
Quando a remodelação é impossível, só a recauchutagem.
- Manuel CCXIX Paleólogo©
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.

"O líder da ASDP é muito ousado. Eu bem sei que os diplomatas têm esse privilégio (e Sócrates queria acabar com os privilégios...) no respectivo estatuto, mas o Público não sabe que os funcionários públicos são obrigatoriamente inscritos na ADSE, a qual paga 50% das despesas no estrangeiro (ou emite a credencial E106 no EEE). E a MUDIP, senhor, a MUDIP? Bem pior estão as dezenas de trabalhadores nos serviços externos que não beneficiam de qualquer protecção na saúde.
Li essa do sindicato ser recebido pela Comissão de Negócios Estrangeiros. Mas o sindicato é recebido como? Em sessão? Em audiência? Ou é conversa deles?
Uma placa recente em frente ao portão do Consulado em S. Paulo avisa que o "estacionamento" custa R$ 15,00 Reais, preço único. É uma empresa de parking que está a prestar o serviço, dentro da área do Consulado. Em que rubrica é que isto será contabilizado?
Segundo o MNE, a adesão à greve do dia 4 foi de 30 por cento.
Segundo o sindicato, não foi bem isso o que aconteceu…
O que está em causaSegundo o MNE não terá estado nem estará nada em causa...
Segundo o sindicato, a questão estatutária foi a razão principal para a greve. O sindicato não aceita que os funcionários dos serviços externos do MNE "sejam colocados à porta da função pública e remetidos para regimes locais", regimes estes que o MNE não conhece - em muitos casos, correspondem a regimes que negam os princípios de um Estado democrático de direito ou, mesmo que assim não seja, constituem os mínimos legais, localmente melhorados pelos contratos colectivos de trabalho de que os funcionários não beneficiam.
Quanto aos centros culturais, o sindicato adverte que se o estatuto profissional dos funcionários dos centros for publicado, entrando em vigor, não deixará de procurar a sua não ratificação parlamentar, a impugnação judicial e o rigoroso cumprimento "dos insuficientes direitos aí consagrados".
E então, correu por aí ontem que "Questionado pelo PÚBLICO, José Lello confirmou que António Montenegro foi seu chefe de gabinete" e que "Lello explicou ao PÚBLICO que António Montenegro assumiu funções de chefe de gabinete no segundo Governo de António Guterres, quando o seu anterior chefe de gabinete, durante o primeiro governo (1995-1999), foi colocado num posto diplomático. Então António Montenegro foi para o seu gabinete, vindo do lugar de cônsul-geral de Portugal em Toronto". O MNE custa a perceber que, se não actuar a tempo e horas (preventiva e correctivamente), depois da Justiça será a Diplomacia a ser definitivamente posta em causa?
Quanto maior a distracção do ministro com os favores, mais carbono o ministério lança para a atmosfera.
Um mentiroso compulsivo movimenta-se nos meios diplomáticos como peixe na água sobretudo se é o ministro que o põe na água ainda que a água não seja a do ministro.
Quando um diplomata se escapule como um safio é porque tentam apanhá-lo à mão.