Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
31 janeiro 2017
Quem pode levar este recado ao Garcia?
Não chegará lá, mas em todo o caso alguém que advirta o inesperado presidente dos EUA que Arnold Toynbee, o historiador que serviu na diplomacia britânica durante as duas guerras mundiais e foi delegado na conferência de Paz de Paris (1919), avançou a ideia de que as civilizações morrem de suicídio, não de assassinato (neste caso, o galicismo é preferível a assassínio).
Breve telegrama, em tempo
O que Pedro Passos Coelho disse da Cimeira do Sul da Europa, apenas prova que Paulo Portas não o aconselha.
Brexit, como?
Brexit. Como? Está bem explicado aqui.
https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/18767/1/AFONSO%20PATR%C3%83O%20%28766589_1%29.PDF
https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/18767/1/AFONSO%20PATR%C3%83O%20%28766589_1%29.PDF
Chefe de Estado ou Estado de Chefe?
Pergunta cada vez mais pertinente: embaixadas dos Estados Unidos da América, ou embaixadas de Donald Trump? Na Europa, já uma vez se colocou esta questão de forma trágica, com os incautos a explicarem-se depois dizendo que não sabiam o que estava a acontecer.
14 janeiro 2017
[E sem qualquer vénia] Para registo, quanto a Soares
Visitava um país europeu, visita de Estado como Presidente da República. O embaixador de Portugal nesse país, declarado apoiante do regime derrubado em 74, não apareceu em nenhum local onde estava Soares. Pedida uma explicação para tal estranho comportamento de um embaixador, este declarou alto e em bom som: "Enquanto tivermos em Portugal um Presidente chamado Soares, eu não compareço em nenhum ato seja oficial ou não, seja eu também embaixador ou não". Depois perguntou-se igualmente a Soares se não achava estranha a ausência do embaixador na comitiva e nos atos oficiais. "Estranho é, fica com a consciência do senhor embaixador", respondeu.
O embaixador teve essa consciência o tempo suficiente para perceber que Soares era avesso à represália mesmo que esta viesse pela lógica da disciplina. Ficou por saber-se é se essa consciência percebeu a tempo o valor da tolerância.
O embaixador teve essa consciência o tempo suficiente para perceber que Soares era avesso à represália mesmo que esta viesse pela lógica da disciplina. Ficou por saber-se é se essa consciência percebeu a tempo o valor da tolerância.
[Com a devida vénia] Dois sublinhados ou lembretes do embaixador Francisco Seixas da Costa. Sobre Soares.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Diplomacia
Publicado por Francisco Seixas da Costa à(s) 02:25
Diplomacia
Agora que Mário Soares partiu, gostava de deixar dois sublinhados e uma nota, no tocante à diplomacia portuguesa.
O primeiro para sublinhar que o Ministério dos Negócios Estrangeiros lhe ficou a dever uma atitude de grande sentido de Estado, quando, em 1974, assumiu a pasta de ministro dos Negócios Estrangeiros. Perante algumas vozes que, à época, defendiam o saneamento de grande parte dos quadros diplomáticos, que disciplinadamente tinham servido a política do governo precedente, Soares teve o bom senso e a prudência de tratar esse assunto com elevado sentido de medida e de justiça. A "carreira" retribuiu-lhe e provou, no novo Portugal democrático, que tinha um sentido profissional muito elevado.
O segundo sublinhado é para destacar algo que raramente é mencionado. Foi Mário Soares quem, durante o seu tempo como ministro dos Negócios Estrangeiros, abriu a carreira diplomática às mulheres, que até aí estavam anacronicamente impedidas de exercer tais funções. O primeiro concurso em que entraram mulheres (o mesmo em que eu também acedi ao MNE) teve lugar em 1975.
A nota tem a ver com a despedida de Mário Soares. Foi o Protocolo de Estado, sedeado no ministério dos Negócios Estrangeiros, quem teve a responsabilidade essencial na organização dos funerais de Estado do antigo presidente. Para quem esteve atento, tratou-se de um trabalho impecável, rigoroso, feito com grande eficácia, onde a necessária solenidade nem por um momento foi tocada por qualquer gongorismo formal excessivo. Quase quatro décadas da "casa" ensinaram-me bem o que são as dificuldades de uma tarefa desta dimensão, em que nenhuma falha seria perdoada e teria uma visibilidade ímpar. Por isso, como diplomata, senti-me orgulhoso pelo trabalho levado a cabo pelos meus colegas, naturalmente associados a outros atores oficiais e privados imprescindíveis. Uma especial palavra é assim devida ao embaixador António Almeida Lima, chefe daquela excelente "orquestra".
Publicado por Francisco Seixas da Costa à(s) 02:25
13 janeiro 2017
Novo edifício Europa com caixilhos de demolições na fachada
Podia ser um dia festivo, emblemático, um dia de bom presságio. Nesta segunda-feira (16 de janeiro, pelas 9:30), o novo edifício Europa começa a ser usado para a sua finalidade: sede principal do Conselho Europeu e do Conselho da União Europeia, entidades cujas designações começam logo por gerar confusões, não só com o Conselho da Europa que é instituição diferente, mas sobretudo porque é preciso no mínimo um mestrado para se perceber qual a razão porque o Conselho da União Europeia não é Conselho Europeu e este aquele. Enfim, está feito e a imagem do novo edifício Europa vai correr mundo infelizmente no momento em a Europa recua às suas piores velharias.
Este Conselho que, como tal, vai ser o inaugural do edifício, cumpre a reunião n.º 3.513 dos Negócios Estrangeiros, e porque está o 13, quer Federica Mogherini, Alta Representante da UE para os Devidos Efeitos e para as já Duvidosas Causas, quer os ministros conselheiros porque são do conselho, devem entrar com os dedos cruzados ou a fazer figa. Augusto Santos Silve prepare-se e tenha em conta que o fazer figas, em países de língua inglesa, é uma brincadeira infantil com se simula arrancar o nariz de uma criança, e não como em Portugal que é símbolo dos desejos de boa sorte.
Enfim. O edifício Europa está feito embora a Europa esteja longe de se fazer, para mais não se dizer ao contrário. A partir de agora vai acolher as cimeiras da UE (a primeira deste semestre já lá será), as cimeiras multilaterais e reuniões ministeriais, vai albergar gabinetes das delegações nacionais assim como o gabinete do Presidente do Conselho Europeu, ao todo 250 gabinetes e 3.750 janelas.
O edifício foi decidido vai para 12 anos em função do alargamento e não da redução da UE e foi concebido por um consórcio de arquitetos da Bélgica, Itália e… do Reino Unido.
Nesta concepção, agora concretizada em pleno, há um elemento que em 2004 estava longe de poder ser entendido como premonitório, como em 2017 pode ser e oxalá não seja. É que a fachada da Europa é composta por caixilhos de janelas de madeira restaurados, provenientes de obras de renovação ou demolição de todos os países da UE… Lá estão caixilhos de Portugal e bem se espera que a Espanha não tenha enviado caixilhos de Almaraz, mas algum caixilho de algum moinho bem conhecido de Sancho Pança.
Quanto a edifício, temos Europa. Falta o essencial. E o essencial não depende de consórcios.
12 janeiro 2017
10 dezembro 2015
[Bartolomeu Passarinho* 10] A história repete-se

Na verdade, sempre que uma mudança provoca medo, as caras de alguns diplomatas ficam tal e qual as fotografias do passaporte.
09 dezembro 2015
BARÓMETRO/NV? Recomeça, dia 15 (terça)
O nosso BARÓMETRO é retomado neste próximo dia 15 (terça.feira), Vale o que vale, como é sabido, mas, por acaso, os resultados têm apresentado uma margem mínima de erro...
Cada consulta manter-se-á por 15 dias.
A primeira pergunta incidirá sobre as saudades que os dois ministros, entre 2011 e 2015 (Paulo Portas e Rui Machete), deixaram nas Necessidades: muitas, poucas, ou nenhumas.
Cada consulta manter-se-á por 15 dias.
A primeira pergunta incidirá sobre as saudades que os dois ministros, entre 2011 e 2015 (Paulo Portas e Rui Machete), deixaram nas Necessidades: muitas, poucas, ou nenhumas.
O "posto" de chefe de gabinete...
Nada temos contra um "chefe de gabinete" ser escolhido de entre diplomatas acabados, principiantes ou em rodagem avançada. Nada a opor a que um "chefe de gabinete" nas Necessidades seja alguém "de fora" da Casa. O mesmo quanto a adjuntos, assessores. Já será estranha essa espécie de "tradição" uma chefia de gabinete como etapa de qualificação a ter em conta incontornavelmente quanto a progressão da carreira, como se, hipoteticamente, alguém entrasse adido e tivesse que sair embaixador nomeado para posto de primeira. Chefe de gabinete é um acidente, não é substância.
Na verdade temos assistido a casos em que se salta de chefe de gabinete aqui para chefe de gabinete acolá, e, quanto menos se espera, o chefe saltitão, sem grande experiência em posto (muito menos, serviço e sacrifício...) aparece como embaixador nomeado, não apenas por confiança política (o que é aceitável e até um bom pretexto), mas sobretudo por confiança pessoal, amizade seletiva ou mesmo por retribuição de favor prestado. Esta nota negativa pode ficar acentuada nos casos em que o chefe saltita com molas de agente duplo - um rosto hoje, amanhã outro conforme a conveniência mas nunca conforme a coerência, e, mais grave, sem se passar pelo chamado período de nojo..
O certo é que já é regra entender-se que é pelas funções de chefe de gabinete que um diplomata "sobe depressa", o que não está certo, quer em função da exigível transparência e dignidade da carreira diplomática, quer em função da imagem que um diplomata tem a responsabilidade de inculcar.
Na verdade temos assistido a casos em que se salta de chefe de gabinete aqui para chefe de gabinete acolá, e, quanto menos se espera, o chefe saltitão, sem grande experiência em posto (muito menos, serviço e sacrifício...) aparece como embaixador nomeado, não apenas por confiança política (o que é aceitável e até um bom pretexto), mas sobretudo por confiança pessoal, amizade seletiva ou mesmo por retribuição de favor prestado. Esta nota negativa pode ficar acentuada nos casos em que o chefe saltita com molas de agente duplo - um rosto hoje, amanhã outro conforme a conveniência mas nunca conforme a coerência, e, mais grave, sem se passar pelo chamado período de nojo..
O certo é que já é regra entender-se que é pelas funções de chefe de gabinete que um diplomata "sobe depressa", o que não está certo, quer em função da exigível transparência e dignidade da carreira diplomática, quer em função da imagem que um diplomata tem a responsabilidade de inculcar.
07 dezembro 2015
Carreira Diplomática. Os 25 que entram
Por ordem decrescente, terminado concurso de acesso à carreira, são estes os 25 que entram nas Necessidades, na categoria de adidos de embaixada:
- Pedro
Lages dos Santos
- Paulo
Aguiar Barcelos
- Tiago
Maurício
- Miguel
de Castro Mendes
- José Rodrigues de Almeida
- Pedro
Solano de Almeida
- Vitorino
Gomes Oliveira
- Ricardo
Dias Bastos
- Sebastião
Barros e Silva
- Emanuel
Bernardes Joaquim
- José
Rui da Silva
- Diogo
Sousa e Alvim
- Tomás
Asch de Azevedo
- Joana
Silva de Vasconcelos
- Pedro
da Fonseca Ribeiro
- Jorge
Longa Marques
- Ricardo
Alves
- Joana
Almeida Marinho
- João
Ciotta Neves
- Marta
Isabel Silva Lopes
- Francisco
Calheiros e Menezes
- Gustavo
Martins Gravelho
- João
Gil de Freitas
- Abel
Xavier Madureira
- Vicente Souza Brandão
Eleições na Associação dos Diplomatas. Hoje, prazo para listas
Termina hoje (dia 7) o prazo para apresentação de listas de candidaturas para os corpos sociais da Associação dos Diplomatas (Assembleia Geral, Conselho Diretivo e Conselho Fiscal). Está convocada para dia 16 de dezembro (18:00, na Sala das Conferências de Imprensa das Necessidades) uma Assembleia Geral Extraordinária para o ato eleitoral.
06 dezembro 2015
Mais um esforçozito, rapaziada...
Depois do briefing, lá a rapaziada conseguiu na sexta-feira, colocar no site oficial do MNE, as fotos de Margarida Marques e de Jorge Costa Oliveira. Com aquela cabeleira que parece uma vassoura, continua a sombra de Teresa Ribeiro... Mais um esforçozito, rapaziada! Esta segunda-feira deve bastar para encontrar a secretária de Estado.
ASDP e STCDE
Dois registos muito positivos:
1 - O site oficial da Associação dos Diplomatas (ASDP) na Internet, está excelente: atualizado com matéria útil, sóbrio, Embora a página reportada à "Carreira Diplomática" esteja vazia, o que é pena podendo ser um instrumento para reposição da dignidade da imagem da Carreira dentro desta, dentro do Ministério e de algum modo junto da parte interessada da Sociedade. Mas, como está, é já um grande passo. Parabéns ao embaixador Manuel Marcelo Curto, presidente da ASDP e à equipa que o rodeou nestes meses. Na página links de Imprensa, o que não se percebe é que o link para o jornal "O Independente" nos leve à página de... "O Canalizador Independente" oferecendo serviços de desentupimentos domésticos... Vamos lá, um esforçozinho que o ministro mudou irrevogavelmente.
2 - Também das bandas do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro (STCDE), melhoria também: melhor arrumação das matérias quer informativas quer de apoio. Além disso, boa asa complementar com a página criada no Facebook. Na página de destaques, a janela de destaques em passadeira rolante, poderia ser maior - pequeno toque que se imporá, Já agora, obrigado por se incluir as Notas Verbais nos links da Imprensa.
1 - O site oficial da Associação dos Diplomatas (ASDP) na Internet, está excelente: atualizado com matéria útil, sóbrio, Embora a página reportada à "Carreira Diplomática" esteja vazia, o que é pena podendo ser um instrumento para reposição da dignidade da imagem da Carreira dentro desta, dentro do Ministério e de algum modo junto da parte interessada da Sociedade. Mas, como está, é já um grande passo. Parabéns ao embaixador Manuel Marcelo Curto, presidente da ASDP e à equipa que o rodeou nestes meses. Na página links de Imprensa, o que não se percebe é que o link para o jornal "O Independente" nos leve à página de... "O Canalizador Independente" oferecendo serviços de desentupimentos domésticos... Vamos lá, um esforçozinho que o ministro mudou irrevogavelmente.
2 - Também das bandas do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro (STCDE), melhoria também: melhor arrumação das matérias quer informativas quer de apoio. Além disso, boa asa complementar com a página criada no Facebook. Na página de destaques, a janela de destaques em passadeira rolante, poderia ser maior - pequeno toque que se imporá, Já agora, obrigado por se incluir as Notas Verbais nos links da Imprensa.
05 dezembro 2015
PONTO CRÍTICO 44 9 A Diplomacia e o Programa de Governo
Sobre leituras apressadas
ou superficiais,
quer se concorde, quer se discorde
do Programa
do Programa
REPORTANDO MATÉRIA à Agência Lusa, alguma imprensa repercute que "em 262 páginas, o programa do governo do PS dedicou as últimas dez à ação diplomática. Tem dois capítulos, um intitulado Promover a língua portuguesa e a cidadania lusófona e o outro, Continuar Portugal nas comunidades portuguesas". Leitura apressada, redutora, para não se dizer desatenta. Como muito poucos vão ler as 262 páginas, mesmo os que se interessem ainda que de raspão pela "ação diplomática", caso apenas tenham lido a matéria noticiosamente deficitária emanada da Agência Lusa, ficarão, claro está, induzidos pelo défice noticioso. Leia-se, por exemplo o que o Diário de Notícias publica, dando de barato.
Nos programas de governo tem sido rotina "arrumar" objetivos e finalidades poíticas por Ministérios. Â evidência para concordantes e discordantes, não foi esse o critério para o Programa do XXI Governo, onde não há uma compartimentação de responsabilidades na ação política, tal como nos catecismos. Cada uma das 262 páginas, cada uma na relação direta e útil com cada Ministério, compromete o conjunto e cada um dos Ministérios. Não é verdade que apenas as últimas dez páginas tenham sido dedicadas à ação diplomática. Esta ação fica comprometida ao longo de todas as 262 páginas, mais aqui do que ali. E mesmo essas dez últimas páginas não comprometem exclusivamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros - há mais ministérios vinculados aos objetivos enunciados, também uns mais do que outros. É um critério.
"Assuntos Europeus" surgem amiúde; "Cooperação" aqui e ali surge; "Comunidades", esptreitando ali e aqui, ainda que indiretamente, bem mais do que no item "Continuar Portugal; Língua e Cidadania". Até Camões cego de um olho veria muito mais, E; quanto à "ação diplomática", de ponta à ponta - desde os investimentos, à Europa, à Língua, etc... não é necessário serem citadas as representações externas, para se perceber que muito das 262 páginas deverá passar por elas, assim haja coerência e operacionalidade na ação externa do Estado.
[Bartolomeu Passarinho* 07] Conclusão

Economia é aquela ciência que tanto dá para pintar a manta como para romper o lençol, ficando a cama sempre por fazer.
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Bartolomeu Passarinho
04 dezembro 2015
Claro que temos...
Reinicia-se a página de Notas Formais, mero arquivo.
Na reabertura, o discurso do MNE Augusto Santos Silva, em nome do executivo, no encerramento do debate do Programa do XXI Governo.
Por entre as 3.363 palavras, disse o ministro que "Temos de tirar pleno partido da força da nossa língua, da promoção da nossa cultura, da excelência da administração pública, do profissionalismo das nossas Forças Armadas e Forças de Segurança, da competência da diplomacia, da ligação com as comunidades, do nosso lugar e papel único como ponte entre a Europa, o Atlântico Norte e o Atlântico Sul".
Claro que temos. Discurso na íntegra, para que conste
Na reabertura, o discurso do MNE Augusto Santos Silva, em nome do executivo, no encerramento do debate do Programa do XXI Governo.
Por entre as 3.363 palavras, disse o ministro que "Temos de tirar pleno partido da força da nossa língua, da promoção da nossa cultura, da excelência da administração pública, do profissionalismo das nossas Forças Armadas e Forças de Segurança, da competência da diplomacia, da ligação com as comunidades, do nosso lugar e papel único como ponte entre a Europa, o Atlântico Norte e o Atlântico Sul".
Claro que temos. Discurso na íntegra, para que conste
BRIEFING da UMA " A Casa aguentou, aguentou
BRIEFING da UMA " A responder às questões, aqui passa a estar o personagem e intérprete recentemente empossado no cargo, com longuíssima experiência em compromissos internacionais, o embaixador Traciano Biqueirão .
"
Parece governo-sombra?
1 - (DECLARAÇÃO PRÉVIA) Senhoras e Senhores, obrigado pela vossa presença, pelo que noto, a sala está cheia ainda que este briefing com me estreio, aconteça com seis horas de atraso. Como sabem o novo secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, tomou posse às 17 horas de hoje, pensava eu que, pela agenda oficial de Belém a coisa demorasse cinco minutos, assim foi mais ou menos, mas nunca contei que tivesse que aguentar paleio de horas no Pátio doa Bichos. As minhas desculpas pelo atraso. Mas permitam-me saudar os que, antes de mim, desempenharam desde há anos, as funções que assumo, designadamente o conselheiro Brandão Margallo e o conselheiro Marques Dieter Klaus, ambos aposentados intempestiva e injustamente. Vamos então às questões. Se faz favor...Parece governo-sombra?
2 - (Agência Social-Comunistas News - ASCN) O Ministro dos Negócios Estrangeiros passa a ser o úmero Dois na hierarquia do governo, e parece que para sublinhar essa qualidade, foi ele que encerrou o debate parlamentar sobre o Programa do executivo. Tem isso significado especial para as Necessidades ou é mais uma geringonça?
- O senhor, que representa uma agência noticiosa muito à Coreia do Norte, sabe melhor do que eu que em qualquer Estado Totalitário, um Ministério dos Negócios Estrangeiros é uma espécie em vias de extinção ou a tender para isso, pelo que ministros e secretários de Estado acabam por ser verbos de encher. Pelo que me cabe dizer, neste XXI Governo, o Ministério reentrou na Lista do Património Imaterial e Irrevogável de onde nunca devia ter sido excluído, com repartição da sua dignidade institucional e até competências por diversas geringonças...
- (ASCN) Mas o ministro não é de Estado, nem vice...
- E para quê essa designação? Só por causa de mais uma coroas ou penachos protocolares como em Piongyang? Asseguro-lhe que em Lisboa todos os atuais ministros são de Estado e todos os secretários de Estado, de Estado são. E quanto a vices, isso justificou-se na História portuguesa dos tempos da Índia, hoje é questão para divã de psiquiatra.
- (ASCN) O senhor é muito agressivo nas respostas, é completamemnte diferente dos seus antecessores que eram doces, suaves, afetuosos...
- Não somos do mesmo género. Além disso, desde que li esse livro "Jesus e a Política, de Paulo Rangel, fiquei despemperado tal como autor. Mais alguma pergunta? Se faz favor...
- (The Best Friends Forever Journal) O ex-ministro Pires de Lima afirmou que vai acabar a diplomacia económica. Pode comentar?
- Deixe que o secretário de Estado da Internacionalização entre em funções e responder-lhe-ei com todo o gosto. Fica combinado. Mas desde já observo que, tal como nas cervejas, há diplomacia económica com álcool e diplomacia económica sem álcool. E pronto, minhas senhoras e meus senhores, até quinta da próxima semana, se nãohouver antes um briefing extraordinário. Mais uma pegunta? Se faz favor, masbreve.
- (Tralha TV) O site oficial do MNE em vez das fotos de Margarida Marques, Teresa Ribeiro e Jorge Costa Oliveira, apresenta umas sombras como lhe posso mostrar aqui, veja:
É um governo-sombra?
- Obrigado pelo reparo. Pelas informações de que disponho ainda não houve tempo para a fotografia. A do Ministro foi a primeira, já está; a de José Luís Carneiro idem, as sombras de Margarida Marques e Teresa Ribeiro, primeiro eram sombras de homens, agora já passaram a sombras de mulheres e assim se evitam confusões como já ocorreram outrora. Além disso, a sombra do SE da Internacionalização surgem sem o nome do titular. Como sabe, no MNE, quando as coisas mudam, custa muito a tirar uma fotografia e mais ainda custa a escrever. Mas asseguro-lhe que, nem que tenha que ser eu a tirar a fotografia ou a recorrer ao Google Images, isso vai ser corrigido. Há muita tralha que vem do passado.
- O senhor, que representa uma agência noticiosa muito à Coreia do Norte, sabe melhor do que eu que em qualquer Estado Totalitário, um Ministério dos Negócios Estrangeiros é uma espécie em vias de extinção ou a tender para isso, pelo que ministros e secretários de Estado acabam por ser verbos de encher. Pelo que me cabe dizer, neste XXI Governo, o Ministério reentrou na Lista do Património Imaterial e Irrevogável de onde nunca devia ter sido excluído, com repartição da sua dignidade institucional e até competências por diversas geringonças...
- (ASCN) Mas o ministro não é de Estado, nem vice...
- E para quê essa designação? Só por causa de mais uma coroas ou penachos protocolares como em Piongyang? Asseguro-lhe que em Lisboa todos os atuais ministros são de Estado e todos os secretários de Estado, de Estado são. E quanto a vices, isso justificou-se na História portuguesa dos tempos da Índia, hoje é questão para divã de psiquiatra.
- (ASCN) O senhor é muito agressivo nas respostas, é completamemnte diferente dos seus antecessores que eram doces, suaves, afetuosos...
- Não somos do mesmo género. Além disso, desde que li esse livro "Jesus e a Política, de Paulo Rangel, fiquei despemperado tal como autor. Mais alguma pergunta? Se faz favor...
- (The Best Friends Forever Journal) O ex-ministro Pires de Lima afirmou que vai acabar a diplomacia económica. Pode comentar?
- Deixe que o secretário de Estado da Internacionalização entre em funções e responder-lhe-ei com todo o gosto. Fica combinado. Mas desde já observo que, tal como nas cervejas, há diplomacia económica com álcool e diplomacia económica sem álcool. E pronto, minhas senhoras e meus senhores, até quinta da próxima semana, se nãohouver antes um briefing extraordinário. Mais uma pegunta? Se faz favor, masbreve.
- (Tralha TV) O site oficial do MNE em vez das fotos de Margarida Marques, Teresa Ribeiro e Jorge Costa Oliveira, apresenta umas sombras como lhe posso mostrar aqui, veja:
É um governo-sombra?
- Obrigado pelo reparo. Pelas informações de que disponho ainda não houve tempo para a fotografia. A do Ministro foi a primeira, já está; a de José Luís Carneiro idem, as sombras de Margarida Marques e Teresa Ribeiro, primeiro eram sombras de homens, agora já passaram a sombras de mulheres e assim se evitam confusões como já ocorreram outrora. Além disso, a sombra do SE da Internacionalização surgem sem o nome do titular. Como sabe, no MNE, quando as coisas mudam, custa muito a tirar uma fotografia e mais ainda custa a escrever. Mas asseguro-lhe que, nem que tenha que ser eu a tirar a fotografia ou a recorrer ao Google Images, isso vai ser corrigido. Há muita tralha que vem do passado.
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Briefings
MNE completo
Com a tomada de posse de Jorge Costa Oliveira como secretário de Estado da Internacionalização (nesta sexta, 4, em Belém), o comando do Ministério dos Negócios Estrangeiros fica completo. A criação da nova estrutura no âmbito das Necessidades é uma medida inteiramente acertada. Para já, Jorge Costa Oliveira chega com elevado perfil e, ao que se sabe, não é homem que tenha vendido cavalos de Alter em contrabando.
[Bartolomeu Passarinho* 06] Irrevogável

Para um político, também a imagem vale mais do que mil palavras. Desde que não seja apagada com borracha.
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Bartolomeu Passarinho
03 dezembro 2015
Necessidades volta a ter visibilidade perdida
O ministro Augusto Santos Silva, em nome do XXI Governo, encerrou o debate parlamentar. Não foi, assim cremos, mera deferência pela pessoa do ministro, mas pela sua função e pelo que fica atribuído ao Palácio das Necessidades, como centro de governabilidade.
Adiamento do "Briefing da Uma"
Devido à intensidade da atividade parlamentar, e até porque o XXI Governo poderia cair devido a avarias eletrónicas, o "Briefing da Uma" previsto para hoje, ficou adiado para amanhã, sexta.
[Bartolomeu Passarinho* 05] Atenção UNESCO!

Para a salvaguarda do fabrico de chocalhos, há que aliviar as vacas desse peso. e obrigar cada demagogo a pendurar esse enfeite ao pescoço.
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Bartolomeu Passarinho
02 dezembro 2015
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