26 maio 2008

Bemba de arquivo

O residente temporário
para Al Jazeera em 3 de Agosto de 2007
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Bemba, uma pergunta...

    Qual o jornal, rádio ou televisão que não se referiu a Bemba como «exilado» em Portugal, sem que alguma vez houvesse uma nota oficial a corrigir isso para o estatuto do «residente»? Aí por ocasião da cimeira UE-África, ele desdobrou-se em contactos, como «exilado».

    Por tudo o mais, leia-se o que sobre Bemba, como «exilado», o site da Renascença respigou de uma entrevista à emissora católica
    → Aqui

Caso Bemba. As datas do TPI

O processo de decisão do TPI na detenção de Bemba, sendo importantes as datas, pode ser consultado aqui

STCDE. Greve em Junho, se...

      A assembleia geral dos trabalhadores externos do MNE decidiu preparar uma greve para a segunda quinzena de Junho se houver evolução negativa nos processos negociais entre sindicato e MNE.

Caso Bemba. Se, se e se

Bemba chegou à Quinta do Lago (Algarve) a 11 de Abril de 2007.
Detido, agora, às ordens do TPI, por crimes cometidos em 2002 e 2003.

  1. Garante Luís Amado que se o Tribunal Penal Internacional (TPI) tivesse solicitado, o líder da oposição da República Democrática do Congo, Jean-Pierre Bemba, teria sido detido em Portugal.

  2. Revela Luís Amado que "nas últimas semanas houve dois pedidos [de informação] do TPI que receberam uma resposta de colaboração positiva da parte do governo português, [...] mas não tivemos nenhum pedido de detenção. Se tivéssemos tido teríamos seguramente agido como agiu o governo belga".

  3. - Jean-Pierre Bemba, residente em Portugal, foi detido no sábado em Bruxelas, a pedido do TPI, acusado de crimes de guerra cometidos na República Centro-Africana. (Na foto, quando chegou, protegido por segurança portuguesa)

  4. Explica Luís Amado que “Bemba está em Portugal a pedido, há um ano atrás, do representante das Nações Unidas em Kinshasa, para resolver uma situação de crise que se vivia" na capital congolesa, que não lhe foi concedido o asilo político, e que o agora detido pelo TPI tem residência em Portugal "há muito tempo".
Portanto, o representante da ONU em Kinshasa, desde Abril do ano passado, não teve nada a informar (remontando os crimes a 2003 e 2003), e o TPI, só passado este tempo todo, é que solicitou ao país onde Bemba não residia.

PONTO CRÍTICO 21 ■ É uma surpresa portuguesa, com certeza

Será que a presidência eslovena, melhor, a supletiva alemã,
ou mesmo a França com o seu decisivo semestre,
estejam assim tão distraídos
que tenham levado Portugal a sentir-se na obrigação
de dar este passo em frente?

UMA SURPRESA Naturalmente que surpreende este debate em Bruxelas «sobre a renovação das relações com os Estados Unidos» atiçado por Portugal. Surpreende não pelo tema do debate ou pela finalidade do debate (a proximidade da cimeira EU-EUA, a 10 de Junho, em Brdo), mas por se tratar de uma iniciativa portuguesa, assumida por Luís Amado sem grande aviso prévio para efeitos domésticos, conhecida a polémica que corre.

Surpreende também por a presidência eslovena ou a já longínqua mas supletiva alemã, não se ter lembrado disso quando cumpre à Eslovénia a organização da cimeira. Surpreende, portanto, que o núcleo duro da Europa, com presidência francesa à porta, tenha estado tão distraído, a ponto de Luís Amado se sentir na premência de lançar os dados de agenda.

O ministro justifica a sua iniciativa pelo facto de, a curto prazo, coincidirem duas situações – a eleição do novo presidente dos EUA e a entrada em vigor do novo Tratado Europeu.

Quanto ao novo presidente norte-americano, está tudo em aberto, não podendo os europeus, neste momento, fazerem muitas contas ou pelo menos contas exactas; e quanto ao Tratado, sabe-se o que ele é, e mesmo que algumas remotas dúvidas de ratificação forem levadas de vencida, está em aberto quem vai ser o presidente do Conselho, se o alto representante vai ser quem se pensa que será, e também quem irá presidir à Comissão – tudo em aberto, também deste lado, pelo que da cimeira euro-norteamericana não devem sair compromissos de monta ou de amarra político-diplomática, designadamente no sentido de uma "nova agenda transatlântica" ou de "relançamento das relações", pelas palavras do ministro.

Por ora, a iniciativa apenas surpreende por partir de Portugal de forma tão pronunciada. E não mais que a surpresa, por ora. Não há que tirar ilações, por enquanto. Aguardemos pelo andar da carruagem francesa quanto ao que está aberto do lado de cá, porque do lado de lá do Atlântico já se sabe muito bem como se escreve direito por linhas tortas, ou seja, como os ninhos de falcões podem gerar pombas e vice-versa.

Carlos Albino

DO MNE Hoje, até agora

A partir de hoje, as palavras do MNE em directo
e não por interposto meio.
Com as actualizações que se justificarem
até final de cada dia que passa.


SAÍU DAS NECESSIDADES Isto:

  1. Cravinho em Bruxelas, hoje e amanhã, para a reunião do Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas da União Europeia (CAGRE).

    • Temas: direitos da criança nas "Acções Externas" da UE; Myanmar; mulher e conflitos armados; Fundo Global de Combate à Sida, tuberculose e malária; e o papel da UE enquanto Parceiro Global para o Desenvolvimento - objectivos de Desenvolvimento do Milénio, Acordos de Parceria Económica, e aumento do preço dos produtos alimentares e segurança alimentar nos países em desenvolvimento.

  2. Também Cravinho na China, em visita oficial de 28 a 31 de Maio, acompanhado de «pequena delegação empresarial».

    • No dia 28 passa por Macau (encontro com a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, e com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Chui Sai On. E na na Universidade de Macau, uma palestra sobre “União Europeia e África”.
    • Em Pequim, onde chega no mesmo dia 28, encontro com o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Wu Hongbo, possivelmente com o próprio MNE Yang Jiechi, e com o vice ministro para os Assuntos da Diplomacia Chinesa no Estrangeiro, Qiao Zonghuai. Palestra também na China Foreign Affairs University sobre “A Europa, a África e a China”, e visita ao Estádio Olímpico de Pequim. Acompnahdo pela delegação empresarial terá uma reunião com o Presidente da Associação das Indústrias do Ambiente.
    • Justifica o MNE que a viagem de Cravinho vem na sequência de vsitas a Lisboa de duas delegações chinesas (Setembro e Outubro de 2007), resultando disso a assinatura de um Protocolo de Cooperação no Domínio dos Arquivos.

LETRA OFICIAL Mais um dia de nada

NADA DE NADA Não é que tenha importância o que ou quanto a folha oficial publique num dia aquilo que o estado (PR, AR e governo) produz em matéria bilateral e multilateral , no quadro da sua actividade externa, ou ainda no âmbito da gestão corrente da estrutura diplomática e consular. Pode a folha oficial nada publicar e o estado estar a produzir muito, mas em todo o caso isto algum dia será espelhado e irá parar à mesma folha oficial. Aquilo que a folha oficial vai publicando em cada dia que passa, é resultado de trabalho feito no passado e que resume por vezes em poucas linhas o que levou dias, semanas ou mesmo meses a ser conseguido. Não é admirar que haja dias em que a folha oficial não registe nada com interesse diplomático, para a política externa ou para a carreira. Mas o que já é ponderável é que, ao fazer-se o balanço de dias e dias que são meses e semestres, a folha oficial deixe sugerido que o estado pouco produz, que muitas vezes produz tarde e que, sobretudo quanto a instrumentos bilaterais e multilaterais, demore anos a fazer vigorar instrumentos cuja data de assinatura já se perdeu no fundo do tempo.

    HOJE, APENAS ISTO Concedido o estatuto de igualdade de Direitos e Deveres previsto no Tratado de Amizade Portugal/Brasil, a 132 cidadãos brasileiros.

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Parabéns Nota de agenda


Na carreira diplomática, pior que o tempo, é o passar do tempo.
- Manuel LXXI Paleólogo©

      • Vasco Bramão Ramos, embaixador, director-geral de Política Externa
      • António Carvalho Barroso, secretário de embaixada, em Luanda
      • Shelley Margaret Tracy , secretária de embaixada, em Luanda
        - Até 31, Semana da Solidariedade com os Povos dos Territórios Não Autónomos
        - Até 29, visita oficial do chefe de estado da Noruega, Harald V

25 maio 2008

Parabéns


Diplomacia da realpolitik é vestir o casaco de avesso, ficando a carteira à vista.
- Manuel LXX Paleólogo©

      • Anabela Mourato Cardoso, conselheira de embaixada, na disponibilidade
      • Luís Faro Ramos, conselheiro de embaixada, chefe de gabinete do secretário de estado da Defesa Nacional

24 maio 2008

Portugal traduzido...

Segunda (26 - 18:30) na FNAC/Chiado (apresentação/Aurélio Lopes)
e terça (27) na FNAC/Colombo (apresentação/Fernanda de Freitas)

CREDO! Para os que têm essa curiosidade de saber o que estrangeiros pensam de nós, o que por vezes tem a força de um credo, esta novidade da Cosmos, um livro de John Wolf


Diz António Câmara, o fundador da Ydreams, que John Wolf «alia à sua visão fria de estrangeiro residente há mais de duas décadas uma percepção fina da estrutura e funcionamento da sociedade Portuguesa» e que «este livro torna-se assim uma leitura obrigatória para aqueles que querem contribuir para mudar Portugal.»

Não se duvida, mas primeiro tem que se submeter John Wolf ao questionário do SIADAP. Até pode ser que um estrangeiro traduza o SIADAP.

ARGUMENTÁRIO SOL Nós-outros e vós-eles

REALPOLITIK A propósito do diálogo Portugal-Venezuela, melhor das falas Sócrates-Chávez, talvez melhor ainda do que Lisboa precisa de Caracas e Caracas de Lisboa, José António Saraiva dedica a sua POLÍTICA A SÉRIO a deslindar isso da realpolitik. E, sob o título Nós e outros, escreve: «Cabe às organizações internacionais – a ONU, a Amnistia Internacional, a Cruz Vermelha – a aos tribunais internacionais julgarem o comportamento interno e externo das nações e respectivos governos, e aplicarem sanções. Pretender que os nossos governos o façam é uma irrazoabilidade. Um quixotismo. Estragaria os negócios e não serviria de nada.»

    É o drama da política externa portuguesa – nunca assumir de forma clara e inequívoca a realpolitik quando a faz e onde a pratica, fazendo-a aliás sempre como que a medo ou como que excepção sigilosa do estado - tem que se adivinhar. E porque há muito mais estados a fazê-lo – e bastantes com espionagem da realpolitik dos outros – isso repercute-se nas próprias organizações internacionais, sobretudo a ONU, cuja matéria é feita de estados, e com isso perdendo capacidade de arbitragem e credibilidade de escrutínio. O problema não está tanto, meu caro José António Saraiva, na realpolitik mas na realpolitik sigilosa (sem limites e padrões, porque o sigilo é uma saia larga) que acaba por ser tão desvirtuadora nas relações entre estados como a intromissão de um estado nos assuntos internos do outro. E já que foi citada a Amnistia Internacional, não é demais recordar-se que esta foi fundada em 1961, pelo advogado inglês Peter Benenson, ao avaliar uma noticia publicada no Daily Telegraph, dando conta do caso de dois estudantes portugueses terem sido presos por gritarem, na praça pública “viva a liberdade”, nesse ano de Salazar. Este, que também tinha a sua realpolitik sigilosa, não levou muito tempo a acusar a nascente Amnistia de estar a intrometer-se num assunto interno…

ARGUMENTÁRIO EXPRESSO Um pouco de atenção!

PÕE GENTE A PENSAR De Fernando Madrinha, no Expresso, não se resiste a transcrever, com a devida vénia: «Entre a civilização e a barbárie vai um passo, todos sabemos. Mas uma coisa é sabê-lo pelo que diz a História, ou porque Hobbes nos ensinou, outra coisa é ver com os próprios olhos, ainda que pela televisão, o homem como lobo do homem. Quando o Estado se demite ou se revela incompetente – sucedeu agora na África do Sul, mas pode suceder em qualquer lugar – a natureza humana logo revela o pior de si. A caça ao emigrante moçambicano ou zimbabweano, morto a eito, à paulada, com catana ou pelo fogo, aí está como explosão brutal e perturbadora do ódio ao outro, incontrolável. Enquanto espécie, parece que pouco avançámos, afinal».
    Ora aí está como um cantinho da página 9 de um jornal com 100 quilos de papel, foi hoje discutido nos cafés e andou de mão em mão. Um cantinho que pôs gente a pensar, sendo este o motivo de ler. Constatámos.

ARGUMENTÁRIO PÚBLICO L'Histoire Militaire

EM SUA OPINIÃO Vasco Pulido Valente, no diário Público, adverte que «os riscos de guerra são hoje, muito maiores do que eram, para a Europa, em 1914». E assim remata três parágrafos em que consegue fazer l'Histoire Militaire do século XX , preferindo chamar à I Grande Guerra, a I Guerra Mundial; e à II Grande Guerra, a II Mundial também.

Mas também faz alguma histoire dos benefícios da paz entendida apenas como ausência de guerra, guerra grande, mundial, aludindo ao «mínimo de estabilidade» supostamente vivido entre 1945 e 1989 pela partilha do mundo entre América e Rússia. Mas neste século XX, porque é que os riscos são maiores para a Europa do que em 1914? Aí os temos – a América deixou de ser a aparente única potência global; o Irão fortaleceu-se; a Rússia reformou-se parcialmente; a China e a Índia emergem economicamente. «Um mundo perigoso», portanto.
    Mas isto é opinião? Ou será meter 27 tomos num quinto de página?

A pedido de várias famílias...

DIPLOMACIA DO CROQUETE Como se sabe, as Necessidades têm muitas famílias, algumas das quais comprovadamente honestas. Ora, destas últimas, tem chegado o pedido para que as citações de Manuel n.º tal Paleólogo© possam figurar em blogue autónomo, com alguma arrumação temática e fácil localização, para uso na diplomacia do croquete. Pedido aceite. Haverá casa própria para esse luminar dos diplomáticos aniversários.
    Já agora. Vão entrar em serviço mais dois pensadores porque apenas um já satura e não faz escola. E adaptando esse lema imaginoso que os nossos publicitários, com inegável originalidade, vendem por tudo o que é ministério e câmara, «o papa inspira-nos». Daí que, em breve, comecem a debitar pensamentos, dois novos personagens: Pseudo-Dionísio, o Areopagita, e Romano, o Melódico...

Parabéns Agenda


Diplomacia que tenha uma só face, não pode oferecer a outra - em caso de emergência.
- Manuel LXIX Paleólogo©

      • Susana Vaz Patto, secretária de embaixada, nos serviços das Organizações Políticas Internacionais
      • Miguel Côrte-Real Abreu, secretário de embaixada, nos serviços das Organizações Económicas Internacionais

23 maio 2008

Imbróglio de uma falta em 1998. Durou até 2007...

UMA HISTÓRIA Tem a ver com aquilo e as rotinas daquilo. Por causa de uma falta dada por uma funcionária do MNE, na antevéspera de Natal de 1998, o director do Departamento Geral de Administração exara despacha em Julho de 1999,considerando como injustificada essa ausência de serviço. A funcionária interpõe recurso hierárquico em Julho, a que foi negado provimento por despacho do ministro de então. Perante a escusa, a funcionária requer certidão do teor do despacho - no MNE, nem lhe respondem. Então, a funcionária recorre ao Tribunal Central Administrativo visando a intimação do MNE para resposta ao requerimento - e conseguiu provimento. E no final deste imbróglio, o tribunal dá lição de moral às Necessidades, nestes termos:

  1. ... os órgãos administrativos podem e devem proceder às diligências que considerem convenientes para a instrução dos procedimentos, ainda que sobre matérias não mencionadas nos requerimentos ou nas respostas dos interessados.
  2. ... ao abrigo deste princípio (princípio do inquisitório) a Administração está vinculada a apreciar os pressupostos de facto invocados pelo interessado que requer a justificação de uma falta, nomeadamente se estes forem manifestamente divergentes da versão oficial.
  3. ... a falta de tal diligência implica a violação do art. 56º do C.P.A. e dos artigos 18º nº 1 e 71º do D.L. 100/99, de 31 de Março.


    1. Escusava o MNE de ter ouvido isto. E era Gama ministro. Mas, remate da história: o acórdão do tribunal apenas se dá em 17 de Maio de 2007! Quase dez anos depois da falta de um dia, já era Amado ministro, e tinham passado outros quatro ministros.

Tratado UE. Com a Alemanha, estão 14

    O Tratado da UE foi hoje ratificado pela Alemanha (via parlamentar), não ocnstituindo isso qualquer novidade. Faltam 13.

Imbróglio do concurso de adidos

Naturalmente que ainda não é o caos, mas já é um indício de que o MNE não pode correr o risco de pequenos sismos - pareceres, hoje, já não são sentenças -, tomando decisões sem completa segurança jurídica e dando a sugestão de ter vocação para sofrer abalos nos tribunais. Que já são muitos.

É UM FILME Determinado interessado no concurso de adidos aberto em 2005 pelo MNE para 30 vagas, não se conformou com a sua exclusão findas as provas escritas, ficando sem acesso à prova oral.
    Eis o guião

    1. O excluído requereu providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Lisboa que negou lhe provimento.
    2. – Continuando inconformado, e subindo de patamar, o interessado interpôs recurso jurisdicional dessa nega para o Tribunal Central Administrativo/Sul (TCA-Sul), com dois argumentos:

      1. - o da manifesta a ilegalidade do acto que o excluiu, porque a composição do júri violou o regulamento do concurso: o 2º Vogal era um embaixador e não um ministro plenipotenciário
      2. - o de, sem suspensão de eficácia do concurso, ficar impossibilitado de efectuar a prova oral em condições de igualdade e imparcialidade com os demais candidatos

    3. – já a 14 de Junho de 2007, o TCA-Sul, deu razão ao inconformado, anulou a sentença de primeira instância, e decretou a providência cautelar, declarando serem ineficazes os despachos de provimento dos adidos de embaixada recrutados no âmbito do concurso (aviso publicado pelo MNE na folha oficial, a 27 desse mesmo mês de Junho)
    4. em 16 do Junho, o inconformado de sempre voltou ao TAF para requerer mais: a ineficácia de actos do MNE entretanto ocorridos na pendência da providência pedida… E obteve provimento.
    5. perante isto, o que faz o MNE? Em 31 de Agosto desse 2007, invoca causa legítima para não executar o acórdão do TCA-Sul e, no mesmo dia, outro despacho para a nomeação definitiva dos candidatos admitidos ao concurso para adidos de embaixada na qualidade de secretários de embaixada, despacho que se tornou eficaz com a publicação na folha oficial em 12 de Setembro de 2007, que já é o ano passado.
    6. – possivelmente mais do que inconformado, o interessado volta a opor-se a este despacho do MNE, a que o MNE responde, entrando isso para o ritual próprio do tribunal, até que…
    7. - … a 17 de Janeiro já deste ano corrente de 2008, o TCA-Sul decide contra o MNE concluindo não existirem as razões de interesse público invocadas pelas Necessidades para não cumprir o acórdão que determinou a suspensão de eficácia, e mantendo as decisões do acórdão anterior favoráveis ao interessado.

        E, de forma clara, declarou a ineficácia do despacho do MNE de 31 de Agosto de 2007, pelo qual eram nomeados definitivamente os candidatos admitidos a concurso para adidos de embaixada, na qualidade de secretários de embaixada

    8. – Então, o que volta a fazer o MNE? Recorre junto do Supremo Tribunal Administrativo visando a revisão do acórdão do TCA-Sul, e impugnando a declaração de ineficácia da nomeação dos adidos. Braço de força, portanto, entre MNE e tribunal.
    9. – E foi assim que, no início de Abril passado, o Supremo Administrativo admite o recurso do MNE, estando em causa, agora lá no alto, os dois acórdãos do TCA – o de Agosto de 2007 e o de Janeiro deste não. Se o primeiro for revogado lé neste alto, o segundo vai abaixo.

      Mas, o fundo da questão é: houve, por parte do MNE, actos de execução indevida por incumprimento da suspensão decretada pelo Tribunal Central Administrativo? Aguardemos essa palavra mágica dos filmes - End.

LETRA OFICIAL Pouca coisa na ponte

0.
(De 1 a 5, ou de a ♠♠♠♠♠ )


COISAS REPETIDAS Não se repetem. Duas exonerações e uma cessação de funções mais que sabidas, repetidas e repisadas – tratamento que só um golpe de estado tem.

COISAS CÁ DA TERRA Fica-se a saber que
  1. foi concedida a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a mais 21 estrangeiros
  2. … também concedido o estatuto de igualdade de Direitos e Deveres previsto no Tratado de Amizade Portugal/Brasil a 56 cidadãos brasileiros

Quem diria

    Secretário-geral do MNE. Muito, muito criticado. As heranças do anterior também.

Em Paris. Assembleia geral do STCDE

    AMANHÃ Está convocada para Paris, amanhã (sábado) a assembleia geral do STCDE que tem vindo a ser anunciada aos trabalhadores externos do MNE desde há dois meses. As conclusões da reunião do sindicato são aguardadas pelo meio da tarde.

Parabéns

Na avaliação dos diplomatas, todos os caminhos vão dar a Roma. O problema é que uns vão de avião, outros de comboio, e outros a pé.
- Manuel LXVIII Paleólogo©

      • José Carlos dos Reis Arsénio, secretário de embaixada, em (?)

22 maio 2008

Mais um parlamento...

    O parlamento da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), cujo tratado de criação será assinado na sexta-feira (23), em Brasília. E ainda o parlamento do Mercosul não tem pernas para andar, depois do fracasso do Parlatino. Por isso, o senador brasileiro Aloizio Mercadante questiona Celso Amorim.

Matéria salarial. STCDE admite greve

PERCENTAGENS Os representantes dos trabalahdores externos do MNE admitem o recurso à greve se as negociações com o MNE não sairem do impasse. Após a reunião de terça-feira nas Necessidades, o STCDE diz-se defraudado pelo ministério «não respeitar o compromisso governamental sobre a reposição do poder de compra». E fazem as contas perante as contas do Departamento Geral de Administração, interlocutor do MNE que mantém a proposta de 2,1%. «É inaceitável», responde o sindicato.

Contraproposta do SCTDE já enviada ao ministro, é a de que o montante global da actualização para 2008, corresponda à soma dos 3,15% devidos em 2008, para repor a perda de poder de compra, e de um terço da perda acumulada nos últimos 3 anos, ou seja 2,21%, num total de 5,36%. Argumenta o sindicato que o governo tem poupado com a revalorização do euro.

É neste cenário que o STCDE admite o recurso à greve nos serviços externos.

Vamos seguir isto.

ParabénsNota de agenda


Avaliando bem, há muito homem que também veio do diplomata macaco.
- Manuel LXVII Paleólogo©

      • Fátima Esteves Gonzalez, conselheira de embaixada, em Zabreb

21 maio 2008

Direitos Humanos. Brasil reeleito

  1. Reino Unido e França foram reeleitos para um segundo mandato de dois anos no Conselho dos Direitos Humanos, com a Espanha a ficar de fora.
  2. O Brasil também foi reeleito, juntamente com Argentina. O Chile conseguiu a eleição, estreando-se.
  3. No grupo da Europa Oriental, Ucrânia (bisa) e Eslováquia foram eleitas
  4. No grupo da Ásia continuam o Bahrein, Japão, Paquistão e República da Coreia.
  5. Finalmente, África: Burkina Faso acede a um primeiro mandato enquanto o Gabão, Gana e Zâmbia onbtiveram a reeleição.

Do Vaticano. A última... Romano, o Melódico

De Frei Bermudas, relegado para junto da Santa Sé

    "
    Em conformidade com as intruções de VEXA para que vá dando conta das figuras que Bento XVI desenterra, transmito que o papa foi hoje ao século VI e desencantou Romano, o Melódico, depois do Pseudo-Dionísio, o Areopagita de há dias, e de Manuel II Paleólogo de há mais tempo, este com vasta descendência de pensamentos nessa Secretaria de Estado. Não terá relevância para a diplomacia portuguesa, muito menos para a regulamentação da concordata, mas por aqui pesquisei em velhos arquivos, descobrindo que este Romano, o Melódico defendeu a seguinte tese: «As mulheres foram as primeiras a ver o Ressuscitado porque uma mulher, Eva, foi a primeira a pecar!». Como VEXA pode concluir por tal lógica, este papa surpreende.

O poder de convicção de um Y

Do Notador Anonymous

    "
    Concurso de 2008 para conselheiro de embaixada - grelha avaliação, compare-se com o SIADAP... Sem comentários.

    Anonymous

Se não fosse o Y, esta anotação seria vulgar nos Claustros.