30 maio 2009

DE PLANTÃO

Anuário Lello

    E então, correu por aí ontem que "Questionado pelo PÚBLICO, José Lello confirmou que António Montenegro foi seu chefe de gabinete" e que "Lello explicou ao PÚBLICO que António Montenegro assumiu funções de chefe de gabinete no segundo Governo de António Guterres, quando o seu anterior chefe de gabinete, durante o primeiro governo (1995-1999), foi colocado num posto diplomático. Então António Montenegro foi para o seu gabinete, vindo do lugar de cônsul-geral de Portugal em Toronto".

    Já nem são os Anuários Diplomáticos que confirmam, é Lello que faz de Anuário.

Singapura

De facto começa bem a diplomacia económica em Singapura... Como diria Amado, começa "sob um barril de pólvora". Sob e não sobre. Se fosse sobre, seria algo parecido a manobra militar.

Preventivamente...

Sim, sobretudo preventivamente. Nenhuma prevenção tem sido feita. Antes pelo contrário.

Introspecção diplomática e consular...

O MNE custa a perceber que, se não actuar a tempo e horas (preventiva e correctivamente), depois da Justiça será a Diplomacia a ser definitivamente posta em causa?

Diplomacia ultraperiférica...

Assim é que...

    ... o presidente dos Açores, Carlos César, segue dos EUA para Toronto onde irá comemorar o dia da Região dos Açores, o que é feito pela primeira vez fora do Arquipélago.

    ... para tal, parte de Ponta Delgada um avião fretado (Sata), que levará 200 personalidades - membros do governo e deputados regionais, sem esquecer cônjuges e comunicação social.

    ... a isto acresce a estada em hotéis e, como é da praxe, muitos lautos repastos. Depois, de novo um avião fretado irá trazer de regresso aos Açores toda esta gente. Se há crise, de certeza que não mora nos Açores e assim sendo até vale a pena César defender o voto obrigatório, não vá a Europa pensar mal da paupérrima região.

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs

Quanto maior a distracção do ministro com os favores, mais carbono o ministério lança para a atmosfera.
- Manuel CCXVII Paleólogo©

29 maio 2009

CLAUsTROs

- Pá! O ministro publicou um artigo que começava mais ou menos assim: "Apesar da brutalidade da crise internacional, lentamente, a confiança parece regressar aos mercados", continuando o ministro com o aviso de que "Mais cedo ou mais tarde, a economia mundial sairá da recessão", concluindo que "Tudo será mais difícil, contudo, se nos alhearmos de alguns outros problemas sérios, que nos precipitarão num abismo se não forem devidamente acompanhados"...
- E depois? Não é o estilo dele?
- Depois afirma que "A questão mais crítica é a situação no Médio Oriente, onde se concentram as maiores reservas energéticas do mundo, sob um barril de pólvora, atendendo aos conflitos e às tensões em que vive toda a região"...
- O ministro escreveu sob ou sobre um barril de pólvora?
- Escreveu sob...
- Não me digas mais, pá! Já basta! As maiores reservas energéticas sob um barril de pólvora, não é grave. Se estivessem sobre é que seria dramático.

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs

Um mentiroso compulsivo movimenta-se nos meios diplomáticos como peixe na água sobretudo se é o ministro que o põe na água ainda que a água não seja a do ministro.
- Manuel CCXVI Paleólogo©

28 maio 2009

PERGUNTAs EUROPEIAs ■ Ai de nós, europeus

    A CASA ARRUINADA E A BOLSA VAZIA dão esperteza, mas tardia.

    Pergunta o Notador
    Jacobino Ameno:

      O sugerido "imposto europeu" é um tique tardio do COMECON? Ou apenas imitação de sabida prática do Vaticano?

DISPENSAS E PRIVILÉGIOS

Quando um diplomata se escapule como um safio é porque tentam apanhá-lo à mão.
- Manuel CCXV Paleólogo©

27 maio 2009

Regresso

Manuel n.º tal Paleólogo regressa à meia-noite na habitual numeração romana. Não deixa de ser bom sinal.

Então, Argel!

Ali Ha Bezaranha said:

    Quando é que temos embaixador por lá? As pressões não foram suficientes?

Exercício

    Digamos por mero exercício. Uma CPI apenas para uma pequena parte do que foi arquivado pela Inspecção Diplomática e Consular, teria preparado melhor o país para a CPI do tal banco que teve bastante diplomacia depositada a prazo em nome da "unidade da imagem externa do estado", invocação esta tantas vezes equivalente a paraíso fiscal...

Mas o MNE tem cura?

Como se diz naqueles sítios do malabarismo - Excelentissimo e respeitável público! O espectáculo vai recomeçar!

Para já, o MNE está no mesmo sítio mas mais afundado. Não tem cura.