Os políticos falam em números cada vez mais assombrosos de portugueses no estrangeiro (se na Alemanha fizessem o mesmo só nos EUA contabilizavam-se uns 20 milhões de alemães), insistem permanentemente em "melhorar" o recenseamento (e depois acontece como em São Paulo, que não foi desmantelado, onde o grau de abstenção nas europeias foi superior a 99%!), queixam-se da fraca participação dos emigrantes e atiram à cara uns dos outros com os vários sistemas de votação: por correspondência já se viu que é pouco fidedigno, o presencial está provado que é meramente residual - e altamente dispendioso -, o electrónico toda a gente sabe que é vulnerável.
Quanto ao ocorrido em Belém, não me parece que a despromoção do posto seja para aqui chamada, já antes de haver vice-consulados muitos consulados passavam períodos mais ou menos longos sem cônsul, mas mesmo quando assim não é, nunca me constou que alguma vez algum cônsul se tivesse dedicado a questões de recenseamento ou eleitorais. Haverá solução? Rodas quadradas não andam...
Sandeman da Silva, chanceler
Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
14 outubro 2009
NOTADORES@ E S. Paulo?
@Do chanceler Sandeman da Silva
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