- Garante o Palácio de Belém que se pode acompanhar a visita de estado de Cavaco Silva a Moçambique através da → área especial criada no Sítio da Presidência da República. Ainda bem que a internet recuperou a palavra sítio. Perguntava-se outrora: Você é de que sítio? Ou: A que horas estás no sítio combinado?
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
23 março 2008
PR em Moçambique, naquele sítio
■ Parabéns ■ E Boa Páscoa a todos

Em diplomacia, quando há documentos fortes, as partes são fracas.
- Manuel XXVII Paleólogo©
- José Manuel Durão Barroso, ex-MNE, ex-PM, presidente da Comissão Europeia, em Bruxelas
Hoje - Dia Mundial da Metereologia
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22 março 2008
Inesperada repintura.
Com o código postal da Ásia Menor e para ser entregue a Anaximandro, um vice-cônsul com pensão de 940,15 €, deu-se ao trabalho de repintar o retrato daquele modesto pensador pré-socrático. E não está mal pintado para o cerimonial, lá isso não está. Fica isento de emolumentos. Ora vejam:
Coisas no MNE. E do cado de esquadra!
Rematava a menina com aquele «Não há ?», a sua deputável meia-pergunta sobre se há coisas fantásticas. Pois há.
Apesar destes santos dias, muito correio a propósito do Briefing, e parece que muita gente sentiu o toque e percebeu (até que enfim!) que podemos ser plebeus, mas não somos infantes – há coisas fantásticas no MNE, e não apenas por cabo. Só que, se as Necessidades se envolveram ou foram envolvidas num assunto que não é do estado e muito menos da República, há quem diga que será preferível não envolver o ministro nisto, por outras e melhores palavras, que o ministro não se deixe envolver ou não fique também desnecessáriamente envolvido. Mas o que está feito, feito está.
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■ Parabéns ■

No cerimonial do estado, o eu deve entrar sempre com pseudónimo
- Manuel XXVI Paleólogo©
- Cláudia Boesch, adida de embaixada,em serviços do Mercado Interno
- Anaximandro, observador pré-socrático, na Ásia Menor
Hoje, sim - Dia Mundial da Água
Ontem foi o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial
pouca gente deu por isso.
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21 março 2008
■ PERGUNTA-RESPOSTA ■ Mais Quai d'Orsay, Tibete
(La France est-elle favorable à une enquête internationale et indépendante sur les violences commises au Tibet comme l'ont demandé la présidente de la Chambre des représentants américaine Nancy Pelosi, le Dalaï Lama ou une organisation comme Amnesty ?)- La préoccupation que nous avons est de savoir ce qui se passe au Tibet et de disposer de tous les éléments d'information sur les événements récents. C'est l'esprit de la proposition du Dalaï Lama.
C'est pourquoi nous demandons à la Chine de réouvrir sans délai le Tibet à la présence étrangère et en particulier de permettre aux journalistes d'y travailler de nouveau.
Nous aurons l'occasion d'en débattre avec nos partenaires européens.
■ NOTADORES ■ Pois. E basta
Do Notador Pater Familias:
NV - Pois. Para quê palavras depois?
- "
Também seria de fazer a seguinte pergunta:
- «Mas porque não ir antes para cônsul?»
É que indo para cônsul passaria 2/3 da carreira a receber discretamente, desde tenra idade, o dobro de um vice-cônsul com 30/40 anos de experiência, em dinheiro contado e sem incómodas contribuições para a CGA ou elevadas retenções em IRS, despacharia para o vice-cônsul, e quando, com o porquinho já bem gordo me aposentasse, só receberia uma aposentção de fazer chorar as pedras.Pater Familias
NV - Pois. Para quê palavras depois?
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■ NOTADORES ■ Até aos cêntimos
Da Notadora Anónima Lusitana:
NV, respondendo: primeiro, não fomos vasculhar casos, mas puxar exemplos de disparidades, susctando a discussão sobre que critérios; segundo, não visamos pessoas em concreto (admitimos que todos terão legitimidade e não duvidamos da legalidade), mas apenas a actuação do estado que tão depressa obstacula progressões, concursos e clarificação de políticas justas e equitativas apara os seus funcionários, como lança mão à precariedade; quanto à curiosidade, esta está longe de ser ou dever ser jornalística - deve ser uma curiosidade de interventiva cidadania.
- "
- vice-cônsul principal 1.605.65
- vice-cônsul 977.82
- chanceler 2.005.16
- vice-cônsul 3.972.15
- chanceler 1.538.49
- vice-cônsul principal 1.145.74
- chanceler 1.123.37
- chanceler 4.993.76
- chanceler 1.180.80
Interessante é que na descoberta que fez, vasculhando o passado mês de Janeiro, não lhe tenha saltado à vista que lá também consta o valor da pensão de um chanceler de 1,491 e de um vice–cônsul de 1.348. Mas se quisesse ter um pouco mais de paciência, teria ido até ao mes de Novembro de 2007, onde 'também lá estão citados', 'com nomes claros e verbas exactas até aos cêntimos', as seguintes pensões:
Será que não haverá curiosidade jornalística em indagar o porquê desta disparidade no valor das pensões para uma mesma categoria?
Anónima Lusitana
NV, respondendo: primeiro, não fomos vasculhar casos, mas puxar exemplos de disparidades, susctando a discussão sobre que critérios; segundo, não visamos pessoas em concreto (admitimos que todos terão legitimidade e não duvidamos da legalidade), mas apenas a actuação do estado que tão depressa obstacula progressões, concursos e clarificação de políticas justas e equitativas apara os seus funcionários, como lança mão à precariedade; quanto à curiosidade, esta está longe de ser ou dever ser jornalística - deve ser uma curiosidade de interventiva cidadania.
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■ BRIEFING ■ MNE desnecessariamente envolvido
Briefing. «Uma máxima admirável: nunca mais falar das coisas depois de elas já estarem feitas» – Baron de Montesquieu
1 – Declaração prévia
2 – MNE, república e monarquia
- 1- (Declaração prévia) – Apesar desta sexta-feira santa, a sala está surpreendentemente cheia. Foi verificado que todos os presentes estão devidamente credenciados para não acontecer como no último briefing em que tivemos que expulsar pessoa intrusa. Bem! Meus senhores e minhas senhoras, fomos sensíveis ao vosso abaixo-assinado para a convocação urgente deste briefing que necessariamente tem que ser breve. Primeira pergunta, se faz favor...)
2 - (Notas Verbais, com esta história da questão de reis, viraram agora monárquicas e por entre os monárquicos, acaso optaram por uma facção?) - Nada disso! Somos indefectivelmente republicanos. Respeitamos obviamente quem tem por opção a monarquia para a organização do estado, mas isso não impede que de forma clara e inequívoca, concordemos com a existência dentro da República de pequenas repúblicas de monárquicos - isso é mal, até para os defensores da monarquia.(Refere-se a organização de interesses?) - Referimo-nos às eventuais organizações de interesses que violam ou põem em crise razões de estado, dentro do próprio estado.
(O que é que isso tem a ver com o MNE?) - Eventualmente pode ter, sendo certo que o MNE como peça fundamental do regime republicano deve estar atento. A tolerância não pode resvalar para a distracção e para a lassidão.
(Bolas! Pedimos este briefing urgente para o senhor ser concreto! E anda às voltas! A que se refere?) – Não andamos às voltas. O senhor não entende que as Necessidades não podem servir de palco para dirimir contendas, divergências ou até mesmo conflitos de interpretação entre monárquicos legitimamente convictos? Mais concretamente, os rolamentos da máquina do MNE ficariam gripados se nessa máquina estivessem constituídas pequenas repúblicas informais de monárquicos. Não acreditamos que elas existam neste momento mas há quem não peça a Deus para não cair na tentação.
(Bolas! Quem fala assim não é gago.) – Desculpe, mas observações de sse tipo não cabem nos briefings.
(Desculpe...) – Está desculpado. Outra pergunta!(Estou sem perceber nada disto! Mas que diabo está a acontecer?) – Os factos são estes - Ponto um, há um cidadão em Itália, que após meses de prisão preventiva, é alvo de um processo crime na justiça italiana, tudo leva a crer, na sequência de inequívocas afirmações por parte de representantes do estado português do quadro do MNE, sobre se tem ou não direito ou legitimidade a reivindicar o máximo símbolo da linhagem monárquica - pretendente ao trono, obviamente não reinante. Ora essa reivindicação que contende com outras, pelo menos duas, não é razão de estado, não pode ser preocupação da república e, a fortiori, nem o MNE nem ninguém do MNE tem que se meter nisso.
(Boa, essa do a fortiori! Mas essa reivindicação não anda ligada ao funcionamento de um consulado abusivo?) – A seu tempo trataremos dessa questão do consulado, sobre a qual não se conhece participação formal e fundamentada da República Portuguesa à República Italiana, como o caso, a ter sido verdade, exigiria responsavelmente. Houve procedimentos difusos, na fronteira do informal e formal a nível de representantes de chancelarias, em que os factos eventualmente probatórios foram substituídos pelo argumentário trocado entre facções monárquicas sobre legitimidade de títulos, argumentário esse que destoa na boca da República, na voz do MNE e na língua dos representantes que, em representação, deve ser sempre e apenas a língua oficial com tento.
(E então?) – Então, ponto dois, para além do processo em Itália entre a justiça italiana e o referido cidadão, já são também factos que, em Portugal, por esse mesmo cidadão, foi apresentada uma queixa-crime no DIAP e uma acção administrativa especial no Tribunal Administrativo de Lisboa, em que o MNE e quadros do MNE estão envolvidos como alvos. A justiça fará o seu trabalho, no segredo que tem por definição e garantia.
(Quer isso dizer que, prontos, nada mais poderemos saber, lá porque está em segredo...) – Tem razão em parte, mas esse prontos só lhe fica mal, senhor jornalista, a não ser que seja da Caras. Bem! A comunicação, qualquer tipo de comunicação, não pode nem deve jurisdicionalizar-se ou judicializar-se, não sabemos qual o termo mais exactao, teremos que perguntar a Vital Moreira. Os tribunais farão o seu trabalho, avaliando se processo, queixa e acção são procedentes, ouvindo as partes. Pelo nosso lado, lidaremos com documentos, documentos que não sejam de subtrair do interesse público em que sejam conhecidos, independentemente de, também sobre os mesmos ou outros, a justiça se pronunciar. Aprendemos sempre com a justiça, tal como a justiça para ser justiça também foi ensinada. Só num regime autoritário é que a justiça não é ensinada e os cidadãos, por sua vez, não aprendem com a justiça.
(Vamos ter documentos?) – Com certeza! Documentos que sejam de carácter público ou já públicos, ou feitos para eventual uso público.
(E do MNE ou de gente do MNE?) – Com certeza! Do MNE e de gente do MNE. Ou você pensa que pertencemos a uma pequena república de monárquicos? Há regras, valores, princípios e procedimentos que indeclinávelmente qualquer cidadão responsável deve e tem que defender e que não podem ser postos em crise por atropelos, grupos de pressão e mesuras.(Você gosta muito de usar essa expressão pôr em crise...) – Gostamos. Nós e, pelo que se tem ouvido do próprio, o ministro Luís Amado também gosta. Como «máquina» da República, as Necessidades envolveram-se desnecessariamente na questão dos reis e nunca mais falar das coisas depois de elas já estarem feitas, como lá dizia o velho Montesquieu, é válido no Protocolo, não é válido em Diplomacia. E se isto não é verdade, que a justiça nos ensine. Bem! Meus senhores, minhas senhoras, acabou. Até à próxima e Boa Páscoa!
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■ Parabéns ■

O que é mais fácil no protocolo, é enganar; e o que é mais difícil na diplomacia, é desenganar.
- Manuel XXV Paleólogo©
- Frederico Pinheiro da Silva, secretário de embaixada, em Bissau
Hoje: Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial
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20 março 2008
■ PERGUNTA-RESPOSTA ■ No Quai d'Orsay, China/Tibete
(L'Allemagne a décidé de geler ses pourparlers avec la Chine en matière de développement économique. Les Pays-Bas ont convoqué lundi l'ambassadeur de Chine à La Haye. Le Royaume-Uni a décidé de rencontrer le Dalaï-Lama au plus haut niveau. La France compte-t-elle, comme ses partenaires européens, faire un geste concret pour exprimer son inquiétude face à la situation au Tibet ?)- Dès vendredi dernier, nous avons exprimé nos vives préoccupations auprès des autorités chinoises. Comme l'a dit le ministre, nous écoutons l'ensemble des propositions et en parlerons la semaine prochaine avec nos partenaires européens.
(La France pourrait-elle empêcher le passage de la flamme olympique sur son territoire si la situation continue de se détériorer au Tibet?)
- Ce n'est pas notre idée. La flamme olympique est un symbole universel de l'esprit olympique qu'il faut préserver.
(Devons-nous comprendre que vous n'envisagez donc aucune mesure concrète bilatérale du type de celles déjà prises par Berlin, La Haye ou Londres ?)
- Je n'ai rien à ajouter à ce que je viens de vous dire.
■ NOTADORES ■ Acordo Ortográfico
Da Notadora Trota-Mundos:
- "
Ainda bem que, há dois ou três dias, pegaram na questão do Acordo Ortográfico. Até em França isso está a ser motivo de acessas discussões entre escolásticos e a própria comunidade portuguesa. E o certo é que a diplomacia é uma das "corporações" que terá que lidar com os efeitos deste AO tão polémico.
Trota-Mundos
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■ NOTADORES ■ Postos culturais
Da Notadora "Selective Attention":
Tem razão, a notadora. NV já deviam ter feito isso e não apenas quanto aos «postos culturais», a todos. Retomaremos a ideia.
- "
Embotas as Notas tenham prometido, seria talvez altura de analisar o que se passa nos postos culturais "afectados" pela reestruturação do ex-MNE Freitas do Amaral: Luxemburgo, São Tomé, Marrocos, Guiné-Bissau.
Selective Attention
Tem razão, a notadora. NV já deviam ter feito isso e não apenas quanto aos «postos culturais», a todos. Retomaremos a ideia.
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Por estes dias...
NV, por estes dias - santos dias - continuarão em actividade, apesar dos nossos habituais notadores, bastantes leitores esporádicos e alguns curiosos bem-vindos, compreensivelmente, andarem cada um por seu lado. Temos alguns temas quentes em carteira (a questão de reis, por exemplo, está a surpreender-nos, não pela gravidade dos reis, mas pela gravidade da questão), mas coisas importantes ficarão para segunda, terça-feira. Até lá, breves referências, observações curtas, possivelmente um ou dois briefings, coisas leves das ponderosas razões de estado, e, certo, certo, nova grelha de avaliações no sábado, como prometido.Entretanto, Boa Páscoa!
■ LETRA OFICIAL ■ Produto escasso
Ases de Espadas: hoje → Zero.
(De 1 a 5, ou de ♠ a ♠♠♠♠♠ )
- O Oito. E então, atendendo a que o mandato do actual controlador financeiro do MNE – Renato Marques, conforme o anuário oficial - termina a 23 de Junho do corrente ano, é nomeado para exercer funções de controlador financeiro do MNE, Renato Marques (despacho de 5 de Março)com efeitos «pelo prazo de um ano em 24 de Junho de 2007». É um daqueles casos em que o outro é o mesmo. Lá vem curriculum sucinto (entre 8 e 80, o curriculum é 8), referindo o despacho que, desde Agosto de 2003, Renato Marques, afinal, é director (equiparado a director-geral) do Departamento Geral de Administração do MNE. O mesmo é o outro.
- E o Oitenta. Então, a especialista de informática do grau 1, nível 3, do quadro I do MNE, Filipa Mendonça é nomeada chefe da divisão de apoio à informatização dos Postos Consulares da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares (como já era), em regime de substituição, com efeitos a 6 de Março e pelo prazo de duração do procedimento concursal aberto nesta data. E lá vem curriculum e todo o tamanho. Nem 8 nem 80… Ser sucinto fica bem e poupa espaço precioso na folha oficial.
- Finalmente. Que sejam descongeladas, para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, as admissões de 30 adidos, com efeitos a 5 de Fevereiro.
Seja como for, dia a dia, a folha oficial vai espelhando o Produto Interno Fino (PIF) de cada ministério, mês a mês prova o que cada ministério vale, e ano a ano mostra aquilo com que contamos. Essa ideia de que a folha oficial é um pró-forma, só num regime autoritário é que deixa os títeres em conforto.
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Letras oficiais
■ DE PLANTÃO ■ Pedofilia
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pelo Senado do Brasil, para investigar a utilização da Internet na prática de crimes de pedofilia (e possíveis relações com o crime organizado) será instalada na próxima terça-feira (25). «Hoje, a pedofilia no Brasil é tão perigosa quanto as drogas» - afirma o senador Magno Malta, membro titular da nova CPI.
Ler + no site oficial do Senado → AQUI
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Plantão
«Mas porque que eu não fui para vice-cônsul?»
Chegou a NV um e-mail que nada tem a ver com os nossos assuntos e não conta para os nossos «números» de correspondência diária, dando conta de um «luto nacional» para os dias 22 e 23 de Maio, a ser manifestado pelo uso de vestuário preto ou pela pendura de pretas fitas nas janelas...Anunciado luto, contra as pensões de luxo e as aposentadorias que contradizem os sacrifícios gerais impostos no quotidiano ao cidadão comum. E figura nesse e-mail uma longa lista de verbas apreciáveis com que, por exemplo, juízes cansados passam a contar no descanso que não se questiona, obviamente. Mas aposentações de cinco, sete mil euros... dão que pensar quando têm o chapéu do Ministério da Justiça.
Mas também lá estão citados dois casos do MNE. Por exemplo, o de um vice-cônsul (funcionário do quadro externo, portanto não diplomático) que vai para casa com 7.284 euros mensais, e outro também vice-cônsul com 6.758 euros... Dá que pensar.Em todo o caso, as coisas não são anónimas, nem se trata de insinuações. As listagens de aposentados e reformados podem ser consultadas no → site oficial da Caixa Geral de Aposentações, com discriminação por ministérios, com nomes claros e verbas exactas até aos cêntimos.
No que toca ao MNE, em Janeiro passado, por exemplo, um funcionário também vice-cônsul, aposentou-se com 5.913 euros mensais, e em Março uma assessora principal (ex-directora-geral adjunta) com 2.560 euros. Uma diferença gritante e que sugere a qualquer um dos milhões de trucidados que faça a seguinte pergunta: «Mas porque que eu não fui para vice-cônsul?»
Agora se compreende porque é que o vice-cônsul é a espécie mais caladinha que há na actividade externa do estado.
É de ver o desfile desta procissão de semana santa no site da → Caixa Geral de Aposentações. Não há crise no desfile.
■ Parabéns ■

Pilatos, ao lavar as mãos, chumbaria num concurso para adidos, mas em Portugal poderia estar no júri.
- Manuel XXIV Paleólogo©
- Santana Carlos, embaixador, chefe da missão em Londres
- José Ataíde Amaral, secretário de embaixada, na Cidade da Praia
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19 março 2008
■ QUESTÃO DE REIS ■ «Consulado» de Portugal em Gallarate?
Bem! Ele há consulados virtuais, mas a República Portuguesa ter um em Gallarate, bradaria aos céus! Como estamos em terra firme, há quatro perguntas a fazer.
Comenta-se pelos corredores das Necessidades, mas em surdina, que a «questão de reis» anda ligada a um hipotético «consulado geral» de Portugal que, instalado em → Gallarate (temos que ir à Wikipedia), estaria a dar má imagem do País em Itália.
Então, há perguntas que se impõem...
- Que tipo de consulado foi ou é esse, e se foi, ou é, enquadrava-se ou enquadra-se invocadamente nas Convenções de Viena?
- Quem era, foi ou ainda será o titular desse consulado?
- Tal consulado, a ter existido ou a existir ainda, representava ou representa o quê, para quê, e que actos consulares comprovadamente praticou ou pratica? A República Italiana é assim tão distraída?
- Se, de forma manifestamente abusiva, tal consulado dizia representar ou ainda diz representar a República Portuguesa, a República Portuguesa tomou algum procedimento, e, se tomou, através de que forma e canais perante a República Italiana, e esta, por sua vez, que procedimento interno tomou do qual tenha dado conhecimento à República Portuguesa, no quadro das Convenções de Viena?
Há mais perguntas, perguntas que plenamente se justificam, mas como a questão de reis é complicada ou complexa, fiquemos por aquelas quatro, que pedem respostas como água para a boca, independentemente das questões conexas que envolvem o MNE.
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■ OS NÚMEROS ■
- Correspondência do dia
- → 63 e-mails
Assuntos mais referidos
- → 15 Lista de processos
→ 12 Mosquito/Direitos do Homem
→ 11 STCDE e MNE
→ 9 Suíça/Irão
→ 7 Acordo Ortográfico
→ 5 Ainda Veludo
→ 3 Questão de reis
→ 1 Avaliações
■ ACORDO ORTOGRÁFICO ■ Empenhamento da CPLP...
... há quem diga que o empenhamento político-diplomático da CPLP no Acordo Ortográfico, sendo este um «acordo intracomunitário» e não uma mera conjunção de estados de boa vontade, não é por aí além...
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Acordo Ortográfico
STCDE pouco animado com o grupo de trabalho
Diz agora o sindicato dos trabalhadores consulares e das missões diplomáticas, que reuniu (segunda, 17) com o Grupo de Trabalho do MNE, que «os resultados são escassos e não são muito animadores».
E porquê?
Segundo o sindicato:
- Quase a findar o primeiro trimestre, não se iniciou a discussão da actualização para o ano corrente.
- A perspectiva de limitar o aumento a 2,1% (valor fixado para os funcionários em Portugal) não corresponde aos propósitos governamentais de compensar a perda de poder de compra, atendendo a que não faz sentido nestas situações considerar a inflação de Portugal. Nos serviços externos, espalhados por dezenas de países com as mais díspares situações económicas, aquele propósito tem de considerar os efeitos conjugados da inflação local e das variações cambiais.
- Este último factor adquiriu maior gravidade para os trabalhadores contratados que, fora da zona euro, têm os salários fixados em dólares.
- Nesta matéria, refere o comunicado sindical, “o grupo de trabalho não tinha qualquer novidade a dar, comprometendo-se apenas a apresentar o problema superiormente”.
- Quanto às carências de segurança social e “trabalho precário” poucos avanços se verificam, transitando para futuras reuniões.
■ ERRO NOSSO ■ Conselho UE e Tibete
Notador atento - obrigado! - chama-nos a atenção para a declaração da presidência do conselho UE, sobre o → Tibete (versão também em português) , com data de 17, inserta no site oficial do conselho. VE acabamos de verificar que a mesma declaração consta agora também no site da presidência eslovena, igualmente com data reportada ao mesmo dia 17. Ensina isto que devemos estar mais atentos ao site do conselho.
Segue a declaração, para que conste:
Segue a declaração, para que conste:
A UE está profundamente preocupada com as repetidas notícias que dão conta de perturbações no Tibete e manifesta a sua maior solidariedade para com as famílias das vítimas, apresentando-lhes as suas mais sentidas condolências.A UE está a procurar com urgência obter do Governo chinês mais esclarecimentos sobre a situação.
A UE apela a todas as partes para que dêem provas de contenção. Instamos as autoridades chinesas a absterem-se do recurso à força contra aqueles que estão envolvidos nas perturbações e apela aos manifestantes para que abdiquem da violência.
A UE salienta a importância que atribui ao direito de liberdade de expressão e de protesto pacífico. Apelamos às autoridades chinesas para que, na resposta às manifestações, respeitem os princípios democráticos internacionalmente reconhecidos.
A UE apoia com firmeza a reconciliação pacífica entre as autoridades chinesas, por um lado, e o Dalai Lama e os seus representantes, por outro. A UE insta o Governo chinês a responder às preocupações dos tibetanos em matéria de direitos humanos.
■ LETRA OFICIAL ■ Quase nada
Ases de Espadas: hoje → Zero.
(De 1 a 5, ou de ♠ a ♠♠♠♠♠ )
- O Produto Interno Fino (PIF) do MNE continua fraco. Nomeação de Sílvia Gonçalves Esteves como adjunta de João Gomes Cravinho, agora já com letra oficial.
Requisitos que não enganam. E vale agora a abertura de concurso para o cargo de chefe de divisão de Apoio à Informatização dos Postos Consulares. Requisitos: licenciatura (informática, engenharia informática ou matemáticas aplicadas), experiência de especialista no mínimo 10 anos e de chefia na área em mais de dois anos. Júri: Luísa Castro Freire, directora de serviços de Tecnologias de Informação e Comunicação do MNE (que preside), Carlos Garcia, designado pela Universidade Lusíada, e Paula Crispim, do Departamento Geral de Administração.
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Acordo Ortográfico.
Agora é que Isabel Pires de Lima diz → isto?
O texto da ex-ministra acaba por servir de razoável roteiro para debate (sugestão, de resto, de uma notadora) de uma questão que não é apenas política, é sobretudo diplomática, e em que a diplomacia portuguesa muito se retardou. E está à vista a explicação disso: ministro empatou ministro, neste e nos anteriores governos desde 1990, permitindo-se que um acordo ortográfico se transformasse em desacordo tipográfico. As Necessidades não tomaram o pulso, até porque a sua diplomacia cultural é nula ou insignificante. Nem sequer tem um departamento especializado para isso, exactamente para a Diplomacia Cultural.
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Lista de processos...
... até porque um «processo contra o MNE» é coisa que foi variando em género e em diferença específica, conforme o ministro, os seus adjuntos, os seus directores-gerais, os seus grupos de pressão. E houve de tudo nos últimos 20 anos. Por vezes, lembrar é levantar poeira, talvez inutilmente ...
■ NOTADORES ■ Direitos Humanos...
- «Há uns anos, boicotaram-se os Jogos de Moscovo, por razões políticas, hoje quem da UE, ou EUA se atreve a tal, com a China actual?»
- "
Isto de Direitos Humanos, quer no que respeita à UE, ou outros "defensores" da questão, é sempre relativo. O velho Marx tinha razão quando, por essa altura, dizia que a superestructura económica influenciava a superestructura política e a determinava. Na realidade, quando vemos países como a ALE, FRA, RU e outros, aqui no "Burgo" europeu, a terem uma posição que é mais do que "cautelosa", esse eufemismo que encobre a cobardia política e, sobretudo, o medo de ver os interesses económicos atingidos, temos de dar razão ao autor de "O Capital". Com isto não se pretende defender princípios políticos, neste caso de esquerda (como poderiam ser de direita) mas, tão só, de alertar para o óvbio. Portugal tem os seus, pequenos, mas para a nossa dimensão, importantes interesses em Angola. E se amanhã sucederem violações dos Direitos Humanos naquele país, que mereçam a atenção do Mundo, a nossa reacção vai ser, também, de expectativa, critica distanciada (se a houver), muito silêncio à mistura e cuidado no comentário publico, oficial. Como tem sido desde há uns anos a esta parte. O ex-Iraque de Sadham Hussein, o Ruanda, a RDC, a ex-Sérvia de Milosovich, por exemplo, se se atreverem, ou quando se atreveram, a pisar o risco dos DH, temos/tivemos uma coligação mundial, com aquela vetusta Organização Multilareral, a ONU, a gritar aos sete-ventos que houve violação e a apoiar uma intervenção militar, ou propor uma série de sanções económicas e diplomáticas.- Em resumo, a UE (nós incluidos) não tem, nem nunca terá uma política consequente relativamente aos DH, pela simples razão que eles não contam. O que importa é não pôr em causa os interesses económicos. Acima de tudo. É isso, e só isso que é relevante. E, no Verão, lá estaremos todos nos Jogos Olimpicos, a participar. Entretanto, a RP da China, nos próximos meses, gradualmente, ver-se-á livre da oposição tibetana (de forma "higiénica", sem deixar traços, ainda que não possa evitar as imagens globais dos "media"), com o conluio e o virar de cabeça da UE, EUA (estes reféns de Pequim, que hoje tem biliões de USD nas suas reservas e com investimentos em vários sectores chave norte-americanos). Há uns anos, boicotaram-se os Jogos de Moscovo, por razões políticas, hoje quem da UE, ou EUA se atreve a tal, com a China actual?
Enfim, a política dos DH da UE e do Ocidente é uma farsa, não é para levar a sério.
O Mosquito
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Suíça com chama. De gás
- Suíça e Irão assinam acordo de abastecimento de gás. O contrato prevê o abastecimento anual de 5 500 milhões de metros cúbicos e visa, segundo Berna, reduzir a dependência europeia do gás russo. A chefe da diplomacia de Berna, Micheline Calmy-Rey, após um encontro com o presidente iraniano em Teerão, garantiu que o acordo não viola as sanções da ONU contra o Irão.
■ Parabéns? ■ Ninguém

Na vida diplomática, por regra, não há um dia de Páscoa; há cinco antes e dois depois...
- Manuel XXIII Paleólogo©
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