31 Outubro 2008

NOTADORES œ Lages

DO NOTADOR Coruja, m-p:

    "
    Depois de ler o livro de João Hall Themido, permita-se dizer que se recomenda a sua leitura, designadamente nos parágrafos respeitantes aos EUA e às Lages, a quem na próxima semana se tiver de sentar, do nosso lado (MNE e não só, Defesa também) frente aos representantes norte-americanos. Sobretudo, é de retirar de Hall Themido, do que diz com muita coragem e sobretudo objectividade, as ilações daquilo que os americanos pensam de nós, tendo em conta os respectivos (e diferentes) interesses e as respectivas dimensões geográficas, políticas e económicas.

    E se tivermos em conta que esta é uma Administração arrogante, desreipeitadora do Direito Internacional/ONU (ex. Iraque), irresponsável, provocadora, cínica e imperial, mas também em vias de extinção, com o mote a ser dado a 4 de Novembro, mais razões para se ser, da nossa parte, firme e combativo, no decurso das negociações.

    Mas não é isso que irá suceder, tendo em conta quem encabeçará as ditas negociações da parte do Rilvas. E nem tempo tiveram, nem se calhar interesse, em ler Themido. Pena!

    Coruja, m-p

Registo de Luanda. Prioridade da diplomacia angolana

Assunção dos Anjos vê mais-valia
na experiência angolana em conflitos armados.
Quem duvida?


Numa reunião para sua apresentação (ontem, 30) ao corpo diplomático acreditado em Luanda, o novo ministro das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, descreveu que «o empenho e a contribuição de Angola na resolução de conflitos e consolidação da democracia em África» será uma das prioridades da diplomacia angolana. Isto, em cooperação «com os demais países, principalmente os da região em que está inserida», pois que «os vários anos de conflito armado conferiram a Angola experiência para contribuir activamente na resolução de conflitos em África».

Para tanto, segundo Assunção dos Anjos Angola «vai contar com a contribuição de parceiros estratégicos de diferentes continentes com os quais mantém relações de cooperação».

Boa pergunta a António Braga

Pergunta-se, e bem, na pág. 3 desta edição n°185 de 30 de Outubro, do LusoJornal:

    "
    Ora, a principal pergunta a colocar é se numa Comunidade com mais de um milhão de portugueses, com cerca de 45.000 empresas e quase 4.000 autarcas de origem portuguesa, não haverá um só português para ocupar as funções de Cônsul honorário de Portugal em Pau?

A Agenda com links para todas as chancelarias

    Para breve, na Agenda, a colocação de links para as chancelarias de todos os estados. Instrumento que pode ser útil a alguém que, em algum momento, os queira ter à mão. Assim que a coluna de consulta estiver disponível, alertaremos.

Proveniente de El Salvador. La reina que não é dama, deve ser xadrês

Apenas sete primeiras damas acompanharam
o turismo político dos maridos até à cumbre,
desconhecendo-se se haveria mais alguma primeira-dama
para ter esse incómodo. Mas enfim,
chega-nos este produto directamente vindo de El Salvador,
com a indicação de que se trata
da «Foto Oficial de las Primeras Damas y la Reina Sofía de España»,
rainha que, não sendo dama, deve ser peça de xadrês.
Com mais um ou dois Salvadores, a iberoamericana vai longe.




E de El Salvador, já foi q.b.

"Junto a outros"...

Como oficialmente se faz constar
aqui é o presidente salvadorenho Elías Saca
"junto a outros"


Semblantes

Por vezes, os semblantes dizem tudo

Foto de Família

Irmãos, pais, primos em diplomacia
por um dia e meio


Duas fotos que tinham que ser

Vá lá, o presidente salvadorenho, Elías Saca, concedeu duas amistosas fotos.

Uma, às portas do plenário da conferência:



Outra, lá dentro:


Montes de Brito recebeu Sócrates. Um vice-ministro

O primeiro-ministro recebido no aeroporto
por um vice-ministro, das Relações Exteriores.
Chama-se Montes de Brito
A ministra das Relações Exteriores, Marisol Argueta de Barillas,
encarregou-se do mais importante (o rei Juan Carlos + Zapatero, por exemplo)


Sócrates recebe as chaves de Salvador

Eis a prova:
José Sócrates recebeu as chaves de Salvador.
Das mãos da alcaide. Grande chave.


El Salvador. Uma cimeira vazia

FICAM AS FOTOGRAFIAS A XVIII Iberoamericana foi uma cimeira diplomaticamente pobre, politicamente inútil e mais um balão vazio. As autoridades de El Salvador, além de alguns vizinhos por deferência, apenas viram Espanha, sobretudo o rei de Espanha, a rainha de Espanha, o presidente do governo de Espanha.

Foi como que uma espécie de relação bilateral dos salvadorenhos com quem escolheram, ficando os outros a adornar o cenário. Nos discursos oficiais, mesmo sobre a estafada crise, nada que editoriais dos jornais de província da Catalunha já não tenham dito. Pode ter sido um grande acontecimento social para El Salvador, mas foi um passo atrás para a desejada comunidade em ac(ç)ão.

    Lançada em 1991, a conferência estabeleceu como temáticas fundamentais o respeito à vigência do Direito Internacional, o desenvolvimento económico e social, e a educação/cultura, com as cimeiras de chefes de estado e de governo a esforçarem-se na nota de eixo central de deliberações, ado(p)tando uma Declaração Política e declarações sobre temas específicos. Salvo alguma vivacidade à custa de protagonismos polémicos (Cuba, Venezuela, sobretudo) ou de conflitos latentes entre parceiros Colômbia/Venezuela, por exemplo), as cimeiras até agora não se livraram da imagem de turismo político, ou pela vulgaridade dos temas ("Juventude e Desenvolvimento", no caso desta cimeira em El Salvador), ou pela conversão dos encontros numa CPLE e vizinhos, comunidade dos países de língua espanhola e conexos, o que não desagradará à diplomacia de Madrid porque não pode fazer isso de outra maneira - o México e a Argentina que o digam. Brasil, vizinho da maior parte, e Portugal, vizinho de um, são as convenientes excepções.
Publicaremos as fotografias. A do repasto protocolar já está.


Lages. Será mesmo

    Tudo leva a crer, não se espera pela nova Administração norte-americana - é com esta agonizante mas interferente administração de Washington que se vai falar. Ver-se-á quem, à partida, estará em posição de fragilidade negocial.

Folha oficial para quê?

Por vezes, entra-se em funções ad hoc, sem que a folha oficial dê força legal à exoneração de anterior cargo e à nomeação de novo cargo. Quando se trata da limpeza de alcatifa ou zelo pela máquina de café de saco, naturalmente que a questão não é relevante. A questão coloca-se para o exercício de altos cargos onda a figura do ad hoc não deveria chegar... Ou então os verbos da folha oficial serão verbos de encher. Não vamos pessoalizar.

Parabéns


Pôr olho nisso: há diplomatas que são grandes apenas devido ao pedestal.

- Manuel CLXVIII Paleólogo©

      • Gonçalo Teles Gomes, secretário de embaixada, em Genebra (NUOI)


30 Outubro 2008

Movimento de embaixadores

PRETO NO BRANCO hoje na folha oficial, pelo que novidade é que vale hoje: José Moraes Cabral → Representante Permanente junto da ONU/Nova Iorque (exonerado de Madrid); Álvaro Mendonça e Moura → Embaixador em Madrid (exonerado da REPER/UE, Bruxelas) e João Salgueiro → Embaixador em Brasília (exonerado da REPER/ONU, Nova Iorque) pelo que Francisco Seixas da Costa exonerado da chefia da missão em Brasília, rumo a Paris.

Exonerado também Rui Macieira do cargo de subdirector-geral dos Assuntos Europeus.

Conselho das Comunidades. Camisa de onze varas

VAI DAR QUE FALAR Impugnada no Tribunal Administrativo de Lisboa (dia 22), a eleição do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, por Eduardo Dias, eleito pelo círculo do Luxemburgo.

Em síntese. alega-se que...
  1. a eleição não podia ser realizada sem a prévia aprovação do regulamento do processo eleitoral
  2. as listas concorrentes não poderiam integrar nomes de conselheiros que não constam da lista oficial publicada pelo MNE (que ainda é esta, a não ser que mude tarde e a más horas)
  3. alegada ilegalidade cometida pelo presidente da mesa do plenário (Luis Panasco) por ter prolongado em trinta minutos o período de recepção de listas para permitir o aparecimento de uma segunda lista que viria a vencer as eleições...
Está tudo bem descrito no jornal Mundo Português a que se seguiram já comentários pouco abonatórios para o presidente eleito (Fernando Gomes que era um suplente por Macau) no blog Causa Emigrante


Este ministério...

É oportuno abrir o Livro de Ponto e ler esta história inacreditável numa democracia

O embaixador de Seul acerta nos buracos

GRANDE AGITAÇÃO no N.º 36 da Av. Miguel Bombarda... É que o embaixador da República da Coreia, Eui-min Chung, ganhou a quarta edição do Masters da Diplomacia, a tal competição anual organizada, em Albufeira, pela tal Associação do Corpos Consular no Algarve, cuja alma se nota mas as almas com que conta não se vêem, mas sempre se sabe que o cônsul honorário da República Checa em Faro, por exemplo, é Paulo Neves. Para tristeza dos embaixadores da China, Japão, Marrocos, Rússia, Espanha, Irlanda, Suíça e Cabo Verde, que assim ficam com poucas credenciais no golfe, o embaixador sul-coreano concluiu a volta com 43 pontos, recebendo também o Troféu Fair-Play. O Troféu para o Melhor Diplomata foi ganho por Ondrej Kasina, da República Checa, com 41 pontos.

Guerra das promoções. No tribunal...

Dizia-se, sabe-se agora preto no branco: a guerra das promoções passou a contar prazos no tribunal com citação de um batalhão de contra-interessados, quatro promovidos em causa e o MNE como réu da acção administrativa especial de José Manuel Lomba. Está lá, em Letras Oficiais.

Parabéns


Um segredo de estado deixa de ser segredo quando corresponde à verdade.

- Manuel CLXVII Paleólogo©

      • José Rui Velez Caroço, conselheiro de embaixada, chefe de gabinete do secretário-geral do MNE
      • António Pignatelli Corrêa de Aguiar , secretário de embaixada, nos serviços dos Estados Europeus não Membros da União Europeia


29 Outubro 2008

Botões corrigidos, oxalá

    Chamam-nos a atenção para o mau funcionamento dos botões de remissão para as páginas agregadas às NV, designadamente a de Artigos Definidos em que foi editado o artigo do embaixador Francisco Seixas da Costa sobre a crise. Cremos que o problema está sanado. Agradecemos a quem teve o incómodo de nos alertar para esse incidente informático de que pedimos desculpa.

Setor da ortografia em atividade


COMO DIZ O DITADO a boca tudo consente e a língua não tem osso. A declaração conjunta da Cimeira/Cúpula da Bahia/Baía, já têm os suficientes 26 parágrafos a refletirem o setor da ortografia nova que assim entrou em ação e deixou de ser mero projeto. O texto integral da declaração está já em Notas Formais (o botão lá em cima tem esse objetivo...) E convenhamos: a palavra adoção, até torna a mais leve diplomacia que tem p's a mais.

Mais logo voltaremos ao objeto.

Chávez não vai à XVIII

NÃO VAI e a cumbre perde o protagonista mais esperado. «Não tenho garantias de vida», assim justificou Hugo Chávez a sua ausência. «Há uma série de informações …» disse, deixando sugestões no ar.

Também Cuba desgraduou a delegação: é o embaixador cubano no Brasil, Pedro Núñez Mosquera, que representa o governo de Havana.

Pub institucional

Parabéns Todos concordarão: parabéns, embaixador Côrte-Real!


Sem dúvida que a quebra de protocolo ocorre quando se parte o espelho onde o estado se vê.

- Manuel CLXVI Paleólogo©

      • Manuel Côrte-Real, embaixador, até há três dias, chefe do Protocolo do Estado
      • José Joaquim Freitas Ferraz, embaixador, director-geral dos Assuntos Europeus
      • Helena Furtado de Paiva, conselheira de embaixada, onde...
      • Duarte Pinto da Rocha, adido de embaixada, nos serviços das Organizações Económicas Internacionais

      - Semana do Desarmamento, até amanhã, 30
      (ver resolução da Assembleia Geral de 1996, que entrou por um ouvido e saiu pelo outro - em Portugal não se fez nada)



      OLHA QUEM FOI MINISTRO Dois, neste dia. Um há 138 e outro há 139 anos. Como nos mestrados de história se conclui após penosa investigação, é um ano de diferença…

      E COMO DIRÁ UM JÚRI DO CONCURSO DE ACESSO Comecemos pelo primeiro e depois tratemos do segundo.

      1. JOSÉ MENDES LEAL Se agora fosse 1869, este titular dos estrangeiros estaria no cargo até Abril do próximo ano, rendido pelo Duque de Saldanha, como interino. Chamado pelo duque de Loulé para os Negócios Estrangeiros, teve de enfrentar a dura oposição do marechal Saldanha, então embaixador em Madrid – o governo cairia por força de um de um pronunciamento militar do marechal. E com isto, Mendes Leal começou a afastar-se da política activa,. Mas ainda resistiu: nas eleições gerais de Setembro de 1870 voltou a ser eleito por Ponta Delgada, e como primeira lance político desta sua fase, insurgiu-se violentamente contra a carta branca que o parlamento pretendia dar à ditadura de Saldanha, a que se seguiu a apresentação de uma proposta de lei para que os deputados renunciassem aos seus vencimentos face à crise em que Portugal vivia... E não havia crise global.

      2. DUQUE DE ÁVILA, ainda marquês, duraria nos Estrangeiros (1870) menos do que Mendes Leal,: até Janeiro de 1871, rendido por Andrade Corvo. Ávila, que deu avilismo. Já nos referimos a esta personagem que tinha uma obsessão por medalhas e condecorações, e muitas mais oportunidades virão – entrou saiu, saiu entrou. Na data que vem à baila, ela era o chefe do governo (presidente do Ministério, como então se dizia), acumulando os Estrangeiros e as Obras Públicas (bastantes hoje gostariam de acumular, diga-se, mas daria demasiado nas vistas). Duas pinceladas da época e do próprio avilismo. Uma de Eça de Queirós: «Um ministério é um grupo casual de indivíduos que intrigaram para estar ali». Outra de Ramalho Ortigão: «Porque motivo são reformistas de oposição hoje os que eram reformistas governamentais ontem? Os reformistas ignoram qual é a divisa que os separa pela mesma razão que nunca souberam qual é o mote que os reunia. Um partido sem conhecimentos, sem princípios, sem bases de trabalho, sem plano de administração, sem consciência de progresso e sem carta, nem guia, nem lógica de acção, não tendo razão para existir, também não tem razão para deixar de ser. Reformista é uma palavra farfalhuda, mas oca, nome convencional sem objecto em política.» E era assim o avilismo, quase todo com Ávila, bastante sem ele.


28 Outubro 2008

Questão de reis. Vídeo prometido, está lá

    QUANdO A DIGNIDADE VAI NUA Vai-se rir tristemente, pela certa, il Ambasciatore Leonardo Visconti di Modrone, il Capo del Cerimoniale Diplomatico della Repubblica (Ministero degli Affari Esteri) de Itália, claro, com o vídeo (SIC) colocado em Notas Formais e que é, por si só, um documento sobre a dignidade. Para que conste. Botão para Notas Formais, lá em cima...

O mal vem de cima ou está em baixo?

    Naturalmente que se nos disserem que há mais preocupação com a forma, por exemplo, das informações de serviço, do que com o seu conteúdo (então na DGPE, em que as artes gráficas parecem ser convenção da ONU e o livro de estilo ordem de desembarque da NATO dada por Bush!), então o mal vem de cima, porque cá em baixo pode haver claustrofobia mas ninguém morre disso e alguns há-de progredir, se obedecerem às regras da forma mesmo que o conteúdo não lhes saia da cabeça

Sobre «informação» do MNE. Duas ou três coisas que chegam a cinco

É EVIDENTE Depois da nota do director do Gabinete de Informação e Imprensa, Fernando Tavares de Carvalho, vai para dois meses, segundo a qual «No âmbito da reestruturação que o Gabinete de Informação e Imprensa do MNE está a levar a cabo em matéria de produção informativa, o BID (Boletim de Informação Diplomática), será substituído, a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de Setembro, por um serviço de clipping de audiovisuais e de imprensa (nacional e internacional) com alertas, via e-mail, duas vezes por dia», é evidente que se ficou na expectativa.

    Primeiro, expectativa sobre como é que um serviço de clipping poderia substituir um boletim de informação diplomática apesar do boletim, com excepção do pouco que, de fonte autónoma, reportava de acções embaixadas e consulados, pouco ter tido de informação e muito menos de diplomática - era uma súmula da Lusa e uma ou outra matéria dos «jornais de referência» para se dar prova que são lidos.

    Segundo, bem poderia acontecer milagrosamente que um serviço de clipping, feito fora dos muros das Necessidades por encomenda como qualquer empresa faz e até deve fazer, enfim fizessem o clipping das Necessidades - o que nunca foi feito e talvez nem se queira fazer.

    Terceiro, expectativa de que o site oficial do MNE, mesmo com esse serviço de clipping do padre Aparício, saísse da improvisação, dos punhos de renda sempre que se trate de intervenção de ministro ou de secretário de estado eloquente, e nesse se assumisse o dever de informação pública, agregando agendas bem feitas e abrindo a via de newsletters sobre as matérias de política externa que, obviamente, interessam a todos e pelas quais todos têm não só curiosidade mas empenho.

    Quarto, expectativa de que tal «reestruturação» seria sinal de que a «informação diplomática» deixaria de ser o que tem sido - sinónimo de marketing político dos decisores, cujo cúmulo se atingiu com Freitas do Amaral cujo porta-voz pessoal se diluía ou insinuava em porta-voz do ministério, não se sabendo se Freitas do Amaral era o Ministério adoptado ou se o Ministério era um órfão protegido e que a Santa Casa cedeu por empréstimo à política externa.

    Quinto, expectativa de que o MNE, que até agora nunca acertou na comunicação (apenas tem acertado na marcação com media seleccionados e para determinados efeitos - Martins da Cruz nisto foi mestre até que já não conseguiu), enfim, seria desta que que se empenharia a acertar. Não foi o caso - a maré morta do BID deu lugar ao tsunami que nem sequer roça por alguma qualidade, vida e até coisa própria que, por exemplo, a AICEP coo seu Portugal Global ou Portugal News conseguiu, com abertura, modernidade.

Porque é artigo definido...

    O artigo do embaixador Francisco Seixas da Costa, publicado na Gazeta Mercantil, está já editado por NV, exactamente, aí, na página suplementar Artigos Definidos (botão lá em cima...)

QUE HISTÓRIA "

    Que história, esta... Do arco da velha.

AGENDA ¥

... vai tomando feitio, e tanto possível às 0:00, nesta fase... Botão lá em cima.

Parabéns

Diplomata é o que se recorda de todo o passado distante desagradável e se esquece do passado recente incómodo. Por regra, acaba a carreira disfarçado na autobiografia de artista pátrio
- Manuel CLXV Paleólogo©

      • Maria Isabel Valente da Silva, secretária de embaixada, em Bruxelas

      - Semana do Desarmamento, até dia 30
      (ver resolução da Assembleia Geral de 1996, que entrou por um ouvido e saiu pelo outro - em Portugal não se fez nada)



      OLHA QUEM FOI MINISTRO Para uns há muitos, para outros foi ontem, mas 13 anos são treze anos

        JAIME GAMA Neste dia, exactamente, em 1995. Da sua actividade com ministro, uns recordam-se, outros bem se lembram, mas não serão NV a sugerir que no MNE há mnésicos. Em todo o caso, vale a pena avivar a equipa que formou: José Lamego (Negócios Estrangeiros e Cooperação) rendido por Luís Amado; Francisco Seixas da Costa (Assuntos Europeus), rendido depois por Teresa Quintela; José Lello (Comunidades), rendido depois por João Gaspar de Almeida Ribeiro.

27 Outubro 2008

AGRÉMENT L Lavra de Seixas da Costa

Reflexão oportuna (e bem escrito, como sempre)
a que veio na Gazeta Mercantil. Um artigo da lavra
do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Sobre a crise.
Se obtivermos permissão, faremos transcrição em Artigos Definidos.
Porque artigo definido, é.
Aguardemos.

Questão de reis. Perguntam e responde-se

PERGUNTAM nestes últimos dias, sobretudo com aquele pobre, triste e pouco digno desaguizado na SIC (tentamos obter vídeo para colocação em Notas Formais, porque é um documento elucidativo da querela), se deixámos cair a questão. E bastantes perguntas.

Responde-se: sobre isso apenas nos interessa o que a questão tem a ver com o MNE ou o MNE com ela, e se houver desenvolvimentos como parece que vai haver, aqui estaremos.

O tsunami da Rua do Padre Aparício


O serviço da rua do Padre Aparírio, na distribuição de hoje, apresentou 185 links para notícias daqui e dali mas também dalém, grande parte repetidas mas de meios diferentes (provenientes da mãe Lusa de que são dependentes)...

185! Não há pobreza sem fartura. Mas quem é que por essas embaixadas, consulados e nos serviços centrais das Necessidades teve tempo, paciência ou viu utilidade nesse tsunami, para mais tsunami diário? Se alguém houve, não fez mais nada.

O MNE devia falar mais do que faz e menos entreter-se com o que os outros falam de si. Devia tomar o pulso, estar à frente, estar na dianteira com o seu dever de informar, que não é isto. É que o MNE não há meio de acertar.

Sócrates, que está no Brasil, que comprove se este tsunami que custa dinheiro, aproveita a alguém.

Cimeira/Brasil. Coragem política na ortografia

DESDE QUE AS VARIANTES NÃO AVARIEM Nesta cimeira com o Brasil, deve ficar decidido que todos os documentos oficiais em Portugal e no Brasil,já a partir de 2009, passem a ser redigidos segundo as regras do Acordo Ortográfico, ratificado pelos dois países. Claro que não é preciso discorrer muito para chegar à conclusão de que quer o Diário da República, no lado de cá, quer o Diário Oficial da União e Diários Oficiais dos estados brasileiros, vão ser os primeiros rostos do português que aí vem. E para começar os acordos que serão assinados nesta cimeira já estarão redigidos no novo português.

Reflexos directos da esperada decisão haverá nas Necessidades, designadamente para as versões de tratados, convenções, acordos e procolos, com rotinas a terem que ser revistas e responsabilidades melhor desenhadas - agora não se compreenderá que um tratado internacional seja assinado por Lisboa e Brasília em versões diferentes.

Jaime Gama foi pioneiro na matéria, mesmo sem acordo ortográfico: conseguiu que a Convenção do Mar fosse traduzida para uma versão oficial comum aos PLP e, como se notou, nenhuma letra foi ao fundo.

Se Sócrates trouxer da Baía, a firme garantia de que os brasileiros, desta vez, cumprem no mesmo fuso ortográfico de Portugal as responsabilidades assumidas em área tão melindrosa e sensível, tem a cimeira salva, ou não venha de São Salvador.

Que e quando representação de Portugal no Kosovo?

NÃO HÁ COROLÁRIO? Dos 51 países que reconheceram o Kosovo, 13 abriram embaixadas em Pristina (tudos UE), outros têm representações temporárias, outros ainda escritórios de ligação (neste caso, tal como outros que não reconheceram, casos da Rússia e China).

Portugal não abre embaixada? Ou não designa embaixador não residente? Aguardemos que o governo proponha a Belém, porque até agora não notícia...

Brasil instala-se em Pyongyang

7Depois de abrir uma embaixada no Sri Lanka, o Brasil prepara-se para montar uma representação diplomática em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

    A instalação foi decidida logo depois do retorno de uma missão do Itamaraty à Ásia, que anotara o aval de Pequim e realizara consultas políticas com a diplomacia norte-coreana, em Março. A abertura não tem data marcada mas fontes da diplomacia brasileira argumentam que o governo do presidente Lula pretende "contribuir" com eventual transição do regime comunista norte-coreano e assumir um "papel moderador" nas relações de Pyongyang com a comunidade internacional, mesmo que esse país esteja distante da esfera de influência imediata de Brasília.

Palavras de Sócrates sobre os EUA. Não há ilações a tirar?

Faltou, obviamente, na ciclópica entrevista de Sócrates (para o DN/TSF) a pergunta sobre o processo negocial das Lages. Tal pergunta viria mesmo a propósito, no seguimento da apreciação do primeiro-ministro faz da agonizante administração Bush e das esperanças ou expectativas sobre a provável administração Obama.

Mas então porquê pressa em renegociar com Washington o Acordo das Lages, já em Novembro? Será que uma administração agonizante será mais frágil na mesa das negociações, ou que, por isto mesmo, será mais rígida, dura e inflexível, aliás como sempre foi, além disso contando com fidelidades não declaradas, na outra parte?

Curioso é que quem, hoje, num primeiro passo, formata questões destas nas Necessidades, por um daqueles acasos ou descasos da política cruzada com diplomacia, é precisamente o mesmo que, como assessor diplomático do então primeiro-ministro Durão Barroso, preparou a célebre cimeira das Lages, num cenário de óbvia reverência perante Bush, de cuja sombra os seus parceiros das Lages dificilmente se livrarão.

É previsível o argumento de que Bush se revelará agradecido para com os facilitadores portugueses e que, portanto, a renegociação das Lages beneficiaria desse salário afectivo. Mas é um argumento que apenas teria alguma aceitabilidade se a próxima administração norte-americana fosse mera sucedânea desta que agoniza e está ferida, ferida e atrapalhada. Ou ainda se o primeiro-ministro português fosse um alinhado com as ideias, o plano e a futurologia de Bush, pelo que seria de aproveitar os últimos cartuchos de uma administração amiga, agonizante e ferida - ora, não está, como sem equívocos Sócrates deixou claro na entrevista, e da qual o MNE deverá tirar ilações e que são as ilações que os portuguese atentos e preocupados com a «determinante América» tiraram.

Continuaremos

Inadvertência

    Por mera inadvertência as Letras Oficiais de hoje ficaram em estado de rascunho desde as 10:00 (Lisboa). O estado já foi liberto.

Parabéns

Convencionemos: na carreira, o acordo ortográfico promove o grande calão a ministro plenipotenciário.
- Manuel CLXIV Paleólogo©

      • João Quesada Manso Preto, conselheiro de embaixada, em Camberra


26 Outubro 2008

Sócrates… Descansem

Amanhã, segunda Dia adequado para pegarmos na entrevista de Sócrates, no que toca a política externa. Logo pela manhã. Aquilo tem muito que se lhe diga e os pensadores da Direcção Geral de Política Externa não podem ou não devem ficar alheios às indicações do primeiro. Sobre o que, falaremos. Hoje é domingo, dia morto…

    Boa entrevista, embora tenham faltado, nesta área, uma perguntas. Até porque a respostas são a desgraça das perguntas... A propósito dos EUA, Obama e McCain, por exemplo, faltaram as Lages, se faltaram.

Os do Kosovo chegam a S. Bento

    A Agenda dará amanhã conta, mas, pela matéria, é bom não deixar para amanhã o que pode ser dito hoje: Jaime Gama recebe (12:00) uma delegação da Assembleia do Kosovo. Agradecidos estão, não podendo fazer o mesmo em Madrid... nem retribuir ao Funchal.

NV e contagens

Quanto a contagens - visitas, páginas, de onde, por onde, a que horas, etc, enfim essas coisas que nunca foram obsessão de NV, basta sabermos que isto é lido onde interessa que seja lido – desde 2 de Outubro, que as Notas estão agregadas ao Sitemeter. Desde 2003 que estávamos a usar um outro contador que começou a dar sinais de falência, quando íamos no milhão de entradas, o que não é mau.

    Naturalmente que, não sendo esta página generalista - está e continuará a estar a temas que são a sua razão de ser - a NV não interessará muito figurar em top's. Basta-nos a certeza objectiva de que isto é lido e chega lá, ou, como dizia a telefónica, que está perto do que é importante. Assim tem sido, parece, ficando bem agradecer a todos os que nos visitam, mesmo lendo a correr. Obrigado, e pelo menos até agora, o esforço tem valido a pena, também parece.

O BID? Jaz

    RUIM DEFUNTO O BID acabou, é verdade. Sobre aquilo que o se diz ter sido posto em substituição, já aqui se disse alguma coisa mas ainda haverá mais - o MNE não é propriamente uma empresa que produza batata frita Batatex e que tenha interesse saber onde a Batatex é referida, citada e comentada... Quanto ao defunto BID, naturalmente que aquilo estava mal, era mau, e para ser bom ou servir, daria muito trabalho, nomeadamehte o trabalho de registo do que as representações que levam a coisa a sério iam fazendo ou planeavam fazer. Mas, convenhamos, um BID a sério seria francamente mau para as representações que nada fazem nem contam fazer absolutamente nada, além de dar muito trabalho - o gabinete de Informação e Imprensa não um local de sinecura e para descansar os pés?

      Um MNE que não tem newsletter, que não tem BID, que emite comunicados e notas tarde e a más horas, que se serve da agência Lusa como se fosse capacho onde o noticioso oficial limpa os pés e lava as mãos, que se ri dos blogs mas diz a Miliband que o seu blog é muito bom, sem dúvida que, nessa matéria, não só está na cauda da Europa mas também já está atrás do Kosovo que até tem isso tudo. Fez bem reconhecer a superioridade.

Nada de parabéns


Ambiente de cortar à faca? Só quando, na carreira, se permite o uso de armas brancas.

- Manuel CLXIII Paleólogo©

25 Outubro 2008

Rui Patrício e sobretudo Angola...

A propósito da entrevista
publicada hoje na revista do DN/JN

Mas porque é que Rui Patrício não esclareceu aquela coisa da «acta de Viena», à margem das conversções do desarmamento, em que EUA e a então URSS acordaram, com rubrica portuguesa, o desarmamento ou neutralização do MPLA (que foi efectivado por Moscovo) a troco da divisão da influência em África, bastantes antes do 25 de Abril?

AGRÉMENT L Finlândia. Leiam, s.f.f.

Antes que se perca nos ares, excelente texto
o de Laura C. Ferreira Pereira (Universidade do Minho)
publicado no DN. Chapeau!
O Nobel de Athisaari e a Diplomacia Finlandesa


Leiam L s.f.f. → Aqui

Barómetro/TR

    A votação está bonita...

Enfim, não incomoda

    Dá-se conta, em texto do Portugalnews da AICEP, do êxito e grande sucesso que foi uma prova de vinhos do grupo IWA (Independent Winegrowers Association) e do IVBAM, em Munique e Berlim. Quem testemunhou, confirmou-nos. Mas lá no meio da prosa, afirma-se que «É de salientar a presença, em Berlim, do Embaixador de Portugal, José Caetano da Costa Pereira». De salientar seria a sua ausência de Berlim... Há muitos anos que a capital alemã não é Bona.

Que convincente argumento para o Kosovo!

    E não é que, no próprio coração das Necessidades, se voltou a justificar o reconhecimento do Kosovo apenas pelo facto dos restantes estados da UE que ainda o não fizeram terem «problemas de ordem interna», e que, por Portugal não se confrontar com «situação semelhante», se entendeu ser melhor ir atrás do grupo da UE que reconheceu?

    É assim, com tais critérios, que se formula a política externa? Razão então teve a assembleia da Madeira em disparar quase sobre a hora a célebre saudação a Pristina pela declaração unilateral de independência - não foi atrás, foi à frente.

Parabéns


Numa chancelaria, a incompetência é quase sempre a esperteza de espírito a voar, subindo.

- Manuel CLXII Paleólogo©

      • Luís Barreira de Sousa, ministro plenipotenciário, secretário-geral adjunto
      • Carlos Folhadela de Macedo Oliveira, conselheiro de embaixada, cônsul-geral em Montreal
      • José Manuel Castro Santiago, secretário de embaixada, em Nova Deli
      • João Miguel Neves da Costa, secretário de embaixada, na REPER
      • Carlos Maciel Ferreira, secretário de embaixada, em Moscovo

        OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 199 anos, já com um ano de transferência da corte para o Rio de Janeiro

          MIGUEL PEREIRA FORJAZ Que haveria de ser conde da Feira em 1820, era militar - participou na campanha do Rossilhão. Fora membro do Conselho da Regência em 1807 e organizou a resistência militar contra os franceses, com Bernardim Freire, de quem era primo e foi seu ajudante de campo no exército que marcharia deo Porto sobre Lisboa. Membro da Junta Governativa de 1808, mais tarde, par do reino em 1826. Depois da Convenção de Sintra, foi secretário da Regência e encarregado da pasta dos Negócios da Guerra e Estrangeiros.

    24 Outubro 2008

    PONTO CRÍTICO 26 ■ O que não se entende no estado

    A propósito do preenchimento
    do cargo dos Assuntos Europeus,
    não interessa o governo ou o partido que faz destas no poder.
    O que não se entende
    é que isto aconteça no estado,
    sobretudo nas áreas sensíveis e melindrosas
    das funções de soberania onde é um risco fazer experimentações


      SE AS FUNÇÕES de secretário de estado dos Assuntos Europeus fossem meras funções políticas, de verbalismo político ou de mera representação histriónica, não se questionaria os critérios para a designação de Teresa Ribeiro – não se questiona a designação, o governo pode fazer legitimamente o que entender, bem ou mal, e muito menos se questiona a figura ou pessoa de Teresa Ribeiro que, obviamente não está em causa, apenas serve de efeito.

      Mas se há departamento governamental onde se exige o conhecimento técnico de dossiers, preparação específica a supor longo contacto com os temas e, no caso, provas de alta capacidade negocial, de rigor e acompanhamento crítico, sem dúvida que esse departamento é o dos Assuntos Europeus, a que bastantes estados da UE conferem o nível de ministro ou de ministro delegado. Pode-se ser secretário ou secretária de estado desses Assuntos Europeus de um dia para o outro, mas não é de um dia para o outro que um qualquer cidadão, por muito que perceba de medicina cardiovascular ou de gestão da imprensa regional, se apresenta preparado para lidar com a nomenclatura de Bruxelas, ou subir e descer à vontade pelos degraus da torre de babel do «acervo comunitário».

      E aqui bate o ponto. Vai para pouco mais de um ano, que Teresa Ribeiro era nomeada para directora do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, sucedâneo do instituto de que fora presidente. E entendeu-se isso, como se entendeu o argumentário do despacho de nomeação para Teresa Ribeiro dirigir esse gabinete, com um razoável e invocado curriculum de suporte. Então, o argumentário de Sócrates e Augusto Santos Silva era ou foi perfeitamente aceitável – Teresa Ribeiro tinha sem dúvida competência técnica, aptidão, experiência profissional e formação adequadas ao exercício dessas funções, o seu curriculum correspondia ao perfil pretendido para cumprir as atribuições e alcançar os objectivos fixados para o citado gabinete, e manifestamente tinha idoneidade para o cargo.
      Será que, com o mesmíssimo curriculum se irá justificar a nomeação de Teresa Ribeiro para os Assuntos Europeus?

      Todos nos recordamos da resposta que, após ter sido nomeada MNE, Teresa Gouveia deu quando lhe perguntaram se se sentia à vontade nos dossiers, se os conhecia, etc… «Vou estudá-los e rapidamente ficarei dentro das matérias», foi mais ou menos a resposta. E viu-se como entrou. Como anteriormente (então, a propósito das negociações de Doha!) já se tinha visto quando Teresa Moura ascendera surpreendentemente aos mesmos Assuntos Europeus.

      Não interessa o governo ou o partido que faz destas no poder. O que não se entende é que isto aconteça no estado, sobretudo nas áreas sensíveis e melindrosas das funções de soberania onde é um risco fazer experimentações.

      Carlos Albino

    O tal curriculum

    Diplomacia da tacada

    CÔNSULES-ELOS Pela quarta vez, uma Associação do Corpo Consular do Algarve promove o Masters da Diplomacia em Golf, e, segundo se diz, estarão inscritos 23 embaixadores acreditados em Lisboa. De hoje até domingo. Como é costume em coisas deste género, as receitas líquidas revertem a favor de instituições de solidariedade social, mas para além deste propósito, não se esconde tratar-se de «um importante elo de mediatização e promoção do Algarve, pois das visitas de inúmeros diplomatas já nasceram importantes investimentos na região»... Agora digam se não há cônsules-elos que percebem de diplomacia económica e imobiliária.

      E «JANTAR INTERCULTURAL» Com tais embaixadores e cônsules, jantar ainda hoje (20:00) no salão nobre do governo civil de Faro, jantar esse, como se diz, «no âmbito das iniciativas regionais do Ano Europeu do Diálogo Intercultural». E neste diálogo intercultural estão presentes João Cravinho e José Magalhães.

    Kosovo. Questão mal digerida nas Necessidades

    SIM, SENHOR Mal digerida nas Necessidades e fora das Necessidades. Não pensem SEXA E VEXA que a política externa do país é apenas coisa de política interna das Necessidades... Voltaremos ao assunto.

    Secretários de estado dos Assuntos Europeus

    E ATÉ DARÁ PARA BRIEFING talvez seja de restaurar a ideia... É que a compararem-se as gestões de Assuntos Europeus entre 1985 - 2001 (desde Vitor Martins a Seixas da Costa) com o resto (onde há duas excepções), é uma tristeza para não dizer lástima. E as excepções do resto são Mário David que, apesar de não te feito nada que se visse, sabia do assunto europeu, e Manuel Lobo Antunes que cresceu no cargo e fez uma boa presidência. Dá para Briefing, não dá?

    21 novos conselheiros. Lista publicada

      Publicada está a lista de 21 novos conselheiros de embaixada. Pode ser vista em Notas Formais

    Blog telefónico Pequim-Tóquio

      Os primeiros-ministros japonês, Taro Aso, e chinês, Wen Jiabao, decidiram agora estabelecer uma ligação telefónica directa de urgência entre Tóquio e Pequim, com o objectivo de reforço da confiança bilateral, por via de «trocas frequentes de opiniões e em tempo oportuno através de uma linha de urgência». Chama-se a isto blog de acesso restrito.

    BARÓMETRO/NV  A escolha de TR

      ASSUNTOS EUROPEUS No Barómetro/NV, já a funcionar, a pergunta não podia ser outra: A escolha de Teresa Ribeiro para área das mais exigentes da política externa portuguesa, foi boa? Má? Ou aguarde-se?

        No dia 31, saberemos a tendência de opinião que, valendo o que vale, desde 2003 não tem andado longe dos augúrios... Votem, s.f.f.

    Parabéns


    Nem na diplomacia, o peixe depois de frito volta a nadar, quanto mais fora dela.

    - Manuel CLXI Paleólogo©


        • Joaquim Caimoto Duarte, embaixador, chefe da missão em Viena


        - Dia das Nações Unidas
        (abrir Aqui)


        OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 125 anos, dia de remodelação nos Negócios Estrangeiros, no governo de Fontes Pereira de Melo

          JOSÉ VICENTE BARBOSA DU BOCAGE Era ministro da Marinha, passou para os Estrangeiros, em mais uma das várias remodelações do que foi o 14.º governo sob D. Carlos. Deste ministro de 1883 já aqui se falou em 13 de Outubro → Aqui

    23 Outubro 2008

    Teresas

      Diga-se o que se disser de Manuel Lobo Antunes, ou pense-se o que se pensar, mas faz lembrar aquela de Teresa Moura, também Teresa.

    TR. Por ora não se percebe

    Com uma carreira ascendente num quadro confinado do funcionalismo público, é que não se percebe a escolha de TR para os Assuntos Europeus...

    Veja-se o curriculum oficial completo de TR em Notas Formais. Não se entende.

    Entra Teresa Ribeiro. Para o lugar de Manuel Lobo Antunes

      Chegou a Belém o procedimento: pedido de exoneração de Manuel Lobo Antunes (segue para a chefia da REPER), e proposta para lhe suceder... Teresa Ribeiro.

        Teresa Ribeiro, 54 anos, é desde 2007 directora do Gabinete para os Meios de Comunicação, organismo que substituiu o Instituto da Comunicação Social, ao qual presidiu nos sete anos anteriores.

        Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Teresa Ribeiro fez toda a sua carreira em organismos públicos da área da Comunicação Social, designadamente na Direcção Geral da Comunicação Social.

        Surpresa. A não ser que os Assuntos Europeus se desloquem para Bruxelas.

    Para se começar a fixar o nome. Domingos Simões Pereira…

    Sim, o secretário executivo da CPLP. Dez dias pelo Brasil,
    encontros com alguns ministros e altos funcionários,
    almoço oferecido pelo secretário geral do Itamaraty,
    depois de audiência com Celso Amorim.
    Na foto, Domingos Simões Pereira com Garibaldi Alves Filho, presidente do senado



    Tema principal da conversa,
    a projectada Assembleia Parlamentar dos Países de Língua Portuguesa

    Crise instalou-se nos parabénsNos dias, nas efemérides, uma lástima

    Se não há nada, para quê pensar? Basta clicar. E então, para converter números romanos em árabes e vice-versa, não é preciso pensar muito. Basta clicar → aqui. Sejam paleólogos!
    - Manuel CLX Paleólogo©

    22 Outubro 2008

    Agapito, António Monteiro e Laponte

    Ele U claramente:
      - Meu caro! Ouça! Qual carta para o secretário de estado francês, nem qual carta para Bernard Laponte! O que o Monteiro deveria ter feito era entregar o Bernard Laponte como concessão à Lusoponte! Isso é que era reacção diplomática!

    Sampaio como sempre

    SANTO DEUS Jorge Sampaio, o Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, participou hoje numa sessão solene que teve lugar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Na sua intervenção defendeu a necessidade de serem criadas novas políticas para responder ao problema da integração das minorias muçulmanas na Europa.

    Mas que novas políticas? Esse é o problema a que Sampaio não respondeu. Como sempre.

      E além disso, não serão os muçulmanos que terão de aceitar a mudança de certas visões para se integrarem onde ninguém os impede de se integrar? Basta ler a missionária que escrevinha no diário Público, designadamente sobre o que perorou a propósito de Eduardo Lourenço, como se comenta → aqui e bem, apesar de, por delicadeza, pareça faltar uma observação incómoda para a missionária que, pelos vistos, não se integra. E não é por falta de políticas.

    Emigrantes. É de perguntar

    A PERGUNTA É A DESGRAÇA DA RESPOSTA Por aí, um dilúvio de comentários (alguns até políticos ou de políticos, o que não é a mesma coisa) sobre a abstenção dos emigrantes, o desinteresse dos emigrantes pela coisa pública portuguesa, o afastamento dos emigrantes das causas nacionais, enfim a fraquíssima expressão da participação política dos emigrantes...

      Mas é de perguntar também se os portugueses residentes onde as coisas acontecem, não se abstêm dos emigrantes (com aquele isso é lá com eles), se não se desinteressam de tudo o que chegue lá de fora (a não ser um tiro de manchete, um sequestro espectacular para a RTP ou façanha prisional para a SIC), se não se afastam das causas dos emigrantes (a não ser quando as quebras remessas os tornam lembrados), enfim, se a fortíssima expressão dos residentes na política portuguesa tem presente que sempre serão uns quatro a cinco milhões que estão lá fora e cujo hipotético retorno de parcelas em massa força ao pragmatismo político para contornar calafrios...

      É de perguntar. Aliás as «Comunidades Portuguesas», no próprio MNE, sempre foi sector considerado secundário e impróprio para elites diplomáticas que apenas descem às funções consulares... porque não há melhor e sempre se ganham uns cacaus.

    NV Anuários 2007 e 2004 MNE online...

    POR AQUI SE DISSE As Necessidades retiraram do site oficial o Anuário Diplomático e Consular de 2007, sem que fosse colocada a edição de 2008, como sertia de esperar, ou não se trate de um anuário. Sendo um instrumento de consulta, de utilidade para diplomatas, jornalistas, universidades e sobretudo para as chancelarias acreditadas em Lisboa, a cujo acesso em algum momento inesperado se pode tornar premente, NV socorrem-se do armazém de memória do STCDE cuja gentileza para autorização de uso, agradecemos.

      Assim, já está recolocado o acesso ao Anuário de 2007 na coluna ao lado, logo a seguir aos Links da Casa. E colocado está já também link para o Anuário de 2004 que, embora manisfestamente desactualizado, tem os curriculos da maioria dos diplomatas no activo e que a edição de 2007 purgou ou omitiu.

    Lajes. Pressa porquê?

    Negociações com os EUA sobre a base das Lajes, na semana de 3 a 7 de Novembro. E parece que o responsável da delegação portuguesa será Nuno Brito, director de Política Externa do MNE, com posicionamento curricularmente consabido.

    Não seria mais aconselhável esperar pelo desfecho de Obama? Porque será que Washington ainda de Bush, tem tanta pressa?

    Tema quente para os dias que se seguem.

    E logo do magreb francês... Mas que desonra nacional!

    Talvez primeira consequência do acordo de Portugal com Marrocos em matéria ambiental e ordenamento do território, o secretário de estado francês Bernard Laponte afirmou que «o ambiente dos jogos entre a França e os países do Magrebe ou Portugal davam origem a situações 'explosivas' e de confrontação»...

    Aquele «Magrebe ou Portugal», santo deus o que não deu! O Magreb! Portugal, depois de humilhado pela Albânia, tratado como primo corânico ou anexo parental desse Magrebe! Desse Magreb, querida matéria alérgica! Contra os canhões marchar, marchar.

    O embaixador António Monteiro reagiu e está tudo bem descrito neste recorte do Lusojornal:

    Grande lençol


      O serviço de Clipping MediaMonitor para o MNE, aí está com ar de grande lençol - até o Eixo do Mal (SIC) não escapa na detecção, pelas referências ao ministro. Se os diplomatas se põem a ler isto, então é que não farão mais nada... Além disso, muita parra, pouca uva.

    Anuário Diplomático sumiu

      O Anuário Diplomático e Consular (com data de 15 de Outubro de 2007), colocado no site oficial das Necessidades (formato PDF) foi retirado. Também não vem grande mal ao mundo.

      Sobre quando será colocada a versão actualizada, o MNE não diz.

    Nada de parabénsMas o tempo passa


    Uma diplomacia sem dinheiro, tem toda a legitimidade para pedir divórcio não litigioso.

    - Manuel CLXIX Paleólogo©


        COMO O TEMPO PASSA Neste dia, há 28 anos - era MNE, Freitas do Amaral - entraram 14 para a carreira como adidos:

        Ana Gomes, António Botelho de Sousa, Emídio da Veiga Domingos, Fernando Alberty Tavares de Carvalho, Fernando Gouveia Coelho, João Marques Teixeira, João Caetano da Silva, João Paulo Santos, Luís Barreiros, Luísa Bastos de Almeida, Maria Cristina de Almeida, Maria da Graça Andresen Guimarães, Maria Josefina Carvalho e Walid Maciel Chaves Saad.

    21 Outubro 2008

    Oferta para Bissau

    Estamos longe da quadra natalícia - ocasião
    em que NV costumam oferecer títulos de livros antigos
    a responsáveis das Necessidades e a alguns diplomatas em posto
    - mas, excepção para Bissau

    Na Lituânia, santo deus

      Muito interessante, o que se passa no n.º 5 da rua Gredimino, em Vilnius.

      Niguém de parabénsNem dias, nem efemérides…

      Quando algum ministro julga que a sua fotografia melhora a imagem de Portugal, será aconselhável ver primeiro os negativos.
      - Manuel CLVIII Paleólogo©

      20 Outubro 2008

      Esta noite...

        Sim, esta noite, no silêncio da noite, calmamente, tentaremos melhorar funcionalidades de NV, à semelhança do que já se conseguiu nas páginas suplementares, como devem ter notado. Por vezes temos que perceber do que não sabemos...

      Quentes e boas

      CASTANHOL DIPLOMÁTICO Não é por nada, mas as castanhas, segundo parece, aí estão e nas Necessidades! Quentes e boas. Nos corredores fala-se das castanhas assadas, nos claustros fala-se em surdina de tal e tal eventual castanhede, nos cruzamentos da Cozinha Velha fala-se que vai haver castanhada aqui ou talvez ali, nas escadas do protocolo fala-se dos arquivamentos de castanhais e castanhais antigos...

      Aqui em NV apenas haverá castanhas depois de um Ponto Crítico sobre a matéria.

      A foto, pescada na net,
      é de Fernando Martins que não conhecemos
      mas queremos felicitar - chapeau! Para além de boa foto,
      dá ideia de como alguns diplomatas estão...

      NOTADORES œ

      OE, Amado, reis... há bastante correio para responder.

      Pérola oficial

        A propósito da reprodução em cativeiro do lince, decreto do governo afirma hoje que o acordo com Madrid quanto a esse animal «permitirá a plena integração da República Portuguesa no Programa espanhol»... Como é que não havia de caber?

        Ver Letras Oficiais

      Parabéns



      À pobreza com pretensões chama-se orçamento.

      - Manuel CLVII Paleólogo©


          • Emídio da Veiga Domingos, conselheiro de embaixada, na disponibilidade

          OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 104 anos, num governo de 516 dias, o oitavo governo de D. Carlos, no auge do clientelismo: extinguiam-se lugares dos compadres de uns, para dar vez a compadres de outros, em perfeito rotativismo…

            ANTÓNIO EDUARDO VILAÇA Nos Estrangeiros, nesse 20 de Outubro de 1904, no terceiro e último governo de José Luciano, a que então se chamava «o governo das mil maravilhas». D. Carlos preparava-se para mais uma viagem, a Inglaterra (Novembro de 1904), com as cortes encerradas e motins por aqui e por ali...

      19 Outubro 2008

      AGRÉMENT L Orçamento de Estado

      Boa ideia, bem feito.
      Como o Orçamento de Estado
      vai sendo comentado, referido, em actualização contínua.
      Muito útil
      para essas embaixadas, consulados e portugueses espalhados pelo mundo...

      Cliquem no
      Orçamento de Estado que ele aguenta.

      BARÓMETRO/NV  Resultados abertos

      INDICAÇÕES Os resultados estão lançados. Já lá está, no Barómetro/NV, o botão Ver Resultados. Confirmem.


        Valem o que valem, mas sobre o desempenho do MNE, dos 143 opinantes voluntários, 42 responderam Medíocre (29.37%); 30 optaram pelo Muito mau (20.98%); 17 pelo Sofrível (11.89%); 16 pelo Bom (11.19%); 13 pelo Suficiente (9.09%) e 8 pelo Muito bom (5.59%).

        Desde 2003, as indicações têm indicado. Com tempo e paciência, colocaremos a etiqueta Barómetro em todos os resultados desde há cinco anos (43 entradas estão localizadas, desde já). Para que se compare e rememore.

      Terça-feira (00:01), novo Barómetro.

      Parabéns em criseMas haja memória


      A memória é um visto temporário que se concede a uma refugiada chamada inteligência.

      - Manuel CLVI Paleólogo©


          OLHA QUEM FOI MINISTRO Por 17 dias, há 87 anos, após a «Noite Sangrenta» em que o chefe do governo anterior, António Granjo, foi assassinado, tal como os históricos republicanos, Machado Santos e José Carlos da Maia.

            ALBERTO DA VEIGA SIMÕES Escritor, jornalista, político, diplomata, investigador, tudo isso, mas foi sobretudo diplomata. Alberto da Veiga Simões subiu vertiginosamente na carreira: cônsul em Manaus em 1915, promovido e colocado em Oslo em 1919, chefe de missão em Viena em 1921, percorrendo toda a Europa, a partir de então, como representante de Portugal em importantes negociações de carácter político e económico. Masi tarde, entre 1933 e 1940, é enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Berlim, onde testemunha as circunstâncias que culminaram na Segunda Guerra Mundial - os relatórios enviados por Alberto da Veiga Simões para as Necessidades são imprescindíveis para o estudo da época. Não foi um particular simpatizante da política do Estado Novo e a sua frontalidade suscitou incompatibilidades que armadilharam a sua carreira. Em 1946 é nomeado para a missão em Pequim mas a sua saúde impede-o de de rumar para a China. Salazar aproveita a oportunidade para o afastar definitivamente, demitindo-o da carreira diplomática.

            Dois bons livros para se compreender a personalidade deste diplomata: «Alberto da Veiga Simões: esboço de uma biografia política», de Lina Maria Gonçalves Alves Madeira (Edição Quarteto), e «Correspondência de um Diplomata no III Reich - Veiga Simões: Ministro Acreditado em Berlim de 1933 a 1940», edição patrocinada pela Associação dos Amigos do Arquivo Histórico-Diplomático do MNE.

              E porque ninguém hoje faz anos nas Necessidades e não há dias mundiais nem internacionais, cabe um texto de Jaime Cortesão sobre esses dias de há 87 anos:

              «Os crimes que se praticaram não eram possíveis sem a dissolução moral a que chegou a sociedade portuguesa. Por trás das espingardas que vararam António Granjo, há outras armas mais perigosas e asassinas. Chamam-se elas o egoísmos das classes, e, em especial, das mais altas; a inércia e por vezes a corrupção do poder; a esterilidade dos mais elevados organismos políticos da nação que se debatem em mesquinhas disputas»

      18 Outubro 2008

      Alguém não fica bem na fotografia...

        No OE 2009, menos 4,2 milhões de euros para o complexo mundo do MNE. Bastaria Manuel Pinho prescindir de umas fotografias por um milhão de euros, para o rombo no MNE ficar em 3,2 milhões. Amenizava.

      Migrantes. Matéria «comunitarizada»?

      A propósito da Convenção Internacional
      sobre a Protecção de todos os Trabalhadores Migrantes
      e Membros das suas Famílias


        Por via de um comentário colocado na Agenda, ficamos a saber que Associação de Reencontro dos Emigrantes emdereçou a Luís Amado isto e que o gabinete do MNE respondeu desta maneira

          Na verdade, esta convenção (de 1990, 18 de Dezembro) entrou em vigor a 1 de Julho de 2003, com 30 estados signatários e, agora, com 39 estados partes. Nem um do UE figura, cada qual argumentando por certo que a matéria é «comunitarizada», pelo que se isentam… Então que adira a UE, com as salvaguardas comunitarizadas que entender.

      Parecer do MNE sobre reis? Ainda dura?

      E FOI MESMO aquilo na SIC, a questão de reis - o soaque de Carnaxide não enganou. No que, por aqui, a questão interessa, ficou-se a saber de um procedimento criminal contra um ex-MNE (Freitas do Amaral), contra o actual MNE Luís Amado, contra diplomatas do MNE (o embaixador ou ex-embaixador em Roma, e o responsável pelos serviços jurídicos das Necessidades), designadamente por calúnia e falsos documentos, como foi dito e ouvido, e por um parecer do MNE sobre quem é ou será rei, que afinal ainda dura, parecer esse que é o busilis da questão.

      É claro que o MNE não pode nem deve pronunciar-se sobre questões de sucessão dinástica, que é o que está em causa e não tanto quem seja ou se arroga herdeiro do trono - ninguém pode herdar um bem ou coisa que não existe, e trono não existe. Este é um assunto entre monárquicos, coisa de cortes se algum dia houver cortes, ou para tribunais.

      Luís Amado já disse por escrito que esse parecer não teve homologação política do ministro, pelo que ficou isso no patamar dos «documentos de trabalho» internos, embora não se entenda tal trabalho no MNE. Se assim foi, ninguém em nome do estado, pode invocar esse parecer para prejudicar terceiros, favorecer segundos e legitimar primeiros. Julgávamos que a questão do parecer estaria encerrada com a declaração do ministro, mas afinal não está.

        E seria bom que, alguma vez, ficasse esclarecido se o MNE reconheceu alguém como duque de Bragança, portanto, como sucessor dinástico (substituindo-se a tribunais), ou até mesmo como herdeiro do trono que não existe (substotuindo-se a cortes), a ponto de se instruir a embaixada em Roma para proceder em conformidade - se esta procedeu sem instruções, mais grave. Se tal aconteceu, então o tal parecer foi expressa ou tacitamente homologado e a declaração do ministro fica posta em crise; se não aconteceu, alguma coisa está errada na papelada que, a propósito, foi trasmitida oficialmente pela República Portuguesa à República Italiana.

      Questão de Reis... Chega a Carnaxide?

        Voz com sotaque de Carnaxide, garante-nos que a questão de reis chega à SIC, depois das 20:00 (está quase), e que lá pelo meio ou perto do fim mete MNE. Será? O sotaque não costuma enganar.

        Parece que o caso não é para menos...

      Comentários & Opiniões

        Nas páginas de Letras Oficiais, Agenda e Notas Formais, pode-se comentar & opinar online, s.f.f., embora os comentários sejam moderados, não se estranhe, para se evitar inconveniências.

        Aqui em NV, apenas por e-mail, no endereço habitual notas.verbais@gmail.com

          As páginas (também suplementares de NV) de Artigos Definidos, Comunidades Portuguesas e Correspondente Europeu, têm estado um tanto paradas como se pode verificar, mas a seu tempo retomarão as finalidades para que foram criadas, assim haja saúde, acabe a crise, e o ministro Santos Silva reconheça haver mais que Fátima, Futebol e Finte-cinco-de Abril (finte, é propositado, para haver fórmula de três éfes).

      Parabéns

      A diplomacia económica que se torna remediada, já fica mais perto da miséria que é um eixo da economia diplomática.
      - Manuel CLV Paleólogo©


          • Jorge Alves César das Neves, secretário de embaixada, destacamento, Conselho UE

      17 Outubro 2008

      SELECTA Angolagate

      Exactamente The Sordid Tale of 'Angolagate' na Spiegelonline

      Bissau. Embaixador ausente?

      POR SANTIAGO! No momento em que o Conselho de Segurança e o secretário-geral das Nações Unidas se inquietam sobre a situação e futuro em Bissau, em que a presidência francesa da UE promove a reunião habitual de embaixadores, nesta reunião estão seis representantes europeus e o embaixador português está ausente?

      É o que se afirma aqui em → Bissau Digital

      Não tenham esse trabalho...

        Apenas em função do número e teor de e-mails anónimos - como sempre, nestes casos em que aqui se fala das excepções de transparência, de incumprimentos e de procedimentos inadmissíveis por parte de gente do MNE que, sabendo que tudo vai parar às costas do ministro e bastante disso algum dia ganhará tons de aguarela política que isenta, continuam a agir e a ameaçar a coberto do funcionalismo anónimo -, em função disso, devemos responder a todos que, nestas bandas, não há claustrofobia.

      Outra que ilustra...

      Transcreve-se:
        O MNE demorou quarenta e dois dias a satisfazer um pedido de passagem de certidão de um despacho do Ministro, de meia página, e só o fez na sequência da sua citação judicial para responder no âmbito do respectivo pedido de intimação...

      Mas leia tudo que ilustra também ou ainda aqui

      Inacreditável. Não há outra palavra

        MAS SAFAM-SE Episódios destes, pior ainda se multiplicados, é que desacreditam a carreira porque correspondem a uma cultura de continuado benefício da impunidade. É que nem interessa saber quem foi e onde foi - isso é para inspectores. Interessa apenas saber ou constatar que isto acaba de acontecer da parte de um cônsul-geral, funcionário graduado que não é propriamente um enfermeiro ucraniano a quem o SEF concede que faça trabalhos de jardinagem em Portugal. Por muito menos que isto, ministros têm caído e presidentes de câmara têm sido chamados à pedra. Mal estará o MNE se for usado como uma ilha de isentos do procedimento administrativo a abanar com excepção de sobranceria as abas do paletó.

        Leia-se o que revela o bem regressado → Livro de Ponto

      PUB INSTITUCIONAL æ

      Na Curia (14, 15 e 16 de Novembro), será a 2ª Universidade Europa.
      O processo de candidaturas está já aberto.
      Para avaliar como foi a 1ª edição, ver a carta-convite, esmiuçar programa e temas,
      fazer o download da Ficha de Candidatura,
      ou mesmo, quem queira, candidatar-se online
      em
      http://www.psdeuropa.org/univeuropa

      Transparência. No bom sentido

      QUEM RECEBEU E QUANTO RECEBEU No que diz respeito aos fundos para o Desenvolvimento Rural, a Comissão Europeia passou a disponibilizar um portal que agrega os sítios nacionais de cada um dos Estados-Membros, onde será possível encontrar os dados dos beneficiários destes financiamentos a nível nacional. Este portal deverá estar completo, com sítios de todos os Estados-Membros, a partir de meados de 2009, mas já lá está matéria.

        Para o caso português, com informações sobre os beneficiários dos pagamentos da PAC (por nomes ou por concelhos), clique sobre a palavra que se se segue que é a apropriada:

        transparência

        Está lá tudo, pelo menos parece.


      Nos termos do artigo 44.o-A do Regulamento (CE) n.o 1290/2005, os Estados-Membros asseguram a publicação anual ex post da lista dos beneficiários do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (Feader), e dos montantes recebidos por beneficiário ao abrigo de cada um destes fundos.

      E diga-se: Portugal está a cumprir. Para os restantes estados da UE consultar
      → Aqui

      Conselho das Comunidades. Tudo eleito, muita polémica

      À TANGENTE OU POR SECANTE Estão eleitos o novo presidente e o Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, com bastante polémica, ameaças de impugnação e votos finais à tangente, mas tudo serenou, pelo que é improvável que o jantar oficial, hoje, nas Necessidades (com António Braga), não tenha brindes.

        Fernando Gomes (Macau) é o novo rosto de liderança, com António Fonseca (França) na vice-presidência e Alcides Martins (Brasil) no cargo de secretário.

        Para o Conselho Permanente, entram António Fonseca (França), Fernando Gomes(Macau), Alcides Martins (Brasil), Clementina Santos (Canadá) e Teresa Heimans (Holanda), numa lista que obteve 31 votos do plenário de 73 representantes que debitou quatro votos nulos.

          Vencidos, com 29 votos, ficou a lista que propunha José João Morais (EUA), José Alves (Brasil), Eduardo Dias (Luxemburgo), Ana Pereira (Austrália) e Maria Fernandes (África do Sul).

        Do Conselho Permanente ficam a fazer parte também, como membros, os presidentes das comissões especializadas: Paulo Marques (França, comissão da Participação Cívica e Política), Silvério Soares da Silva (África do Sul, Assuntos Económicos), Amadeu Batel (Suécia , Língua, Educação e Cultura), Luís Jorge (Venezuela, Associativismo e Comunicação Social), José Pereira Coutinho (Macau, Assuntos Consulares e Apoio aos Cidadãos) e Manuel Beja (Suíça, Assuntos Sociais e Fluxos Migratórios).

      Ponto 1 e Ponto 2

      1. Com a reactivação da Agenda (enfim, tentativa de agenda...) as informações do dia de que dispomos, vão indo para essa página suplementar de NV para a qual pedimos a colaboração de todos para que venha a ser, de facto, agenda.


      2. O texto rolante, encaixado naquilo que designamos por Corredor (na coluna do lado, aqui, em NV), passa a registar apenas antecipações

      BARÓMETRO/NV  Até amanhã...

        Os resultados do barómetro, ali ao lado, sobre o desempenho de Luís Amado, continuam ainda fechados. Por caso, a participação tem sido maior da que se registou em anteriores barómetros, e... até agora os resultados são uma surpresa.

        Amanhã, sábado, acabam os votos. Há tempo.

      Parabéns


      A diplomacia não é o produto do meio, é sim a caricatura das extremidades.

      - Manuel CLIV Paleólogo©


          • António Faria e Maya, ministro plenipotenciário, chefe da missão em Bangkok
          • Pedro Miguel Carmona, secretário de embaixada, em Copenhaga


          - Dia Internacional para a Eliminação da Pobreza
          (abrir Aqui)


          OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 31 anos e parece um século. Foi interino por três meses e ficou na ideia que foram três anos.

            MÁRIO SOARES Nos Estrangeiros, neste dia em 1977, até final de Janeiro de 1978, rendido no cargo por Sá Machado. Antes, fora ministro, José Medeiros Ferreira que, melhor do que ninguém, pode fazer cronologia não anatematizada. Porque é que NV se haveriam de meter nisso?

      16 Outubro 2008

      Kosovo, sobe a 51

        O reconhecimento do Kosovo pelo Emirados Árabes Unidos (dia 14) passou relativamente apagado, talvez pelo impacto do reconhecimento português.

        Diplomático jogo de xadrês. Com garrafas de água...

        Jaime Gama recebeu hoje, em S. Bento,
        uma delegação parlamentar do Iraque...

        ... a capacidade de improvisação dos portugueses fica à evidência,
        até para uma partida de xadrês,
        à falta do tabuleiro e das peças habituais do jogo.

        Fundo para a Língua Portuguesa&

        Não, não é esse fundo.
        Trata-se de nova rubrica em que NV passam a guardar
        pérolas oficiais da língua portuguesa.


        Pérolas e a merecer &

        Inaugura-se o FUNDO, com expressão tirada deste OE, e logo da área do MNE. Eis:

            ...o investimento no desenvolvimento de sistemas aplicacionais estruturantes visando a desmaterialização e simplificação dos processos...

        A simplificação começa bem, não começa?

        Reestruturação do MNE @

        DOIS PARÁGRAFOS, NOVE LINHAS Cabe tudo @


        1. - prosseguirá a avaliação e revisão da rede na representação externa (no âmbito das reformas da administração pública)
        2. - dá-se como possível em 2009, a conclusão da reforma do estatuto das carreiras do pessoal diplomático e respectivo regulamento
        3. - haverá «investimento no desenvolvimento de sistemas aplicacionais estruturantes visando a desmaterialização e simplificação dos processos»
        4. - será dada prioridade à reforma da gestão dos recursos afectos aos serviços externos do MNE, com relevância para a gestão do respectivo património
        5. - procurar-se-á obter maior economia na aplicação dos recursos e melhor qualidade da informação e eficiência no relacionamento com os serviços centraia.

        Conselheiros do Reino Unido. Pedem intervenção do Presidente da República

        CONSULADO-GERAL DE LONDRES É A QUESTÃO Primeiro sinal de que o primeiro plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas não é uma assembleia amorfa, aí está. Os conselheiros que representam os emigrantes no Reino Unido endereçaram um carta aberta a Cavaco Silva solicitando a sua intervenção ou magistério de influência (como se diz) para solucionar o problema do Consulado-Geral em Londres.

          Dizem os conselheiros que «face à situação a que chegaram os serviços consulares no Reino Unido e atendendo a que, em 5 anos, passaram 5 Cônsules Gerais pelo Consulado de Londres, os Conselheiros do Reino Unido consideram que é por demais evidente a pobre resposta dos serviços consulares e da política de intervenção do Governo em termos de emigração portuguesa.»

          Em
          Notas Formais (a serem reactivadas) NV publicarão essa carta na íntegra, bem como uma outra endereçada, em Fevereiro, a António Braga sobre a mesma questão.

        Paz, Segurança. Isso mesmo h

        AS LINHAS QUE TEMOS Lex paciferat h

        1. - em 2009, prosseguirá a promoção dos interesses nacionais em várias instâncias, com destaque e para a PESD
        2. - prosseguirá o reforço do acompanhamento de matérias relacionadas com o desarmamento, não-proliferação e controlo do armamento convencional e químico, através do acompanhamento dos processos legislativos condudentes à ratificação do Protocolo V relativo à Convenção sobre Certas Armas Convencionais
        3. - Portugal assumirá a presidência do Comité Interministerial de Alto Nível (CIMIN) da Força de Gendarmerie Europeia
        4. - continuará a participar na Proliferation Security Iniciative

        AGRÉMENT L Bissau. Leiam, s.f.f.

        Este texto - Quem salva a cooperação portuguesa? -
        publicado em Ditadura do Consenso é pertinente.
        O que aí se afirma sobre o (des)empenho de Lisboa na Guiné-Bissau
        em matéria de língua e cultura
        é uma verdade.


        Leiam L s.f.f. → Aqui

        E quanto a Cooperação... ÿ

        RESUMINDO AS LINHAS Na Cooperação, é assim ÿ

        1. - teremos plano realista de aproximação às metas europeias na Ajuda aos Países em Desenvolvimento que estabelecem 0,51 do RNB como meta para 2010
        2. - em 2009, destaque para o programa Inov Mundus, consolidação do Fórum de Cooperação para o Desenvolvimento, reforço de clusters em Cabo Verde, Moçambique e Timor
        3. - interligação de linhas de crédito de apoio às empresas portuguesas e ao investimento no âmbito dos Programas Indicativos da Cooperação (destaque entre a SOFID e IPAD)
        4. - participação do MNE no Programa Piloto no quadro da orçamentação por programas

        Política cultural externa ¨

        MAIS LINHAS Se linhas são ¨

        1. - procurar-se-á dar maior dimensão à divulgação e ensino da língua, designadamente a partir do espaço da CPLP
        2. - reforma orgânica do Instituto Camões, com ligação ao projectado Fundo para a Língua Portuguesa
        3. - prioridade ao relançamento do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (no âmbito da presidência da CPLP)
        4. - prioridade também para o uso e promoção da língua nas organizações internacionais
        5. - valorização do património cultural e literário português espalhados pelo mundo

        Emigração, 11 mandamentos ·

        MAIS LINHAS DE ACÇÃO Continua o filme · São 11, os mandamentos para as comunidades portuguesas.

        1. - (pois claro) as comunidades continuarão no centro das políticas bilaterais com os países de acolhimento
        2. - desenvolver-se-á o estudo para o seu melhor conhecimento através do Observatório da Emigração, criado em parceria com a universidade
        3. - será desenvolvida a reforma e modernização do serviço consular, nomeadamente através de quiosques multimédia em locais de acesso público (isto ligado ao consulado virtual)
        4. - será alargada a toda a rede consular a participação no projecto do Cartão de Cidadão
        5. - será expandida a rede de ensino com enquadramento de escolas com origem nas associações
        6. - haverá acções de estímulo ao movimento associativo, designadamente com mobilização de jovens
        7. - será consolidada a rede de informação aos empresários, na perspectiva da internacionalização da economia portuguesa
        8. - criação de um fórum de luso-eleitos
        9. - haverá mobilização para o recenseamento
        10. - no âmbito do gabinete de emergência consular, será criado um sistema de gestão de crises
        11. - na relação da UE com países terceiros, haverá cooperação no desenvolvimento do regulamento do Visa Information System, haverá participação na definição do Regulamento do Código de Vistos e na harmonização das práticas de emissão de Vistos Schengen nos postos europeus

        Agenda e Letras Oficiais

        Dizem que podem ser uma espécie de suplementos,
        mas aí estão com autonomia
        duas páginas ligadas a Notas Verbais:

        → Agenda Diplomática
        → Letras Oficiais


        Na Agenda, estão já colocados links úteis para meios de comunicação social (Portugal, Europa e Fora da Europa), e também uma selecção de vídeos de alguma forma relacionados com diplomacia, em renovação constante

        As Letras Oficiais prosseguirão aquele modo de ler o Diário da República, no que interessa, e para lá vão transitar todas as entradas de NV

        Até em Varsóvia! Mais vale um copo de vinho que 100 verdades...

          Sim, é verdade. Hoje, em Varsóvia, no restaurante de cozinha tradicional portuguesa Portucale, decorre uma sessão de apresentação da próxima edição do SISAB – Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar. E presente está Carlos Morais, director–geral da empresa organizadora da iniciativa a que fica mal chamar-se evento, tratando-se de 99 verdades.

        Para a Europa, é isto O

        LINHAS DE ACÇÃO Chama-se a isto, O portanto. Para a Europa são 8 linhas.
        1. -acompanhamento dos processos de ratificação do Tratado e participação no debate sobre a sua implementação
        2. - acompanhamento do processo eleitoral para o Parlamento Europeu e para a Comissão Europeia
        3. - prevê-se o acompanhamento dos trabalhos sobre a reflexão relativa ao orçamento comunitário, futuro das políticas da EU, aprofundamento do debate sobre a Estratégia de Lisboa pós-2010
        4. - continuaremos a acompanhar as negociações para acordos de associação ou de comércio livre bilaterais com determinados países, para reforço da presença da EU nesses mercados, nomeadamente Ásia e América Latina
        5. - prosseguiremos o reforço das relações da União com os parceiros do Sul, para um estreitamento da parceria euro-mediterrânica
        6. - prosseguirá a participação na iniciativa de estabelecimento de parcerias entre os Estados Membros e a Comissão Europeia para aplicação da legislação relativa ao Mercado Interno
        7. - prosseguirá a participação no novo plano de acção no domínio da energia (2010-2014), incluindo o acompanhamento da fase de implementação das medidas acordadas no Pacote Energia/Clima
        8. - Portugal deverá continuar a contribuir para a consolidação do Espaço Liberdade, Segurança e Justiça (em especial nas migrações e controlo das fronteiras externas)

        Há 7 grandes intenções U

        AS INTENÇÕES Do MNE, são estas U pois.

        1. - Daremos particular relevo ao exercício da presidência da CPLP (até Julho de 2010)
        2. - Será promovida a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (2011-2012), através do desenvolvimento de uma política activa de reforço da afirmação e presença de Portugal em lugares de relevo nos vários órgãos de instituições, organizações e estruturas internacionais e regionais do sistema das Nações Unidas
        3. - Durante 2009, incumbe a Portugal acolher, uma cimeira de chefes de estado e de governo (no quadro da presidência da Conferência Ibero-Americana, a partir de Novembro de 2008) e uma reunião ministerial (no quadro na presidência da Comunidade das Democracias)
        4. - Será assegurada uma presença activa nos Organismos Multilaterais no âmbito de temas como Os objectivos de Desenvolvimento do Milénio, o ambiente e desenvolvimento sustentável, assuntos do mar, energia e assuntos económicos, técnicos e científicos
        5. - No ano de 2009 será continuado o esforço de intensificação das acções políticas e diplomáticas de apoio à internacionalização da economia portuguesa, para o que as estruturas diplomáticas e consulares serão progressivamente mobilizadas (…) associando para tal os portugueses residentes no estrangeiro
        6. - Particular atenção será dada ao aprofundamento das relações com os países nossos principais fornecedores energéticos, dado o profundo desequilíbrio económico e comercial que existe em nosso desfavor neste relacionamento. Nesta perspectiva valorizaremos as relações com os países do CC Golfo, do Norte de África e do Golfo da Guiné
        7. - No plano bilateral intensificaremos o diálogo com países de África, América Latina e Ásia, explorando laços de relacionamento histórico e cultural, e estimulando o desenvolvimento das relações económicas, pelo que é fundamental promover a coordenação eficaz de todos os agentes envolvidos numa estratégia de promoção da imagem de Portugal

        Parabéns, ninguém Mas o tempo conta sempre…

        No orçamento da chancelaria, qualquer soma, multiplicação ou divisão acaba sempre em subtracção.
        - Manuel CLIII Paleólogo©



            - Dia Mundial da Alimentação
            Descritivo → Aqui )



            COMO O TEMPO PASSA Para uns foi há 35 anos, para outros foi há 24 anos, aquele dia radioso, o primeiro dia como adidos de embaixada… A todos parecerá que foi ontem.

            Seis, em 1973 Era ministro, Rui Patrício:

              José Caetano da Costa Pereira, José Duarte Ramalho Ortigão, Rui Félix Alves, Alexandre de Almeida Fernandes, António Antas de Campos, António José Ramalho Ortigão

            Dezasseis em 1984 Ministro era Jaime Gama:

              Francisco Ribeiro Telles, Miguel Almeida e Sousa, Ana Paula Zacarias, Ricardo Pracana, João de Andrade Cabral, Jaime van Zeller Leitão, Henrique Diniz da Gama, Liliana Neto, Fernando Araújo, Miguel Faria de Carvalho, Manuel Gonçalves de Jesus, José da Costa Pereira, João Albuquerque Côrte-Real, Luís da Silva Barros, João Manso Preto, Isabel Craveiro

        15 Outubro 2008

        Rombo orçamental no MNE

        OE 2009 Mas está lá bem claro: menos 4,2 milhões de euros para o MNE, uma quebra de 1,2% relativamente a 2008.

          Está tudo dito, porque sem ovos não se fazem omeletes. Restam os considerandos sobre o acompanhamento.

        Orçamento. Ligações directas e úteis

        Por essas embaixadas, consulados
        e mesmo por direcções, divisões e secções do MNE,
        por haver alguém que considere interessante
        confrontar-se com o teor do Orçamento de estado para 2009.
        E este intróito vai a verde
        porque a esperança é a última coisa a morrer.


        Como não constam no site oficial das Necessidades (apenas lá está à cabeça o Mapa de Adesão à Greve...) aqui estão ligações directas e úteis:

        1. Relatório que acompanha a Proposta de Lei do OE 2009 (Cenário macroeconómico e “interpretação” da Proposta de Lei e dos mapas anexos ao Orçamento e PIDDAC 2009 ) → por Aqui
        2. Para download da Proposta de Lei do OE 2009 → por Aqui
        3. Mapa com PIDDAC “Regionalizado” → por Aqui
        4. Mapa com transferências para os Municípios → por Aqui
        5. Mapa com transferências para as Freguesias → por Aqui
        6. Restantes mapas → por Aqui
        7. E site com agregação de noticias referentes ao OE 2009 → por Aqui

        Parabéns, ninguém E pouco mais


        Para um diplomata, a ironia é uma licença de pequena duração.

        - Manuel CLII Paleólogo©


            - Dia Internacional das Mulheres Rurais
            (Resolução da ONU e considerandos → Aqui )


            OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 175 já não havia duas sem três. Mas a crise, então, era a doer.

              AGOSTINHO JOSÉ FREIRE que já tinha sido interino por duas vezes, volta a ser interino no longínquo ano de 1833. Sobre ele, já → Aqui se disse o suficiente.

        14 Outubro 2008

        Bem! E temos Teódulo de viva voz!

        Teódulo López Meléndez, o diplomata e escritor venezuelano que há muito frequenta, com as suas reflexões, estas páginas de Notas Verbais, chega-nos agora através dos «novos recursos», como se diz. Fala-nos de «La democracia sin ideas». Bom tema para os tempos que correm, com o êxito de algumas ideias sem democracia... Cliquem, escutem e vejam.

        E com esta se despede de Andorra

          Nuno Bessa Lopes que, em Andorra, se prepara para fazer as malas para Lima, com livro se despede do principado para onde vai rumar Mário Damas Nunes, até agora sub-chefe do Protocolo de Estado. E que livro? Trata-se de parcial reedição (português e catalão) de obra de Ferreira de Castro – «Pequenos Mundos e Velhas Civilizações – Andorra, 1929»

          Terça-feira, dia 21. Se não fosse a crise, iríamos mesmo a Andorra para recordar Ferreira de Castro que fez tudo menos autobiografias disfarçadas. Mas para alguém que não esteja em crise, possa e queira lá ir, é às 19 horas no Andorra Park Hotel (C. Les Canals, 24 – Andorra la Vella).

        E foi livro

        «Uma Autobiografia Disfarçada» foi a S. Bento...

        Parabéns


        E é com os
        fiat lux que a diplomacia fica às escuras...
        - Manuel CLI Paleólogo©

            • Aristides Vieira Gonçalves, ministro-plenipotenciário, chefe da missão em Riade
            • Pedro Pessoa e Costa, conselheiro de embaixada, nos assuntos da CPLP

        13 Outubro 2008

        Novas chefias de missões. Em nove capitais

        ERA SABIDO, MAS Belém, como compete, já disse a última palavra. Mudança de embaixadores em nove países:
        1. embaixador Paulo Barbosa, embaixador em Helsínquia (sai de Pretória)
        2. ministro plenipotenciário Mário Godinho de Matos, em Maputo (sai de Havana)
        3. ministro plenipotenciário Luís Barreiros, em Havana (sai de Zagrebe)
        4. ministro plenipotenciário Paulo Tiago, em Zagrebe (sai de Belgrado)
        5. ministro plenipotenciário Luís de Almeida Sampaio, em Belgrado (sai de Argel)
        6. ministro plenipotenciário Nuno Bessa Lopes, em Lima (sai de Andorra)
        7. ministro plenipotenciário Mário Damas Nunes, em Andorra
        8. ministro plenipotenciário João Ramos Pinto, em Pretória (sai de Díli)
        9. ministro plenipotenciário João da Silva Leitão, em Vilnius (sai de Helsínquia)
        E exonerados
        1. ministro plenipotenciário António Tânger Corrêa, da chefia da missão em Vilnius
        2. ministro plenipotenciário Mário Lino da Silva, da missão em Lima

        Diplomática manhã de Gama

        Meia-hora para cada um, Jaime Gama recebe o embaixador João Hall Temido, seguidamente o núncio Apostólico, Alfio Rapisarda e depois o embaixador de Chipre, George Zodiates.


          Certamente que com Hall Themido, Jaime Gama terá livro, livro que põe em causa, por exemplo, a avaliação corrente de Aristides Sousa Mendes, cuja fundação gerida por familiares, Jaime Gama viabilizou e ajudou como MNE. Parece que com o testemunho de Hall Themido há história por fazer ou para refazer.

        Parabéns


        O diplomata que não levanta ondas, está no mar morto. Mas os seus fragmentos conservam-se.

        - Manuel CL Paleólogo©

            • Vanda Stelzer Sequeira, secretária de embaixada, em Viena (comissão de serviço)

            OLHA QUEM FOI MINISTRO Um zoólogo nas Negócios Estrangeiros, há 118 anos…. No governo do octogenário João Crisóstemo. A tinta do Tratado de Londres estava fresca (20 de Agosto de 1890) e pouco faltava para estalar a revolta republicana de 31 de Janeiro (1891).

              JOSÉ VICENTE BARBOSA DU BOCAGE Numa experiência de sete meses. Primo do poeta em 2º grau pela ascendência comum em Gil L’Hodois du Bocage, José Vicente ficou nos anais mais como zoólogo e naturalista do que como chefe de diplomacia. Na verdade, reorganizou o Museu de Zoologia da Escola Politécnica, enriqueceu as colecções já existentes com exemplares de elevado valor científico, estudou a fauna de Portugal e das colónias, descrevendo cerca de 200 novas espécies de vertebrados, bastante antes dos Negócios Estrangeiros avistara e identificara (1863) os golfinhos-roaz do estuário do rio Sado, enfim, preocupações pouco afins à política externa e à diplomacia. Msa nunca se sabe se não será afim.

        12 Outubro 2008

        Parabéns, ninguémApenas um pensamento no posto

        O diplomata-em-chefe atinge o seu ponto de equilíbrio quando, num ápice de génio, pensa dessa forma e pelo contrário.
        - Manuel CXLIX Paleólogo©
            • Nem aniversários, nem dias mundiais, nem efemérides, na crise

        11 Outubro 2008

        Diplamacia do vai daí?

        EM BRASÍLIA Luís Amado declara que "é preciso um esforço global para enfrentar a crise, diálogo multilateral em todos os níveis, no âmbito regional e das organizações internacionais. Não há nenhum país isoladamente que possa fazer face a esta situação". Sem novidade. E quanto a Brasil-Portugal, «o diálogo político e estratégico entre os dois países é importante para enfrentarmos os problemas comuns». Naturalmente.

        Celso Amorim, claro, nada acrescentando, assegurou a acrescento de ter havido grande afinidade na conversa com Luís Amado sobre a necessidade de uma "reforma ampla da governança global"… E então, "não só o Conselho de Segurança mas todas as instituições de Bretton Woods têm que ser reformadas de maneira profunda. Algumas, na sua composição ou na maneira de votação mas outras também na sua própria missão". E para que não se ficasse sem novidade, o chefe da diplomacia brasileira disse aperceber-se de uma "desordem económica" mundial pelo que deve ser criada uma autoridade monetária "verdadeiramente internacional", além da retomada das negociações de Doha.

        DO POLICOPIADOR Desconhecendo certamente que os dois ministros estavam a ser originais em Brasília, e bastante longe desse fuso horário - ao receber o Prémio Paz de Westfalia - , Kofi Annan classificou como "inapropriado e obsoleto" o sistema financeiro internacional. E depois?

        E não passamos disto.

        Agapito & Hall Street!

        Nem aquele como está ou se está feliz com a crise, nada! Entrou logo no assunto:

          - Meu caro! Ouça! Fez bem em chamar a atenção para o livro do meu colega Hall Themido. Fez bem! Mas ouça! Olhos nos olhos, ouviu? Mesmo com toda esta crise, Wall Street continuou a chamar-se Wall Street. Mas com este livro isso muda de nome - passa a ser Hall Street!


        Um lugar de vice. Em Estrasburgo para Portugal

          O Comité de Conselheiros Jurídicos de Direito Internacional Público (CAHDI) do Conselho da Europa elegeu (dia 8), elegeu o representante português para a vice-presidente da estrutura intergovernamental que integra os directores jurídicos das chancelarias dos 47 estados membros (no caso português, Serradas Tavares, sucedendo nesse posto ao norueguês Rolf Einar Fife que, em procedimento de rotina, sobe para a presidência, rendendo o britânico Michael Wood).

          O mandato é de um ano, podendo ser renovado uma vez. A eleição do presidente e vice-presidente requer a maioria de dois terços à primeira volta e maioria simples à segunda.

        Amado em Brasília

          Dizem as Necessidades que Luís Amado visita oficialmente o Brasil a convite de Celso Amorim, quando não se diz.

          No fundo, a visita é para preparar a IX cimeira luso-brasileira (dias 28 e 29 deste mês, em Salvador da Bahia).

          O comunicado das Necessidades, depois disto da UE, daquilo da CPLP, daqueloutro da OEA, mais aquilo do Mercosul, sem esquecer isso do Grupo do Rio, da UNASUL e a coisa ibero-americana, lá no final garante que os ministros debatem «ainda a crise financeira internacional». Ainda? Irão a tempo?

        Publicidade institucional

        Mas com todo o gosto! Com antecedência alertamos
        para a Semana da Bélgica (10 a 15 de Novembro)
        que envolve gastronomia do país, música, cinema
        e uma conferência/debate sobre o Tratado
        com o nada fugaz Jean-Luc Dehaene e o eterno António Vitorino.
        Semana em cheio, não só para os residentes belgas em Portugal
        mas também para os portugueses
        que queiram ir à Bélgica cá dentro.


        Mais pormenores → aqui ou → aqui também

        Zimbabué. Apelo em hora adversa

          Em hora adversa para contributos, o Programa Alimentar Mundial (PAM) acaba de apelar a contributos de 140 milhões de dólares para ajuda alimentar a mais de cinco milhões de pessoas ameaçadas pela fome no Zimbabué (45 por cento da população) - nesnte momento, dois milhões estão num estado calamitoso.

          O montante dos donativos pedidos destina-se apenas a cobrir as necessidades nos próximos seis meses e, sem aquela ajuda, os stoks do PAM ficarão esvaziados já em Janeiro.

          Sem os donativos, o PAM admite uma catástrofe alimentar no Zimbabué, no final de 2009.

        E temos livro polémico de Hall Themido

          Chama-se «Uma Autobiografia Disfarçada», do embaixador João Hall Themido (Colecção Biblioteca Diplomática do MNE, do Instituto Diplomático, Setembro 2008). Polémico, sem dúvida, nos testemunhos sem disfarce do embaixador, tanto sobre temas que ainda estão na ordem do dia, como temas que estão na ordem das dúvidas (se é que não põe algumas certezas em desordem). Por ora, apenas o registo. Há muito para comentar aqui em NV. Muito mesmo.

        Brasil preocupado

          Discute-se no Brasil a reactivação da IV Frota da Marinha dos EUA, que vai actuar nos mares do Atlântico Sul, e a presença de navios de guerra russos no Mar do Caribe. O tema é mesmo o assunto principal do programa Diplomacia da TV Senado, neste sábado.

          A IV Frota norte-americana foi reactivada oficialmente para participar no combate ao narcotráfico, e a marinha russa vai participar em exercícios militares com a marinha venezuelana.

        BARÓMETRO/NV Chegou a vez de Amado...

        Novo Barómetro/NV Desde 2003, temos sugerido que se avalie o desempenho do ministro, de tempos a tempos. Foi assim com todos os ministros, chegou a vez de Luís Amado, neste último fôlego do mandato do governo. E há muito por onde escolher desde o Muito bom ao Muito mau.

        Todavia, pela primeira vez os resultados são ocultados durante a votação para se evitar chapeladas e para que a votação seja presencial... Os resultados serão mostrados apenas no final do sufrágio.

          Resultados do Barómetro sobre o Kosovo: 48.78% opiniram que Portugal mantivesse a distância; 32.93% manifestaram-se contra o reconhecimento, e 18.29% defenderam o reconhecimento imediato. Enfim, vale o que vale.

        Parabéns

        Na diplomacia celestial, quando deflagra incêndio no paraíso, até os anjos-incendiários são capazes de fazer aliança com os diabos-bombeiros.
        - Manuel CXLVIII Paleólogo©

            • Augusto Saraiva Peixoto, ministro plenipotenciário, chefe da missão em Bogotá

        10 Outubro 2008

        Dois novos embaixadores Movimento em sete capitais

          Manuel Lobo Antunes e Nuno Salvador e Brito, promovidos à categoria de embaixador (18 de setembro, apenas hoje vale). Movimento em sete capitais. Ler na página de Letras Oficiais. Nuno Salvador e Brito é o actual director-geral de Política Externa.

          E, nomeação de relevância para a Casa: Rosa Batoréu Salvador e Brito, nomeada subdirectora-geral dos Assuntos Europeus.

        Kos(ovo)fagia?

          Mas, depois de tanto êxito nos reconhecimentos, porque é que no Kosovo se pede ao MNE Skender Hyseni que resigne, com sondagens online a correr?

        Publicidade institucional

        Como parte de Ana Gomes...
        ...será desta vez que se poderá ver
        um diplomata das Necessidades a tomar notas?

        (Clique sobre a imagem para ampliar)

        Kosovo. Seguiram-se Montenegro e Macedónia

          Depois de Portugal, Montenegro e Macedónia acabam de reconhecer o Kosovo, subindo para 50 o número des estados com que Pristina conta.

        Parabéns? Ninguém


        Em diplomacia, todo o precedente se transforma em antecedente.

        - Manuel CXLVII Paleólogo©



            - Dia Mundial da Saúde Mental (abrir isto)
            - Semana Mundial do Espaço, termina hoje 10 (abrir isto)


            OLHA QUEM FOI MINISTRO Aliás, secretário de estado - ministros só muito depois. Há 177 anos e, pelo pouco que se sabe, cita-se para não anatematizar a cronologia.

              VISCONDE DE BÓBEDA Aliás, Joaquim de Sousa Quevedo Pizarro, no reinado de D. Miguel, na secretaria de estado dos Negócios Estrangeiros, 1831, neste dia, até Março do ano seguinte, dando vez a Palmela, com a chegada de D. Pedro IV à Terceira.

        09 Outubro 2008

        Anuário da ONU Tudo on-line


        Boa nova para certo número de diplomatas,
        muitos estudiosos, bastantes estudantes, uma minoria de políticos
        e alguns jornalistas

        O Yearbook ou Anuário das Nações Unidas passou a estar on-line, com acesso gratuito aos 59 volumes da colecção (designadamente às 1 682 páginas da edição de 2005).

        Trata-se de uma fonte indispensável. O anuário relata todos os grandes acontecimentos, informações e análises sobre todas as resoluções e decisões da ONU

        O site do Yearbook da ONU apresenta funções de pesquisa fáceis de uso: pode sewr encontrada qualquer referência a matéria do Anuário a partir de palavras, frases, símbolos, datas de publicação e os resultados podem ser impressos.

        Então, estreie → aqui o Yearbook da ONU

        Página para as Letras Oficiais

        A página de NV para as Letras Oficias já deu o primeiro passo.
        Pode ser consultada → aqui

        Guiné-Bissau. Narcotráfico e clima político

          Avisa a ONU que o crescente tráfio de drogas na Guiné-Bissau justifica «uma solução regional», como se pode ler aqui, da fonte, embora já do dia 7

          Mas antes disso, dia 2, o secretário-geral Ban Ki-moon expressara claramente preocupações, também como se pode ler aqui

          E a CPLP, nem com guineenses à frente se move?

        Gibraltar, Londres-Madrid Troca de galhardetes na ONU

        Porque Gibraltar que é a Olivença dos espanhóis…
        É aconselhável que, por enquanto, assistamos. E não se perca uma


        Na Comissão da AG/ONU para as Questões Políticas Especiais e para a descolonização, ontem, em Nova Iorque.

        1. O representante espanhol na ONU, Juan Yáñez-Barnuevo acaba de lamentar em Nova Iorque, a «situação colonial de Gibraltar» que mina a unidade nacional e territorial da Espanha. Confirmou que as negociações de Madrid com Londres sobre o futuro estatuto do território estão paralisadas desde a última reunião bilateral em 2002, pelo que «a situação colonial de Gibraltar continua», a discussão do estatuto do território continua na ordem do dia entre as duas capitais e, assim sendo, não podem ser aplicadas as regras da autodeterminação.

        2. Peter Caruana, chefe do governo de Gibraltar, contra-argumentou que o território tem um novo estatuto de autonomia (no quadro do Reino Unido, e por conseguinte no âmbito da UE), estatuto esse aprovado por referendo em 2006, e impacientou-se ao lembrar, com isso, que a questão de Gibraltar não é um caso de descolonização, pedindo expressamente que o território seja retirado desde já da lista dos territórios não autónomos da ONU. Com o novo estatuto referendado, segundo Caruana, a relação Gibraltar-Londres não pode ser definida como colonial, pois o referendo sobre o estatuto mais não foi do que um acto de autodeterminação do povo de Gibraltar, e com a grande autonomia de que dispõe, com ele próprio, chefe do governo a ter plenos poderes, tratou-se de um modelo de independência. «Gibraltar não pertence à Espanha», disse e «a descolonização nascente» de Gibraltar deve ser reconhecida pela ONU.

        3. Joe Bossano, líder da oposição em Gibraltar, falou a seguir. Bossano recusou a reivindicação territorial de Espanha sobre Gibraltar que há 304 anos está fora da soberania espanhola por força do Tratado de Utreque (1713), e, discordando até de Londres, foi mais além do que Caruana, com a afirmação de que a descolonização ainda não aconteceu no território. Mais: «Ninguém no território quer discutir com Espanha ou deixa permitir que o Reino Unido discuta com Espanha a transferência de qualquer fracção da soberania de Gibraltar, pois nã daremos à Espanha um único grão de terra da nossa pátria».

        4. No final, o direito de resposta britânico, sem réplica espanhola

            Pois, o representante britânico nas Nações Unidas, não fez intervenção mas apenas usou o direito de resposta para dizer o essencial do recado: que há «uma relação moderna» entre Gibraltar e o Reino Unido a qual não pode ser classificada como uma relação colonial, pelo que o governo de Sua Majestade não se envolverá em qualquer processo de negociações (com Madrid) que não satisfaça Gibraltar.

        Sara na ONU, ouvidos prós e contras Nenhum português

        Nenhum português da diplomacia subterrânea ou em nome dessas ONG’s esteve ontem no desfile dos prós e contras sobre a questão do Sara Ocidental, na 4.ª Comissão da AG/ONU. Primeiro, Nova Iorque está longe; segundo, ir lá só com subsídio; terceiro, essa questão é incómoda se vai além do Rossio

        Lá pelo meio, depoimento muito curioso o de Anna Stame Cervone, em nome da Internacional das Mulheres Democratas-Cristãs. Sabe muito e não esconde o frete.

        Ler relato da ONU → aqui

        Geórgia. Debate em Genebra

          O debate internacional sobre a Geórgia (previsto no acordo de 12 de Agosto) abre dia 15, em Genebra. A UE lá está representada por Pierre Morel.

          Há uma forte probalidade da presença de representantes dos ossetas e dos abkhazes no encontro, como a Rússia tem reclamado.

        Parabéns

        O protocolo? Se é mesmo protocolo, é a energia eólica da diplomacia - basta um sopro lá de cima para se mover.
        - Manuel CXLVI Paleólogo©

            • José Luiz Gomes, embaixador, Inspector Diplomático e Consular
            • João Teotónio Pereira, conselheiro de embaixada, cônsul-geral em Paris
            • João Sabido Costa, conselheiro de embaixada, cônsul-geral em Salvador
            • Pedro Severo de Almeida, secretário de embaixada, esteja bem, onde estiver


            - Dia Mundial dos Correios (abrir isto)
            - Dia Mundial da Visão (abrir isto)
            - Semana Mundial do Espaço, até 10 (abrir isto)


            OLHA QUEM FOI MINISTRO Aliás, ministra. Há cinco anos, depois de grande confusão cuja cronologia é sistematicamente anatemizada, como diria o embaixador Castro Brandão.

              TERESA PATRÍCIO GOUVEIA Neste 9 de Outubro de 2003, grande parte do Palácio das Necessidades foi colhida de surpresa. Toda a gente se recorda e como cada um sabe mais do que o outro, não vale a pena adiantar mais nada. A não ser que se recorde também as restantes peças de comando: Manuela Franco (secretária de estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação), Costa Neves (Assuntos Europeus) e José Cesário (Comunidades Portuguesas, único sobrevivente da confusão)

        08 Outubro 2008

        LETRAS OFICIAIS ¶ Nova via ¶

          As leituras que NV têm vindo a fazer do Diário da República com a assiduidade que tem sido possível, vão para nova via - uma página destinada exclusivamente para esse exercício de atenção. A página está preparada e oportunamente será colocado um link para esse espaço. Alertaremos.

        Luta contra pirataria marítima. Portugal por entre os restantes

          O Conselho de Segurança adoptou por unanimidade a resolução visando o combate à pirataria marítima, iniciativa do MNE francês, Bernard Kouchner, patrocinada por 19 estados: Bélgica, Croácia, EUA, Reino Unido, Itália, Panamá, Canada, Dinamarca, Espanha, Grécia, Japão, Lituânia, Malásia, Noruega, Holanda, Portugal, Coreia e Singapura.

        Kosovo(scópio)

        Nas AG ONU, hoje, quem não ficou calado

          Países que votaram a favor da proposta sérvia e que explicaram o voto:

          Sérvia (obviamente), México, Roménia, Eslováquia, Panamá, Egipto, Espanha, Grécia, Chipre, Indonésia, Cuba, África do Sul, Comores, Costa Rica, Irão, Argélia, Argentina, Noruega, El Salvador, Singapura, Islândia.

          Abstencionistas que não ficaram mudos:

          França, Reino Unido, Turquia, Canadá, Peru, Alemanha, Finlândia, Austrália, Colômbia, Dinamarca e Suíça.

          Contrários mas falantes:

          Albânia (obviamente), EUA

        Sobretudo têm interesse as explicações da Espanha, Reino Unido, França, Turquia e Alemanha. Serão colocadas oportunamente em Notas Formais, alertaremos.

        Amado a pagar...

        Luís Amado a pagar, e de onde menos se espera, os erros de laboratório. Estimam alguns e pensam muitos, que são erros calculados...

        Kosovo e voos. Não haverá um denominador comum?

        Diplomacia francesa a perder qualidades...

        O representante da França na ONU, para explicar a abstenção de Paris e da UE abstencionista a que preside, argumentou que a resolução de pedir parecer ao Tribunal de Haia «não é útil, nem oportuno» porque pode provocar o risco de complicar «a perspectiva europeia» dos Balcãs ocidentais...

        Mas o que perspectiva é essa? E o ser «útil» e «oportuno», é que é o primado nas relações internacionais?

        Portugal, num dia reconhece. No outro abstém-se?

        Chama-se a isto «reunidas as condições»
            • 77 votos a favor
            • 6 contra (Albânia, EUA, Micronésia, Ilhas Marshall, Nauru e Palaos)
            • 74 abstenções, entre as quais Portugal
        Foi este o resultado, na Assembleia Geral da ONU, da votação da proposta da Sérvia para que o assunto do Kosovo seja remetido para o Tribunal Internacional de Justiça, para parecer.

        Em coerência, e a acolher-se como bom ou fundamentado, o argumento das Necessidades de que o problema do reconhecimento do Kosovo não é jurídico mas político, Portugal tinha a obrigação de votar contra. Até porque a abstenção não ficou muito bem a esta União Europeia: não agrada a gregos, nem a troianos. De resto, o laboratório de política externa das Necessidades não podia ter escolhido melhor ocasião para suceder à Samoa, no reconhecimento. Ao menos aguardava mais um dia pelos resultados de Nova Iorque.

        NOTADORES œ Kosovo

        DO NOTADOR Tácito:

          "
          Talvez valesse a pena verificar quanto tempo mediou entre o 47º reconhecimento (e de que país foi) e o português ...

          Tácito, embaixador e boa-vontade

        Responde-se:

        Antes de Portugal (7 de Outubro) , foi a Samoa (15 de Setembro) , precedida por Malta (21 de Agosto), Belize (7 de Agosto) e Colômbia (6 de Agosto)...

        Os 48 do Kosovo

          Até final de Março, eram 35 os estados que reconheciam a independência do Kosovo - os de maior peso ou de significado, com Reino Unido, França, EUA, Turquia e Albânia à cabeça.

          Desde Abril, com a excepção por peso da República Checa, foram-se juntando, por ordem, a República de Nauru, Burkina Faso, Lituânia, São Marino, Libéria, Serra Leoa, Colômbia, Belize, Malta, Samoa a que seguiu Portugal.

        Kosovo acusa recepção...

        Em albanês, acusou hoje (dia 8) oficialmente a Nota Verbal de Luís Amado enviada (ontem, 7) ao MNE do Kosovo, Skender Hyseni:

          "
          Në Ministrinë e Punëve të Jashtme të Kosovës ka mbërritur nota verbale e njohjes zyrtare të Republikës së Kosovës si shtet i pavarur dhe sovran nga Portugalia. Përmes kësaj note zyrtare, ministri i Shtetit dhe Punëve të Jashtme të Portugalisë, Luis Amado e njofton ministrin Hyseni se "që nga 7 tetori 2008, Republika e Kosovës zyrtarisht njihet nga Qeveria e Portugalisë si shtet sovran dhe i pavarur".
          Portugalia është vendi i 48 që e ka njohur Kosovën.

        Omissão, lapso ou calinada?

          Mas porque é que o comunicado do MNE sobre o reconhecimento do Kosovo, não refere, não cita o Presidente da República por entre o «amplo e diversificado conjunto de contactos prévios» nem diz se a transmissão oficial da decisão a Pristina foi ao conhecimento de Belém, ou melhor, se teve ou não concordância de Belém?

          O comunicado é omisso. Em concreto, refere-se apenas a contactos com a Assembleia da República e os Partidos Políticos ali representados. Pensa muita gente que o Presidente da República ainda conta em matéria de relações externas...

        Parabéns

        Qualquer diplomata sabe que a paz na terra aos homens de boa vontade é inegociável e não se sabe com quem negociar.
        - Manuel CXLV Paleólogo©

            • Tadeu Soares, embaixador, presidente da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses




            - Semana Mundial do Espaço, até 10 (abrir isto)

            OLHA QUEM FOI MINISTRO Por dois meses, há 90 anos, na fase final do governo presidencial de Sidónio Pais, com os ministros a serem passageiramente designados por secretários de estado.

              EGAS MONIZ que desde 1917 era embaixador em Madrid, foi neste dia (1918) nomeado para a pasta dos Negócios Estrangeiros. Desempenhou o cargo até 4 de Dezembro, partindo no dia seguinte para Paris à cabeça da delegação portuguesa à Conferência de Paz. A 14 de Dezembro, Sidónio Pais é assassinado e, pouco tempo depois, Egas Moniz decidiu abandonar os corredores do poder, após publicar «Um Ano de Política», em que expõe os pontos de vista por que porfiou. Passou a dedicar-se à carreira científica – a primeira angiografia cerebral bem sucedida, num paciente vivo, consegue-a em Junho de 1927, o Prémio Nobel de Medicina viria 22 anos depois, em 1949.

                Para se ter uma ideia: apenas neste mês de Outubro, em 1918, a pneumómica vitimou 31 785 portugueses. Mais em Novembro (18 123), mais em Dezembro (22 116) … a juntar aos 31 785 em Setembro. Para se ter uma ideia.

        07 Outubro 2008

        Kos(ovo) Ñ Afinal, comunicado do MNE

        Afinal, comunicado de imprensa do MNE
        sobre a questão do Kosovo.
        O Presidente da República não foi ouvido, contactado nem achado?


        Além do pormenor do MNE considerar que, a partir do reconhecimento por 47 estados dos 192 das Nações Unidas , estão «criadas as condições para que o Kosovo se integre plenamente na comunidade internacional», relativamente ao argumentário de Luís Amado no parlamento, o laboratório de política externa das Necessidades acrescenta os seguinte:

        1. " O Kosovo representa, recorde-se, um caso único, tendo o processo que levou à sua independência sido conduzido pelas Nações Unidas, com envolvimento directo da União Europeia e de outras organizações que Portugal integra. O Relatório do Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Martti Ahtisaari, foi devidamente ponderado nesse quadro."
        2. " Portugal reiterou consistentemente o seu apoio às aspirações europeias da Sérvia, e não se tem poupado a esforços para que estas possam ser concretizadas. Dar uma perspectiva europeia à Sérvia é um dos objectivos da nossa política externa, a par do reforço das relações bilaterais com aquele Estado."
        3. " Na sequência de um amplo e diversificado conjunto de contactos prévios, que incluíram a Assembleia da República e os Partidos Políticos ali representados, foi esta tarde enviada uma carta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros ao seu homólogo do Kosovo onde se comunica que, com efeitos a partir desta data, o Governo Português reconhece formalmente a República do Kosovo como Estado soberano e independente."

        Neste último ponto, revela-se estranho não se citar o Presidente da República nos contactos prévios. Comunicado na íntegra aqui

        Como se esperava. Foi mesmo Kos(ovo) de Colombo

        Portugal reconhece formalmente o Kosovo, cuja independência, declarada unilateralmente, fica assim acolhida por 22 estados da UE que são a maioria aqui, e por 48 dos 192 estados da Organização das Nações Unidas, manifesta minoria, ali. Decisão comunicada à comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, não sendo matéria de comunicado oficial, nota, comunicação, qualquer coisa, até agora. { Sobre este reparo, ver actualização

          Argumentário de Luís Amado
          no parlamento


            1. Todos os restantes parceiros da UE que ainda não deram este passo, não o fizeram por razões de ordem interna, o que não acontece com Portugal
            2. A independência do Kosovo, sendo juridicamente complexa, é um problema político
            3. A União Europeia tem reforçado o seu envolvimento em todo o processo, contribuindo, nos últimos meses, para a estabilização da paz naquela região dos Balcãs
            4. Os acontecimentos na Geórgia e as declarações de independência da Ossétia do Sul e da Abkasia, reconhecidas por Moscovo, acabam por transferir a legalidade para a situação do Kosovo, a que a Rússia se opôs…
            5. … pelo que, para o governo português, a Rússia, ao reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkasia, está também implicitamente a reconhecer o Kosovo

        VISTA D'OLHOS ü Blog de David Miliband

        Pois claro, tira partido.
        → aqui

        PONTO CRÍTICO 25 ■ Kosovo, princípios e interesses

        Um compromisso programático não é um dogma que amarre,
        nem faz parte de catecismo que condene,
        mas, se se defende princípios, é em nome de princípios que se altera;
        e se se defende interesses, é em nome de interesse que se muda.
        E não uns por outros, naquela permanente excepção sediciosa
        que é o pior dos dogmas nas relações internacionais
        e nada tem a ver com a prudência.


        PORTUGAL, tudo indica, vai reconhecer o Kosovo, um processo de independência conhecido e esmiuçado. Nada temos contra o Kosovo e muito menos contra a independência do Kosovo na condição de que todo o mundo seja independente, embora seja improvável que, nos tempos mais próximos, todo o mundo deixe de estar dependente. Mas enquanto isto não acontecer, as opções nas relações internacionais não são muitas, arrumando-se, em todo o caso, numa de duas categorias – na dos princípios que enformam o multilateralismo e vão dando solidez aos pressupostos do direito internacional, obrigando os estados, isoladamente ou em grupo, a aceitar a utopia da interdependência e, enfim, do sistema mundial, ou, no outro extremo da linha, na dos interesses de cada estado, com maior ou menor denominador comum entre vários estados em função de interesses em excepção convergente. Por isso, é lícito perguntar se o estado português se pauta pelos princípios, designadamente do direito internacional e do multilateralismo, ou pelos interesses, pelos seus interesses próprios ou por interesses alheios de que esteja indeclinavelmente dependente, embora não subjugado.

        Ora, uma escolha destas, não cai dos céus e muito menos será coisa larvarmente assegurada por característica genética. Sendo escolha do estado, é opção assumida pelos órgãos de soberania no quadro constitucional em que se movem, agem e são sufragados. E aqui é que bate o ponto do Kosovo.

        Não é uma questão de custos (os custos do reconhecimento contra os custos do não reconhecimento), não é uma questão de oportunidade (o haver já um maior número de reconhecimentos em que um mais que se lhe juntar funcionará já como faz de conta), não é uma questão de telhados de vidro (ter ou não Kosovos de trazer por casa), não é uma questão de oportunidade diplomática (conveniências, por exemplo, no jogo de votos para pretensões nas instâncias internacionais) – é uma questão de escolha entre princípios nas relações internacionais e regras para a convivência internacional, ou interesses cujas regras obviamente visam a fruição de bens ou vantagens, seja tal fruição imediata e visível, ou diferida no tempo e, portanto, vantagens apenas não cifradas para alguns que pela natureza das coisas também não decifram.

        Essa escolha, naturalmente, pertence ao governo, pelo que, num sistema democrático, o governo, para tal escolha de estado, está vinculado a compromissos de programa pelos quais foi sufragado. Para se acreditar num governo, em matéria de relações internacionais, tais compromissos têm que ser e devem ser respeitados, sob pena de descrédito.

        Em programa, este XVII Governo afirmou pretender «contribuir para uma ordem internacional assente no multilateralismo efectivo, como forma de enfrentar as graves ameaças da vida internacional...», e afirmou, por entre tudo o mais, que «a matriz das relações internacionais por que nos batemos deve ser a que assenta na Carta das Nações Unidas, no reforço do papel do Conselho de Segurança e da credibilidade das demais instituições do sistema das Nações Unidas, bem como na cooperação aberta entre várias organizações regionais, tenham elas incidência nas áreas da diplomacia, da segurança, etc., etc., etc. …»

        É de crer que, se este governo tivesse, ao invés, colocado no seu programa, por hipótese, ao lado, abaixo ou mesmo acima, as ressalvas mitigadas de «um forte ou - para melhor tom - fortíssimo empenho no multilateralismo», de «um continuado zelo pelo direito internacional» ou mesmo de «um firme contributo para o reforço e reforma da ONU», e com tais ressalvas, enfim, que iria garantir «sobretudo os interesses do país em função das circunstâncias, alianças e entendimentos que melhor garantam tais interesses de Portugal no mundo», não era lá por isso que não seria sufragado como foi. E nesse caso, o Kosovo e tudo o mais que se queira ou quisesse (cada situação é sui generis), haveria de caber nos compromissos de acatelamento dos interesses próprios, ficando a honra salva. Até se poderia invocar, para este reconhecer este Kosovo hoje, ou outro amanhã, o interesse nacional da solidariedade para com outros interesses, independentemente do muito respeito pela Carta e pelas Nações Unidas, pelo cumprimento dos rituais na Assembleia Geral da ONU ou pelo alto valor das peças jurídicas do Tribunal Internacional de Haia que, pelo primado da política do facto consumado ou por via de um multilateralismo que mais não será do que somatório de bilateralismos, ficam ineficazes.

        É certo que Portugal ao reconhecer agora e apenas agora o Kosovo, não quebra qualquer compromisso internacional, sendo duvidoso que ganhe com invocada solidariedade do mesmo tipo. Mas quebra um compromisso interno que corresponde a um item programático do governo, redigido com a ênfase de quem valorava princípios para contrariar a doutrina dos interesses, doutrina essa que estava a minar a confiança na política externa e a violentar a unidade da acção diplomática.

        Carlos Albino



        Parabéns

        Numa situação desconfortável, quando um diplomata se ausenta, é porque tem presença de espírito.
        - Manuel CXLIV Paleólogo©

            • Pedro Madureira, ministro plenipotenciário, em licença de longa duração
            • Francisco Vaz Patto, conselheiro de embaixada, chefe de gabinete do secretário de estado Adjunto e dos Assuntos Europeus
            • Frederico Baião do Nascimento, conselheiro de embaixada, em Madrid



            - Semana Mundial do Espaço, até 10 (abrir isto)


        06 Outubro 2008

        AGRÉMENT ≈ Tem dias, mas vale a pena

        A não perder
        esta crónica de Mário Crespo, no JN (29 Setembro)
        aqui

        Geórgia. Boas notícias para José Lello...

        DO QUAI D'ORSAY Boas notícias, agora mesmo, para José Lello acerca da Geórgia e da missão de observadores de UE:

          "
          La Mission de surveillance de l'Union européenne continue son travail sur le terrain.

          Une de ses patrouilles a assisté hier matin à la levée d'un point de contrôle des forces russes situé à Ali, à l'entrée ouest de la zone adjacente à l'Ossétie du sud. Ce retrait intervient conformément aux dispositions de l'accord du 8 septembre. Il constitue un geste encourageant. Deux autres points de contrôle russe devraient être levés aujourd'hui 6 octobre. Pour les journées des 4 et 5 octobre, c'est un total de vingt-huit patrouilles que la Mission européenne aura réalisées. La Présidence du Conseil de l'Union européenne salue le travail accompli par les observateurs européens depuis le 1er octobre.

        Düsseldorf, Düsseldorf

        ADIVINHEM Mais de 28 mil portugueses de Düsseldorf que adivinhem a resposta a isto: - Terá fundamento a dúvida sobre como é que um técnico social pode ficar ou está habilitado a praticar actos consulares de um dia para o outro, e para além do limite de autorização temporária do MNE, à falta de vice-cônsul, à falta de chanceler e no impedimento suplementar das férias do cônsul-geral?

        Há quem tenha muitta esperança em que a pergunta não tenha fundamento, apesar desse pessimista que é o Presidente da República quando confidenciou a toda a República a convicção de que «é certo que há muito a fazer pela qualidade dos serviços públicos»...

        REGISTO

          A propósito do congresso Eduardo Lourenço, tratando-se, em parte substancial, de pensar Europa, haja défice ou superávit de Europa, nem um sulco de diplomata.

          Não tinham, nem têm que estar – não há lei que obrigue, nem intenção que amarre - mas podiam, cabiam e justificava-se tivessem aparecido sulcos de diplomata nem que fosse por intermédio de um rosto, de um ponto de vista de algum diplomata.

        Expediente. D4, por metade de G8

          Aquilo que na verdade foi a cimeira do Directório dos 4, ou D4 da Europa (expressão chocante), é traduzido pelo Eliseu como cimeira dos membros europeus do G8 (suave expediente)...

        Imbróglios presenciais

          Pois bem! O secretário de Estado das Comunidades garantiu em Buenos Aires que serão criadas mesas de voto "onde for necessário" para os eleitores recenseados poderem votar, na sequência da alteração da Lei Eleitoral que acaba com o voto por correspondência...

          Mas como? Se onde as mesas que têm de ser e parecem poder ser, já de si são imbróglios?

        Eduardo Lourenço. A Europa por entre utopias

        CONGRESSO NA GULBENKIAN Eduardo Lourenço 85 anos, meio-mundo lá caído, outro meio-mundo arrependido por não ter ido, no pressuposto de que seria mais um ritual de ir lá fora cá dentro. Pois não!

        Jaime Gama, excelente, que excelente improviso, a situar Lourenço por entre uma tradição de filósofos europeus e a recortá-lo como intérprete da cultura portuguesa. É bom ouvir Jaime Gama de improviso. Que avise.

        Pinto Ribeiro, sóbrio, pragmático, elegante. À altura da circunstância e com uma advertência, a contrastar com outras poses que apelam à dissensão – falta na sociedade portuguesa o encontro aberto de opiniões, a construção em conjunto. Repetiu o que tantos advertem baixinho: falta na sociedade portuguesa o encontro aberto de opiniões. Desnecessário é repetir outra vez.
        Programa aqui

        BREAFINGS DE LÁ ۞ Fatwa e pedofilia

        Seria inimaginável ocorrer nas Necessidades esta declaração, perguntas e respostas, naturalmente. Poderia ofender alguma minoria dos vizinhos.

        QUAI D´ORSAY Agora mesmo:

          «J'ai une déclaration à vous faire sur un sujet qui nous tient à cour. Vous savez peut-être qu'au Maroc une fatwa récente du Cheikh Maghraoui (na foto) vise à autoriser le mariage d'une fillette de 9 ans. Nous condamnons cette fatwa avec la plus grande fermeté. Cette fatwa ne peut susciter qu'indignation et répulsion. Notre réaction est identique à celle de la très grande majorité des Marocains, que ce soit la réaction de la société civile et de la presse (indignation exprimée par les associations de défense des Droits de l'Homme, plainte déposée par un avocat) ou des autorités marocaines (condamnation par le Conseil supérieur des Oulémas, enquête engagée par le procureur du Roi, déclaration du porte-parole du gouvernement). Enfin, je vous rappelle que l'Union européenne a défini en décembre 2007 des lignes directrices sur les droits de l'enfant et que la France a fait des droits des femmes une des priorités de la Présidence française du Conseil de l'Union européenne en matière de Droits de l'Homme.

          (Vous parlez des droits des femmes mais c'est une question de pédophilie. Est-ce qu'il y a une loi?) - J'ai dit droits de l'enfant et droits des femmes. En l'occurrence c'est une petite fille, c'est pour cette raison que j'ai évoqué les deux.

          (Il y a une loi contre la pédophilie au Maroc ?) - Au Maroc l'âge du mariage est fixé à 18 ans.

          (Il y a eu d'autres fatwas, est-ce que vous allez également réagir ?) - Je ne sais pas de laquelle vous parlez mais évidemment oui, et nous réagirons systématiquement.

        Diga-se que as autoridades marroquinas já encerraram as escolas corânicas e o site do xeque salafita Mohamed Ibn Abderrahmane Al-Maghraoui.

        Chapeladas ou argoladas na emigração Questões postas à margem?

        NÃO SE VÊ? Sobre o processo eleitoral para portugueses no estrangeiro, questões pertinentes, por acaso levantadas pelo STCDE – os funcionários consulares naturalmente que também observam… Todavia, por ocasião do rebuliço do voto presencial, esqueceu-se o que será mais importante.


        1. A votação no estrangeiro inicia-se no segundo dia anterior ao marcado para a eleição no território nacional e encerra-se neste dia
        2. Grande parte dos problemas no estrangeiro resultam do facto de ser quase impossível haver cidadãos disponíveis para a constituição das mesas eleitorais, pelo que as mesmas acabam por ser constituídas repetidamente pelos trabalhadores consulares, que em caso de dia útil, têm de desdobrar-se pelas tarefas no serviço consular, não podendo sequer beneficiar da dispensa por compensação, sob pena de encerramento dos serviços
        3. Dificuldade material em garantir a inviolabilidade das urnas ao longo das duas noites que interrompem o acto eleitoral
        4. Inexistência do período legal de reflexão, já que a votação se inicia com a campanha eleitoral ainda a decorrer
        5. As urnas, nos países do continente americano, só encerrarem após serem conhecidos os resultados finais - provisórios mas quase definitivos – das eleições
        6. Atendendo à reduzida participação dos portugueses no estrangeiro nos actos eleitorais, independentemente do modelo adoptado, não há justificação para a abertura das urnas ao longo de 3 dias
              Em 2006, a CNE pronunciou-se sobre esta matéria, acolhendo as razões de fundo. No parlamento, ouvidos de mercador - tocou-se no acidental, evitou-se o essencial.

              Voltaremos ao assunto.

        Jogos

          Diplomata acabado de chegar de Pequim, garante ser verdade que, por notificação de 2 de Outubro de 2008, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China comunicou a seguinte declaração:

          博客是黑社会和博客只有百分之一。

          O que, amavelmente traduzido por António Costa e José Pacheco Pereira, para português simplificado, dá nisto: «A blogosfera é o submundo e dos blogues só se aproveita um por cento».

          A propósito ler isto que é bem observado
          e também isto que dispensa tradução

        Parabéns

        É evidente que um embaixador perde o pio quando o chefe de estado lhe tira as palavras da boca.
        - Manuel CXLIII Paleólogo©

            • Nuno Bessa Lopes, ministro plenipotenciário, chefe da missão em Andorra (em despedida)



            - Dia Mundial do Habitat (abrir aqui)
            - Semana Mundial do Espaço, até 10 (abrir isto)


            OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 162, dois no mesmo dia: o visconde da Carreira e Saldanha; há 146 anos, o duque de Loulé; e há 39 anos, Marcello Caetano.

              1. O VISCONDE DA CARREIRA é que não fez mesmo carreira - por recusa, não exerceu o cargo, e, neste mesmo dia de 1846, quem assume a pasta, como interino, é o ainda marquês de Saldanha.
              2. O DUQUE DE LOULÉ com a pasta de Estrangeiros no 6 de Outubro de 1862.
              3. MARCELLO CAETANO, em 1969, entra para as Necessidades como interino, com Rui Patrício em SENEC o qual, passados os três meses de estágio, sobre a ministro (15 de Janeiro de 1970).

        05 Outubro 2008

        AGRÉMENT ≈ Directamente da Venezuela...

        Cinco textos para 1.º abrir, 2.º imprimir e 3.º ler
        proveniente da Democracia del siglo XXI,
        corajoso esforço de Teódulo López Meléndez, em Caracas.
        Comprovem.


        Estado, divino tesoro
        de Jorge Majfud (Lincoln University)

        Futuro desconocido: Maquiavelo para el siglo XXI
        de Gopal Balakrishnan
        (autor de The Enemy: An Intellectual Portrait of Carl Schmitt (Verso, 2000)
        Transcrito da New Left Review, N.º 32


        Un porvenir por hacer
        de Teódulo López Meléndez

        Periodismo militante
        de Rubén Darío Buitrón

        Modernización del Estado y Democracia Digital:
        ¿A las puertas de un nuevo renacimiento

        de Sebastián Piñera

        ÁLBUM DIPLOMÁTICO ۝

        Cavaco Silva em Nova Iorque, com o embaixador João Salgueiro...

        ... dizem que foi uma espécie de roteiro.

        Parabéns


        Uma diplomacia só deve abdicar de princípios quando está perto do fim.
        - Manuel CXLII Paleólogo©

            • Jorge Dias Cabral, ministro plenipotenciário, sub director-geral de Política Externa
            • José Eduardo Ferreira da Silva, conselheiro de embaixada, cônsul-geral em Manchester
            • João Pedro Oliveira Soares , secretário de embaixada, cônsul em Lille



            - Dia Mundial dos Professores (abrir isto)
            - Semana Mundial do Espaço, até 10 (abrir isto)


            OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 98 anos, neste 5 de Outubro (1910), o primeiro MNE do regime republicano, e de quem Guerra Junqueiro disse o bom e o bonito.

              BERNARDINO MACHADO que adere ao Partido Republicano em meados de 1903 mas que em 1898 presidira ao primeiro comício desta força política. Antes, Bernardino Machado fizera carreira política no seguro da monarquia: Ministro das obras públicas, comércio e indústria governo de Hintze, 1893), deputado regenerador (1882) e pardo reino desde 1880. Chegou a ser lente em Coimbra em cuja universidade criou uma cadeira de antropologia (1885). Bernardino Machado era tido como o homem mais delicado de Portugal, mas Guerra Junqueiro fez-lhe o retrato. «Ele não é de ferro, mas de borracha: pode passar-lhe um cilindro de estrada por cima que ele levanta-se logo, todo lépido, a tirar o chapéu. Vai ser um lírio que dará cicuta.»

        04 Outubro 2008

        Mendes Bota. Texto adoptado em Estrasburgo

        Os textos da proposta e da recomendação de Mendes Bota, para uma nova convenção do Conselho da Europa relativa ao combate da violência sobre as mulheres, foi adoptado pela assembleia parlamentar da organização.

          Curiosamente, o nosso «serviço público» de televisão nem uma referência fez, ao que se sabe. Talvez porque não seja coisa de Fátima, do futebo, ou do 28 de Abril.

        MNE-sombra

        FIDELISSIMO É claro que Ferreira Leite sabe com quem conta no MNE para ter uma opinião sobre o Kosovo, porque a decisão que se prepara ou está preparada no sentido do reconhecimento, foi formatada no MNE: as águias não geram pombas.

        Era previsível, sabendo-se quem formata ou quem passou a formatar. E não poderia formatar de outra forma - por lógica, por coerência e por fidelissima sintonia com o MNE-sombra.

        2009 vai dar muitas e rápidas surpresas, as quais, por acaso, nada terão a ver com o Kosovo.

        PARLAMENTO Negócios Estrangeiros

        Amado, distribuição de trabalho (uma convenções e três acordos),
        dois pareceres e... a questão de reis!

        Para além da esquisita "Presença do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre o Kosovo", talvez seja uma intervenção sobre, porque com uma presença sobre o Kosovo haveria o risco do território ficar esmagado, na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros (terça-feira, 7), serão distribuidas pelos deputados (foto de família, em baixo) as seguintes propostas de resolução sobre, aqui sim, sobre:
        1. a Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e Tunísia, assinada em Tunes, em 9 de Novembro de 2006 (dois anos...)
        2. o Acordo sobre Transporte Aéreo entre Portugal e Ucrânia, assinado em Lisboa, em 24 de Junho de 2008 (vá lá, em tempo razoável)
        3. o Acordo entre Portugal, Irlanda, Holanda, Espanha, Itália, França e Reino Unido, que estabelece um Centro de Análise e Operações marítimas e Narcóticos, adoptado em Lisboa, em 30 de Setembro de 2007 (um ano, já não é mau)
        4. o Acordo entre Portugal e China sobre Auxílio Judiciário Mútuo em matéria penal, assinado em Lisboa, em 9 de Dezembro de 2005 (três anos, o que exigirá paciência chinesa à outra parte que é chinesa...)
        A comissão ainda tem que aprovar dois pareceres, se houver tempo:
        1. Um, solicitado pela comissão de Assuntos Europeus relativo a proposta de Decisão-Quadro (UE)relativa à transferência de dados dos Registos de Identificação dos Passageiros para fins de combate ao terrorismo e à criminalidade organizada
        2. Outro, relativo ao Projecto de Resolução sobre interdição do espaço aéreo nacional a aeronaves com destino ou origem em Guantánamo
        E, finalmente, deva a comissão pronunciar-se sobre uma Questão de Reis:
          Nota de admissibilidade relativa a uma Petição que solicita que seja ordenado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros a notificação da posição oficial do Estado português em matéria de sucessão dinástica (ao que se sabe, por posições trasmitidas oficialmente pela embaixada de Portugal em Roma às autoridades italianas).

        Kosovo na ordem do dia. Amado na AR, terça


        QUANTO AO KOSOVO Tudo leva crer que Portugal vai mudar de posição com o argumento da «solidariedade» com a maioria dos países da UE e da NATO que já expressaram o reconhecimento da independência. Essa palavra «solidariedade» está no argumentário do governo.
        1. Luís Amado, terça-feira (17:00), vai à comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros para falar com os deputados sobre a questão do Kosovo, onde deve transmitir a intenção que há
        2. Na assembeia geral da ONU, o caso vai ser falado na quarta-feira, a propósito de um projecto de resolução da Sérvia para um pedido de parecer ao Tribunal Internacional de Justiça sobre a legalidade da declaração unilateral de independência
        3. Ferreira Leite, líder do principal partido da oposição, foi, como se sabe a Belém ouvir falar sobre o mesmo assunto, sobre o qual Cavaco Silva já falou com a ressalva de que o «é muito importante nestas matérias de Estado que se consiga o maior entendimento possível entre os órgãos de soberania e tudo aquilo que eu puder fazer nesse sentido, não deixarei de fazer», ou seja entre parlamento (onde o PSD obviamente conta), governo e ele próprio, cada um aguardando que o outro fale e não falando antes disso
        4. O embaixador da Sérvia em Lisboa, Dusko Lopandic, falou ontem (sexta-feira), apelando ao governo português que não para não mudar de posição em relação ao estatuto do Kosovo, garantindo que o seu país «nunca reconhecerá a independência», isto depois de ter sido falado que a decisão de reconhecer o Kosovo terá sido acertada com o Presidente da República, que manteve conversações com o líder sérvio na passada semana na Assembleia-Geral da ONU, o que não foi contraditado
        Até dia 9, Barómetro/NV sobre este assunto
        na coluna ao lado

        Parabéns


        Para nada serve que a Política invente a roda, se a Diplomacia não a põe a rodar.

        - Manuel CXLI Paleólogo©

            • Ana Branco Rodrigues Leitão, secretária de embaixada, em Paris, a crer no ADC


            - Semana Mundial do Espaço, até 10
            (já agora, ler isto)

        03 Outubro 2008

        Carta de Sarkozy aos parceiros da UE E por correio azul

        A duas semanas da cimeira de Bruxelas (dia 15), na véspera da cimeira de núcleo sem Espanha, no Eliseu - Alemanha, Reino Unido, Itália e França, com Durão Barroso e os presidentes do Eurogrupo (Luxemburgo) e do Banco Central Europeu associados -, e a quatro dias do conselho Ecofin (terça-feira), uma carta de Nicolas Sarkozy. Hoje mesmo, aos restantes 26 membros do Conselho Europeu. Título da carta: «Uma grave crise de confiança abala a economia mundial e a actividade financeira».

        Por lá, duas mensagens nada, nada subliminares:
        1. pedido de meios para reforço do sistema europeu de supervisão
        2. exigência de que, nas intervenções a serem feitas no sector financeiro, haja respeito pelo quadro jurídico da União Europeia, e ausência de impacto indesejável das decisões de cada estado nos restantes parceiros

        PONTO CRÍTICO 24 ■ Os Artigos-Pizza


        Artigos publicados em jornais
        com assinatura conjunta de chefes de chancelaria,
        primeiros-ministros e mesmo chefes de estado,
        seguem o método que na culinária pode resultar em pratos apetecíveis,
        mas que na política vai do sem-sabor ao intragável.

        MINISTROS de Estrangeiros, primeiros-ministros e até chefes de estado têm-se empenhado cada vez mais em subscreverem artigos a dois, a três ou mesmo mais, publicados em jornais de referência, por vezes publicados simultaneamente em duas, três ou quatro capitais. Por regra, como tem sido evidente, nada dizem de novo sobre as matérias que versam, nem nada que já não tenham dito sobre o que pensam.

        Cultivada na Europa com Portugal incluído (sobre o Tratado, viu-se), a moda chega à América Latina. Hoje mesmo, o Estadão acolhe um desses textos a duas mãos, do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e do chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov. «Rússia e Brasil, amigos e parceiros estratégicos» é o título da pizza de parágrafos que não chegam a revelar opinião como se requer num artigo, e ficando muito próximo do que será uma moção aprovada sem votos contra e sem abstenções numa assembleia geral de dois.

        São os artigos-pizza, um disco de massa fermentada, regado com o molho das relações bilaterais e coberto com ingredientes variados da política internacional a que não falta o queijo, muito queijo que faça esquecer os pontos negros e as lassidões da política externa dos países a que cada ministro subscritor pertence e cujos nomes, apenas os nomes de quem são, dão aroma a essa prosa inócua redigida nas chancelarias, tal como o orégão ou o manjericão aromatiza as pizzas reais. Com esse método, nos preparados culinários, é verdade que se pode chegar a um prato apetecível, mas nas prosas de chancelaria mais não resulta que uma pizza que vai do sem-sabor ao intragável.

        Mas porque é que ministros, primeiros-ministros e chefes de estado que têm entrevistas à disposição, que podem convocar conferências de imprensa a qualquer hora, e que podem isoladamente ou em conjunto emitir comunicados ou fazer declarações sobre temas prementes, convenientes ou urgentes, recorrem aos artigos-pizza? Certamente, por uma questão de garantia de publicação apenas e, diga-se, por via desta por uma questão de afirmação pública de duvidosa eficácia, porque o prestígio não se força e não pode ou não deve ir ao forno.

        Carlos Albino


        E Senhor Camões? Lá para Dezembro

        Quanto ao novo, se calhar o primeiro Senhor Camões, lá para Dezembro. Simonneta da Luz Afonso continua em funções e sem aquele direito ao ócio que reclamou na carta de despedida, até que o pano de ferro suba nesse palco onde da minha língua se vê um mar de espectadores atónitos. Mas também, até Dezembro o tempo passa enquanto Camões esfrega um olho.

        Outro nome guardado a sete chaves. NV têm cinco dessas chaves, faltam duas.

        Assuntos Europeus. Nome escolhido e bem guardado

        Nome do sucessor de Manuel Lobo Antunes, bem guardado a sete chaves. Inicialmente chegou a ser aquilo, mas o escolhido para colmatar está resguardado.

        Manuel Lobo Antunes. Mais algum tempo q.b.

        Afinal, q.b. como na culinária, mais um mês e picos, para Manuel Lobo Antunes nas Necessidades. Motivos? Aplainar caminho para quem vai entrar, nas matérias mais controversas que pendem no círculo cada vez mais quadrado da UE...

        Amado na Colômbia. Venezuela ali ao lado

        Luís Amado, domingo e segunda-feira, em Bogotá e a Venezuela ali ao lado. Vai a convite do MNE colombiano Jaime Bermudez e, no programa, um encontro com o presidente Álvaro Uribe.

          Relações bilaterais do ponto de vista político, económico e cultural, relações UE-Colômbia, relações UE-Comunidade Andina, preparação da Cimeira Ibero-americana, luta contra o narcotráfico, análise do que se oferece no âmbito da OEA, Grupo do Rio e UNASUR, são os temas. Que mais haveria de ser?

        Luanda ۩ A resposta é a desgraça da pergunta

        O QUÊ? Em Luanda, cobra-se pela calada 6000 dólares por um visto de trabalho? E os passaportes continuam um ror de tempo a ser devolvidos a portugueses? Será mais uma "retaliação" por eventualmente as autoridades colonialistas portuguesas cobrarem também informalmente 6000 dólares a angolanos que queiram trabalhar em Portugal?...

        É mais uma simples pergunta, muito embora, como observava Maurice Blanchot, a resposta seja a desgraça da pergunta. Ou seja: resposta sem pergunta.

        O Senhor Camões

        Não será difícil adivinhar quem será o Senhor Camões.

        Aquela máquina

          E não é que, apenas agora, é que se descobre mais uma vaga de conselheiro na disponibilidade que não foi tida em conta no concurso? Eis como 26, nas Necessidades, é igual a 25.

        Mendes Bota, Conselho da Europa. Excelente iniciativa

        "CONVENÇÃO DOS TRÊS PÊS" Confirmam-nos que Mendes Bota propõe hoje à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa a elaboração de uma Convenção relativa à luta contra as formas mais severas e frequentes de violência sobre as mulheres, como a violência doméstica, as agressões sexuais (incluindo as violações, maritais ou não), o assédio, os casamentos forçados, os crimes de “honra” e as mutilações sexuais femininas. Caso o plenário de Estrasburgo aprove os projectos de recomendação e de resolução do deputado, a matéria deverá subir ao Comité de Ministros do Conselho da Europa (presidido até Novembro pelo MNE sueco Carl Bildt), mas implicando também os parlamentos nacionais na nova convenção-quadro.

        É uma excelente inciativa, uma oportuna iniciativa que responde à dramática situação das calculadas 80 milhões de mulheres que, nos 47 países do sitema convencional europeu, são vítimas frequentes de violência por parte de cônjuges, parceiros ou ex-parceiros.

          Mendes Bota sugere que a designação de tal convenção, em função do conteúdo, se vulgarize como a «Convenção dos Três Pês», um primeiro P de Protecção - das vítimas, o segundo P de Perseguição - dos autores, e o terceiro P de Prevenção - na sociedade. A fórmula, pelo menos no inglês, francês, italianao e castelhano, tem pês para andar (no alemão apenas um e no russo dois).

        Mesmo no Brasil. Não é diplomacia mas imagem do estado. Nós por cá todos bem

        O desempenho, aquém do esperado, da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, será tema de duas audiências públicas na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, a pedido senadores Renato Casagrande, Marisa Serrano e Sérgio Zambiasi...

          A primeira audiência (provavelmente no dia 14), deverá contar com as presenças da ex-jogadora de basquete Maria Paula Gonçalves, mais conhecida como "Magic Paula", que foi secretária nacional de Esporte de Alto Rendimento; do empresário Lars Grael, velejador e também ex-secretário nacional dessa estrutura, e do jornalista José Cruz, do Correio Braziliense.

          Os senadores coincidem no questionamento dos modestos resultados obtidos nas Olimpíadas, apesar dos crescentes investimentos públicos no sector. Marisa Serrano e Sérgio Zambiasi, concretamente, observam que o governo brasileiro chegou a investir aproximadamente 1,2 bilião de reais no desporto nacional durante os últimos sete anos, aí incluídas as verbas da Lei de Incentivo ao Esporte e do programa Bolsa-Atleta. Apesar disso, recordam, o Brasil regrediu no quadro geral de medalhas, da 16.ª para a 23.ª posição, em relação à Olimpíada anterior. «O resultado brasileiro em Pequim mostra que o desempenho dos atletas não depende só de recursos, mas também de uma política desportiva pública. É preciso definir onde entra o município, onde entra o estado, onde entra a União, e o papel do Comité Olímpico Brasileiro», dizem estes dois senadores no requerimento.

        Parabéns

        Um diplomata nunca é crucificado sozinho - há sempre um Dimas de um lado, e um Gestas do outro, como qualquer Barrabás da carreira pode confirmar.
        - Manuel CXL Paleólogo©

            • Maria de Fátima Perestrello, ministra plenipotenciária , chefe da missão em Abuja