15 outubro 2009

Papel cunhado

Que um ou outro diplomata que tenha servido Paulo Portas da era de ministro da Defesa troque papéis, ainda se compreende porque a memória não deixa de ser a lavoura de certa diplomacia. Mas que a direcção-geral dos assuntos correlativos de Lisboa ainda não tenha saído dos tempos cunhados por Martins da Cruz ou do «Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas», já custa a acreditar depois das eleições de 2005 e 2009. Todavia é o caso da circular 9/2009 - EMI/DQP dessa direcção-geral e que se reproduz. Ou muito papel se cunhou há cinco anos tanto que ainda se não gastou, ou nas Necessidades para alguns o saudosismo continua a ser aquele submarino que só a defesa bem conheceu.

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