14 outubro 2009

O acompanhamento de 30 milhões...

Luís Amado, pergunta-se:

    No ano passado (Julho, 2008), o governo anunciou a criação do Fundo de Língua Portuguesa dotado com 30 milhões de euros e destinado a apoiar o sistema de ensino nos países lusófonos e a promover o português junto dos organismos internacionais, enfim, fazendo pelos outros aquilo que eles não querem fazer. O propósito acabou por ser concretizado por decreto-lei no final do ano. Mas ao mesmo tempo que se insistia na reformulação e até mesmo na refundação do Instituto Camões, a gestão técnica do referido Fundo, o que no fundo acaba por significar atribuição d esubsídios, acabou por ser confiada ao IPAD (ainda bem que não foi confiada ao FRI, outro fundo sui generis especializado nos subsídios) enquanto a direcção, acompanhamento e monitorização do cumprimento dos objectivos e atribuições desse fundo ficou a cargo de uma comissão interministerial de acompanhamento, especialmente criada para o efeito e bem na tradição da ética política portuguesa...

    Ora a pergunta será: Mas que política ou agenda cultural (latu sensu) externa houve, ou há, ou que pode ser invocada com fundamento, nesta grande confusão entre língua, ensino e cultura, e nessa maior confusão ainda entre o que pode e deve ser partilhado com outros estados, nomeadamente o Brasil e Angola, e o que exclusivamente cabe a Portugal no seu interesse? E que diplomacia cultural, além das virtualidades e da ordem unida do Camões, e além das ementas semestrais de subsídios casuísticos e que tantos lamentam terem que ser publicados na folha oficial?

Sem comentários: