18 julho 2008

Embaixada de Bissau. Esquisito

O que se passará na embaixada de Bissau em Lisboa é, no mínimo esquisito.

Mar de pérolas

Imagine o cidadão comum que um dos Objectivos Estratégicos, a que se concede a sigla OE, para 2008 - 2010, na direcção-geral de Política Externa, é nem mais nem menos este - o OE 1 Eficácia, a que se concede a sigla OEA:

Imprimir uma actuação proactiva na promoção do multilateralismo efectivo! - aqui nós é que concedemos o ponto de exclamação.

        Imprimir uma actuação?
        Uma actuação proactiva?
        Proactiva na promoção?
        Promoção do multilateralismo?
        Do multilateralismo efectivo?
Não é caso para se temer que haja no MNE uma problemática da heurística da infraestruturas isoquimémicas dos exarcas obsidentes que imprimem uma actuação no protectório com o galhipo através de matagoges que conduzem qualquer diplomacia passível de retambana ao origma?

BRIEFING DA UMA ■ Tahoma

A letra Tahoma
vai resolver a situação
de mais chefes que índios


VIVA A FORMA, ABAIXO O CONTEÚDO Declaração prévia: «Meus senhores, minhas senhoras, tenho aqui ao meu lado o nosso especialista informático Cortez Palha que vos falará da letra Tahoma. Como sabem, o problema dos ofícios, notas e telegramas das Necessidades é apenas uma questão de forma, porque quanto ao conteúdo temos o ministro e os secretários de estado para aguentarem o que lhes chega. Perguntem, então.»

  1. (Senhor especialista Palha, Tahoma é assim mesmo importante para a política externa portuguesa?) - Bem, pá, é. Bem vistas as coisas, pá, os políticos externos estarão numa grande porque Tahoma, pá, é a fonte padrão do sistema operacional Windows, distribuída primeiramente na versão 95, pá. E então, pá, a Tahoma é uma fonte de grande importância por apresentar um número muito completo de caracteres unicode, e também, pá, é a mais compatível com as diferentes línguas. E então, nós, pá, aqui no MNE, temos que ir nessa, pá, o Tahoma é bué da fixe.

  2. (Ouvi dizer que a letra Verdana é muito semelhante à Tahoma. Como distinguir isso? Nuno Brito vai usar lupa?) - Não pá! Isso vê-se logo mal se se abre o Word, pá. Mas sim, pá, a Verdana é uma fonte irmã da Tahoma. E até porque foram criadas ambas as duas, ou seja uma e outra, as duas portanto, pelo mesmo tipógrafo, o Matthew Carter, com quem viajei num avião da TAP, sei lá, pá, há sete, oito anos. E se queres saber, pá, a Tahoma é também uma fonte sem serifa e humanista, pá, que palavra me saíu, pá, sim, humanista, ou seja, remete ligeiramente à caligrafia, que é do baril para os da política externa, estás a ver, pá. Mais, pá, como expliquei ao director, a Tahoma tem formato mais estreito que a Verdana, os espaços entre as letras são mais justos, e por causa disso, a Tahoma, pá, é muito usada em diversas interfaces e sites, sendo mesmo incluida no pacote de fontes padrão do sistema operacional Mac OS X v10.5, o Leopard em 2007.

    2. (Mas o que é isso tem a ver com a política externa portuguesa?) - Pá, isso não é do meu campo. O que interessa, pá, é uniformizar isto, dar um ar de regrado a isto, pá. O Salazar não impôs o HCESAR nos teclados e não andava tudo regrado? É mais ou menos assim pá, mas não me meto na política. Eu, pá, no estudo que fiz, deixei lá que a fonte Tahoma é de fácil leitura, já que foi desenhada a fim de ser lida mesmo nos menores tamanhos em monitores de computador. Disse também que a altura X da fonte é relativamente grande e os espaços dentro das letras, como nos buracos das letras "o" e "a", são largos, e que assim se consegue mais ênfase na diferenciação de letras parecidas, como E e F para agilizar a leitura. Se isto ajuda ou não os políticos externos, pá, olhem, por mim, tanto me faz que voltem ao HCESAR.


  3. (O especialista Cortez Palha nem se apercebeu que, quando disse estas últimas palavras, já ninguém estava na sala...)

PERGUNTAS DE ALGIBEIRA ■

    - Será verdade que passa a haver livro de ponto para os diplomatas nas Necessidades? E portanto os diplomatas passarão a sair às 17:30 como no tempo dos mangas de alpaca?

Mercosul. Conselho de Defesa?

COMO O PETRÓLEO REACTIVA A proposta surgiu do Brasil, concretamente do senador Inácio Arruda que acaba de propôr à representação brasileira no Parlamento do Mercosul que avance com a criação de um Conselho de Defesa do Mercosul «com o objectivo de guardar as fronteiras da região».

A proposta teve um antecedente. Outro senador, Pedro Simon havia demonstrado preocupação com a reactivação da 4ª Frota da Marinha dos EUA, que terá como área de actuação o Atlântico Sul. Juntamente com outros membros da CRE, Simon foi recentemente à embaixada americana no Brasil manifestar a preocupação do Senado ao embaixador Clifford Sobel (na foto).

E teve também um consequente. Depois de Pedro Simon, foi então que Inácio Arruda observou que a reactivação da frota ocorre no mesmo momento em que se divulgou a descoberta de imensos campos de petróleo em alta profundidade na costa brasileira.

    Como diz qualquer diplomata da Marinha Grande cofiando o bigode, «está tudo dito».

ParabénsE a tal contagem...


A justiça é cega mas a diplomacia deve usar óculos se não vê.

- Manuel CXV Paleólogo©

      • Rui Manuppella Tereno, ministro plenipotenciário, na delegação junto da NATO( Bbruxelas)

    CONTAGEM DECRESCENTE São 10 dias (e não 11) os que faltam para a capicua dos 272 anos.

17 julho 2008

CPLP. Ordem alfabética crescente

Ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira está apontado para secretário-executivo da CPLP, decisão a ser tomada em definitivo na conferência dos oito (dias 24 e 25).

Segundo os Estatutos da organização, o secretário-executivo «é uma alta personalidade de um dos Estados membros da CPLP, eleito para um mandato de dois anos, mediante candidatura apresentada rotativamente pelos Estados membros por ordem alfabética crescente», pelo que, agora, cresceu de Cabo Verde para a Guiné-Bissau.

    E de facto a CPLP precisava de alguém das obras públicas, ainda mais dos transportes e sobretudo das comunicações. Mas pode ser que resulte.

Instituto Camões

    "Portugal tem de ver as outras boas práticas, nomeadamente o excelente exemplo que é o do Instituto Cervantes" – disse Carlos Reis que, há três semanas, apresentou ao governo o estudo que lhe foi encomendado sobre a galáxia do Camões.

    Esta devia ter sido matéria de arranque do governo e não de fecho. Agora é tarde. E mais não se diz, para não se bater mais no ceguinho.

Central energética do MNE?

    Será verdade que, todos os dias de manhã, todos os funcionários diplomáticos que exercem chefias na direcção-geral de Política Externa (seja sub director, director de serviço, chefe divisão) têm que ir ao gabinete do director-geral e, em pé - não deve haver cadeiras - serão interrogados sobre o que há de relevante, ou que se preveja que apareça como tal, tendo que ir mesmo que nada haja nem se preveja? Será verdade?

«O Imparável» Paulo Casaca

MÍNIMOS OLÍMPICOS É sabido, desde 2003, que NV muito apreciam figuras, personagens e intérpretes… como diria o mítico ministro plenipotenciário Charles Calixto. Pois o eurodeputado Paulo Casaca está por direito próprio e por vida própria na galeria como «O Imparável». E é mesmo. Pelo que nos últimos dias dele se soube, não parou e tudo leva a crer que não parará:

  1. ... integra a Delegação da Comissão de Agricultura do PE de visita aos Açores
  2. ... participa hoje num debate sobre "Defesa e Segurança nas Relações Transatlânticas" promovido no âmbito do I Fórum Açoriano "Franklin Delano Roosevelt".
  3. ... saudou ontem, em Paris, o apoio manifestado pela maioria dos parlamentares da Assembleia Nacional Francesa à causa defendida pela Organização dos Mujahedines do Povo do Irão (OMPI) com uma Declaração Política que apela a uma mudança democrática em Teerão e contesta a inclusão do principal movimento de oposição iraniano na lista de organizações terroristas da UE
  4. ... reivindicou um Tribunal Internacional para crimes no Iraque
  5. ... a convite do Fundo Internacional para o Bem Estar Animal, verificou (sábado passado) o trabalho desenvolvido pela equipa de investigadores desse fundo que, a bordo do barco "Song of The Whale", estuda as várias espécies de baleias de bico existentes no mundo e que se encontra nos Açores
  6. ... participou em Ponta Delgada, num debate sobre "Justiça e Segurança" promovido pela Associação Cívica "Fórum Açoriano”
  7. ... debateu, em Estrasburgo, a proposta de regulamento apresentada pela Comissão que prevê um regime de derrogações temporárias do Fundo Europeu das Pescas destinado a promover a reestruturação das frotas comunitárias afectadas pela crise dos aumentos verificados no preço dos combustíveis…
O eurodeputado Paulo Casaca, assim, até parece um cônsul honorário a conseguir os mínimos olímpicos exigidos por António Braga...

Baixa na ASDP

    No telegrama NV de 10 de Julho «A ASDP que responda - Gente a mais para estar calada», recordou-se o elenco dos corpos sociais da ASDP tal como consta no site desta associação dos diplomatas. Chamam-nos a atenção para um facto que confirmámos: a diplomata Sónia Melo e Castro demitiu-se do cargo de vogal do Conselho Directivo da ASDP, a 15 de Maio. Portanto, está fora da polémica.

ParabénsCoisa que nunca se nega

O político nunca deve dizer com pompa de agora «nunca até sempre»; o diplomata deve dizer na circunstância de sempre «nunca até agora».
- Manuel CXIV Paleólogo©

      • Rui Félix Alves, ministro plenipotenciário, chefe da missão no Luxemburgo

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Há escassos quatro anos, naquele mês de Julho que foi até Março do ano seguinte, em que a política deixou mazelas.

      António Monteiro, precisamente, tomava posse como ministro neste dia em 2004. O seu curriculum é por demais conhecido e os acontecimentos que levaram este diplomata de carreira ao cadeirão das Necessidades, depois da passagem de Teresa Patrício Gouveia, são também por demais conhecidos e amiúde ainda lembrados (anatemizados, como diria o embaixador Fernando Castro Brandão), pelo que, isto por hoje é só para recordar. E já agora relembrança por inteiro: tomavam igualmente posse, como secretários de estado, Henrique (Negócios Estrangeiros e Cooperação), Mário David (Assuntos Europeus) e Carlos Gonçalves (Comunidades Portuguesas). Para uns foi ontem, para outros foi há um século.


    CONTAGEM DECRESCENTE Faltam 11 dias para que os diplomatas portugueses possam dizer o que os da maior parte das chancelarias europeias não podem sequer imitar, e que é isto: «Há 272 anos que...»

16 julho 2008

Conselho Diplomático. Da fama não se livra...

    CONTINUANDO... E prova de que o Conselho Diplomático não é estado-maior, nem conselho de magistratura e muito menos conferência episcopal, está em que os principais membros desse órgão do MNE - repita-se, órgão do ministério e não órgão da carreira embora os elementos seja desta - pois tais membros principais estão aí por inerência: secretário-geral (que preside), directores-gerais, inspector diplomático, por aí fora até 9, a que se juntam 8 representantes eleitos em cada grau da carreira (1 pelos embaixadores; 2 por plenipotenciários; 2 por conselheiros; 2 por secretários e 1 por adidos).

    Mas deixemo-nos de prolegómenos: é aos inerentes a quem cabe decidir, e da fama de quem têm decidido "no escuro" não se livram. Ou seja, decidem num encontro privado, sigiloso, no gabinete do SG, e da fama não se livram, que assim de fama tem sido, por exemplo quanto a promoções a ministro e algumas colocações (de gente de gabinetes, amigos, olim gente com cunhas, etc). Tudo "muito democrático". É certo que se criam umas comissões para o efeito, umas grelhas, que apenas servem para dar sustentação legal (aparente segundo a fama) aos "cozinhados" que depois o conselho faz aprovar.

    Ah! O Conselho Diplomático também faz pareceres. Um dos mais recentes e que por aqui se deu conta foi sobre o projecto de Regulamento Consular. Lá chegaremos, Fernando Neves! Já lá chegámos, Vasco Valente!

Era Brito. Ofícios & Correlativos

    MAS O QUE É ISTO? Fartos da era de Cristo, aí temos a era Brito: todos os ofícios, mas todos, mesmo dos sub-directores e directores de Serviço, passam a ser assinados pelo director geral de Política Externa, mesmo que, é lícito calcular, isso implique resmas, e metade de resma que seja, resma inteira ou duas resmas, para assinar diariamente!

    E como se não bastasse, os directores de serviços deixam de assinar os «Telegramas» de que sejam responsáveis, como vem sucedendo há anos nas Necessidades, para serem apenas assinados pelo nóvel director-geral de Política Externa ou eventualmente, vá lá, pelos seus sub.

    Tudo concentrado, tudo controlado!

Conselho Diplomático. No meio disto, o que é?

QUESTÃO DE PRIMA-IRMÃ Os militares têm o Estado Maior, os juízes têm o Conselho Superior, os bispos têm a Conferência Episcopal e os diplomatas têm o Conselho Diplomático.

Ora acontece que os militares fazem a guerra que é declarada (não por eles), mantém a paz desejada (por todos nós) e cumprem umas comissões no estrangeiro, rotativamente pelos três ramos em função de algum distributivo proveito sobretudo em dólares, e entram em esporádicas expedições em alinhamento com a civilização cuja conveniência é a política que determina e não as armas; os juízes julgam em conformidade quando a lei prevê, e segundo e conforme quando a lei não prevê ou tem porta aberta a contornos, havendo o tal conselho para avaliar as conformidades, o exagero dos contornos e o escândalo de a Justiça poder ter saia demasiado larga e dar nas vistas; os bispos gerem a extraterritorialidade da fé na tal conferência, mas sempre limitados pela infabilidade de Roma, pelo que apenas se metem com as coisas do estado quando entendem que as coisas deste devem ir à confissão; e os diplomatas que representam o estado, protegem o estado, informam o estado, promovem o estado, protegem o estado e asseguram as extensões externas do serviço público - portanto, exercem amiúde funções de soberania - têm o seu Conselho Diplomático, por lei órgão do MNE, mas obviamente não é um estado maior como aquele que é garante de estratégia, táctica e logística militar, não se assemelha ao tal outro conselho superior que, na pirâmide do Supremo Tribunal, é garante da independência da máquina de um órgão de soberania, e, naturalmente que também não é uma conferência episcopal, porquanto é impensável que os directores-gerais das Necessidades sejam bispos e o secretário-geral do MNE seja um arcebispo ou cardeal, além de que não é eleito pelos pares submetidos à mesma infabilidade como na conferência prima-irmã de corporação.

Ora, o Conselho Diplomático, no meio disto, o que é, o que deve fazer e até que ponto pode ou deve ir? Bom tema para estes dias.

Está criada um etiqueta,
sinal de que há tema para Fernando Neves, por uns poucos tempos,
e para Vasco Valente que se lhe segue.

ParabénsSem IVA, por enquanto...

Pois diria Anaximandro, que todos os diplomatas derivam de outros diplomatas mais antigos por transformações sucessivas.
- Manuel CXIII Paleólogo©

      • Mário Soares Gomes, secretário de embaixada, esteja onde estiver...

    CONTAGEM DECRESCENTE Faltam 12 dias para uma data de que pouca gente se lembra: há 272 anos.

15 julho 2008

A França em letra Arial, corpo 9. Estamos mal...

    Contrariando as instruções gráficas de Nuno Brito, não é que o Bulletin d’information de la présidence française du Conseil de l’Union européenne, está a ser redigido com letra Arial, corpo 9? Mas porque é que o Tratado não deixou bem claro que a letra deve ser Tahoma?

NOTADORES ■ Corrije-se, com certeza

O lapso foi de NV,
as nossas desculpas.
e a relação secretário-geral do MNE/directores-gerais.
Do Notador Quim


    SA AS NV ME PERMITEM JULGO faça-se a devida correcção: Francisco Ribeiro de Menezes, conselheiro de embaixada apenas há 6 anos, convem recordar, ainda não é ministro plenipotenciário. É certo que desejo não lhe falta, como a outros conselheiros, tal como na passagem de 1º secretário a conselheiro, então como a outros secretários. Mas não, por enquanto ainda não, faça-se a correcção, a saber - conselheiro de embaixada e chefe de gabinete.

    Quim

NV - Entre anónimos, descaracterizados e assumidos, até este momento foram 17 os e-mails sobre este lapso. Por todos, publica-se um assumido e redigido dentro das nossas regras.

NOTADORES ■ Lá vem A.S.

Já aqui se tinha dito
que não era bonito...
Mas o Notador A.S.
volta ao assunto


    NUNO BRITO e Carlos Neves Ferreira tomam posse da DGPE e do Instituto Diplomático, sem a presença do Secretário Geral, em serviço em Roma. É estranho!

    Será que Fernando Neves, ao não querer estar presente, pretende transmitir-nos a ideia de que discorda destas nomeações? Desde 1 de Julho houve imenso tempo para as posses terem tido lugar, com Fernando Neves em Lisboa.

    E Freitas Ferraz quando chega a Lisboa? A Direcção Geral dos Assuntos Europeus pode ficar sem Director Geral? Que terá levado Freitas Ferraz a aceitar ficar subordinado ao DGPE, que é mais novo que ele na carreira?

    A bota não vai com a perdigota! Daí que, como no conto de João de Deus "em que as rãs clamavam por alguém que as governasse, já se ouvem murmúrios nos claustros a pedir que o Vasco Valente ponha ordem na Casa.

    A.S.

Parabéns de hojeE de anteontem...


Essa diplomacia que se encontra em todos os caminhos, nunca vai dar a Roma.
- Manuel CXII Paleólogo©


      • Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República, no Palácio de Belém

      • Francisco Ribeiro de Menezes, conselheiro de embaixada, chefe de gabinete do MENE
      • Hugo Monteiro Sobral, secretário de embaixada, em Bruxelas

        Anteontem, que já vem tarde...
      • António Alves Machado, conselheiro de embaixada, em Rabat

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Passou o registo, anteontem, dos 183 anos sobre o dia (13-07-1825) em que o Conde de Barbacena tomou posse dos Estrangeiros como interino! Também não se perdeu coisa por aí além...

14 julho 2008

NOTADORES ■ Há subidas demasiado rápidas

Critérios são critérios,
opiniões são opiniões,
o Notador Albatroz tem direito a observar...


    AS CONVERSAS de corredores que as Notas respigam, nem sempre partem de flores que cheiram bem, mas têm imensa piada. A propósito desta conversa sobre SG-Adjunto, que dizer também do facto da também jovem conselheira, desde 2006, Helena Paiva, desde hoje, SubDirectora do serviço de informações? Até sexta-feira era Directora de Serviços dos SPM, na DGPE...

    Albatroz, m-p

Corredores... Pá!

- Pá! Disseram-me, há pouco, pá! que seria o relativamente jovem conselheiro de embaixada, seis anos na categoria, promovido em 2002, Bernardo Lucena, nº 2 em Roma, a trabalhar com Vasco Valente, portanto a ficar em SG-Adjunto!!!

- Não me digas, pá! Isso não é boca de corredores? Então depois de um DGPE que nunca exerceu funções de Embaixador e está abaixo na antiguidade na categoria dos restantes Directores-Gerais, temos um jovem conselheiro a ir para um lugar ocupado por embaixadores, ou pelo menos de ministros de 1ª...

- Assim vai o MNE, pá!

NOTADORES ■ Assim se pensa

Esta é a ideia que corre
pelo que, do Notador A.S., uma síntese
de muito coprreio sobre esta matéria


    PARECE QUE o instigador do jornalista do Diário de Noticias também tem gabinete no MNE. Tudo parece estar relacionado com a tenaz oposição que o Secretário-Geral Fernando Neves manifestou, no passado, ao Regulamento Consular. No antigo projecto, não havia concursos públicos para os funcionários, a nomeação não era escrutinada de nenhum modo, o que permitia a nomeação de qualquer amigo do nomeante; havia Secretárias pagas pelo erário público para os Cônsules Honorários, para além dos ordenados de luxo, enfim, um rega-bofe!
    O trágico deste assunto é que o novo Regulamento Consular que o Conselho do Ministerio teve de apreciar na semana passada em pouco se diferencia do anterior. Restou ao Conselho do Ministério fazer um parecer para que o Ministro não ignore o total desrespeito que se pretendia estabelecer pelas regras democráticas num Estado de Direito. Em democracia há limites ao desaforo!

    A.S.

13 julho 2008

Nota à margem

    Por incómodos da vida e, já agora, por modesta homenagem aos serviços de sáude que o estado disponibiliza (sobretudo no Algarve), Notas Verbais, ontem e hoje, não foram grande espingarda. Mas, tal como a Mota-Engil promete nas grandes obras, prometemos ser breves...

12 julho 2008

Parabéns em brancoMas, um exemplo adesivismo


E como diria Confúcio, de nada vale tentar ajudar diplomatas que não se ajudam a si mesmos.

- Manuel CXI Paleólogo©


    OLHA QUEM FOI MINISTRO Um adesivo, coisa que por aí mais há. Um adesivo que tomou posse neste dia, em 1919. E tão adesivo que nem dele se encontra fotografia... No que dá ser adesivo.

        Mello Barreto, tomou posse como minstro dos Negócios Estrangeiros, neste dia em 1919, no governo de Sá Cardoso (sete meses). De nome completo, João Carlos de Mello Cardoso, era um antigo deputado regenerador na vigência da monarquia e participou pelo menos num duelo de espadas (contra Rodrigues Nogueira, em 1909) apesar da proibição desse tipo de acerto de contas de honra - Mello Barreto deixou o pulso direito do adversário a sangrar, a honra terá sido com isso reposta, e o duelo acabou. José Adelno Maltez não hesita e considera-o «um exemplo de adesivismo» – ex-monárquico, deputado regenerador em 1904, depois republicano, passou de democrático a alvarista, e depois de 1926, a servir a Ditadura Nacional ou... para se conservar no posto de embaixador em Madrid. Merecia foto, mas não se encontra - deve andar por aí, algures, presa por um adesivo.

11 julho 2008

Nos Clautros

Conversa nos Claustros:

      - Pá! Quantos embaixadores estiveram na posse?
      - Não vi nenhum, pá!
      - E tu foste?
      - Pá! Sempre sou embaixador...

Instituto Diplomático. Muito trabalho, Neves Ferreira

PINGARÁ? O novo presidente do Instituto Diplomático, Carlos Neves Ferreira, vai seguramente ter muito trabalho, sobretudo em matéria de associações gravitacionais do MNE, na mira de que alguma coisa pingue, porque sempre pinga. O embaixador Neves Ferreira já recebeu uma - uma que ainda anda a recolher dinheiro para pagar a publicação do extracto do estatuto na folha oficia - , mas, segundo corre, mais seis outras associações reclamam chegar a audiências com o responsável do ID para pedir apoios.

    A saber:

    1. Associação de Ex-Visitantes do Palácio das Necessidades
    2. Instituto Afro-Luso-Asiático-Iberoamericano de Estudos Recreativos, Intendência e Língua
    3. Clube dos Antigos Cônsules Honorários de José Cesário
    4. Centro de Investigação para o Aprofundamento da Diplomacia dos Funcionários da EMEL em Serviço nos Parques à volta do MNE
    5. Associação de Especialistas com Currículos que Não Ultrapassam Três Linhas
    6. Grupo de Amigos do BID e do Webclipping

    Toda esta gente pretende apoio para promoção de seminários e outros eventos, edição de obras, e patrocínio de iniciativas no quadro da cooperação internacional...

Tahoma de palmatória. Neves Ferreira, claro, no ID

      Bastantes notaram o erro quando, aqui, se deu a posse do embaixador Carlos Neves Ferreira na inspecção diplomática e não na presidência do Instituto Diplomático onde deveras já está.

      O MNE corrigiu internamente o erro que provocou a confusão em Arial, embora antes disso já NV tivessem dado conta desse Tahoma de palmatória.

Britadas. Primeiras medidas - ora, Tahoma!

NUNO BRITO, PRIMEIRAS MEDIDAS Notáveis! E como são bastantes, vai dar por dias ou, se intervalados estes forem, por semanas...

Mas vamos à primeira e genial medida, que vai resolver o primeiro, grande se não o maior problema da acção diplomática e a política externa portuguesa - o das fontes e tipos de letra, nos ecritos das Necessidades!

Doravante, todos os funcionários diplomáticos deverão passar a escrever com o tipo de letra Tahoma, portanto nada de times new roman, muito menos de Berlin Sans FB, Calisto MT e, jamé, jamé com o tipo Tunga. E ai de quem usar Verdana, a fonte irmã de Tahoma e tão semelhante a esta que nem se nota - será alvo de processo disciplinar e ficará a aguardar posto em casa, por tentativa deliberada de ludibriar a política externa dos tipos.

Além disso, estatui o novo director geral de Política Externa, para além da oficialização do Tahoma, normas precisas para o corpo de letra e formato dos textos: 16, 14, 12 e 10, ou negrito, itálico, à esquerda, enfim justificado... conforme se trate de cabeçalho, registo, assunto, por aí fora.

Importante, sem dúvida importante, o director político do MNE dar instruções com detalhe de tipógrafo, quando o que a Casa precisa é de um Livro de Estilo que jamais houve nem há, e pelos vistos, com britadas destas não haverá.

Mas intriga a escolha de Tahoma... Porque não Webdings? Não ficaria mais divertida uma nota verbal a Espanha, assim como se segue, nessa fonte de Webdings:

Volta Vasco, estás perdoado!

do que, formatando para o estilo imposto

Volta Vasco, estás perdoado!

(Nem Nuno Brito descortinará
que se usou Verdana e não Tahoma...)