30 novembro 2015

Carreira

Há uns quantos embaixadores que também julgam que ganharam as eleições.

Mau clima

Como é sabido, o XXI Governo tomou posse a 26 de novembro, pelas 16:00 horas - primeiro-ministro indicado dois dias antes (24). No próprio dia da posse (26), o Presidente da República recebeu o primeiro-ministro cessante pelas 12:00, segundo a agenda oficial de Belém "para a reunião semanal", sendo lícito pensar que, para além das despedidas, tal reunião servisse para as últimas informações, e, nestas, informações sobre compromissos internacionais, designadamente a participação de Portugal na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21) que vinha a ser trabalhada há muito, desde Genebra onde Lisboa mantém uma Missão Permanente junto dos Organismos e Organizações lnternacionais em Genebra e do Departamento Europeu das Nações Unidas (embaixador Pedro Bártolo). Objetivamente, independentemente das informações prestadas pelo país anfitrião da conferência dos Estados Partes da convenção (França, Le Bourget), a lista oficial das Nações Unidas das delegações nacionais participantes a alto nível (clicar), na sua versão definitiva do dia 29, versão que conta, é omissa para Portugal. O primeiro-ministro português, o antecessor ainda que a conditione ou o já em funções, não consta. A lista teve versões anteriores ao dia 24.

Diplomaticamente, o primeiro-ministro António Costa relativizou o assunto classificando-o como "incidente burocrático". Naturalmente que fez bem em relativizar, dadas as dúvidas do Presidente da República sobre se o honrar de compromissos internacionais pelo XX Governo teria continuidade com o XXI. No contexto internacional, era politicamente importante que Portugal tivesse marcado presença de alto nível na abertura da COP21, pelo que o "incidente burocrático" que inviabilizou essa presença apenas é explicável por tanto "incidente de mau clima político" de que o noticiário quotidiano deu conta entre os dias 24 e 26. Não vamos ao ponto de considerar que, por contaminação política, terá sido um "incidente diplomático", mas o buraco de ozono ficou alargado, de nada valendo as desculpas de mau pagador de emissões, expostas por Moreira da Silva. Lamentável.

[Bartolomeu Passarinho* 02] É uma arte

Diplomacia é quando tu não te calas; burrice é quando eu não te ouço.

29 novembro 2015

[Programa do XXI Governo] 262 páginas, do simplex ao complex

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Até porque quem sente corações, pode não ver as caras

Nos cadeirões

Ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Experiência em várias posições no tabuleiro governamental:  ministro da Defesa Nacional (2009-2011) no XVIII Governo;  ministro dos Assuntos Parlamentares (2005-2009) no XVII Governo; ministro da Educação (2000-2001) e ministro da Cultura (2001-2002) e ainda secretário de Estado da Administração Educativa (1999-2000) no XIV Governo. Nasceu no Porto, em 1956, doutorado em Sociologia pelo ISCTE, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Foi deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto (em efetividade de funções entre 2002 e 2005 e em 2011, com funções suspensas por funções governamentais entre 2005 e 2011). Fez a travessia do deserto como comentador no ecrã. Tem diversas obras publicadas  nas áreas da sociologia e da filosofia política, e, no seu percurso académico registe-e que foi pró-Reitor da Universidade do Porto e presidente do Conselho Científico da Faculdade de Economia do Porto (1998-1999).
Secretária de Estado dos Assuntos Europeus
Margarida Marques
Chega às Necessidades com conhecimentos de causa. Depois de uma vintena de anos como funcionária da Comissão Europeia, trocou Bruxelas para, a convite de António Costa, liderar a lista de Leiria nas últimas legislativas. Já longínquo, em 1974, foi uma das fundadoras da Juventude Socialista, estrutura de que foi eleita secretária-geral em 1981, tornando-se na primeira mulher a liderar uma organização partidária de juventude em Portugal. Profissionalmente, começou carreira como professora de Matemática, na Escola Secundária Padre António Vieira.
Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação
Teresa Gonçalves Ribeiro
Tida como muito trabalhadora e com rara adaptação a matérias de desafio, larga funções de secretária-geral adjunta da União Parlamentar do Mediterrâneo (sede em Barcelona). Em 2007, já ocupara surpreendentemente a pasta dos Assuntos Europeus, rendendo o embaixador Manuel Lobo Antunes. Nasceu a 27 de maio de 1954, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Antes da escolha discreta para a Cova da Moura, era presidente do Gabinete para os Meios de Comunicação. Entre 1997 e 1999 foi directora do Departamento de Assessoria e Assuntos Internacionais do Instituto da Comunicação Social e entre 1998 e 2000 presidente do Comité Director dos mass media do Conselho da Europa.
Secretário de Estado das Comunidades
José Luís Carneiro
Líder da influente federação do Porto do PS (a maior distrital deste partido), foi apoiante de António José Seguro, anterior líder socialista, e até há pouco tempo presidente da Câmara de Baião e da Comissão de Recursos Naturais do Comité das Regiões da UE. Nasceu em Campelo a 04 de outubro de 1971. Foi dado como o melhor aluno da licenciatura em Relações Internacionais da Universidade Lusíada do ano lectivo de 1989-1994, e desde esse ano é professor nesta Universidade (primeiro em Lisboa e depois no Porto). Fez o mestrado (2002) em Estudos Africanos, no domínio das elites políticas, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa. Durante o ano lectivo de 2003 e 2004, fez a parte escolar do doutoramento em Ciência Política e Administração na Universidade de Santiago de Compostela, com a melhor média do curso (18 valores), onde ainda se encontra a realizar os estudos de doutoramento. Desde 2002 que é também professor do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), em Aveiro. Em 2004 assumiu a coordenação do curso de "Comércio Internacional".
Secretário de Estado da Internacionalização
Jorge Costa Oliveira
O jurista Jorge Costa Oliveira, 56 anos, é apresentado como especialista em questões económicas e consultor internacional. Trabalhou na extinta IPE – Investimentos e Participações Empresariais do Estado e esteve na última administração portuguesa de Macau, assim como na primeira administração chinesa. Liderou o Gabinete para os Assuntos de Direito Internacional da Região Administrativa Especial de Macau até Setembro de 2010 e integrou a Comissão de Jogo, na área técnico-jurídica. Licenciou-se na Faculdade de Direito de Lisboa. Em Macau foi considerado um dos melhores quadros da Administração. Recentemente estreara-se como colunista  do jornal online Macau Business.

[Bartolomeu Passarinho* 01] Foi criada antes

No primeiro dia de paraíso, ninguém sabe a cobra que o espreita.

28 novembro 2015

[Bartolomeu Passarinho* - 00] Pensador de serviço. Começa às 00:01

Assim se chama: Bartolomeu Passarinho. Este novo personagem e intérprete deveria ter iniciado funções a 11 de outubro, só agora é possível libertá-lo da gaiola para poder pensar... Na verdade, tivemos que ouvir, em imensa fila, parceiros sociais, personalidades, responsáveis dos zoos nacionais, e até grandes passarões, para que o Bartolomeu, enfim, pie. Pelas 00:01, começo deste domingo (29 de novembro), aqui contamos com a sua piada quotidiana, sempre à mesma hora e minuto.

Já agora, com sua anuência, confidenciamos o seu lema de cabeceira, o Poeminha do Contra, de Mário Quintana:
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Constituição de gabinetes. Prova dos nove

A equipa, como equipa. promete, mesmo com as convenientes reticências, aqueles três pontinhos que não estragam o parágrafo desde que não substituam ponto de interrogação, de exclamação ou de conformação. Só que, num governo destinado a ser observado à lupa, os gabinetes, quem vai para os gabinetes (chefe de, adjuntos e assessores), são da máxima importância. E por isso, quem vai para os gabinetes, não pode ser por mera cunha mas pela competência, pelo currículo, pelas provas, a começar pela prova dos nove. Não vale a pena insistir em cavalos errados para puxar a carroça, muito menos será aconselhável repescar cavalos que já provocaram desastres. Um desastre nas Necessidades pelo bater de asas de uma borboleta, por pequeno que seja dadas as circunstâncias e se ocorrer nos gabinetes, poder resultar num enormíssimo disparate em Nova Iorque, em Bruxelas e nas Comunidades.

Ora, a História das Necessidades ensina que as borboletas não entram pelas portas do ministro e dos secretários de Estado - entram pelas janelas abertas pelo pessoal de limpeza e fora das horas de despacho.

Borboleta, não entre.  Conforme o seu bater de asas à prova dos nove.

27 novembro 2015

[2.º Personagem estreante] Embaixador Traciano Biqueirão*

Depois dos serviços do personagem e intérprete conselheiro Marques Dieter Klaus, entretanto aposentado vai para quatro anos, a 3 de dezembro assume as funções de porta-voz o embaixador Traciano Biqueirão que, por razões orçamentais, desempenhará o cargo graciosamente. A seu cargo, a retoma dos Briefings da Uma.
Está a dizer:
- Olá! Boa noite! Até quinta-feira! Negócios Estrangeiros, Assuntos Europeus e Comunidades são comigo, não abdicando dos meu poderes, à exceção daquele em que cerceado.

MNE recolocado na posição certa

Com este XXI Governo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros fica recolocado na sua sua posição certa e correspondente à sua dignidade institucional: Número Dois na hierarquia do executivo. Além disso, caiu irrevogavelmente essa redundância de "ministro de Estado", que de Estado são todos os ministros - não é coisa privativa dos secretários. Sendo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, o condutor do sistema de representação externa, de intervenção direta junto da parceria europeia e de ponte insubstituível para as comunidades emigradas e seus descendentes ligados por cidadania ativa, além de corresponder à melhor tradição institucional portuguesa, a recolocação das Necessidades no topo da hierarquia governamental, não é mera questão de prestígio ou de satisfação de vaidade titular, mas questão de acerto funcional e político. Político, sublinhe-se.  Foi uma medida certa, como certa foi a eliminação dessa figura peregrina e quase siamesa de "vice-primeiro-ministro".

[Personagem estreante] Liberalito Menezes*

Terceiro Andar. Gabinete vazio. Secretária limpa.

- Olá! Boa noite! E ainda a coisa não começou, já há diplomatas a garantir que nunca estiveram na Cozinha Velha, mas sempre na Sala do Protocolo...
* Liberalito Menezes foi agente duplo toda a vida. E continua a ser. Como personagem, é estreante...

26 novembro 2015

XXI Governo. Nas Necessidades, vamos ver

Nas Necessidades, equipa completa à volta do agora MNE, Augusto Santos Silva. Aí teremos como secretária de Estado dos Assuntos Europeus – Margarida Marques; secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação – Teresa Ribeiro; secretário de Estado das Comunidades – José Luís Carneiro; e secretário de Estado da Internacionalização - Jorge Oliveira.

Para já, nenhum diplomata no topo das Necessidades.

Teresa Ribeiro é um regresso: há sete anos foi secretária de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, rendendo efemeramente Manuel Lobo Antunes. Ressurge agora nos Negócios Estrangeiros e na Cooperação. Neste tempo, oxalá já tenha estudado os dossiers necessários.

24 novembro 2015

Palácio que foi mesmo das necessidades

Entra para as Necessidades, Augusto Santos Silva. Como disse noutro lado, capaz de desmontar minas e armadilhas. Tudo leva a crer, será um virar de página. Aguardemos pelos secretários de Estado. O que passou foi um mostruário de austeridade mental. Pelo menos, entrará um sorriso na política externa, mesmo que seja irónico na diplomacia...

20 outubro 2015

Luso-canadiano Charles de Sousa, provável no governo de Otava

CARTA DO CANADÁ  Conservadores remetidos ao sotão

[1] À frente do Partido Liberal (centro esquerda), Justin Trudeau averbou uma maioria absoluta que remeteu ao sótão a década perdida que foram os dois mandatos do Partido Conservador, chefiado por Stephen Harper. Trudeau explicou que, para ganhar, aplicou uma receita à moda antiga: levou três anos a percorrer o país (que é o segundo maior depois da China) e a conversar com quantas pessoas foi possível, olhos nos olhos 
[2] Foi eleito um deputado luso-canadiano, Peter Fonseca, pelo círculo de Mississauga Leste. E há um ministro luso-canadiano no governo liberal da província do Ontário, Charles de Sousa, de quem se diz que fará parte do governo Trudeau. Vamos ver se Portugal terá um governo que compreenda a enorme vantagem de ter boa e estreita ligação com o governo do Canadá
Ler na íntegra na página Artigos Definidos

12 outubro 2015

Donald Tusk meteu-se onde não é nem foi chamado

Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu desde 2014 até 2017, mal conhecidos os resultados não-oficiais das eleições portuguesas, longe de estar indigitado um primeiro-ministro e sem que alguém soubesse aonde é que iria desembocar uma solução governativa num quadro complexo, o que fez ele? Logo no dia 7, emite um comunicado em nome do Conselho Europeu, a felicitar citadamente Pedro Passos Coelho "pela sua vitória nas eleições", opinando que tal vitória "abre caminho para o seu segundo mandato como Primeiro-Ministro".

E depois de uns considerandos mais próximas de opiniões livres de café que até podem ser defensáveis mas não naquele dia partindo de um Presidente da UE, Donald Tusk diiz mesmo que "é com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos". nda em Portugal a procissão ia no adro. Mais grave: Donald Tusk, como lhe competiria, nem uma única vez se congratula pelo civismo que marcou as eleições portuguesas, nem uma palavra de bom sentimento dirige ao eleitorado e aos valores democráticos que revelou - os valores da tolerância pela divergência, designadamente por parte do eleitorado sacrificado por uma Europa que se descaracteriza de dia para dia, sem que os portugueses percam a esperança de emendar caminho.

Pouco faltou para Donald Tusk substituir-se a Cavaco Silva e indigitar o primeiro-ministro, diabolizar tudo e todos os que pessoal ou politicamente não lhe são convenientes, prosseguindo uma cultura de arrogância que está nos antípodas do que a Europa deve ser e que ele, como polaco, sabe que não existiu quando a Polónia bem precisou de uma Europa tolerante e respeitadora de valores. Como Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk não só falou antes do tempo, como cometeu um enorme erro no qudro do que podemos designar por "diplomacia e política comunitária". A mensagem de felicitações de Donald Tusk, de comunitária não tem nada. E se o primeiro-ministro a indigitar for outro que não Pedro Passos Coelho, independentemente do que cada um pense sobre a bondade da solução? Qual poderá ser a cara de Donald Tusk? E porque não felicitou também o "compagnon de route" ,Paulo Portas, a quem o primeiro-ministro indigitado por Donald Tusk muito ficou a dever pelos lances mais atrevidos e ousados, se não até intimidatórios, dos tais que capturam infalivelmente votos? A mensagem de Donald Tusk, a não ser que a versão pública tenha sido apócrifa como recentemente ocorreu no caso de Espanha/Catalunha, é imprópria de um Presidente da Europa.

Para que conste:


 Felicitações do Presidente Donald Tusk ao  Primeiro-  Ministro de Portugal, Pedro Passos  Coelho
 07/10/2015
 15:00
 Comunicado de imprensa
 708/15 


Em nome do Conselho Europeu, venho felicitá-lo pela sua vitória nas eleições em Portugal, vitória essa que abre caminho para o seu segundo mandato como Primeiro-Ministro. Os recentes resultados económicos portugueses e estas eleições vêm demonstrar que o programa ambicioso de reformas económicas e as medidas aplicadas para garantir o equilíbrio das contas públicas que o seu governo tem vindo a executar durante os últimos quatro anos deram resultado.

Espero que nos próximos anos Portugal possa beneficiar da necessária estabilidade política para enfrentar os desafios que se perfilam no horizonte.

Estou convencido de que, sob a sua direção, Portugal vai continuar a contribuir para o desenvolvimento da União Europeia. Portugal e toda a União Europeia precisam de uma sólida recuperação económica que crie emprego e prosperidade, de concretizar a união monetária e de dar uma resposta firme aos desafios decorrentes da migração e das ameaças geopolíticas.

É com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos.

07 outubro 2015

Concurso diplomático. Para 10 vagas, apurados 43

No concurso diplomático aberto em março, e na sequência da prova escrita de conhecimentos, restam 43 apurados para as 10 vagas na carreira, que podem ir a 15. As provas orais começam a 12 de outubro e terminam no dia 28 - quatro candidatos por dia em provas de 20 minutos. Depois segue-se a entrevista profissional para os apurados que tenham obtido 14 ou mais valores. O júri é presidido pelo embaixador Ferreira Marques.

Ida e volta

Entretanto, hoje de manhã (7), Rui Machete lá copresidiu em Tânger (com o MNE marroquino), à 12.ª Reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do Diálogo 5+5. Sabe-se que o tema da reunião foi «A juventude, garantia de um Mediterrâneo estável e próspero»... Deve ser a última viagem antes da próxima.

Já corre

Próximo MNE, grande surpresa...

05 outubro 2015

Novo pensador de serviço

Estas Notas contaram, durante anos, com a colaboração constante do pensador de serviço, Manuel (número romano...) Paleólogo, que, coisas da vida, mais não pode ser já que Pensador Emérito, pensionista remetido ao silêncio. Todas as suas flores já constam em grande parte, na página Para fins de citação, como se pode verificar, página que tentaremos completar. À sua falta, em breve, aqui vai surgir novo pensador - Bartolomeu Passarinho. Mal seja conhecido e confirmado o novo Ministro dos Negócio Estrangeiros, o outro ou o mesmo, iniciará serviço.

Outras velhas figuras das Notas - embaixador Agapito, Frei Bermudas (de Roma), o conselheiro Marques Dieter Klaus (porta-voz), etc., darão também lugar a novos personagens e intérpretes, numa equipa completamente renovada e sem peso orçamental, em que se atenderá também às quotas do género. 

O presidente do Eurogrupo, holandês, esfrega um olho...

Nenhum melhor pretexto para retomar esta página e também a página gémea no Facebook. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem admoesta o novo governo português ainda inexistente, que vai ter de apresentar a Bruxelas uma proposta de orçamento até ao dia 15 deste mês de outubro, "sem falta". E mais: acrescentou que "não é necessária a aprovação do Parlamento", mas o novo governo "pode fazer depois alterações". Isto foi dito no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, no Luxemburgo. De nome completo, Jeroen René Victor Anton Dijsselbloem (holandês, 49 anos), filiado do Partido do Trabalho, é Ministro das Finanças dos Países Baixos e presidente do Eurogrupo. Desconhece-se se Dijsselbloem dentro da reunião disse o mesmo que fora dela, e se disse, qual a resposta do representante de Portugal e se este respondeu em flamengo... Como não temos política externa, deve ter feito aquele ultimato enquanto o diabo esfrega um olho...

04 outubro 2014

Aquele briefing...

Não está esquecido.

Pugilato Diplomático

Nova modalidade cuja prática garante ascensão na carreira: o Pugilato Diplomático. Depois dos enormes êxitos do passado em Estrasburgo e em Luanda, mais um que leva ao pódio, em Maputo.


Os portuguesinhos da Silva cooperam...

Não é novidade, mas o que relativamente à Cooperação consta na entrevista dada ao Expresso pelo presidente da Tecnoforma, diz como como a "cooperação" é vista, porque é disputada, e para que tem servido. Alguns dos presidentes da "cooperação", três a terminar em João Gomes Cravinho, foram pondo aquilo na ordem. Só que não é por despacho ou por decreto que o "espírito" muda. E o "espírito" é algo que tem muito a ver com expedientes. Fala-se muito, agora, daquilo que já é pré-história, e só porque um expediente redundou em escândalo. Sempre em Portugal, o problema não são os Portugueses mas sim os portuguesinhos da Silva.

Na ONU, aquilo?

O discurso de Machete na ONU foi uma tristeza. Vazio de ideias, medroso. Estilo FLAD.

03 outubro 2014

O Reino da Hipocrisia e alguns militares portugueses


“Aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando", estão de facto a morrer e muitos em vida estão a escapar-se, neste Portugal democrático, ao julgamento do que foram e fizeram naquele Portugal das guerras movidas em África. Em 1974, esperavam alguns ingénuos milicianos e outros tantos crentes no Direito Internacional que Portugal assinasse e viesse a ratificar os instrumentos diplomáticos que integram o acervo dos chamados Direitos Humanos . Pura ilusão. Portugal, até hoje, apenas assinou e ratificou o que não lhe é incómodo, melhor dito, o que não é incómodo para as corporações de interesses que foram capturando o poder. Exemplo típico disto é o comportamento diplomático do país relativamente à Convenção sobre a Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e dos Crimes Contra a Humanidade,de 26 de novembro de 1968. Portugal e não só, muitos mais estados onde eventuais alvos da convenção seriam postos fora do "combate democrático" com o qual branquearam as "obras valerosas" da guerra. A convenção entrou em vigor em novembro de 1971 (para Portugal, onde ainda estava o 25 de Abril), arrancou com apenas 9 signatários, conta hoje com a ratificação ou adesão de 54 estados. É muito pouco.

Não é difícil perceber que para os estados que não aderiram à convenção, os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade são mesmo prescritíveis, e que, por exemplo, basta protagonizar um sublime ato de paz no dia a seguir a um crime de guerra, para este prescrever. Como se tem verificado, o TPI é um contorno segundo as conveniências. da não retroatividade.

No Reino da Hipocrisia, a convenção incomoda deveras logo nos dois dos seus primeiros artigos:

ARTIGO 1º
São imprescritíveis, independentemente da data em que tenham sido cometidos, os seguintes crimes:
  1. Os crimes de guerra, como tal definidos no Estatuto do Tribunal Militar Internacional de Nuremberga de 8 de agosto de 1945 e confirmados pelas resoluções nº3 ( I ) e 95 ( i ) da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 13 de fevereiro de 1946 e 11 de dezembro de 1946, nomeadamente as "infrações graves" enumeradas na Convenção de Genebra de 12 de agosto de 1949 para a proteção às vítimas da guerra;
  1. Os crimes contra a humanidade, sejam cometidos em tempo de guerra ou em tempo de paz, como tal definidos no Estatuto do Tribunal Militar Internacional de Nuremberga de 8 de agosto de 1945 e confirmados pelas resoluções nº3 ( I ) e 95 ( i ) da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 13 de fevereiro de 1946 e 11 de dezembro de 1946; a evicção por um ataque armado; a ocupação; os atos desumanos resultantes da política de "apartheid"; e ainda o crime de genocídio, como tal definido na Convenção de 1948 para a prevenção e repressão do crime de genocídio, ainda que estes atos não constituam violação do direito interno do país onde foram cometidos.
ARTIGO 2º
Sendo cometido qualquer crime mencionado no Artigo 1º. as disposições da presente Convenção aplicar-se-ão aos representantes da autoridade do Estado e aos particulares que nele tenham participado como autores ou como cúmplices, ou que sejam culpados de incitamento direto à sua perpetração, ou que tenham participado de um acordo tendo em vista cometê-lo, seja qual for o seu grau de execução, assim como aos representantes do Estado que tenham tolerado a sua perpetração.

16 outubro 2013

Ilustres figuras

Nesse caso de Angola, Portugal não soube ou não conseguiu separar, quantum satis, negócios de diplomacia. Porquanto, entre nós, advogados que representam negócios (de Angola em Portugal ou de Portugal em Angola) se é que não são eles mesmos os protagonistas, são os mesmos que fazem, determinam e condicionam algumas políticas bilaterais e o naco mais forte da acção ou atividade diplomática. Mais: surgem nas tv's como comentadores do assunto, sem ao menos respeitarem cláusulas de ética. Tudo paredes-meias, com um MNE emparedado e a malha de representação minada.

15 outubro 2013

BARÓMETRO Machete? Resultado à vista

MACHETE ? À pergunta sobre se Machete, com o seu pedido de desculpas a Angola, tem ou não condições para continuar nas Necessidades, eis o resultado final que vale o que vale, como sempre, mas que desde sempre não tem andado longe dos desfechos:

Sim
17,46%
Não
82,54%

Sobre o golpe fatal de Eduardo dos Santos

A partir do momento em que Machete confirmou ter pedido diplomaticamente desculpas a Angola, com o primeiro-ministro a segurar-lhe o chapéu e o Presidente da República calado, quem sabe como é o "poder" em Angola, como aquele regime age e que "valores" tem, não ficou nada, mesmo nada surpreendido com o anúncio de José Eduardo dos Santos sobre o enterro da parceria estratégica com Portugal. Eduardo dos Santos e a sua corte castrense, sempre viram a política (interna e externa) como uma guerra em função dos despojos. E em Angola, enquanto a política viver dos despojos da guerra, que são vultuosos, o orgulho cego, impiedoso e prepotente será a regra. Quem pede desculpas é decapitado. O ministro não ministrou quando se lhe impunha ministrar. Baixou-se.

08 outubro 2013

Separação de deveres

Mesmo no caso das fugas de informação ou das flagrante violações do segredo de justiça que implicam figuras angolanas, compete à PGR falar, agindo se entender, ou aos advogados das figuras, e não ao Ministro dos Negócios Estrangeiros. É que uma coisa é ser ministro com funções de soberania, e outra é ser advogado de uma parte.