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29 maio 2008

Avaliação. Circular trás pás catrapás


Também de acordo. A circular enviada aos postos sobre avaliação dos diplomatas, é tecnicamente correcta.

  1. Está bem explicado o motivo da atribuição de um ponto a todos os diplomatas, sem excepção
  2. Claramente fica dito que o projecto de Estatuto da Carreira vai conter os princípios básicos do regime especial de avaliação dos diplomatas
  3. Fica preto no branco, que tem sido o Ministério das Finanças a adiar a negociação, prevendo-se que esta possa ter início a partir de Julho

21 maio 2008

Rede consular à lupa

CONFUSÃO Refere-se hoje o Público aos relatórios semestrais a que titulares de postos e secções consulares vão ficar obrigados e a cartas de missão. Confusão. Confusão com planos de missão, como veremos. As cartas de missão têm a ver com o SIADAP, instrumento conexo ou afim à contratualização e definição de objectivos visando o procedimento da avaliação dos diplomatas. Os relatórios semestrais, previstos no novo Regulamento Consular, naturalmente que irão provocar reflexos, repercussões e aflições mas não têm a ver, ou só muito indirectamente têm a ver com as cartas de missão. Além disso, para além dos relatórios semestrais, há o plano e o relatório anual que chega ao ministro. Não há filtros.

    Com rigor, o novo regulamento vai estipular que postos e secções consulares de embaixada (diplomatas da carreira, todos eles) tenham que enviar ao MNE com cópia para a embaixada do respectivo país, relatório referente à actividade consular até 31 de Julho e 31 de Janeiro de cada ano.

    Tal relatório deve incidir em seis precisos pontos:

    1. Número, características e metas atingidas das acções empreendidas com destaque a para iniciativas culturais, educativas, económicas e sociais
    2. Número e natureza dos actos consulares, em conformidade com o registo no sistema informático de gestão consular (portanto, nada daquele «à volta de» e «cerca de» ou mesmo aquele «não obstante foi mais do que consta»)
    3. Indicação de resultados obtidos
    4. Grau de realização dos objectivos propostos
    5. Análise da actuação empreendida
    6. Planeamento de iniciativas futuras

    Além disso, os postos e secções consulares de embaixada, até 31 de Outubro de cada ano, terão de enviar um «plano de missão» com a definição dos objectivos a atingir no ano seguinte, e, até 31 de Março, o relatório anual das actividades em constem:

    1. Objectivos definidos no plano de missão
    2. Resultados alcançados

    Este plano de missão anual e o relatório anual são submetidos a homologação do ministro, sabendo-se o que a palavra homologação significa na Casa.

    Quer isto dizer que acabará aquela velha regra que cônsul anterior faz vigorar para cônsul sucessor: «Pá! Se queres ser promovido não faças nada, não levantes ondas! Quem mais e melhor faz, mais é punido!» E, de facto, muitos foram os promovidos bastando-lhes cumprir escrupulosamente esta regra… porque também muitos, avessos à matreirice, por não a terem cumprido, ficaram por isso na prateleira.

20 maio 2008

Ponderação Curricular. Serradas Tavares, chapeau!

    A nota explicativa da ponderação curricular dos diplomatas, desta vez, está bem feita para o que tem de ser. Responde às questões, embora o procedimento tenha sido feito ao contrário, o que não tem a ver com a nota e pelo que não vale a pena chorar sobre o leite derramado. De qualquer forma, como nota é uma nota, e como explicação é explicativa. Chapeau!

19 maio 2008

Avaliação. Nota explicativa

Do Avaliador Três Linhas
    "
    Explicando: quem for bom tem 1 ponto; muito bom tem 2, e excelente tem 3. Para se subir de posição remuneratória são necessários 10 pontos, ou seja, como exemplo, 10 anos de bons; 5 anos de muito bons (só até 25% dos funcionários); 2 anos de muito bons mais 2 excelentes (até 5% dos funcionários a abater aos 25%) , e… 2 anos seguidos de 0 dá direito a despedimento se a formação específica - legalmente prevista mas da qual boa parte de funcionários está ostensivamente excluída - não der resultados. E excederam-se as três linhas porque o avaliador assinou em português, com direito a ilustração.

Avaliação. Progressão, eis a questão

Do Avaliador Τρεις Γραμμές
    "
    É que do SIADAP vai depender a progressão nas carreiras (diplomática, técnica, administrativa) com a lei a admitir apenas 25% de muito bons, dos quais 5% de excelentes… Muita gente se vai ver grega.

Avaliação. Antes que seja tarde

Do Avaliador Trei Linii
    "
    Ainda há tempo, pouco, para que isto não resulte numa guerra a sério, de todos contra todos. E tem que haver actuação serena e, sobretudo informação ascendente e descendente com a verdade do SIADAP no MNE. Porquê? É preciso dizer porquê? Não se percebe romeno?

Avaliação. Perdoem os finlandeses...

Do Avaliador Kolme Riviä
    "
    Algumas missões já chegaram a chamar à forma como o SIADAP foi pregado no MNE, como um exercício esotérico. O que no país-exemplo que é a Finlândia, se traduz por käyttää esotético.

Avaliação. SIADAP ou PAIDAIS?

Do Avaliador Tres Líneas
    "
    Ora, ter-se começado a usar o SIADAP não para integrar, mas para desintegrar contratualizando objectivos pela base sem que se saiba o que ocorre no topo, é o mesmo que escrever SIADAP ao contrário – PADAIS. Os padais do MNE, o que parece castelhano.

Avaliação. Até em polaco se entende!

Do Avaliador Trzy Linie
    "
    Com SIADAP a rigor, primeiro o ministro define objectivos estratégicos, elabora QUAR (avaliação e responsabilização) e entrega cartas de missão, na cascade, como dizem os polacos…

Avaliação. Primeiro, segundo e último

Do Avaliador Три Pеда
    "
    O «I» de SIADAP corresponde à palavra Integrado, sistema integrado. Portanto, avaliar serviços é o SIADAP 1, avaliar dirigentes é o SIADAP 2 e avaliar outros colaboradores é SIADAP 3. E deve funcionar em cascata, que em búlgaro é каскада

Avaliação. Temos cascata

Do Avaliador Tre Linjer
    "
    Se não estamos em erro, o «I» de SIADAP corresponde à palavra Intergrado, sistema integrado. Portanto, avaliar serviços é o SIADAP 1, avaliar dirigentes é o SIADAP 2 e avaliar outros colaboradores é SIADAP 3. E deve funcionar em cascata…

Avaliação. Daria trabalho…

Do Avaliador Drei Linien
    "
    Claro que a serem os diplomatas e os funcionários externos considerados como situações específicas do SIADAP, isso teria de ser negociado com a ASDP e com o STCDE, o que obrigaria a bastante trabalho – e do bom…

Avaliação. MNE não é situação específica?

Do Avaliador Three Lines
    "
    Será que o secretário de estado João Figueiredo não admite há muito que o SIADAP, como consta na lei, pode ser adaptada a situações específicas, como é o caso do MNE, designadamente diplomatas e funcionários externos?

Avaliação. MNE dará conta do recado?

Do Avaliador Trois Lignes
    "
    Esta matéria é muito sofisticada e o MNE não consegue dar conta do recado. Lembrem-se do que tem sido a saga dos professores - que até são avaliadores.

18 maio 2008

Claro e inequívoco. Prazo de cinco dias úteis...

CAI OBELISCO Por e-mail, o secretário-geral do MNE comunicou a cada um dos diplomatas o número de pontos na avaliação de desempenho desde 2004, em confromidade com a lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações, designadamente nos anos em que não tenha havido avaliação.

E deu um prazo de cinco dias para que interessados requeiram «a ponderação curricular de alguns ou todos esses anos», com fundamentação documental. As propostas de ponderação curricular, serão submetidas ao secretário-geral pelos avaliadores designados por ele mesmo, para posterior homologação e ratificação ministerial.

E um parágrafo claro, inequívoco e universalmente aceite na carreira: «As propostas de ponderação curricular deverão verificar o equilíbrio da distribuição das menções pelos níveis de avaliação relevante e excelente, designadamente procurando respeitar um limite de 25 por cento para a atribuição da menção de relevante aos diplomatas e outros enviados que no dia 31 do ano a que concerne a ponderação desempenhavam ou não cargos dirigentes, bem como, de entre eles, de 1/5 para a atribuição de menção de excelente.»

E usando jargão próprio das relações entre estados, disse o secretário-geral ainda: «Aproveito o ensejo para reiterar que a contratualização com Vexa de deveres-competências e de objectivos para 2008 deverá aguardar a aprovação do normativo específico que antecipará a entrada em vigor dos elementos relevantes para o efeito constantes dos projectos de novo ECD e de novo Regulamento do MNE.»

Chama-se a isto governo electrónico. É preciso ter obelisco!

17 maio 2008

SIADAP NAS NECESSIDADES. O é para valer

O QUE ESTÁ CAUSA com o modelo de avaliação de desempenho da administração pública é, fundamentalmente, apurar resultados em função de objectivos fixados, ninguém se livrando disso – dirigentes e subordinados estão por igual responsabilidade sujeitos ao modelo que culminará na avalização dos próprios serviços e organismos.

Aparentemente, a questão assim formulada apenas poderá receber apoio dos que estão cansados de serviços do estado a funcionarem em roda livre, sem se saber se estão a fazer bem e a servir a comunidade como podem e devem.

Para isso não basta uma cultura de disciplina hierárquica, garantia do poder e não da forma como se exerce o poder. É preciso avaliar em função dos objectivos, avaliar sem discriminações tanto dirigentes como subordinados, e, sobretudo, que as tradicionais maleitas de um poder hierárquico fóbico de resultados e de avaliação mas ávido de sobrevivência, não subvertam perversamente a avaliação integrada dos serviços e organismos. De modo geral, têm sido os fundados receios dessa sobrevivência de tiques do autoritarismo que têm levado subordinados (daqui e dali) a questionarem o modelo de avaliação, suspeitando-se de alguma sábia isenção dos dirigentes nesse processo, designadamente quando se convertem, eles próprios em avaliadores. E voltamos à mesma.

Naturalmente que, no MNE, o decreto regulamentar do sistema de avaliação dos dirigentes, funcionários, agentes e outros colaboradores da Administração Pública, não é coisa que tivesse chegado ao conhecimento da hierarquia, apenas neste Maio de 2008. A secretaria-geral há muito que devia ter accionado o processo de recolha de dados, e, sabendo-se o que a Casa gasta, deveria ter accionado o processo ao mesmo tempo para todos: dirigentes, pessoal diplomático e pessoal não diplomático.

16 maio 2008

Só agora o SIADAP bate à porta?

    É que o SIADAP apenas bate à porta de cada um do lado mais forte (à porta do lado mais fraco já bateu, que o diga o STCDE) quando está a terminar o prazo para a realização da avaliação de desempenho referente a 2007, e quando apenas agora se desgora ser necessário que os serviços que não utilizam o Sistema de Apoio ao SIADAP tenha, que preencher o instrumento de recolha de dados agregados.

Avaliação de diplomatas. Começa o problema

    Os diplomatas só agora começam a ter sintomas de alergias próprias da época - o SIADAP não surgiu nas Necessidades como chuva miudinha mas como tromba de água. Está instalada a confusão, sobretudo depois do que se passou com as promoções. E em Maio, à beira de Junho! Porque não em Janeiro?

    E lá temos de criar nova etiqueta, aliás duas: Avaliação diplomatas e Avaliação funcionários, entendendo-se por estes os não diplomatas.

    Mas aguardemos pela Nota Explicativa...