30 agosto 2008

Ossétia, Kosovo. Luís Amado, expressivo...

    Até que enfim! Luís Amado diz o que já devia ter sido dito sobre os (kos)ovos de Colombo, e sobre essas ideias peregrinas de estagiários da opinião a propósito da Rússia.

    No Expresso, claro, que é o último comboio a tomar para se chegar sobre a hora à estação de destino.

Camonianas

    Esta de Simonetta Luz Afonso dizer na carta que o Instituto Camões, quanto a orçamento, aprendeu a "fazer mais com menos", leva a deixar sugerido que, antes da refundação, se procedesse a uma auditoria.

    Não fica bem uma picada destas em Jorge Couto. É uma picada inconveniente, desnecessária. Uma auditoria não seria má ideia. Para tirar as dúvidas que são muitas.

29 agosto 2008

Lista de conselheiros...

Parece que muitas classificações vão dar que falar...

Embaixador Agapito!

É ele, até ele regressa!

- Meu caro! Foi-me dito em segredo nos Claustros que este ano está tão mau que até já parece o ano que vem!

Madeira ossétia...

Há quem diga que, na sequência do Kosovo, a assembleia da Madeira prepara-se para votar uma moção de apoio à Ossétia do Sul...

Muitos pedidos da carta

É mesmo - muitos pedidos da carta de Simonetta Luz Afonso...

Jogo olímpico

    Se o Camões está assim tão bom, porque é que António Braga (primeiro) e Luís Amado (mais recentemente) insistiram na premência da «refundação» desse jogo olímpico?

Seis perguntas. Uma resposta

Perguntas, responda quem souber:
  1. A tomada de posse do novo secretário-geral do MNE, Vasco Valente, foi "privada"?
  2. Foi posse apenas na presença do ministro?
  3. Não havioa aquela tradição que sempre "ditou" que a posse do SG ocorresse na presença de todos os funcionários diplomáticos?
  4. Nem mesmo os directores-gerais estiveram presentes?
  5. Tal procedimento terá causado uma profunda preplexidade nos corredores do MNE?
  6. Qual o significado de tal gesto?
  7. Alguém entendeu?

Resposta, pergunte quem duvidar:
  1. Portugal mudou.

28 agosto 2008

Promoção de Verão. Carta de Simonetta Luz Afonso

Simonetta Luz Afonso despediu-se com envio de carta para aqui e para ali, onde dá conta do que fez no Camões, antes do Camões, dentro do Camões, fora do Camões, ao lado do Camões, enfim, apenas não escreveu os Lusíadas que era a última patifaria que alguém poderia fazer na vigência do presente governo, sabendo-se que a líder do principal partido da oposição (como se diz em Angola) a escrever uma coisa dessas será em silêncio.

Carta de três páginas, em papel timbrado do Camões, para quem tiver curiosidade e interesse, há cópia.

27 agosto 2008

Missão reaberta!

Desculpem, mas só agora é possível reabrir a "missão" - o encarregado de negócios a quem confiámos o segredos da casa, nada fez, foi a banhos, andou de barco pelo Atlântico, nadou e, depois de tanto nadar, tratou dos papéis da reforma, pirou-se. Que belo encarregado de negócios, este!

Portanto, deixem-nos apenas varrer e-mails, sms, chamadas não atendidas e apurar requerimentos endereçados ao nosso consulado virtual... Assim, a olho grosso, há matéria.

O expediente de NV abre amanhã, quinta-feira, com tudo o que é habitual.

    Mas desde já, ao prezado diplomata (dos melhores com que o Estado conta - Estado com letra maiúscula... ) que nos enviou um e-mail em branco mas com a interrogação "15 DE AGOSTO DE 2009 ?" no assunto, respondemos prontamente - o estado está tão interessante que um grande salto no calendário seria não tanto uma dádiva da Jogos da Santa Casa, mas a prova cabal de que deus existe.

06 agosto 2008

Notas Verbais. Até dia 15 (de Agosto)

Até dia 15, Notas Verbais descansam, não por direito, mas por inevitabilidade. Mas porque o sistema automático ajuda, manteremos, sempre que possível, a rubrica Parabéns, muito apreciada por uma minoria diária que dá por algumas amizades, indiferente para uma larga maioria que não pode fazer anos todos os dias e, é verdade, também compreensivelmente detestada pelos restantes para os quais o calendário é inimigo do elixir da juventude.

Já agora, não será segredo: mar e natação, figos da árvore, leituras em atraso e reencontro com amigos, felizmente muitos e bons.

Obrigado a todos pelo interesse que têm destinado às Notas. Bons dias!

04 agosto 2008

ParabénsNesta data querida


Seja qual for o género, andar na carreira diplomática é sempre para cá e para lá.

- Manuel CXXXII Paleólogo©

      • Rita Levy Gomes, ministra plenipotenciária , chefe da missão em Tunes
      • Rosa Batoréu, conselheira de embaixada, directora adjunta do Departamento Geral de Administração
      • Teresa Nunes de Matos, secretária de embaixada, nos serviços da Administração Consular

    - até 8, a 17.ª conferência internacional sobre a sida, no México
    consultar AQUI


03 agosto 2008

ParabénsSigno do leão, portanto


Ah! É que para além da diplomacia de resultados, há também a diplomacia do quid pro quo.

- Manuel CXXXI Paleólogo©

      • Américo Madeira Bárbara, ministro plenipotenciário, chefe da missão junto do Conselho da Europa
      • Luís de Sousa Lorvão, ministro plenipotenciário, chefe da missão em Nairobi
      • Helena Morais Barroco, secretária de embaixada, no gabinete de Jorge Sampaio

    - de hoje até 8, 17.ª conferência internacional sobre a sida, no México
    consultar AQUI


02 agosto 2008

Tecto diplomático em Luanda. Desabamento!

    E não é que o tecto diplomático do apartamento do 4.º andar que teve obras recentes, onde reside o secretário de embaixada António Cardoso, desabou e que foi sorte não ter soterrado o diplomata? Quem fez as obras? Quanto custaram? Era caso para o MNE fazer uma investigaçãozinha, aproveitando-se a ocasião para apurar outras obras por cima do consulado…

    Dá para mais.

Parabéns, ninguémPaleólego é que não falta


Todos os caminhos em Portugal têm ido dar ao Marquês; o problema é o engarrafamento.

- Manuel CXXX Paleólogo©

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 258 anos, exactamente neste dia, assumia a pasta dos Estrangeiros, o conde de Oeiras, melhor: o marquês de Pombal. Mais recentemente, como quem diz, era Paulo Cunha que jurava, há 58 anos.

    1. Pois Sebastião José de Carvalho e Melo entrou no histórico das Necessidades, neste dia em 1750, e falar dele neste espaço nem sequer equivale a meter o Rossio na Betesga, mas sim a colocar os Açores na Selvagem Pequena mesmo com Carlos César de fora. Mas, enfim, sempre vale relembrar que o nosso Marquês teve como seu primeiro cargo público o de embaixador em Londres (1738), que em 1745 foi transferido para Viena, que D. João V, nada satisfeito com o seu desempenho diplomático, mandou-o regressar a Portugal em 1949, morrendo o rei no ano seguinte – aquele de 1750 – em que D. José o nomeou exactamente para os Estrangeiros e, além disso confiando-lhe o controle do estado. Toda a gente sabe o resto embora nem todos interpretem bem o restante.

    2. Ainda dá para alguns saudosistas sobreviventes, Paulo Arsénio Veríssimo Cunha (NV não encontraram melhor foto) era MNE neste dia de Agosto de 1950, em que Anónio de Oliveira Salazar operava mais uma das suas «remodelações». Aguentou-se até à remodelação de 1958, ano em que algum cheiro a Europa era já passível de ser anatemizado, como diria o embaixador Fernando Castro Brandão. Nessa «remodelação» de 1950, entraram para o governo apelidos e genitivos que ficaram como ex-libris: Costa Leite (presidência), Santos Costa (sucede a Salazar na defesa); Trigo de Negreiros, (interior), Artur Águedo de Oliveira (finanças), Sarmento Rodrigues (colónias), Ulisses Cortês (economia, com Jorge Jardim como subsecretário de Estado), Soares da Fonseca (corporações). No meio disto, Paulo Cunha, ligado à ala marcelista. Um ano antes de abandonar as Necessidades (1957), Paulo Cunha terá começado a fazer várias patifarias: em Fevereiro, por ocasião da visita oficial de Isabel II, Paulo Cunha e Selwyn Lloyd conversam sobre as negociações da Zona de Livre Câmbio, e pouco depois da assinatura do Tratado de Roma (25 de Março) que instituiu a CEE, outra grande patifaria de Paulo Cunha ao consultar a 7de Maio, o então ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Christian Pineau, sobre uma eventual associação de Portugal ao Mercado Comum. Era demais. Em 1958 foi remodelado.

01 agosto 2008

Seixas da Costa, Dhoa a quem doer...

Como dirá um diplomata que não dorme em serviço, Doha a quem doer... "Há mais vida para além de Doha". É o título do artigo que que o embaixador no Brasil, Francisco Seixas da Costa, publica hoje no jornal "Valor Económico", o mais influente diário económico daquele país que o blogue da embaixada respiga e onde Loureiro dos Santos não evitou usar da melhor estratégia num blogue - comentar.
Abrir AQUI

ParabénsE uma noção da nau

Pois, a Nau Catrineta é um estado com direcção comercial de luxo e a mão-de-obra mais barata da Europa.
- Manuel CXXIX Paleólogo©

      • Miguel Almeida e Sousa, ministro plenipotenciário, subdirector-geral dos Assuntos Técnicos e Económicos
      • Ana Cláudia de Lema Monteiro, secretária de embaixada, em Bratislava

    OLHA QUEM FOI MINISTRO O conde do Lavradio, há 182 anos que até tem busto no Parlamento; e um Borges, há 83, de quem nem fotografia se encontra.

    1. D. Francisco de Almeida Portugal, conde do Lavradio, considerado como um dos mais hábeis diplomatas portugueses (se é que todos eles não foram e não são hábeis…), com a vitória do liberalismo foi sendo tudo em diversas cortes europeias: ministro plenipotenciário, diplomata e conselheiro de embaixada, em diversas cortes europeias. Em 1818, era conselheiro de embaixada em Madrid, em 1819, transferido para o mesmo cargo em Paris, em 1821 deveria ter partido para a capital da Áustria-Hungria mas o príncipe de Metternich não quis reconhecer um governo saído de uma revolução liberal, da qual não era apologista, e o conde do Lavradio teve que ficar em Paris, em comissão, encarregado de negociar com o ministro da Áustria-Hungria, o reconhecimento do governo liberal. As pretensões portuguesas não se concretizaram - Metternich jurara acabar com os governos liberais, e Francisco de Almeida Portugal foi convidado a tornar-se encarregado de negócios nos Estados Unidos, em 1824. E neste 1 de Agosto de 1826, assumiria a pasta dos Estrangeiros. Longa vida diplomática haveria ainda ele de viver, até 1870. E no parlamento sobrevive em busto, o que não é por acaso.

    2. Neste dia, em 1925, também foi MNE, Vasco Borges, no governo de Domingues Pereira que durou 138 dias. Desde 1920 que este Vasco Borges andava a saltitar de ministério para ministério (instrução, comércio, trabalho e repetindo comércio antes dos Estrangeiros onde bisou), apoiou o 28 de Maio e dentro disto colaborou na Nau Catrineta de António de Oliveira Salazar.

31 julho 2008

Parabéns em brancoE nada mais



No paraíso fiscal, a imunidade é a maçã.

- Manuel CXXVIII Paleólogo©

30 julho 2008

ParabénsNem na praia se dispensa


Quando um estado crucifica a sua diplomacia, a ressurreição desta é improvável e fica apenas como crença.

- Manuel CXXVII Paleólogo©

      • Denis Delbourg, embaixador, chefe da missão diplomática francesa em Lisboa
      • Mónica Moutinho, secretária de embaixada, na UNESCO

      COMO O TEMPO PASSA. Neste dia, há 29 anos - era MNE, João de Freitas Cruz - entraram para a carreira como adidos de embaixada:

      José Filipe Moraes Cabral, António de Faria Maya, Francisco Xavier Esteves, José Freitas Ferraz, João Niza Pinheiro, Carlos Frota, António Russo Dias, Maria Rita Ferro Levy Gomes, António Tânger Corrêa, Alfredo Duarte Costa, António de Almeida Ribeiro, João da Silva Leitão, Henrique da Silveira Borges, José Guilherme Queiroz de Ataíde, José Bouza Serrano, Augusto Saraiva Peixoto, José Paes Moreira, Maria de Fátima Perestrello, Francisco Camolas Correia, Maria Manuela Ruivo, Maria Manuela Franco e Manuel Maria Rocha Fontes

29 julho 2008

ParabénsCantam as nossas almas...

Não há ninguém que explique a Vasco Pulido Valente que não há Diplomacia do Pedinte, mas apenas Protocolo do Pedinte também com suas dispensas e privilégios?
- Manuel CXXVI Paleólogo©

      • Júlio de Sales Mascarenhas, embaixador, chefe da missão em Haia
      • Margarida de Araújo Figueiredo, embaixadora, director-geral dos Assuntos Técnicos e Económicos
      • Rita Guerra Bingre do Amaral, secretária de embaixada, em Kiev
      • Joana Nunes Caliço, secretária de embaixada, nos serviços para os Assuntos de Segurança e Defesa

    OLHA QUEM FOI MINISTRO Dois - um, há 187 anos, e até era filósofo; outro, há 176 anos, interino, foi assassinado quatro anos depois.

    1. Silvestre Pinheiro Ferreira que neste dia mas em 1821 assumiu os estrangeiros, foi um dos mais notáveis publicistas da cultura portuguesa, deixando marca no direito público francês (pertenceu-lhe a ideia consolidada do poder de sufrágio, depois desenvolvida por Hauriou) e com concepções políticas próprias (influenciou Proudhon, por exemplo), mas foi mais um a não ser profeta na sua terra. No Brasil, no entanto, consideram-no como que pai-fundador do liberalismo de lá. Acompanhou a coroa para o Rio onde viveu de 1810 a 1821, período em que produziu grande parte da sua obra. Estudou com os Oratorianos, formando-se em Filosofia. As suas Prelecções Filosóficas (1813), resultado das lições de filosofia que ministrou no Real Colégio de São Joaquim, no Brasil, será a mais importante das suas obras.

    2. Agostinho José Freire, interino por três meses nos Estrangeiros (neste dia, em 1832, no governo de Palmela mas em dissonância com este) foi defensor da causa liberal, participou na Guerra Peninsular, fora deputado às Cortes Constituintes de 1821, ministro da Guerra e ministro interino da Marinha, nomeado por D. Pedro IV, e já em 1835 haveria ainda de se ministro do Reino. Na sequência da revolução de Setembro de 1836, quando se decidira a abandonar a vida política, Agostinho José Freira foi chamado ao Palácio de Belém pela rainha, e quando para aí se dirigia, alguns soldados da guarda real, postados na calçada da Pampulha, assassinaram-no.

28 julho 2008

ParabénsNasceu por alvará


Política sem escrúpulos enxertada na Diplomacia, resulta em persona non grata.

- Manuel CXXV Paleólogo©

      • Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelo Alvará de 28 de Julho de 1736, no Rilvas ou nas Necessidades, conforme se entra ou sai


    OLHA QUEM FOI O PRIMEIRO DOS MINISTROS Exactamente, Marco António de Azevedo Coutinho, com funções reportadas à sua nomeação neste dia de Julho de 1736, embora apenas tenha tomado posse em 1738.

    E a propósito, o carismático ministro plenipotenciário Charles Calixto, reconhecido notador, escreve isto:


      "
      Entretanto fui acompanhando a contagem decrescente para as celebrações do 262º aniversário da fundação da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Temo que a data passe em branco. Não estou à espera de foguetes, nem da abertura de garrafas de champanhe, mas apesar da crescente afirmação da natureza republicana, laica e, vamos lá, maçónica da Secretaria de Estado, não ficaria mal ao SGeral recuperar a tradição de mandar rezar uma missazinha por alma dos Secretários de Estado, Ministros e diplomatas que já lá vão. Mas a tradição já não é o que era. E este SG - que agiu mais como uma "mestra de noviças" do que outra coisa - há muito que anda com a cabeça no Quirinal.

      E agora, ao nível de "fait divers", quem será o diplomata-genealogista que anda a fazer um levantamento de todos os descendentes do primeiro Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, Marco António de Azevedo Coutinho, que estão na carreira diplomática? Ao que consta há bastantes e alguns deles com apelidos bem plebeus.

27 julho 2008

Parabéns, ninguémMas evoque-se...


Em tempo de paz é que a diplomacia não deve limpar as armas.

- Manuel CXXIV Paleólogo©


    OLHA QUEM FOI MINISTRO Depois do 1.º e único conde de Porto Santo (ontem, como interino) há 181, seguiu-se hoje há 181 anos, o 7.º conde da Ponte, também interino. Mais perto mas já longe, em 1929, Henrique Trindade Coelho era empossado como MNE. Mas evoque-se alguém que não foi MNE e que, neste dia há 34 anos, tomava posse como secretário de estado dos Negócios Estrangeiros: Jorge Campinos.

    1. Quanto ao 7.º conde da Ponte, tinha nome comprido, gosto ou destino que ainda perdura na casa como que espécie de habilitação: Manuel de Saldanha da Gama Melo e Torres Guedes de Brito. D. Pedro nomeara D. Miguel regente, este aceitando com reservas, num ambiente já a fervilhar. Ficaram na memória, por muito tempo, manifestações por estes dias finais de Julho desse remoto ano 1827, manifestações que ficaram conhecidas como as archotadas. Eram manifestações de liberais a favor de Saldanha, realizadas pela noite fora, com archotes. O 7.º conde da Ponte foi o organizador da repressão destas manifestações e haveria de ser um fervoroso miguelista.

    2. Em 1929, Henrique Trindade Coelho (filho de José Trindade Coelho, o de Os Meus Amores, mas não saíu ao pai), foi MNE por escassos 20 dias, cruzando-se ainda com António de Oliveira Salazar então apenas nas Finanças (Ivens Ferraz, chefe do governo) e quando estava na forja, por Linhares de Lima, a Campanha do Trigo. Henrique Trindade Coelho foi amigo pessoal de Mussolini, certamente pela oportunidade ou circunstância próxima de ter sido embaixador junto da Santa Sé. Quando estalou o 28 de Maio, Henrique Trindade Coelho era director do diário O Século e pessoa da maior confiança de Gomes da Costa.

    3. Jorge Campinos, neste dia há 34 anos, tomava posse como secretário de esatdo dos Negócios Estrangeiros (Mário Soares, MNE). Nasceu em 1937, foi um dos fundadores do PS, foi ainda ministro do Comércio Externo no VI Governo Provisório e ministro sem pasta no I Governo Constitucional, participou nas conversações que conduziram ao reconhecimento, por parte de Portugal, da independência da Guiné e S. Tomé e Príncipe, foi ainda juiz do Tribunal Constitucional e deputado europeu. Em 1988 foi escolhido para o cargo de director dos serviços jurídicos do Parlamento Europeu e funcionário da Comissão Europeia. Morreu em Moçambique vítima de acidente de viação, a 30 de Julho de 1993. Muitos o recordam, alguns o evocam.


    CONTAGEM DECRESCENTE Falta 1 dia para se constatar 272 anos.


    COMO O TEMPO PASSA. Neste dia, há 32 anos - era MNE, José de Medeiros Ferreira - entraram para a carreira como adidos :

    Maria do Carmo Alegro de Magalhães, embaixadora em Liubliana, e Pedro Fontoura Madureira (licença de longa duração)

    26 julho 2008

    HÁ CARTA ■ E DO CANADÁ ■■ Fernanda Leitão

    Se Fernanda Leitão diz, é porque é mesmo assim.


    CARTA DO CANADÁ

    Fernanda Leitão

    PORTUGUESA DE MÉRITO

    Susy Soares, uma popular figura da comunidade portuguesa no Canadá, acaba de assumir a direcção do departamento Diversity, por decisão da administração da OMNI Television, num documento em que não poupa elogios à nossa compatriota.

    Tendo entrado ao serviço do grupo Rogers em 1986, como voluntária, no termo da sua passagem pela Universidade de Toronto, bem se pode dizer que Susy Soares fez uma carreira a pulso, por exclusivo mérito, tendo sido uma fiel e atenta colaboradora da evolução de uma estação televisiva multicultural que, actualmente, tem a funcionar estações subsidiárias em várias províncias do Canadá.

    A OMNI, por si mesma, e por parcerias com televisões doutros países, entre os quais Portugal e o Brasil, abrange um universo de milhões de espectadores de costa a costa deste imenso país. De passagem se anote que, ao comprar a popular estação City TV e um esplêndido imóvel na Dundas Square para instalação de todos os seus serviços televisivos, o grupo Rogers mostra que está confiante no futuro. Susy Soares é, sem dúvida, uma peça importante desta empresa que vem a servir os emigrantes de 160 países que vivem no Canadá. É um quadro de empresa de alto gabarito profissional.

    Descendendo da família Amorim dos Arcos de Valdevez e tendo casado com um cidadão de Ponte de Lima, Amaro Soares, Susy tem pautado a sua vida por um alto perfil moral e um grande apego aos valores portugueses. Os seus dois filhos, Nicole e Michael, ambos estudantes da Universidade de York, foram criados nesses valores e no gosto pela língua portuguesa.

    Sempre disponível para ajudar quem precisa e as boas causas da comunidade portuguesa de Toronto, Susy Soares fez por suas mãos o seu lugar de prestígio neste país que acolhe 650 mil portugueses, o que vem a ser um legítimo orgulho para a comunidade lusa.

    ParabénsE interinos

    A Diplomacia de Resultados em vez de representar, soma; em vez de proteger, subtai; em vez de informar, multiplica; em vez de promover, divide; em vez de negociar, faz de conta, e em vez de tantos aborrecimentos de estado com essa coisa da extensão externa do serviço público, diverte-se com a fórmula E=mc².
    - Manuel CXXIII Paleólogo©

        • Albertino Nunes Ferreira, secretário de embaixada, na CIFRA


      OLHA QUEM FOI MINISTRO Dois interinos: o Conde de Porto Santo, neste dia em 1827 e por um dia apenas, e Cândido José Xavier em 1833 mas por três meses.

        1. Alexandre de Saldanha da Gama, 1.º conde de Porto Santo, já tinha sido titular da pasta dos Estrangeiros entre 1825 e 1826, oficial da marinha, foi ajudante de campo do duque de Sussex, foi maçon, governador do Maranhão (1802-1806) e de Angola (1807-1810), representou Portugal no Congresso de Viena (1814-1815), embaixador na Rússia (1815-1818) e em Espanha (1820 e 1823). Depois da celebérrima vilafrancada é feito conde de Porto Santo, retornando à embaixada de Madrid. Morreu sem descendência e o título de Porto Santo morto ficou na adjacência.

        2. Sobre Cândido José Xavier, oficial do Exército e secretário particular de D. Pedro IV, teve protagonismo nas guerras liberais, mas antes com outra história: fez parte da Legião integrada nos exércitos de Napoleão Bonaparte na Batalha de Wagram e na Batalha de Borodino e integrou a força de invasão do general André Massena em Portugal, por essa razão condenado à morte, por traição, pelo conselho de regência mas aguentou-se exilado em Paris até que a Revolução de 1820 lhe anulçou a sentença, regressando a Portugal, e, reintegrado no posto de sargento-mor, subiu na política. Dele disse Oliveira Martins que «tinha a astúcia e com ela a tenacidade dos ambiciosos e a impertinência própria dos caracteres subalternadamente dominadores»... Ainda hoje se conhece o género.


      CONTAGEM DECRESCENTE Faltam 2 dias para os 272 anos, mas não há motivo para nervosismo.

    25 julho 2008

    Amanhã, porque é sábado

    Fernanda Leitão regressa às NV.

    Cruzes canhoto!


    O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez,
    assina o livro de honra de Belém.

    PERGUNTA ± CÊPÊLEPISTA ■ Paris-Conakri

      ANTES QUE A CPLP RESPONDA com um acordo que permitirá "aos seus cidadãos" recorrer a consulados e embaixadas de qualquer país da organização - um angolano poderá usar os serviços do consulado de Portugal em Paris, por exemplo...

        ± SE PERGUNTA O sonho de qualquer cidadão português vai passar a ser experimentar o serviço público prestado pela Embaixada da Guiné-Bissau em Conakri? Terá Loja do Cidadão?

    Pertinente Leonor Pinhão

      Leonor Pinhão, hoje no Correio da Manhã, é pertinente no seu apontamento de última página. Só faltou acrescentar mais uma: Portugal, na II Grande Guerra, fornecia conservas de peixe ao exército británico, enviando Londres as chapas de flandres para a moldagem das embalagens (não havia por cá tecnologia para isso). Em certo momento, Londres terá desconfiado que as chapas fornecidas a Lisboa serviriam também para embalar conservas vendidas, por portas travessas, ao exército nazi... Que fez Londres? Passou a fornecer as folhas de Flandres à medida exacta das encomendas britânicas, nem mais folha nem menos folha. O assunto vem numa interessanta tese de mestrado do historiador Joaquim Vieira Rodrigues.

      Como vê, Leonor Pinhão, está na massa do sangue.

    CPLP. Leitura dos estatutos em voz alta

    Foi dito e por aí se repete que o primeiro-ministro José Sócrates defendeu hoje que “a língua portuguesa é um instrumento potenciador da cultura e dos laços da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acrescentando José Sócrates “ser necessário transportar o português para o mundo”.

    Ora, nos três objectivos estatutários da CPLP, para além da concertação político-diplomática e da cooperação em todos os domínios, consta o da materialização de projectos de promoção e difusão da Língua Portuguesa, designadamente através do Instituto Internacional de Língua Portuguesa.

    12 anos que se anda a ler os estatutos da CPLP em voz alta, bastando ler para parecer ser uma grande novidade. Porque não vamos direitos ao assunto? Ir direito ao assunto é dizer-se com frontalidade que o Instituto Internacional da Língua Portuguesa foi o maior fracasso da organização, apesar de ter sido a sua própria génese, há 19 anos!