embaixador Ireneu Whitton:
      "Permita-me uma breve observação para as Notas Verbais - Há fundamento e urgência em que o sistema de representação portuguesa no estrangeiro seja pensado e repensado de alto a baixo. Para tanto, há que ter não apenas coragem e sabedoria política mas também peso no Governo. Todavia o sistema, se o quisermos como sistema, deve ser avaliado no seu todo e com a possível simultaneidade: representações, delegações e missões, rede de embaixadas, rede consular e rede económica/comercial. Nem todos estes elementos funcionam em sistema ou como sistema, apesar das insistentes tentativas de coordenação ou conjugação e das bem intencionadas declarações dos ministros que tutelam a área, porque no terreno cada representação está pelo seu lado, muito embora nos colóquios, seminários e em outros encontros civilizados pareçam estar.
    NV têm insistido nisso: repensar a rede diplomática e a rede consular, sem conjugadamente repensar e recentrar a rede económica/comercial, equivale ao adiamento da reforma de que o Estado precisa para as suas representações no exterior.

    Presidência UE já tem porta-voz. Clara Borja Ramos

    Para começar, porta-voz. Clara Borja Ramos será a porta-voz da Presidência portuguesa da UE. Nomeação atempada para uma posição que não se compadece com improvisações. A diplomata era até agora N.º Dois da Representação Permanente de Portugal junto da OSCE em Viena. Quem irá para esse posto que fica assim desfalcado e reduzido a três diplomatas? A ter em conta, dada a importância da OSCE para a UE.

    Conselho Diplomático. À procura da grelha de selecção

    Esteve reunido o Conselho Diplomático, órgão do MNE que tem a competência de estabelecer a lista de promoções a ministro plenipotenciário. Há apenas cinco vagas para o elenco dos que podem chefiar missões diplomáticas com a palavra mítica de embaixador/embaixadora sobre os ombros.


    O Elixir das Promoções. É este um dos casos em que quem delibera ou pressiona (pressionar é sinónimo quase sempre de emitir parecer ou estabelecer listas), quanto mais se sentir escrutinado, tanto menos porá a transparência em crise. Nas promoções de conselheiro de embaixada a ministro plenipotenciário, a transparência, o rigor e por vezes a seriedade não têm sido apanágio nem motivo de lisonja.

    São vários os interesses identificados nas tentativas de distorção de critérios para «formatar um potencial embaixador». Há, como é óbvio, interesses partidários mais ou menos disfarçados, há interesses de grupos difusos que funcionam com o regulamento tácito das protecções recíprocas, há também os interesses meramente gentílicos na raiz quadrada das influências pessoais.

    Que critérios, então, para estabelecer a lista ?

    Naturalmente que o Conselho Diplomático não pode fugir a três parâmetros: o mérito, a experiência e a antiguidade. Mas qualquer destes parâmetros cai pela base se o conselheiro candidato ao grau de ministro plenipotenciário não possuir aquela qualidade que é essencial ao diplomata – o bom-senso.

    Mal se estaria se as promoções a esse grau decisivo da carreira assentassem única ou fortemente no critério de antiguidade. Mas há que ter em conta também este critério, em relativamente baixa dose, associado aos restantes critérios e junto aos quais deve funcionar como o sal para a massa do pão. A pitada basta, mas tem que haver pitada, para que não haja pintos a fazer de galo – seria uma tragédia na capoeira.

    E promover mais por mérito, menos por experiência é andar em areia movediça. O que é o mérito? É a capacidade intelectual? É a qualificação profissional? Ou será meramente ter-se sido andarilho de gabinete em gabinete governamental como cabeça de alfinete? Aqui é que bate o ponto, e de uma vez por todas o Conselho Diplomático tem que tornar claro o que entende por mérito, até porque o incompetente, para ser um incompetente de gabarito tem que ter mérito – paradoxalmente, se não tivesse mérito, não chegaria a incompetente. Nas Necessidades, o yes men é o exemplo acabado do incompetente com mérito. E vai-se fazer disto um embaixador?

    Haja bom-senso. E também bom-gosto. Os traços de união são adequados.

    [Dia.Que.Não.É.Mulher] Guiné-Bissau. Se ficar indiferente diga porquê

    Sim, na Guiné-Bissau. Quem disse que a Diplomacia dos Direitos Humanos tem 365 dias por ano?




    Escreve Fernando Casimiro (Didinho) : (...) Recebi ontem as imagens que vos apresento neste texto. Fiquei chocado com o que vi! Posso imaginar o sofrimento e as interrogações desta jovem Mulher guineense...Até quando isto? Esta jovem foi amarrada e torturada pelos próprios familiares que a queriam obrigar a um casamento de conveniência.(...) Na Guiné-Bissau, segundo certos usos e costumes, os pais ou familiares é que decidem com quem as filhas ou parentes se vão casar.

    Ler texto integrar em AQUI (Notas Formais)

    [Mulheres.MNE] Aditamentos

    No elenco de mulheres dirigentes no MNE, falhou-nos o IPAD... O "reino das direcções de serviços", com os aditamentos, ficou reforçado. Ver AQUI

    [Farpão]

    Bush no Brasil para a OPEP do Etanol, como por aí foi dito, ou para a ALCA do Álcool?

    [Parabéns]

    Passaporte de parabéns para o diplomata Luís de Almeida Ferraz, director do Centro Emissor para a Rede Consular. Natural da Cidade da Beira. É este o dia em que António Braga não pode nem deve oferecer uma prenda virtual...

    08 Março 2007

    Vaticano. Do Porto para o Funchal

    De frei Bermudas, legado no Vaticano
    O papa nomeou, hoje, D. António Cavaco Carrilho para bispo do Funchal. O bispo era até agora bispo auxiliar do Porto. A alimentar o virtuoso humor do Vaticano, diz-se por aqui que não se estranhará que Alberto João Jardim telefone para a Cúria perguntando ao primeiro cardeal que apanhar em linha se o novo bispo tem algum parentesco com o Presidente da República, porquanto da mesma terra é - Loulé. Também se diz que o papa deu instruções para, nesse caso, informarem o líder da Madeira, com expressiva caridade e sem tentação de intriga, que D. Cavaco Carrilho e o PR Cavaco Silva, receberam no mesmo ano e a rematar as respectivas adolescências, prémios de melhores alunos do concelho de que são naturais, um pelos estudos das coisas de Deus e o outro pelos estudos das coisas da Terra.

    [Barómetro.Rápido] Sobre fecho de Bagdad

    Sondagem rápida até Sábado.
    Por baixo da caixa de sondagem sobre o Desempenho de Barroso, está colocada, apenas até Sábado, uma sondagem rápida sobre o Fecho da Embaixada em Bagdad. Claro que só há resultados de todos se cada um participar...

    [Mulheres.Diplomatas.&.Não Só]

    Rolou. Está já lá bem ao fundo nesta página, mas porque hoje é o Dia da Mulher, lembramos a modesta homenagem feita em NV → AQUI e → AQUI também.
      Bem gostaríamos de possuir a listagem das mulheres que prestam serviço administrativo, técnico e de apoio nos postos externos, sem as quais tantas embaixadas e consulados encerrariam sem decreto mas que o MNE trata como anónimas. Sem isso, a homenagem de NV parece elitista, mas salva-se – é simbólica.????????– é simbólica.

    Em Manila a fazer o quê e sem reciprocidade?

    E porque é que Portugal há-de manter uma Embaixada permanente em Manila, se as Filipinas não fizeram gesto de reciprocidade mantendo acreditado em Lisboa o embaixador do N.º4 de Hameau de Boulainvilliers, em Paris? Além disso, desapareceram de quase todos os hipermercados e lojas de conveniência, os artefactos made in Filipinas, à vista desarmada produzidos pela mão de obra infantil que tem muito a ver com o nosso interesse nacional... Não é Azevedo Soares?

    Dos Notadores. Manila e Bagdad

    Do Conselheiro Ruela:
      " Ninguém quer saber de Manila, é só Bagdad... Mas as instalações de apoio administrativo que ficam no Iraque não têm problemas de segurança ou... são virtuais?
      Depois de Abidjan e Windhoek, com Manila fecha a terceira das embaixadas "recentemente" abertas.
    Não consta que Azevedo Soares tenha questionado a forma como Windhoek foi fechada. Forma indigna, conselheiro Ruela. E tem toda a razão em observar o pára-arranca-pára da diplomacia portuguesa dos últimos dez anos.

    Missão em Saravejo. Temporária até quando?

    As tropas portuguesas destacadas para a Bósnia e Herzegovina vão deixar este país onde Portugal mantém uma Missão Temporária. Vai fechar? De temporária, passa a permanente? Saravejo não é Bagdad, além de não andar longe da UE. Naturalmente que uma diplomacia não pode andar apenas atrás das tropas a fazer o papel de faxina. Basta o papel de faxina que tem sido feito em África e com tropas que nem são portuguesas, nem se compaginam com o interesse nacional. Pense nisto, Azevedo Soares, e vá preparando mais um requerimento ao Governo.

    Interesse nacional. Que interessados?

    Essa de Azevedo Soares considerar o fecho da embaixada em Bagdad como uma decisão «contrária ao interesse nacional», sugere a pergunta: quais os interessados? É que o Interesse Nacional é como Deus - não o devemos invocar em vão...

    Diplomacia do Mateus Rosé...

    Claro que o Correio da Manhã, com o faro da notícia que lhe está colado às narinas, já em Agosto de 2005, tinha ido ao epicentro e entrevistou o embaixador Falcão Machado. Respigando, o diplomata entende que "com maior tranquilidade" o Iraque pode ser um mercado atraente para os investidores portugueses, mas que "para já,não há formalmente nenhuma empresa portuguesa no país. O que não quer dizer que não haja lá agentes a trabalhar para elas" e lá disse que "ao nível dos subcontratos, os portugueses têm boas oportunidades". Depois, o diagnóstico: "No Iraque Portugal é conhecido por duas coisas: o futebol e o vinho", salientando que durante décadas o Mateus Rosé foi um verdadeiro embaixador nesse país. Creio que está tudo dito, não é José Lamego? Futebol e Mateus Rosé. Para quê tanta conversa?

    Fecho de Bagdad e Manila. Nenhuma novidade desde Novembro de 2006...

    O fecho das embaixadas de Portugal em Bagdad e em Manila, não é uma novidade.Por diversas vezes, desde Outubro do ano passado, que NV se têm referido a isso como certo. Mas vamos a Bagdad.

    Azevedo Soares sem razão. Na verdade, o último embaixador acreditado na capital iraquiana, Falcão Machado, estava tolhido de movimentos. Já não era um embaixador, era em refém com inútil imunidade - nem da sua residência à chancelaria, numa distância de 100 metros, podia ir em segurança ainda que rodeado pelos magníficos 14 mosqueteiros do GOE. Como é que Azevedo Soares vê ser possível, nessas circunstâncias, Portugal poder assegurar as reuniões de coordenação da UE, para não se falar de outras? O exercício da presidência europeia não pode justificar tudo, e, além disso não é um salário de prestígio político que coloque a nossa diplomacia acima da média europeia. Em Novembro, ainda se admitiu prolongar a vida útil daquela missão diplomática desgraduada pela força das circunstâncias - na prática, era já uma missão temporária, pelo que foi pedido a Falcão Machado que suportasse mais um ou dois meses para que politicamente a questão ficasse arrumada. Ficou e bem. Houve pressões norte-americanas para que Lisboa mantivesse essa presença simbólica, mas não é com sacrifícios inúteis, para além de dispendiosos, que se ganha uma guerra começada mal e mantida pior, e onde, por isso, nem todas as diplomacias terão que meter a colher. Uma diplomacia só pode ser cozinheira da guerra até certo ponto.

    Sensato é, pois, que Portugal mantenha em Bagdad um escritório de expediente que é quanto basta para um País que não pode olhar para todos os cantos do mundo com óculos de grande potência, passeando nu.

    A propósito disto, mais uns quantos disparates: houve quem dissesse (RR) que a retirada diplomática de Bagdad é uma decisão «no âmbito da reforma consular», mas também houve quem garantisse (Sol) que ouviu do MNE que isso «ocorre no âmbito da reestruturação em curso»... MAs as coisas não estão ainda na fase de estudo preliminar?

    [Mulheres.Necessidades] O reino das direcções de serviços

    Linha de água. No labirinto do MNE e pelas estruturas que gravitam em torno das Necessidades, sem dúvida que as mulheres imperam nas direcções de serviços - dos 41 destes cargos médios, 28 estão nas suas mãos. O mesmo não se pode dizer dos altos cargos e adjacências: os dois comandos hierárquicos da Secretaria Geral voltam a ser detidos por homens, apenas uma das quatro Direcções Gerais está confiada a uma diplomata, das estruturas equiparadas cabe a uma mulher a presidência do Instituto Camões, e, no patamar imediatamente inferior dos 9 sub-directores gerais e equivalências figuram também apenas 4 mulheres. As mulheres estão também ausente dos comandos das 16 estruturas que condescentemente vivem ou agem em sugerida disponibilidade em serviço, metade das quais são designadas por prateleiras douradas na época baixa da diplomacia. E quanto às chefias de gabinete dos quatro decisores políticos, apenas a uma mulher foi cometida tão ingente tarefa. Assim o reino é o das direcções de serviços que é a linha de água dos serviços centrais, e a mulher, pelo menos até ver e à honrosa excepção, não subiu muito mais do que isso.


    Altos Cargos no MNE
      Embaixadora Margarida Figueiredo, Directora Geral dos Assuntos Técnicos e Económicos
      Simoneta Luz Afonso, Presidente do Instituto Camões
    Adjacências

      Mafalda Ferreira, Subdirectora Geral dos Assuntos Consulares/Comunidades Portuguesas
      Inês Rosa, Vice-Presidente IPAD
      Vera Abreu, Vice-Presidente IPAD
      Rosa Batoréu, Directora Adjunta do Departamento Geral de Administração
    Directoras de Serviços
      Liliana Mascarenhas Neto, Europa
      Isabel Brilhante Pedrosa, Médio Oriente e Magreb
      Maria Gabriela Albergaria, Ásia e Oceânia
      Helena Paiva, Organizações Políticas Internacionais
      Helena Coutinho, América
      Lurdes Cavaleiro Ferreira, Relações Externas Intraeuropeias
      Joana Galiano Tavares, Relações Externas Regionais e Multilaterais
      Luísa Dias, Questões Económicas e Financeiras
      Lénia Real, Mercado Interno
      Isabel Vila-Santa, Questões da Agricultura e Pescas
      Regina Quelhas Lima, Questões da Justiça e Assuntos Internos
      Paula Crispim, Administração Financeira
      Maria Manuela Barata, Administração Patrimonial
      Benedita Tinoca, Informação, Formação e Documentação
      Lubélia Gomes, Vistos e Circulação de Pessoas
      Margarida Marques, Formação
      Isabel Cardoso Farinha, Acção Externa
      Maria João Curto, Migrações e Apoio Social
      Helena Neves Pinto, Biblioteca e Documentação Diplomática
      Isabel Fevereiro, Arquivo Histórico e Diplomático
      Maria Helena Sequeira, Serviços Centrais ICA
      Rita Sá Marques, Acção Cultural Externa
      Madalena Arroja, Língua e Intercâmbio Cultural ICA
      Isabel Couto, Assuntos Bilaterais-I IPAD
      Madalena Sampaio, Assuntos Bilaterais-II IPAD
      Manuela Ferreira, Assuntos Comunitários/Multilaterais IPAD
      Maria Chaves, Apoio Sociedade Civil/Ajudas/Emergência IPAD
      Cristina Pinto, Administração IPAD
    Chefias de Gabinetes políticos
      Paula Santos, SENEC João Cravinho

    [Diplomatas.Portuguesas] Escasso número de chefias no exterior

    Portugal mal na fotografia. Nenhuma das 8 representações ou delegações portuguesas junto das organizações e organismos internacionais é chefiada por uma mulher; das 86 embaixadas (mais 2 missões temporárias) apenas em sete capitais há uma mulher diplomata acreditada como embaixadora (a que se juntam três encarregadas de negócios, situação transitória), e por entre os 62 postos consulares de carreira apenas sete mulheres podem dizer "sou a cônsul-geral" ou "sou a cônsul". No MNE, a questão da igualdade (que há no acesso, o mesmo não se podendo dizer na progressão) nunca foi levada politicamente a sério, tendo sido gerida como espécie de concessão administrada pelo funil das benevolência e até àquele quantum satis estabelecido pelos grupos de pressão sem endereço postal.

    O panorama é o que se segue.

    As 7 Embaixadoras acreditadas
      Maria de Fátima Perestrello, em Abuja
      Vera Fernandes, em Adis Abeba
      Maria do Carmo Allegro de Magalhães, em Liubliana
      Graça Andresen Guimarães, na Cidade de Praia
      Ana Paula Zacarias, em Tallinn
      Maria Josefina Carvalho, em Telavive
      Rita Ferro, em Tunes
    As 3 Encarregadas de Negócios
      Susana Macedo Leão, na Cidade do México
      Lúcia Portugal Núncio, em Santiago do Chile
      Ana Sofia Carvalhosa, em Oslo
    As 6 Cônsules-Gerais
      Maria Manuela Caldas Faria, em Bordéus
      Maria Manuela Freitas Bairos, em Boston
      Maria Cristina de Almeida, no Luxemburgo
      Maria Dinah Azevedo Neves, em Milão
      Maria Amélia Paiva, em Toronto
      Maria Regina Flor e Almeida, em Vigo
    1 Cônsul
      Patrícia Gaspar, em Curitiba

    Surge Agapito! Traz a pergunta da noite

    Com efeito, o embaixador Agapitou, bem informado, esticou aquele dedo de higiene transcendente:
      - Meu caro! Olhos nos olhos, meu caro! Esses desentendimentos e desintiligências entre gabinetes, são os ovos do PRACE, meu caro! E agora que já não temos aquele ministro esticado na gravata que nenhuma democracia usa já, proponho que tudo se resolva, ouça bem!, tudo se resolva com futebol de cinco no Salão do Protocolo! Cinco para cada lado! E diga-lhes, diga-lhes que me ofereço para árbitro, já que os problemas da máquina são com a máquina, como nos tempos do Gama! O que acha de um joguinho no Protocolo, para arrumar a questão? Bem contados, não são dez? Dá!

    07 Março 2007

    Embaixador da Estónia já pode dormir em paz

    Que género de gralha! Acabaram-se os pesadelos para o Embaixador da Estónia em Lisboa, Mart Tarmak - o MNE corrigiu o erro. É o que se chama um mau erro no seu género!

    Intenções de jogo

    Um soldado iraquiano descobre um esconderijo de armas durante uma patrulha em comum com tropas americanas perto de Mahmudiyah (Iraque, 4 de março). Foto de Jacob H. Smith, do Exército norte-americano.

    Em vez de sinecuras dos Representantes Especiais. Conselho de Segurança quer mulheres

    Trabalho para João Salgueiro. E é assim que, na véspera do Dia Internacional da Mulher, o Conselho de Segurança insta o Secretário Geral da ONU a que nomeie mais mulheres no elenco de Representantes e Enviados especiais nas missões de bons ofícios em seu nome, e, nesse sentido, solicita aos estados Membros (Portugal incluído...) que comuniquem ao Secretário Geral nomes de candidatas que possam figurar numa lista centralizada e actualizada (trabalho para João Salgueiro). E não dizendo isso, o Conselho de Segurança dá a entender que não aprecia muito as sinecuras deferentes só para homens na disponibilidade em serviço.
      E aos Estados membros (Portugal incluído...) o Conselho de Segurança pede instantemente que as mulheres tenham maior representação a todos os níveis na tomada de decisões nas instituições e mecanismos nacionais, regionais e internacionais para a prevenção, gestão e regulação de conflitos.

    Jogo de intenções

    (Clique sobre a foto para ampliar)

    Militar norte-americano vigia um aldeão iraquiano à espera de ser libertado após interrogatório, no decurso de uma acção, 4 de Março, na aldeia Al Mora (Kirkuk). Foto de Andy Dunaway, da Força aérea norte-americana.

    Grelha plenipotenciária... Promoções a ministro

    Questão de fato. Não há agitação, mas há inquietação no relativamente reduzido grupo de diplomatas com legítimas expectativas na promoção ao escassíssimo número de cinco vagas do grau de ministro plenipotenciário. Promoções que tardam e que, se não forem concretizadas até junho, será mais um ano de espera a somar aos dois de hesitante mas disfarçado compadrio que já passaram - há gente que quer o fato à medida do corpo.

    Quais os factores a ter em conta para fazer ascender diplomatas ao colégio de cardeais, salvem-se as diferenças porque não podem escolher o papa em conclave, é a questão. Mas que ficam pontos cardeias da carreira, lá isso ficam, e há que tre cuidado com a grelha.

    Voltaremos à questão.

    João Salgueiro faltoso em Nova Iorque? Marques Mendes, será mesmo assim?

    A propósito da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, o diário Público, atribui hoje a Marques Mendes a afirmação de que «o embaixador de Portugal nas Nações Unidas ainda não terá efectuado o seu depósito junto da ONU, condição essencial para que seja válida...»

      Oh dr. Marques Mendes: será que o representante permanente em Nova Iorque é que está faltoso? Mas como é que o embaixador João Salgueiro pode efectuar o depósito da ratificação portuguesa, se os procedimentos internos não estão cumpridos, designadamente o decreto presidencial, referenda e publicação, isso sim, condição essencial?

    [Folha ♠ Oficial]

    Cláudia Verena Boesch, conselheira de embaixada, nomeada, em comissão de serviço por tempo indeterminado, chefe de divisão da Direcção de Serviços do Mercado Interno (Assuntos Comunitários). Cláudia Verena Boesch, desde Neovembro que naqueles serviços tem sido responsável pelos dossiers Política Marítima Europeia, Audiovisuais, Programa Galileu e Estratégia Meio Marinho.

    Há dois meses. Depositado foi junto do Secretário-Geral do Conselho da Europa o instrumento da ratificação portuguesa ao Segundo Protocolo Adicional à Convenção de Auxílio Judiciário Mútuo em Matéria Penal. Aconteceu em 16 de Janeiro, continua-se a publicar os avisos muito tarde.

    Guineense sobe. Na ONU. Carlos Lopes

    Mais um degrau. Carlos Lopes, economista guineense, é o novo Director Executivo do Instituto da ONU para a Formação e Pesquisa, acumulando as funções de Sub-Secretário Geral das Nações Unidas, avança o blogue de informação da Embaixada de Portugal em Brasília que lembra ter ele sido, até 2006, representante das Nações Unidas no Brasil e, depois, colaborador directo de Kofi Annan. Ensaísta também, «Desenvolvimento para Céticos», é o título que Carlos Lopes vai lançar no Brasil (dia 14, segundo o mesmo blogue.

    [Agenda.Factos] Hoje

    Manuel Lobo Antunes – SAAE em audição parlamentar para debater pontos da agenda do Conselho Europeu (de quinta e sexta-feira) - 11:30 (AR)
    Manuel Pinho faz balanço da política de energia em Portugal, no encerramento da Conferência «A política energética europeia e a sua expressão em Portugal e Espanha» - 12:00 (Instituto Superior de Economia e Gestão)
    Al Gore – Em Belém, audiência com Cavaco Silva (20:00) seguindo-se jantar. Jaime Gama convidado.

    06 Março 2007

    Presidente da República. Mensagem ao Presidente do Gana

    Mensagem (06.03.2007) do Presidente da República, Cavaco Silva, dirigida ao Presidente da República do Gana, John Kufuor, por ocasião do 50º aniversário da independência da República do Gana:
      " Por ocasião das comemorações do 50º aniversário da independência da República do Gana, uma data de grande significado para todo o continente africano e para as relações entre os povos, é com muito particular satisfação que endereço a Vossa Excelência, em nome do Povo Português e no meu próprio, as mais calorosas felicitações, bem como votos de progresso e de prosperidade para o Povo do Gana.
      Unidos por profundos laços históricos, de amizade e de cooperação, os nossos dois Países e Povos desfrutam hoje de um quadro de relações, que se estruturam a múltiplos níveis e que, estou certo, encontrarão no futuro novas oportunidades para se reforçarem ainda mais. Podem Vossa Excelência e o Povo do Gana contar com o meu empenho pessoal nesse sentido.
      Reiterando-lhe as minhas sinceras felicitações e na grata expectativa do nosso próximo encontro, queira aceitar, Senhor Presidente, os protestos da minha mais elevada consideração e estima pessoal.

    Grande lição. A que SEXA SEAAE nos faculta

    Tanto trabalho! A página de Assuntos Europeus para a qual no site do MNE se remete, é no mínimo uma grande lição. A mensagem do Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, é um texto testamental cheio de bordados comuns, de augustos óbvios, de torcidos prognósticos, de garantias de honra ascendente e descendente como que um carrocel oito feito de 611 palavras tremelicando em 3.161 caracteres de sermão excluindo espaços - a simplicidade, portanto.

    É claro que para além dessa mensagem há ainda, e é tudo, a remissão para o programa germânico-luso-esloveno e links para o Centro Jacques Delors, a REPER, o SOLVIT, o Recrutamento para Instituições Comunitárias, a Estratégia de Lisboa, a Presidência alemã do Conselho da UE (até que enfim!), a União Europeia, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia... Oh senhor secretário de Estado! Tanto trabalho que teve para a gente ficar a conhecer os seus links!

    Dificuldades na votação Barroso

    Vários leitores queixam-se de que não conseguem colocar opção de voto na actual sondagem sobre o «Desenmpenho de Durão Barroso». Idênticos reparos foram feitos a propósito da sondagem da semana passada, mas julgámos que teria havido deficiência circunstancial. Na actual sondagem, até este preciso momento desde o início da sondagem apenas estão registados 13 votos. Aguardamos indicações da empresa que nos garante este serviço.

    NV

    Quai d'Orsay. Bom exemplo. Que dizem as mulheres nas Necessidades a isto?

    Dia 8, o que que o Quai d'Orsay faz? Em jeito de comemorar o Dia Internacional da Mulher, faz isto: Mme Catherine Colonna, ministre déléguée aux Affaires européennes, recevra près de 200 étudiantes Erasmus... Au cours de cette rencontre, ces étudiantes feront part de leur expérience dans le cadre du programme Erasmus.

    Mais, talvez o principal: Seront aussi conviées autour de la ministre déléguée aux Affaires européennes des femmes qui travaillent au quotidien sur les questions européennes: les élues françaises à l'Assemblée nationale, au Sénat et au Parlement européen, les fonctionnaires en charge des questions européennes au ministère des Affaires étrangères, les correspondantes "Europe" des cabinets ministériels, les présidentes du réseau français des maisons de l'Europe et autres dirigeantes d'association à vocation européenne.
    Nas Necessidades, nada, pelo menos até agora. Num País como Portugal, segregador e com muito parente machista na lama, é mau. E é mau não é por falta de verba, é por falta de agenda e por falta de mentalidade. Falemos claro.

    O Comum e o Unificado. Europa por manual?

    Acordar fantasmas. A Espanha diz que apoia o projecto da Presidência alemã para a colocação nas escolas dos 25 Estados membros, de um manual de História comum e unificado. Pelo menos, esse apoio foi já declarado pelo secretário de Estado espanhol para UE, Alberto Navarro.

    E Manuel Lobo Antunes, o que diz de um tal manual em que, pelos vistos, teremos de negociar novo Tratado das Tordesilhas? E não haverá nesse passado comum impossível de unificar, muita invasão de Estado, conivências de Estados com invasões de outros, e pilhagens de Estado com reflexo no esplendor presente de alguns Estados, que terão de ficar censuradas em comum para salvar cínicamente a unificação?

    A história comum aceita-se, a unificada é que é mais difícil, muito embora seja ao talho de Espanha. E para tal unificação, qual o número de páginas reservadas a cada Estado? Ou será que alguns Estados mais não devam receber que uma referência em pé de página, a avaliar como alguns Estados fazem alguma história unificada dos Descobrimentos e a impõem em meios comuns?

    Não será preferível acordar fantasmas noutro lado?

    [Boas.Leituras]

    Périplo de Bush na América Latina AQUI

    Notadores. Plataforma de televisões

    A propósito de uma mesa-redonda promovida pela UNESCO, CPLP e Comissão Nacional da UNESCO, pergunta-nos Jorge Rodrigues sobre o que NV têm a dizer sobre esse projeto de uma plataforma de partilha entre televisões públicas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste... Diremos que apenas faltam nesse projecto as participações da Guiné-Equatorial e das Maurícias para garantia de que a liberdade de informação seja pelo menos observadora, já nem se exige que tenha o estatuto de membro de pleno direito.

    {[À.Margem][Mas.é.verdadeiro]} Será um teste do Consulado Virtual?

    (Clique para ampliar. Levanta-te e caminha)

    [Folha♠Oficial]

    ♠ Professora na Escola de Alcabideche, Maria José Matos passa a coordenadora do ensino português em Espanha, em comissão de serviço.

    Portugal torna público ter, em 2 de Novembro de 2006, depositado o instrumento de aprovação da Convenção sobre os Efeitos Transfronteiriços de Acidentes Industriais, assinada em Helsínquia em 9 de Junho de 1992. Ao cabo de 15 anos, não é nada mau...

    ♠ O Reino Unido denunciou a Convenção Europeia em Matéria de Adopção de Crianças.

    Luxemburgo e Suiça denunciaram a Convenção Europeia sobre a Protecção dos Animais em Transporte Internacional.

    Desmazelo no MNE. Será necessário mais um técnico especializado?

    Vai para três dias, aqui se alertou em NV para a inadvertência descuidadosa do MNE, na página das missões acreditadas em Lisboa) do site oficial, apresentar o Embaixador da Estónia, Mart Tarmak, como sendo mulher. Não serviu de nada. Assim vão as Necessidades e pelas pequenas coisas se vê.

    [Parabéns]

    Hoje. Parabéns para o diplomata João de Moraes Sarmento Patrício

    [Dossier.Venezuela] Teódulo López Meléndez

    De Teódulo López Meléndez. Mais um Artigo Definido que NV propõem nessa página de reflexão, a abrir um Dossier Venezuela. «La política es paradójica. Este despertar de la idea democrática también favorece a Chávez –y con él al país- en el sentido de que aleja la posibilidad de una salida de fuerza. En efecto, al producirse el reclamo de libertad y democracia, de pluralismo y diálogo, en el seno mismo del gobierno, se abre una puerta que hay que cruzar. Al mismo tiempo perjudica a Chávez en sus propósitos de eternizarse en el poder. El presidente tiene delante de sí una clara advertencia de que no será acompañado en propósitos contrarios a los principios claves y, en consecuencia, o comprende de una vez por todas que su gobierno tiene un límite en el tiempo o se lanza por el despeñadero de la aventura donde sólo le acompañará un puñado de incondicionales fanáticos», escreve Teódulo.

    Ler na íntegra → AQUI

    [Barómetro.NV] Depois do Camões, Barroso

      Nova votação aberta até dia 14
    Foi Camões. Participou quem quis, e dos 113 que quiseram, 97,35 % entendem que o Instituto Camões deve ser refundado, contra a opinião de apenas 2,65 %. Vale o que vale, que é aquilo que se costuma dizer quando não se sabe se a verdade está longe ou perto. Até agora, mesmo poucos, têm estado perto.

    E passa a ser Durão Barroso. Novo barómetro está aberto até dia 14, para avaliar o desempenho do Presidente da Comissão Europeia. A escala de apreciação é suficientemente clara para um clique.

    Turismo político. Um «Adiós, Parlatino» que toca em Estrasburgo

    Quase dois milhões de euros. Em viagens. Diz a revista Veja que o governador de São Paulo, José Serra, fez as contas do Parlamento Latino-Americano, conhecido como o Parlatino, que tem sede na capital paulista e verificou que a entidade custava aos cofres daquele estado brasileiro nada menos nada mais que 1 milhão e 800 mil euros, em grande parte consumidos em viagens internacionais, o que na prática significa turismo político. Os assessores de Serra aconselharam o governador a acabar com o abastecimento. Resta agora ver a reacção do Parlamento Europeu que ainda no ano passado sonhou parcerias com tal Parlatino e até com uma Assembleia Transatlântica Euro-Latino-Americana, composta por um número igual de deputados do Parlamento Europeu, por um lado, e do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), do Parlamento Andino (Parlandino), da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, da Comissão Parlamentar Mista UE-México e da Comissão Parlamentar Mista UE-Chile, por outro, e a sonhar ainda com a criação de um Secretariado Permanente Euro-Latino-Americano.

    A dar-se o «Adiós, Parlatino», como ironicamente sugere a Veja, será também um adiós para muito euro-turismo político.

    05 Março 2007

    [Sinais] Destaque. Voos directos Caracas-Damasco-Teerão

    O presidente da Síria, Bachir al Assad, visita a Venezuela em Julho próximo (Hugo Chávez esteve em Damasco em Agosto do ano passado). Entretanto, está inaugurado o voo directo Caracas-Damasco-Teerão, com travessia Venezuela-Síria em 12 horas sem escala.

    Venezuela e Nicarágua deram hoje corpo, em Manágua, à primeira Comissão Mista de alto nível

    Guatemala e Venezuela relançam as relações diplomáticas. O presiente da Guatemala, Oscar Berger Perdomo recebeu cartas credenciais de Jeny Figueredo Frías, nova embaixadora venezuelana.

    Aliança geopolítica e estratégica é o que leva o chefe da diplomacia venezuelana a encontrar-se com o homólogo do Irão Manoucherh Mottakki, para a IV Comissão Mista, em Teerão com os responsáveis pelos petróleos dos dois países, José Khan e Alireza Tahmasebi.

    Em Georgetown (Guyana) mais que terminada está a XIX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Grupo do Rio, entidade pela qual a diplomacia portuguesa foi grande entusiasta. A declaração final na íntegra será oportunamente colocada em Notas Formais (alertaremos). A próxima cimeira (2009) será na República Dominicana, seguindo-se, em 2011, o México como anfitrião.

    Foreign Office → Timor

    Foreign Office. Timor AQUI

    [À.Margem]

    Diários portugueses de referência há, em que são dadas instruções para «não se citar blogues» - o mesmíssimo tique que houve pelos jornais na passagem do pombo-correio para o telégrafo. No que toca a NV, em nada nos importamos com tais instruções que não nos ferem e nem por tais instruções serem acatadas deixaremos de apelar a que se leia jornais, se cite jornais para que se leia sobretudo os que referem a diplomacia portuguesa, a política externa e as razões de Estado, pois se referirem isso, desde que não sejam pombos-correio, tais jornais são de referência que é uma tinta facilmente debotável.

    Publicidade incobrável Mais uma razão

    PUB incobrável



    Os bilhetes de avião.

    Embaixador do Japão no IDN. A ouvir. Provavelmente a reter.

    Conferência "Security in the East Asia", pelo Embaixador do Japão em Portugal, Hara Satoshi. Quarta-feira (7) às 15:00, no IDN (D de Defesa e não de Diplomático)
    Atenção adidos de embaixada, entrada livre, em inglês e sem a exigência das mesuras do outro D.

    Esse Tratado segundo Sarkozy. A Cova da Moura já o conhece?

    Do Notador Vieira Michelet:

    " Pior que o Tratado Constitucional só o Tratado simplificado proposto por Sarkozy, que se resumiria a dar mais votos no Conselho aos países com mais população, que passariam a ter mais deputados no Parlamento Europeu, sem a comunitarização das áreas que interessam a Portugal e sem coesão social nem política social europeia. Eventualmente, para ainda sairmos mais prejudicados, continuaríamos a ter a política agrícola comum, a PAC. Curioso que num tema tão importante não haja nenhum lider partidário a pronunciar-se!

    Na diplomacia de S. Bento, sê francês

    Trajecto incompleto? Ou endereço trocado no último parágrafo de Paris. Informa o Quai d'Orsay que M. Philippe Douste-Blazy, ministre des Affaires étrangères, se rendra à Lisbonne le mardi 6 mars, à l'invitation du président de l'Assemblée de la République portugaise, M. Jaime Gama, pour participer à un séminaire sur le thème des financements innovants pour le développement. Le ministre des Affaires étrangères rappellera l'intérêt de la contribution sur les billets d'avion pour lever des fonds en faveur la lutte contre le paludisme, la tuberculose et le sida. Une telle contribution permet en effet de garantir un financement de long terme pour la lutte contre ces trois pandémies, sans que cela n'affecte l'industrie du transport aérien ni le secteur du tourisme.

    Ce séminaire permettra également de présenter aux parlementaires portugais les différentes actions mises en oeuvre dans le cadre d'UNITAID. Cette facilité internationale d'achat de médicaments, créée en 2006 à l'initiative de la France, du Brésil, du Chili, de la Norvège et du Royaume-Uni, est financée pour l'essentiel par une contribution de solidarité sur les billets d'avion. D'ores et déjà, 34 pays ont rejoint UNITAID ou se sont engagés à le faire.

    Cette visite sera aussi l'occasion pour le ministre d'évoquer, avec le président de l'Assemblée de la République portugaise, les sujets d'intérêt commun, notamment la préparation de la présidence de l'Union européenne que le Portugal exercera à partir du 1er juillet 2007.
      Das Necessidades, nada consta oficialmente.

    [Consulados] Mas quem anda a enganar?

    Não é de lei, mas tem jeito disso. Solicitam bastantes notadores e alguns leitores de NV (foi deixado transparecer que um dos leitores será mesmo alguma «fonte oficial» por entre as muitas das Necessidades que, não chegando a oficiosas e sendo meramente oficialistas ou oficinais, não dão a cara) pois solicitam que façamos prova de que o documemento sobre a reestruturação foi apresentado como «proposta» e não como «estudo preliminar»...

    Se desafiam, vamos à prova, mas antes dois considerandos:
      Primeiro. A tratar-se de equívoco como acreditamos que seja, devia o MNE ter cortado o «engano» pela raiz quando no seminário diplomático, embaixadores questionaram frontalmente a proposta. Não cortou.

      Segundo. Quando o equívoco começou a aquecer em banho-maria (fomos dando conta das reservas e reparos da Associação dos Diplomatas, do STCDE e do CCP quanto ao processo), o MNE devia ter feito nota oficial, oficial mesmo e não recados lusos, pondo os pontos nos iis. Não fez.
    O documento, apresentado como «A Proposta» e não como «Estudo Preliminar», é público e está publicado, por exemplo, no site oficial do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e Missões Diplomáticas no Estrangeiro (STCDE), de onde reproduzimos a elucidativa página 14, onde nomeadamente constam as extinções em Espanha e em França.

    (Clique sobre a imagem, para ampliar)

    Consulados. Balbúrdia

    A propósito da balbúrdia consular. A agência Lusa reportava ontem afirmações atribuídas a fonte oficial, depois fonte da Secretaria de Estado das Comunidades, segundo a qual,
      1 - "O número de portugueses não é critério (para a reestruturação consular), mas antes o número de actos consulares (emissão ou renovação de documentos)"

      2 - "Lamentavelmente as pessoas estão a ser enganadas e o que não passa de um estudo preliminar foi-lhes apresentado pelos parceiros como um projecto final"

    Diga-se o seguinte:
      1 - Os critérios usados para se chegar à elaboração da proposta, foram explicitados no documento apresentado e circulado pelos «parceiros». Contrariamente ao que terá dito a «fonte oficial» - continuamos nesta: se é oficial, não se percebe porque não é identificada - tais critérios foram com exactidão aqueles que NV descreveram em 18 de Fevereiro AQUI. O número de portugueses (residentes e inscritos) vem à cabeça, o número de actos consulares segue-se. Nenhuma fonte oficial pode afirmar que o número de portugueses «não foi critério». Assumidamente foi.

      2 - O documento circulado não termina com um «estudo preliminar» mas exactamente com a proposta. É uma irresponsabilidade e uma leviandade afirmar-se, com rosto oficial mas encoberto, que «as pessoas estão a ser enganadas» sem explicitar quem está a enganar e no que se anda a enganar. Se é este o caso, deve dizer e depressa, para que a balbúrdia não aumente. É inacreditável que uma fonte oficial faça juízos de intenção não suportados.

    [Folha♣Oficial]

    Maria Fernanda Costa (comissão de serviço) da Escola Afonso Domingues (Lisboa) para coordenadora do ensino português na África do Sul

    Maria Antonieta Mendonça (comissão de serviço) da Escola Secundária do Montijo para coordenadora do ensino português na Alemanha

    04 Março 2007

    [Ponto.Crítico] 4 Diploma de colecção

    [Ponto.Crítico] O «Curso de Política Externa Nacional 2006/2007», promovido pelo Instituto Diplomático, sugere a oportunidade da pergunta: depois disto o que já ficou?

    O modelo de conferência atrás de conferência, modelo seguido um pouco por todo o lado mas não para os mesmos fins; o esquema de pretensão a esgotar todas as doutrinas do Globo e de soluções de oratória para todos os temas da Terra; o fito de comprimir o gigantesco esforço de saber próprio das universidades na little box do Instituto Diplomático; e a tentatória solução de dar credibilidade à cauda do curso mais pelo peso dos oradores do que pela premência, adequação e coerência dos temas, tudo isso, dificilmente poderá responder às três questões essenciais num curso de política externa nacional – a primeira questão, qual e como é a política externa nacional; a segunda questão, para onde e com que problemas identificados corre ou se executa a mesma política externa; terceira questão, que meios, perspectivas e campos de actuação tem ou se oferecem à mesmíssima política.

    Responder (e aprender) de forma investigativa e científica a essas questões seria obviamente muito mais difícil e possivelmente mais incómodo do que, a pretexto de política externa nacional, discorrer sobre a Paz de Vestefália (estando nós num país com 90 por cento de historiadores), explanar sobre as perspectivas teórico-metodológicas no estudo das relações internacionais (dados que deveriam estar como adquiridos pelos auditores do curso) ou colocar em cartilha simplificada o b+á=bá mais que sabido do que se designou por quadros focais da política externa portuguesa, com patine teórica (como somos sábios em colocar patines!). Ninguém duvida da relevância da América Latina na política externa portuguesa, a matéria até pode dar um seminário, umas jornadas sobre a relevância. Mas, num curso de política externa nacional, o que interessará fixar, debater e enquadrar na parte superior do espírito é qual a política externa portuguesa relevante para a América Latina e suas partes. E, num exemplo em que procura o brilho de um orador para deslustrar o tema, é num curso de política externa nacional que ainda se perde tempo sobre se o direito internacional é Direito, tema que a Constituição arruma?

    E que dizer de um curso que pouco mais é do que desfile de conferências e prova de estante, em que um só e mesmo orador consegue surgir num dia a falar sobre um mundo em globalização, a nova ordem internacional, depois sobre o direito da guerra, passado mais um tempo sobre os conflitos assimétricos, antes disso sobre a diplomacia cultural enquanto modalidade soft power, para, depois de tudo isso, conferenciar ainda sobre a história, política, economia e cultura na Ásia do Sudoeste e na Bacia do Pacífico?

    Naturalmente que o Instituto Diplomático com as suas limitações, a começar pelo seu orçamento e a terminar nas suas finalidades e justificação de ser, em vez de entrar pelo caminho de uma little box universitária, deveria ter-se aplicado com vocação no erguer de uma Escola Diplomática, pequena e modesta que fosse, mas apta a formar para a vida da carreira e para a carreira da vida preferencialmente os adidos de embaixada, apta a dar formação aos técnicos especializados, aos funcionários dos postos externos e dos serviços centrais que de formação carecem e reclamam. Trabalho não falta ao Instituto Diplomático e o dinheiro seria nisso melhor aplicado do que gastá-lo no desfile de indiscutíveis sumidades, passado o qual se pergunta - O que ficou? Um estimável diploma de colecção?

    Carlos Albino

    Paris. Manifestações. Era de prever

    Tendo sido principal critério do «estudo» da reestruturação consular o do número de portugueses residentes, seria de esperar que as manifestações de protesto tivessem igual critério: o número de residentes... Esta forma de provocar a visibilidade de Portugal, torna-se incómoda para quem tem a presidência europeia à porta. Não seria melhor repensar, encontrar outros critérios, aliás, critérios? Pensamos que sim, antes que seja tarde.

    [Parabéns]

    Parabéns para o diplomata António Leão Rocha

    03 Março 2007

    [Tallinn] Embaixada Portuguesa. Com o Número 10 no lampião

    (Clique na foto para ampliar. O lampião não cai)


    O número Dez daquele lampião. Dizem os que acreditam na sorte protocolar dos números, que o Dez é o número da perfeição das obras diplomáticas e da plenitude consular. Para já, a Chancelaria de Portugal na Estónia e a Residência oficial têm a sorte de ficarem situadas em pleno centro histórico de Tallinn, belíssima cidade medieval, cujo Centro Histórico é Património Mundial da UNESCO. Até princípios do século XX designada por Reval, a capital da Estónia conta com 400.000 habitantes, aproximadamente um terço da população total do país que é é um dos três Estados Bálticos, com uma porção continental e um grande arquipélago no Mar Báltico.
      A Estónia confina a norte com o Golfo da Finlândia (e através dele, com a Finlândia) a leste com a Rússia, a sul com a Letónia e a oeste com o Mar Báltico. Em 1999, a Estónia teve o seu pior ano económico desde a independência em 1991, em grande medida devido ao impacto da crise financeira russa de Agosto de 1998. Todavia, hoje, é já uma história de sucesso, a deste pequeno país tão marcado pelo sofrimento e pelas sucessivas ocupações mas que no entanto encontrou grandeza e força para reconquistar a sua independência, aderir à UE e à NATO e atingir hoje um crescimento económico anual de 11%.
    A Embaixada de Portugal em Tallinn, fica no n.º 10 (Kohtu, Tompea)

    Chefe de Missão: embaixadora Ana Paula Grade Zacarias
    Telefone: (00372) 611 74 63 /68
    Fax: (00372) 611 74 67
    Email: emb.portugal.tallin@gmail.com
    Secção ConsularTelefone: (00372) 611 74 67
    Não dispõe de site oficial

    Carência desta embaixada que conta com uma equipa jovem e dinâmica, é, à evidência, a de um Conselheiro Comercial que, para além do teria, deveria e poderia fazer na Estónia, acompanhasse o conjunto dos Países Bálticos, e pudesse orientar os investidores e os exportadores portugueses que nessa área pretendem colocar os seus produtos. No actual modelo português, é trabalho para a AICEP na calha das reformulações que se sucedem às reformulações que se reformulam até à próxima reformulação sem cessar.

    Mas há um lenitivo. Como em Tallinn não há Brazileira, nem 31 da Armada, muito menos Vela Latina, a comunidade portuguesa na Estónia, que não chega a vinte almas que já ganharam o ferrete da emblemática contenção nórdica, lá vão se contentando com uma fantástica loja de produtos nacionais a "Casa de Portugal - loja do mercador português" que tem bom “rhum, Carcavelos e Porto"...

    [Dia de Tallinn] Embaixada Portuguesa Entre dois sites ou dois fogos, tanto faz

    Exercício de comparação. Mero exercício de comparação onde se comprova que até num Ex.mo Senhor as Necessidades trocam por uma Ex.ma Senhora, quanto mais no resto. Façamos a comparação.

    Entre Portugal...

    O site oficial do MNE, acerca da Estónia diz apenas isto, só isto, exactamente isto:

    Estónia
    Embaixadora Mart TARMAK

    R. Filipe Folque, 10 J - 2º esq.
    1050-113 LISBOA
    Tel: 213 194 150
    Fax: 213 194 155
    e-mail: embest@embest.pt
    site: www.embest.pt


    E mesmo que dizendo só isto (na página das missões acreditadas em Lisboa), até nisto comete um erro tão estrondoso que NV já caíram na esparrela: o nosso MNE atribui ao embaixador estónio Mart Tarmak o género feminino. Certamente que o Ministro Luís Amado ficará incomodado ao tomar conhecimento de um erro que nem num consulado virtual é desculpável.

      ... e a Estónia

      Abra-se agora o site oficial do MNE da Estónia, e mais precisamente compare-se com Lisboa, o que Tallinn faz constar sobre Portugal AQUI

      É preciso acrescentar mais alguma coisa? Sim, acrescentemos, acrescentemos mais uma foto do terraço da Embaixada de Portugal em Tallinn, porque, desculpe-nos a embaixadora Ana Paula Grade Zacarias, devassas destas não têm género.
    (Clique para ampliar. O género não se altera)