Na verdade, a acreditar-se no Anuário Diplomático de 2004 que, sem sequência, volta a ser um Anuário Perpétuo, Teresa Mateus é conselheira para a Cooperação na embaixada de Portugal em Luanda – aliás, como conselheira já viu passar possivelmente seis, sete ou talvez oito embaixadores pois alguns destes valeram por dois e outros valeram metade de um e já é valorizar demais. Com o actual embaixador, o ministro plenipotenciário de 1.ª classe, Francisco Manuel da Fonseca Xavier Esteves, a conselheira para a cooperação tem, na prática, instruções para ampliar as suas funções para as questões económicas, esvaziando substancialmente as competências do delegado do ICEP, Fernando Anjos que, para além das competências, é competente. Assim, por exemplo, quando alguém importante da área dos negócios vai a Luanda com matéria que implica Portugal e que não seja propriamente uma fábrica de frangos, quem está presente nos encontros com o embaixador não é o delegado do ICEP, mas a conselheira para a Cooperação que acaba por ser também conselheira com a valência económica.
Para quem insista em não entender o mundo – jogando mão à filosófica expressão do embaixador Cutileiro – diga-se que, no mundo das embaixadas, tais ninharias de competências de Vossa Excelência e presencias (um i propositado) de Minha Excelença (propositadamente sem i) equivalem a verbas de representação, extras para almoços em restaurantes e na residência oficial, dólares portanto e não qwanzas. Resumindo e concluindo seria bom que uma inspecção diplomática em vez de fazer blogues, fosse a Luanda inspeccionar, antes que o ministro descubra que, cumprindo por certo instruções, é a conselheira de embaixada que suprime o ICEP.
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