09 novembro 2011

A língua não tem ossos e tudo consente

No debate de alto nível sobre proteção de civis em conflitos armados, e vindo mesmo a propósito, Cavaco Silva acaba de declarar no Conselho de Segurança da ONU, que a língua portuguesa, devido a sua importância no mundo, merece tornar-se “língua oficial das Nações Unidas.”

Que merece, poucos dos 250 milhões de falantes lusófonos duvidam. Mas as dúvidas começam quanto a saber quanto custa e quem paga. O Brasil e quanto devido ao seu peso? E Portugal que é deveras a matriz mas cujo peso é relativo? Paga Angola? Mais importante, nessa eventualidade entender-se-ão nas responsabilidades de cada Estado se nem sequer o Instituto Internacional da Língua Portuguesa consegue sair da cepa torta e levantar voo de Cabo Verde? Não seria preferível começar por definir tais questões sem negativas e só depois afirmar a língua pela positiva? A questão não de merecimento mas de capacidade e potencialidade.

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