29 fevereiro 2008

Notadores De «um velho servidor»

«Um velho servidor», servidor do estado, diga-se, e que se identificou cabalmente, não sendo difícil termos apurado rapidamente que se trata de pessoa proba e respeitada, transmitiu o seguinte desabafo a NV:
      "
      É que mais vale uma mentira deles que um milhão de verdades do humilde servidor.

Disse muito mais, no entanto mais não reproduzimos e muito menos reproduzimos matérias chegadas por diversas vias (nomes de gente trajada de colarinho branco, lugares e testemunhas) porque aguardamos pacientemente que não seja necessário surgir um Marinho Pinto na carreira. Julgamos que a SEDES não tem ninguém disponível...

Eurosilêncio português

Muito bem cairia no agrado geral que os eurodeputados portugueses garantissem que não há vítimas nacionais no relatório sobre a fraude dos eurocacaus. Será também confidencial garantir que não há vitimas? Ou há? Até agora há um sepulcral silêncio que contrasta com prontidões nos encómios em bicos de pé e noutros exercícios.

LETRA OFICIAL Louvor da escola de Freitas

      • Viatura impecável. O tenente-general Vasconcelos Piroto, vice presidente do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência, assina o Louvor n.º 187/2008. Louvado é o motorista Monteiro, por, entre coisas gerais manter «sempre a viatura impecável e praticando uma condução cuidadosa e segura». Louvor da escola de Freitas.

      • Adeus Roterdão. O despacho foi assinado por Luís Amado em 18 de Julho do ano passado mas só hoje tem letra oficial. Determinada pelo MNE , a extinção do Consulado-Geral em Roterdão, passando a Secção Consular em Haia a ter a seguinte área de jurisdição consular: território do Reino dos Países Baixos.

      • Adeus Nogent-sur-Marne. Assinado em 29 de Janeiro, foi relativamente rápido dar força legal à extinção do Consulado em Nogent-sur-Marne, cuja área de jurisdição passa para a área de jurisdição do Consulado-Geral em Paris. O despacho produz efeitos a 14 de Março.

      • E adeus Versalhes. Assinatura a 1 de Fevereiro, força legal hoje para a extinção do Consulado em Versalhes, passando a área de jurisdição para o Consulado Geral de Portugal em Paris. Efeitos reportados 15 de Fevereiro.

      • Questão de área. Na área da imprensa internacional. Luís Amado nomeou Fátima da Conceição para prestar colaboração especializada na área da imprensa internacional. Especialização em grande área.

      • Juiz na NATO. Com a redundância de «obtida a aceitação do interessado e a minha concordância», como se alguém pudesse ser nomeado contra sua vontade ou nomear-se contra a vontade do ministro, hoje também força legal para a nomeação do juiz conselheiro do Tribunal de Contas, Ernesto da Cunha, para o Conselho de Auditoria da NATO — IBAN ((International Board of Auditor for NATO, para que não haja dúvidas). Para respaldo das funções, o juiz naturalmente que fica em regime de comissão de serviço, no cargo de conselheiro técnico na DELNATO, em Bruxelas, com abonos «inteiramente suportados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros», o que talvez seja o mesmo que dizer FRI.

      • Avaliação. E no Louvor n.º 188/2008 dado à 3ª secretária de embaixada Carolina Barata Cordeiro, o ministro diz que as qualidades profissionais e pessoais da louvada «são garantia de uma promissora carreira ao serviço da diplomacia portuguesa, em cujas mais jovens gerações ocupa um lugar destacado». Letra oficial é oficial.

      • Aleluia. Nacionalidade portuguesa, por naturalização, para mais 67 novos cidadãos. O ritmo sobe.

      • Amizade. Concedido o estatuto de igualdade de direitos e deveres também a mais 39 brasileiros. Tratados de amizade, por amizade ou com amizade.

Clicar & Ouvir Eurocacaus

Na SIC, Fernando de Sousa reportou sobre apreciáveis montantes (149 milhões de euros) usados por eurodeputados pondo em crise a honorável representatividade dos cidadãos da União. Haverá portugueses metidos nisso? Era bom saber-se, tal como há desastres de avião. O relatório sobre a fraude é por ora confidencial, mas saber-se-á. É para Clicar & Ouvir AQUI

Muito lido o produto da Tailândia...

A avaliar pelo número de e-mails, foi muito lido o tal produto directamente vindo da Tailândia...

E bastantes mensagens dão conta de discretas pressões para que o livro de Pedro Faria saia de cena. Real Mesa Censória?

Resenhas Ana Gomes e judicializações

      • Pois, Ana Gomes contra «a vulgar manobra de diversão» de Paulo Portas na reacção a declarações de Jaime Silva «por menos politicamente correctas que estas tenham sido», como diria Vital Moreira temendo a judicialização da política.

      • Por Jorge Mata, no Livro de Ponto, fica-se a saber que «a acção declarativa de condenação tendente à redução a escrito dos contratos individuais de trabalho dos auxiliares de serviço nas Residências foi instaurada (dia 21), contra o Estado Português, no Tribunal do Trabalho de Lisboa». É a juddicialização da precaridade...

Mais uma onda

Abaixo-assinado a correr nos serviços externos do MNE.

Diz o STCDE:


"
Não contente por ter substituído progressivamente funcionários por contratados a termo, o Governo vem atrasando a renovação dos contratos, não garantindo assim a Segurança Social a estes trabalhadores e, pior ainda, deixando-os sem salário, situação que se verifica desde Dezembro.

Recusando-se a abrir concursos de recrutamento (ou quaisquer outros) para os Serviços Externos, o Governo vêm aumentando exponencialmente o recrutamento precário, que desde o tempo de Martins da Cruz foi multiplicado por mais de 10, tendo passado de pouco mais de 30 trabalhadores para quase 400, e sendo entretanto o vínculo exclusivo nas novas Embaixadas e Consulados – Letónia, Estónia, Lituânia, Eslováquia, Eslovénia, Chipre, Malta, Líbia, Xangai e Manchester.

Simultaneamente, ocupado com tudo excepto com os direitos de quem trabalha, o Ministério mantém umas duas centenas de trabalhadores do quadro sem Segurança Social, os quais não podem tratar-se nem reformar-se, mesmo que inválidos ou já com 80 anos.

E, propagandeando a política cultural externa e o reforço das tarefas do Instituto Camões, persiste na política de não dotar os trabalhadores em serviço nos Centros Culturais de enquadramento legal, mantendo-os sem contratos de trabalho, a maioria sem Segurança Social, várias dezenas a receber salários inferiores ao salário mínimo nacional.

Promoções

      As promoções a ministro-plenipotenciário, prometem... Oxalá, para se afastar hipóteses-limite, que o Ministério Público não tenha trabalho por isso. Mas que há promessa de trabalho, lá isso há.

Ler & Concluir Garra de jornalista


Depois de alguma resistência por receio de mais alguma peça de história romanceada, estamos a ler este 1808, de Laurentino Gomes. Afinal, nenhum fundamento para a resistência. Mesmo o que já é sabido e conhecido não sendo novo, parece novidade e impõe-se como novidade, sobretudo quando são identificados aqueles tiques que perduram na sociedade portuguesa e acabam também em tiques da política externa e da diplomacia (sobretudo da diplomacia manhosa), fuja rei, renuncie presidente, se plebiscite chefe, haja guerra à porta ou nos julguemos ilhéus rodeada de paz mesmo que tenhamos um vulcão debaixo dos pés. Para além da garra de jornalista (garra que é um dom improvável num académico mesureiro para a sabedoria), Laurentino Gomes deixa à evidência que o romance histórico dá muito menos trabalho, sendo este o género talhado para muito trapalhão sem querer. Laurentino Gomes não é desse género e trabalhou. Possivelmente deu-lhe muito trabalho identificar os tiques que atmbém no Itamaraty, tal como nas Necessidades, muita gente não sabe de onde vêm, vindo de longe e nada adiantando romancear.

Parabéns? Ninguém



O dia 29 de Fevereiro é o único subterfúgio do calendário.

28 fevereiro 2008

Carlos Coelho. Uma pergunta por cada ano da vida de Cristo

Acreditamos piamente.

Sabemos todos como a Ex.ma Sr.ª D. UE, uma vez separada judicialmente de SEXA Senhor Manuel Exercício da PPUE e Noronha, perdeu porta-voz, ficou com a renda vitalícia do site e, como se costuma dizer em momento de quaresma, aguentou o supremo sacrifício do referendo com a prévia e bíblica certeza dos aleluias da ressurreição do Tratado de Lisboa.

Ora, CarlosCoelho.eu, entendendo-se este ponto-eu como prova de demarcação do apelido da cônjuge separada que é vírgula-ue, também quaresmalmente, apresenta-nos 33 perguntas sobre a matéria que reconhecidamente subiu aos céus para ratificação sem que a generalidade dos discípulos saiba as respostas. E como cada pergunta corresponde a um ano da vida de Cristo, ficamos crentes porque o sepulcro está vazio.

┌ Ponto↔Crítico ┐ 15Quem proíbe o jardineiro de formular o problema?

Para alguns embaixadores tem sido quase praxe: chegados à disponibilidade, entram no serviço activo da memória. Alguns até, que nunca produziram uma linha de pensamento sobre política externa nem uma única sílaba sobre diplomacia, na disponibilidade salta-lhes a rolha, fazendo cruzar com estendal biográfico, bastante roupa de acertos de contas em que não é difícil notar alinhavos indirectos ou mesmo bordados directos, directos sobretudo se os visados estiverem já a contas com Deus. Aí temos na estante bastantes volumes sobre os quais se poderá dizer, parafraseando Sampaio - Traduzem uma acção altamente meritória. Mas isso, de gente lá do alto da carreira, com fronteira nos ministros plenipotenciários, restando para os conselheiros e secretários que como tal se congelaram na disponibilidade, uma espécie de vergonha editorial que mais não será que continuidade da linhas e sílabas que na vida activa também mostraram nunca ter possuído.

Quanto aos cá de baixo, quanto a essa casta de baixo dos escriturários, operadores, motoristas, jardineiros, funcionários do quadro que passaram a vida escrever, tantas vezes substituindo quem deve escrever e que apenas assina por baixo textos com direitos de autoria alheia, a todos esses o direito à memória tem sido entendido tradicionalmente quase como coisa que lei deveria proibir ou pelo menos condicionar, sabe-se lá, por via de alguma Real Mesa Censória. Certo é que além desse subentendimento, a vontade dos escriturários para escrever também não tem sido grande, contando-se os casos pelos dedos, embora matéria não lhes falta. O caso de José Martins, assistente administrativo na Embaixada em Banguecoque, é uma dessas excepções a que, pelos vistos, a net deu asas, tal como excepção é o caso de Pedro Faria, o motorista que anos e anos deu voltas ao poder em Nova Iorque e produziu livro, livro incómodo, diga-se, mas ponto de vista de um escrutínio a que o poder não está habituado em Portugal e que até desejaria submeter previamente à tal mesa censória como nos tempos da D. Maria I.

Ora, apetece fazer um apelo a todos os Josés Martins e Pedros Farias que o MNE cumprimenta risonhamente pelo mundo fora, que, tendo escrito toda a vida, esdcrevam chegada a hora da memória. Que escrevam com a frescura do sentimento de redigir um ofício ao estado, sem que outro assine não sendo autor e palitando os dentes fora das horas do protocolo. Que escrevam aporteguesando a verdade, já que a verdade em Portugal parece ser estrangeira. Ponham no papel ou na net o problema. Sou dos que acreditam que até um jardineiro da residência oficial pode formular o problema. Isso não lhe está interdito.

Aos diplomatas, o apelo é desnecessário, pois os diplomatas têm o dever de inspecção e a inspecção já não está em tempo de agir como real mesa censória. Por outras palavras, nenhum procedimento que fragilize o estado pode ser em tempo algum recorberto como segredo de estado. Um segredo só é de estado quando é a bem e no interesse de estado. Também temos na estante, felizmente, bastantes livros de diplomatas que não estão à espera da disponibilidade para justificarem que nunca tiveram tempo para as linhas de pensamento. Um diplomata que escreve na vida activa faz uma dádiva ao outro lado do estado onde nada deve ser secreto, ou apenas cinicamente carimbado como secreto.

Carlos Albino

Produto vindo directamente da Tailândia Não dá para rir, antes pelo contrário

Santo Deus! O que estes 25 anos de serviço diplomático
têm dado e retirado ao estado português
e que não chega à Sala do Senado de Jaime Gama!


O que AQUI se descreve. Se foi verdade, insónias para alguns. Não é uma barroca comunicação à Academia de Ciências de Lisboa, muito menos charla chatamente académica de honoris causa na Aula Magna, mas factos e fotos da vida numa chancelaria, narrados por servidor que se diz modesto probo e honrado, como outros menos modestos não poderão dizer. É de ler porque, se isto é verdade, há currículos borrados, ou para corrigir e aumentar, como se dizia nos dicionários do Torrinha.


Fazendo lembrar os biombos Namban de Nova Iorque
Naco da prosa menos importante que o restante:



"
Era assim o diplomata Mello-Gouveia... Um homem sem preconceitos e vaidades de outros embaixadores que vim depois a servir. Porém era um crítico mordaz à "más obras" ou aos defeitos dos seus colegas. Nunca o vi ao lado de "virgens" desfloradas ou defender frades "devassos" que se movimentavam nos claustros do convento. Isso aconteceria anos depois de quando coloquei a desonra, à luz do dia, ao embaixador Mesquita de Brito (um bom homem) de uma virgem e peremptoriamente me afirmou: "não gosto que me fale mal dos meus colegas"! O motivo foi porque umas peças raras de cerâmica, importadas da China, que estavam há cerca de um século na arcada da "Nobre Casa" tinham sido levadas no contentor da bagagem para Lisboa. No lugar delas ficaram umas cópias compradas numa cerâmica de Ratchaburi e uns toros de madeira.

Restante e antecedente, tudo AQUI, leiam com paciência, se imprimirem lerão melhor porque a língua não tem osso e o papel tudo consente, diz-se na terra de Manuel IX Paleólogo© que por acaso é mesma terra de António Aleixo.

O Apito Dourado de Ban Ki-moon

Para que não haja confusões, ponha-se de lado esse trauma nacional nacional de apitos e usemos castelhano, Silbato Dorado, pois... es la verdad que el Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-moon se presentó (25, Nova Iorque) para tomar la palabra en la inauguración de la 52a Sesión de la Comisión sobre la Condición social y jurídica de la mujer. Aprovechó la ocasión para anunciar el inicio de una campaña mundial contra la violencia contra la mujer. El discurso de Ban Ki-moon fue breve y claro, y, por si alguien no captara la idea, al fin de su discurso, sacó un pequeño silbato y pitó fuerte por mucho tiempo.

Se a moda pega em Portugal, vamos ter muitos apitos. Três silvatos dorados à disposição já de Cavaco, Sócrates e Amado. O MNE, então, tem muito que silvatar.

LETRA OFICIAL Aleluia! Somos mais 50!

      • Um mês depois da decisão, é que esta passa a letra oficial: face ao agravamento da situação humanitária no Chade/República Centro-Africana (parecer favorável, por unanimidade, do Conselho Superior de Defesa Nacional, em 24 de Janeiro), o governo decide (31 de Janeiro) que um contingente constituído por uma aeronave C-130, tripulação e pessoal de apoio, integre, durante dois meses, a missão humanitária da UE de apoio aos refugiados do Darfur.
      • Por decretos (alguns de há mais de um ano, um até de 2006!), concedida a nacionalidade portuguesa por naturalização a 50 pessoas, portuguesas agora.
      • Por despacho de 29 de Janeiro, também agora letra oficial para a atribuição do estatuto de igualdade de direitos e deveres a 13 cidadãos brasileiros, o que nem sempre é número de azar.

Parabéns


O segredo diplomático deixa de ser segredo se for confiado a quem o guarda.
- Manuel VIII Paleólogo©


      • Manuel Borges Grainha do Vale, conselheiro de embaixada, na direcção dos serviços da América

27 fevereiro 2008

Briefing Programa Manuel Pinho

Briefing. «Apenas na Europe's West Coast e no Allgarve é que se pode colocar Europa Central e Europa do Leste no mesmo mapa, além de só aí se tomar a Índia pela Betesga e Vasco da Gama pelo Rossio» – frisou Manuel VII Paleólogo© , no país que em matéria de notícias da inovação só frisa e amiúde.
1 – Dureza e burburinho
2 – Programa Vasco da Gama
3 – O Leste que é Centro
4 – Kit cívico


1 – (Notas Verbais foram de grande dureza para Sua Excelência o Senhor Ministro Manuel Pinho na questão do Programa Vasco da Gama.) – Isso é uma pergunta ou uma resposta?

(Trata-se apenas de uma observação e se quer que lhe diga de um reparo.) – Com certeza! Mas já agora que jornal, rádio, agência ou televisão a senhora representa neste briefing?

(Bem... sim... na verdade não sou jornalista...) – E está aqui? Pode dizer o que faz?

(Sou assessora de imagem de um ministério...) – Nem precisa de dizer que ministério, nem quem a mandou. Por favor abandone a sala. Aqui não são admitidos assessores nem assessoras. Desculpe mas é assim.

(Burburinho na saída à saída que acabou por ser compulsiva, e retoma da sessão)

(Como é que o senhor percebeu que não era jornalista?) – Então não se viu logo com tanta excelência e tanto senhor? Não sabe que em Portugal os jornalistas mesmo que nunca tenham estudado uma linha de direito tratam o presidente do Tribunal Constitucional quase tu cá tu lá?

(Essa agora é forte. Há mal nisso?) – Há tanto mal nisso como naquilo. Se faz favor, vovê! Tem precedência. Se faz favor...)

2 - (Gostaria de saber bem essa história do Programa Vasco da Gama anunciado por Pinho.) – Com certeza, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Em vez de Pinho, pelo menos diga Manuel Pinho, custa-lhe?

(Desculpe.) – Respeitinho, pois. Posso dizer-lhe que o ministro dos Negócios com o Estrangeiro, Manuel Pinho, como foi já divulgado, com efeitos reportados ao dia 20, lançou a 25, novo programa dedicado à formação no exterior para gestores de pequenas e médias empresas que tenham até 35 anos. O programa chama-se Vasco da Gama e segundo Manuel Pinho é uma «espécie de Inov Contacto para gestores». Foi divulgado também que os interessados em participar neste programa têm que ter mais de três anos de experiência profissional e dominar pelo menos uma língua estrangeira.

(Porquê esse dia 25 com efeitos a 20?) – Compreenda! É que entre 20 e 25, muita gente poderia completar 35 anos, e num programa desses cinco dias contam muito. Mas continuando, e continuamos a reproduzir o que foi divulgado, o Vasco da Gama tem como intuito proporcionar aos gestores portugueses a possibilidade de conhecer outra realidade, que não a portuguesa.

3 - (Mas isso é bom! Qual é o problema?) – A ideia desse programa, que está longe de ser uma genuína ideia portuguesa, é coisa normal em muitos estados com estratégia consolidada na acção económica externa, é boa, mas não posso esconder que por entre observadores bem colocados e nos meios diplomáticos capazes de tratar por tu-cá tu-lá o presidente do Constitucional, muito se estranhou que tivesse sido anunciado que, assim mesmo, a Europa do Leste, a China e a Índia vão ser os países de eleição do Vasco da Gama, tal como referiu o portal da AICEP.

(Estranhou-se porquê?) – Estranhou-se que Portugal e responsáveis portugueses mais uma vez chamem Europa de Leste à área que os países visados querem que seja politicamente recentrada na Europa Central e nisso insistem, insistindo-se em Portugal na asneira. Ou seja, a estranheza está em que para uma boa ideia mesmo que não seja de inovação, a aplicação é feita a leste.

(Mas referiu-se também a quem lamentou...) – Sim, lamentou-se que, para além da China, seja a Índia um país de eleição para o programa com o nome de Vasco da Gama, sabendo-se que Vasco da Gama tem sinónimos e antónimos. Para China tanto fará que seja Vasco da Gama ou Pizarro (dado o casamento turístico em regime de comunhão de adquiridos com a Espanha, os cartazes nupciais sempre são mais à borla) mas para a Índia é preciso mesmo desconhecer que há por lá dicionário de antónimos, com polémicas sem sentido e até campanhas acintosas recentes. Um ministro que se empenha em nome da modernidade na promoção da Europe's West Coast e do Allgarve, teria mais por onde escolher do que este Vasco da Gama para a Índia... Essa ideia da Europe’s West Coast foi descrita como, início de citação, a assinatura da nova campanha de promoção do país que pretende alterar a percepção externa da imagem de Portugal, posicionando-o como o País moderno, inovador e empreendedor que já é na realidade, fim de citação. O Vasco da Gama é o regresso às naus e caravelas e para indianos, é a assinatura de fantasmas sem proveito. Nós de Vasco da Gama retemos o seu caminho para a Índia, mas há muitos indianos, e por entre eles bastantes que por delicadeza cultural o não dizem, que retêm apenas o seu caminho por terra.

(Será um pouco como que criar para Angola um Programa Emancipação do Enclave de Cabinda?) – Não digo tanto, mas equivalerá a escolher para o Kosovo um Programa Tratado de Simulanco ou para Marrocos um Programa Infante Santo.

(Essa do Allgarve também não foi lá grande inovação, foi cópia...) – Sobre isso, Isabel Pires de Lima que explique pois já está em naquele descanso que permite explicar. Já quanto a este Programa Vasco da Gama, além do nome ser um antípoda da Europe's West Coast também não é inédito no nome, além de que indicia haver gente que quando se quer servir da história apenas acerta em pesadelos. Um bom sonho na História como sem dúvida Vasco da Gama representa ou simboliza, pode equivaler a um pesadelo na Economia – história é conversa, economia é cognac.

(Explique essa.) – Há oito anos, exactamente em 2000, foi esse o nome do programa criado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Esse outro Programa Vasco da Gama surgiu com o objectivo principal de promover e potenciar a mobilidade de estudantes entre escolas nacionais do Ensino Superior Politécnicos. Para politécnicos até teria a sua piada na era dos kits cívicos, mas para a economia não é por aí que se descobre o caminho da inovação para a Índia.

(Está a ser de grande dureza para Manuel Pinho...) – O senhor é jornalista ou pretende dizer que quer ser meu assessor?

(Seu assessor? Nem pensar!!! Vou sair da sala e da sala!) - Como queira, isto é um briefing e não uma sessão do Prós e Contras.

LETRA OFICIAL Questão de vistos de residência (mobilidade UE ou CPLP)

      • Portaria que define os termos para obtenção de vistos de residência a nacionais de Estados terceiros que participem em programas comunitários de promoção da mobilidade para a UE ou para CPLP ou no seu interesse, para efeitos de estudo, de participação num programa de intercâmbio de estudantes do ensino secundário, de estágio profissional não remunerado ou de voluntariado. O MNE obriga-se a informar a secção consular da embaixada, o consulado -geral ou o consulado português da área de residência do requerente sobre pedidos formulados e decisões adoptadas.

Parafraseando

Há certos governantes que fazem política de governo, como os Miguéis de Vasconcelos a fazerem o 1640...

Blogue da Embaixada em Paris.

Afinal, desde 26 de Novembro, a Embaixada em Paris tem um blogue que se chama assim mesmo: Ambassade du Portugal en France - Actualités. Mas parece que, depois de hiatos, parou em 7 de Fevereiro. Será um virtual contágio dos consulados virtuais?

Orientada Tailândia

Chama-se Aqui Tailândia, memórias de um servidor do estado em Banguecoque (José Martins) que viu desfilar embaixadores e embaixadores e que os retrata... Não esteve ao volante do poder como Pedro Faria em Nova Iorque, mas conta coisas e, algumas, que coisas! Respigaremos algumas dessas coisas, algumas nada dignificantes.

Kosovo

Pensam alguns, nomeadamente o embaixador da Eslovénia, que aquilo é o Kosovo de Colombo... Não é.

Agapito, sem escutas

É ele, jurando não pertencer à SEDES:

      - Meu caro! Olhos nos olhos! Se aparece um Marinho Pinto na carreira, então temos a auto-regulação estragada e muito verniz estalado.

O que dirão?

O que dirão os jovens diplomatas perante certos espectáculos e certos jogos que começam a presenciar? Alguns espectáculos presenciaram já alguns deles logo no concurso... Há histórias para contar, agora que a distância do tempo permite.

E assim nem chegamos cá

E pelas bandas dos funcionários dos serviços externos do MNE, as coisas não estão melhor, segundo parece. É que contra tudo sempre se pode fazer alguma coisa bem explicada, como diria a ministra Lurdes Rodrigues, mas contra todos jamé, jamé como o ministro Mário Lino comprovou. Lá para a tarde, diremos mais.

Paulo Casaca. A peça está boa

Como a peça está boa, aqui segue mais uma prova
dada por Paulo Casaca.


O Comissário Europeu responsável pelas Pescas e Assuntos Marítimos, Joe Borg (foto), manifestou esta terça-feira, em Bruxelas, o seu reconhecimento pessoal pelo empenho evidenciado pelo Deputado Europeu Paulo Casaca enquanto relator, na Comissão de Controlo Orçamental do Parlamento Europeu, de um relatório especial do Tribunal de Contas, apresentado em Dezembro, que confirma as conclusões de um estudo promovido pela Comissão Europeia, extremamente crítico do modelo de gestão centralizada das pescas.

Joe Borg revelou que os documentos em causa foram determinantes para as propostas que a Comissão tenciona apresentar ainda durante este ano, no domínio do controlo, inspecção e sistemas sancionatórios que se relacionam com a protecção dos recursos piscatórios comunitários.

O Comissário Europeu relembrou que o futuro das regiões costeiras europeias e dos mais de 120.000 postos de trabalho inerentes ao sector das pescas dependem de uma exploração sustentável de recursos. Embora exista regulamentação comunitária a esse nível, ela não será efectiva se não for acompanhada de um sistema de verdadeiro controlo, salientou.

A Comissão Europeia pretende, assim, reforçar os mecanismos de controlo ao nível dos Estados-Membros, designadamente no que concerne à melhoria da fiabilidade dos dados de pesca recolhidos, desde o início do processo de captura, cobrindo as descargas efectuadas nos portos, leilões, mercados e importações, mediante as oportunidades que hoje em dia são oferecidas pela tecnologia disponível.

A “revolução” prometida para o sector visa ainda a uniformização de centenas de imposições comunitárias, que neste momento se encontram dispersas por duas dezenas de regulamentos, no âmbito de um processo de simplificação e racionalização de recursos, permitindo reduzir custos administrativos.

Joe Borg comprometeu-se, igualmente, a reforçar os mecanismos de prevenção em áreas em que sejam contabilizados factores de risco ao nível da sustentabilidade do sector, mediante o recurso à suspensão das actividades de pesca com base em condições negociadas previamente ou ao fim das ajudas comunitárias em situações de incumprimento dos regulamentos europeus.

Uma melhor harmonização das sanções aplicadas nos vários Estados-Membros e um reforço da cooperação para a implementação de metodologias comuns de inspecção e controlo, são outras das propostas que a Comissão se prepara para apresentar com vista ao alcance de uma política coerente de controlo das pescas participada por todos os agentes activos do sector, entre autoridades governamentais, administrativas, Conselhos Consultivos Regionais, inspectores e a própria Agência Comunitária de Controlo das Pescas.

Antes de apresentar uma proposta de novo regulamento, o que se espera aconteça antes do final do corrente ano, a Comissão conta desde já proceder a melhorias neste domínio, prevendo a eliminação de falhas no actual Sistema Europeu de Monitorização de Embarcações, a implementação de registos de pesca electrónicos, o aperfeiçoamento de bases de dados e a avaliação do nível de sanções impostas pelos vários Estados-Membros tendo em vista a subsequente uniformização de procedimentos.

Assim não vamos lá

Sim, haverá mal estar. Afinal o critério da antiguidade para colocação dos secretários de embaixada, vigora ou não vigora? E o que é essa coisa do Rio e de Cuba que não se percebe bem? E essa outra coisa de Madrid? Voltámos aos jantares de influência, como se as instituições não funcionassem?

Parabéns

        É verdade, metemos água. Ontem, dia 26, foram os aniversários do embaixador José Caetano Andrada da Costa Pereira (na foto), chefe da missão em Berlim, e do adido de embaixada Gonçalo Soares Silvestre, nos Serviços das Organizações Políticas Internacionais, como já se corrigiu sem fingir que o tempo passou.
        As nossas desculpas e redobrados parabéns, embora tardios.

Hoje, sim


Quando por diplomacia nos metemos na pele dos outros, sente-se aquela fraternidade que é inegociável.
- Manuel VI Paleólogo©

      • Miguel Calheiros Velozo, conselheiro de embaixada, em Ankara

26 fevereiro 2008

Briefing Tão longo que vale por dois meses

Briefing. «A eloquência é a secção consular da diplomacia» – afirmou Manuel V Paleólogo© a um embaixador persa, nas novas oportunidades do ID.

1 – Declaração prévia
2 – Obras do Convento do Sacramento
3 – O que não se pode dizer à SEDES
4 – Orçamento do MNE
5 – Optimismo
6 – 2008, ano da reforma do MNE
7 – Círculo vicioso
8 – Criacionismo
9 – Segurança das missões
10 – O que não se pode dizer a Vital Moreira
11 - Cacau
12 – Novas oportunidades



1 - (Declaração prévia – A sala está cheia, muito obrigado. Depois destes meses de ausência é confortável sentir-vos em peso. Peço-vos que compreendam mas as vossas questões não podem nem devem ir além do que o secretário-geral do MNE afirmou no seminário diplomático de 7 de Janeiro. Estamos à vossa disposição)

(Só agora? Uma coisa de 7 de Janeiro?) – Agora é que tem piada.

(Várias vozes - Não sabemos onde está a piada!) – Pelos dicionários, piada tanto pode ser o pio das aves, como a porção de azeitonas que entra na vasa do moinho, de cada vez. Em diplomacia, mói-se. Vamos ao que interessa. Primeira questão?

2 – (Eu! Eu, se faz favor! As obras do Convento do Sacramento, arrancam ou não arrancam?) – Fernando Neves anunciou o arranque das obras do Convento do Sacramento, e além disso a construção da residência em Brasília, da chancelaria em Díli, e ainda contactos para estudar, com a Câmara de Lisboa, a envolvente ambiental e urbana do Palácio das Necessidades e a recuperação da Tapada.

3 – (O ministro não pediu a Fernando Neves dados comparativos do número de diplomatas nas três presidências da UE? ) – Pediu e a contagem foi feita: em 1992, as Necessidades contavam com 425 diplomatas, em 2000 com 461, e em 2007 com 416.

(E a contagem do número de funcionários não-diplomáticos foi feita?) – Para quê contar isso? Contar funcionários não-diplomáticos faz adormecer, além de que o recurso a contratados a termo certo espevita e muito mais espevita se estes precários não tiverem segurança social e acumularem salários em atraso. Mas por favor não digam isto à SEDES, que ainda temos novo relatório catastrófico sobre a honra de estado!

(Como é que Fernando Neves comentou o decréscimo do número de diplomatas?) – Exactamente assim: «Os dados são eloquentes».

(Não brinque connosco! Segundo os dicionários, eloquência é a faculdade de convencer ou deleitar por meio da palavra e não dos números!) – E não deleitou?

4 – (Ainda sobre números, como é que Fernando Neves comentou o orçamento do MNE?) – Comentou com deleite. Disse que o orçamento do MNE continua à volta de 0,7% do OGE, aquém da prioridade que se pretende dar à nossa promoção externa. Disse que estava aquém mas não foi além.

5 - (Pessimismo de Fernando Neves?) – Nada disso, antes pelo contrário! O secretário geral julga, início de citação, haver este ano lugar a optimismo, fim de citação.

6 – (Boa! Precisamos de optimismo! Pode especificar?) – Fernando Neves indicou que o senhor ministro indicara que 2008 vai ser o ano da reforma do MNE, tendo indicado que 2007 foi o ano da preparação das bases dessa reforma.

7 – (Que bases?) – Nada melhor do que as próprias palavras do secretário-geral. Início de citação, «a conjugação da necessidade por nós sentida de alterar o regime da gestão e das carreiras do Ministério, com o PRACE, a revisão das carreiras da Função Pública e o novo regime de avaliação dos funcionários, o SIADAP, obrigou a que procedêssemos a uma revisão muito mais profunda e articulada do que inicialmente tinha pensado dos instrumentos de gestão do MNE, mas criou um ambiente muito mais propício, julgo, aos objectivos de dotar o país com um MNE adaptado à realidade do mundo actual.», fim de citação.

(Que discurso redondo, esse…) - Redondo, não! Os dados são eloquentes.

8 – (Vamos a medidas. Que medidas concretas?) – Fernando Neves indicou que apresentara ao ministro «um projecto exaustivo de reforma do Regulamento do Ministério».

(Com que âmbito?) – Ele indicou que o projecto cobre toda a actividade diplomática e consular…

(… cobre?) - … cobre e visa reforçar a unidade da acção externa do Estado…

(… essa é canção que se ouve desde 1939. A unidade ainda não está reforçada?) - … cobre, reforça e, além disso pelas indicações, vinca os poderes do Secretário Geral e dos chefes de missão…

(… mas isso não está vincado?) – Bem! Só agora me apercebo que você indica que está a brincar com coisas sérias. Advirto-o!

(Calma, nós aqui apenas queremos dados eloquentes! Fernando Neves anunciou alguma coisa de novo?) – Se indicou! Disse que o projecto indica a indicação que cria a carreira do Pessoal Especializado da secretaria de estado, mais indicando que cria o Estatuto do Pessoal dos Serviços Externos…

(… cria? Mas isso já não existe?) - … ele indicou que cria! Os dados são eloquentes! Se ele indicou que cria é porque o pessoal dos serviços externos não têm estatuto e se têm não deviam ter tido, pronto!

(… e para além desse criacionismo, que mais se ouviu de Fernando Neves?) – Muito mais se ouviu, indicando o secretário geral que o projecto indica para o respeito dos direitos adquiridos, para a introdução de um sistema de avaliação por objectivos, para a adaptação do SIADAP à especificidade do MNE e, não se riam, para a criação, início de citação, de mecanismos de gestão adequados a um Ministério que estende os seus serviços por vários países, fim de citação.

(Porque nos havíamos de rir? Os mecanismos de gestão não têm que ser todos adequados?) - Indicando bem, Fernando Neves indicou a Carreira Diplomática continuará a dispor de Estatuto próprio, cuja revisão inicial ficou pronta em Julho de 2007.

(E então?) – Então, Fernando Neves indicou que a necessidade de articular o Estatuto da Carreira com o Regulamento do Ministério, além da adaptação à introdução do SIADAP, obrigou a nova revisão profunda do projecto de Julho…

(… e então?) - … então indicando que em Janeiro deste ano, claro, apresentaria ao ministro uma versão final para que em Fevereiro corrente, claro possa haver indicações do início do diálogo indicado pois o ministério das Finanças indicara Fevereiro para a negociação da reforma das carreiras do MNE.

(Por acaso não estou a gostar do seu briefing de hoje) – Porquê?

(Contrariamente ao que é seu costume o senhor só diz que indica indicando, que a indicação indicará para o indicado… É demais!) – E ainda eu não vos revelei que Fernando Neves revelou que o novo Estatuto Diplomático indica para o aumento do grau de profissionalização, indicando a consagração da auto-regulação da carreira!

(Quer dizer com isso que vamos ter a Ordem dos Diplomatas? O que dirá Vital Moreira sobre essa indicação corporativa?) – Não dirá nada, nem poderá dizer nada porque Fernando Neves indicou que a carreira se afirma como garante da unidade da acção externa do Estado.

(Mas não é o Presidente da República que traduz tal garantia?) – E quem lhe garante que a carreira não irá ser o primeiro Presidente da República colegial?

(O senhor, afinal, o que está é contra a carreira!) – Esse dado não é eloquente. Meça as palavras. Advirto-o!

9 – (Este briefing, assim, não leva a nada. Fernando Neves, por acaso, não se referiu à questão da segurança nas missões?) – Fez indicações nesse sentido, sim senhor, indicando que solicitou que, em conjugação com a Autoridade Nacional de Segurança, se crie um grupo de trabalho para a segurança nas missões, com a indicação de que há necessidade cada vez mais premente disso mas que constitui um conceito até agora ausente da gestão e por conseguinte do Orçamento do MNE e que tem sido tratada de forma casuística, com recurso ao FRI.

(Explique essa: tratada de forma casuística com recurso ao FRI?) – Não comentamos.

(Falou da segurança das missões. E quanto à segurança do próprio Palácio?) – Quanto a isso Fernando Neves indicou estar em curso a alteração, num sentido mais institucional, do sistema de segurança do MNE.

(Mais institucional, o que quer dizer isso? Uma guarda diplomática?) – A indicação foi essa de mais institucional. Ver-se-á.

10 - (E quanto à revisão da rede diplomática?) – Quanto a isso, Fernando Neves indicou nesse 7 de Janeiro que estava a ser ultimada uma proposta para um processo de revisão da rede diplomática do Estado a que o ministro quer proceder.
(Não é o ministro que, politicamente, deve apresentar um projecto ou deva aguardar pela proposta?) – Não vamos comentar essa matéria mas talvez se trate de um primeiro exercício de auto-regulação. Mas não digam nada ao Vital Moreira!


11 – (Peço desculpa, é a minha vez. Queria perguntar sobre essa matéria de estado que é a dos Abonos dos diplomatas no exterior.) – Refere-se ao cacau?

(Sim ao cacau, sem o qual não há auto-regulação.) – Em matéria de cacaus, Fernando Neves indicou a articulação com os tais articulados projectos de Estatuto da Carreira e de Regulamento do Ministério, de uma proposta de novo sistema de Abonos no exterior, que fora enviada ao ministério das Finanças já em Julho de 2007.

(O povo gosta é de saber disso. Como é a proposta?) – O secretário geral indicou que o sistema proposto, início de citação, baseia-se num índice mais objectivo do custo de vida, atende às exigências diferenciadas de representação, cobre integralmente as despesas de habitação e educação e submete a prestação de contas as despesas de representação activa, fim de citação.

(Fiquei na mesma, além de julgar que as contas já eram prestadas.) – Que fique na mesma mas não pense que está a falar com a ministra da educação nos prós e contras. Nas Necessidades, os dados são eloquentes, pelo que, como Fernando Neves indicou o novo sistema de cacaus dos Abonos, início de citação, efectivamente só poderá ser aplicado após a entrada em vigor do Regulamento e do Estatuto, fim de citação.

(Essa palavra do efectivamente, até faz lembrar a Maria de Belém.) - Porque não se cala?

(Pá! O ambiente está duro!) – Indiquei-vos logo do início que estou aqui hoje exclusivamente para vos dar indicações do que Fernando Neves indicou.

(Bem ! Está bem, desculpe!) – Está desculpado mas efectivamente não repita. Agora pergunta final… Você!

12 - (Obrigado. Diga-nos o que Fernando Neves indicou, perdão, anunciou em matéria de formação.) – Com todo o gosto. Fernando Neves indicou que solicitara ao Instituto Diplomático, agora não apenas ID mas IDI, que indique, já para o próximo movimento diplomático, cursos compactos para os funcionários que vão para posto, bem como de cursos de administração destinados sobretudo aos chefes de missão a fim de estarem melhor preparados para exercer as funções de gestão que lhes compete como Dirigentes superiores do 1º grau.

(Essa dos cursos compactos sobretudo para chefes de missão, faz lembrar uma de novas oportunidades. Mas então a nomeação de ministro plenipotenciário ou de embaixador não pressupõe já preparação adequada para as funções? É preciso um curso compacto, no fundo para disfarçar a ausência de escrutínio?) – Quanto a isso pergunte directamente a Fernando Neves que se limitou a indicar que esse, início de citação, é um primeiro passo, talvez modesto, mas que poderá testar o modo mais adequado de introduzir uma acção consistente e de formação dentro dos condicionalismos reais da nossa carreira, fim de citação.

(E qual seria um passo menos modesto?) – Respondo, sim senhor. Passo menos modesto que cursos compactos, seria a aprendizagem ao longo da vida. Mais nenhuma pergunta?

(Por mim, mais nenhuma) – Obrigado pela vossa presença. Ah! Já me esquecia. Fernando Neves indicou que em será distribuído em breve um Guia para as missões diplomáticas em matéria administrativa e, início de citação, também o lançamento de uma resenha de imprensa on-line, acessível a todas as missões e postos consulares, que incluirá, para além dos principais títulos nacionais um vasto leque de publicações estrangeiras, fim de citação.

(Bem! Se é on-line é acessível, como on-line e acessíveis estão há muito os títulos nacionais e um vasto leque de publicações estrangeiras… Será mais um curso compacto?) – Não, é aprendizagem ao longo da vida.

Notadores Boas perguntas

Do notador Muzio Clementi. Mais piano...
    "
    Que NV não levem a mal , mas fiquei instintivamente inspirado pelo notador Listz, pelo que não estranhe o nome que escolhi por liberdade* . Essa ideia da trading para a China, Índia e Singapura faz-me sorrir. Porque não fazem uma trading para os EUA, Canadá e América Latina? Teria um mercado mais limitado e mais exequível!

    A propósito, já que NV parecem andar derretidas pelo Oriente, porque é que o inovador ministério da economia não aprende um pouco com a Spring/Singapura na arte de se transformar empresas normais em organizações desenvolvidas e alavancas de fortes exportações? Seria benefício pátrio que as NV colocassem um link para essa Spring.

    Quanto ao Inov Contacto para jovens adultos, que vai acontecer às empresas cujos gestores têm mais de 35 anos?

    Pensam tudo às migalhas. Muito sobre o joelho.
    _____________________________

    * Compositor italiano e virtuoso do piano (1752 - 1832), com obras de motivação pedagógica... Que pena não ter um piano no meu gabinete, nas Necessidades!

Benefício pátrio: link para a Spring/Singapura aqui Que Pinho navegue também.

Notadores Sabe da música e toca piano

Do notador Listz. Com quem toca piano:

    "
    NV agitaram mesmo as águas. Pinho cria em 25 de Fevereiro, com efeito retroactivo a 20 de Fevereiro, «uma espécie de Inov Contacto» para jovens (até aos 35 anos) gestores para a China, Índia e "Leste Europeu". Valia a pena ouvir os checos e outros quando se diz que pertencem ao leste europeu. Ficam danadíssimos. Depois a AICEP quer criar uma trading para a China, Índia e Singapura. Estão no bom caminho das ideias. Mesmo que a maior parte delas sejam ineficazes.

Sobre isto, ver referência ao Programa Vasco da Gama, patrono cujo nome não deve cair bem na Índia depois do que se sabe...

LETRA OFICIAL Em Varsóvia entra exército sai marinha. Castro Brandão, embaixador

      • Novo adido de defesa em Varsóvia (hoje, 26), o coronel de infantaria José Carlos Marques (em substituição do capitão-de-mar-e-guerra António Mendes Calado), acumulando idênticas funções em Bratislava, Budapeste, Bucareste e Kiev.
      • O sargento-mor Rui Sampaio Barros, no cargo de DCOS SPT Secretary no Estado -Maior da EUROFOR, em Florença.
      • Licença sem vencimento de longa duração (25) para o secretário de embaixada Paulo Teles da Gama
      • Fernando de Castro Brandão promovido à categoria de embaixador (24)

Parabéns


A diplomacia não teria arco-íris se, por definição, não metesse água.
- Manuel IV Paleólogo©

      • José Caetano Andrada da Costa Pereira, embaixador, chefe da missão em Berlim
      • Gonçalo Soares Silvestre, adido de embaixada, nos Serviços das Organizações Políticas Internacionais

25 fevereiro 2008

Falta de informação da China


Lamentou-se o cônsul-geral em Xangai da falta de informação em Portugal sobre o mercado chinês! Não é verdade, e demos um exemplo de como isso não é verdade:

    No início deste ano, todos os portugueses ficaram a saber que a armadora suíça Mediterranean Shipping Company (MSC) inaugurou um novo serviço regular directo entre a China e Sines, que reduz a duração do transporte entre o gigante asiático e o porto português - 20 dias desde Xangai, 17 dias desde Hong Kong, 11 de Singapura.

    Também todos os portugueses ficaram a saber (a ainda mais e melhor quando o Boletim de Informação Diplomática repicou a boa nova em 10 de Janeiro) que essa nova linha, (que não será linha mas escala semanal), foi estabelecida na sequência de uma viagem à China da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Teria que haver sempre um secretário de estado ou uma secretária de estado a «estabelecer sequência»...

    Tal facto levou até o director para os assuntos regionais do Departamento Internacional do Ministério das Comunicações da China, Wei Win a afirmar em voz alta que «a abertura do novo serviço demonstra que o comércio sino-português está já a atrair a atenção do sector dos transportes navais».

    Ora o arranque da nova ligação Sines–China ou melhor, como se verá, China-Sines, ficou historicamente assinalado com a chegada do navio MSC Bengal da armadora suíça (parece que não foi o MSC Bengal mas o MSC Roma, tanto faz), pensando os portugueses até esse momento mal informados, e tão mal informados que, sobretudo empresários têm aliviado o cônsul-geral em Xangai de grandes trabalheiras, que desta vez é que o comércio bilateral iria para os mais de mil milhões do embaixador Quartin.

    Mas, não! A ligação será "por enquanto só de importação", garantiu prontamente naquele momento histórico, o director da Mediterranean Shipping Company em Portugal, Carlos Vasconcelos.

    E os portugueses, todos, sobretudo empresários, voltaram a estar muito bem informados – por enquanto, nada de exportações de Sines para a China. Por enquanto, só importação, de outra forma seria uma grande trabalheira para o Consulado-geral em Xangai.

Blogues do Oriente

Nesta onda oriental, NV vão colocar links para os blogues do Oriente (que pelo menos pareçam ser blogues de embaixada, como diria o embaixador Seixas da Costa). Lá chegaremos a outras áreas do globo...

Escasso aspecto de Xangai

Aspecto do consulado-geral do trabalho escasso


Mas o posto consular em Hong-Kong não foi encerrado precisamente para dar lugar à económica diplomacia consular em Xangai? E que pessoal tem Xangai para fazer trabalho que não seja escasso e seja de jeito? Dois ou três contratados a termo certo com salários em atraso?

Xangai Que os pilares valham a Nossa Senhora

Portanto o trabalho é só moral, no consulado-geral

Também nesse 4 de Maio de 2006, no Público:


Mas o desconhecimento é sobre o trabalho escasso ou pura e simplesmente há falta de estratégia (nem falemos da coordenação...) tendo Portugal, segundo autoridade legítima, a mão de obra mais barata da UE? E a estratégia é apelar às empresas para a aventura de terem uma base de apoio para que o trabalho não seja assim tão escasso?

Pequim Nossa Senhora do Pilar nos valha

Não será assim, embaixador Quartim?

A 4 de Maio de 2006, o Público divulgou isto:


O que é isso do comércio luso-chinês ter ultrapassado em muito os mil milhões de euros, quando as exportações de Portugal para a China tinham alcançado € 213.839.000 em 2006, caindo para € 181.143.000 em 2007?

E como é que se poderia já em Maio prever um sensível aumento, quando afinal o que se registou foi um declínio de 18% para a China, e de 27% em conjunto com Hong Kong e Macau?

Curioso

É curioso. Muitas pesquisas portuguesas no Google sobre oil for food... E onde está o inquérito?

Notadores Portugal-China

Do conselheiro 阿尼瓦尔 (Aníbal), na disponibilidade, sobre Portugal-Oriente:

      "
      Eh!... Anda esta gente governativa a falar nisso ano sobre ano, governo sobre governo. Ao mesmo tempo que fecham embaixada em Manila, o equivalente a nada ou muito pouco têm em Singapura, Bangkok é casa-museu... Fecham consulado de carreira em Hong-Kong (maior praça financeira da região), para entregarem o encargo económico ao Honorário Sr. Ambrose So ("afilhado" do Stanley Ho). Abrem grande tasca em Xangai, com grandes parangonas propagandísticas, mas é para funcionar como o que já lá existiu há mais de 40 anos.

Conteúdos

No novíssimo site do MNE, escreve-se exactamente assim:


Políticas Externas

A política externa de Portugal assenta em sete pilares fundamentais, um primeiro que reside na participação mais activa nos centros de decisão e instituições mundiais. Um segundo, que se destaca pelo reforço da participação portuguesa na União Europeia. O terceiro fundamenta-se pela internacionalização da economia portuguesa, seguindo-se posteriormente a aposta na política cultural externa. E por fim, a valorização das comunidades portuguesas.

Portanto, sete pilares fundamentais, a saber:
      … um primeiro que reside na participação…
      … um segundo que se destaca pelo reforço…
      … o terceiro fundamenta-se pela internacionalização…
      seguindo-se posteriormente a aposta…
      … e por fim a valorização das comunidades.

Mas, o sexto pilar não reside?
E o sétimo pilar não segue posteriormente?

        É claro que ainda ficará por considerar o Santuário de Nossa Senhora do Pilar que reside na Póvoa de Lanhoso, a Serra do Pilar que se destaca pelo reforço da freguesia de Santa Marinha, a Rua Nossa Senhora Pilar que fundamenta a localidade de Perosinho, e ainda o 1º Beco Pilar da Fajã de Cima seguindo-se posteriormente a Ponta Delgada, para não se falar por fim dos pilares das pontes sobre o Tejo também eles fundamentais que se fundamentam…

Mas há mais.

Notas Verbais Pode parecer ingratidão, mas não é

      Têm sido bastantes os blogues que amiúde se referem ao percurso de Notas Verbais ou, de quando em vez, a algumas das suas matérias. E não são poucos os que colocam links permanentes para esta página. E nós, nem uma palavra, o que pode parecer ingratidão ou indiferença, mas não é, sendo certo que este sistema invertebrado de comunicação também é susceptível de gerar solidariedade com espinha dorsal – nós sentimos isso, quando fomos alvo de tentativas de bloqueio, seguramente por parte de ocasionais brincalhões de estado.

      A verdade é que não sabemos como retribuir de alguma forma o acolhimento que bastantes dispensam a Notas Verbais. Voltarmos a colocar na coluna ao lado uma comprida lista de blogues amigos por deferência ou familiares por assunto como é da praxe entre amigos ou entre família, acaba por cair na decoração ou por em muito curto tempo ficar desactualizada.

      Por agora, agradecemos a todos o acolhimento, por vezes muito generoso, continuando a ser para nós acolhimento o reparo crítico que nos obriga a repensar.

Notadores Três linhas e basta

Observador PBX, sobre as matérias de Portugal-Oriente:
      "
      Faço votos de que muitos tomem consciência do trabalho que há para fazer em vez de se acomodarem aos pequenos crescimentos.

Joaquim Pinto de Andrade

Por vezes, as palavras dos outros tiram-nos as nossas. E bem.

Ferreira Fernandes, no DN

"
Ontem, ao fim do dia, eu estava a escrever esta crónica. Era sobre Aznavour que cantava em Lisboa. Eu escrevia sobre um rapaz baptizado Shahnourh, filho de arménios, que virou Charles e símbolo de França, porque nasceu num porto, num cruzamento do mundo, em Paris. E dali parti para a canção de há quarenta anos, Le Métèque, que não era dele, era de Georges Moustaki. A canção do meteco, do grego metoikos, como os atenienses chamavam aos que não eram da cidade, que viviam nela mas tinham vindo de longe. Meteco como Moustaki, filho de Alexandria, e que desaguou em França para a inundar de belas canções. Meteco como Aznavour.

Esta crónica deveria ir por aí fora, com Yves Montand (de facto, Ivo Livi), com Serge Reggiani (nascido na italiana Reggio Emília), Brel (nascido na impronunciável belga Schaerbeek). Era uma crónica sobre os grandes da canção francesa quando ela foi grande. Os grandes, afinal, metecos. E, afinal, ensino isso a Atenas, os melhores dos cidadãos, porque trazem à cidade o mundo.

Ontem, ao fim do dia, eu estava a escrever essa crónica. Telefonaram-me: "Morreu o Joaquim." Morreu Joaquim Pinto de Andrade. No meio da crónica. Da sua crónica. Vão dizer: ele era angolano. E era-o. Ninguém conheci, dos pais da nacionalidade angolana, que pudesse dizer o mesmo que ele: não feri o meu país. Ele foi a coragem serena que lhe valeu prisões durante a Angola colonial, ele foi a fraternidade angolana quando o país se dilacerou em guerras civis, ele foi a honestidade quando Angola se ofuscou de falsa riqueza. Ele foi o angolano perfeito em tempos terríveis. E eu sei porquê: ele era um meteco. Um cidadão do mundo.

Eu era um adolescente e o Joaquim Pinto de Andrade era um padre exilado, colocado sob vigilância em Vila Nova de Gaia. No Verão, o pobre diabo da PIDE, de fato escuro, seguia-nos até aos areais da praia e tentava ouvir-nos as conversas. O Joaquim falava de Camilo ou de Ramalho, dos "portugueses de língua tersa", que ele aprendera quando era menino em Ambaca. O português PIDE perceberia a admiração daquele "terrorista" (então, presidente de honra do MPLA) por escritores portugueses? O Joaquim falava de Roma, onde estudara, e encarreirava-me para escritores de liberdade: Ignazio Silone, Italo Calvino… Falava-me de Paris, onde estivera no primeiro congresso de escritores e artistas africanos (com o seu irmão Mário) e metia, no meio da conversa, a necessidade de ouvir Brel.

Há quase 40 anos, em Setembro de 1969, eu saí de Portugal com uma carta de Joaquim Pinto de Andrade no bolso. Isso, escondido. Nos olhos eu levava a vontade de ver que o homem a quem mais devo me emprestou.

Parabéns


E podem obrigar-me a viver sem felicidade, mas ninguém me convence a viver sem honestidade.
- Pierre Corneille

      • José António Sequeira Carvalho, secretário de embaixada, na disponibilidade

24 fevereiro 2008

Ler & Concluir NAFTA, falência

Apenas agora damos conta do artigo da advogado brasileiro Durval de Noronha Goyos Júnior, sobre a falência do a falência do Nafta e sua fraude agrícola. Vai a horas.
.

Virtualmente falando

É que nem a net chegou a Xangai... E o e-mail já é milagre.

O Brasil, por exemplo, aqui

Reconhecimento por compaixão

Alguns defendem o reconhecimento do Kosovo por compaixão - a argumentação não excede a compaixão ou vai cair nela. Ora a compaixão, observou e bem André Stil, só tem um inconveniente - olhar de cima.

Xangai. Mas que diplomacia económica?

      Mas alguém sabe para que serve o consulado-geral de Portugal em Xangai, tal como foi dito e garantido por António Braga (Setembro de 2006), a primeira representação diplomática portuguesa criada a pensar na diplomacia económica?

Vejam como até a Noruega...

E segundo ficamos a saber por via do Portugal-China (outro blogue que até parece blog de embaixada, como diria o embaixador Seixas da Costa), também as exportações da Noruega para a China, "excluding ships, oil platforms, crude oil, condensates and natural gas" cresceram 33,1% entre 2006 (6 474.1 milhões de NOK) e 2007 (8 618.2 milhões de NOK)...

Excluindo, pois, peixe e petróleo que é a mão de obra barata dos noruegueses.

Os números da Noruega estão aqui
      Exactamente como observa João Santos Lucas «Portugal não acompanhou as transformações da Ásia na última década e tem assumido timidamente o seu papel como seu fornecedor». E Pinho não há meio de tirar conclusões.

Caricatura

Ora, para ilustrar ainda mais o elevadissimo desempenho comercial português na China, veja-se como em Copenhaga não faz apenas caricaturas:

A Dinamarca, em 2007, exportou para a China (excluindo Macau e Hong Kong), nada menos nanda mais que € 1.170.815.300, cinco vezes mais do que o desempenho de Portugal. Em 2006, o valor das exportações dinamarquesas tinham-se situado em € 863.899.630.

Ou seja: um crescimento de 35,5%.

Ler isto aqui

Ah Japão, Japão... Que crime para tal castigo?

      Mas, haja Deus!, boas notícias do Japão: as exportações de Portugal para a terra do sol nascente cresceram 171 %, de 2006 para 2007. E como resultado, nem mais nem menos: a AICEP substitui o Delegado em Tóquio...

Também segundo as Estatísticas do INE relativas ao Comércio Extracomunitário (Janeiro a Dezembro de 2007) as exportações de Portugal para o Japão cresceram 171% entre 2006 e 2007.

Em 2006 foram de € 109.020.000, e em 2007 alcançaram os € 295.873.000.

      Vai daí, Pinho, naqueles termos do n.º 3 do artigo 7.º dos Estatutos da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E., aprovado pelo Decreto -Lei n.º 245/2007, de 25 de Junho, determina a cessação da comissão de serviço e respectiva acreditação diplomática, com efeitos a 31 de Dezembro de 2007, do representante da AICEP no mercado do Japão/Tóquio, ao engenheiro José Joaquim Fernandes.

      E nomeia, com efeitos a 1 de Janeiro de 2008, como responsável pelo Centro de Negócio e pelo Escritório da AICEP, com acreditação diplomática com conselheiro económico e comercial junto da respectiva missão diplomática, para o mesmo mercado do Japão/Tóquio, o licenciado Carlos Pinto.

      Assim, sem mais nem menos. Onde há sol nascente, Pinho vê sol poente. E Amado vai nisto.

Ah China, China...

        Ninguém, a começar pelo PR Cavaco Silva e PM José Sócrates, desejaria, mas as exportações de Portugal para a China estão em declínio, e para Singapura estão estagnadas.
Segundo as estatísticas do INE (8 Fev.) relativas ao comércio extracomunitário, no período de Janeiro a Dezembro de 2007

    As exportações para a China caíram 18% entre 2006 e 2007
      (de € 213.839.000 em 2006, para € 181.143.000)

    No conjunto China, Hong Kong e Macau, o declínio é de 27%
      (de € 319.352.000 em 2006, para € 250.967.000, em 2007)

    As exportações para o Sudeste Asiático cresceram 38%
      (de € 825.889.000 em 2006, para € 1143.823.000, em 2007)
      devido ao aumento das exportações para a Malásia

    As exportações para Singapura estão em ponto de estagnação
      (€700.350.000 em 2006 e €707.420.000 em 2007)
      depois do forte crescimento em anos anteriores
      Posição dos países do Sudeste Asiático, em 2007,
      enquanto destino das exportações portuguesas:
      1º Singapura
          € 707.420.000
      2º Malásia
          € 399.547.000
      3º Tailândia
          € 13.995.000
      4º Filipinas
          € 10.283.000
      5º Vietname
          € 8.771.000

          Ah Índia, Índia...

              Diz quem sabe que as empresas portuguesas têm dois tipos de dificuldades não só para a Índia, mas para todo o Oriente. A primeira diz respeito à falta de recursos humanos com competência e atitude para se lançarem nessa "desconhecida" parte do globo. A segunda relaciona-se com a falta de informação relevante e a falta de entidades fiáveis a que se possa recorrer. É que dar informação relevante não é apenas colocar na net números de telefone e listas de sites, a maior parte dos quais mais que sabidos. Quanto à falta de entidades fiáveis, dá pano para mangas. Além disso, estragégia não é propriamente jogo de design e rodriguinhos de computador, brincadeirinhas daquelas tipo Allgarve.

          Ah Pinho, Pinho...

            Chamamos a atenção para o espaço dedicado por João Santos Lucas ao relacionamento económico entre Portugal e a Índia. Com links muito úteis para as empresas portuguesas. Parece blog de embaixada, diria o embaixador Seixas da Costa, mas não é.

          Eis o quadro elucidativo dessa prioridade:

          Rescaldo extremenho. Da cimeira de Braga

          Surge agora rescaldo extremenho da cimeira de Braga,
          pela pena de Guillermo Fernández Vara, presidente da Junta da Extremadura,
          nascido em Olivença,
          conforme certifica Carlos Luna,
          indiscutível conservador do cartório destas coisas.


          No Público de hoje (24), confessa o presidente extremenho que, em Braga, tentou «contribuir com uma visão construtiva, livre dos interesses estreitos e limitados que no passado tiveram como único fim obter benefícios exclusivamente para a minha região (Extremadura)».

          Guillermo Fernández Vara insiste na referência à «antiga e superada raia entre os nossos países», parace que invocando «a Europa de e para os cidadãos» e. seguidamente, diz sibilinamente que «quando as agendas, prazos e projectos convergem para o pleno acordo, percorremos juntos o caminho» mas que «quando não coincidem, avançamos na articulação dos mesmos e deixamos sempre a porta aberta para somar vontades»...

          E diz depois: «Tal como nas restantes regiões fronteiriças, para a Extremadura foram muito importantes alguns dos acordos adoptados nesta cimeira. Teremos TGV de Madrid a Lisboa, um Centro Ibérico de Energias Renováveis e uma auto-estrada desde Monfortinho até Castelo Branco. Avançámos no projecto do Tejo Internacional, no seguimento do Tratado de Albufeira, e em muitos outros instrumentos comuns de uma cimeira que marcou o antes e o depois, e onde se destacou o papel das regiões fronteiriças no quadro das relações entre os dois países.»

          Vara sabe muito. Apanágio do apelido.

          Serviço da República...


          E assim foi que, em ou por Serviço da República (S. R.), se ficou a saber que D. Carlos habitou o Palácio das Necessidades. Mais se ficou a saber que foi no seu reinado que se procedeu à construção da sala de banquetes e à remodelação da antiga biblioteca, sala hoje ainda designada “Biblioteca do Rei”. Mais ainda, que D. Carlos se fez fotografar na antiga sala de jantar do Palácio das Necessidades, assim e com este republicano talher mas nada protocolar para uma sala de jantar:

          Embaixador Agapito, de rompante...

          Entra pelo Rilvas, bate com aquela porta de vidro, símbolo da diplomacia portuguesa (porta que serve e não serve), dá sete lbatidas de tacão até aos Claustros e aponta o dedo a um ministro plenipotenciário de baixa estatura:
            - Meu caro! Haver tolice na política económica externa até se compreende porque a tolice há muito que é coisa normal neste País. Mas a vaidade do protagonista, santo Deus, abre mais o buraco do ozono que as emissões da China inteira!
          O plenipotenciário, que almeja ir para a China, ficou a olhar para o dedo.

          Ler & Concluir Kosovo

          Atenção a isto, de Carlos Gaspar.
          É do Público de ontem mas não está fora de tempo.

          Do Brasil, também sobre o Kosovo, isto, de Durval de Noronha Goyos Júnior

          Parabéns


          Aprendi que para ser profeta basta ser pessimista.
          - Elsa Triolet

              • João Niza Pinheiro, ministro plenipotenciário, em baixador em Riga

          23 fevereiro 2008

          Primeiro mapa mundial das anomalias magnéticas

          Portugal está na fotografia

          Detalhe relativo à Europa Ocidental - The World Digital Magnetic Anomaly Map.
          Para mais, consultar a
          Comissão da Carta Geológica Mundial

          O que é trabalhar para a AusAid australiana?

          Relata o Expresso, na edição on line, isto:

          A mulher-sombra de Reinado

          Entretanto, o Expresso soube que Angie, Ângela ou Angelita Pires, uma timorense de nacionalidade australiana que se encontra em prisão domiciliária por suspeita de cumplicidade com o major Reinado, foi quem provocou a zanga entre o líder rebelde e o antigo deputado Leandro Isaac, que chegou a estar escondido no mato com ele e os seus homens em 2007. "Ela ofereceu-se como assessora política e jurídica do major e aconselhou-o a manter as armas, ao contrário das minhas recomendações". Segundo Isaac, Ângela, que trabalhou até muito recentemente para a AusAid australiana, costumava levar entregas de dinheiro para Reinado, na montanha, a partir de Díli, onde havia angariadores a colaborar com os rebeldes. O Ministério Público requereu esta semana o acesso às contas bancárias da suspeita.

          Ler & Concluir Se tudo isto é verdade estamos mal

          Será que os relatores da SEDES leram,
          mesmo que não fosse à lupa,
          este blogue de um emigrante em França?

          Ana Gomes. Temos molho

          Sem tirar nem pôr. Para que conste:

          "
          Há vontade de encobrir e esses encobrimentos, da responsabilidade de vários governos, claramente, estão muito centrados no Governo do Dr. Durão Barroso", acusou Ana Gomes em declarações ao programa, "Diga Lá Excelência", da 'Renascença' e do 'Público', argumentando que o caso não se reporta a apenas a voos civis e militares, mas também "navios".

          Admitindo ser um embaraço em torno desta polémica esclareceu: "Começaram por tentar comprar-me dizendo: vê lá se não queres ir para a próxima lista do Parlamento Europeu. Depois era a intimidação, as acusações de deslealdade e, agora, até já estamos noutra fase que eu quase chamaria de cilindragem mas, a menos que me passem com um carro por cima, eu não paro".

          A eurodeputada deseja que o Executivo de José Sócrates adopte a atitude das autoridades britânicas que referiram escala de aviões no seu território sem seu conhecimento. E, sugere, "que se começasse pela transparência dos documentos do gabinete do Dr. Durão Barroso, quando era Primeiro-ministro, quando foi, por exemplo pedido um parecer a um jurisconsulto português sobre a passagem de navios de guerra envolvidos no trânsito e no interropgatório desses prisioneiros".

          Já agora, por pérolas...

          A eurodeputada Edite Estrela considera que, com o novo Tratado da UE, a democracia participativa é também reforçada, designadamente, através do direito de iniciativa dos cidadãos, que permite a um milhão de cidadãos solicitar à Comissão que tome uma iniciativa legislativa num domínio específico...

          A Igreja Universal também faz contagens destas.