É OBRA A formiga é aquele
blogue criado pelo
embaixador Francisco Seixas da Costa, em 28 de Dezembro de 2006, apresentado como «
complemento do site da Embaixada de Portugal». Pioneiro no que já se converteu em canal diplomático, o embaixador foi cauteloso nesses primeiros momentos:
«Trata-se de uma iniciativa experimental, cuja permanência no tempo será aferida pelo interesse que venha a suscitar e pela avaliação que vier a fazer-se da sua efectiva utilidade como veículo de informação».Desmotivando alguns embaixadores que, em pequenas capitais e quase sem colaboradores, assim viam num blogue possível janela de comunicação, pois nem só uma, nem só duas cigarras foram ouvidas nas Necessidades logo a cantarem que a formiga vinha no carreiro no sentido contrário, e que cairia ao Tejo, cairia ao Tejo ao pé de algum plenipotenciário…
Mas não caiu.
O blogue da embaixada, desde Junho de 2007 que se ligou a motor de contagem, permitindo até a identificação do «
efeito D. João VI», e aí estão os números à vista. Estas são as
contas feitas a 31 de Março, para os nove últimos meses:
72.423 consultas ao Blogue (uma média de 412 consultas diárias), correspondentes a
118.506 visitas a páginas individuais (636/dia). A média de duração de cada visita é de cerca de 2 minutos. No "site meter", o "world map", marcando as últimas 500 consultas na "South America", permitem observar a extensa rede de leitores, em especial no território do Brasil. O Blogue, quase diariamente, é consultado por leitores dos cinco continentes.
Mas, a par da blogue da embaixada, mais dois carreiros: um grupo de "Subscritores do Blogue", com
132 leitores a quem são, numa base tendencialmente diária, enviados por e-mail os "post" publicados, e segundo carreiro, um blogue temático dedicado ao padre António Vieira.
Até há pouco,
foi o próprio embaixador que suportou ou assumiu todo o esforço da iniciativa, sem prejuízo de tudo o mais como é diplomáticamente público, politicamente notório e que Portugal agradece. Só recentemente passou o dossier para Carlos Fino, conselheiro da embaixada, dossier esse que só não é mais pesado, porque, contrariando a canção do Zeca, já não é necessário dizer
mudem, mas sim
sigam o rumo, sigam o rumo, já lá vem outro carreiro…