23 junho 2012

Pelo menos desta vez

Sim, pelo menos desta vez, a revisão em baixa de projeções e redefinição da atividade económica com impacto nos objetivos contratuais de uma empresa de monta, não são invocadamente devidos a erros do passado, a ilusões de crescimento, a megalomanias, etc... mas apenas e declaradamente à crise económico-financeira mundial surgida em 2008 e consequente decréscimo do mercado, em termos quer de quantidades quer de preços. Nada mais que já não foi pouco. Trata-se da multinacional Arlíquido com o seu sonhado projeto de modernização e redimensionamento da sua unidade fabril, através da instalação de uma nova unidade SMR (steam methane reformer) a gás natural nas suas instalações do Complexo Industrial de Estarreja e a instalação de uma unidade on-site na CELTEJO para o fornecimento local de oxigénio. A Arlíquido solicitou à AICEP a renegociação do contrato de investimento, para adaptar objetivos de vendas, prestação de serviços e de valor acrescentado à atual conjuntura da empresa e do mercado bem como a flexibilizar as condições de atribuição do prémio de realização. No quadro dessa renegociação, a AICEP concordou num aditamento ao contrato de investimento, e por despacho conjunto de Paulo Portas e do ministro da Economia, as alterações estão aprovadas, com a crise de 2008 a fazer de mau da fita e nada mais, pelo menos desta vez. 

2 comentários:

Anónimo disse...

Que mal fica um texto, para sempre inquinado na forma e com isso esmagando o conteúdo, quando escrito em repugnante acordês.

Coisa que um diplomata bem deveria saber que nem está sequer em vigor. Porque, se resulta de um tratado, um mesmo não foi ainda ratificado por todos os estados nele envolvidos; porque, se aprovado na ordem juídica nacional por resoluções, da AR e do governo, padece de insuficiência de forma, já que uma resolução não revoga um decreto-lei (dois, no caso, um de 1945 e outro de 1973).

Se não pela substância, que por isto, ao menos, se afaste a estúpida Aberração Ortográfica.

Mas assim vai a subserviência à modernidade pela modernidade...

Costa

NV disse...

1. Nunca aqui se afiançou ou sequer discutiu que ou se o Acordo está em vigor.
2. Também nunca nos insurgimos contra quem opta por escrever pela ortografia de 1945, e muito menos ousaríamos classificar essa livre opção com termos que roçam o insultuoso e de uma agressividade de adolescente tardio. Respeitamos quem discorda, exigimos idêntico respeito e, já agora, lhaneza.
3. Em comum com os defensores de velha ortografia, temos com certeza o estarmos contra o "analfabetês", pelo que jamais designaremos por analfabetos os que que escrevem pela hábito antigo, só por isso. Para nós isso é secundário e caso se escreva bem português, seja pela grafia nova ou antiga, em português nos entendemos.