Excepção no tom. Haja um pouco de divertimento nesta claustrofobia, é em japonês mas entende-se. Cliquem na seta...
30 Abril 2007
Silenciosa revolução no MNE
- E com o que hoje vem na folha oficial (unidades orgânicas flexíveis, estruturas nucleares e portarias relativas aos estatutos do IC, IAPD e FRI) se vai consumando a revolução silenciosa nas Necessidades.
- Também hoje, José de Lemos Araújo nomeado, em comissão de serviço, para o cargo de director do Gabinete de Relações Internacionais e Protocolo da Assembleia da República
29 Abril 2007
Falcão Machado em pleno no México
Falcão Machado, numa fila de mais dez outros novos embaixadores, apresentou cartas credenciais ao presidente mexicano Felipe Calderón (dia 24). Para além de Portugal, desfilaram nesse cerimonial os representantes da Indonésia, Índia, Filipinas, Perú, China, Egipto, Espanha, Luxemburgo, Quénia e Kuwait, usufruindo cada um de alguns minutos de conversa com Calderón. Alguns dos embaixadores falaram em conferências de imprensa separadas com os representantes do Perú, Espanha e China a marcarem pontos.- Pelo que foi dito de Los Pinos, Felipe Calderón disse a Falcão Machado esperar que o governo de Lisboa «promueva un mayor acercamiento entre Europa y América Latina» e reiterou «el interés de México por construir una nueva etapa de acercamiento y cooperación con Portugal, que promueva mayores contactos políticos, económicos y culturales entre ambas naciones». Além disso renovou o convite para que Sócrates concretize a projectada visita ao México num futuro próximo. Portanto, vontade não falta aos mexicanos e não será necessário Lisboa pedir licença a Madrid...
28 Abril 2007
Aliança de Civilizações e não Diálogo...
É claro que, a dar prova da qualidade da política portuguesa, por aí se escreveu, leu e tolerou por todo o lado que Sampaio foi nomeado alto representante para o Diálogo das Civilizações... Não é bem assim. Ban Ki-moon nomeou Sampaio para o posto de Alto Representante da Aliança das Civilizações. Aliança e não Diálogo.A decisão de Ban Ki-moon foi tomada após consultas com os chefes de governo da Espanha e da Turquia, os dois países que estiveram na origem da iniciativa assumida formalmente ainda por Kofi Annan em 14 de Julho de 2005. Para tanto foi nomeado um comité de sábios que apresentou em Istambul (Novembro de 2006), um relatório visando a dinamização da iniciativa. Nesse documento propôs-se, à cabeça, a nomeação de um Alto Representante para assistir ao secretário-geral da ONU a dissipar crises em que religião e política se intercruzem. Nomeação que acabou por cair em Sampaio.
Mas também houve Diálogo de Civilizações, uma iniciativa cultivada pelo Irão nos tempos de Khatami e que chegou a ter apoio expresso português por parte de Jaime Gama como MNE. Contudo o «Diálogo» proposto pela diplomacia moderada de Teerão, não se pode e talvez não se deva confundir com a «Aliança» proposta por Madrid-Ankara.
┌ Barómetros ┐ Agora, EU-Brasil e Sampaio
Dois novos barómetros on line. Pode, desde já, manifestar opinião.
Até 8 de Maio - Portugal deve fazer tudo por uma cimeira EU-Brasil ?
E até quinta-feira, dia 3 – Nomeação de Sampaio para a Aliança de Civilizações, justifica-se? Não?
Até 8 de Maio - Portugal deve fazer tudo por uma cimeira EU-Brasil ?
E até quinta-feira, dia 3 – Nomeação de Sampaio para a Aliança de Civilizações, justifica-se? Não?
- Nas sondagens encerradas
→ Quanto a Cabo Verde na NATO e com estatuto especial na EU, 78.05% concordaram, 21.95% não concordaram
→ Sobre se o FRI é ou não um saco azul, 91,18 % responderam que sim e apenas 8,82 % consideraram que não.
27 Abril 2007
┌ Agrément ┐
De acordo e muito bem observado.Bloguitica, Paulo Gorjão
A qualidade da política.Corta-Fitas, mais, Pedro Correia
Um detalhe, mas importante detalhe.Grande Loja do Queijo Limiano, Manuel
Sim. Em Portugal não é assim, faltando interpretar porque não é.Causa Nossa, Vital Moreira
Sobre a nomeação de Sampaio, o que há a dizer.A Origem das Espécies, Francisco José Viegas
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A qualidade da política
- O que é isso? O que é Darfour, comparado com Pina Moura e suas ideologias ? O que é o Líbano, o que foi o assassinato de Ziad Kabalan, 24 ans, et de Ziad Ghandour, 12 ans, com o que significa, o que é isso na política externa portuguesa comparado com a claustrofobia ou o mais que bastante de ar interno? O que é o Irão/questão nuclear, não é suficiente Solana por lá e nós por cá entre Prisa e Impresa? O que é o Afeganistão, comparado com a OTA? O que é o Médio Oriente comparado com o nossos atracas/contra-atacas? O que é o Iraque, o que é a reunião ministerial de Charm E-Cheikh de 3 e 4 de Maio, comparado com a conveniente impunidade política de Jardim? O que é o declaração de Putin comparada com o regresso parlamentar de Portas? O que é a Somália, o que é a situação humanitária de 320 mil pessoas terem fugido, em dois meses, dos combates de Mogadíscio, comparada com a dramaticidade dos debates mensais tão portugueses?
É pobreza, não é claustrofobia
Debate mensal parlamentar pobre em matéria de política externa e de actividade diplomática, apesar da ligeira passagem sobre o referendo europeu. Com assuntos internacionais tão prementes, Portugal parece passar ao lado - nem um diz, nem o outro escrutina. Governo e oposição transformam o parlamento numa assembleia autárquica, com exercíos de oratória tribunícia de duvidoso gabarito e com acertos de contas sem dignidade de estado. Na generalidade dos parlamentos europeus não é assim.
AB/STCDE
No que a reunião AB/STCDE deu
- 1 - Segundo Jorge Veludo, até ao final de Maio, os funcionários externos do MNE afectados por encerramentos de consulados deverão saber para onde e quando vão ser transferidos.
2 - O Secretário de estado AB nomeou uma comissão para redistribuir os cerca de 180 funcionários afectados.
3 - O sindicato diz ter obtido garantias de que não vai haver despedimentos e que os funcionários vão ser recolocados nos consulados dos países onde se encontram. No caso de França, uma parte dos funcionários será transferida para o "mega-consulado" de Paris.
Ministério da Preparação da Presidência
De facto, é o Ministério da Preparação da Presidência do Segundo Semestre, com partidas e chegadas, pouco mais.
FRI. A canoira da MUDIP
Agora, Vital Moreira, nada diz? A nova orgânica do Fundo para as Relações Internacionais (FRI), que entra em vigor a 1 de Maio, por entre cinco atribuições, consta a de "comparticipar em acções de natureza social promovidas por entidades de natureza associativa visando o apoio aos agentes das relações internacionais".Naturalmente que, sendo as receitas próprias do FRI, na grande tranche, proveninentes dos emolumentos consulares cobrados nos serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não se contesta à partida que aquele fundo tenha por missão apoiar acções especiais de política externa, projectos de formação no âmbito da política de relações internacionais, a modernização dos serviços externos do MNE, acções de natureza social de apoio a agentes de relações internacionais e actividades destinadas às comunidades portuguesas. E por isso se aceita que nas suas atribuições caiba apoiar as acções de modernização dos serviços externos; enfim, satisfazer os encargos ocasionados por acções extraordinárias de política externa; e, com com algum sacrifício de entendimento, apoiar as acções de formação e conceder subsídios e bolsas a entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras, no âmbito da política definida em matéria de relações internacionais, ou ainda apoiar actividades de natureza social, cultural, económica e comercial, designadamente as destinadas às comunidades portuguesas, promovidas por entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras, no quadro das diversas vertentes da política externa portuguesa. Para toda esta literatura de justificativos, tal como consta na revisão de intenções que a folha oficial volta a consagrar, apenas faltaria ou faltará a garantia de escrutínio por parte de adequada e independente autoridade do Estado relativamente à aplicação das verbas e aos critérios seguidos para canalizar dinheiros, afinal públicos e de proviniência nada difusa.
Mas, num momento em que se extinguem regimes especiais de segurança social e caixas de previdência relativamente autónomas a pretexto de «luta contra o corporativismo», já custa aceitar que os emolumentos consulares se destinem a "comparticipar em acções de natureza social promovidas por entidades de natureza associativa visandoo apoio aos agentes das relações internacionais", ou, por outras palavras, a Associação Mutualista Diplomática Portuguesa (MUDIP) porque é desta entidade que se trata e é esta entidade que absorve um montante apreciável do fundo.
Então, Vital Moreira, a reboque de Correia da Cunha e de Vieira da Silva, tanto trabalho contra a Caixa de Previdência dos Jornalistas nenhum dos quais, sendo alguns milhares, beneficia de abonos e que, descontada a elite das vozes do dono, se a alguma corporação pertencem, na sua larga maioria, é à da desgraça calada, do recibo verde engolido, da precariedade e de doenças profissionais não elencadas, agora nada diz a propósito de meio milhar de diplomatas, nem sendo tantos os que beneficiam da MUDIP e dos emolumentos que jamais foram a canoira de jornalistas contra os quais se ergueu como se estes fossem a excepção sediciosa contra a igualdade?
Blogue sindical: Livro de Ponto
A ter em conta o blogue dos serviços jurídicos do STCDE - Livro de Ponto , chama-se, e como arquivo digital chega a horas. E com esta, a ASDP fica a milhas, lá muito perto de Ankara.STCDE nas Necessidades
- Hoje. O STCDE é recebido por António Braga nas Necessidades. Temas de conversa: a recolocação dos trabalhadores dos postos a encerrar e a revisão do Estatuto Profissional dos funcionários dos serviços externos do MNE. Diz o sindicato liderado que vai para o encontro com «uma postura dialogante mas firme». Vamos ver.
Papa aceita convite de Ban Ki-moon
Do nosso legado no Vaticano, frei Bermudas
- "
Obtive a confirmação, por aqui, que Bento XVI aceitou o convite do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para se deslocar à sede das Nações Unidas. O papa não indicou data nem o Vaticano esboçou qualeur programa, mas é provável que a visita seja marcada para Outubro. Recordo que João Paulo II visitou a ONU por duas vezes, em 1979 e em 1995 por ocasição das comemorações do 5O.º aniversário da crição da organização mundial.
... aí vem despique.
Para apenas dez postos a preencher no movimento diplomático de 2007, são 108 os diplomatas que podem concorrer - os 63 que, em serviço no exterior, estão em condições de optarem pela transferência de posto, a que se juntam mais 45 colocados nos serviços internos em condições de se candidatarem. Nem todos quererão mas vai haver despique, como sempre.
- Postos a preencher
- Missão NATO (CE ou SE)
Missão OCDE (CE)
Emb. Nicócia (CE ou SE)
Emb. Ankara (CE ou SE)
Emb. Tunis (CE ou SE)
Emb. Nova Delhi (SE)
Emb. Abuja (SE)
Emb. Adis Abeba (SE)
CG Goa (CE ou SE)
CG Luanda (CE ou SE)
CE - Conselheiro de embaixada
SE - Secretário de embaixada
SE - Secretário de embaixada
Adeus postos...
Candidaturas até 10 de Maio. E aí está aberto o processo de colocação ordinária para preenchimento de lugares, segundo lista aprovada na 155.ª sessão do Conselho Diplomático. Titulares dos consulados-gerais em Paris e em Vigo, e dos consulados em Bilbao, Lille, Nogent, Versailles, Recife, Porto Alegre, Belém, Curitiba e em Providence, podem fazer adeus aos postos abrangidos pela extinção consular. Está consumado.
Chuva de leis orgânicas na folha oficial...
Registo. No que diz respeito às Necessidades, registe-se a publicação das novas orgânicas da Secretaria-Geral do MNE, Direcção-Geral de Política Externa, Direcção-Geral dos Assuntos Técnicos e Económicos, Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Fundo para as Relações Internacionais, I. P., Instituto Camões, I. P., Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, I. P., Comissão Nacional da UNESCO e Comissão Interministerial de Limites e Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas.
26 Abril 2007
Como o BID apresenta o discurso presidencial
- O Boletim de Informação Diplomática apresenta hoje o discurso do Presidenta da República, assim mesmo, sem tirar nem pôr, servindo-se da "leitura DN":
CAVACO SILVA QUER REFORMAS DE FUNDO ESTE ANO - Cavaco Silva voltou ontem a um tema que já tinha abordado na mensagem de Ano Novo – lê-se no DN. A necessidade de as reformas estruturais avançarem o mais cedo possível. "É tempo de actuar. Vivemos um ano decisivo para realizar reformas de fundo em domínios essenciais da nossa vida colectiva. O futuro não pode ser adiado", disse.
Esta foi uma das ideias mais fortes do discurso de Cavaco Silva, ontem na Assembleia da República, na sessão comemorativa dos 33 anos do 25 de Abril. Cavaco Silva utilizou também várias vezes aquela que foi uma das suas frases-chave durante a campanha eleitoral, há mais de um ano: "Quero dirigir-me directamente às novas gerações e fazer-lhes um apelo - não se resignem"; "não me resigno nem me conformo na batalha pela qualidade da democracia". O Presidente da República dedicou grande parte do discurso aos jovens e à proposta de renovar as comemorações do 25 de Abril: "Preocupo-me sobretudo com os mais jovens, aqueles que nasceram depois de 1974. O que dirá este cerimonial às gerações mais novas?"
Esta foi uma das ideias mais fortes do discurso de Cavaco Silva, ontem na Assembleia da República, na sessão comemorativa dos 33 anos do 25 de Abril. Cavaco Silva utilizou também várias vezes aquela que foi uma das suas frases-chave durante a campanha eleitoral, há mais de um ano: "Quero dirigir-me directamente às novas gerações e fazer-lhes um apelo - não se resignem"; "não me resigno nem me conformo na batalha pela qualidade da democracia". O Presidente da República dedicou grande parte do discurso aos jovens e à proposta de renovar as comemorações do 25 de Abril: "Preocupo-me sobretudo com os mais jovens, aqueles que nasceram depois de 1974. O que dirá este cerimonial às gerações mais novas?"
- Toda a gente sabe que Cavaco Silva não disse só isto, nem apenas isto que o BID dá conta: disse muito mais do que isto, independentemente de se concordar ou não com ele. Disse, por exemplo, o que o BID ostensivamente omitiu, ainda que a coberto da "leitura DN", sobre o escrutínio dos poderes, sobre a qualidade da democracia, sobre a clareza e a transparência. Mas o que de todo não se compreende é que lá por Cavaco ter afirmado que «Vivemos um ano decisivo para realizar reformas de fundo» conclua o BID que «Cavaco Silva quer reformas de fundo este ano»... Até poderá querer, mas não disse nada disso.
Alberto Costa
Pelo guia de Alberto Costa, os funcionários e agentes da administração pública «não devem usar a sua posição e os recursos públicos em seu benefício».
- Qual o diplomata na expectativa de progressão na carreira ou de razoável colocação em posto, usará do dever legal de denunciar, não optando pelo conveniente direito de se calar?
Alberto Costa.
O ministro da Justiça, por via de um guia, lança a regra de que os servidores do estado têm por «dever legal denunciar» as situações irregulares de que tenham conhecimento, designadamente «qualquer situação de corrupção de que tenham conhecimento», sendo corrupção a «prática de um qualquer acto ou a sua omissão, seja lícito ou ilícito, contra o recebimento ou a promessa de uma qualquer compensação que não seja devida, para o próprio ou para terceiro».
- Se é assim, quando é que dá conhecimento e se decide sobre as investigações em Luanda? E não houve omissões forçadas?
25 Abril 2007
Perguntas extra-parlamentares a Braga
Ferramenta. O consulado virtual, segundo o Secretário de estado António Braga garantiu no parlamento, é uma ferramenta que vai permitir ao emigrante a realização de actos que podem ser efectuados on-line, tais como o recenseamento, o pedido de visto, de certidões e procurações. O Governo vai colocar quiosques multimédia, que estarão em ligação com o consulado mais próximo, nas associações de emigrantes e nos serviços públicos dos países de acolhimento, como autarquias. Segundo António Braga, até ao final do ano, estarão disponíveis cerca de cem quiosques.
- Assim sendo
- O recenseamento e as procurações deixam de exigir assinatura presencial?
- Os pedidos de visto Shengen deixam de exigir a presença do requerente?
- E, sobretudo, os emigrantes vão passar a ter de pedir visto para Portugal?
Vantagem do virtual sobre o honorário
Francisco Seixas da Costa disse à Lusa estar preocupado com o possível envolvimento de cidadãos portugueses no esquema de exploração de jogos ilegais no Brasil, desvendado pela Polícia Federal brasileira. Um dos investigados pela PF é Licínio Soares Bastos que, segundo o embaixador, havia sido indicado, no ano passado, para cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A de Licínio Bastos não chegou a ser formalizada junto ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, pelo que, tecnicamente, não exercia as funções de cônsul honorário.
- E assim se descobre a primeira vantagem do consulado virtual cujos crimes ou ilícitos apenas poderão ser informáticos.
A história
Os portugueses Licínio Soares Bastos e Laurentino Freire dos Santos foram presos na semana passada no âmbito de investigações da conexão com Portugal de uma organização criminosa detida durante a chamada Operação Hurricane (furacão), que desmantelou há onze dias um esquema de exploração de jogos ilegais. Laurentino dos Santos e Licínio Bastos seriam sócios numa casa de jogos no Rio de Janeiro e são suspeitos de colocar empresas legais do setor de hotelaria e turismo para lavar milhões movimentados pelo grupo no Brasil ou enviá-los para o exterior.
A Polícia Federal estima em cerca de US$ 200 milhões os valores movimentados no exterior pelo grupo envolvido com a máfia dos jogos.
Os dois portugueses são acusados ainda de negociar sentenças judiciais favoráveis aos interesses das empresas de jogos com magistrados no Rio de Janeiro. "As notícias surgidas sobre o possível envolvimento de cidadãos portugueses em atividades delituosas no Brasil são, naturalmente, fonte de preocupação. Estamos acompanhando com atenção este caso, através da embaixada e das estruturas consulares, procurando que sejam dadas todas as garantias de defesa às pessoas que agora estão sob suspeita", afirmou o embaixador Seixas da Costa.
O diplomata destacou que é necessário ter "serenidade e muita prudência" em relação ao caso, já que, nesta fase, esses cidadãos estão apenas sob investigação e não estão sequer indiciados pelo Ministério Público. "Mesmo que isso venha a acontecer, devem beneficiar de presunção de inocência até o momento em que uma eventual sentença condenatória transite em julgado", assinalou Seixas da Costa.
De Licínio, sabe-se que chegou a pagar a última campanha do PS no Brasil. E fala-se em mais de 100 mil euros.
Cavaco
Cavaco: «É necessário que os agentes políticos se empenhem mais na prestação de contas aos cidadãos, que os Portugueses conheçam e compreendam o sentido e os objectivos das medidas que vão sendo adoptadas, que exista clareza e transparência na relação entre o poder político e a comunidade cívica.»
- Mas quem não conhece e não compreende? E onde é que há falta de clareza e transparência? Não é tudo tão claro? Nas Necessidades, então onde tudo pouco mais é do que partidas e chegadas...
Cavaco
Cavaco: «Decorridos mais de trinta anos sobre a queda de um regime autoritário, Portugal deve pensar-se como democracia amadurecida. Uma democracia em que o escrutínio dos poderes esteja assegurado por meios de comunicação social isentos e responsáveis.»
- E não foi por isso que Pina Moura assegurou, como melhor caminho, o jornalismo orientado?
Referendo UE
Sócrates reiterou hoje a intenção de promover um referendo para ratificar um Tratado da UE, e fez seguir a adversativa: «ainda é cedo para discutir esse processo».
- Para discutir, não começa a ser já tarde? Ou será que é cedo apenas porque não há factos consumados?
Ieltsin
O PR Cavaco enviou condolências a Putin e à viúva de Ieltsin.
- Em vésperas da presidência UE, não era para Portugal enviar alguém de alto nível a Moscovo, nem que fosse um ex-PR?
Ieltsin
Anunciou-se das Necessidades que, por se deslocar a Moscovo para as cerimónias fúnebres de Ieltsin, o MNE eslovaco, Jan Kubis, solicitou o cancelamento da visita de Luís Amado a Bratislava (marcada para hoje, 25).
- Porque não foram os dois?
Pergunta
- A pergunta não é tanto: «O que pretende, ou quer alcançar, quem faz um blogue?»
A pergunta será mais: «O que deseja, ou espera encontrar, quem acede a um blogue?»
24 Abril 2007
Rui Patrício era o MNE...
... pois era MNE, Rui Patrício, quando se ouviu aquilo que foi doado à Fundação Mário Soares, onde está e tão bem está isso mesmo. Se permitem, ouçam os dois textos escritos intencionalmente e que surgem no final disso.
23 Abril 2007
OSCE, relatório 2006
- Nas 116 páginas do Relatório da OSCE 2006, há meramente quatro passageiras referências a Portugal. Mas também nem podiam ser mais... Relatório → AQUI
Mais dois dias
Amado, hoje e amanhã (24) fora das Necessidades por entre os 27 cansados, no Luxemburgo – CAGRE, troika/Rússia e reunião à margem com a comissária Benita Ferrero-Waldner para preparação da Conferência Ministerial sobre a Política Europeia de Vizinhança (2º semestre) e reunião ministerial EUROMED sobre Energia).Votações de franceses no estrangeiro. Participação : 40%
Porque são vários os pedidos, segue.
- Fora do território francês, para a votação presidencial de ontem (22), estavam inscritos 331.681 eleitores no estrangeiro (143.689 em 2002) e a taxa de participação elevou-se a 40,30% (37,27% em 2002).
- Resultados fora de França
- - Sarkozy 126.703 (38,49 %)
- Ségolène 98.498 (29,92 %)
- Bayrou 70.908 (21,54 %)
- Le Pen 10.771 (3,27 %)
- Voynet 6.518 (1,98 %)
- Besancenot 4.389 (1,33 %)
- Bové 3.951 (1,20 %)
- Villiers 2.915 (0,88 %)
- Buffet 1.840 (0,56 %)
- Laguiller 1.624 (0,49 %)
- Nihous 678 (0,20 %)
- Schivardi 406 (0,12 %)
Coordenação circular...
Há duas semanas foi distribuída a habitual circular sobre o movimento diplomático ordinário, com um número restrito de postos, dadas as condicionantes da Presidência/UE. Mas agora circulou outra circular, circulando que o processo está suspenso por não terem sido consideradas as colocações necessárias pelo processo da reestruturação consular...
Hélas...
┌ Ponto↔Crítico ┐ 7 Tratamentos de deferência e declarações enganosas
Toda a gente sabe que alguém estranho na Casa mas que, de calça vincada e papel dobrado na mão, ande por um corredor do MNE, ao abrir-se-lhe esta ou aquela porta, ouvirá quase pela certa - «É por aqui, Sr. Doutor», ou sem porta - «Sr. Dr., o Senhor Ministro está à sua espera». Ninguém vai exigir diploma para se lhe abrir uma porta, nem prova de que fez o português técnico para falar com o Ministro.
Também toda a gente sabe que alguém que participe em seminário, jornada ou debate com nome impresso no programa, por entre diplomatas com verniz adquirido ou junto de militares estrelados em defesa, não se livra do microfone o licenciar naquele astuto momento da apresentação. No entanto, tais tratamentos são de deferência, de mera cortesia, ou então porque, na dúvida, quem trata preferirá sempre enganar-se para mais do que para menos - regra de ouro do Manual do Secretário Português. O «Dr.» por deferência e a cortesia que faz um «Dr.» não são tratamentos de excepção sediciosa, pelo que tão ridícula será a correcção antes de cada porta se abrir ou para o auditório louvar a humildade de um repetido «não sou doutor», como ridículo será que alguém a quem esse título assenta mas tenha sido tratado com mero e reles «Sr. », corrija antes de cada porta ou para o auditório com um «Sou doutor, trate-me como sou, certo?», como que a apelidar de estafermo quem lhe abriu a porta ou o introduziu no auditório.
Mas outro caso, caso completamente diferente dos casos de deferência ou cortesia amável, é das declarações enganosas, sobretudo as que se destinam a livros de registo, quer se trate de listas internas de telefones, de mapas de pessoal ou de anuários oficiais, designadamente, no MNE, do Anuário Diplomático, envolvendo pessoal de nomeação política para gabinetes ou para desempenhos em embaixadas sem concurso público e sem exigência de prova documental.
É normal que o funcionário encarregado de tais registos pergunte em algum momento ao nomeado - «Desculpe, ponho doutor?». Claro, o título não cai do céu aos trambolhões no Anuário Diplomático, nas listas oficiais e nas citações de protocolo, e muitas vezes cai se o nomeado em funções responde «Ponha, se faz favor». E o favor é feito independentemente da declaração ser enganosa e de não deixar prova de quem enganou ou se enganou.
Ora no MNE tem havido lamentável cultura de enganos, a ponto de, por anos a fio, constar, por exemplo, que fulano é licenciado em X pela faculdade Y, sem nunca o ter sido e sem nunca lhe ter sido exigido prova documental do que foi registado ou do que tenha declarado para currículo oficial, ficando licenciado por essa alta recreação.
Situações destas nada têm a ver com os costumes de civilidade que levam à deferência e à cortesia de tratamento, tolerada ou corrigida. A deferência é uma coisa séria, já a declaração enganosa, mesmo que a origem do engano fique perdida no tempo ou a mentira seja aliviada pelo anonimato de quem ingenuamente ou à boa fé a exarou, essa, a enganosa, não é abonatória.
E não está em causa o valor e a competência de quem está ou esteve nos gabinetes, e muito menos está em causa a qualificação técnica de quem andou por seca e meca do poder com título enganoso às costas como a pedrinha sobre a água. O valor, a competência e a qualificação técnica não dependem em absoluto de um título académico, nem o título determina em absoluto um perfil de desempenho.
Nos concursos ou nas provas documentais de acesso, a declaração enganosa tem um custo pesado. Nas nomeações políticas e de confiança política, precisamente porque as nomeações não são ou não devem ser por deferência nem a confiança por cortesia, a falta de rigor e de verdade só faz cair os parentes na lama.
Diplomatas, técnicos especializados e funcionários administrativos do MNE sabem como são rigorosos os passos de ingresso nas suas carreiras. Os titulares de cargos por nomeação política ou confiança pessoal não deviam estar isentos desse mesmo rigor de declaração, à parte deferências e cortesias, mesmo as deferências de ministro e não apenas as dos atemorizados contínuos abridores de portas.
Carlos Albino
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Ponto Crítico
22 Abril 2007
Brasil começa a voar a sério para Portugal?
O embaixador Francisco Seixas da Costa teve um encontro de trabalho (dia 19) com a Ministra brasileira do Turismo, Marta Suplicy. Em análise, durante a conversa, as potencialidades criadas pela linha aérea Lisboa-Brasília, que a TAP vai instituir, cinco vezes por semana, a partir de 19 de Julho. Esta linha aérea poderá ter um importante efeito no desenvolvimento do turismo no Brasil central, ao mesmo tempo que confere a Brasília um estatuto de “hub” captador de fluxos para a Europa, de que Portugal passa a ser a porta de entrada.A ministra confirmou a intenção de se deslocar a Lisboa (10 a 12 de Maio), a fim de participar na reunião anual do World Travel and Tourism Council, o mais importante fórum de organizações de turismo do mundo, que este ano se realiza na capital portuguesa (uma anterior edição, em 2003, decorrera em Vilamoura). No quadro da sua visita a Portugal, a ministra terá encontros com membros do Governo português, nomeadamente com o seu homólogo na área do Turismo, Bernardo Trindade.
No encontro entre Seixas da Costa e a ministra brasileira, foram ainda abordadas medidas para implementar o novo Acordo de Cooperação no Domínio do Turismo, concluído em Novembro de 2005 entre os governos português e brasileiro.
Gesto e lembrança
Delegação bastante. A Federação das Associações Portuguesas de França (FAPF) convida NV a partilhar as comemorações do 25 de Abril, que por iniciativa daquela federação decorrerão em Évry e em Levallois. Agradecemos o gesto e mais do que o gesto, a lembrança. Não poderemos estar presentes mas segue por correio a delegação bastante – uma cópia digital do bloco gravado integral contendo a senha do 25 de Abril e de cujo original fizemos doação à Fundação Mário Soares, onde o suporte magnético original se encontra em garantidas condições de conservação e respeito. Oxalá a "delegação" chegue a tempo e horas. às mãos do secretário-geral da federação, Adé Caldeira.
21 Abril 2007
┌ Agrément ┐
"Luís Manuel Fernandes de Menezes de Almeida Ferraz está novamente em Londres.(...)Evidenciando uma determinação notável em cumprir as tais instruções (e um autoritarismo não menos assinalável), inscreve os trabalhadores na Segurança Social inglesa, ignorando a sua opção pelo regime geral de segurança social portuguesa. Até hoje, o MNE continua sem entregar - em qualquer dos sistemas - a contribuição para a Segurança Social devida pela entidade empregadora."
"Ao contrário do que acontece com as incipientes comissões parlamentares em Portugal, no Congresso americano os comités intimidam qualquer político que se desloque a um daqueles órgãos para prestar depoimento."Alexandre Guerra O Diplomata
"Já toparam como Sarkosy e Paulo Portas têm tiques, esgares e espasmos muito semelhantes? Sarko e Paupo?"Ana Gomes Causa Nossa
"Medeiros Ferreira escreveu há três dias um post críptico que toda a gente percebe: está sem palavras. Uma parte do país também. Já vimos isto antes. Pode não acabar bem"
"Mistura completa e multiculturalismo "Palmira F. Silva De Rerum Natura
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┌ Barómetro ┐ Prova de habilitações de nomeados políticos
À pergunta sobre se os "Nomeados políticos devem comprovar habilitações que declarem?" , em esmagadora maioria 93,88% disseram Sim, contra 6,12% Não.
- Sobre esta matéria, no que respeita ao mundo das Necessidades, será publicado um Ponto Crítico. Amanhã, Domingo.
Pergunta já on line, até dia 25, a propósito dos bons milhões arrecadados com as receitas consulares oriundas da emigração, com parte substancial gerida sob a figura das despesas classificadas e outra parte aplicada como a folha oficial dá conta e evidencia, "O FRI é um saco azul?"
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Barómetro/NV
Nota-se?
À excepção de sete pessoas (talvez nove) que até parecem estar a falar sozinhas, nota-se alguma preocupação, incentivo ou aquiescência com aquilo que é fundamental para o país, em matéria de política externa? Nota-se? O trilho é perigoso quando o governo se distrai ou se cultiva na sobreposição com estado. O posso, quero e mando não é uma boa ideia democrática.20 Abril 2007
FRI. Conselheiro Ruella faz as contas
Do conselheiro Ruella, terror de contas nas Necessidades
- "
- Juntando os subsídios à mesma entidade e ordenando-os pelo seu volume, com os honorários em separado. Se calhar dá para dois livros de contas, um geral (pontos 1-4 e 8), outro honorário (5-7) .
- Houve um atraso de um mês na publicação da listagem relativamente ao habitual, mas o panorama mantém-se, com o escandaloso self-service da Mudip a ultrapassar um terço do total - mais de 920 mil, e o Centro Jacques Delors a receber quase tanto como os honorários no seu conjunto, quase um quarto cada - cerca de 630 e de 656 mil, respectivamente, de um total de quase 2,7 milhões de euros.
- Depois disto já só há menos de 18% a distribuir, dos quais mais de 1/3 vai para o IEEI.
- O Mundiventos do emigrante abichou 35 000, o tal Real Gabinete "caetanista" sacou 25 000, o Amaro da Costa 20 000, a Mário Soares 16 000, a loja da Manuela Aguiar quase 11 000 e aos cônjuges deram 5 500...
- De entre os 60 honorários contemplados, só os 7 mais gordos (entre 30 e 78 mil) empocham mais de metade, juntando-lhes os 6 anafados seguintes (com mais de 21 mil) vão-se mais de 3/4, vários dos quais ainda têm pessoal dos serviços externos emprestado - Waterbury, Leon, Orense e Rouen -, como também Miami, que não faz parte deste grupo de 13 felizardos. Questão para Braga responder: qual é o subsídio por acto consular neste honorífico universo?
- A Resolução do Conselho de Ministros de 16 de Março prevê a criação de ainda mais 9 consulados honorários, em Bilbao, Orléans, Tours, Milão, Ontário (em Los Angeles, onde já está instalado um dos 13), Oahu (Hawai), Hamilton, Durban e Windhoek. Questão que o futuro responderá: qual será o subsídio acrescido neste novo honorífico sub-universo?
- Estando prevista a criação de um vice-consulado em Fortaleza e de um escritório consular em Winnipeg, aquela resolução extingue logicamente o honorário nesta cidade (com 32 500 de subsídio, um dos 7 mais subsidiados), mas, estranhamente, não o faz naquela. Pertinente questão: não é muito, mas será para continuarem a pagar 5 775 euros ao honorário Francisco Neto Brandão ?
- A questão mais importante a que não haverá resposta: qual o destino dos cerca de 10 milhões que faltam relativamente ao orçamentado com os 12,4 milhões de emolumentos consulares, despesas (bem?) classificadas?
Aí vão os números globais do FRI relativos a 2006:Deu, distribuiu ou desviou?
«MNE deu mais de 1, 7 milhões de euros a organismos e instituições»?
ou
«MNE distribuiu mais de 1, 7 milhões de euros a organismos e instituições»?
ou ainda
«MNE desviou emolumentos cobrados nos consulados para o que pouco ou nada tem a ver com a emigração»?
ou
«MNE distribuiu mais de 1, 7 milhões de euros a organismos e instituições»?
ou ainda
«MNE desviou emolumentos cobrados nos consulados para o que pouco ou nada tem a ver com a emigração»?
Dinheiros do FRI. A seco
Quem se queixa? Listagem dos subsídios atribuídos pelo Fundo para as Relações Internacionais, no segundo semestre de 2006. Há gente que não se pode queixar muito.

(Clique sobre os mapas para ampliar)

19 Abril 2007
┌ Agrément ┐
... voos da CIA, PGR, dois meses e meio depois…
Bloguitica (Paulo Gorjão)
Bloguitica (Paulo Gorjão)
- ... Convenção para a Proibição das Armas Químicas, Portugal ratificou, até agora não foi publicada a legislação necessária para a aplicar, nomeadamente no que toca à monitorização da indústria química nacional…
Causa Nossa (Ana Gomes)
- ... o ministro das Finanças palestiniano, Salam Fayyad, apelou aos líderes europeus para cessarem o boicote, é muito provável que até Junho a UE se pronuncie oficialmente...
O Diplomata (Alexandre Guerra)
- ... Pedem-me para comentar isto e aquilo.Mas estou a ficar sem palavras…
Bicho Carpinteiro (José Medeiros Ferreira)
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Agrément
Kaczynski cá dentro. Lá fora, atenção Caracas...
Cá dentro. Em visita de trabalho, amanhã em Lisboa, um dos gémeos polacos, o Primeiro-Ministro Jaroslaw Kaczynski. Encontro e almoço com Sócrates, depois, pela tarde, audiências com Jaime Gama e Cavaco Silva.
Lá fora. Pode ter interesse saber no que resulta a visita do MNE do Irão, Manouchehr Mottaki, a Caracas, por esta hora a dar conferência de imprensa com Nicolás Maduro. Parte de António Costa
Até Dezembro. Pois parte de António Costa, no Luxemburgo, o anúncio do lançamento do Consulado Virtual até Dezembro, bem como o programa NetInvest, que visa apoiar o investimento directo em Portugal por empresários das comunidades portuguesas.
- António Costa participa (amanhã e sexta) no conselho de Justiça e Assuntos Internos da UE, no Grão-Ducado.
Respostas de Ségolène → perguntas das Colectividades Portuguesas de França
A Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF) endereçou um questionário a todos os candidatos presidenciais. Ségolène Royal foi quem primeiro respondeu, seguindo-se Olivier Besancenot, Marie-George Buffet e Dominique Voynet, a cujos depoimentos os notadores interessados podem aceder por → AQUI.- Previstas para amanhã (20) as respostas de Nicolas Sarkozy e possivelmente as de François Bayrou.
Em Notas Formais (como se sabe, arquivo digital de NV) colocaremos em simultâneo as respostas de Ségolène, Sarkozy e Bayrou assim que estiverem disponíveis.
Saiba que a direcção das Colectividades Portuguesas de França é presidida por Hermano Sanches Ruivo
António Braga, mal neste retrato...
Fernanda Leitão, como todos sabem neste País, diz o que tem a dizer, doa a quem doer e agrade a quem agradar. O que a Carta do Canadá descreve, coloca mal António Braga no retrato. E, em política, dá menos trabalho estragar uma fotografia do que manter ou melhorar um bom retrato. Então no MNE, onde parece que os políticos têm uma tendência especial e traiçoeira em fazer campanha contra si próprios.
Da Venezuela. La mirada inocente sobre Francia
Teódulo López Meléndez
«Esta es mi “inocente mirada” sobre unas elecciones que considero de altísima importancia, que trascienden el marco francés y que apuntan a una redefinición de la política misma. O Francia se queda donde está o Francia se pone a la cabeza del siglo XXI, así de sencillo.»
Ler em Artigos Definidos → AQUI
António Braga, como é? Assina de cruz?
CARTA DO CANADÁ
Fernanda Leitão
AS CAUSAS DO ATRASO
Fernanda Leitão
AS CAUSAS DO ATRASO
Nos últimos meses, com visível preocupação, e até alguma ansiedade, o Presidente da República, o Primeiro Ministro, alguns membros do governo, empresários de velho pedigree, intelectuais dignos desse nome, o herdeiro do Trono Português, académicos de imaculado curriculum, escritores que ficarão e pessoas de garantido bom senso, vêm reiteradamente afirmando que é alarmante o abandono escolar, a falta de habilitações, a ausência de qualificação profissional de uma grande parte do povo português. Têm razão, porque se trata de um facto incontornável e porque, sendo o mais pobre do clube de países ricos a que pertence, embora possa parecer rico quando comparado com povos vivendo as agruras da miséria, Portugal tem pela frente desafios de tal modo sérios, daqueles que exigem a um tempo elevada competência e absoluta honestidade, para poder contar com uma mobilização nacional, que, se falhar, compromete o futuro da Nação para umas largas dezenas de anos. Toda uma geração jovem ficaria esmagada e traída.
É tudo isto tão grave e urgente, que causa escândalo verificar como, em alguns sectores da vida nacional, o empenhamento dos que lutam está a ser sabotado, na prática, por uma camada política que parece saída da famigerada “geração rasca”. Ora este facto tem de ser denunciado, infatigavelmente, “até que a voz nos doa”, porque a ignorância traz a dependência e esta arrasta consigo a corrupção, o crime em geral e o subdesenvolviento crónico. Se cada um de nós não erguer a voz em relação ao que se está a passar, Portugal ficará reduzido a um sítio de malteses.
Teve lugar há dias, em Montréal, o habitual Encontro de Professores de Português do Canadá e Estados Unidos da América. O Instituto Camões e a Escola Superior de Educação fizeram-se representar por uns teóricos que, por não fazerem a menor ideia do que se passa na emigração, ficaram sem resposta para dar às perguntas concretas dos professores. Nenhum deles tinha feito o trabalho de casa. Acresce que, como é rotineiro, os membros da Associação de Professores reuniu, em privado, para eleger os novos corpos gerentes, tendo-se verificado uma rasteirice protagonizada por um rapaz de New York que trabalha em part ime numa revista e é professor de português em part time, sem ser formado na nossa língua: rapou de um papel e propôs a presidência da direcção para um compincha da Califórnia e a vice-presidência para si próprio, logo contando com uma combinada falange de apoio vinda dos Estados Unidos, e a coisa foi votada assim, sem o debate generalizado que se queria. Passado o efeito de choque, alguns dos presentes, bem informados, começaram a contar em voz baixa que, há cerca de um mês atrás, uma representante do Governo Regional dos Açores, no caso a Directora Regional das Comunidades, foi ao Ministério dos Negócios Estrangeiros propor a nomeação de dois coordenadores do ensino de Português para os Estados Unidos: um para a costa oeste, Dinis Borges, justamente o compincha da Califórnia, amigo muito chegado da governante que, diga-se já, é uma senhora muito simpática e muito dada, e é membro do Conselho das Comunidades, escondendo mal a ambição que o consome. Para a costa leste, apontou o nome de António Oliveira, o castiço vice-presidente, que na revista não tem feito mais do que promover o seu compincha da Califórnia. É uma espécie de apoderado.Também o da costa oeste dá aulas de português, provavelmente no intervalo das viagens e das galopinagens políticas, mas não tem formação específica da nossa língua, licenciatura, mestrado ou doutoramento, que o recomendem para uma coordenação. Terá apenas a seu favor o português aprendido num seminário açoriano nos seus verdes anos. Escusado é dizer que estes desabafos se propagaram como fogo na palha, até porque estavam presentes professores de várias províncias do Canadá que, depois de terem “lavado” a cara a alguns colegas dos States, foram portadores destas novas para o exterior. É bom que se diga que tudo a Directora Regional das Comunidades Açorianas participou do Encontro de Professores.
Esperava-se que o secretário de estado das Comunidades fizesse notar à enviada do Governo Regional duas coisas evidentes e básicas: a Educação é pelouro nacional e não regional, e ele mesmo, quando há pouco tempo esteve no Canadá, garantiu que todos os admitidos, para ensinar ou coordenar, teriam de fazer concurso, aberto a todos os interessados no país e fora dele. Mas não respondeu isso.
Ficou de pensar no assunto e, entretanto, sabe-se nos bastidores que o governo de Sócrates, neste caso (mal) representado pelo secretário de Estado das Comunidades, se prepara para assinar de cruz as nomeações. Se isto não é uma solapada sabotagem ao esforço de vários para a educação real, efectiva, e não de faz de conta, dos portugueses no interior do país e nas comunidades emigrantes, então todas as palavras já perderam o seu peso e valor. Tanto mais, o que é grave, ter exigido concurso para Espanha, por exemplo.
Quando é que António Braga mentiu, em Toronto ou em Lisboa? Com que critério avaliou os nomes e a situação anticonstitucional que lhe era apresentada? Que competência científica e provas dadas têm esses dois amigos da Directora Regional das Comunidades? Algum deles tem investigação feita sobre o fenómeno do ensino de português? Ou algum projecto para o ensino da língua? Ou, pelo contrário, vão apenas ocupar um “tacho” e servir prazenteiramente as vontades e caprichos da governante sua amiga? Onde é que fica o Governo da República no meio disto tudo?
Se os lugares agora são distribuídos por meia dúzia de pseudo-defensores da língua, em troca do “tacho”, de uns livros (mauzinhos) publicados pela Direcção Regional das Comunidades Açorianas, umas viagens pagas com mordomias várias, como é que vão explicar isto aos emigrantes portugueses residentes no Norte da América? Que governo é esse, que já passou pela secretaria de estado duas vezes, depois de o PSD ter andado por cá a fazer asneiras mais de 20 anos, que não sabe que há nestas comunidades pessoas muito mais qualificadas?
É assim que o Governo Regional dos Açores esbanja o dinheiro público, o dinheiro que por direito pertence ao povo? Há quantos anos anda esta senhora a esbanjar dinheiro do povo nestas folestrias sem outro sentido que não seja a sua promoção e a dos seus mais próximos amigos? A tal ponto que se diz em Toronto que a Pátria tem dois grandes Vascos: o da Gama, que descobriu o caminho marítimo para a India, e um videirinho que anda por aí desde os tempos de servidão ao Partido Comunista, cujo descobriu o caminho directo para os dinheiros públicos açorianos...
Tem sido uma corte comprada a peso, e bem pesada fica a quem paga impostos em Portugal, que quando esses governantes caírem, logo pula para outro galho jurando nunca ter gostado dos anteriores. Como se, nos Açores, não houvesse exclusão social, bolsas de pobreza, necessidades de toda a ordem.
E depois vêm com a léria do costume, são bocas maldosas dos “cubanos”, que é como eles chamam aos continentais... Nós não somos parvos nem cegos. E por não sermos, queremos saber se os poderes constituídos pensam modernizar o país, tirar o país do impasse em que está, com gentinha desta metida na política.
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Carta do Canadá
18 Abril 2007
┌ Ponto↔Crítico┐ 6 Provavelmente salva a Presidência
Sabia-se, corria com fundamento e NV por diversas vezes deixaram sugerida a surpresa que, contrariamente à saga do diálogo UE/África e a tudo se fazer para um bom comportamento na matéria lacunar do Tratado Europeu, seria uma iniciativa portuguesa, politica e diplomaticamente autónoma no quadro da presidência, para a concretização de uma cimeira UE/Brasil da qual saia uma parceria estratégica aprofundada. Isto sim, salvará o semestre do rame-rame. E tudo o que vier por acréscimo – África e tratado ou semi-tratado - para além do que, por rotina, está agendado com a Índia e Rússia, - apenas reforçará a imagem de obra que Portugal poderá deixar perante os seus parceiros europeus, para cujo convívio, aliás, Portugal entrou com a fama de ponte para o gigante sul-americano.
Seixas da Costa acaba de romper, agora, algum segredo compreensivelmente feito sobre esse projecto político, numa entrevista à Rede Bandeirantes de Televisão, atribuindo “85 por cento de hipótese” para o êxito da iniciativa, o que diplomaticamente significa que os dados mais importantes estão lançados entre as partes.
Na verdade, olhar para a América Latina num quadro de Mercosul equivalerá a entrar-se por atalhos semelhantes aos que com África tem resultado, com alguns estados africanos, fundamentais para o caso, a imporem ou a perpetuarem omissões de agenda, porque se a Europa mesmo que disfarçadamente aceitar as omissões, a cimeira realizar-se-á, por certo, mas restando dela pouco mais do que o retrato de família.
O Brasil tem todo o interesse, todo, em obter um estatuto de parceria estratégica até agora apenas atribuído pela União Europeia aos EUA, Canadá, China, Rússia, Japão e Índia, sendo manifestamente uma marginalização desproporcionada e um preço injustificado o ficar preso pelas rédeas difusas do Mercosul e pelo prolongado impasse entre o bloco europeu e o bloco sul-americano.
Portugal não só pode como deve executar um trabalho facilitador que já estaria facilitado à partida, e a Europa tem uma oportunidade que é uma oportunidade imperdível para contar com um parceiro estratégico de peso na cena global. Os ganhos, para ambos os lados, compensarão as cedências recíprocas e que, além de reciprocamente lesarem pouco, a prazo forçarão o diálogo EU/Mercosul a rumo definido.
Mais do que preconiza a canção, o Brasil não irá ser um imenso Portugal, mas uma imensa Europa. Que a Europa veja e perceba isto, como o Brasil, presume-se, foi o primeiro a entender.
Carlos Albino
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Ponto Crítico
Cravinho, agenda substantiva...
Diz agora o MNE que João Gomes Cravinho, recebe amanhã (19) o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Alexander Yakovenko. Sobre a mesa: reforma das Nações Unidas, o System Wide Coherence, Conselho dos Direitos Humanos, Comissão para a Consolidação da Paz e o combate ao Terrorismo, programa nuclear do Irão e da Coreia, Processo de Paz no Médio Oriente, Iraque, Afeganistão, Timor-Leste, África, Kosovo, Geórgia, Abkházia... Para que a agenda seja mais substantiva só faltaria discutirem um pouco de UE e Notas Verbais.ASDP. Esta é que esta
- Naturalmente que NV apenas desejam que haja uma votação maciça, seja pelo sim, pelo não ou pelo branco, no acto eleitoral da ASDP, amanhã. Desejamos que isso aconteça na ASDP, no STCDE, haja apenas lista única ou cinco listas. Mas temos que dar razão, toda a razão ao embaixador António Franco quando "com pesar" constatou "que não é frequente a coincidência entre a capacidade associativa dos funcionários diplomáticos e a capacidade crítica exibida à margem das reuniões da Assembleia Geral (da ASDP)". Esta é que é esta.
Blogue da EMB/BRASÍLIA. Chapeau!
- É de crer que se Deus tivesse criado um blogue naqueles fatais sete dias em que criou cobras e lagartos e por entre eles alguns portugueses, de certeza que, com toda a humildade que se exige a um criador perante o caos, teria de imitar o blogue da Embaixada de Portugal em Brasília…
Leiam só as mais recentes, respigadas daqui e dali, pois um blogue de embaixada que respigue, vai acabando com o caos, porque até Deus criou as cobras respigando lagartos. Imagine-se se todas as embaixadas de Portugal por esse mundo fora se dessem à trabalheira de criar, quanto croquete não ficaria a abolecer! Até Deus vai ter pena do embaixador que suceder a Seixas da Costa, pois receberá dele uma "herança" que nem Deus deixou... Não lhe invejamos a sorte porque nem um consulado virtual o aliviará do pesadelo de trabalhare da insónia de saber trabalhar.- Recentes
- Exposição sobre cidades da CPLP
- Santa Catarina nos roteiros turísticos portugueses
- Brasileiros em feiras de negócios portuguesas
- TAP nas mais seguras do mundo
- Portugal na rota do comércio brasileiro para a Europa e África lusófona
- Petrobras apoia investigação em Portugal
- Pintora brasileira oferece trabalhos a obras assistenciais
- "Diário Económico" promove Conferência sobre o PAC em S. Paulo
- Operador brasileiro vende pacotes turísticos da Lusanova
- Grupo portuário quer retomar ligação directa Portugal-Brasil
- SONAE terá novo "shopping" em Manaus
E por aí fora, dia a dia… O essencial vai estando lá, por vezes até sem o divinal sétimo dia de descanso. De blogue em blogue junta-se muito cobre. Chapeau!
Também BID. Lá se lembrou de dois embaixadores...
- Embora falte o quando. Hoje também, o BID supostamente em actividade própria, lá se lembrou de dois embaixadores em matéria de apresentação de credenciais. Casos de Caimoto Duarte que em Viena apresentou as cartas ao Presidente austríaco Heinz Fischer, e de Silveira Borges que em Seul cumpriu idêntico procedimento junto do Presidente sul-coreano Roh Moo-hyun. A boa lembrança só peca por não dizer quando é que isso aconteceu...
BID. Nem sempre as notícias são más notícias
- No Boletim de Informação Diplomática de hoje, uma boa notícia. Como diria o nosso conselheiro Ruella, «ainda há coisas em que somos bons ...»
Aqui vai a boa notícia do BID:

CINEMA: DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS SOBRE BURROS PREMIADO EM BUDAPESTE - A curta-metragem "Onze burros caem no estômago vazio", de Tiago Pereira, filme baseado em histórias com burros no nordeste transmontano, ganhou, no fim-de-semana, em Budapeste, o prémio para o melhor documentário etnográfico europeu, disse à Lusa o realizador.
O prémio foi alcançado no Festival Dialektus de Budapeste, que se realiza na Hungria desde 2002, tendo em competição documentários e filmes antropológicos e que este ano decorreu entre 10 e 14 de Abril. Encomendado pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, o filme português já tinha sido premiado no DocLisboa 2006 (Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa).
O prémio foi alcançado no Festival Dialektus de Budapeste, que se realiza na Hungria desde 2002, tendo em competição documentários e filmes antropológicos e que este ano decorreu entre 10 e 14 de Abril. Encomendado pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, o filme português já tinha sido premiado no DocLisboa 2006 (Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa).
Quando o A está para C
Fica-se a saber que a cimeira UE/África está a ser trabalhada a partir de quatro grandes temas: segurança, emigração, economia e comércio. Para quê mais? Naturalmente que Mugabe e outros têm lugar. Não é preciso tanta redundância, muito menos o recurso à prosápia do benchmark e sendo aqueles apenas os temas até se pode falar com muita abertura nos direitos humanos...Expectativa sevilhana
- Nunca, até hoje, se registou tanta expectativa em Sevilha pela folha oficial portuguesa: o Diário da República de amanhã, quinta, deverá publicar a resolução do Conselho de Ministros sobre a reforma consular ditando, entre outras coisas, o encerramento do Consulado-Geral na capital andaluza e, com isso, a abertura do Museu Thyssen...
17 Abril 2007
┌ Briefing ┐ Diplomatas, eleições
- Briefing. Se Lincoln fosse sócio da ASDP voltaria a afirmar que um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda. Haja paz nos claustros!
(Antes do programa, quantos diplomatas integram a ASDP?) – Ainda bem que faz essa pergunta aqui e não ao ministro Santos Silva que teria a resposta! Mas feita aqui a pergunta é nobre apesar de ser um segredo de estado. Dos 495 diplomatas, 366 estão inscritos na ASDP.(E os 366 têm as quotas em dia?) – Outro segredo de estado! Apenas 246 terão os compromissos em dia e 80 não.
(Daí se possa concluir que 129 diplomatas estão fora da ASDP que, somados aos 80 que não votam se não pagarem, faz um total de 209, o que não é metade mas para lá caminha.) – A conclusão é sua. Mas este briefing foi pedido por vocês por causa do programa eleitoral da lista única de Margarida Figueiredo, Tadeu Soares e José Luiz Gomes, cuidado é Luiz com z porque o s teve que ser rasurado como é agora hábito nas actas rasurar. Primeira pergunta, se faz favor.
(Como é que nesse programa se antevê o futuro da carreira diplomática portuguesa?) – Em síntese, a lista única considera no cenário difícil do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o que está em jogo não são soluções pontuais para problemas específicos, mas uma revisão global que irá produzir as bases, seguramente diferentes, em que assentará a carreira diplomática no século XXI.
(Mas isso a propósito de quê?) – A propósito da profunda reforma do estado que, diz o programa, visa alterar não só estruturas, mas também redefinir tarefas, formas de qualificação dos funcionários e das carreiras, promoções, remunerações, e que decorre dum clima global de graves restrições financeiras.(Particularmente quanto à carreira diplomática, o que diz o programa se é que o que diz pode ser revelado e não afecta a segurança nacional?) – Deixe-se de piadas. O programa dos diplomatas afirma que as contradições e exigências que são impostas aos diplomatas no exercício de funções, estão longe de receber o apoio adequado na larga maioria das soluções actualmente em vigor.
(Ficamos na mesma…) – Ai isso é que não ficam, não! Segundo o programa, na actividade do diplomata, à visibilidade das pessoas contrapõe-se a discrição das acções a prosseguir, actividades exercidas sem limites de horário, sem escolha de temas, em todas as partes do globo e nas mais variadas conjunturas e ambientes, com inevitáveis consequências a nível do equilíbrio do relacionamento familiar.
(Estou a ver. Por palavras assim é que 80 não pagam quotas e 125 estão fora.) – Por favor seja comedido! Observações desse género sobre um segredo de estado é que levam o ministro Santos Silva a chamar as canalizações pelo nome! Seja comedido!
(Fora de brincadeiras, quais são as preocupações de candidatos à liderança de uma associação sindical, numa lista de directores gerais, chefes e com o inspector diplomático?) – De forma sumária, e seguindo rigorosamente o segredo de estado que vos estamos a revelar, adiantamos que a lista única garante que a sua actuação à frente da ASDP concentrar-se-á, necessariamente na discussão de projectos de diplomas estruturantes da carreira diplomática, nomeadamente a revisão do Estatuto Diplomático…
(Só isso?) – Mais: no acompanhamento e adaptação, quando necessário, da Lei Orgânica do MNE…
(Gostei desse quando necessário…) – Se gosta ou não, o problema é seu. Outra preocupação da lista, a revisão através da introdução de princípios de rigor, transparência e exigência no Sistema de Abonos…
(Gostei também dessa, a da transparência…) – Santo Deus e Santa Nossa Senhora das Necessidades! Um segredo de estado não é uma questão de gosto! É preciso ter topete! Querem que prossiga?
(Várias vozes: Queremos!) – A lista pretende também a reintrodução do Sistema de Avaliação do desempenho dos funcionários e a revisão do Regulamento de Ingresso e formação dos adidos.(Significa isso preocupação como se está a ingressar…) – Exactamente. A lista coloca à cabeça das preocupações dos diplomatas o aperfeiçoamento dos mecanismos de ingresso e formação, não só nos primeiros anos de entrada mas, ao longo de toda a carreira.
(Só essa preocupação?) – Mais: o aperfeiçoamento dos mecanismos de progressão na carreira e de colocação no estrangeiro, numa lógica de transparência, rigor e justiça…
(Gostei dessa da transparência e do rigor…) – Por favor! Segredos de estado não se comentam, sobretudo quando a progressão e colocação é estado de segredo.
(E não há preocupação com as condições de trabalho?) – Há! Tirou-me as palavras da boca.
(E quanto ao cacau, que é o que interessa quando se bebe leite ao pequeno almoço?) – A palavra cacau é pouco digna nestes briefings. Diz a lista que também se preocupa com a melhoria do sistema remuneratório interno e externo, naturalmente acompanhado pelas necessárias medidas de transparência, fundamentação e exigência…
(Gostei dessa da fundamentação… é que por vezes só tem faltado tiro de espingarda!) – Se não acaba com esses comentário, desculpe a violência do que vou dizer, expulso-o para os claustros! É que estando nós a descrever um programa eleitoral, será necessário lembrar-lhe que um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda?
(Desculpe) – Está desculpado. Prosseguindo, a lista diz preocupar-se também com o estabelecimento e efectiva aplicação de compensações para os colegas em zonas de risco, geograficamente distantes ou com climas difíceis.(São só preocupações… mas, concretamente?) – A senhora já viu algum segredo de estado ser concreto?
(E é tudo?) – Não, não é tudo. A lista diz-se preocupada ainda com o acompanhamento do processo de revisão do sistema de jubilação e aposentação dos funcionários, e ainda com a revisão e cuidadosa atenção no que respeita aos condicionalismos que envolvem as famílias dos diplomatas, reconhecendo devidamente o papel que estas desempenham e os constrangimentos que lhes são impostos.
(Mas esse é um problema de todos os portugueses!) – Com certeza, mas há portugueses e portugueses.
(O que é que quer dizer com isso? – Queremos dizer que esse é um segredo de estado protegido, classificado e inviolável.
(Está nitidamente a desconversar. A lista não preconiza mais nada?) – Claro que preconiza. Designadamente bater-se pela resolução de alguns problemas que há muito se vêm arrastando…
(… o que é normal entre portugueses…) – Outro comentário!
(Que problemas se arrastam relativamente aos diplomatas? Dão manchete? ) – Há cinco problemas que se arrastam. Primeiro, os seguros de saúde para os diplomatas e suas famílias, nomeadamente em países em que estes sejam obrigatórios e seguros de vida em missões para zonas de conflito, como determina a legislação em vigor. Segundo: a colocação dos funcionários em todos os departamentos da Secretaria de estado e de organismos dela dependentes. Terceiro: assegurar que, na medida em que os condicionalismos em matéria de recursos humanos o permitam, outros departamentos com importantes implicações na política externa tenham um número suficiente de diplomatas, que garantam a sua coordenação com os objectivos a prosseguir pelo MNE. Quarto: pagamento dos subsídios de chefia, legalmente previstos na Administração Pública em geral, a todos os funcionários colocados na Secretaria de estado. Quinto: estabelecimento de regras transparentes que assegurem, dentro de parâmetros razoáveis e assentes em critérios rigorosos de avaliação, uma progressão na carreira, expectativa – diz o programa - sem a qual ninguém a ela aderiria.
(Ninguém?) – Ninguém, nem do ICEP.
(Posso?) – Pode, se faz favor.
(Há alguma ideia original nesse programa ou é tudo coisas sabidas?) – Há uma ideia original. A lista pretende desenvolver os esforços necessários para a criação de uma Fundação – ou outro tipo de instituição – dotada de personalidade jurídica, destinada a recolher, tratar e preservar o espólio documental, notas, diários, material fotográfico, etc., de diplomatas que ao terminarem a sua carreira pretendam ceder tais documentos a essa “Fundação”. Segundo a lista, tal fundação teria por missão aceitar a doação desses espólios, proceder à sua organização e tratamento numa perspectiva da história diplomática e facilitar a sua divulgação e ou acesso a historiadores, tendo em conta eventuais restrições ou períodos de sigilo impostos pelos doadores.(O Instituto Diplomático, o Arquivo e a Associação dos Amigos do dito, não estão preparados para isso?) – Pergunte ao Abraham Lincoln. Mais alguma questão?
(O senhor vai votar na Quinta-feira?) – Essa pergunta tem piada.
Sindicato entra pelo Rilvas, dia 27
António Braga agendou para dia 27, reunião com o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro. Sobre a mesa, as consequências ou implicações da reforma consular e, assunto quente, o Estatuto Profissional.
- Diz o STCDE, para já...
- Quanto ao Estatuto Profissional: “a nossa memória não é curta, pelo que, tendo bem presentes todas as dificuldades que foram levantadas ao longo de décadas à sua conquista e, nos últimos anos, à sua execução, devemos estar preparados para lutar pela nossa maior conquista, de modo a garantir que os trabalhadores dos serviços externos do MNE tenham um estatuto profissional condizente com a dignidade das funções que prestam aos portugueses e a Portugal”.
- Quanto às implicações da reforma: “...sem recolocações a contento e negociações satisfatórias do “estatuto e carreiras dos funcionários dos serviços externos”, a reforma consular em curso seria manifestamente um retrocesso”.
┌ Omissões ┐ Europa
Foi hoje em português omitido...
... que Tony Blair, contrapondo-se à ideia de novo Tratado Constitucional europeu, disse ser importante "voltar-se à ideia de um tratado tradicional para se obter uma Europa mais eficaz», prescindindo de "um novo conjunto de princípios legais". Gondon Brown, provável sucessor de Blair, continua sem qualquer manifestação de entusiasmo.
... que o chefe do governo holandês, Jan Peter Balkenende, também prescinde de nova iniciativa constitucional, pretendendo simplesmente que as regras que funcionaram com um grupo reduzido de países (15) sejam adaptadas a um maior número de estados (27)
... que Merkel prepara para o Conselho de Junho, abrir caminho para uma proposta de tratado mais curto em que não constará a palavra Constituição, eliminando-se também referências a um hino e a uma bandeira europeia, "curto tratado" redigido para satisfazer, para já, os critérios britânicos, holandeses, checos e polacos (a França, ver-se-á depois das eleições)."Área do não-sócio". O elenco
Pelas 21:00, haverá Briefing sobre o secreto programa da lista única da associação dos diplomatas, com todos os pormenores. Amanhã, quarta-feira, novo briefing sobre a mais recente assembleia geral da ASDP, em 31 de Janeiro, vejam o atraso que tanto sigilo provoca mas que, segundo se crê, vai ajudar à votação de quinta.Por agora. Apenas porque os não-sócios insistem em querer saber mais do que se passa na zona secreta da ASDP, o elenco de candidatos nas eleições de quinta-feira é este:
- Assembleia Geral
- Presidente - Embaixadora Margarida Figueiredo
Secretário - Mário Damas Nunes
Secretário - Pedro Sousa Abreu
- Conselho Directivo
- Presidente - Embaixador Tadeu Soares
Vice-Presidente - Miguel Almeida e Sousa
Secretário - Rui Macieira
Secretário - Gabriela Soares Albergaria
Tesoureiro - Madalena Fischer
Vogal - Sónia Melo e Castro
Vogal - Joana Araújo
- Conselho Fiscal
- Presidente - Embaixador José Luiz Gomes
Vogal - Ricardo Pracana
Vogal - Luís Cabaço
- Não constam suplentes
16 Abril 2007
Sarkozy/Barroso
Em entrevista à Rádio Alfa (Paris), sobre a União Europeia, Sarkozy defendeu a sua proposta de Tratado Simplificado para fazer sair a construção europeia do actual impasse, e repetiu que se for eleito não pretende voltar a organizar qualquer referendo em França sobre o Tratado. Além disso, questionado sobre as críticas dos socialistas franceses a Durão Barroso – que o acusam de ser demasiado "liberal" – Sarkozy disse: "Não estou de acordo com essas criticas. É um homem de grande qualidade" e disse apoiar o actual presidente da Comissão Europeia.
Diplomatas
- Pelos e-mails, até se estranha que os não-socios da ASDP desconheçam, para o que interessa, os três nomes fundamentais da lista única da ASDP: Margarida Figueiredo, directora-geral (Assembleia Geral), Tadeu Soares (presidente do Conselho Directivo) e José Luís Gomes, Inspector Diplomático (Conselho Fiscal).
IX Cimeira Luso-Marroquina
- O primeiro-ministro, hoje, em Rabat, na IX Cimeira Luso Marroquina que deve saldar-se na assinatura (amanhã) de acordos para a duplicação da linha de crédito de investimentos nacionais, e sobre extradição de cidadãos acusados ou condenados. A linha de crédito de apoio a investimentos sobe de 100 para 200 milhões de euros. Além disso, acordos acordos de cooperação nas áreas do ambiente, obras públicas, transportes marítimos e aéreos, e cultura (a Fundação Calouste Gulbenkian vai recuperar a catedral de Safi). Na comitiva, Luís Amado, Manuel Pinho, Mário Lino, Nunes Correia e Conde Rodrigues.
Quase às escondidas. Diplomatas elegem dirigentes
Em Assembleia Geral Extraordinária marcada para as 18:00 de quinta-feira (19), na sala de conferências de Imprensa (para alguma coisa há-de isto servr), os diplomatas vão eleger a nova direcção da ASDP. Apenas uma lista única se apresentou na tentativa de salvar o barco - a desmobilização dos sócios é enorme e a descrença é maior.A ASDP promove estas eleições quase às escondidas, designadamente subtraindo dos diplomatas que não são associados o que com corporativa legitimidade pode esconder mas não devia - não é propriamente uma sociedade secreta. No site oficial da ASDP diz-se nomeadamente que "lista e respectivo programa da única candidatura apresentada (Lista A) poderão ser consultados pelos sócios no campo das circulares na área do Sócio "... ou seja, é necessário login e palavra-passe para se mergulhar nesse segredo de estado. Triste e esquisito, para começar, tratando-se de uma associação sindical.
Barómetros. Entram Cabo Verde e habilitações Saem Referendo e Anuário
Cabo Verde quer aderir à NATO e obter estatuto de estado associado da EU, contando obter o apoio português. É sobre esta questão, a pergunta da sondagem semanal que ficará activa até dia 23, segunda-feira da próxima semana.
Na sondagem breve, três dias, activa até quinta-feira, fica a pergunta sobre se os nomeados políticos ou de confiança pessoal para os gabinetes do Governo, devem comprovar documentalmente habilitações que declarem aos serviços.
Na sondagem breve, três dias, activa até quinta-feira, fica a pergunta sobre se os nomeados políticos ou de confiança pessoal para os gabinetes do Governo, devem comprovar documentalmente habilitações que declarem aos serviços.
- Quanto aos barómetros encerrados, as contas:
- À pergunta semanal sobre se "Aceita Europa sem referendo?", 50% disseram Sim, 50% disseram Não. O País está dividido, diria o PR.
- Sobre se o Anuário Diplomático "deve estar actualizado e on line?", para 79,55% É óbvio e para 20.45% Nunca.
Nem sequer chegamos ao México. Até vamos no sentido inverso
- O Presidente mexicano Calderón Hinojosa decretou a anulação de todas as sanções por delitos de difamação, calúnia e injúria, em nome do direito à liberdade de expressão.
Firma Calderón derogación de delitos
contra periodistas
Jueves, 12 de Abril
Sergio Javier Jiménez
El Universal
El presidente de la República Felipe Calderón Hinojosa aseguró que la libertad de expresión es una garantía condicionante de la democracia al firmar el decreto con el cual se eliminan la sanciones federales por los delitos de difamación, calumnia e injuria.
Ante empresarios, directivos e integrantes de medios de comunicación, y acompañado por diputados y senadores, Calderón Hinojosa sostuvo que con esta modificación legal se brinda el derecho a libertad de expresión, al cual, añadió, deberá ser ejercida con responsabilidad.
En su turno, el secretario de Gobernación, Francisco Ramírez Acuña, indicó que México moderniza sus leyes y cumple con compromisos contraídos a nivel internacional como la Declaración Universal de los Derechos Humanos.
“Con este decreto, llegarán a concretarse beneficios a la impartición de justicia y se garantiza el derecho libre y pleno a la libertad de expresión, la cual se ha convertido en un elemento sustantivo de la democracia”.
En entrevista por separado, el Presidente y Director General de EL UNIVERSAL, Licenciado Juan Francisco Ealy Ortiz, sostuvo que se da un paso más para el ejercicio del periodismo.
“Es muy importante al derogación de estos artículos porque va a beneficiar al país y a todos los medios porque era una amenaza para los mismos medios de comunicación independientes y para la libertad de prensa, pues se coartaba hasta cierto punto esa libertad que tanto se ha anhelado”.
A su vez, Gonzalo Marroquín, presidente de la Comisión de Libertad de Prensa e información de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) indicó que la determinación del Ejecutivo en coordinación con el Poder Legislativo del país es un buen mensaje, un mensaje con el que se anuncia que también se terminará con la impunidad en los crímenes contra periodistas”.
Hasta el momento, añadió, se tienen registrados de octubre a la fecha, ante la SIP ocho asesinatos de periodistas “pero hay muchos más”.
Indicó que en la administración de Vicente Fox también hubo el compromiso de proteger esta libertad pero en los hechos los avances fueron pocos.
El senador Alejandro González Alcocer, presidente de la Comisión de Justicia de esa Cámara, señaló que con la modificación al Código Penal, “no se pretende abrir las puertas al libertinaje ni a la irresponsabilidad” sino que se busca honrar a quienes ejercen el libre ejercicio de la libre expresión.
El presidente de la Comisión de Justicia de la Cámara de Diputados, César Camacho Quiroz, calificó como un acierto jurídico, social y político, el cambio hecho en la norma mexicana porque se trasladan los delitos por difamación, calumnia e injuria de la esfera penal a la esfera civil.
Consideró que el cambio implica expandir las libertades ciudadanas.
En su mensaje, el presidente Felipe Calderón añadió que esta reforma lograda con el Congreso no significa que sea un sinónimo de impunidad pues el buen nombre y la honorabilidad de los ciudadanos seguirán bajo al tutela del Estado.
“México se pone a la vanguardia en materia de libertad de expresión”, comentó.
El mandatario señaló que ahora también la honorabilidad de las personas quedará conferida a la misma honorabilidad de los medios y de los comunicadores.
Calderón Hinojosa hizo especial énfasis en el crimen cometido en contra del corresponsal de Televisa, Amado Ramírez, y agregó que se logró la detención por parte de la Policía Federal Preventiva de los presuntos asesinos del comunicador por lo que refrendó el compromiso del gobierno de investigar ese caso y sancionar a los responsables.
Finalmente el titular de Ejecutivo dijo que es “un compromiso personal defender la libertad de expresión y no se escatimarán esfuerzos para castigar los crímenes en contra de los periodistas.
Dijo que en México no puede ni va a quedar en manos de los criminales pues a pesar de los costos que implica esta batalla, “vale la pena librarla”.
15 Abril 2007
Israel-Vaticano. As coisas não estão boas
A dar viva embora pouco visível prova da dependência infomativa das agências noticiosas e da dependência da nossa relativamente às outras que se limita a traduzir – facto que deveria mais preocupar o ministro Santos Silva do que as caixas de ligação aos sistemas de esgoto – aí temos o presente caso Israel-Vaticano.
Os jornais portugueses que tantas vezes se limitam a reproduzir o traduzido, dão conta de que o Vaticano teve a iniciativa de boicotar a cerimónia evocativa do holocausto, e atribuem ao núncio papal em Televive (não é em Jerusalém…) o prestígio político de protestar, agora, contra uma legenda no Yad Vashem nada favorável para o comportamento de Pio XII face ao regime nazi.
Ora, sabe-se pelas chancelarias que o diferendo judaico-papal apenas recairá sobre essa legenda como pretexto, sendo mais fundo.
Tanto que, a reunião plenária da Comissão Bilateral Permanente entre o a Santa Sé e o Estado de Israel, prevista para o passado dia 29 de Março, para tratar de questões relativas do Fundamental Agreement firmado entre o Vaticano e Telavive em 1993, não se realizou por escusa da parte israelita que invocou pretexto diplomaticamente vago (a “contigência política internacional”) para bloquear a reunião naquela data. Ora isto nada tem a ver com a legenda, com Pio XII, com o museu do Holocausto, ou com o protesto do núncio em Telavive, elementos descritos como centro de episódio.
Em 28 de Março, véspera da reunião cancelada, a Sala Stampa do Vaticano viu-se na desconfortável contingência de emitir o seguinte comunicado que se reproduz na língua original, o italiano:
Os jornais portugueses que tantas vezes se limitam a reproduzir o traduzido, dão conta de que o Vaticano teve a iniciativa de boicotar a cerimónia evocativa do holocausto, e atribuem ao núncio papal em Televive (não é em Jerusalém…) o prestígio político de protestar, agora, contra uma legenda no Yad Vashem nada favorável para o comportamento de Pio XII face ao regime nazi.
Ora, sabe-se pelas chancelarias que o diferendo judaico-papal apenas recairá sobre essa legenda como pretexto, sendo mais fundo.
Tanto que, a reunião plenária da Comissão Bilateral Permanente entre o a Santa Sé e o Estado de Israel, prevista para o passado dia 29 de Março, para tratar de questões relativas do Fundamental Agreement firmado entre o Vaticano e Telavive em 1993, não se realizou por escusa da parte israelita que invocou pretexto diplomaticamente vago (a “contigência política internacional”) para bloquear a reunião naquela data. Ora isto nada tem a ver com a legenda, com Pio XII, com o museu do Holocausto, ou com o protesto do núncio em Telavive, elementos descritos como centro de episódio.
Em 28 de Março, véspera da reunião cancelada, a Sala Stampa do Vaticano viu-se na desconfortável contingência de emitir o seguinte comunicado que se reproduz na língua original, o italiano:
- "
In data 26 c.m. la Delegazione israeliana ha comunicato l’impossibilità di partecipare alla riunione, a causa di contingenze politiche internazionali. La Santa Sede, pur comprendendone le ragioni, ha preso atto con rammarico della circostanza e attende di poter concordare al più presto con la Parte israeliana la nuova data della convocazione della Plenaria.
14 Abril 2007
O "9 de Abril". João Mira Gomes
(Partida das tropas portuguesas para França, 1917.
É dispensável chamar a atenção para o pormenor)
É dispensável chamar a atenção para o pormenor)
9 de Abril de 2008. O diplomata João Mira Gomes, Secretário de estado da Defesa Nacional, em artigo de hoje (14) no Público/papel, anuncia que «em conjunto com a Liga dos Combatentes, o Ministério da Defesa Nacional já está a preparar algumas iniciativas para assinalar o 90.º aniversário da Batalha de La Lyz, que se celebrará a 9 de Abril de 2008». A propósito, João Mira Gomes evoca sentidamente «o espaço de memória colectiva de Portugal" como é o cemitério militar de Richebourg (norte de França) onde resta o que da heroicidade portuguesa restou. Nesta batalha de La Lyz, a II Divisão do Corpo Expedicionário Português, em escassas horas, perdeu à volta de 7.500 soldados entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros - metade dos cerca de 15 mil combatentes colocados nas primeiras linhas da frente. Comandadas pelo general Gomes da Costa, as tropas portuguesas já de si estilhaçadas pelos descomandos da política e da diplomacia de Lisboa (com Sidónio Pais), foram sacrificadas na ofensica de 4 divisões do VI Exército alemão exército, 50.000 homens sob comando do general Ferdinand von Quast.Pelo lado de NV, era de esperar de João Mira Gomes um artigo ou outra qualquer manifestação do Secretário de estado, qualquer que fosse. Temos fundados motivos para crer que ele leva a peito esta questão simbólica do custoso envolvimento português na Europa. E João Mira Gomes faz bem em anunciar desde já que em 2008, aquele 9 de Abril será evocado no melhor tom possível, esperando-se que a evocação tenha nível idêntico ou comparado ao da evocação, este ano, do 90.º aniversário da Batalha de Vimy, esta vitoriosa (um ano antes da de La Lyz, mas no mesmo dia), protagonizada pelo Exército Canadiano que aí viu tombar 3.600 soldados, além dos cerca de 7.000 feridos. Em tais comemorações, no passado 9 de Abril, lá estiveram no Memorial de Vimy (Pas-de-Calais), o Primeiro Ministro do Canadá, Stephen Harper, a rainha inglesa Isabel II e o Primeiro Ministro Francês, Dominique de Villepin. Será, no mínimo, de esperar que a cerimónia portuguesa de 2008 possa levar as autoridades de Lisboa, ao mais alto nível, ao cemitério militar de Richebourg.
Mas as expectativas anunciadas para 2008, não invalidam as críticas aqui anualmente renovadas, pelo facto do 9 de Abril, independentemente de serem 87, 90 ou 94 os anos que passem, ser esquecido esse 9 de Abril pelas Necessidades e nem sempre ser devidamente recordado pela Embaixada de Portugal em Paris que é quem está mais perto do que é importante. Em cada ano que passa, uma nota oficial cá, e ao menos uma coroa de flores lá, não teriam incidência orçamental, e dariam à política e à diplomacia aquilo com que, desgraçadamente, a frieza das rotinas dos calculistas do poder não fazem contas - o sentimento e a história que ensina. Na verdade, as causas da catrástrofe militar portuguesa em La Lyz, ensinam, porque são causas que vêm da política e da diplomacia. E aqui está um bom pretexto para João Mira Gomes e o MNE (verbas do FRI não faltarão...) convidarem os nossos historiadores a pensar em 2008, e, muito embora 90% dos portugueses sejam historiadores, não há que ter medo deles...
Mirabile dictu. O "caso" está resolvido...
- Mirabile dictu. Tudo leva a crer que aquele "caso" esteja resolvido e arrumado. Nisto redundassem assim todos os casos...
Motu proprio. Amado sobre consulados...
- Motu proprio. Esta de Luis Amado garantir agora que "nenhum consulado de Portugal encerrará antes dos seus utentes terem alternativas ao seu dispor, nomeadamente o consulado virtual" é de mestre da política pois só é mestre quem decobre a porta estreita. E aquela de assegurar que, por efeito das reformas, a acção consular e diplomática no exterior "tem, nomeadamente, de orientar-se ainda mais na promoção dos objectivos económicos, da língua e da cultura do País", pelo menos no caso de Sevilha, deve deixar o Museu Thyssen num desconsolo...
In nubibus. Falta apenas Guterres...
- In nubibus. Por esta ou aquela via, os primeiros-ministros que se foram da lei dos mandatos libertando, têm vindo à liça como se nada tivesse acontecido no passado e o tempo tudo lave, sem mais explicações. É Durão Barroso pelo parlamento adentro a ensinar Europa com aqueles cinco pontos, é Santana Lopes na sua forma a prenunciar, falta apenas António Guterres que não deve tardar...
Ad verbum. Durão Barroso, referendo...
- Ad verbum. Fez bem Durão Barroso, como presidente da Comissão Europeia, em não dar grandes conselhos em matéria de refendo europeu e em não se intrometer na "política doméstica". Sobre o talho da resposta, viu-se que hesitou em duas fracções de segundo, mas rapidamente percebeu que teria de dizer o mesmo que na Letónia, na Irlanda ou no Reino Unido...
Id est. Freitas, pelos 15 meses no MNE...
- Id est. Freitas, pelos 15 meses no MNE e pelo livro sobre isso mesmo, não é propriamente um grande especialista em reconhecimento de habilitações...
13 Abril 2007
Banco Mundial. Favor à namorada.Em Portugal, seria boato
- Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial pede desculpas por cargo dado à namorada. Se fosse português, estaria desculpado e seria boato... Ler Folha de S. Paulo → AQUI , e sobretudo o que o NYTimes escreve hoje → AQUI
"Quanto tempo levarão os Estados membros do Banco Mundial, e em particular os EUA, a manter a confiança no Presidente Paul Wollfowitz?
A mais importante instituição multilateral de apoio ao desenvolvimento tem no centro das suas políticas a promoção da boa governação, gere-sese por elevados critérios de transparência, mas uma margem considerável dos recursos, não aplicados directamente nos programs de apoio, são gastos em auditorias internas e externas.
Uma intervenção directa deste tipo, por parte do Presidente do Banco Mundial, é tão grave para a credibilidade dos países do Norte que, conhecendo-se o que se divulga, devia estar-se a saber da exoneração.
Outra vez, a Batalha de Galipoli...
- As Necessidades, mais uma vez, estão atentas com escrupulosa antecedência às Comemorações do 92º Aniversário da Batalha de Galipoli, em Çanakkale (Turquia), a 24 e 25 de Abril - até este momento, a única "visibilidade" do Largo do Rilvas. Todavia, mais uma vez, passou o 9 de Abril de La Lys e de ainda o de Vimy (este ano, com Canadá e Inglaterra a lembrarem-se com aparato), e omissões, nem um pequeno sinal escrupuloso.
Omissão
- Naturalmente que se impunha uma condenação oficial dos atentados no Afeganistão, Argel e Marrocos.
┌ Briefing ┐ Recomendações de Cavaco e compromissos do Governo
- Briefing. Do escritor espanhol do "século de ouro", Francisco de Quevedo, mesmo a propósito: «O homem que perde a honra por causa de um negócio, perde o negócio e a honra».
(Clique sobre o mapa para ampliar)
(O Diário de Notícias destaca hoje a existência de um acordo tácito entre Cavaco e Sócrates para que Portugal abandone o referendo sobre novo tratado ou acordo institucional europeu. Será assim?) – Até agora desconhece-se qualquer posição oficial do governo ou das Necessidades sobre as recomendações presidenciais transmitidas a partir de Riga, nem a Presidência reduziu a escrito tais recomendações para o destinatário adequado – a Assembleia da República cuja Comissão de Negócios Estrangeiros se reuniu hoje mesmo de manhã com o presidente da Comissão, Durão Barroso, na sala do Senado. Curiosamente a Comissão dos Assuntos Europeus não foi convocada para esse encontro, em sessão conjunta, o que seria não só aceitável, como defensável.(A Comissão de Assuntos Europeus, porquê? – O texto do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa incluindo Protocolos Anexos e Acta Final, assinado em Roma, em 29 de Outubro de 2004, depois dos relatórios da Comissão de Negócios Estrangeiros (Maria Carrilho e Mário David) está presentemente na Comissão dos Assuntos Europeus…
(Mas a comissão está a tratar do referendo?) – O referendo, como os senhores sabem, não é um mero compromisso eleitoral, é sobretudo um ponto político que consta no Programa de Governo. Além disso, a Comissão dos Assuntos Europeus tem em apreciação uma petição para que nesse mesmo referendo seja incluída uma pergunta embaraçosa.
(Quem apresentou essa petição?) – Essa petição foi admitida em 19 de Julho de 2005, figurando como primeiro peticionante a Comissão Executiva de Mandatários da Petição sobre a gestão dos recursos do Mar. E está nomeado, desde Setembro de 2005, Luís Pais Antunes como relator.
(O que é que essa petição pretende?) – Pretende que no referendo sobre o Tratado que constitui uma Constituição para a Europa, seja incluída a pergunta: "Concorda que Portugal deixe de ter direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos biológicos do mar, passando a competência exclusiva da gestão dos recursos biológicos para a União Europeia?". A petição solicita ainda que seja agendada no plenário uma discussão sobre as implicações da competência exclusiva da União, prevista no art. 12º do projecto de Tratado que institui uma Constituição para a Europa.
(Falou há pouco de compromisso eleitoral e de ponto do Programa do Governo. Não é o mesmo?) – Não. Pode haver compromissos eleitorais que não constem no programa e pontos do programa que não tenham sido agitados como compromissos de campanha eleitoral.
(Seja concreto, por favor!) – Com certeza. O programa de governo garantiu sem margem para dúvidas em Março de 2005, que «no curto prazo, a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado» e que «o Governo entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca».
(O curto prazo de 2005 não passou?) – A interpretação é sua, em todo o caso é verificável que o governo, nestes dois anos decorridos, nenhuma iniciativa tomou para a concretização do seu ponto programático e nada tem feito para que, na eventualidade ou iminência do referendo, este seja amplamente informado. É verdade que houve umas reuniões ou debates restritos sobre a matéria entre peritos e observadores privilegiados, mas Portugal está longe daquela ampla informação.
(Como interpreta que Manuel Lobo Antunes não tenha feito a mais leve referência ao referendo no pronunciamento feito no parlamento apropósito das comemorações dos Tratados de Roma?) – A observação é sua mas possivelmente esse foi um sinal , um dos sinais de que estará em crise um ponto programático que o governo traçou para curto prazo, em 2005, e que vai para além de mero compromisso eleitoral. É verdade que o compromisso programático do governo em promover um referendo sobre o Tratado esvaziou, retardou e amoleceu o debate público dessa matéria, remetendo as expectativas para um momento que, fosse honrado o compromisso, seria a curto prazo.(Mas o texto do futuro Tratado, em função sobretudo do não francês, pode não ser o mesmo ou pode vir a ser algo de muito diferente…) – Essa é uma questão marginal, França é França que pode vir a dar o dito por não dito, e Portugal é Portugal no contexto da actual UE, tal como a Espanha é Espanha ao anunciar formalmente que não aceita um futuro texto que seja substancialmente diferente ou vá ao arrepio daquele que os espanhóis referendaram. A diplomacia espanhola leva à letra o preceito do seu Quevedo segundo o qual «o homem que perde a honra por causa de um negócio, perde o negócio e a honra».
(Então as recomendações presidenciais enquadram-se) - A interpretação é sua. Como sabe, o Presidente da República, em matéria de referendos, introduziu a nova figura das recomendações – as prévias e as posteriores. No caso do referendo ao Tratado, as recomendações são ou foram prévias, deixando o Governo na incomodidade de ter de decidir contra as recomendações mantendo o referendo assumido como ponto de Programa – o que, numa democracia, é ou deve ser coisa sagrada –, ou ter de renegar um compromisso programático que desde há dois anos ficou à espera de recomendações prévias.
(Os portugueses estão preparados para um referendo desta natureza?) – Não me venha com os mesmos argumentos do Regime Autoritário quanto a eleições e a consultas democráticas. O Povo Português apenas não estará preparado é para outorgas de constituições, mesmo que plebiscitadas. Para um referendo está, e daí que o Programa de Governo, nessa matéria, gerou consenso, suscitou aceitação e mereceu apoio por parte de todos os que desejam a construção da Europa numa base democrática.
12 Abril 2007
Tardam as contas do FRI...
Muito se tarda a publicação das contas do Fundo para as Relações Internacionais na folha oficial.
┌ Sinais ┐Thabo Mbeki no Eliseu
Como em França, sê francês Le Président de la Republique (Palais de l'Elysée - Paris le jeudi 12 avril) a accueilli le Président Thabo MBEKI . (...) L'entretien a porté sur le développement de l'Afrique (...) Il a souligné que la France aurait toujours pour priorité le développement de l'Afrique et y consacrerait ses efforts. Il s'est félicité de la perspective du sommet Union européenne/Afrique dont la tenue a été confirmée. Il a estimé que l'organisation régulière d'un tel sommet est absolument nécessaire. ┌ Ponto↔Crítico ┐ 5 Referendo, Europa. E agora?
O Presidente da República certamente que não reiterou, agora, a sua oposição a um referendo sobre a questão constitucional da Europa, por erro calculado. Foi um pronunciamento deliberado, pensado. Em função da agenda presidencial, Cavaco Silva escolheu o momento adequado para emergir com iniciativa, face aos silêncios tíbios dos decisores e dos partidos historicamente europeístas que, quando falam do que está em causa, não vão além da linguagem cifrada como nas missas em latim; momento adequado também em função da presidência portuguesa e do que o exercício alemão lhe vai deixar nas mãos, pois era esta a oportunidade política para um "protagonismo executivo" de Cavaco Silva, mesmo que se deconheça o que de facto vai estar sobre a mesa - se um novo Tratado, se o mesmo Tratado revisto, ou se mero acordo ou arranjo institucional que, por escapatória em todo o caso artificial, não ponha em crise substância melindrosa das constituições dos estados. Só que, depois das expectativas por um referendo, o pronunciamento do Presidente da República complica os dados e deixa os decisores num campo de manobra manifestamente mais limitado, se todos desejam a tal «Europa mais perto dos cidadãos» e pela qual não se deveria manifestar medo ou receio. Cavaco Silva não usou a palavra, mas uma Europa outorgada, com isto anuladas as expectativas do referendo e continuando esvaziado o papel dos parlamentos nacionais nessa matéria, uma Europa outorgada não conduz a essa proximidade que a democracia sagra, sendo a democracia o selo da Europa e o referendo o expoente dessa democracia e não a sua negação. Por paradoxo, o oportuno pronunciamento de Cavaco Silva foi inoportuno e complica os dados.A propósito, ler o que Paulo Gorjão, sempre atento, observa → AQUI
Carlos Albino
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Ponto Crítico
11 Abril 2007
Dos Notadores. Convés consular de Espanha, excepção de Vigo
Do meticuloso Pacífico Malbenites, que dorme no Rilvas:
Nota: Pacífico só erra num pormenor - em Vigo não está um diplomata mas uma diplomata. Seja meticuloso! No resto tem razão, em Vigo não houve fuga - confirmam as redondezas.
- "
Li essa do zeloso Batalha Benevides, supostamente pontual no Largo do Rilvas, pontualidade de que duvido pois durmo no Rilvas, e ele chega às 10 e 30 quando há ministro mas às 11.45 quando não há.
Indo ao que interessa porque sou meticuloso, sobre a Espanha, todos aqui, desde a CIFRA à central passando pelas redondezas do embaixador Arsénio, sabem que o diplomata que está no ainda Consulado Geral em Vigo não abandonou o posto. O Batalha, nisto, está enganado e por aí estraga o zelo.
Pacífico Malbenites
Nota: Pacífico só erra num pormenor - em Vigo não está um diplomata mas uma diplomata. Seja meticuloso! No resto tem razão, em Vigo não houve fuga - confirmam as redondezas.
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Notadores
┌ Boas↔Leituras ┐ Para a Associação dos Amigos da OTA
Le fiasco du nouvel aéroport de Bangkok, em Le Temps → AQUI
Agapito! Com solução UE-África
Ufanoso, o embaixador Agapito ao subir as escadas para o Terceiro Andar:
- «Meu caro! Olhos nos olhos! Agora que o ministro não está posso dizer em voz alta! Que bom este momento em que posso falar alto! Ouça!!! Há uma solução para resolver essa questão da cimeira UE-África! Ora anote na agenda, anote! O Jean-Pierre Bemba da República Democrática do Congo já chegou a Faro para tratamento médico. Porque não se convence o Mugabe para uma viagenzinha dessas com o mesmo destino, antes que o Moratinos vá a Harare e convença o homem para Marbella!!! Fácil! É de falar já com o honorário do Zimbabwe! Ou à falta de honorário é de tratar rapidamente do caso com o embaixador David Hamadziripi! Reside em Paris, mas é com ele! E com jeito, até se aprovaria um PIN para um aldeamento turístico na falésia algarvia com toda essa gente! Meu caro! É preciso haver diplomacia económica!»
Cimeira UE-África. Questão apenas de "agenda"?
- Dos dicionários. Agenda, s. f. Livro destinado à anotação do que se tem a fazer em determinados dias.
Lá de Maputo, assegura Luís Amado que «a cimeira UE-África vai realizar-se» , tanto que «o Zimbabué é um problema entre muitos que existem no continente africano» e que «não é só em África que há problemas, nós também temos problemas na Europa (...) como é a questão do Kosovo». Depois, argumenta Amado que «no ano em que se celebram os 50 anos da integração europeia e os 50 anos do primeiro movimento de independência no continente africano - o Gana, que justamente tem a presidência da União Africana - é reconhecido por europeus e africanos que é o momento de se fazer uma cimeira de alto nível».
Garante Amado que «a cimeira UE/África está em movimento» e «em preparação», esclarecendo: «O importante, quanto a mim, é a agenda, e é nisso que estamos a trabalhar. Temos que ter uma agenda que responda às expectativas dos dois continentes, no sentido de fortalecerem uma parceria estratégica. Sobre os outros problemas, a seu tempo serão dirimidos no sentido de que a cimeira se realize».- Ainda bem , Amado. Aplausos! Mas em todo o caso, o que se se está a anotar no livro sobre o que se tem a fazer em determinados dias? É que há agendas vazias e também há agendas com anotações de compromissos que ninguém irá cumprir... Só pela agenda, nem Deus criaria o mundo, muito menos quando a agenda do Kososo e contexto não é comparável à agenda de Mugabe e agendas conexas.
┌ Sinais ┐ Da Noruega

E aí vem de escantilhão a Lisboa (dias 16 e 17), a Secretária de estado dos Assuntos Europeus da Noruega, Liv Monica Stubholt, naturalmente que a convite de Manuel Lobo Antunes, mas com um bom pretexto, afinal o pretexto: na manhã de 17, Liv Monica Stubholt estará presente na abertura de um seminário para promotores de projectos promovido pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (unidade portuguesa coordenada por Manuel Leal Pisco) e que irá decorrer na Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (Campo Grande, N.º 50).
Para que serve um blogue de embaixada... Falamos de Brasília, obviamente
De luva branca. Prontamente, o embaixador Seixas da Costa dá uma bofetada de luva branca a uma investigadora de S. Paulo, Kelly Silva (na foto), que a propósito de Timor lança uma enorme baboseira (o suposto apoio de Lisboa ao candidato presidencial da Fretilin) que é mesmo baboseira para quem minimanente saiba do dossier do território e do histórico do território. E o blogue da Embaixada em Brasília não se fez tardar em pôr os pontos nos iis: «O meu país tem demonstrado, ao longo de décadas, um empenhamento inquestionável, e unanimemente reconhecido, em favor do reforço das instituições democráticas timorenses. Isso pressupõe o natural respeito por quaisquer resultados que decorram do respectivo funcionamento. Procurar ligar a posição oficial portuguesa a qualquer facção política em Timor-Leste configura um processo de intenções que, em absoluto, rejeitamos, por não ter apoio em quaisquer factos concretos», palavras de Seixas da Costa, como fica bem dizer aos Domingos, depois de alguma passagem do Evangelho da Luva Branca. Um blogue de embaixada serve para isto.Notas Formais antes da transcrição de trechos da entrevista de Kelly Silva à Folha de S. Paulo com tal baboseira, deixam claro isto:
- Afirma Kelly Silva que "o candidato da Frentilin, o Lu-Olo, recebe apoio de instituições portuguesas e também de Cuba. Nisso entra também a questão da disputa lingüística em Timor, que é muito forte sobretudo para a Austrália e para Portugal". Não seria preferível a investigadora investigar o que o Brasil fez em conivência com a ditadura indonésia até à intervenção corajosa de Itamar Franco e Aparecido de Oliveira na inversão da tíbia posição diplomática do Brasil que era ditada pelos interesses meramente comerciais? Ramos Horta é testemunha directo disto e sabe que a sua apresentação, em Lisboa, ao então embaixador Aparecido de Oliveira, foi um acto decisivo e inaugurador de nova posse do Itamaraty. Na verdade Kelly Silva sabe muito mas imaturamente esquece o resto, sem grande honra.
Resposta de Seixas da Costa → AQUI
Notas Formais → AQUI
Quai d'Orsay atrasado um dia...
- Quai d'Orsay: "La France salue le bon déroulement de l'élection présidentielle qui a eu lieu ce dimanche 9 avril au Timor oriental..." De facto, La France não respeita lá muito bem os dias dos antípodas.
┌ Tricky↔Question ┐ Sobre o imbróglio sevilhano...
Mas o que ou quem levou António Braga a anunciar que as instalações do encerrado Consulado Geral de Portugal em Sevilha, reduzidas a escritório consular, seriam aproveitadas para o Instituto Camões e para o ICEP?Ainda pensa nisso? Ou não seria preferível explicar quanto antes esta perda de estado?
Pelo sim, pelo não, além dos recortes que no final deste telegrama são colocados, leia-se o que El País (dia 6) publicou sob o título "Monteseirín ofrece 3 pabellones de la exposición de 1929 al Museo Thyssen":
"El Ayuntamiento de Sevilla ha ofrecido a la baronesa Thyssen, además del convento de Santa Clara, los pabellones Real, de Portugal y de Perú de la Exposición de 1929 como posibles sedes de la colección de pintura andaluza de Carmen Cervera. El alcalde, Alfredo Sánchez Monteseirín (PSOE), explicó ayer que las conversaciones entre la baronesa y el Consistorio están "muy avanzadas" y que se trata ahora de "ofrecer un espacio del que el Ayuntamiento pueda disponer de inmediato y que sea acorde con la categoría" de esta colección, formada por 133 obras de los siglos XIX y XX que, según las primeras negociaciones, serían cedidas a Sevilla por un plazo mínimo de entre 10 y 15 años.
Monteseirín señaló que, tal y como publicó ayer Diario de Sevilla, las cuatro alternativas ofrecidas por el Ayuntamiento a la baronesa como futuros museos serían el convento de Santa Clara, actualmente en rehabilitación y que tiene previsto su uso como Casa de los Poetas; el pabellón de Portugal, que ocupa el consulado de este país, aunque ya está prevista su mudanza; el pabellón Real, que alberga dependencias municipales cuyo traslado está también próximo, y el de Perú, donde se encuentran las dependencias en Sevilla del CSIC."
Mais isto
(clique sobre os recortes para ampliar e ler à vontade)
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Desenvolvido nisto

E ainda isto
Notadores. De Espanha, nem bons ventos nem bons encerramentos
Do zeloso Batalha Benevides, pontual no Largo do Rilvas:
"Os ratos abandonam o navio... O governo decidiu encerrar os consulados em Bilbau e Madrid, transformar Vigo em vice-consulado e Sevilha em escritório consular. NV estranhamente calam-se sobre isto- estão rendidas?
Ora, passadas poucas semanas, sabe-se aaui nos serviços centrais que, por uma razão ou por outra, dos titulares dos (ainda) consulados, nenhum se encontra no posto.
Ou por transferência, ou em férias, ou a tratar da sua vidinha, enquanto o Secretário de estado acompanha o ministro por terras africanas, sem que ninguém saiba quando e como vão ter lugar os encerramentos e as desgraduações, a gestão dos 4 postos (só Barcelona não foi atingida) já foi atirada para cima do pessoal dos serviços externos que por lá está.
Nem mesmo a difícil gestão do imbróglio sevillano, com as autoridades locais dispostas a correrem com o escritório das magníficas instalações que tinham acabado de ceder ao consulado-geral por mais cinquenta anos, parece preocupar os responsáveis, e muito menos NV, pelo que parece.
Provavelmente, como afirmou o Secretário de estado, a reestruturação consular nem sequer a critérios economicistas obedece. Será só vontade de desfazer?
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Notadores
┌ A↔short↔report ┐ O que é que custaria?
- AB, para virtual elucidação da democracia. O que é que custaria ao MNE acrescentar que hoje em Maputo há uma recepção na residência do cônsul, amanhã na casa do embaixador e mais uma reunião com as "forças vivas da comunidade", que na sexta AB vai à Beira e no sábado regressa a Lisboa?
┌ Sinais ┐
Luís Amado hoje em Maputo. Fundamentalmente para a Assinatura do Acordo no Domínio de Parceria de Apoio Programático 2007-2009, e para falar com a MNE moçambicana Alcinda Abreu sobre a almejada cimeira UE-África. Acompanhado por António Braga.
Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, hoje em Lisboa. Almoço de trabalho com Sócrates, antecedido por encontro com José Magalhães e visita de cortesia a Jaime Gama.
Timor/comunicado oficial. «O Governo português felicita o povo e as autoridades timorenses pela demonstração de normalidade democrática com que se processaram as eleições presidenciais desta Segunda-Feira.»
Cavaco, Letónia. Final do encontro informal em Riga. Tema da sessão: «Vivendo na Europa e no Mundo».10 Abril 2007
┌Barómetro↔Rápido┐ Sobre o Anuário Diplomático...
- Até parece inverosímil que a pergunta tenha que ser feita, mas porque o MNE, em matéria de Anuário Diplomático, continua com rotinas do passado, dispendiosas, lentas e sem reforma, no Barómetro Rápido faz-se uma pergunta sobre o óbvio, que em algum momento teria que ser feita, dada a moleza em decidir: O Anuário Diplomático deve estar actualizado e on line? Votações até dia 13, pelo menos para que o ministro sinta.
No barómetro anterior sobre a visibilidade da política externa portuguesa
- para 56.52% Não é carne, nem peixe
para 34.78% É apagada pura e simplesmente
para 8,7% Tem visibilidade.
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Barómetro/NV
09 Abril 2007
Múmia Paralítica. Recordam-se?
Múmias de estado. É que às vezes, quando se questiona a política externa portuguesa fora dos canais da voz do dono, quando se escrutina a acção diplomática à margem dos entendimentos de corredor, e quando se põe em causa procedimentos e omissões causando desgosto aos gabinetes, parece que se está perante alguma Múmia Paralítica. Recordam-se?Ora, importa dizer que conhecemos de há muito diversos géneros, categorias e graus de múmias paralíticas portuguesas, sobretudo as que se enfaixam ou se deixam enfaixar nos misteriosos túmulos do poder, em silenciosa conivência com os deuses que escolhem e com que partilham esses esconderijos. Sabemos que tais múmias têm vida própria, e que, por paradoxo, desenvolvem uma intensíssima actividade sob aquela enganosa paralisia - na verdade apenas as múmias, porque são múmias, conhecem os mínimos pormenores do esconderijo de uma eternidade que até julgam não ser efémera como efémera é a vida dos vivos, e além disso, só elas, as múmias, sabem decifrar os labirintos de acesso através dos quais quem não seja ou não queira ser paralítico, se perde pela certa. Tem muito a ver com a nossa política externa, com a nossa diplomacia e com as Razões das múmias de estado.
08 Abril 2007
[Sites↔Diplomáticos] Estocolmo. Registem
Continuando a ronda pelos sites das missões portuguesas no estrangeiro.
O site da Embaixada de Portugal em Estocolmo está manifestamente desactualizado - o último updated é de 25 de Novembro de 2005, ainda constando, pois, a assinar a mensagem inicial o nome do embaixador João Pedro Zanatti há bastante tempo já em Tóquio.Estamos em crer que o actual embaixador José Carlos da Cruz Almeida resolverá o assunto, até porque o site está bom. E não apenas bom, está excelente, por exemplo, no diz respeito às relações diplomáticas luso-suecas, pelo que será uma pena deixar-se esvair este capital de afirmação portuguesa, designadamente na página de história. Registe-se que o site português de Estocolmo, ao que sabemos, é o único que coloca on line uma rigorosa cronologia das relações diplomáticas luso-suecas e a listagem dos embaixadores de Portugal na Suécia desde 1641 (com Francisco de Sousa Coutinho). Mas faça-se também a consulta das curiosidades, os episódios da conversão da Rainha Cristina da Suécia ao catolicismo e a influência de Jesuítas portugueses na sua formação, a figura do embaixador Visconde Soto Maior (com um duelo a valer lá pelo meio que resultou em nome prato de culinária...) e mais isto . Com um pouco mais de esforço, a colocação ds todo este material na Wikipédia seria um êxito. Aqui está algo que até o site de Brasília tem que imitar o de Estocolmo - que Seixas da Costa e Cruz de Almeida resolvam a bem a competiçãom mas sem duelo- não contem com NV para padrinho.
Quadro de Fritz Von Dardel representando o Duelo em que se envolveu o embaixador Soto Maior, a 5 de Dezembro de 1857.
Segundo se relata no site, por causa dos seus galanteios entusiásticos "Söte Majoren" (Doce Major - alcunha deste cortês Don Juan na linguagem popular) o embaixador português envolveu-se num duelo escandaloso - terminantemente proibido por lei - na região de Lill-Jan. Um diplomata inglês, Mr Baker, insultou uma senhora na presença de Soto Maior. As luvas foram atiradas, e, no alvorecer do dia 5 de Dezembro de 1857, o duelo entre os dois teve lugar na floresta de Lill-Jan. Mr Baker ficou levemente ferido - possivelmente com um tiro na orelha. Consta que o prato Gösfilé à la Soto Maior (Lúcio-perca à la Soto Maior) foi composto pelo restaurante Stallmästargården (sob supervisão rigorosa do Enviado em apreço). Entretanto, foi no restaurante Hasselbacken em Djurgården que se tornou a especialidade da casa. Acrescentam NV: Bom apetite!Por avião. OTA, Brasil e Angola...
Ainda vem no ar mas a TAP está a finalizar a compra de seis Airbus 380, já em intenção da OTA, dos Brasis e de Angola, um sucesso da diplomacia econonómica.
[Sites↔Diplomáticos] Para pior
Pela ronda que temos vindo a fazer.
Vários sites das embaixadas estrangeiras em Lisboa pioraram em apresentção e conteúdo, alguns perderam autonomia limitando-se a remissões para os respectivos ministérios, para outros a actualização é o mesmo que nada. Vai haver mexida nos links.
Pelas missões portuguesas nas capitais estrangeiras, o panorama (pobre) mantém-se. Para melhor, apenas a trabalhosa novidade que registámos em NV, no site da embaixada em Brasília que continua a ser também a única a manter um blogue de informação .07 Abril 2007
[Barómetro↔Semanal] Voltamos ao referendo europeu
- Até dia 14. O nosso Barómetro Semanal volta a sondar opiniões sobre o Sim ou Não ao referendo de novo ou reformulado Tratado Europeu. E isto porque começam a surgir defensores da dispensa, sugerindo que um novo texto não deva exceder o patamar das “regras de funcionamento” das instituições, para onde, de resto, o tratado congelado apontava em larga medida, a crer até na vasta argumentação dos que acriticamente sempre assinaram de cruz o instrumento inviabilizado pelo "não" francês. Votem, porque valendo o que vale, dá conta. Já está on line (coluna à direita).
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Barómetro/NV
Europa de 1957 e Europa de 2007...
Traços de Pierre Kroll, 1500 palavras...
Primeiro, esta que vale por 500 palavras de Vitorino:

Depois, esta que vale por 1000 palavras de Deus Pinheiro:
- Diplomata com muita atenção e escrúpulo maior, alerta-nos para duas imagens da Europa, a de 1957 (ainda Portugal tinha pouco a celebrar 50 anos depois) e a de 2007, este ano da graça de Manuel Lobo Antunes.
(Clicar sobre os desenhos, para ampliação)
Primeiro, esta que vale por 500 palavras de Vitorino:

Depois, esta que vale por 1000 palavras de Deus Pinheiro:
Trabalho notável em Brasília. Podem ver e constatar
Perguntas Mais Frequentes, deixemos-nos de FAQ's. O MNE não despachou, o Governo não decretou, o Parlamento não legislou e muito menos o PR promulgou, mas a Embaixada de Portugal em Brasília fez e, presumem NV que fez sem despacho, sem decreto, sem lei e sem promulgação. Trabalho limpo, completo, simples e indo directamente ao assunto. Vejam → ISTO e digam-nos se o pessoal da Embaixada em Brasília não merece a ordem de mérito. António Braga que anda sempre atento a estas coisas virtuais que seja o primeiro a dizer e o segundo a constatar!
┌ À↔Margem ┐
- ┌ Ao excelente texto “Os blogues estão mais crescidos” de João Pedro Pereira e Nuno Sá Lourenço (Digital/Público) só faltou uma observação – a de que os blogues muito têm contribuído, muito mesmo e até os defuntos, para o combate à relutância pela leitura de jornais, para a qual, relutância, o BID e o trabalho da Rua Padre Aparício não dão nenhuma ajuda. Antes pelo contrário, aumentam-na.
Diplomacia das 7 Maravilhas. Passemos por cima das 7 Desgraças

Maravilha. Enquanto não houver votações globais para as 7 Novas Desgraças do mundo, haja entretenimento com as votações das 7 Novas Maravilhas do mesmo mundo. Para as degraças do mundo há milhares de links, para as maravilhas há só um → ESTE e mais nenhum.
Faltam 90 dias para o fim das votações das mundiais maravilhas (7 de Junlho, em Lisboa), mas havendo também escolha de outras 7 Maravilhas para o contentamento doméstico, sendo já de si uma maravilha que Diogo Freitas do Amaral seja, no título mais longo do seu vasto currículo, o "Comissário Nacional para a Declaração Oficial das Novas 7 Maravilhas do Mundo e para a Eleição das 7 Maravilhas de Portugal e, por inerência, Presidente das Comissões de Honra"... Quando houver a eleição das 7 Desgraças de Portugal, duvida-se que haja candidatos a comissário, mas enquanto não vêm as 7 Desgraças, haja entretenimento → AQUI com as 7 Maravilhas Domésticas06 Abril 2007
António Vitorino e Deus Pinheiro, para quê tanto trabalho?
Mas, António Vitorino e Deus Pinheiro, para quê tanto trabalho em dissimular o medo do referendo, com este ou aquele nome para o Tratado, com este ou aquele expediente para o conteúdo? Aquilo que está adquirido nos Estados que já promoveram o referendo não pode (nem deve, a bem da construção da Europa) sugerir a exclusão do escrutínio nos restantes Estados.
Notadores. Protestos pelo funcionamento do barómetro
Do Notador Leão do Mato, a propósito do Barómetro Rápido
Este protesto na sequência de bastantes, muitos. Vamos indagar, mais uma vez, junto de quem nos fornece o serviço. Afastemos intromissão.
- "
Regressei do posto a casa e, logo à primeira, não consegui votar, como já está a acontecer desde há tempos. Aqui há gato, dir-se-ia habitualmente, mas depois dos últimos dias e por quem sou, direi: aqui há bicho do mato!
Este protesto na sequência de bastantes, muitos. Vamos indagar, mais uma vez, junto de quem nos fornece o serviço. Afastemos intromissão.
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O ICEP anda com Fátima aos ombros?
- O sublinhado final é feito por NV para que o ICEP e o MNE, no âmbito da consagrada coordenação de acções, esclareçam este assunto rapidamente. Voltaremos ao assunto porque já tinha notado que o ICEP, ou por imagem do País ou por item incontornável do comércio externo, anda em muito lado com o andar de Fátima aos ombros.
O assunto chegou ontem ao excelente site* de Cláudio Humberto (um abraço, amigo!) que escreveu isto:
- "
Nunca foi santa: cenas de um casamento
Está com o reitor do Santuário de Fátima e pode chegar ao Papa, em maio, a denúncia de uso indevido de uma das sete imagens peregrinas de N.S. de Fátima no casamento da apresentadora Ana Maria Braga, da TV Globo. “Abençoada” por um padre da Igreja Católica Tradicional do Brasil, teria sido “emprestada” por alto funcionário do governo português na festa.
- "
A coluna do jornalista Claudio Humberto que é diáriamente publicada na imprensa escrita de todo o Brasil (62 jornais de norte a sul do país) deu eco às denúncias publicadas no nosso Portugal Club sobre a presença de uma suposta Imagem Peregrina no "casamento" da apresentadora da rede Globo de televisão, Ana Maria Braga, evento esse conduzido pelo padre exorcista Marcelo Goldstein da Igreja Católica Apostólica do Brasil.
A revista "Veja" por intermédio do presidente do PortugalClub, Casimiro Rodrigues, me contactou no final da tarde de ontem para solicitar mais informações sobre o assunto.
Continuamos, "serenamente", aguardando um pronunciamento mais concreto por parte do sr. Reitor do Santuário de Fátima. As nossas perguntas, hoje solicitadas através de fax dirigido àquele Santuário são as seguintes:
1. No dia 31 de Março de 2007 uma das Imagens Peregrinas esteve presente ao casamento da apresentadora da rede Globo, Ana Maria Braga ?
2. Se a resposta for positiva, por intermédio de quem a referida Imagem Peregrina foi levada ao referido local ?
3. Se a resposta a primeira pergunta for positiva, quanto custa a um qualquer devoto ter uma Imagem Peregrina na sua residência ?
Se a resposta a primeira pergunta for negativa, se, de facto, houve um abuso por parte de Paulo Machado, pessoa que em declarações feitas a imprensa brasileira assumiu-se como portador e mensageiro da referida Imagem Peregrina, o assunto será levado as instâncias superiores do ICEP para que esse funcionário seja objecto de processo disciplinar.
[Leiam]
R. Jeffrey Smith, Washington Post: Hussein's Prewar Ties To Al-Qaeda Discounted - Pentagon Report Says Contacts Were Limited → AQUITratado Europeu. Polémica esperada
Cortina do medo. A possibilidade de um Tratado Europeu sem referendo irá com certeza gerar polémica, coo outrora as outorgas de constituições. E não sendo um mal em si o não haver referendo, já é péssimo que o referendo não se faça ou seja evitado apenas por medo, pelo que a imposição de um Tratado, por mais que os procedimentos sejam formalmente correctos, dará a prazo maus resultados numa Europa demasiado complexa para se pensar que se unirá apenas porque tem o medo em comum. Compreende-se que Bruxelas tenha pressa - está ávida de resultados políticos que escasseiam - mas se o referendo do Tratado pode conduzir a um beco (onde está, mas com saídas), é muito provável que a alternativa possa conduzir a um beco sem saída. O que é pior. Os grandes passos nunca deram bons resultados na construção da Europa até porque as águias nunca geraram pombas. Este pode ser o tema dominante da presidência portuguesa da UE.05 Abril 2007
[Radar] Etanol e Moratinos
Diplomacia do etanol. Dois economistas da Universidade de Minnesota, Ford Runge e Benjamin Senauer, juntaam-se às críticas de Fidel Castro à nova "diplomacia do etanol", que o Brasil e EUA procuram exportar – os dois países são responsáveis pela produção de 70 por cento de todo o etanol do mundo, prevendo a ampliação do uso de biocombustíveis para reduzir a dependência do petróleo. Ford Runge e Benjamin Senauer concluíram que o incentivo dos biocombustíveis deve ampliar a fome mundial, segundo um artigo a publicar na edição de Maio/Julho da revista Foreign Affairs. - Os economistas de Minnesota, invocando estudosdo Banco Mundial, referem que a iniciativa pode elevar os preços do milho e de outros alimentos, como a soja, a partir dos quais é possível produzir biocombustíveis. "Se os preços dos alimentos básicos subirem devido à procura dos biocombustíveis... o número de pessoas em situação de insegurança alimentar no mundo subiria em mais de 16 milhões por cada ponto percentual de aumento real nos preços dos alimentos", dizem, explicando que "isso significa que 1,2 bilião de pessoas poderão estar a sofrer de fome crónica em 2015, 600 milhões mais do que o previsto".
Moratinos rompe. Havana e Madrid restabelecem a cooperação suspensa em 2003, na sequência da crise diplomática entre a UE e Cuba. O chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, assinouem Havana um documento de compromisso para o restabelecimento de "todos os programas de cooperação" e ficou marcada para Setembro uma reunião da comissão mista a nível de secretários de estado. Com a visita a Cuba, Moratinos rompeu o cerco europeu a Havana ditado pela vaga de detenções e condenações de 75 dissidentes cubanos a penas entre seis a 28 anos de prisão, e da execução sumária de três jovens que tinham desviado uma embarcação para chegar aos EUA.
Diplomatas: apenas ascenção ou também recrutamento?
Matéria para debate. Todo o artigo de João Santos Lucas (Diário Económico) é matéria para debater a sério e com seriedade ler → AQUI, matéria perante a qual diplomatas, políticos e observadores não podem assobiar para o lado. João Santos Lucas que ainda há bem pouco tempo NV tinham contestado na avaliação que produziu sobre a reforma consular, volta à carga mas com argumentos e analogias de peso, desta vez sobre as representações diplomáticas. Justifica-se um briefing sobre o assunto. Virá briefing.Mas antes do briefing (hoje não que é a última ceia, amanhã por certo que é o calvário...) respiga-se do texto de João Santos Lucas:
- "
Actualmente, entre os 108 embaixadores da Índia, 7 não são diplomatas de carreira. Em Agosto de 2002, o MNE japonês introduziu a regra de que 20% dos seus embaixadores teriam origem fora do seu MNE e que outros 20% não seriam embaixadores de carreira. Os EUA têm cerca de 170 embaixadores acreditados pelo mundo, 31% dos quais não são de carreira. Esta percentagem tem-se mantido razoavelmente estável desde 1961. Kennedy e Reagan nomearam 32% de embaixadores “políticos”. Carter apenas nomeou 24% fora da carreira. Mas poucos de entre estes são embaixadores “políticos”. Na sua maioria têm origem no mundo dos negócios. Ellsworth Bunker, David Bruce, Claire Booth Luce, Mike Mansfield figuram entre os destacados embaixadores dos EUA que não pertenciam à carreira diplomática.
O vector mais poderoso desta mudança parece estar na importância atribuída à diplomacia económica. Como afirma Rik Coolsaet, professor de Relações Internacionais do Departamento de Ciência Política da Universidade de Gent, Bélgica, "diplomatas de muitos países não fazem segredo que a sua principal tarefa consiste, agora, em cuidar dos interesses comerciais do estado que representam".
O que Agapito recebeu por mala
Exuberante, Agapito agitava um postal de Páscoa Feliz naquele degrau a degrau para o Terceiro Andar:
- «Meu caro! O distinto colega frei Bermudas mandou-me por mala este postal de Páscoa, use-o! Eu vou entregar uma cópia ao ministro que precisa de alguma alegria! Páscoa Feliz! Ouviu? Páscoa Feliz!!!»
Livro do papa.
De Frei Bermudas, legado no Vaticano
"
O Vaticano marcou para 13 de Abril, na Sala do Sónodo do Vaticano, a apresentação do livro «Jesus de Nazaré» de Joseph Ratzinger /Bento XVI , designação adoptada pelo autor. O livro estará à venda nas livrarias no dia 16, na Alemanha (editora Herder), Itália (Rizzoli) e Polónia (Wydawnictwo M). Informo desconhecer-se nesta legação se o género do livro é ficção, ensaio, policial, auto-ajuda, esoterismo ou de viagens, lamentando-se nos meios diplomáticos de Roma que não tenha sido escrito e redigido apenas em modernissimo latim - dispensaria a maçada das traduções, sobretudo a polaca.
04 Abril 2007
Pedido de desculpas
Indevidamente, o nome do falecido embaixador Zózimo da Silva foi hoje citado na rubrica [Parabéns] , à falta de qualquer indicação sobre o lamentável desaparecimento, há alguns meses, do diplomata com que ao longo de muitos anos privámos. Como é sabido, o MNE não actualiza o Anuário Diplomático oficial desde 2004, único instrumento de consulta disponível sobre os elementos que integram a carreira, e além das Necessidades apenas excepcionalmente registarem o desaparecimento dos que dedicam a vida ao serviço do Estado. Também a Associação dos Diplomatas se dispensa da atenção que se esperaria justificadamente comovida e honrosa pelas más surpresas da vida que são as da morte a que mesmo os que se esquecem dos outros não escapam. Ora, NV no afã de se lembrarem dos outros, erraram. Julgamos que, por este motivo, tenha sido a primeira vez, e seja a última.
Por tudo isto pedimos desculpa a todos que neste nosso erro, com toda a razão, se sentiram perante uma falta de respeito, que não foi. Resta-nos, em invocação sincera, curvar-nos perante a memória do embaixador Zózimo da Silva. Aceitem as desculpas.
C.A.
[Ler:ou:Imprimir] Eis a questão
Tony Blair's Iran Opportunity (Arthur Herman, New York Post) → AQUI
Análise: For Bush, Fighting Democrats And Doubts (Peter Baker, Washington Post) → AQUI
Agencies to crack down on corruption in property market (Cary Huang, South China Morning Post) → AQUIDiplomacia Wikipedial. Seria conveniente esclarecer...
Manda a prudência. A polémica da licenciatura de Sócrates chegou à Wikipédia, e chegou assim demasiado longe para que não haja um esclarecimento cabal do assunto antes que termine esta fase de aparentemente intensa preparação da presidência portuguesa da UE. Pelas chancelarias há muita gente discretamente atónita com os episódios contraditórios, mas que já começa a dar sinais supletivos de perturbação com o silêncio oficial, depois das oficiais alterações no curriculo público do primeiro ministro, inexplicadas, de resto. Ora, Portugal entrar no calendário europeu com esta dúvida doméstica, pode ser uma bola de neve. Manda a prudência que isso seja evitado, se há fundamento para evitar.- E a Wikipédia não é de menosprezar, como enciclopédia livre que é. Há políticos portugueses que putativamente dispõem de secretários afanosos em actualizações nas respectivas biografias, e como um deles até foi MNE, será caso para se admitir que há de facto uma diplomacia wikipedial.
Ler o que hoje se descreve no Público ( → AQUI) e em todo o caso as notas de referência da enciclopédia → AQUI
[Barómetro:Rápido] MNE não pergunta, perguntam NV...
Até Sábado: Considera que a política externa portuguesa... tem visibilidade? É apagada? Ou não é carne nem peixe? Sondagem já on-line.
Resultados anteriores. Para os notadores, o discurso de Manuel Lobo Antunes sobre o Tratado de Roma, no Parlamento, foi, por ordem de grandezas, Bom para 26.09%, Péssimo para 21.74%, Genial para 17.39%, Mediano para 17.39% e Mau para 17.39%...
- Como Bom+Genial dá 43,48%, Péssimo+Mau dá 39,13% e o Mediano 17,39% não conta porque é nim, os protagonistas executivos estão divididos, diria Cavaco.
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Barómetro/NV
03 Abril 2007
[Radar] Venezuela à frente da OEA...
A Venezuela assume, nesta quarta-feira, a presidência do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), com sede em Washington. Compete a Caracas preparar e organizar as próximas sessões da Assembleia Geral da OEA (3 a 5 de Junho) no Panamá. Dura pouco tempo, mas diplomaticamente promete.Desatenção de NV. João Salgueiro, vai a tempo...
É verdade. Escapou completamente a NV relevar a forma como o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, se referiu ao esforço da facilitação portuguesa na sessão informal da Assembleia Geral que aprovou a resolução sobre a reestruturação do Departamento de Operações de Paz. Mas estamos perdoados porque também escapou ao BID, e, além disso, nenhuma "fonte oficial" disse à Lusa para que o resto do mundo noticiosamente dependente dissesse... O assunto é tão importante que o próprio Ban Ki-moon voltou a falar disso na visita que fez ao aquartelamento Cervantes da FINUL (Líbano) há dias. "Let me also thank the distinguished and able facilitators – His Excellency Ambassador Lovald of Norway, His Excellency Ambassador Kariyawasam of Sri Lanka, His Excellency Ambassador Salgueiro of Portugal and His Excellency Ambassador Rosselli of Uruguay -- for their crucial contribution in moving the consultations forward to allow for today's adoption of the two resolutions", disse Ban Ki-moon na Assembleia Geral (discurso na íntegra AQUI → Notas Formais)
Braga. Mais um disco de prever...
"Culminará". A Secretaria de estado das Comunidades Portuguesas (Braga presente), o SAPO, a Valentim de Carvalho e a RTP apresentam amanhã (4), nas Necessidades, o projecto LusaVox, um concurso on-line que, segundo nota oficial "tem como objectivo principal promover a língua e cultura portuguesa, através da difusão de música da autoria ou interpretada por cidadãos portugueses residentes no estrangeiro ou luso-descendentes, que culminará com a edição de um disco a gravar em Portugal".
Amado. Mais uma chapa zero
Chapa Zero. Luís Amado recebe amanhã (4) o Secretário-Geral da União do Magrebe Árabe* , Habib Ben Yahia, ex-MNE da Tunísia, para a chapa zero: "As prioridades e o diálogo euro-mediterrânico na próxima Presidência portuguesa da UE, as perspectivas para o diálogo euro-árabe, as relações UE-Mediterrâneo, - no quadro do Fórum Mediterrâneo, o Diálogo 5+5 bem como o Diálogo Mediterrânico da NATO -, como ainda a Cimeira UE-África, as migrações e o Processo de Paz no Médio Oriente"... Elucidados.
- * Organização fundada em 1989, com sede em Rabat, agregando a Argélia, Marrocos, Tunísia, Líbia e Mauritânia.
Não há papa. A 13 de Maio, vai aparecer o cardeal Sodano
De frei Bermudas, nosso legado no Vaticano:
- "
Reencaminho em francês tal como ouvi, aqui, no Vaticano: Nommé le Cardinal Angelo Sodano, doyen du Sacré Collège et Secrétaire émérite de l'Etat, son Légat pontifical pour la célébration d'ouverture du 90ème anniversaire des apparitions de la Bienheureuse Vierge Marie à Fatima (Portugal, 12-13 mai 2007). Portanto, não há papa, a missa deve ser em latim e sem palmas - tudo muito diplomático.
02 Abril 2007
[Tamanhos oficiais] Do menor ao maior...
Expo'Vaidades. Passado o estágio da maioria absoluta ou o temor do rdículo, as fotos oficiais escolhidas ou toleradas pelos governantes nos sites dos respectivos departamentos já dão uma ideia de como vêem o mundo ou se olham para si próprios, ou ainda como querem que os outros os vejam. Não há ainda, como na Coreia do Norte, decreto-lei para determinar os tamanhos das fotos, ou pelo menos portaria que faça secretários de estado respeitar nas aceitáveis proporções o tamanho de ministro, mas já há práticas de ridículo que até na República do Lesoto são ridículas. Vejamos o caso das Necessidades, com os exemplares disponíveis no site oficial, nos exactos tamanhos de fotos e olhares dos protagonistas que aí constam, escrupulosamente do menor ao maior, sendo indevido acaso filosofar com isso sobre alguma ordem de vaidades.




António Braga...
... quase um discreto selo (confirmar → AQUI)

Luís Amado...
... pose institucional de ministro irónico em estado de olhar sério (confirmar → AQUI)

João Gomes Cravinho...
... aquela foto à mão de semear (confirmar → AQUI)

Manuel Lobo Antunes 1...
... pose sem aplique (confirmar → AQUI)

Manuel Lobo Antunes 2...
... com aplique ao alto à direita sem pose (confirmar → AQUI)
Pelas chancelarias. Otite...
- Em algumas chancelarias onde a língua portuguesa é bem entendida e melhor percebida, o assunto da OTA é seguido com algum assombro e já se comenta que o governo, quando finge não ouvir tendo ouvivo ou quando ouve diferente do alguém disse imputando o que não disse, dá sintomas de otite...
[Euro:Corrupção] Nem tudo vai bem no reino da Comissão...
Para já, boas leituras por → AQUI e por → ALI, mas há uma carta endereçada a Durão Barroso que circula na Comissão e que dá que pensar. Daremos conta até porque a Euro Omerta é um dos principais obstáculos à implantação de uma verdadeira democracia europeia...[Consulados:França] Resultados por áreas
Resultados por áreas consulares → AQUI em Notas Formais.
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Consulados
01 Abril 2007
[Consulados:Consulta:França] O dobro dos votantes nas presidenciais...
Resultados, a seco. A imaginosa consulta promovida nas áreas de emigração em França, implicando Paris, Nogent, Versalhes, Orléans e Tours, sobre a reforma consular, deu como resultado o seguinte:
A consulta foi promovida pelos Colectivos de defesa dos Consulados de Portugal em França e pelo o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e, para os promotores, o número de votantes ultrapassou em muito as expectativas mais optimistas: para as eleições Presidenciais de Janeiro de 2006, nas mesmas áreas consulares, votaram 3.361 Portugueses. Para este referendo, tal participação foi duplicada.
O Conselho das Comunidades Portuguesas solicitou uma audiência ao Presidente da República, aguardando a todo o momento o agendamento. O mesmo órgão represntativo dos emigrantes diz que também tem vindo a solicitar, em vão, uma audiência com o Primeiro Ministro.
- Total de votantes: 6.565 (51 mesas de voto)
6.522 não concordam com o encerramento dos Consulados
34 concordam com o encerramento dos Consulados
9 votos nulos
A consulta foi promovida pelos Colectivos de defesa dos Consulados de Portugal em França e pelo o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e, para os promotores, o número de votantes ultrapassou em muito as expectativas mais optimistas: para as eleições Presidenciais de Janeiro de 2006, nas mesmas áreas consulares, votaram 3.361 Portugueses. Para este referendo, tal participação foi duplicada.O Conselho das Comunidades Portuguesas solicitou uma audiência ao Presidente da República, aguardando a todo o momento o agendamento. O mesmo órgão represntativo dos emigrantes diz que também tem vindo a solicitar, em vão, uma audiência com o Primeiro Ministro.
À pergunta «Concorda que o Governo encerre os Consulados de Nogent, Versailles, Orléans e Tours e crie um mega-Consulado em Paris?», os Portugueses residentes nestas áreas consulares responderam claramente que não - 99,35%.
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Consulados
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