Jorge Costa Oliveira assinou (assinatura de peso), e equipa das Necessidades completa.
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
04 dezembro 2015
BRIEFING da UMA " A Casa aguentou, aguentou
BRIEFING da UMA " A responder às questões, aqui passa a estar o personagem e intérprete recentemente empossado no cargo, com longuíssima experiência em compromissos internacionais, o embaixador Traciano Biqueirão .
"
Parece governo-sombra?
1 - (DECLARAÇÃO PRÉVIA) Senhoras e Senhores, obrigado pela vossa presença, pelo que noto, a sala está cheia ainda que este briefing com me estreio, aconteça com seis horas de atraso. Como sabem o novo secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, tomou posse às 17 horas de hoje, pensava eu que, pela agenda oficial de Belém a coisa demorasse cinco minutos, assim foi mais ou menos, mas nunca contei que tivesse que aguentar paleio de horas no Pátio doa Bichos. As minhas desculpas pelo atraso. Mas permitam-me saudar os que, antes de mim, desempenharam desde há anos, as funções que assumo, designadamente o conselheiro Brandão Margallo e o conselheiro Marques Dieter Klaus, ambos aposentados intempestiva e injustamente. Vamos então às questões. Se faz favor...Parece governo-sombra?
2 - (Agência Social-Comunistas News - ASCN) O Ministro dos Negócios Estrangeiros passa a ser o úmero Dois na hierarquia do governo, e parece que para sublinhar essa qualidade, foi ele que encerrou o debate parlamentar sobre o Programa do executivo. Tem isso significado especial para as Necessidades ou é mais uma geringonça?
- O senhor, que representa uma agência noticiosa muito à Coreia do Norte, sabe melhor do que eu que em qualquer Estado Totalitário, um Ministério dos Negócios Estrangeiros é uma espécie em vias de extinção ou a tender para isso, pelo que ministros e secretários de Estado acabam por ser verbos de encher. Pelo que me cabe dizer, neste XXI Governo, o Ministério reentrou na Lista do Património Imaterial e Irrevogável de onde nunca devia ter sido excluído, com repartição da sua dignidade institucional e até competências por diversas geringonças...
- (ASCN) Mas o ministro não é de Estado, nem vice...
- E para quê essa designação? Só por causa de mais uma coroas ou penachos protocolares como em Piongyang? Asseguro-lhe que em Lisboa todos os atuais ministros são de Estado e todos os secretários de Estado, de Estado são. E quanto a vices, isso justificou-se na História portuguesa dos tempos da Índia, hoje é questão para divã de psiquiatra.
- (ASCN) O senhor é muito agressivo nas respostas, é completamemnte diferente dos seus antecessores que eram doces, suaves, afetuosos...
- Não somos do mesmo género. Além disso, desde que li esse livro "Jesus e a Política, de Paulo Rangel, fiquei despemperado tal como autor. Mais alguma pergunta? Se faz favor...
- (The Best Friends Forever Journal) O ex-ministro Pires de Lima afirmou que vai acabar a diplomacia económica. Pode comentar?
- Deixe que o secretário de Estado da Internacionalização entre em funções e responder-lhe-ei com todo o gosto. Fica combinado. Mas desde já observo que, tal como nas cervejas, há diplomacia económica com álcool e diplomacia económica sem álcool. E pronto, minhas senhoras e meus senhores, até quinta da próxima semana, se nãohouver antes um briefing extraordinário. Mais uma pegunta? Se faz favor, masbreve.
- (Tralha TV) O site oficial do MNE em vez das fotos de Margarida Marques, Teresa Ribeiro e Jorge Costa Oliveira, apresenta umas sombras como lhe posso mostrar aqui, veja:
É um governo-sombra?
- Obrigado pelo reparo. Pelas informações de que disponho ainda não houve tempo para a fotografia. A do Ministro foi a primeira, já está; a de José Luís Carneiro idem, as sombras de Margarida Marques e Teresa Ribeiro, primeiro eram sombras de homens, agora já passaram a sombras de mulheres e assim se evitam confusões como já ocorreram outrora. Além disso, a sombra do SE da Internacionalização surgem sem o nome do titular. Como sabe, no MNE, quando as coisas mudam, custa muito a tirar uma fotografia e mais ainda custa a escrever. Mas asseguro-lhe que, nem que tenha que ser eu a tirar a fotografia ou a recorrer ao Google Images, isso vai ser corrigido. Há muita tralha que vem do passado.
- O senhor, que representa uma agência noticiosa muito à Coreia do Norte, sabe melhor do que eu que em qualquer Estado Totalitário, um Ministério dos Negócios Estrangeiros é uma espécie em vias de extinção ou a tender para isso, pelo que ministros e secretários de Estado acabam por ser verbos de encher. Pelo que me cabe dizer, neste XXI Governo, o Ministério reentrou na Lista do Património Imaterial e Irrevogável de onde nunca devia ter sido excluído, com repartição da sua dignidade institucional e até competências por diversas geringonças...
- (ASCN) Mas o ministro não é de Estado, nem vice...
- E para quê essa designação? Só por causa de mais uma coroas ou penachos protocolares como em Piongyang? Asseguro-lhe que em Lisboa todos os atuais ministros são de Estado e todos os secretários de Estado, de Estado são. E quanto a vices, isso justificou-se na História portuguesa dos tempos da Índia, hoje é questão para divã de psiquiatra.
- (ASCN) O senhor é muito agressivo nas respostas, é completamemnte diferente dos seus antecessores que eram doces, suaves, afetuosos...
- Não somos do mesmo género. Além disso, desde que li esse livro "Jesus e a Política, de Paulo Rangel, fiquei despemperado tal como autor. Mais alguma pergunta? Se faz favor...
- (The Best Friends Forever Journal) O ex-ministro Pires de Lima afirmou que vai acabar a diplomacia económica. Pode comentar?
- Deixe que o secretário de Estado da Internacionalização entre em funções e responder-lhe-ei com todo o gosto. Fica combinado. Mas desde já observo que, tal como nas cervejas, há diplomacia económica com álcool e diplomacia económica sem álcool. E pronto, minhas senhoras e meus senhores, até quinta da próxima semana, se nãohouver antes um briefing extraordinário. Mais uma pegunta? Se faz favor, masbreve.
- (Tralha TV) O site oficial do MNE em vez das fotos de Margarida Marques, Teresa Ribeiro e Jorge Costa Oliveira, apresenta umas sombras como lhe posso mostrar aqui, veja:
É um governo-sombra?
- Obrigado pelo reparo. Pelas informações de que disponho ainda não houve tempo para a fotografia. A do Ministro foi a primeira, já está; a de José Luís Carneiro idem, as sombras de Margarida Marques e Teresa Ribeiro, primeiro eram sombras de homens, agora já passaram a sombras de mulheres e assim se evitam confusões como já ocorreram outrora. Além disso, a sombra do SE da Internacionalização surgem sem o nome do titular. Como sabe, no MNE, quando as coisas mudam, custa muito a tirar uma fotografia e mais ainda custa a escrever. Mas asseguro-lhe que, nem que tenha que ser eu a tirar a fotografia ou a recorrer ao Google Images, isso vai ser corrigido. Há muita tralha que vem do passado.
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Briefings
MNE completo
Com a tomada de posse de Jorge Costa Oliveira como secretário de Estado da Internacionalização (nesta sexta, 4, em Belém), o comando do Ministério dos Negócios Estrangeiros fica completo. A criação da nova estrutura no âmbito das Necessidades é uma medida inteiramente acertada. Para já, Jorge Costa Oliveira chega com elevado perfil e, ao que se sabe, não é homem que tenha vendido cavalos de Alter em contrabando.
[Bartolomeu Passarinho* 06] Irrevogável

Para um político, também a imagem vale mais do que mil palavras. Desde que não seja apagada com borracha.
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Bartolomeu Passarinho
03 dezembro 2015
Necessidades volta a ter visibilidade perdida
O ministro Augusto Santos Silva, em nome do XXI Governo, encerrou o debate parlamentar. Não foi, assim cremos, mera deferência pela pessoa do ministro, mas pela sua função e pelo que fica atribuído ao Palácio das Necessidades, como centro de governabilidade.
Adiamento do "Briefing da Uma"
Devido à intensidade da atividade parlamentar, e até porque o XXI Governo poderia cair devido a avarias eletrónicas, o "Briefing da Uma" previsto para hoje, ficou adiado para amanhã, sexta.
[Bartolomeu Passarinho* 05] Atenção UNESCO!

Para a salvaguarda do fabrico de chocalhos, há que aliviar as vacas desse peso. e obrigar cada demagogo a pendurar esse enfeite ao pescoço.
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Bartolomeu Passarinho
02 dezembro 2015
01 dezembro 2015
30 novembro 2015
Mau clima
Como é sabido, o XXI Governo tomou posse a 26 de novembro, pelas 16:00 horas - primeiro-ministro indicado dois dias antes (24). No próprio dia da posse (26), o Presidente da República recebeu o primeiro-ministro cessante pelas 12:00, segundo a agenda oficial de Belém "para a reunião semanal", sendo lícito pensar que, para além das despedidas, tal reunião servisse para as últimas informações, e, nestas, informações sobre compromissos internacionais, designadamente a participação de Portugal na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21) que vinha a ser trabalhada há muito, desde Genebra onde Lisboa mantém uma Missão Permanente junto dos Organismos e Organizações lnternacionais em Genebra e do Departamento Europeu das Nações Unidas (embaixador Pedro Bártolo). Objetivamente, independentemente das informações prestadas pelo país anfitrião da conferência dos Estados Partes da convenção (França, Le Bourget), a lista oficial das Nações Unidas das delegações nacionais participantes a alto nível (clicar), na sua versão definitiva do dia 29, versão que conta, é omissa para Portugal. O primeiro-ministro português, o antecessor ainda que a conditione ou o já em funções, não consta. A lista teve versões anteriores ao dia 24.
Diplomaticamente, o primeiro-ministro António Costa relativizou o assunto classificando-o como "incidente burocrático". Naturalmente que fez bem em relativizar, dadas as dúvidas do Presidente da República sobre se o honrar de compromissos internacionais pelo XX Governo teria continuidade com o XXI. No contexto internacional, era politicamente importante que Portugal tivesse marcado presença de alto nível na abertura da COP21, pelo que o "incidente burocrático" que inviabilizou essa presença apenas é explicável por tanto "incidente de mau clima político" de que o noticiário quotidiano deu conta entre os dias 24 e 26. Não vamos ao ponto de considerar que, por contaminação política, terá sido um "incidente diplomático", mas o buraco de ozono ficou alargado, de nada valendo as desculpas de mau pagador de emissões, expostas por Moreira da Silva. Lamentável.
Diplomaticamente, o primeiro-ministro António Costa relativizou o assunto classificando-o como "incidente burocrático". Naturalmente que fez bem em relativizar, dadas as dúvidas do Presidente da República sobre se o honrar de compromissos internacionais pelo XX Governo teria continuidade com o XXI. No contexto internacional, era politicamente importante que Portugal tivesse marcado presença de alto nível na abertura da COP21, pelo que o "incidente burocrático" que inviabilizou essa presença apenas é explicável por tanto "incidente de mau clima político" de que o noticiário quotidiano deu conta entre os dias 24 e 26. Não vamos ao ponto de considerar que, por contaminação política, terá sido um "incidente diplomático", mas o buraco de ozono ficou alargado, de nada valendo as desculpas de mau pagador de emissões, expostas por Moreira da Silva. Lamentável.
29 novembro 2015
Até porque quem sente corações, pode não ver as caras
Nos cadeirões
Ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Margarida Marques
Teresa Gonçalves Ribeiro
José Luís Carneiro
Jorge Costa Oliveira
Ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Experiência em várias posições no tabuleiro governamental: ministro da Defesa Nacional (2009-2011) no XVIII Governo; ministro dos Assuntos Parlamentares (2005-2009) no XVII Governo; ministro da Educação (2000-2001) e ministro da Cultura (2001-2002) e ainda secretário de Estado da Administração Educativa (1999-2000) no XIV Governo. Nasceu no Porto, em 1956, doutorado em Sociologia pelo ISCTE, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Foi deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto (em efetividade de funções entre 2002 e 2005 e em 2011, com funções suspensas por funções governamentais entre 2005 e 2011). Fez a travessia do deserto como comentador no ecrã. Tem diversas obras publicadas nas áreas da sociologia e da filosofia política, e, no seu percurso académico registe-e que foi pró-Reitor da Universidade do Porto e presidente do Conselho Científico da Faculdade de Economia do Porto (1998-1999).Secretária de Estado dos Assuntos Europeus
Margarida Marques
Chega às Necessidades com conhecimentos de causa. Depois de uma vintena de anos como funcionária da Comissão Europeia, trocou Bruxelas para, a convite de António Costa, liderar a lista de Leiria nas últimas legislativas. Já longínquo, em 1974, foi uma das fundadoras da Juventude Socialista, estrutura de que foi eleita secretária-geral em 1981, tornando-se na primeira mulher a liderar uma organização partidária de juventude em Portugal. Profissionalmente, começou carreira como professora de Matemática, na Escola Secundária Padre António Vieira.Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação
Teresa Gonçalves Ribeiro
Tida como muito trabalhadora e com rara adaptação a matérias de desafio, larga funções de secretária-geral adjunta da União Parlamentar do Mediterrâneo (sede em Barcelona). Em 2007, já ocupara surpreendentemente a pasta dos Assuntos Europeus, rendendo o embaixador Manuel Lobo Antunes. Nasceu a 27 de maio de 1954, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Antes da escolha discreta para a Cova da Moura, era presidente do Gabinete para os Meios de Comunicação. Entre 1997 e 1999 foi directora do Departamento de Assessoria e Assuntos Internacionais do Instituto da Comunicação Social e entre 1998 e 2000 presidente do Comité Director dos mass media do Conselho da Europa.Secretário de Estado das Comunidades
José Luís Carneiro
Líder da influente federação do Porto do PS (a maior distrital deste partido), foi apoiante de António José Seguro, anterior líder socialista, e até há pouco tempo presidente da Câmara de Baião e da Comissão de Recursos Naturais do Comité das Regiões da UE. Nasceu em Campelo a 04 de outubro de 1971. Foi dado como o melhor aluno da licenciatura em Relações Internacionais da Universidade Lusíada do ano lectivo de 1989-1994, e desde esse ano é professor nesta Universidade (primeiro em Lisboa e depois no Porto). Fez o mestrado (2002) em Estudos Africanos, no domínio das elites políticas, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa. Durante o ano lectivo de 2003 e 2004, fez a parte escolar do doutoramento em Ciência Política e Administração na Universidade de Santiago de Compostela, com a melhor média do curso (18 valores), onde ainda se encontra a realizar os estudos de doutoramento. Desde 2002 que é também professor do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), em Aveiro. Em 2004 assumiu a coordenação do curso de "Comércio Internacional".Secretário de Estado da Internacionalização
Jorge Costa Oliveira
O jurista Jorge Costa Oliveira, 56 anos, é apresentado como especialista em questões económicas e consultor internacional. Trabalhou na extinta IPE – Investimentos e Participações Empresariais do Estado e esteve na última administração portuguesa de Macau, assim como na primeira administração chinesa. Liderou o Gabinete para os Assuntos de Direito Internacional da Região Administrativa Especial de Macau até Setembro de 2010 e integrou a Comissão de Jogo, na área técnico-jurídica. Licenciou-se na Faculdade de Direito de Lisboa. Em Macau foi considerado um dos melhores quadros da Administração. Recentemente estreara-se como colunista do jornal online Macau Business.
28 novembro 2015
[Bartolomeu Passarinho* - 00] Pensador de serviço. Começa às 00:01
Assim se chama: Bartolomeu Passarinho. Este novo personagem e intérprete deveria ter iniciado funções a 11 de outubro, só agora é possível libertá-lo da gaiola para poder pensar... Na verdade, tivemos que ouvir, em imensa fila, parceiros sociais, personalidades, responsáveis dos zoos nacionais, e até grandes passarões, para que o Bartolomeu, enfim, pie. Pelas 00:01, começo deste domingo (29 de novembro), aqui contamos com a sua piada quotidiana, sempre à mesma hora e minuto.
Já agora, com sua anuência, confidenciamos o seu lema de cabeceira, o Poeminha do Contra, de Mário Quintana:
Já agora, com sua anuência, confidenciamos o seu lema de cabeceira, o Poeminha do Contra, de Mário Quintana:
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
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Bartolomeu Passarinho
Constituição de gabinetes. Prova dos nove
A equipa, como equipa. promete, mesmo com as convenientes reticências, aqueles três pontinhos que não estragam o parágrafo desde que não substituam ponto de interrogação, de exclamação ou de conformação. Só que, num governo destinado a ser observado à lupa, os gabinetes, quem vai para os gabinetes (chefe de, adjuntos e assessores), são da máxima importância. E por isso, quem vai para os gabinetes, não pode ser por mera cunha mas pela competência, pelo currículo, pelas provas, a começar pela prova dos nove. Não vale a pena insistir em cavalos errados para puxar a carroça, muito menos será aconselhável repescar cavalos que já provocaram desastres. Um desastre nas Necessidades pelo bater de asas de uma borboleta, por pequeno que seja dadas as circunstâncias e se ocorrer nos gabinetes, poder resultar num enormíssimo disparate em Nova Iorque, em Bruxelas e nas Comunidades.
Ora, a História das Necessidades ensina que as borboletas não entram pelas portas do ministro e dos secretários de Estado - entram pelas janelas abertas pelo pessoal de limpeza e fora das horas de despacho.
Borboleta, não entre. Conforme o seu bater de asas à prova dos nove.
Ora, a História das Necessidades ensina que as borboletas não entram pelas portas do ministro e dos secretários de Estado - entram pelas janelas abertas pelo pessoal de limpeza e fora das horas de despacho.
Borboleta, não entre. Conforme o seu bater de asas à prova dos nove.
27 novembro 2015
[2.º Personagem estreante] Embaixador Traciano Biqueirão*
Depois dos serviços do personagem e intérprete conselheiro Marques Dieter Klaus, entretanto aposentado vai para quatro anos, a 3 de dezembro assume as funções de porta-voz o embaixador Traciano Biqueirão que, por razões orçamentais, desempenhará o cargo graciosamente. A seu cargo, a retoma dos Briefings da Uma.
Está a dizer:
- Olá! Boa noite! Até quinta-feira! Negócios Estrangeiros, Assuntos Europeus e Comunidades são comigo, não abdicando dos meu poderes, à exceção daquele em que cerceado.
MNE recolocado na posição certa
Com este XXI Governo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros fica recolocado na sua sua posição certa e correspondente à sua dignidade institucional: Número Dois na hierarquia do executivo. Além disso, caiu irrevogavelmente essa redundância de "ministro de Estado", que de Estado são todos os ministros - não é coisa privativa dos secretários. Sendo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, o condutor do sistema de representação externa, de intervenção direta junto da parceria europeia e de ponte insubstituível para as comunidades emigradas e seus descendentes ligados por cidadania ativa, além de corresponder à melhor tradição institucional portuguesa, a recolocação das Necessidades no topo da hierarquia governamental, não é mera questão de prestígio ou de satisfação de vaidade titular, mas questão de acerto funcional e político. Político, sublinhe-se. Foi uma medida certa, como certa foi a eliminação dessa figura peregrina e quase siamesa de "vice-primeiro-ministro".
[Personagem estreante] Liberalito Menezes*
Terceiro Andar. Gabinete vazio. Secretária limpa.
- Olá! Boa noite! E ainda a coisa não começou, já há diplomatas a garantir que nunca estiveram na Cozinha Velha, mas sempre na Sala do Protocolo...
- Olá! Boa noite! E ainda a coisa não começou, já há diplomatas a garantir que nunca estiveram na Cozinha Velha, mas sempre na Sala do Protocolo...
* Liberalito Menezes foi agente duplo toda a vida. E continua a ser. Como personagem, é estreante...
26 novembro 2015
XXI Governo. Nas Necessidades, vamos ver
Nas Necessidades, equipa completa à volta do agora MNE, Augusto Santos Silva. Aí teremos como secretária de Estado dos Assuntos Europeus – Margarida Marques; secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação – Teresa Ribeiro; secretário de Estado das Comunidades – José Luís Carneiro; e secretário de Estado da Internacionalização - Jorge Oliveira.
Para já, nenhum diplomata no topo das Necessidades.
Teresa Ribeiro é um regresso: há sete anos foi secretária de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, rendendo efemeramente Manuel Lobo Antunes. Ressurge agora nos Negócios Estrangeiros e na Cooperação. Neste tempo, oxalá já tenha estudado os dossiers necessários.
Para já, nenhum diplomata no topo das Necessidades.
Teresa Ribeiro é um regresso: há sete anos foi secretária de Estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, rendendo efemeramente Manuel Lobo Antunes. Ressurge agora nos Negócios Estrangeiros e na Cooperação. Neste tempo, oxalá já tenha estudado os dossiers necessários.
24 novembro 2015
Palácio que foi mesmo das necessidades
Entra para as Necessidades, Augusto Santos Silva. Como disse noutro lado, capaz de desmontar minas e armadilhas. Tudo leva a crer, será um virar de página. Aguardemos pelos secretários de Estado. O que passou foi um mostruário de austeridade mental. Pelo menos, entrará um sorriso na política externa, mesmo que seja irónico na diplomacia...
20 outubro 2015
Luso-canadiano Charles de Sousa, provável no governo de Otava
CARTA DO CANADÁ Conservadores remetidos ao sotão
[1] À frente do Partido Liberal (centro esquerda), Justin Trudeau averbou uma maioria absoluta que remeteu ao sótão a década perdida que foram os dois mandatos do Partido Conservador, chefiado por Stephen Harper. Trudeau explicou que, para ganhar, aplicou uma receita à moda antiga: levou três anos a percorrer o país (que é o segundo maior depois da China) e a conversar com quantas pessoas foi possível, olhos nos olhos
[2] Foi eleito um deputado luso-canadiano, Peter Fonseca, pelo círculo de Mississauga Leste. E há um ministro luso-canadiano no governo liberal da província do Ontário, Charles de Sousa, de quem se diz que fará parte do governo Trudeau. Vamos ver se Portugal terá um governo que compreenda a enorme vantagem de ter boa e estreita ligação com o governo do CanadáLer na íntegra na página Artigos Definidos
12 outubro 2015
Donald Tusk meteu-se onde não é nem foi chamado
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu desde 2014 até 2017, mal conhecidos os resultados não-oficiais das eleições portuguesas, longe de estar indigitado um primeiro-ministro e sem que alguém soubesse aonde é que iria desembocar uma solução governativa num quadro complexo, o que fez ele? Logo no dia 7, emite um comunicado em nome do Conselho Europeu, a felicitar citadamente Pedro Passos Coelho "pela sua vitória nas eleições", opinando que tal vitória "abre caminho para o seu segundo mandato como Primeiro-Ministro".
E depois de uns considerandos mais próximas de opiniões livres de café que até podem ser defensáveis mas não naquele dia partindo de um Presidente da UE, Donald Tusk diiz mesmo que "é com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos". nda em Portugal a procissão ia no adro. Mais grave: Donald Tusk, como lhe competiria, nem uma única vez se congratula pelo civismo que marcou as eleições portuguesas, nem uma palavra de bom sentimento dirige ao eleitorado e aos valores democráticos que revelou - os valores da tolerância pela divergência, designadamente por parte do eleitorado sacrificado por uma Europa que se descaracteriza de dia para dia, sem que os portugueses percam a esperança de emendar caminho.
Pouco faltou para Donald Tusk substituir-se a Cavaco Silva e indigitar o primeiro-ministro, diabolizar tudo e todos os que pessoal ou politicamente não lhe são convenientes, prosseguindo uma cultura de arrogância que está nos antípodas do que a Europa deve ser e que ele, como polaco, sabe que não existiu quando a Polónia bem precisou de uma Europa tolerante e respeitadora de valores. Como Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk não só falou antes do tempo, como cometeu um enorme erro no qudro do que podemos designar por "diplomacia e política comunitária". A mensagem de felicitações de Donald Tusk, de comunitária não tem nada. E se o primeiro-ministro a indigitar for outro que não Pedro Passos Coelho, independentemente do que cada um pense sobre a bondade da solução? Qual poderá ser a cara de Donald Tusk? E porque não felicitou também o "compagnon de route" ,Paulo Portas, a quem o primeiro-ministro indigitado por Donald Tusk muito ficou a dever pelos lances mais atrevidos e ousados, se não até intimidatórios, dos tais que capturam infalivelmente votos? A mensagem de Donald Tusk, a não ser que a versão pública tenha sido apócrifa como recentemente ocorreu no caso de Espanha/Catalunha, é imprópria de um Presidente da Europa.
Para que conste:
Em nome do Conselho Europeu, venho felicitá-lo pela sua vitória nas eleições em Portugal, vitória essa que abre caminho para o seu segundo mandato como Primeiro-Ministro. Os recentes resultados económicos portugueses e estas eleições vêm demonstrar que o programa ambicioso de reformas económicas e as medidas aplicadas para garantir o equilíbrio das contas públicas que o seu governo tem vindo a executar durante os últimos quatro anos deram resultado.
Espero que nos próximos anos Portugal possa beneficiar da necessária estabilidade política para enfrentar os desafios que se perfilam no horizonte.
Estou convencido de que, sob a sua direção, Portugal vai continuar a contribuir para o desenvolvimento da União Europeia. Portugal e toda a União Europeia precisam de uma sólida recuperação económica que crie emprego e prosperidade, de concretizar a união monetária e de dar uma resposta firme aos desafios decorrentes da migração e das ameaças geopolíticas.
É com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos.
E depois de uns considerandos mais próximas de opiniões livres de café que até podem ser defensáveis mas não naquele dia partindo de um Presidente da UE, Donald Tusk diiz mesmo que "é com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos". nda em Portugal a procissão ia no adro. Mais grave: Donald Tusk, como lhe competiria, nem uma única vez se congratula pelo civismo que marcou as eleições portuguesas, nem uma palavra de bom sentimento dirige ao eleitorado e aos valores democráticos que revelou - os valores da tolerância pela divergência, designadamente por parte do eleitorado sacrificado por uma Europa que se descaracteriza de dia para dia, sem que os portugueses percam a esperança de emendar caminho.
Pouco faltou para Donald Tusk substituir-se a Cavaco Silva e indigitar o primeiro-ministro, diabolizar tudo e todos os que pessoal ou politicamente não lhe são convenientes, prosseguindo uma cultura de arrogância que está nos antípodas do que a Europa deve ser e que ele, como polaco, sabe que não existiu quando a Polónia bem precisou de uma Europa tolerante e respeitadora de valores. Como Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk não só falou antes do tempo, como cometeu um enorme erro no qudro do que podemos designar por "diplomacia e política comunitária". A mensagem de felicitações de Donald Tusk, de comunitária não tem nada. E se o primeiro-ministro a indigitar for outro que não Pedro Passos Coelho, independentemente do que cada um pense sobre a bondade da solução? Qual poderá ser a cara de Donald Tusk? E porque não felicitou também o "compagnon de route" ,Paulo Portas, a quem o primeiro-ministro indigitado por Donald Tusk muito ficou a dever pelos lances mais atrevidos e ousados, se não até intimidatórios, dos tais que capturam infalivelmente votos? A mensagem de Donald Tusk, a não ser que a versão pública tenha sido apócrifa como recentemente ocorreu no caso de Espanha/Catalunha, é imprópria de um Presidente da Europa.
Para que conste:
Felicitações do Presidente Donald Tusk ao Primeiro- Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho
07/10/2015
15:00
Comunicado de imprensa
708/15
15:00
Comunicado de imprensa
708/15
Em nome do Conselho Europeu, venho felicitá-lo pela sua vitória nas eleições em Portugal, vitória essa que abre caminho para o seu segundo mandato como Primeiro-Ministro. Os recentes resultados económicos portugueses e estas eleições vêm demonstrar que o programa ambicioso de reformas económicas e as medidas aplicadas para garantir o equilíbrio das contas públicas que o seu governo tem vindo a executar durante os últimos quatro anos deram resultado.
Espero que nos próximos anos Portugal possa beneficiar da necessária estabilidade política para enfrentar os desafios que se perfilam no horizonte.
Estou convencido de que, sob a sua direção, Portugal vai continuar a contribuir para o desenvolvimento da União Europeia. Portugal e toda a União Europeia precisam de uma sólida recuperação económica que crie emprego e prosperidade, de concretizar a união monetária e de dar uma resposta firme aos desafios decorrentes da migração e das ameaças geopolíticas.
É com grande prazer que espero continuar a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência e desde já lhe dou as boas vindas ao Conselho Europeu de 15 e 16 de Outubro próximos.
07 outubro 2015
Concurso diplomático. Para 10 vagas, apurados 43
No concurso diplomático aberto em março, e na sequência da prova escrita de conhecimentos, restam 43 apurados para as 10 vagas na carreira, que podem ir a 15. As provas orais começam a 12 de outubro e terminam no dia 28 - quatro candidatos por dia em provas de 20 minutos. Depois segue-se a entrevista profissional para os apurados que tenham obtido 14 ou mais valores. O júri é presidido pelo embaixador Ferreira Marques.
Ida e volta
Entretanto, hoje de manhã (7), Rui Machete lá copresidiu em Tânger (com o MNE marroquino), à 12.ª Reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do Diálogo 5+5. Sabe-se que o tema da reunião foi «A juventude, garantia de um Mediterrâneo estável e próspero»... Deve ser a última viagem antes da próxima.
05 outubro 2015
Novo pensador de serviço
Estas Notas contaram, durante anos, com a colaboração constante do pensador de serviço, Manuel (número romano...) Paleólogo, que, coisas da vida, mais não pode ser já que Pensador Emérito, pensionista remetido ao silêncio. Todas as suas flores já constam em grande parte, na página Para fins de citação, como se pode verificar, página que tentaremos completar. À sua falta, em breve, aqui vai surgir novo pensador - Bartolomeu Passarinho. Mal seja conhecido e confirmado o novo Ministro dos Negócio Estrangeiros, o outro ou o mesmo, iniciará serviço.
Outras velhas figuras das Notas - embaixador Agapito, Frei Bermudas (de Roma), o conselheiro Marques Dieter Klaus (porta-voz), etc., darão também lugar a novos personagens e intérpretes, numa equipa completamente renovada e sem peso orçamental, em que se atenderá também às quotas do género.
Outras velhas figuras das Notas - embaixador Agapito, Frei Bermudas (de Roma), o conselheiro Marques Dieter Klaus (porta-voz), etc., darão também lugar a novos personagens e intérpretes, numa equipa completamente renovada e sem peso orçamental, em que se atenderá também às quotas do género.
O presidente do Eurogrupo, holandês, esfrega um olho...
Nenhum melhor pretexto para retomar esta página e também a página gémea no Facebook. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem admoesta o novo governo português ainda inexistente, que vai ter de apresentar a Bruxelas uma proposta de orçamento até ao dia 15 deste mês de outubro, "sem falta". E mais: acrescentou que "não é necessária a aprovação do Parlamento", mas o novo governo "pode fazer depois alterações". Isto foi dito no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, no Luxemburgo. De nome completo, Jeroen René Victor Anton Dijsselbloem (holandês, 49 anos), filiado do Partido do Trabalho, é Ministro das Finanças dos Países Baixos e presidente do Eurogrupo. Desconhece-se se Dijsselbloem dentro da reunião disse o mesmo que fora dela, e se disse, qual a resposta do representante de Portugal e se este respondeu em flamengo... Como não temos política externa, deve ter feito aquele ultimato enquanto o diabo esfrega um olho...
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