Riyad Mansour, representante da Palestina junto da ONU, após a reunião do comité do Conselho de Segurança que aprovou o relatório que denota as divergências dos 15 membros do conselho sobre a admissão, admite levar a questão a votos. Depois do trabalho do comité, resta o Conselho de Segurança agendar uma reunião para debater a questão e dar o andamento adequado, o que pode já não acontecer durante a presidência portuguesa (segue-se a da Rússia, em dezembro). Moraes Cabral observou, a propósito, que a
agenda do conselho é pesada.
Perder a votação por oito votos, uma "maioria dos membros do Conselho", ou com o veto de "um grande país", os EUA, "não seria vergonha", comentou informalmente o representante da Palestina. A Palestina poderá forçar uma votação no Conselho, através da apresentação de uma resolução por um membro apoiante, como o Líbano.
- Brasil, China, Índia, Líbano, Rússia e África do Sul já declararam o seu apoio à candidatura da Palestina. Os EUA anunciaram a sua oposição e a intenção de usar o direito de veto, enquanto a França, Reino Unido e Colômbia inclinam-se para a abstenção. Em aberto está o sentido de voto de Portugal, Alemanha, Bósnia-Herzegovina, Nigéria e Gabão.
O embaixador da Alemanha, Peter Wittig, também em declaração informal disse que "é claro que não há uma maioria" no Conselho de Segurança a favor da admissão da Palestina.
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