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09 dezembro 2009

DADOS LANÇADOS q Funcionários periféricos?

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Helpless de Unprotected e Unfortunate, quadro técnico

Com a reforma da Administração pública Portugal deixou de ser periférico.
Durante séculos Portugal sofreu com a sua localização periférica, mas graças à revolucionária veia reformadora do governo PS a situação foi ultrapassada. Melhor ainda: inverteu-se.
Foi uma verdadeira jogada de génio: os serviços externos da Administração Pública, grosso modo as representações do MNE por esse mundo fora, passaram a ser designados de serviços PERIFÉRICOS externos. Um ovo de Colombo!
Não sei se estão a ver.
O mundo passou a ter Lisboa como centro (daí o tratado) e tudo o que é fora de Lisboa é periferia.
Os dormitórios da periferia (excepto Cascais e Sintra, claro, aí vive-se) e os funcionários que vão com prémios para a periferia (beirã ou transmontana), já eram periferia interna - a famosa paisagem.
Agora, coitados, temos os funcionários na periferia externa da periferia interna, que são todos aqueles que prestam serviço nos territórios satélites do eixo Terreiro do  Paço - Necessidades. Até parece que voltámos ao glorioso período da expansão.
Claro que na Galiza ou na Andaluzia ainda se está, digamos, em casa: é como estar no Minho ou no Alentejo - não digo Algarve porque já é mouro, penso eu de que. Mas os outros, que deportação!
Primeiro os periféricos externos, depois os periféricos externos afastados, a seguir os periféricos externos distantes, mais além os periféricos externos longínquos, finalmente os periféricos externos no cú de judas (para não utilizar expressão ainda mais vernácula, como fazíamos na escola, ao aprender os superlativos e precisávamos de distinguir o relativo do absoluto).
E eis como, de uma assentada, supostas metrópoles sofisticadas, como Barcelona, Paris, Londres, Roma, Berlim, Praga, Moscovo, Toronto, Nova Iorque, Cidade do México, Rio, Buenos Aires, Cidade do Cabo, Cairo, Tóquio, Xangai, Seul, Singapura, Sydney, são transformadas em verdadeiros GOULAGS PERIFÉRICOS EXTERNOS.
E que ignomínia, tão longe da Universidade de Coimbra, meu Deus!
Há realmente muita pobre gente perdida por esse mundo fora, mas pelo menos a reforma das instituições está aviada.

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03 dezembro 2009

DADOS LANÇADOS q O resto, cuidado

 q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Ruella, chanceler

No seu contributo de dia 25, o conselheiro Francelino Direito, a propósito das perseguições e ameaças aos diplomatas, elogia o "sindicato dos restantes funcionários por ser forte e capaz de os defender", enquanto aqueles, recorrendo das decisões, não são promovidos, colocados em posto, não recebem lugares de destaque, sem que a ASDP seja capaz de enfrentar o poder.

Cremos que há aqui uma séria falta de clarividência que convém evidenciar:
  1. Tal como a ASDP, o sindicato dos trabalhadores dos serviços externos tem um nome - STCDE; estes trabalhadores não são "os restantes", mas aquilo que são e que a corporação MNE não quer que sejam; há ainda muitos outros funcionários, quase sem expressão sindical, porque se acomoda(ra)m ao lugar que a corporação lhes reserva.
  2. Poderia dizer-se que uns e outros têm (ou não) o sindicato que merecem: estes últimos nada têm, nos serviços externos os trabalhadores têm construido com muito esforço o sindicato de que precisam, a carreira tem a associação sindical que a corporação instalou no palácio.
  3. A defesa sindical "dos restantes trabalhadores" passa pelos próprios sócios, que, com o apoio da sua organização sindical, lutam pelas suas aspirações e pelos seus direitos, colectiva e individualmente, o que, pois claro, lhes acarreta, também e sobretudo a eles (já agora: até de diplomatas também vítimas) as mais diversas dicriminações e perseguições. Veja-se por exemplo o papel da IDC...
  4. A grande diferença está em que, enquanto a carreira defende(-se) na carreira - e não há promoções (rápidas), colocações (boas) e lugares de destaque que cheguem para todos -, nós lutamos, muito mais comezinhos, por um pouco de dignidade!

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27 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Telegraficamente falando...

q Ministério e Ministro, debate.

Do Notador Cyrano Carbon, cons-emb:

Constitui falsa questão responsabilização actual SG como bode expiatório maleitas do MNE. Vários elementos poderão ser aduzidos em jeito de reflexão:
  1. Titular deste cargo age por delegação de competências da tutela e será porventura mais justo responsabilizar a hierarquia por actos e omissões do que o próprio;
  2. Ponta visível de um iceberg mais profundo e cúpula de uma corporação peculiar, entrega ao SG, por delegação, das decisões mais relevantes relativas à nomeação de Chefes de Missão e de figuras cimeiras na hierarquia do Ministério, poderá constituir, na realidade, forma cómoda e despachada de, de facto, não assumir responsabilidades e de assumir posição confortável e pseudo-neutral em nome da recusa de gerir o ram-rão quotidiano (micro-management); Que maçada! Que aborrecimento!
  3. Casos mediáticos recentes ilustram isso mesmo, que decisores políticos foram poupados de responsabilidades por nomeações controversas por, alegadamente, terem delegado "assunto" no SG;
  4. Promoção a lugares de topo de funcionários diplomáticos que apenas exerceram postos A, convalidada pelo próprio SG, não resistiria porventura a auditoria séria e independente no domínio da gestão eficaz dos recursos humanos de um Tribunal de Contas ou de uma empresa de consultadoria independente; por outro lado, promoções deste jaez criam poderão criar novos problemas de gestão para o futuro, desincentivando colegas da aceitação de postos mais difíceis ou problemáticos, sendo certo que não haverá nenhuma espécie de compensação pelo sacrifício pessoal e familiar; Que barrete!
  5. Próximo movimento de rotação de Chefes de Missão em 2010 poderá ilustrar e testemunhar de uma avaliação adequada dos perfis para postos estratégicos, sendo certo que a escolha dos respectivos nomes resultará de proposta do SG ao ministro; O que é que faço com esta lista?
  6. Poderão existir riscos da nomeação de SG's em vésperas da sua passagem à disponibilidade; poderá haver a tentação pelas hierarquias de perceberem o cargo como mera sinecura e, dos próprios, como "prateleira dourada", logo inteiramente vergados ao poder e sem capacidade de se fazerem ouvir;
  7. Entidade responsável pela nomeação de SG deverá fazer esforço para se libertar da imagem , porventura injusta que lhe é atribuída, de diletantismo.
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DADOS LANÇADOS q Pois, é a "figura de estilo"

q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Talleyrand, cons-emb

Ainda a propósito do debate sobre o papel do SG, bem se sabe que a estrutura do MNE assenta, fundamentalmente, na carreira diplomática e que esta assenta, essencialmente, num conjunto de famílias de sangue, partidárias e outras. O actual SG, Embaixador Vasco Valente, independentemente dos seus méritos, pertence ostensivamente a uma dessas famílias, no que é secundado pela maioria dos membros do Conselho Diplomático. Não admira, portanto, que se verifiquem tantos atropelos, quer nos processos de promoção - de que as últimas promoções a ministro foram um dos mais gritantes e paradigmáticos exemplos -, quer nas colocações internas e externas.
E para fechar com "chave d'ouro", e assim dar imagem de isenção, o SG pôs em prática uma "figura de estilo" - por que outra coisa não é - que foi a divulgação pelos interessados da lista de candidatos propostos pelo Conselho às ditas promoções, para lhes dar a oportunidade de se pronunciarem, sem que, no entanto, tenha havido qualquer resposta ulterior ou tenha sido dada qualquer satisfação às reclamações apresentadas. Não é isto uma verdadeira "figura de estilo", à revelia de todos os princípios, designadamente legais, do chefe da carreira, que, ainda por cima, se recusa a atender pessoalmente muitos dos seus colegas diplomatas (obviamente, aqueles que não pertencem ao respectivo grupo de privilegiados...)?

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16 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Parcialidade e parcial

 q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Ruella, chanceler

Tenho acompanhado o debate em curso que, é bem verdade, se tem concentrado na forma como o actual SG tem dirigido a casa. Infelizmente, as críticas que apresentei há alguns dias atrás, estão a revelar-se ainda mais pertinentes do que eu pensava.

Como tenho podido ler, se genericamente não me é difícil aceitar a pertinência das críticas avançadas, não posso deixar de chamar a atenção para a sua parcialidade, da qual resulta a limitação das soluções avançadas: quase tudo é criticado ou proposto na perspectiva idiossincrática de a carreira viver em paz, prosperidade e justiça, como se ela fosse o ministério.

Aliás, tal corresponde à intervenção de boas-vindas à ex-ministra Teresa Gouveia do então SG Carlos Páris, que falou em nome da carreira como sendo o MNE.

Até já li num contributo que a figura do sub-SE é má porque retira poderes ao SG... Não seria melhor deixar de existir ministro, a menos que fosse diplomata?

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13 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Questão de fundo e de forma

 q Ministério e Ministro, debate.
Da Notadora Maria da Paciência, sec-emb

Não tenho por hábito envolver-me nas NV, mas desta vez atingi os limites da minha paciência e não posso deixar de intervir, para lhe dizer o quanto tenho vergonha de pertencer à mesma carreira do leitor de NV que considerou estar a ser orquestrada "uma campanha nojenta" contra o Embaixador Vasco Valente. Na realidade, Notas Verbais responderam muito bem àquele defensor do Secretário-Geral. Sou a primeira a concordar que em nada foi atingido o bom nome do Embaixador Vasco Valente. Tanto quanto li, até registei elogios, que subscrevo, sobre a sua capacidade de trabalho, dedicação e estatura de homem de Estado. Houve sim foi críticas fortes à forma como tem vindo a administrar o Ministério, porquanto representa um estilo de liderança que já não se compadece com as necessidades actuais. E que necessidades são essas? Basta perguntar em qualquer corredor do Palácio das Necessidades; no MNE precisamos de mudanças, de reformas, de mais justiça, de cumprimento das regras, de incentivo dos funcionários e de isenção e capacidade para enfrentar os lóbis. Será que algum dos participantes neste debate me pode indicar uma só iniciativa positiva, de relevo, designadamente para a carreira, da autoria do actual Secretário-Geral? Se porventura há quem se sinta atingido ou que ache que o Secretário-Geral ou o seu "staff" não tem capacidade de enviar a este blog umas linhas a contrapor com argumentos justificados o que aqui tem vindo a ser dito, que o faça, mas com dados objectivos. Fartos de cultos de personalidades intocáveis que não podem ser criticadas estamos nós.
Precisamos de gente competente para gerir o Ministério, gente que seja dialogante e que num ano de trabalho faça a diferença e marque uma tónica diferente em relação aos seus antecessores. Se porventura o chefe da carreira não consegue melhorar o Ministério porque não tem condições ou porque não consegue estimular os directores-gerais para trabalharem em equipa e de forma cooperante e harmoniosa, então que proponha ao Senhor Ministro mudanças na cúpula, ou, se tal não for possível, que se demita!

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DADOS LANÇADOS q Daqui se infere que...

 q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Descontente, cons-emb

Tenho pena de ver colegas, como o referido “Notador Calmamente Atento” , afirmar que o Secretário-Geral não pode ser responsabilizado pelas promoções a ministro plenipotenciário porque foram decisões do Conselho Diplomático.


Pergunto-me se o colega não sabe que o Secretário-Geral é o presidente do Conselho Diplomático. Também não deve saber que é o Secretário-Geral que leva a lista de propostas de promoção a Sexa MENE. Todos sabemos que no último processo, para lograr a promoção do Secretário-Geral Adjunto, o Embaixador Vasco Valente teve que negociar e se compadecer com a promoção de todos os outros protegidos. Não sejamos ingénuos! Pergunto também ao meu caro colega porque é que acha que se trata de “ataques inaceitáveis”? Será que não se pode aceitar uma crítica à forma como um agente da administração pública actua? Será que acha que o Ministério está em boas mãos? que a gestão está a correr bem e que não há nada a apontar? que o SG está a fazer um excelente papel, tal como seria de esperar (sobretudo porque não é candidato a mais nenhum posto)? Enfim...

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12 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Para pior já basta assim

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Jonatas de Palcato, m-p

(Texto 4 e último) O Ministro que pense bem quando substituir Vasco Valente. Se for para pior... (recentemente, substitui-se um DGPE com experiência, por alguém que nunca exerceu funções de Embaixador e teve de ser promovido à pressa para ter a autoridade necessária para o cargo. Que, até vai desempenhando, agora, bem melhor as suas funções do que quando as iniciou), então mais vale deixar estar e dar-lhe, a este SG, exactas instruções de como deverá, de futuro, actuar. E já agora, meu caro Vasco Valente: acho que devia reflectir em tudo isto que aqui se tem dito a seu respeito. Se quer continuar, tenha a coragem de mudar, se não... goze a vida de outra forma, que ela é curta! E acabe, DE VEZ, com essa injustiça de funcionários a fazerem a carreira apenas por Postos A. É um escândalo!
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DADOS LANÇADOS q Perfil, eis a questão

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Jonatas de Palcato, m-p

 (Texto 3) O que se precisa é de um SG, com a autoridade da antiguidade, que pode muito bem voltar a ser um que passou à disponibilidade, para assim não estar com medo do poder político e à espera de um "Postinho" tipo Vaticano, Londres, etc, assessorado por um SG-Adjunto que seja Ministro de 1ª e tenha já exercído funções de Embaixador algures (hoje fazem-se Embaixadores sem nunca terem essas funções! Rui Quartin terá sido o primeiro, e agora temos outros...). Mas o novo SG não poderá pactuar com este estado lamentável de coisas, tem de acabar com o Conselho Diplomático, onde se promovem pessoas que os outros membros não conhecem, nem querem saber (!), se vota secretamente, cada um com o seu candidato de estimação! Tem de ter autoridade de controlar o que se passa no 4º andar (o DGA tem de voltar a vir a despacho com ele, como dantes!), não perseguir funcionários que ponham acções administrativas contra o Ministério (não foi o meu caso, mas respeito quem o fez), ou bem que estamos num Estado de Direito, ou não (!), e que seja - efectivamente - o Chefe da Casa, para o que tem de receber os funcionários, para os ouvir. Propor, como aqui já li, ainda que de forma subreptícia, um SG jovem, ou seja, um "full-rank" acabado de promover, ou de aviário, sem provas dadas no quadro externo e sem ter passado por Postos, de A a C, para assim ter uma visão mais abrangente da carreira e melhor compreender o que tem pela frente quando recebe algum de nós, é propor um novo tipo de corporativismo: um SG herdeiro deste novo carreirismo fácil e insidioso, baseado na tal Network e no partidarismo.
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DADOS LANÇADOS q Amostra do ambiente sustentável...

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Jonatas de Palcato, m-p

(Texto 2) Voltando ao actual SG, concordo apesar de tudo com muitas das criticas feitas ao Vasco Valente. Frustou, e muito, as expectativas de quase todos. E não é por ser um "dinossauro" como uma "infante" aqui diz. Há dinossauros que ainda estão na carreira e têm apenas 50 e poucos, encontrando-se ancorados em DGs ou no GMENE. É tudo uma questão de mentalidade. O que Valente não fez, foi usar do seu prestígio e autoridade de quem tem carreira feita e bem feita e não precisa de provar nada a ninguém, para poder vir a ser um SG à altura daquela casa. Deixou que algumas figuras sinistras desse orgão execrável que é o Conselho Diplomático continuassem a fazer os estragos que sempre fizeram nas carreiras de muitos, permitiu que conselheiros pouco experientes e ainda jovens (de 6 anos) pudessem ascender a Ministros Plenipotenciários, favoreceu o seu amigo e ex-vizinho Lucena, outro jovem conselheiro, ao lugar de Sub-SG, promovendo-o a M-P, ignorou a antiguidade com mérito de outros, não recebe nem os mais novos, nem CM em Posto quando cá vêm a Lisboa, ora não é o Lucena jovem que tem autoridade para os receber, etc. Quanto à ideia - absurda e patética - de se voltar a um Sub-S.E., nunca! Chegou a figura ridícula do pequeno ex-Sub-SE, repescado por Freitas, que tinha por missão esvaziar o poder e autoridade do SG.
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DADOS LANÇADOS q O posto A, o B, o C, o D...

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Jonatas de Palcato, m-p

O texto deste notador foi retalhado em quatro,
devido à extensão.
Segue o primeiro retalho.

(Texto 1) Tenho lido e seguido com interesse este "debate" sobre o actual SG, Vasco Valente. Se me é permitido, deixaria aqui a minha opinião. Conheço o Vasco Valente desde há muitos anos. Ainda me recordo dele, no Gabinete do então Secretário-Geral, Caldeira Coelho, um salazarista acabado, mas senhor de reconhecida autoridade. V.V., ao contrário de outros, alguns hoje em posição de particular destaque no MNE, não recusou passar por um Posto C. Igualmente ao contrário de uns quantos patetas que, hoje, tremem só de pensar em Luanda, Bissau, Abuja, Islamabad, etc, preferindo a REPER, Madrid, Paris, Londres, Roma, etc. "Uns meninós" que se recusam a fazer Postos C! E depois de um A, regressam apressados a Lisboa, para aqui fingirem que passaram por um Posto D, que seria a S.E.. E é gente desta que vai subindo nos degraus da carreira. Juntamente com uma outra "casta" de semi-ineptos, os profissionais de...Gabinetes! Que nunca geriram um Posto, ou como Enc.Neg. a,i, ou Consules, com pouco tempo no quadro externo, etc. É certo que hoje também passou a haver duas outras coisas que dantes praticamente não pesavam nas progressões da carreira: "network" e o "cartão" dos dois Partidos (PS e PSD).
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DADOS LANÇADOS q Incómodos de um SEXA

 q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Defensor, m-p

Esta campanha das Notas Verbais contra o Secretário-Geral, Embaixador Vasco Valente, é nojenta e tem em vista finalidades inconfessáveis. Tem defeitos? Quem os não tem? Há gente que não gosta dele? Também há os que o apreciam muito. Confesso que não entendo como é as Notas Verbais embarcaram nesta campanha. Terão algum interesse directo? Estou longe da Secretaria de Estado, possivelmente alguma coisa me deve escapar, mas conheço bem o Embaixador Vasco Valente que não merece uma coisa destas.
__________________

NV – A este Notador que teve a lhaneza de se identificar e de escolher o seu pseudónimo, cumpre-nos esclarecer:

  1. - Não há nenhuma campanha nesta página, nem toleraríamos campanhas.
  2. - No debate lançado sobre o Ministério (tal como está) e o Ministro (tal como reentrou), a maioria dos participantes - é facto - inclinou-se para, nessa avaliação, ponderar o papel e a actuação do secretário-geral, o que não é menosprezável pois o secretário-geral é o chefe da carreira.
  3. - Até agora, os comentários têm estado dentro das malhas da crítica funcional, não atingindo a honra ou a dignidade seja de quem for, o que não facilitaríamos.
  4. - A página está aberta a todos os comentários, sejam estes desfavoráveis ou favoráveis a quem quer que nos mesmos comentários seja relacionado de forma coerente e útil com o tema em debate.
  5. - Por último, as Notas Verbais não são uma página oficial, não tendo que estar a favor ou contra seja quem for, do ministro ao porteiro. Por outras palavras, no mundo perfeito do MNE, não há lugar nem deve haver lugar para coisa imperfeita como esta página que tem o seu próprio mundo que é livre, falível e desinteressado, por isso mesmo interpretativo do lado oficial. Assim sendo, competiria ao Notador Defensor... defender, mas com argumentos, que nem um apresentou para defesa, como legitimamente reclama.

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11 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Conselho Diplomático...

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Da Notadora Maria S., cons-emb

Aqui vai o meu contributo para o debate:

Concordo com a importância do tema em debate, ou seja, o papel do actual Secretário-Geral no MNE. Por fazer parte da carreira diplomática considero que a minha opinião, por pouquíssimo que represente, é devida.


Com efeito, sou daquelas que acha que o Senhor Ministro deveria aproveitar a sua recondução no cargo para mudar parte substancial da cúpula dirigente do MNE, sobretudo o Secretário-Geral (SG). As razões que aponto, e que são de uma funcionária que tem relações quase diárias com o Gabinete do SG, são as seguintes:
  1. Quando a Administração Pública está em processo de acelerada (ou pelo menos assim se pretende) reforma, porque é que o MNE continua a nomear dinossauros para lidar com novas visões administrativas? O que é que se pode esperar de um diplomata da velha guarda, já aposentado, à frente dos destinos de uma carreira especial e de um Ministério que, como é reconhecido em todo o lado, estão cheios de problemas decorrentes da prática enviesada de corporativismos e de jogos de influências palacianas?
  2. Porque é que o SG deixou aprofundar o caos, a intriga e a vergonhosa troca de favores no órgão mais importante da estrutura do Ministério, que é o Conselho Diplomático (CD), a que ele preside? Quando se esperava da parte dele algum controlo do CD, foi exactamente o pior.
  3. Porque é que o SG privilegia umas direcções-gerais em detrimento de outras em matéria de recursos humanos e financeiros, sem explicação aparente?
  4. Porque é que o SG retirou ao Dr. Francisco Tavares autonomia para as decisões que, nos termos regulamentares, são da competência do Departamento-Geral de Administração?
Muitos colegas, alguns deles mais antigos na carreira, aventam que o MNE deveria voltar a ter, como já aconteceu no passado, um Subsecretário de Estado para ficar com as competências mais importantes do SG e exercer controlo político e administrativo sobre a sua gestão, opinião que cada vez mais também partilho. De facto, parecemos cada vez mais uma carreira infantil e sem capacidade para tomar conta de nós próprios.

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DADOS LANÇADOS q Por pouco não era demais

q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Pen Drive, sec-emb

Concordo a 100% com as sugestões e adivinhas de substituição do Secretário-Geral de que tanto se fala! Está na hora do MNE se deixar de cultos de personalidade, sobretudo deste actual Secretário-Geral que está a fazer um péssimo papel como está à vista de todos, depois de mais de um ano de funções em que a degradação do Ministério se avoluma.
O Embaixador Valente, contrariamente aos anteriores, nunca tem tempo para receber os diplomatas mais jovens, sacudindo sempre para o Dr. Lucena, o qual, por seu turno, não parece ter poderes para decidir seja o que for ou dar resposta imediata às questões. O Embaixador Valente não gere, manda! A diferença entre gerir e mandar é que no primeiro caso há que seguir regras de gestão e cumprir os regulamentos, enquanto mandar significa fazer o que se quer. Temos portanto um Secretário-Geral que só manda! Senhor Ministro, substitua-o para bem de todos no MNE!

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10 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q Gestão corrente é a que corre...

q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador P. F., sec-emb

Tenho reparado que NV passaram ao enfoque na pessoa do actual Secretário-Geral. Concordo com o quanto foi dito sobre a responsabilidade pelo actual estado das coisas. É verdade que o Senhor Ministro não se mete nos assuntos da administração corrente. Nunca o fez, nem enquanto SENEC, nem quando desempenhou funções na Secretaria de Estado da Administração Interna nos idos anos 90.

É pois seguro que quem administra o MNE é o Embaixador Vasco Valente, que conheci muito bem quando ele foi REPER junto da UE, antes da sua ida para Roma. E é óbvio que não se está a sair bem nas actuais funções. É por demais evidente: basta falar com quem quer que seja do MNE, ou de fora que siga a gestão do MNE, para concluir que as opiniões são más a respeito da prestação do actual Secretário-Geral. O Embaixador Vasco Valente, muito trabalhador e tido por um verdadeiro diplomata clássico esforçado e empenhado, tem alguns desempenhos menos felizes, como é o caso actual e também o da enorme gafe da carta de Nelson Mandela (lembram-se? quando foi expulso da África do Sul por ter ficado com uma carta de Mandela para o Suharto?).
No entanto, quanto aos primeiros 100 dias do Embaixador Vasco Valente como SG, ainda dei o benefício da dúvida (conquanto achasse que não havia necessidade de ir buscar um funcionário aposentado para o cargo) e fiquei à espera que a coisa corresse bem. Contudo, as coisas não melhoraram e até pioraram. Ainda sou relativamente jovem na carreira e pergunto-me: será que o MNE só piora? E porque razão? A verdade é que desde que entrei para o MNE (e já lá vão alguns anos) ainda não vi nada melhorar. Leva-me a pensar se realmente se este não seria o momento oportuno para o Senhor Ministro remodelar a sua equipa no MNE, começando por encontrar para o lugar de SG uma pessoa diferente, mais jovem e menos presa aos jogos tradicionais de favores e influências tão típicos quanto os Arraiolos dos nossos ancestrais corredores.

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DADOS LANÇADOS q Boa pergunta...

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Calmamente Atento, cons-emb

Os ataques ao Embaixador Vasco Valente são inaceitáveis, porque em nenhum dos comentários se faz referência a factos concretos. O único aspecto de concreto referido é a promoção a ministros de 2 classe; mas aí a decisão foi do Conselho do Ministério.

Aí está um bom tema para os Comentadores comentarem: - não será preferível extinguir o actual Conselho do Ministério e a responsabilidade ser toda da Hierarquia, e a Associação dos Diplomatas assumir-se como um verdadeiro Sindicato, questionando os critérios do Conselho e as suas decisões?

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09 novembro 2009

DADOS LANÇADOS q

Amanhã, mais contributos para este debate sobre «Ministério e Ministro» em que o secretário-geral apanha por tabela..

DADOS LANÇADOS q E volta à carga!

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Ruella, chanceler

É claro que há boa gente na carreira e que, tendo possibilidade de o mostrar, acaba por pairar acima disto e fazer a sua carreira, mas esses não riscam. Quem manda são os que, impossibilitados de singrar por mérito, se arrastam por corredores, ante-câmaras e gabinetes, se agarram a contactos, padrinhos, rabos-de-palha e nomes, e lá vão transformando serviço público na construção da sua carreira pessoal. E a este nível há muita atrocidade interna, porque não chega para todos: só quem rasteja não tropeça.

Não houve uma reforma da Administração Pública? Foi criada alguma carreira inspectiva, para ultrapassar o "roda-roda aos 5 cantinhos"?
Alguém falou em intervenção do Ministro? Só se vê quando emprenha pelo ouvido e a casa lhe impinge mais uma bordoada em quem está por baixo.
Quanto ao mais, seja o ministro da carreira, independente ou socialista/social-democrata/democrático-social (enfim, são os nomes), a carreira auto-regula-se e recomenda-se.

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DADOS LANÇADOS q Há quem assim pense

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Ruella, chanceler

O ministério, aliás, a secretaria de estado, não é administrada: a casa é a carreira e a carreira é auto-regulada.


Os governos passam e a carreira fica, com as idiossincracias que tanto desvaneceram, outrora, Teresa Gouveia. Desde que haja alguns bons diplomatas em número suficiente para satisfazer as (poucas) necessidades políticas que os governos e os ministros não podem deixar de lhes exigir, o ministro dá-lhes rédea solta e estraga-os com mimos.

Não há ministro, contentinho com o seu quinhão de boys, o dito quadro técnico especializado, que não seja permissivo no respeito pela lei - a lei da casa é o poder da carreira -, desinteressado pelo rigor administrativo - haja cofres consulares ou FRI vem a dar no mesmo -, ignorante voluntário das tropelias com os dinheiros e com o património que se produzem por esse mundo fora, conivente com os maus tratos de que o pessoal é vítima - por isso se dá preferência a filipinos e mainatos nas residências.

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DADOS LANÇADOS q Péssimo retrato

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Olímpio da Silva, cons-emb

Todos conhecemos as características pessoais e profissionais do embaixador Vasco Valente, um homem de Estado, extremamente dedicado, trabalhador incansável, mas que representa uma visão corporativa e de gestão diplomática clássica que choca com a modernização da administração pública e com os preceitos mais elementares da gestão actual. Todos nós sabemos que no MNE, quer nas direcções-gerais, quer nas embaixadas, quer nos consulados, nunca foram implementados métodos de gestão isentos, modernos, rigorosos e eficientes.


A chamada "herança administrativa do MNE", sempre privilegiou o jogo de interesses, o culto das personalidades, a intriga e a percepção generalizada de que são as regras que têm que se adaptar ao MNE e não vice-versa (por isso o MNE perde constantemente em tribunal). Por consequência, multiplicam-se os processos judiciais e as críticas à falta de isenção das decisões do Secretário-Geral. O mesmo se passa em relação às controversas promoções a ministro plenipotenciário, às decisões favoráveis em matéria de recursos financeiros, à falta de incentivo geral dos funcionários, à má gestão de verbas, à má gestão do próprio Gabinete do Secretário-geral e do Departamento-Geral de Administração, enfim a todo o crescente caos reinante no MNE.

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