13 novembro 2008

Parabénsœ

E quanto aos cônsules para os quais a diplomacia não é consular mas para consolar, o peixe grelhado está para o peixe assado assim como o emigrante está para o emigrado.
- Manuel CLXXIX Paleólogo©

      • Fernando Andresen Guimarães, embaixador, Comissão Nacional da UNESCO
      • Sara Crespo, secretária de embaixada, em Belgrado

      OLHA QUEM FOI MINISTRO Dois, neste dia, há 188 anos e há 116 anos. Um esteve 5 dias no cargo, o outro só um mês

        ANTÓNIO DA SILVEIRA Mas também Pinto da Fonseca. Em 1820. Haveria de ser, haveria de ser visconde de Canelas. Tinha-se distinguido nas campanhas militares contra as invasões francesas, tornando-se num dos oficiais mais importantes do Norte de Portugal, após o fim da guerra. Já no posto de brigadeiro, aderiu à revolução de 24 de Agosto de 1820, ou Vintismo, e assumindo a presidência da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, marcha para Lisboa para combater a junta governativa presidida por Gomes Freire de Andrade. O objectivo inicial dos revoltosos do Porto, era a expulsão de marechal Beresford e das tropas inglesas, e também o regresso de D. João VI do Brasil, do que Pinto da Fonseca discordava. As duas juntas acabaram por se unir, ficando Pinto da Fonseca como vice-presidente até 16 de Novembro de 1820. Na sequência da revolta conhecida por Martinhada, na qual Pinto da Fonseca participa, foi afastado do governo, e obrigado a residir na sua quinta em Vila Real. Três anos depois (1823) adere à causa Miguelista, e está explicado, faltando olhar só para a cara dele.

        D. ANTÓNIO AIRES DE GOUVEIA Bispo de Betesaida. Nos Estrangeiros em 1892, transitado da Justiça - o bispo de Betsaida era catedrático de direito e especialista em assuntos penitenciários. Como esteve cinco dias nos Estrangeiros não se ficou a saber muito bem o que pensava da diplomacia, mas sobre o que, para ele, devia ser uma prisão ficou-se a saber porque deu testemunho directo:
        «O cárcere não é uma enxovia mefítica, é um hospital racionalmente construído: o denunciado não arrastará ali pesados grilhões, não ouvirá blasfémias de malfeitores, não será corrompido física e moralmente, nem sairá afinal com o estigma de vilipêndio: muito pelo contrário, ficará livre dentro da sua enfermaria com todos os cómodos possíveis, isolado de toda a influência corruptora do seu espírito e corpo, suavizado continuamente pela voz moralizadora da religião e sairá, logo que a sua reforma se manifeste plena»

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