
Erro na evolução das espécies é haver diplomata que não venha de primata.
- Manuel CLXXXI Paleólogo©
- Eduardo Ramos, conselheiro de embaixada, esteja onde estiver
OLHA QUEM FOI MINISTRO Há 85 anos, um homem que andou sempre com meio-pé cá, meio-pé lá, conforme pendia o poder.
JÚLIO DANTAS Neste dia, em 1923, com a pasta dos Estrangeiros no governo de Ginestal Machado, aguentou-se, tal o governo, escassos 34 dias. Dois anos antes, já fora também ministro dos Estrangeiros (1921) no governo de Cunha Leal, também pouco mais de um mês (também fora ministro da Instrução, mês e meio, no governo de António Granjo, em 1920). Escreveu muito mas disse pouco (umas flores), e nada disse quando Almada lhe atirou o Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso, acabando ambos nas serventias do regime autoritário. Há quem tenha ironizado que se Dantas fosse hoje vivo, teríamos tido peças sobre o 25 de Abril, o PREC, Mário Soares, Cavaco Silva, todos - a favor e contra, e até Maria de Lurdes Rodrigues seria personagem de admirar. Seja como for, ele, Dantas, deixou para a posteridade algumas pérolas. Por exemplo: «A mulher só ama quando admira; para amar um homem precisa de se sentir inferior a ele», ou «O maior defeito da mulher é o homem», e ainda «Plagiar, é implicitamente, admirar»... Pensando assim, como é que Dantas poderia ter sido MNE mais de um mês, independentemente das circunstâncias e dos cardeais?
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