12 junho 2008

Parabéns

A vaidade do estado que aceita, engole um garfo. Mas cuidado! Na diplomacia do estado que envia, a vaidade engole também faca e colher, ficando sem talher.
- Manuel LXXXVII Paleólogo©

      • Mário Miranda Duarte, conselheiro de embaixada, nos serviços das Instituições Comunitárias e Relações Bilaterais
      • Nuno Vaultier Mathias, secretário de embaixada, em Maputo
      • Carolina Barata Cordeiro, secretária de embaixada, no gabinete do MENE

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Três períodos conturbados da vida política portuguesa, qual deles mais conturbado será difícil avaliar.

    1. - 1822 Silvestre Pinheiro Ferreira, personagem curiosíssima, acompanhara a família real para o Brasil onde viveu de 1810 a 1821, esteve onze meses nos Negócios Estrangeiros há 186 anos. Tinha sido nomeado, em 1820, Ministro Plenipotenciário em Washington, mas não chegou a exercer o cargo devido à Revolução Liberal e à opção de D. João VI em regressar ao país para jurar a nova Constituição (1822). Nos Negócios Estrangeiros, Silvestre Pinheiro Ferreira foi confrontado com a necessidade de obtenção do reconhecimento internacional para o novo regime português e integrou a Comissão Luso-Britânica incumbida de resolver as questões relativas à escravatura. A partir de 1825 foi embaixador em Londres. Silvestre Pinheiro Ferreira formou-se em Filosofia nos Oratorianos onde ingressara em 1784 mas que teve de abandonar por se opor a teorias de um confrade (padre Teodoro de Almeida) numa dissertação apresentada na Universidade de Coimbra. Para sobreviver, recorreu à actividade de professor particular, até ser nomeado (1792), por concurso, professor substituto da cadeira de Filosofia Racional e Moral do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. A sua forma moderna de ensinar suscitou o despeito de colegas que o terão denunciado (1797) à Inquisição como jacobino. Avisado a tempo e informado da devassa feita à sua casa de Coimbra e da apreensão de todos os seus livros e manuscritos, conseguiu fugir, primeiro para Londres (onde se encontrou com o Abade Correia da Serra), depois para a Holanda e mais tarde para França. Trabalhou então nas embaixadas portuguesas de Paris e Haia (1798-1802) e Berlim (1802-08), aproveitando também esse tempo para aprofundar os seus conhecimentos de Botânica, Geologia e Química.
    2. - 1827 Manuel António de Carvalho, barão de Chanceleiros. Seguidor da causa da Constituição, cursava direito em Coimbra quando se deu o primeiro levantamento contra a ocupação napoleónica, fazendo parte do Batalhão Académico. A sua passagem pelos Negócios Estrangerio foi efémera, pouco depois sendo nomeado ministro da Fazenda pela infanta-regente Isabel Maria.
    3. - 1916 Norton de Matos, substituindo interinamente Augusto Luís Vieira Soares, até final do breve governo de António José de Almeida, em 1917 (pouco mais de um ano, seguindo-se o governo de Afonso Costa). Norton de Matos acumulava com o ministério da Guerra e os dias desse Junho de há 91 anos, ficaram marcados pela elevação do limite da circulação fiduciária de 120 para 145 mil contos, e também por uma lei estabalecendo que as faculdades podiam reconhecer o grau de doutor aos professores com três anos de serviço... Outro facto marcante, Afonso Costa estava em Paris na Conferência Económica dos aliados (de 9 a 21 de Junho).

11 junho 2008

AGRÉMENT ■ Diplomacia da Bola...

Naturalmente, agrément
para o texto de João Santos Lucas
no Diário Económico sobre Desporto e Diplomacia

Linguagens...

    Alguma, bastante linguagem está próxima ou repete a linguagem da célebre greve dos camionistas do Chile... Não está am causa a razão ou não das reivindicações, mas a linguagem.

LETRA OFICIAL É dos feriados

  1. AZORES Decreto legislativo regional que «dá execução» na Região Autónoma dos Açores (Azores, como está no site oficial da região), ao disposto na Convenção Quadro da Organização Mundial de Saúde para o Controlo do Tabaco, aprovada pelo Decreto n.º 25-A/2005, de 8 de Novembro, estabelecendo normas tendentes à prevenção do tabagismo, através da sensibilização e educação para a saúde e de medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do consumo dos produtos do tabaco
  2. UM, DOIS, TRÊS Concedida a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a três estrangeiros

Como "temos de começar por ser exigentes e rigorosos connosco"
e a folha oficicial não fica fora disso
0.
(De 1 a 5, ou de a ♠♠♠♠♠ )

A lista de Belém

ORDEM ALFABÉTICA A este ou aquele propósito, nas intervenções oficiais que fez em Viana, o Presidente da República citou apenas os seguintes onze nomes que dão uma ideia:

  1. D. Afonso III
  2. Amália Rodrigues
  3. padre António Vieira
  4. frei Bartolomeu dos Mártires
  5. general Décio Júnio Bruto
  6. Diogo Álvares
  7. Eduardo Lourenço
  8. Luís de Camões
  9. frei Luís de Sousa
  10. D. Maria II
  11. Pedro Homem de Mello

O Corpo Diplomático foi a Viana

    Críticas de muitos notadores por NV não terem referido que o Corpo Diplomático acreditado em Lisboa foi a Viana (dia 9) para apresentação de cumprimentos. Têm todos razão: foi o corpo e, bem iluminada, foi também a alma:

Camionistas/Espanha e assistência consular

+ 351 707 202 000

Comenta-se nas Necessidades o facto de, até agora, nenhum pedido de ajuda chegou ao Gabinete de Emergência Consular, por parte dos camionistas retidos no estrangeiro, sobretudo em Espanha e na área de jurisdição do consulado em Bilbao.
    Excelente ideia de António Braga - o seu a seu dono -, todos os portugueses que cheguem ao estrangeiro deveriam receber automaticamente nos respectivos telemóveis uma mensagem com o número de emergência – aquele + 351 707 202 000

    Deveriam mas nem todos recebem porquanto apenas a TMN aderiu ao procolo com a secretaria de estado – de fora, a Vodafone e a Vobis. E é mau que estas operadoras privem portugueses de um serviço deveras público deixando-os longe do que em certas circunstâncias "é mais importante", pelo que camionistas das redes 91 e 93 nem sequer tomam conhecimento de um meio de apoio que lhes é disponibilizado.

Parabéns

Quando há corrente de ar no protocolo, a diplomacia constipa-se. Sobretudo em Viana do Castelo.
- Manuel LXXXVI Paleólogo©

      • José Pedro Machado Vieira, conselheiro de embaixada, cônsul geral em Hamburgo
      • Sandra Magalhães Maltez, secretária de embaixada, na representação junto da NATO/Bruxelas

10 junho 2008

Raça de questão

    Caro embaixador,

    Deixemo-nos de rodeios.
    O que não seria dito pelo mundo fora, se o chefe de estado alemão, Horst Köhler, ou mesmo a chanceler Angela Merkel afirmassem, em algum 3 Outobro, dia nacional da reunificação da Alemanha, que esse dia é o dia da raça, naturalmente da raça alemã? Ou que Berlusconi, a 2 de Junho, tivesse reclamado a celebração da raça, naturalmente da raça italiana?
    Julga você, caro embaixador, que, por esse andar, a Europa das raças é o plano B do Tratado da UE, (qualquer deles, escolha) plano esse que, tal como o Tratado, também não necessitará de referendo?

Exactamente o que disse o P.R.

(Clique sobre a seta para ouvir)




Cavaco Silva e o dia da "raça"

AGRÉMENT ■ Mas o que é isto?

Há qualquer coisa que não bate certo.
E porque hoje é com uns, amanhã poderá ser com outros
ler isto no
Livro de Ponto

Presidente, cuidado...

      Essa do «Dia da Raça» briga com a diplomacia, com o protocolo e com a etiqueta. Não são necessários mais considerandos.

      Foi triste.

Parabéns

Embaixada onde se evite o Dia de Portugal, aí não é a bandeira, mas o embaixador que fica a meia-haste.
- Manuel LXXXV Paleólogo©

      • João Paulo de Matos Sequeira, conselheiro de embaixada, director de serviços de Direito Internacional - DAJ
      • António Mascarenhas Gaivão, adido de embaixada, no departamento geral de Administração

      - Será necessário lembrar aos jovens que se interessam pela política que hoje já não é o "dia da raça" como outrora, mas o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas?

      OLHA QUEM FOI MINISTRO Há quem diga que dos episódios não reza a história, mas neste caso foi a história que rezou para que o episódio não fosse além de dois dias.

          1827 Pedro de Melo da Cunha Mendonça e Meneses, 2º marquês de Olhão, naquele remoto dia 10 de há 181 anos, dois dias depois de Saldanha sair, foi nomeado interino nos Negócios Estrangeiros, o que deixou de ser dois dias depois. Não chegou a aquecer a cadeira da secretaria de estado.

09 junho 2008

LETRA OFICIAL Ponte oficial

    1. AGORA VALE Decreto presidencial nomeia, sob proposta do governo, para integrarem a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República: Artur Santos Silva (presidente) e Francisco Sarsfield Cabral, João José Bonifácio Serra, Maria Fernanda Rollo e Raquel Henriques da Silva (vogais).
    2. OS EFEITOS Publicado apenas hoje o despacho de António Braga (3 de Março) exonerando o conselheiro de embaixada Óscar Filipe do consulado geral em Roterdão (extinto), sendo transferido para os serviços internos do MNE, com efeitos a 2 de Março.

    0.
    (De 1 a 5, ou de a ♠♠♠♠♠ )

Prémio Direitos Humanos. Envelope parlamentar

25 MIL € Iniciativa da Assembleia da República, o Prémio Direitos Humanos será atribuído a 10 de Dezembro, mas a apresentação de candidaturas termina a 31 de Julho. Segundo o anúncio parlamentar, o prémio destina-se a reconhecer e distinguir o alto mérito da actividade de organizações não governamentais ou do original de trabalho literário, histórico, científico, jornalístico, televisivo ou radiofónico, publicados em Portugal entre 1 de Julho de 2007 e 30 de Junho do ano corrente. Tal actividade ou trabalho deve evidenciar o contributo para a divulgação ou o respeito dos direitos humanos, ou ainda para a denúncia da sua violação, no País ou no exterior, da autoria individual ou colectiva de cidadãos portugueses ou estrangeiros.

Conselho Superior de Defesa Nacional


Para que conste.

    Do comunicado lido pelo secretário do Conselho de Defesa Nacional (dia 6), general João Goulão de Melo, os pontos que interessam:

    1. - Foi analisada a situação nos territórios em que Portugal tem forças militares destacadas
    2. - No Afeganistão, a 1ª Companhia de Comandos e Equipa de Controladores Aéreos Avançados, termina a sua missão em Agosto, após o que a participação nacional continuará a ser assegurada por uma Equipa de Monitorização e Ligação junto de unidades do Exército afegão e, durante quatro meses, por um Destacamento da Força Aérea, com base numa aeronave C130
    3. - Consoante a evolução da situação e tendo em vista o apoio crescente que a NATO pretende dar à formação de Unidades do Exército afegão, o Conselho deliberou dar o seu acordo de princípio ao eventual envio, no último trimestre de 2008, de uma segunda Equipa de Monitorização e Ligação, orientada para o treino do Comando de uma Brigada daquele Exército
    4. - Nos restantes países, mantêm-se todos os compromissos assumidos, quanto ao tipo de forças e prazos de actuação

ParabénsO passado, por vezes, é recente


Quanto maior for a curiosidade, tanto mais o diplomata parece discreto.

- Manuel LXXXIV Paleólogo©

      • Gilberto de Sousa Jerónimo, secretário de embaixada, na delegação junto da NATO/Bruxelas
      • Jorge da Cunha Monteiro, secretário de embaixada, na Presidência da República

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Algum dia teria que ser - puxar-se da memória algum passado recente, anos que parecem ter sido ontem. Vejamos o que este 9 de Junho puxa, a começar pelo mais recente e acabar nos tempos já perdidos de vista, de ouvidos, de nariz e de boca mas que fazem falta...

      1. 1982 No dia de hoje, há 26 anos, tomava posse como titular das Necessidades, o embaixador Vasco Futscher Pereira (VIII Governo Constitucional) à frente de uma equipa que integrava Paulo Lowndes Marques (secretário de estado dos Negócios Estrangeiros), Luís Fontoura (secretário de estado da Cooperação) e José Vitorino (secretário de estado da Emigração e Comunidades Portuguesas). Antes de MNE, Vasco Futscher Pereira fora representante permanente junto da ONU, e, nesse qualidade , em Nove Iorque, a ele se ficou a dever a iniciativa diplomática que se converteria em trave mestra de todo o processo juridico-político internacional de Timor e que foi a fixação do mandato de mediação do secretário-geral da ONU, com Perez de Cuellar de quem o embaixador português era amigo pessoal.

      2. 1983 Há 25 anos, neste dia, Jaime Gama tornou-se MNE, iniciando um somatório de anos nas Necessidades (1983-1985 e 1995-2002) que ultrapassou o recorde de Andrade Corvo. Da equipa inicial de Jaime Gama, faziam parte o embaixador Luís Gaspar da Silva (secretário de estado da Cooperação) e Manuela Aguiar (secretária de estado da Emigração)

      3. 1841 Lá longe, neste dia mas há 167 anos, fora a vez de Rodrigo da Fonseca Magalhães que, nessa época, conduziu as negociações para o restabelecimento de relações entre a Portugal e a Santa Sé. Foi um dos mais notáveis políticos liberais da primeira metade do séc. XIX, recusou sistematicamente até à morte honrarias e títulos nobiliárquicos e ficou célebre uma intervenção sua no parlamento dizendo que não podia governar sem a liberdade de Imprensa.


Relance biográfico Aqui

08 junho 2008

EUA

    Comentário já vulgar por entre os observadores: «Hillary, com o discurso que fez no apoio a Barack Obama, o que disse e como disse, deixou a milhas a imagem de mulher de Bill ou de interposta pessoa deste.»

Embaixador dos Camarões. Lejeune Mbella Mbella


Titular de um doutoramento em relações internacionais (ciências políticas), Lejeune Mbella Mbella, 59 anos, o novo embaixador (não residente) dos Camarões em Lisboa, antes de ser colocado em 2006, em Paris, onde reside, foi embaixador do seu país em Tóquio, acumulando aí com a representação na República da Coreia.

    Diz quem o conhece, o embaixador Mbella Mbella é um «incansável trabalhador, metódico e disponível». Foi encontrar, como herança, na missão dos Camarões em Paris, pessoal desmotivado, burocracia cheia de enredos, locais degradados e uma diplomacia sonolenta – o seu antecessor, Pascal Biloa Tang, praticamente teria abandonado a embaixada, pela sua elevada idade, situação comum em diversas missões diplomáticas dos Camarões na Europa cujos titulares ultrapassaram 15 anos no mesmo posto.

    A embaixada dos Camarões em Paris está situada no N.º 73 da Rue d’Auteil (Tel. +33(0)14743983 Fax + 33(0)145683034

    Em Yaoundé, capital dos Camarões, Portugal está representado a partir de Abuja, pela embaixadora Fátima Perestrello.

Parabéns


Político e diplomata? Ou tem a alma dividida, ou a tem ao fundo do túnel.

- Manuel LXXXIII Paleólogo©


      • Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, ex-MENE

        • Hernán Leandro Amado, secretário de embaixada, na direcção dos Serviços da América
        • André de Melo Bandeira, secretário de embaixada, na delegação junto da NATO

      OLHA QUEM FOI MINISTRO João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daum (ainda não era duque de Saldanha), há 281 anos, 1827 - para quem se recordar de ter estado presente... tomava posse dos Negócios Estrangeiros como interino.

07 junho 2008

Temos Teódulo. Sobre líderes providenciais

Una sociedad instituyente


Teódulo López Meléndez
tlopezmelendez@cantv.net
http://teodulolopezmelendez.wordpress.com/


La sociedad venezolana tiene un poder que no parece saber tiene. La sociedad venezolana parece no haber aprendido a rescatar lo que es suyo. La sociedad venezolana es víctima de los males originados en la democracia representativa, una que no evolucionó hacia formas superiores. La sociedad venezolana se acostumbró a delegar y se olvidó del control social que toda sociedad madura ejerce sobre el poder. Atenuantes tiene esta sociedad postrada, como las manipulaciones y engañifitas a que fue sometida, pero eso no la justifica.

La sociedad venezolana se acostumbró a esperar al líder providencial, a esperar instrucciones, a depender de las degeneradas estructuras que de instituciones intermediarias pasaron a ser collar de hierro para la obediencia. La sociedad venezolana se convirtió en un corderillo manso dispuesta a ser “políticamente correcta” para permanecer en los resquicios de lo permitido y de lo tolerable. Fue así como la sociedad venezolana se convirtió en lo que es hoy, una sociedad instituida sobre bases endebles y sobre mecanismos degenerados.

La praxis política cotidiana sólo sirvió para alimentar oligarquías partidistas, para crear gremios y organizaciones de diverso tipo encerrados en sus intereses particulares. Así, la sociedad venezolana delegó todo, desde la capacidad de pensar por sí misma hasta la administración de sus intereses globales. La sociedad venezolana se hizo indiferente, se convirtió en una expresión limitada al chiste y a la burla, al desprecio exterior hacia las élites, pero una zángana incapaz de protagonizar una rebelión en la granja.

El gobierno que vino como consecuencia lógica de un cansancio interior y de un derrumbe de lo ya insostenible, contó con la anuencia de esas élites de lo caído, pretendidamente gatopardianas, que soñaron que todo cambiaba para que nada cambiara. Sólo que nunca se leyeron El gatopardo de Lampedusa y jamás se dieron cuenta que había en el texto del príncipe siciliano mucho más que la cita trillada que es lo único que se conoce de esa novela.

Veamos la praxis del momento: El gobierno continúa con la sucesión ininterrumpida de pequeños golpes de Estado, siendo el último el del Decreto-Ley de Inteligencia y Contrainteligencia, amontonando pequeños golpes de Estado para tener al final un gran golpe de Estado. Sin embargo, el gobierno tiene hambre de golpes de Estado y ya anuncia impúdicamente que después de las elecciones regionales presentará de nuevo a consideración del país la reelección presidencial que considera “necesaria”. No importa que la Constitución prohíba la presentación de la misma enmienda dos veces en un período, para eso se controla todo. El gobierno plantea, pues, las elecciones regionales como un plebiscito: si el PSUV gana iremos por la reelección del caudillo máximo. Esto es, la consumación final del amontonamiento en un gran golpe de Estado.

Veamos la praxis del momento: El señor Borges anuncia que se reunirá con el señor Rosales para finiquitar lo de la unidad de la oposición. Eso está muy bien, pero está muy mal. Nadie le ha conferido a los señores Borges y Rosales la definición de nuestro destino. He aquí otra práctica germinada en al democracia representativa, la de la creación de oligarquías liberales que se permiten asumir el lema “permítanos pensar por usted”. La decisión de que haya candidatos únicos de la oposición es una imposición del país y cuando diversos partidos firmaron el 23 de enero un acuerdo unitario lo hicieron obedeciendo nuestras órdenes. Somos nosotros, sociedad venezolana, los que mandamos. En otras palabras: el orden de los factores sí altera el producto. En consecuencia, tenemos nosotros, sociedad venezolana, la plena facultad de sancionar, de imponer condenas y de sentenciar al ostracismo. Las maneras de hacerlo son múltiples y variadas, desde la mención en las encuestas de candidatos que no tienen nada que ver con las oligarquías emergentes –con diversas versiones fotostáticas de la élite sobrepasada- hasta la imposición de candidatos por nuestra soberana voluntad.

Veamos la praxis del momento: La sociedad venezolana se queja de que no hay dirigentes, cantaleta producto de la sumisión y de la entrega del pensamiento y de la acción a la manera de un bebé inerme. Ya he citado algunos casos de líderes emergentes y del brillo y la inteligencia que hace de este país un caso único de talento como hierba, mientras es dirigido por quienes no saben ni siquiera hablar español. Aquí está otro caso: Me llega por correo electrónico el currículum vitae del doctor Álvaro Albornoz. Es candidato a alcalde de Vargas. No sé quien es, no lo conozco, primera vez que lo oigo nombrar, pero es un abogado summa cun laude, magíster en Derecho Administrativo, magíster en Ciencia Política, doctor en Derecho Constitucional, receptor de numerosos premios, profesor universitario de pregrado y postgrado, desde hace diez años, de Derecho Administrativo, Derecho Tributario, Derecho Contencioso Administrativo, Derecho Constitucional, Teoría del Acto Administrativo y Derechos Humanos. El doctor Albornoz ha sido padrino de siete promociones de abogado, lo que indica un gran amor de sus alumnos. Además, es vicepresidente de la Asociación de Vecinos de la urbanización donde vive. Y vive en Catia La Mar, pues nació en Maiquetía. El joven doctor Albornoz (tiene apenas 34 años) es evidente tiene asegurada una carrera profesional y como docente universitario, pero quiere ser alcalde de Vargas. Si quiere ser alcalde no es para “resolverse”. Si quiere ser alcalde de Vargas es porque quiere servir. Me importa un comino si el doctor Albornoz milita en algún partido o no, me importa un comino su tendencia política o ideológica, lo único que me interesa es que un joven de 34 años con este impresionante currículo quiere ser alcalde y se lo restriego en la cara a una sociedad institucionada que se la pasa repitiendo que el problema es que no hay dirigentes, cuando la verdad es que esta sociedad no sabe ver al país inteligente que está allí a sus órdenes.

Veamos la praxis del momento: Frente a la propuesta de convocatoria a una Asamblea Nacional Constituyente formulada por Raúl Isaías Baduel han saltado las voces acusando a esa opción como una manera del quintacolumnista Baduel de facilitarle las cosas al caudillo, para que gane esa elección y se perpetúe. Jamás pensó la gente que alega estas cosas –a quienes he bautizado piadosamente como extremistas sifrinos- que la práctica de los pequeños golpes de Estado seguiría hasta el máximo golpe de Estado de intentar perpetuar al caudillo. Lo que Baduel ha planteado era una salida hacia esa amenaza, lo que Baduel tenía en la cabeza era la claridad de que seguirían adelante con su propósito y que había que conseguir una manera de detenerlos. De manera que Baduel, al plantear la Constituyente, actuaba con absoluta honestidad y ofrecía una solución, ¿riesgosa?, sí, pero estoy cansado de afirmar que la democracia es riesgo. Pues bien, la Constituyente no es popular, al menos por ahora. Llamemos, entonces, a una sociedad instituyente.

La sociedad instituyente debe exigir e imponer un sistema de partidos abiertos, no más que redes sociales que permiten el flujo de la voluntad ciudadana. La sociedad instituyente se debe manifestar en las encuestas imponiendo candidatos que no necesariamente provengan de las horcas partidistas, para ello basta señalar a los mejores, si logran verlos. La sociedad instituyente debe dejar atrás el fantasma del pasado que la ciega y pedir y practicar más democracia. La sociedad instituyente debe aprender a decidir, atreviéndose. La sociedad instituyente debe ejercer la ciudadanía, acabando con las hegemonías de otros que deciden por nosotros y dando pasos firmes y contundentes hacia el poder ciudadano (qué sepan quienes salgan electos que no se les confirió el poder, que el poder sigue en nuestras manos y somos nosotros los que mandamos, no ellos). Demos pasos, como sociedad instituyente, hacia una superación de la democracia representativa para convertirla en una democracia del siglo XXI en la cual se practica la libertad como ejercicio cotidiano de injerencia. En otras palabras, trastocar lo que ha sido hasta ahora la relación entre sociedad e instituciones. La sociedad instituyente debe ser imaginativa y conseguirse las formas y los métodos. La sociedad instituyente debe transformar la realidad. La democracia tiene que pasar a ser la encarnación de esa posibilidad. Sólo lo puede lograr una sociedad instituyente que es mucho más que una recipiendaria del poder original, pues lo que tiene que ser es un cuerpo vivo, uno capaz de generar antídotos y anticuerpos, medicina y curas, transformación y cambio. Hágase la sociedad venezolana una sociedad instituyente, para lo cual no se necesitan elecciones ni candidatos (esto es apenas una expresión parcial) y cambie por sí misma su destino.

Frase da Venezuela. Frase para Portugal

  1. Imaginem que, proveniente de Caracas, chega a NV um texto em que, a dado momento, se afirma isto:

      "
      La sociedad venezolana se acostumbró a esperar al líder providencial, a esperar instrucciones, a depender de las degeneradas estructuras que de instituciones intermediarias pasaron a ser collar de hierro para la obediencia.

  2. Imaginem que esse texto é assinado pelo nosso já conhecido Notador venezuelano Teódulo López Meléndez
  3. Não é preciso imaginar muito para se adivinhar que esse texto vai ser aqui publicado, lá para o fim do dia...

Até lá podem dar uma espreitadela pela Democracia del siglo XXI

Itamaraty. Primeira greve na história, se

    MAS EM PORTUGAL É FERIADO Os oficiais e assistentes de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores estão preparando para próxima terça-feira (10) a primeira paralisação da história do Itamaraty, o que deve prejudicar os serviços consulares, como assistência a brasileiros e emissão de documentos, no Brasil e no exterior - é o que se escreve na revista Época.

    Em nota enviada a esta revista, os presidentes da Associação Nacional dos Oficiais de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro (Asof) e do Conselho Nacional dos Assistentes de Chancelaria (Conac), afirmam que se decidiram pela paralisação após uma quebra de acordo feita pelo ministério na negociação de reajuste salarial.

ASDP. 321

    O NÚMERO A ASDP tem 321 sócios, garantem-nos. Não há motivo para duvidar.

STCDE. Mais um ponto de discórdia

    REGISTE-SE A agravar o clima de tensão, surge mais um ponto de discórdia, segundo o sindicato dos trabalhadores dos serviços externos do MNE que se insurge contra a proposta de lei sobre o Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas que o Governo remeteu para o parlamento.

    «Essa proposta governamental contém restrições gravosas à actividade sindical na administração pública, em particular para os pequenos sindicatos, nomeadamente por pretender diminuir o número de Dirigentes Sindicais que podem utilizar o crédito de quatro dias por mês para actividade sindical», diz o STCDE.

ParabénsE nada mais

O segredo é a prisão perpétua da verdade sem etiqueta; o sigilo é a visita protocolar que a presa recebe.
- Manuel LXXXII Paleólogo©

      • Francisco Martha, conselheiro de embaixada, na disponibilidade

06 junho 2008

Claro que o BID fez bem

ESCLARECIMENTO A propósito das eleições na ONU/Nova Iorque, observa-nos um Notador que prezamos:

    "
    As Notas do dia 6 aproveitaram-se de uma notícia do BID do dia 5, sem que o BID se tivesse aproveitado da Lusa, mas as Notas não citaram a fonte que é o noiso BID, o que não é bonito.

    a) ...


      Quatro pontos

      1. Os resultados das eleições para a 63.ª sessão da Assembleia Geral da ONU foram aqui reportados no que interessa a Portugal com base na informação institucional das Nações Unidas e que NV recebem com regularidade, além de que conhecemos os meandros daquela casa.data do dia 4 (manhã/Nova Iorque).
      2. – Tarde tivemos conhecimento dessa informação da ONU por avaria técnica do nosso lado de que demos conta, tendo sido entretanto apenas publicados textos por agendamento automático, os quais tinham sido previamente editados. A avaria ocorreu no dia 4 e por largos períodos do dia 5, motivo pelo qual nem sequer tomámos conhecimento de que o BID tinha divulgado neste dia 5, os resultados do dia 4 em Nova Iorque.
      3. – Apenas no dia 6, nos foi possível fazer a síntese da informação recebida directamente da ONU, reportando-a no essencial. E apenas depois é que, como já é nosso hábito, houve vista de olhos pelo BID, cujos dados, no essencial coincidem com os do comunicado das Nações Unidas que pode ser consultado Aqui
      4. – Portanto, houve coincidência – o BID fez bem e NV não fizeram mal. Fora um ou outro equívoco, citamos sempre quando há que citar. Nada temos contra o BID em si, mas gostaríamos de sentir o BID melhor ou cada vez melhor - nada mais há.

      Aliás nesse mesmo dia 5,
      o BID incluiu mais duas notícias sem dependência, sobre provas de vinhos,
      e que se reproduzem com o devido tilintar:

      UMA EM SÓFIA, nestes termos:

        " Realizou-se em Sófia a apresentação de vinhos da Herdade do Esporão, organizado pelo importador Transimport e que contou com a presença de inúmeros profissionais do sector, nomeadamente grossistas e representantes de estabelecimentos de venda de bebida e supermercados. O evento teve boa participação.

      OUTRA EM MONTREAL, tal qual:

        " Realizou-se a prova anual de vinhos da ViniPortugal dedicada a profissionais. A organização do evento esteve a cargo do AICEP e contou com a participação de 56 empresas. A quantidade de vinho português vendido no Canadá tem aumentado.

Das bandas da ASDP

    NEM SUOU Nem transpirou muito da assembleia geral extraordinária pela Associação Sindical do Diplomatas Portugueses (2 de Junho), convocada precisamente para ser dada «informação sobre as negociações referentes ao Projecto de Regulamento Consular».

    O projecto sofreu algumas pequenas alterações e parece que os diplomatas já não questionam. Estamos a ver as alterações.

Greve nos serviços externos do MNE?

STCDE O sindicato que representa os trabalhadores dos Serviços Externos do MNE, apelou agora de forma clara aos sócios para que se preparem para a eventualidade de uma greve ainda no mês de Junho, a afectar missões diplomáticas e consulados. O apelo vem na sequência da moção aprovada na assembleia geral de 24 de Maio em Paris.

    Principal motivo da contestação sindical, referido em carta enviada aos sócios: «No MNE pouco se avança para a actualização salarial do ano corrente (que já vai no meio) e são muitos os descontentamentos que chegam dos postos contra a proposta do MNE/DGA, que não repõe o poder de compra, conforme compromisso assumido pelo chefe do Governo».

    O sindicato diz mais, fica para mais logo.