03 novembro 2009

Nesta perspectiva, no contexto, assiste-se, os compromissos estão em foco...

Continuação de artigo para o DN ou então declarações prestadas à Lusa? Se é prosa para Programa, não parece.
      Nesta perspectiva, Portugal deve continuar a assumir a sua quota nas operações de paz e de segurança internacionais no contexto das várias organizações que integra, como as Nações Unidas, a NATO, a União Europeia, a OSCE ou CPLP.
      Assiste-se nos últimos anos à degradação das condições de segurança colectiva, face a novas ameaças e a novos conflitos que têm agravado as tensões geopolíticas, particularmente em regiões em que se projectam alguns dos nossos interesses.
      Os nossos compromissos com a NATO estarão particularmente em foco ao longo do próximo ano, em que organizamos, pela primeira vez, uma Cimeira da Aliança, onde se deverá aprovar o novo Conceito Estratégico da Organização.

A ênfase e o pressuposto

      Daremos, por outro lado, particular ênfase à reforma do Sistema das Nações Unidas e do Conselho de Segurança.
      A Carta das Nações Unidas continua a ser a principal referência do multilateralismo e é nesse pressuposto que assentará a nossa candidatura ao Conselho de Segurança, como membro não-permanente, para o biénio 2011-2012.
Ênfase, com certeza. Dar ênfase até nem é uma exigência programática. Mas quanto à candidatura ao Conselho de Segurança, qual dos directos concorrentes que não se candidata com o mesmo pressuposto que Portugal invoca? O Canadá? A Alemanha? Está suficientemente avaliada a hipótese de Portugal? Com que votos e quais votos que não tenham preço alto ou humilhante preço? É claro que quanto à ênfase, com certeza.

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Palavra d'honra



1)
- Manuel CCLXVII Paleólogo©

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1) Perceberam? Apenas para maus entendedores é que nenhuma palavra basta...

02 novembro 2009

Óbvio, óbvio

        Portugal deve bater-se por uma ordem internacional que valorize o multilateralismo como mecanismo central para o relacionamento e para a resolução dos conflitos entre Estados e como via para a solução dos principais problemas mundiais. Neste sentido, participaremos nas negociações para um novo Acordo de Comércio Internacional (Ronda de Doha) e para um novo Acordo sobre Alterações Climáticas (pós-Quioto)
    Mas é óbvio que deve bater-se! Não é óbvio que será difícil encontrar, num mundo cada vez mais pequeno, alguma ordem internacional que valorize o bilateralismo como mecanismo central? E quanto à Ronda de Doha, o que é que Portugal, participando como espectador passivo, pode fazer que a UE imperativamente não faça? O mesmo para o Acordo sobre Alterações Climáticas...

    Começa logo assim

    Parece o começo de um artigo para o DN, mas não é - trata-se do Programa.

        Portugal no processo de reorganização do sistema internacional
        Nas próximas décadas, vamos assistir a profundas transformações no sistema internacional, com sérias consequências para Portugal e para os portugueses. Essas transformações são o resultado de mudanças estruturais na economia mundial, com importantes implicações geopolíticas, pondo em causa a ordem mundial estabelecida nos últimos 60 anos. A crise financeira e a recessão económica vieram acentuar a urgência da reorganização do sistema internacional, adaptando-o à nova realidade mundial, macroeconómica e geopolítica. Portugal deve ter um papel relevante neste processo, através de uma participação activa nas instituições e organizações internacionais que integra, valorizando cada vez mais as nossas relações históricas fora do espaço europeu

    Como comentários, não são maus

    Quanto a Política Externa, Integração Europeia e Comunidades Portuguesas, os textos que constam no Programa do XVIII e que serão prosas do MNE, como comentários não são maus e como declarações de intenção são textos passíveis de discussão redonda, além de que não trazem grande novidade. Todavia, há por lá insistências incompreensíveis, constatações lapalicianamente dispensáveis, e omissões que não abonam.

    No que toca à prosa do MNE, ela não apenas intimida aqui e além - defrauda; não indica um ponto cardeal ou rumos isentos de excepção sediciosa - enumera encruzilhadas; e se guinda Portugal a objectivos de gloríola - não tem golpe de asa.

    FONTE DIRECTA S Um, dois, três...

    S O RRD - 2 R de Relançar e Reforçar, o D de Desenvolver, mas há também Promover,  Reduzir (2), Valorizar, Modernizar, Qualificar.

      " O Programa do XVIII Governo Constitucional, para a legislatura 2009-2013, assume três prioridades fundamentais muito claras:
        • Relançar a economia e promover o emprego;
        • Reforçar a competitividade, reduzir a dependência energética e o endividamento externo, valorizar as exportações, modernizar Portugal;
        • Desenvolver as políticas sociais, qualificar os serviços públicos e reduzir as
          desigualdades.

    Programa

    Programa do XVIII, já está aqui

    NOTADORES@ Gralhas...

    @Do chanceler Torrinha:


    Há vários dias que ando para lhe dizer que tem havido muitos textos das Notas com gralhas. Eu sei que é da pressa ou da falta de tempo, mas releia ou peça a alguém que releia, se puder.

    Torrinha, chanceler


    NV - Tem razão. Os erros serão poucos, as gralhas demais.

    Ai! Luís Amado!

    Ai, Luís Amado, o que se comenta aí pelos corredores sobre a prosa do MNE no Programa do XVIII Governo! Diz um e quem ouve subscreve que a política externa e a gestão diplomática serão as mesmas, adaptadas às circunstâncias que vão ser diferentes...

    Ai, Pedro Lourtie!

    Ai, Pedro Lourtie! O que VEXA provoca!!!

    NOTADORES@ Que peso o da memória!

    @ Do chanceler Serrilha da Cunha:


    Então não é sabido há bastante tempo que Martins da Cruz investe conservadoramente em universidades e em filatelia?

    Ou também já se dedica à numismática?

    Serrilha da Cunha, chanceler

    Portugal-Coreia do Sul, 50 anos passaram...

    Eram 17 horas quando Cavaco Silva recebeu em audiência, o antigo primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Seung-Soo, na qualidade de enviado especial do actual presidente coreano (Lee Myung-bak), e amanhã, quando forem 10 horas, o mesmo enviado, na mesma qualidade, será recebido por Jaime Gama.

      Cavaco Silva foi convidado a visitar a Coreia do Sul em 2011, a assinalar os 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e aquele país asiático, tal como Portugal, uma República semi-presidencialista. Lee Myung-bak e Cavaco Silva terão motivos de conversa... nada disso que se possa pensar, ou Rosa Mota não tivesse, ganho em 1988, a maratona nos Jogos Olímpicos de Seul.

    Há quem diga, com face oculta...

    ... há quem diga que por aí houve choruda comissão para que Bruxelas levantasse a interdição aos aviões angolanos. Há cada boato!

    A cor de Martins da Cruz

    Desculpem os primeiros momentos de publicidade inevitável...
    NV não têm nem receberiam comissão.
    Basta um clique sobre a imagem.





    António Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-embaixador em Espanha, tem 25% dos seus investimentos aplicados em acções, mas diz, no programa A Cor do Dinheiro (RTPN), que é conservador na escolha dos títulos.

    A propósito das Lages...

    A propósito de melindres inesperados quanto às Lages, sempre se diz que, outrora, na Praia de Monte Gordo, os meninos filhos dos pescadores que, na ganeralidade, era de uma pobreza atroz, quando à entrada da época de verão se cruzavam os filhos dos poucos turistas mas na generalidade ricos, perguntavam-lhes na mira de uns centavos que centavos bastavam: «O mé m'nino rico sabe nadar ou quer q'eu o aprenda?»

    Programa. Primeiro, ver

    O conselho de ministros aprovou hoje (manhã) o Programa do XVIII Governo, entregue no final da tarde à Assembleia da República.

    Primeiro, ver o que lá consta, e como consta, mesmo sobre as questões melindrosas (Lages, por exemplo, que voltam a ser inesperadamente melindrosas, não é?) Depois, obviamente, Amado sucede de forma relativa a Amado, e não de maneira absoluta a Monteiro.

    Marcar Lugar?

    Por aí se fala de que Portugal tem que marcar o lugar no novo "serviço diplomático" europeu... Mas a questão é de lugares marcados?

    Consenso e continuidade, ou falta de debate e de golpe de asa?


    A avaliar o que por aí se escreve, Portugal deve ter alcançado o ponto supremo da sua felicidade diplomática, se corresponde à verdade aquilo que sucessivos governos (e o actual na senda) reproduzem sempre e com intensa magnitude, e que uns tantos e virtuosos indivíduos isolados designam por consenso político e por continuidade em torno das grandes opções externas do país, mas que outras e defeituosas pessoas interpretam como falta de debate sério e atempado em torno das questões fundamentais, como exercício de ludíbrio da opinião pública e como expediente oratório dos políticos loquazes de serviço.

    Onde os virtuosos garantem que há o infartável brilho do consenso, os indivíduos defeituosos vêem nisso um sintoma de como não há ou foi subtraído espaço social para a discussão crítica dos temas colectivos, e para piorar o defeito, observam esses que a discussão parece o que não é desde que ela decorra, como decorre, sob controlo ou com prévia garantia de que o argumento de autoridade esmague qualquer devaneio inesperadamente provocante.

    Há um suposto consenso e deveras uma continuidade sobre o que não falamos nem discutimos, sobre o que não queremos falar nem queremos discutir – a questão europeia, por exemplo, como se verificou na oportunidade perdida do referendo mas que, tendo sido perdida, alguns continuam a considerar virtuosa. É como que aproveitar a premissa de abertura daquela falácia anedótica: tu tens o que não perdeste… Na verdade, seja reconhecido, a política externa portuguesa apenas vai tendo o que não perdeu, embora não se saiba ao certo o que se tem e o que foi perdido.

    E os restantes blogues, não merecem?

    Volta e meia, perguntam-nos porque razão NV não citam ou não registam as ligações para os blogues cujo acompanhamento por qualquer motivo se justifica ou pelo menos por deferência, reciprocidade.

    De facto, em NV apenas se destacam ligações para blogues de diplomatas ou que tratam de matérias desta área, na caixa de chamadas Por trocas de notas, ordenados pelo critério das actualizações mais recentes.

    Quanto aos blogues por nós considerados de relevância, embora não incidam preferencialmente nos assuntos internacionais ou nos temas da actividade diplomática, desde há algum tempo que estão a ser introduzidos nas seguintes páginas que valem como sendo de NV:

    1. em Notas Formais, na caixa de ligações

      • Para distribuição ostensiva

    2. em Emigração, nas caixas

      1. Círculo da Europa
      2. Círculo Fora da Europa
      3. Restantes Ilhas Adjacentes

    Tim Tim no Tibet, mais que merece

    Porque poderia ter passado despercebido, com aquele simples isto e assim, diga-se mais claramente que o isto é exactamente uma sugestão do embaixador Francisco Seixas da Costa (em Duas ou Três Coisas) para que se leia o blogue do embaixador Luís Castro Mendes (Tim Tim no Tibet) com olhos de ler, assim mesmo.

    Como podem verificar Tim Tim no Tibet está já referido na nossa passadeira Por Troca de Notas , aqui ao lado, à direita.

    Nem as centrais sindicais conseguem «acometer» tanto!

    É verdade! Nem mesmo as centrais sindicais juntas conseguem louvar um trabalhador como João Cravinho conseguiu «acometê-lo»:

      ...«do primeiro ao último dia desta legislatura» e «Trabalhando frequentemente aos fins-de-semana, de noite, tarde ou de manhã ainda antes do nascer do sol nem por uma vez Joaquim Arroteia colocou as suas conveniências pessoais à frente dos do Gabinete. Pelo contrário, nunca cessou de procurar formas de melhor ainda contribuir para a boa execução das responsabilidades que me foram acometidas * ».

    * Acometer, v. tr. Dar começo a uma luta; arremeter contra; investir contra; combater; insultar.

    De resto ver Letras Oficiais

    No que dá a cultura oficial do louvor...

    Dar «público louvor» é como se fosse uma obrigação quando sai ministro ou secretário de estado, mesmo que reentre com os louvados. Por vezes as justificações do louvor tocam no ridículo e distribuir louvores jamais teve o contrapeso das repreensões ou admoestações que, em certos casos, mais justificação teriam. Ora a cultura do louvor é tanta que na folha oficial de hoje se identifica como sendo o Louvor n.º 995/2009 nada menos que... a exoneração de uma funcionária do gabinete de João Titterington Gomes Cravinho. Leiam aqui o lapso que foge para a verdade, certamente.

    01 novembro 2009

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Epitáfio geral

    Há muito, muito tempo um velho profeta disse que haveria de existir um país cujos habitantes estranhamente escolheriam todos o mesmo epitáfio: «Aqui jaz um homem que viveu na presunção de inocência e morreu sem prova em contrário».
    - Manuel CCLXVI Paleólogo©

    Programa de governados...

    Ainda o governo não apresentou o programa, nem se sabe se já o redigiu, e há já por aí governados que ditam o programa. É mais notório na área dos Negócios Estrangeiros em que nem sequer há hipóteses, avançam-se certezas- que Amado é, que Amado vai fazer, que Amado aposta, que Amado enfrenta o desafio de, que Amado é sobretudo Luís como símbolo da estafada "continuidade" da política externa.

    NOTADORES@ "Conjura de ignorância"

    @ Do secretário de embaixada Plotino:


    O importante seria mostrar que, não obstante os resultados da sondagem de Notas Verbais a propósito da escolha do novo titular das Necessidades serem self-explanatory e afastarem qualquer sombra de dúvida, existe uma conjura de ignorância na imprensa em que o próprio é apresentado como "imprescindível, discreto ou ainda atlantista", como se isto fossem requisitos suficientes.

    Faça-se honrosa excepção a Miguel Sousa Tavares o único, possivelmente, a ter detectado a idiossincrassia própria num artigo que escreveu no Expresso.


    Plotino, sec-emb

    NV - De acordo.

    Diplomacia do fado. Boa ideia neste domingo...


    Aí pelo mundo, quem queira sentir uma ponta de saudadezinha com harmonia e suavidades, aqui está a boa ideia de uma rádio online

    Nem vale a pena acrescentar seja o que for

    Sim, isto é mesmo assim.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Plágio

    Uma maioria absoluta é o original; a relativa é um plágio.
    - Manuel CCLXV Paleólogo©