29 julho 2013

Irrevogável

Antes da tomada de posse, alguém ouviu que um segredou para outro, um aprendidado antropológico obtido em Moçambique:




"Bicho, não me enganes. Não existe tendência para o dever. Existe tendência para o poder."
Anónimo buchimane





Ler em HOJE & E AMANHÃ

Competência delegada

É verdade. O melhor da remodelação foi Cesário remodelar Cesário.

BPN/Machete? Resultados...

MAIORIA ESTÁVEL? Contados os votos em plenário:

Governo desconhecia
4,00%

Governo ocultou
96,00%



Fica para a História


28 julho 2013

Sobre o joelho


Com data de 23, uma declaração oficial do Governo português "sobre a alegada execução do luso-chinês lau Fat Wai", referindo-se que "segundo informações agora vindas a público, Lau Fat Wai, cidadão com nacionalidade portuguesa e chinesa, terá sido executado na China" e que uma posição de repúdio "foi hoje transmitida com carácter de urgência ao embaixador da China em Lisboa".

Alegada? Terá sido? E por coisa alegada e de que não há certeza, transmite-se uma posição com carácter de urgência à Embaixada chinesa? Não tem Portugal uma Embaixada em Pequim que dissipe dúvidas e alegações e se transmita uma posição oficial aos chineses sem que seja "segundo informações vindas a público"?

Questão de cabeça

Conclusão irrevogável do mais recente estudo de imagem não orçamentado:

"Um político só deve perder a cabeça quando tiver a certeza de que há prótese para isso."
Anónimo carrasco





Em HOJE & AMANHÃ, onde  onde, para além do dia nacional do Peru, se lembra que neste dia em 1131, era fundado o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, base de apoio a Afonso Henriques, na fundação da nacionalidade.

27 julho 2013

Por ordem: 1, 2, 3


Mensagem que deu à costa...

Junto à Torre de Belém, foi recolhida uma garrafa com um papel que alguém levou ao Palácio, julgando tratar-se de matéria confidencial da última visita. Dizia a mensagem que deu à costa:


"Havendo apenas quatro mentirosos numa ilha, cada um diz ao outro que está num continente."
Anónimo da Selvagem Grande






Estas e outras notícias, em HOJE & AMANHÃ, como por exemplo a de que faz hoje 35 anos que Eanes exonerava o primeiro-ministro do II Governo Constitucional, Mário Soares, após a quebra do acordo PS-CDS.

26 julho 2013

Afinal é isso

Nesta etapa, Luís Campos Ferreira é um prémio de fidelidade (muito pedalou na televisão); Bruno Maçães lançado na fase de preparação para o tour de 2014.

Contra-relógio de Machete

Revisto

Luís Campos Ferreira (nos Negócios Estrangeiros e Cooperação) e Bruno Maçães (Assuntos Europeus), são os nomes entregues por Rui Machete à última hora e em contra-relógio, já depois de marcada oficialmente para Belém (hoje, 15:00) a tomada de posse do pelotão dos de segunda fila do governo remodelado, e após a Presidência ter divulgado a lista oficial com as referidas lacunas.

O atraso terá sido por provocado por um furo na roda de José Cesário (Comunidades), cuja substituição por ciclista veterana chegou a ser sugerida. No entanto, José Cesário recolou, e segundo especialistas desta etapa que não é a etapa final, ele é um sério candidato ao prémio da montanha - basta-lhe vencer a próxima subida que será de 3.ª categoria.  Montanha é com ele.

Anónimo das Ilhas Caimão

Na página HOJE & AMANHÃ, além dos dias nacionais da Libéria e das Maldivas, e de algumas efemérides (por exemplo, o desastre ferroviário de Custóias, 100 mortos, foi há 49 anos), há para registar que, nos escritórios de uma conhecida sociedade de advogados de Lisboa, foi recebida de remetente não identificado, o seguinte esclarecimento:


"O calendário anual do BPN só tinha um dia: 1 de abril."
Anónimo das Ilhas Caimão

25 julho 2013

UE e Arménia

Confirmada a conclusão, com êxito,das negociações em Yerevan ontem obre o futuro Acordo de Associação entre a União Europeia e a Arménia, incluindo o estabelecimento de uma Área de Livre Comércio profunda e abrangente. As negociações tiveram início em 2010.

A menina dança?


Tal como corre, a AICEP volta à tutela do ministro da Economia (Pires de Lima + Paulo Portas), depois de dois anos na dependência dos Negócios Estrangeiros... Claro que, de imediato, não faltou quem tratasse a ação comercial externa como "diplomacia económica", a menina dos olhos do ex-MNE e agora vice-PM. Critérios são critérios, mas a dança é perturbadora - perturbadora para embaixadas, consulado, para a máquina do MNE e para os próprios utilizadores da rede da AICEP que anda de um lado para o outro, a reboque, como se fosse propriedade privada dos titulares, desfazendo a bondade do critério em que se insistiu durante dois anos como a condição sine qua non de uma reforma que, afinal, não foi nem é reforma.

Hezbollah na lista negra da UE

O Conselho acrescentou hoje a ala militar do Hezbollah à lista de entidades, grupos e e pessoas envolvidas em actos terroristas, conforme acordado no Conselho dos Negócios Estrangeiros em 22 de julho.

Anónimo intérprete

Pois quem consultou a página HOJE & AMANHÃ já deve ter reparado no registo de um desabafo filosofal  ouvido ocasionalmente à porta do Rilvas:

"Qualquer Ministro de Estrangeiros torna-se indigesto quando é difícil de engolir."
Anónimo do Protocolo de Estado

Há 22 anos que...

Como são as coisas. Neste dia 25, faz precisamente 22 anos que o Banco Europeu de Investimento emprestava a Portugal cerca de 155 mil milhões de euros para a construção de infraestruturas viárias e ferroviárias. Quem era primeiro-ministro? Cavaco Silva. E ministro das Finanças? Miguel Beleza. E ministro dos Transportes? Joaquim Ferreira do Amaral.Era o XI Governo Constitucional que tomou posse a 17 de agosto de 1987, sendo constituído pelo Partido Social-Democrata, com base nos resultados das eleições de 18 de julho de 1987, e que terminou o seu mandato a 31 de outubro de 1991. Os tempos de Dias Loureiro (Assuntos Parlamentares), Mira Amaral (Indústria) e Arlindo de Carvalho (Saúde), entre outros. Um dia memorável, este dia 25, para os que ensinam a catequese de que os portugueses, nas duas últimas décadas, viveram acima das suas possibilidades.

24 julho 2013

Sopro

Devem ter reparado que um anónimo deixou em comentário que "a sub passa a sub do vice; Comunidades regresso de uma Velha Senhora; Assuntos Europeus assistente FDUL; Senec: ex flad".

O sopro não andará longe do ar que se irá respirar.

Os passados são o problema

Quanto ao que aqui nos interessa os factos são estes:

  1. Rui Machete substituiu Nuno brito na proposta de remodelação governamental
  2. Assim que Nuno Brito foi dado como certo, levantaram-se de imediato as ondas, ou por isto ou por aquilo.
  3. E assim que Rui Machete foi confirmado na substituição, novas ondas se levantaram também de imediato, com dados que não caíram do céu e com ênfase para isto ou para aquilo.
  4. No passado, em momentos de crise política, o comando das Necessidade resultou do entendimento informal ou do menor denominador comum entre S. Bento e Belém quanto a política e imagem externa do Estado. Desta vez, desconhece-se se a rejeição foi resultado de desacordo, como também se desconhece se a substituição foi o corolário de consenso condicional. O segredo faz parte da seriedade institucional.
  5. Haverá uma arca com os dados que são lançados consoante a conveniência criteriosa do momento, ou por ressaibo ou por diplomático exercício de memória. Mas é positivo que sejam lançados alguma vez, em algum momento.

Hoje & Amanhã...

Notamos que são cada vez mais os nossos leitores que abrem a página HOJE & AMANHÃ onde, para além do "pensamento" de algum anónimo desencantado em qualquer parte do mundo, constam os dias nacionais, dias mundiais reconhecidos pela ONU e algumas efemérides que relativamente convirá relembrar. No início, com as pouca leitura, a página foi desalentadora e era como que atirar barro à parede. Vamos retonar, julgando que isso terá algum interesse. À meia-noite, lá estará ativa.

Já agora. Perguntam alguns o que é feito de "Manuel Paleólogo" e das suas tiradas da meia-noite... Como aqui foi escrito, a ficção de "Manual Paleólogo" começou no dia em que Bento XVI atiçou meio-mundo muçulmano com o tal discurso na Universidade de Ratisbona, em que citou Manuel II Paleólogo, a 20 de agosto de 2005. Também foi observado que essa ficção duraria enquanto Bento XVI fosse papa. E assim aconteceu até chegarmos ao Manuel DCCXLIX Paleólogo, em 27 de abril passado. Portanto foram 749 tiradas dessa personagem ou intérprete ficcionado com o humor possível. Mas se o "Manel" desapareceu, surgiu o "Anónimo". Mudam-se os tempos, mudam-se os intérpretes. Numa homenagem ao saudoso extinto, aqui fica reproduzido o seu último "pensamento" e que terá ainda alguma atualidade:

Como o Presidente da Turquia vem aí, é caso para lhe perguntar: "Foi VEXA que atribuiu vistos de residência gold às centenas de jovens turcos que temos entre nós?"- Manuel DCCXLIX Paleólogo©

As nossas desculpas

Vários comentários não entraram em tempo. Já estão irrevogavelmente. As nossas desculpas.

Perguntas

  1. Rui Machete irá faltar, como o antecessor, às reuniões do Conselho da União Europeia, fazendo-se representar pelo Secretary attached to the Minister for Foreign Affairs, with responsibility for European Affairs?
  2. O novo ministro vai manter a estrutura bizarra das Necessidades, designadamente secretários de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, e Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros?

23 julho 2013

Rui Machete, após este hiato insólito

Portanto, nova fase para o MNE, com Rui Machete no cadeirão das Necessidades. Resta saber o que vai acontecer com os secretários de Estado. depois deste insólito hiato e de uma experiência em que a diplomacia perdeu o seu principal genitivo que é a política, política de Estado.

Pode-se concordar ou discordar da trajetória e posições de Rui Machete, mas é um sénior da política, não é um adolescente tardio. Tem experiência governativa - foi vice-primeiro ministro, com Mota Pinto) no IX Governo Constitucional (Mário Soares), ministro dos Assuntos Sociais do VI Governo Provisório (1975-1976), presidente da Federação Internacional de Direito Europeu (1990-1992), membro do Governing Council do European Foundation Centre (1997-2000) e presidente do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (1988-2010).

É descrito como homem de consensos, ponderado e com firmeza calculada. Vamos ver.

11 julho 2013

Barómetro Nuno Brito expirou

Com o que se ouviu do Presidente da República, o barómetro Nuno Brito teria que expirar. E expirou quando o nome proposto para MNE era considerado como solução "péssima" por 73% dos participantes, contra os 23% que a consideravam "excelente", enquanto um "tanto faz" era a posição de 4%.

Entretanto, novo barómetro será colocado irrevogavelmente até final do dia: "Considera que Portas é ainda MNE?"

Acabou a hipótese Brito

Por ora, a hipótese Brito acabou.

10 julho 2013

Prova de cultura geralmente aérea

Perguntam, responde-se:
Não foi colocado aqui qualquer comentário ao comunicado do MNE sobre a questão do voo do Presidente da Bolívia, apenas porque se duvidou e continua-se a duvidar que tal comunicado tenha saído das Necessidades, pois trata-se de um comunicado com argumentos e linguagem mais própria do Centro de Controlo de Tráfego Aéreo da NAV ou mesmo da torre de controlo da Portela, que de uma diplomacia com gente madura e aproveitamento em prova de cultura geral.

Pouco de MNE

Grande oportunidade perdida para este governo nomear um excelente ministro dos Estrangeiros - tinha bastantes na sua área e que não fossem tão bons correspondentes dos EUA em Lisboa quanto enviados especiais de Lisboa a Washington. Esta escolha tem pouco de MNE.

08 julho 2013

Nuno Brito

Quando um governo em crise já não tem ninguém para MNE, por regra vai buscar um antigo diretor político das Necessidades que ainda esteja no prazo. Depois do que aconteceu na semana passada, tudo leva a crer que a escolha para suceder a Paulo Portas, recai sobre Nuno Brito. Se o Presidente da República aceitar o novo figurino da coligação, em que o CDS deixa para o PSD o controlo da fortíssima diplomacia económica, aí estará Nuno Brito no seu almejado cadeirão das Necessidades. Como se sabe, Nuno Brito terá sido o melhor Diretor de Política Externa de todo o sempre, conforme a opinião consolidada em Washington, nas Lajes e em Bruxelas mas não inteiramente coincidente com as opiniões que entram pelo Rilvas ou pelo Protocolo...

02 julho 2013

Portanto

Acabou mais uma fase nas Necessidades.