25 abril 2013

Tratado de Lógica

No seu discurso ao Conselho Nacional do PSD, Cavaco Silva declarou que "Se se persistir numa visão imediatista, se prevalecer uma lógica de crispação política em torno de questões que pouco dizem aos Portugueses, de nada valerá ganhar ou perder eleições, de nada valerá integrar o Governo ou estar na Oposição". Lamentavelmente, numa visão imediatista, o Presidente não especificou, como seria a sua obrigação:

  1. - Quem, entre líderes ou grupos políticos, persiste no imediatismo? Assim, no vago, é sacudir a água do capote.
  2. - Quem, entre líderes ou grupos políticos, faz prevalecer uma lógica de crispação? Como na fábula, é o lobo? É o cordeiro? É o pai do cordeiro? O Presidente devia ter sido claro para não cair no populismo de salão.
  3. - Quais são as "questões que pouco dizem aos Portugueses" ? O BPN? A Sociedade Lusa de Negócios? O número de suicídios falhados que os hospitais não revelam? A fome que é real? As lágrimas de cada um transformadas em números no Excel? Que questões são essas que sendo assim tão perigosas devam entrar num index político?
  4. - Elabora o Presidente que "de nada valerá ganhar ou perder eleições"... Importa-se de repetir? Que vale perder?

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