- - Meu caro! Ouça! Está a ouvir-me? A avó materna de Obama ainda votou no neto por correspondência. E ainda bem que ela não era emigrante portuguesa. Ouça-me! Olhos nos olhos!!! Se fosse emigrante portuguesa, McCain acusá-la-ia de voto de chapelada!
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
05 novembro 2008
Agapito }
Obama. Escreve Teódulo
Do artigo definido de Teódulo López Meléndez:
Cuando comenzó el siglo XXI es hasta ahora objeto de silencio. Si alguien dice alguna vez que el siglo XXI comenzó cuando Barack Hussein Obama fue electo presidente de los Estados Unidos de América, porque cumplió su misión, se honraría a alguien que llegó a la cúspide del poder mundial y fue capaz de ejercer su magisterio a la altura de las expectativas desatadas y se honraría a la nación que lo permitió, a una nación que fue capaz de voltear su alma para enfrentar los desafíos de un mundo perplejo y de moral golpeada.
Parabénsœ Obama? McCain?

Em todo o caso, votar com uma vénia diplomática, é um voto nulo.
- Manuel CLXXI Paleólogo©
- António de Almeida Lima, ministro plenipotenciário, cônsul-geral no Rio de Janeiro
- António da Vinha Rodrigues da Silva, secretário de embaixada, cônsul-geral em Luanda
- Sara Simões de Oliveira, adida de embaixada, nos serviços para os Assuntos de Defesa e Segurança
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04 novembro 2008
Rectificação, site do MNE
Ver aqui rectificação do que se escreveu sobre a lista de embaixadas do site do MNE.
Portugal fora. Da lista do património oral da humanidade
TRISTE FADO A lista de 90 obras-primas do Património Oral e Imaterial da Humanidade está divulgada em Istambul pelo director-geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura. Portugal fora, é o fado.
Escolhidas por entre selecções feitas em 2001, 2003 e 2005, as expressões culturais listadas referenciam 70 países – 21 na Europa, 17 da América Latina e Caraíbas, 14 em África e 8 dos países árabes e 30 da Ásia/Pacífico.
Lista completa e links aqui
Escolhidas por entre selecções feitas em 2001, 2003 e 2005, as expressões culturais listadas referenciam 70 países – 21 na Europa, 17 da América Latina e Caraíbas, 14 em África e 8 dos países árabes e 30 da Ásia/Pacífico.
O Brasil, com duas: as expressões orais e gráficas dos Wajapi, e o Samba de Roda do Recôncavo da Bahia (mistura de música, dança, poesia e festa - na ilustração).Moçambique também com duas: o Gule Wamkulu (em comum com o Malawi e a Zâmbia) e o Chopi Timbila
E a Espanha, também com duas expressões listadas: o drama musical «mistério de Elche» e a festa popular «Patum» de Berga.
Lista completa e links aqui
DIÁLOGO.COM ý João Santos Lucas
ý Gestor e conselheiro para os assuntos do Sudeste Asiático, com apreciável currículo académico, conhece Singapura, onde vive, como a palma das mãos
ý 1 - O ministro Luís Amado anunciou a intenção de abrir uma Embaixada em Singapura, com embaixador residente. Justifica-se?
ý 2 - Acha que Portugal ainda tem disponível algum «espaço» em Singapura, sobretudo nas áreas económica e comercial?
ý 3 - Como é que Portugal, neste momento, é «sentido» em Singapura?
JOÃO SANTOS LUCAS E A QUESTÃO DE UMA EMBAIXADA EM SINGAPURA
'Justifica-se aqui uma forte
presença diplomática'
'Justifica-se aqui uma forte
presença diplomática'
ý 1 - O ministro Luís Amado anunciou a intenção de abrir uma Embaixada em Singapura, com embaixador residente. Justifica-se?
JOÃO SANTOS LUCAS - Justifica-se, pelo menos, desde há uma década a esta parte.No final dos anos noventa a política portuguesa de representação externa no Sudeste Asiático decidiu a expansão da rede diplomática na região alargando-a nomeadamente a Singapura e à Malásia. Em Dezembro de 2003, quando Goh Chok Tong, então Primeiro Ministro de Singapura, visitou Portugal ter-se-á iniciado a negociação de um MOU estruturando a cooperação cultural, científica e educacional e, de novo, ter-se-á abordado a possibilidade de estabelecimento de uma Embaixada de Portugal em Singapura. Nem o MOU foi por diante nem a Embaixada. Portugal poderá, então, ter perdido a face perante o governo de Singapura, o que em termos asiáticos significa que poderá ter visto a sua credibilidade diminuída.
Quando dezassete membros da UE têm uma Embaixada em Singapura, torna-se difícil compreender porque é que Portugal é um dos últimos países da UE a assumir uma tal decisão e com tantas hesitações. Dos quinze membros iniciais da UE só o Luxemburgo, a Grécia e Portugal não têm Embaixada. Em contrapartida estes dois países têm um consulado com estatuto, funções e recursos qualificados. Portugal tem-se pautado pela ausência de serviços qualificados mesmo a nível consular.
Muito para além da sua dimensão, Singapura influencia as percepções dos decisores políticos não só do Sudeste Asiático mas de toda a Ásia e alcança êxitos com a sua dinâmica soft diplomacy. Recorde-se, a título de exemplo, que a ASEM foi sugerida por Goh Chok Tong, ex primeiro ministro de Singapura e actual senior minister. Singapura, país cosmopolita, é um elo de ligação equilibrado entre o Ocidente e o Oriente. A política externa portuguesa na Ásia e a diplomacia portuguesa não usufruem de uma das principais fontes de inspiração, conhecimento e sabedoria enquanto não estiver em contacto quotidiano com a comunidade política e diplomática de Singapura.
Mas, mais. Singapura, com o seu pragmatismo político, pratica uma economia de mercado regulada e globalizada bem enquadrada num planeamento rigoroso mas muito ràpidamente ajustado às alterações da economia mundial, assegurando um contexto apropriado para as empresas que queiram actuar nos mercados asiáticos. Singapura, o país mais competitivo do Mundo para fazer negócios e onde é mais fácil fazê-los, é uma excelente placa giratória com acesso rápido a todos os países da Ásia, com um apoio logístico de primeira qualidade. Através dos acordos de livre comércio, o último dos quais com a China, Singapura tornou-se um agente facilitador e promotor do comércio e investimento internacional. Motivos mais do que suficientes para Portugal ter em Singapura uma forte presença diplomática para enquadrar política e institucionalmente a diplomacia económica e as iniciativas das empresas portuguesas.
Os países da UE entenderam e valorizaram há muito a importância estratégica de Singapura, como líder e modelo de referência, mesmo para a China e a ìndia, os países produtores de petróleo do Médio Oriente e os restantes países da ASEAN. A cidade Estado exportou o modelo das zonas económicas especiais e das cidades industriais, de que Suzhou é um ex-libris. Desenvolve na China a eco-cidade de Tianjin e exporta o modelo de habitação privada de iniciativa pública (HDB). O modelo do seu fundo soberano e da sua holding pública tem sido por adoptado por outros países. Os seus investimentos estão dispersos pela Ásia e pelo Ocidente. Capitalizar este mundo de oportunidades implica um diálogo permanente ao mais alto nível com a elite dirigente do país que só uma Embaixada permite alcançar.
ý 2 - Acha que Portugal ainda tem disponível algum «espaço» em Singapura, sobretudo nas áreas económica e comercial?- J.S.L. - Singapura valoriza as diferenças e, como sociedade aberta, é altamente receptiva à chegada de novas ideias e de novas contribuições para o seu desenvolvimento e para o seu estilo de vida. Portugal, como país europeu, tem todo o espaço para penetrar.
Mas os portugueses têm de perceber que Singapura é altamente competitiva e que só ganha quem tem a capacidade de atrair sobre si as atenções. Elevado profissionalismo, estratégias de entrada bem ancoradas em fortes estratégias de marketing são indispensáveis para se ser reconhecido e apetecido. Portugal tem de investir na sua imagem em Singapura, como todos os outros países têm feito, para que o caminho se abra às suas empresas. E para desenvolver as relações a nível económico, científico e tecnológico, Portugal e Singapura têm de se aproximar e de dar a conhecer as suas culturas.
Na Ásia, o Estado e as instituições têm um papel determinante nas relações políticas, culturais e economicas. As empresas asiáticas actuam com maior facilidade quando existe um enquadramento político e institucional, quando se celebram acordos e se encarregam comissões para os monitorizar, avaliar e corrigir. Quanto maior for o entrosamento entre instituições políticas, culturais, científicas e empresariais de ambos os países mais fácil serão as relações entre as empresas. É fundamental alcançar uma colaboração sistemática e sustentada entre as associações empresariais de Portugal e de Singapura.
ý 3 - Como é que Portugal, neste momento, é «sentido» em Singapura?- J.S.L. - Portugal é pouco sentido em Singapura, e tem uma imagem muito pouco saliente. O desconhecimento dos cidadãos de Singapura em relação a Portugal equipara-se ao que os portugueses demonstram em relação a Singapura.
Para uma minoria mais informada a imagem de Portugal está, ainda, associada a Afonso de Albuquerque e à sua tomada de Malaca, em 1511, à luta pela independência de Timor Leste na qual Singapura era aliado da Indonésia como membro da ASEAN, aos futebolistas Figo e Cristiano Ronaldo e, entre os católicos de Singapura, a Fátima. Desconhece-se em Singapura a relevância da importação de produtos de média e alta tecnologia com origem em Portugal feita por uma multinacional localizada em ambos os países e que passa por ser uma das componentes mais importantes das exportações portuguesas.
Entre os poucos que visitaram o nosso país, a ideia é de que Portugal é um dragão adormecido. Que é um pais tradicional, conservador, apaixonado pelo seu passado, com dificuldade de se libertar, de inovar, de criar soluções novas. Um país lento, de resposta lenta. E com um estilo de vida sem stress, sem pressa. Mas com um enorme potencial.Os empresários de Singapura não conhecem Portugal, nem o seu potencial económico, nem a sua estabilidade política, nem as práticas de corporate governance dominantes, nem a qualidade dos seus recursos humanos, nem a sua diferenciação tecnológica, nem as suas infra-estruturas, nem o interesse turístico do país. Em Singapura não se sente o pulsar de Portugal.
Faz falta uma Embaixada de Portugal em Singapura se ela se comportar à altura das suas congèneres europeias. Com sabedoria e capacidade para liderar uma mudança de posicionamento de Portugal em Singapura e no Sudeste Asiático.
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Bissau, S. Tomé...
- Há quem diga que, lá por Bissau, o Centro Cultural está praticamente parado, aliás como em São Tomé. E há quem não diga nada, nem queira dizer.
Site do MNE e lista de embaixadas Custa a descobrir (rectificado)
- COM AJUDA DE CICERONE Depois da retirada do Anuário de 2007, pensou-se que que poderia ser bom sinal, um sinal de que se prepararia a disponibilização de dados úteis, actualizados e de consulta rápida da lista e titulares das embaixadas em Lisboa, no site oficial do MNE. Mas afinal não houve nem desaparição, nem sinal - a lista está como que escondida e é preciso cicerone.
Primeiro, há que clicar naquilo a que se chama «Informação ao Cidadão», depois o cidadão que entenda «Portugueses no estrangeiro», e então, sim, lá surgem as «Embaixadas» e os «Consulados», depois das «Emergências» que abrem o pastelão por aí abaixo.
Links para chancelarias
TRABALHO DE CASA Na coluna direita da Agenda (botão lá cima), já estão colocados os links para (quase) todas os ministérios de Estrangeiros ou Relações Exteriores da Europa, Ásia, Pacífico, Américas, África... Deu algum trabalho, falta decortinar ligações para umas tantas chancelarias, outras não têm websites, mas está lá o grosso da coluna. Pode ser instrumento útil. Mas se alguma coisa não funcionar ou estiver incorrecta, agradecemos os reparos.
- Oportunamente colocaremos ** nos estados que têm representação permanente em Portugal e * nos que apenas têm acreditados em Lisboa embaixadores não residentes.
Parabéns, ninguém œ
As chancelarias estão cheias de posses que apenas resultam em pronomes possessivos.- Manuel CLXX Paleólogo©
OLHA QUEM FOI NÂO SENDO MINISTRO É mesmo este dia aziago para posses: há 172 anos, foi o caso de D. José Bernardino de Portugal e Castro, 5º marquês de Valença, que não chegou a exercer o cargo, mas, acumulando tal não-exercício, ainda conseguiu ser primeiro-ministro por apenas um dia, até aquele amanhã de novembro de 1836, um governo que ficou conhecido «governo da belenzada».
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03 novembro 2008
Teresa Ribeiro. Assinou, cumprimentou e foi cumprimentada
SOB A MUDEZ CRUA DA VERDADE O cenário político da posse de Teresa Ribeiro como secretária de estado dos Assuntos Europeus não podia ser melhor - o estado em peso. Pela banda das Necessidades, apenas hoje se publica o currículo da nova titular da Cova da Moura que diz tudo o que era conhecido. Não se sabe ainda bem se Teresa Ribeiro será mais Adjunta do que dos Assuntos Europeus, ou se os Assuntos Europeus ficaram secundarizados, delegados ou relegados - o que não se comprenderá por mais que se explique. Até até pode ser que, em função do currículo, seja Adjunta para a Comunicação Social e Ofícios Correlativos do MNE. Mas que se notasse, pelo menos até agora, nenhuma declaração de fundo ou de forma da secretária de Estado - sabe-se apenas que substitui Manuel Lobo Antunes e que tomou posse, o que é muito pouco num estado democrático. Não é que tenha começado mal, mas muito bem não começou.
Resposta sérvia à Malásia
- Como aqui se disse, a Malásia tornou-se no 52.º país a reconhecer o Kosovo. E resposta sérvia: Belgrado declarou persona non grata o embaixador malaio acreditado em Belgrado...
Em Londres, qual padre Aparício!
- David Miliband, hoje, sobre a situação no Congo. Palavras ditas na BBC, palavras transcritas pelo FO...
Concurso de ingresso. Luz verde para 30 adidos
E vai começar novo concurso de ingresso de 30 adidos na carreira diplomática – sabia-se do despacho do ministro (20 de Outubro) mas só vale com a publicação de hoje.
- Para já, júri nomeado (em género, 10 homens e 1 mulher):
Embaixador Nunes Barata preside com Tadeu Soares e Carlos Neves Ferreira em vogais (Gervásio de Almeida Leite e António Sennfelt, como suplentes)- Membros docentes: Pedro Aires Oliveira, relações internacionais, história e história diplomática portuguesa (substituto, Fernando Santos Martins); Margarida d’Oliveira Martins, direito internacional e direito da UE (substituto, Eduardo Correia Baptista), e Jorge Braga de Macedo, política económica e relações económicas internacionais (substituto, Luís Brites Pereira)
PONTO CRÍTICO 27 ■ Sócrates com mais clareza
Calou Evo Morales (e logo numa iberoamericana!)
não dizendo nada que Chávez já não tivesse ouvido,
deu a mão a Espanha
no que os espanhóis mais gostam (protagonismo internacional),
saíu das águas turvas
quanto ao que no futuro deve ser o FMI e outras instituições
que os EUA têm considerado como exclusivos apêndices seus,
sobre Obama esteve para além da mera simpatia
ou empatia de área política
deixando claro que aquela tal emblemática cimeira das Lages
não seria consigo.
O primeiro-ministro está mais claro,
já não era sem tempo.
MUITO PARCO em tomar posições sobre os rumos da política internacional ou em exercícios de pragmatismo a que habituara todos, José Sócrates em pouco tempo retocou a imagem que estava demasiado próxima do fiado da diplomacia comercial.Numa ciclópica entrevista marcada para provocar efeitos internos, como inequivocamente provocou, explicou o tom que deu às relações com a Venezuela de Chávez e com o próprio Chávez, passando aceitavelmente por um espaço equivalente ao que dista entre duas gotas de chuva – o peso da comunidade emigrante nesse país e a legitimidade de Chávez no poder, e com clareza descreveu os EUA que deseja com Obama e quer com uma administração que seja radicalmente diferente da Bush. Depois, na primeira oportunidade que teve lá fora, designadamente em El Salvador, não desperdiçou o momento da ausência de Chávez para enfrentar com argumentos ad hominem desferidos com precisão aos imitadores de Chávez que estavam presentes, sobretudo na versão boliviana, pelo que passados estes dias, ainda hoje Evo Morales deve estar na tentativa de perceber o que José Sócrates terá querido dizer com aquilo de que "Tudo deve mudar e tudo vai mudar; esta não é uma época de mudanças - é uma mudança de época".
Mas como o objectivo da operação não era obviamente as tergiversações latino-americanas, mas sim o da afirmação possível nos temas internacionais com cartão único, visou o FMI transformado agora e por culpa própria em bombo da crise, acusando essa instituição que tem sido mais cavalo marinho do que muleta dos EUA, de não ter sabido estar à altura das suas responsabilidades, e que, de modo geral as instituições internacionais sofrem uma crise de representatividade e precisam de novos actores políticos, como disse, «de novos actores, com novos países, que não podem ficar excluídos, como estiveram da ordem económica e da ordem reguladora nos sistemas financeiros». Não referiu quais os países, mas subentendia-se, embora, para que não ficasse tudo no vago e em função da inevitabilidade de calendário, também de forma certeira, Sócrates não tenha deixado escapar a oportunidade para apoiar a pretensão de Espanha em estar presente na Cimeira do G-20, em Washington, a 15 de Novembro.Explicação da Venezuela, Obama e desejada mudança dos EUA, demarcação dos imitadores de Chávez que Sócrates fez presente com a metáfora de ter ele atirado já o Magalhães ao chão não conseguindo parti-lo, o FMI como potencial réu da crise financeira e a Espanha no G-20 (onde a UE, portanto, não basta), tudo isto mostra um Sócrates a dar relativamente mais primazia à política nas matérias de relações internacionais, não em todas as matérias, mas em duas ou três onde a clareza, se fosse tarde demais, não prestaria.
Carlos Albino
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Ponto Crítico
Parabéns œ
O velho aforismo do MNE segundo o qual "O diplomata é uma pessoa que passa metade da vida a escrever o que os outros assinam e a outra metade a assinar o que os outros escrevem", dispensa-nos hoje de pensar com direitos reservados. Daí que retiremos o ©- Manuel CLXIX Paleólogo
- Ferro Rodrigues, embaixador (desde 02 Nov 2005), representante permanente junto da OCDE
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02 novembro 2008
Basílio Horta ð Brilharete
A revista online Portugalglobal, da AICEP, com novo software, o iPaper… Um brilharete de Basílio Horta, sem dúvida, ao acabar com os aborrecimentos do PDF.- Mas porque é que o MNE não aprende com a AICEP para uma edição digital do Anuário Diplomático e Consular? Qualquer dia, com tanto Magalhães por aí, as Necessidades sabem menos que uma criança de dez anos…
Clique aqui para comprovar esse brilharete da Portugalglobal
Portugal presta contas em Genebra. Dos 121 chefes de missão, apenas 17 mulheres
EM GENEBRA Jorge Lacão segue para o Palácio das Nações à frente de uma delegação de 19 elementos (de vários ministérios) a que se juntam o embaixador Xavier Esteves e Teresa Alvarenga (da representação permanente) para prestar contas em matéria de igualdade e não discriminação das mulheres em Portugal. Vai ser analisado o 7.º relatório junto do comité que acompanha a aplicação da convenção (os trabalhos do comité começaram a 20 de Outubro e encerram a 7 de Novembro).
Quanto a pessoal diplomático lá consta que do efectivo de 503 do MNE, apenas 148 são mulheres (29,4 %). Mas se nos quadros técnicos num total de 136, o número de mulheres é 96 (70,6 %) e nas chefias de departamentos em 157, são mulheres 89 (56,7 %), já quanto a chefias de missão, num total de 121, apenas ascenderam a esse nível 17 mulheres (escassos 14 por cento), pelos dados de Junho de 2007, ano em que dos 20 novos adidos admitidos na carreira, 9 são mulheres. E constata-se que não foi tomada nenhuma medida destinada a promover a participação das mulheres na representação internacional do estado.
Neste 7.º relátório não se discrimina o número de cônsules e cônsules-gerais do de chefes de missão, o que não é a mesma coisa.
O relatório sobre Portugal (aqui, via página oficial da ONU) suscita uma lista de questões do comité (abrir pelo mesmo caminho), e além disso questões também colocadas pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres
Quanto a pessoal diplomático lá consta que do efectivo de 503 do MNE, apenas 148 são mulheres (29,4 %). Mas se nos quadros técnicos num total de 136, o número de mulheres é 96 (70,6 %) e nas chefias de departamentos em 157, são mulheres 89 (56,7 %), já quanto a chefias de missão, num total de 121, apenas ascenderam a esse nível 17 mulheres (escassos 14 por cento), pelos dados de Junho de 2007, ano em que dos 20 novos adidos admitidos na carreira, 9 são mulheres. E constata-se que não foi tomada nenhuma medida destinada a promover a participação das mulheres na representação internacional do estado.
Neste 7.º relátório não se discrimina o número de cônsules e cônsules-gerais do de chefes de missão, o que não é a mesma coisa.
O relatório sobre Portugal (aqui, via página oficial da ONU) suscita uma lista de questões do comité (abrir pelo mesmo caminho), e além disso questões também colocadas pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres
Blog do embaixador britânico em Lisboa
e
Um Bife Mal Passado, é assim que se chama o blog do embaixador do Reino Unido em Lisboa, Alex Ellis (foto). Ou por via do Expresso (onde está alojado) no botão dos blogues, ou por via do próprio Foreign Office, chega-se lá, como por também se chega ao blog do homólogo de Luís Amado e que bastantes sabem que é David Miliband. Sem essa pecha de cultura hierárquica pífia de SEXAS, VEXAS e MEXAS, os parentes de Miliband não caiem na lama por logo a seguir ao seu blog, ser destacado o blog da vice-cônsul britânica em Corfu, depois o do embaixador em Harare, seguindo-se o do alto comissário para a Nigéria, o do conselheiro político em Pequim, depois o do embaixador na Bolívia, o do embaixador na Tunísia, o do Deputy Fund Manager, o do embaixador no Vietname, o do embaixador para as questões do controlo multilateral das Armas e para o Desarmamento, ainda o do secretário de imprensa em Moscovo, depois o blog de Stephen Hale (da Digital Diplomacy, sim Diplomacia Digital nas Necessidades seria um terramoto!), vem depois o de Marianne McCurrie - Global Diplomat, os blogs do staff nos EUA...
Não é que a chancelaria britânica tenha já uma cultura diplomática do século XXI, o problema é que nas Necessidades a cultura de comando é do século XVIII, quando muito alguns progressistas já estarão no século XIX. E quanto aos comandados, mesmo os do século XXI, algum deles que tente fazer um blog e verá o processo disciplinar que não apanha, quanto mais vê-lo citado junto a um blog de ministro! E pior ainda se for um vice-cônsul em Corfu, coitado, iria lá a inspecção!
Não levem a mal nas Necessidades, mas sabem que é assim.
E, com isto, não se esconde quanto nos agradaria que o embaixador Alex Ellis escrevesse de vez em quando para Notas Verbais, sobre um bife bem passado que fosse.

Um Bife Mal Passado, é assim que se chama o blog do embaixador do Reino Unido em Lisboa, Alex Ellis (foto). Ou por via do Expresso (onde está alojado) no botão dos blogues, ou por via do próprio Foreign Office, chega-se lá, como por também se chega ao blog do homólogo de Luís Amado e que bastantes sabem que é David Miliband. Sem essa pecha de cultura hierárquica pífia de SEXAS, VEXAS e MEXAS, os parentes de Miliband não caiem na lama por logo a seguir ao seu blog, ser destacado o blog da vice-cônsul britânica em Corfu, depois o do embaixador em Harare, seguindo-se o do alto comissário para a Nigéria, o do conselheiro político em Pequim, depois o do embaixador na Bolívia, o do embaixador na Tunísia, o do Deputy Fund Manager, o do embaixador no Vietname, o do embaixador para as questões do controlo multilateral das Armas e para o Desarmamento, ainda o do secretário de imprensa em Moscovo, depois o blog de Stephen Hale (da Digital Diplomacy, sim Diplomacia Digital nas Necessidades seria um terramoto!), vem depois o de Marianne McCurrie - Global Diplomat, os blogs do staff nos EUA...Não é que a chancelaria britânica tenha já uma cultura diplomática do século XXI, o problema é que nas Necessidades a cultura de comando é do século XVIII, quando muito alguns progressistas já estarão no século XIX. E quanto aos comandados, mesmo os do século XXI, algum deles que tente fazer um blog e verá o processo disciplinar que não apanha, quanto mais vê-lo citado junto a um blog de ministro! E pior ainda se for um vice-cônsul em Corfu, coitado, iria lá a inspecção!
Não levem a mal nas Necessidades, mas sabem que é assim.
E, com isto, não se esconde quanto nos agradaria que o embaixador Alex Ellis escrevesse de vez em quando para Notas Verbais, sobre um bife bem passado que fosse.
Portugal e as convenções...
Segunda, dia 3, termina a conferência dos estados partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Incapacidade que conta com 41 ratificações (136 signatários). O protocolo facultativo foi até agora ratificado por 25 estados (79 signatários). Portugal, asssinou a convenção e o protocolo em Março de 2007, mas até ao momento não a ratificou - no quadro da UE, apenas a Espanha, Áustria, Eslovénia e Hungria ratificaram, e, noutra área geográfica, também o Brasil assim procedeu.
Portugal, por óbvios motivos morais e não só, já deveria ter ratificado. É mais uma manifestação de empenho pelo direito internacional...
- A convenção (tradução oficial em português), aprovada pela Assembleia Geral da ONU em Dezembro de 2006, e que entrou em vigor a 3 de Maio deste ano, visa «promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente», sendo da mais alta relevância para estados saídos de guerras prolongadas. Note-se que Angola nem sequer assinou ou aderiu até hoje à convenção, Moçambique assinou, ao menos fica a intenção e propósito.
Portugal, por óbvios motivos morais e não só, já deveria ter ratificado. É mais uma manifestação de empenho pelo direito internacional...
Parabéns œ

A maior das crises internacionais é quando duas facas têm um único gume.
- Manuel CLXVIII Paleólogo©
- Paulo Martins dos Santos, secretário de embaixada, no Cairo
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01 novembro 2008
DIÁLOGO.COM ü Volta
- É ISSO: o DIÁLOGO.COM ü regressa nesta próxima semana. Quatro a cinco respostas para três, quatro perguntas sobre algum tema pertinente entre os oitocentos e dois temas que pertinentes são.
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AGRÉMENT L Ali, há Paulo Gorjão
IPRISDigest é já uma boa visita diária.
Pois, agrément para a síntese diária de análises
sobre relações internacionais e segurança, da IPRIS.
A IPRISDigest tem Paulo Gorjão como editor
e dele outra coisa não se espera que não seja dinamismo e atenção.
Pois, agrément para a síntese diária de análises
sobre relações internacionais e segurança, da IPRIS.
A IPRISDigest tem Paulo Gorjão como editor
e dele outra coisa não se espera que não seja dinamismo e atenção.
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Agrément
Arquivo Geral do MNE. Tira de lá quem quer?
A Autobiografia Disfarçada do embaixador João Hall Themido, chegou hoje ao Expresso, com reprodução parcial do capítulo dedicado a Aristides de Sousa Mendes.Capítulo que, para além de polémico, é perturbante.
Não é polémico nem perturbante que Hall Themido afirme que, quanto a Aristides, «pode e deve louvar-se a sua atitude em Bordéus, que o consagrou, com justiça, como herói nacional».
É polémico que Hall Themido, contraditóriamente, considere «incompreensível criticar o Ministério dos Negócios Estrangeiros, incluindo o Ministro, por ter aplicado a lei nas circunstâncias da época», o que se liga a juízos de valor próprios de Hall Themido, do seu percurso e vínculos mentais. Isto não perturba.
O que perturba é a afirmação de «como tem acontecido em outros casos mediáticos, a maioria desses processos disciplinares (contra Aristides) desapareceu misteriosamente do Arquivo Geral, onde todavia ainda está, incompleto, o relativo a Bordéus». Processos tais, os desaparecidos, que nada terão a ver com actuações humanitárias, mas relativos a abandono de posto ou concussão. A referência de Hall Themido a desaparições relativas a «outros casos mediáticos», não pode deixar-se de relacionar com outras desaparições para que casos e assuntos de estado não se tornem mediáticos, alterando a leitura da história. É o Arquivo Geral do MNE que está em causa.
Voltaremos ao assunto,
ao assunto das desaparições do Arquivo Geral,
que é o que perturba, independentemente de Aristides.
Kosovo. Malásia, 52.ª
A Malásia reconheceu o Kosovo, 52.º estado. Tinha anunciado há meses, mas só recentemente concretiza e a chancelaria do Kosovo confirma agora. Após Portugal (dia 7 de Outubro), seguiram-se portanto, Montenegro e Macedónia (dia 8), Emirados Árabes e Malásia (dia 14).
BARÓMETRO/NV TR, resultados
- Encerrada a recolhe de opiniões sobre a escolha de Teresa Ribeiro para os Assuntos Europeus, os resultados já podem ser consultados (até segunda), basta clicar no botão. Vale o que vale: má escolha para 76.42 % ; aguarde-se segundo 19.81 %, e boa escolha para apenas 3.77 %.
Segunda-feira, novo barómetro.
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Parabéns, ninguém ■ E nada mais
E pelo que se viu, quanto a bruxos e bruxas na carreira diplomática, ninguém acreditou, mas que há, há e com autobiografia disfarçada.- Manuel CLXVIII Paleólogo©
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