10 dezembro 2015

[Bartolomeu Passarinho* 10] A história repete-se

Na verdade, sempre que uma mudança provoca medo, as caras de alguns diplomatas ficam tal e qual as fotografias do passaporte.

09 dezembro 2015

BARÓMETRO/NV? Recomeça, dia 15 (terça)

O nosso BARÓMETRO é retomado neste próximo dia 15 (terça.feira), Vale o que vale, como é sabido, mas, por acaso, os resultados têm apresentado uma margem mínima de erro...

Cada consulta manter-se-á por 15 dias.

A primeira pergunta incidirá sobre as saudades que os dois ministros, entre 2011 e 2015 (Paulo Portas e Rui Machete), deixaram nas Necessidades: muitas, poucas, ou nenhumas.

O "posto" de chefe de gabinete...

Nada temos contra um "chefe de gabinete" ser escolhido de entre diplomatas acabados, principiantes ou em rodagem avançada. Nada a opor a que um "chefe de gabinete" nas Necessidades seja alguém "de fora" da Casa. O mesmo quanto a adjuntos, assessores. Já será estranha essa espécie de "tradição" uma chefia de gabinete como etapa de qualificação a ter em conta incontornavelmente quanto a progressão da carreira, como se, hipoteticamente, alguém entrasse adido e tivesse que sair embaixador nomeado para posto de primeira. Chefe de gabinete é um acidente, não é substância.

Na verdade temos assistido a casos em que se salta de chefe de gabinete aqui para chefe de gabinete acolá, e, quanto menos se espera, o chefe saltitão, sem grande experiência em posto (muito menos, serviço e sacrifício...) aparece como embaixador nomeado, não apenas por confiança política (o que é aceitável e até um bom pretexto), mas sobretudo por confiança pessoal, amizade seletiva ou mesmo por retribuição de favor prestado.  Esta nota negativa pode ficar acentuada nos casos em que o chefe saltita com molas de agente duplo  - um rosto hoje, amanhã outro conforme a conveniência mas nunca conforme a coerência, e, mais grave, sem se passar pelo chamado período de nojo..

O certo é que já é regra entender-se que é pelas funções de chefe de gabinete que um diplomata "sobe depressa", o que não está certo, quer em função da exigível transparência e dignidade da carreira diplomática, quer em função da imagem que um diplomata tem a responsabilidade de inculcar.

[Bartolomeu Passarinho* 09] Fora de negociações

O bafo de certa gente é uma das principais causas do aquecimento global. E do arrefecimento.

07 dezembro 2015

Carreira Diplomática. Os 25 que entram

Por ordem decrescente, terminado concurso de acesso à carreira, são estes os 25 que entram nas Necessidades, na categoria de adidos de embaixada:

  1. Pedro Lages dos Santos                    
  2. Paulo Aguiar Barcelos
  3. Tiago Maurício
  4. Miguel de Castro Mendes
  5. José Rodrigues de Almeida
  6. Pedro Solano de Almeida
  7. Vitorino Gomes Oliveira
  8. Ricardo Dias Bastos
  9. Sebastião Barros e Silva
  10. Emanuel Bernardes Joaquim
  11. José Rui da Silva
  12. Diogo Sousa e Alvim
  13. Tomás Asch de Azevedo
  14. Joana Silva de Vasconcelos
  15. Pedro da Fonseca Ribeiro
  16. Jorge Longa Marques
  17. Ricardo Alves
  18. Joana Almeida Marinho
  19. João Ciotta Neves
  20. Marta Isabel Silva Lopes
  21. Francisco Calheiros e Menezes
  22. Gustavo Martins Gravelho
  23. João Gil de Freitas
  24. Abel Xavier Madureira
  25. Vicente Souza Brandão

Eleições na Associação dos Diplomatas. Hoje, prazo para listas

Termina hoje (dia 7) o prazo para apresentação de listas de candidaturas para os corpos sociais da Associação dos Diplomatas (Assembleia Geral, Conselho Diretivo e Conselho Fiscal). Está convocada para dia 16 de dezembro (18:00, na Sala das Conferências de Imprensa das Necessidades) uma Assembleia Geral Extraordinária para o ato eleitoral.

[Bartolomeu Passarinho* 08] Conforme temperatura e pressão...

... quanto a estados da matéria, há embaixadores no estado sólido, líquido e gasoso.

06 dezembro 2015

Mais um esforçozito, rapaziada...

Depois do briefing, lá a rapaziada conseguiu na sexta-feira, colocar no site oficial do MNE, as fotos de Margarida Marques e de Jorge Costa Oliveira. Com aquela cabeleira que parece uma vassoura, continua a sombra de Teresa Ribeiro... Mais um esforçozito, rapaziada! Esta segunda-feira deve bastar para encontrar a secretária de Estado.


ASDP e STCDE

Dois registos muito positivos:

1 - O site oficial da Associação dos Diplomatas (ASDP)  na Internet, está excelente: atualizado com matéria útil, sóbrio, Embora a página reportada à "Carreira Diplomática" esteja vazia, o que é pena podendo ser um instrumento para reposição da dignidade da imagem da Carreira dentro desta, dentro do Ministério e de algum modo junto da parte interessada da Sociedade.  Mas, como está, é já um grande passo. Parabéns ao embaixador Manuel Marcelo Curto, presidente da ASDP e à equipa que o rodeou nestes meses. Na página links de Imprensa, o que não se percebe é que o link para o jornal "O Independente" nos leve à página de... "O Canalizador Independente" oferecendo serviços de desentupimentos domésticos... Vamos lá, um esforçozinho que o ministro mudou irrevogavelmente.

2 -  Também das bandas do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro (STCDE), melhoria também: melhor arrumação das matérias quer informativas quer de apoio. Além disso, boa asa complementar com a página criada no Facebook. Na página de destaques, a janela de destaques em passadeira rolante, poderia ser maior - pequeno toque que se imporá, Já agora, obrigado por se incluir as Notas Verbais nos links da Imprensa.


05 dezembro 2015

PONTO CRÍTICO 44 9 A Diplomacia e o Programa de Governo


Sobre leituras apressadas
ou superficiais,
quer se concorde, quer se discorde
do Programa



REPORTANDO MATÉRIA à Agência Lusa, alguma imprensa repercute que "em 262 páginas, o programa do governo do PS dedicou as últimas dez à ação diplomática. Tem dois capítulos, um intitulado Promover a língua portuguesa e a cidadania lusófona e o outro, Continuar Portugal nas comunidades portuguesas". Leitura apressada, redutora, para não se dizer desatenta. Como muito poucos vão ler as 262 páginas, mesmo os que se interessem ainda que de raspão pela "ação diplomática", caso apenas tenham lido a matéria noticiosamente deficitária  emanada da Agência Lusa, ficarão, claro está, induzidos pelo défice noticioso. Leia-se, por exemplo o que o Diário de Notícias publica, dando de barato.

Nos programas de governo tem sido rotina "arrumar" objetivos e finalidades poíticas por Ministérios. Â evidência para concordantes e discordantes, não foi esse o critério para o Programa do XXI Governo, onde não há uma compartimentação de responsabilidades na ação política, tal como nos catecismos. Cada uma das 262 páginas, cada uma na relação direta e útil com cada Ministério, compromete o conjunto e cada um dos Ministérios. Não é verdade que apenas as últimas dez páginas tenham sido dedicadas à ação diplomática. Esta ação fica comprometida ao longo de todas as 262 páginas, mais aqui do que ali. E mesmo essas dez últimas páginas não comprometem exclusivamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros - há mais ministérios vinculados aos objetivos enunciados, também uns mais do que outros. É um critério.

"Assuntos Europeus" surgem amiúde; "Cooperação" aqui e ali surge; "Comunidades", esptreitando ali e aqui, ainda que indiretamente, bem mais do que no item "Continuar Portugal;  Língua e Cidadania". Até Camões cego de um olho veria muito mais, E; quanto à  "ação diplomática", de ponta à ponta - desde os investimentos, à Europa, à Língua, etc... não é necessário serem citadas as representações externas, para se perceber que muito das 262 páginas deverá passar por elas, assim haja coerência e operacionalidade na ação externa do Estado.

[Bartolomeu Passarinho* 07] Conclusão

Economia é aquela ciência que tanto dá para pintar a manta como para romper o lençol, ficando a cama sempre por fazer.

04 dezembro 2015

Claro que temos...

Reinicia-se a página de Notas Formais, mero arquivo.

Na reabertura, o discurso do MNE Augusto Santos Silva, em nome do executivo, no encerramento do debate do Programa do XXI Governo.

Por entre as 3.363 palavras, disse o ministro que "Temos de tirar pleno partido da força da nossa língua, da promoção da nossa cultura, da excelência da administração pública, do profissionalismo das nossas Forças Armadas e Forças de Segurança, da competência da diplomacia, da ligação com as comunidades, do nosso lugar e papel único como ponte entre a Europa, o Atlântico Norte e o Atlântico Sul".

Claro que temos. Discurso na íntegra, para que conste

Secretário de Estado da Internacionalização.

Jorge Costa Oliveira assinou (assinatura de peso), e equipa das Necessidades completa.


BRIEFING da UMA " A Casa aguentou, aguentou

BRIEFING da UMA " A responder às questões, aqui passa a estar o personagem e intérprete recentemente empossado no cargo, com longuíssima experiência em compromissos internacionais, o embaixador Traciano Biqueirão .
" 
Parece governo-sombra?
1 - (DECLARAÇÃO PRÉVIA) Senhoras e Senhores, obrigado pela vossa presença,  pelo que noto, a sala está cheia ainda que este briefing com me estreio, aconteça com seis horas de atraso. Como sabem o novo secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, tomou posse às 17 horas de hoje, pensava eu que, pela agenda oficial de Belém a coisa demorasse cinco minutos, assim foi mais ou menos, mas nunca contei que tivesse que aguentar paleio de horas no Pátio doa Bichos. As minhas desculpas pelo atraso. Mas permitam-me saudar os que, antes de mim, desempenharam desde há anos, as funções que assumo, designadamente o conselheiro Brandão Margallo e o conselheiro Marques Dieter Klaus, ambos aposentados intempestiva e injustamente. Vamos então às questões. Se faz favor...
2 - (Agência Social-Comunistas News - ASCN) O Ministro dos Negócios Estrangeiros passa a ser o úmero Dois na hierarquia do governo, e parece que para sublinhar essa qualidade, foi ele que encerrou o debate parlamentar sobre o Programa do executivo. Tem isso significado especial para as Necessidades ou é mais uma geringonça?
- O senhor, que representa uma agência noticiosa muito à Coreia do Norte, sabe melhor do que eu que em qualquer Estado Totalitário, um Ministério dos Negócios Estrangeiros é uma espécie em vias de extinção ou a tender para isso, pelo que ministros e secretários de Estado acabam por ser verbos de encher. Pelo que me cabe dizer, neste XXI Governo, o Ministério reentrou na Lista do Património Imaterial e Irrevogável de onde nunca devia ter sido excluído, com repartição da sua dignidade institucional e até competências por diversas geringonças...
- (ASCN) Mas o ministro não é de Estado, nem vice...
- E para quê essa designação? Só por causa de mais uma coroas ou penachos protocolares como em Piongyang? Asseguro-lhe que em Lisboa todos os atuais ministros são de Estado e todos os secretários de Estado, de Estado são. E quanto a vices, isso justificou-se na História portuguesa dos tempos da Índia, hoje é questão para divã de psiquiatra.
 (ASCN) O senhor é muito agressivo nas respostas, é completamemnte diferente dos seus antecessores que eram doces, suaves, afetuosos...
- Não somos do mesmo género. Além disso, desde que li esse livro "Jesus e a Política, de Paulo Rangel, fiquei despemperado tal como autor. Mais alguma pergunta? Se faz favor...
- (The Best Friends Forever Journal) O ex-ministro Pires de Lima afirmou que vai acabar a diplomacia económica. Pode comentar?
- Deixe que o secretário de Estado da Internacionalização entre em funções e responder-lhe-ei com todo o gosto. Fica combinado. Mas desde já observo que, tal como nas cervejas, há diplomacia económica com álcool e diplomacia económica sem álcool. E pronto, minhas senhoras e meus senhores, até quinta da próxima semana, se nãohouver antes um briefing extraordinário. Mais uma pegunta? Se faz favor, masbreve.
- (Tralha TV) O site oficial do MNE em vez das fotos de Margarida Marques, Teresa Ribeiro e Jorge Costa Oliveira, apresenta umas sombras como lhe posso mostrar aqui, veja:
É um governo-sombra?
- Obrigado pelo reparo. Pelas informações de que disponho ainda não houve tempo para a fotografia. A do Ministro foi a primeira, já está; a de José Luís Carneiro idem, as sombras de Margarida Marques e Teresa Ribeiro, primeiro eram sombras de homens, agora já passaram a sombras de mulheres e assim se evitam confusões como já ocorreram outrora. Além disso, a sombra do SE da Internacionalização surgem sem o nome do titular. Como sabe, no MNE, quando as coisas mudam, custa muito a tirar uma fotografia e mais ainda custa a escrever. Mas asseguro-lhe que, nem que tenha que ser eu a tirar a fotografia ou a recorrer ao Google Images, isso vai ser corrigido. Há muita tralha que vem do passado.

MNE completo

Com a tomada de posse de Jorge Costa Oliveira como secretário de Estado da Internacionalização (nesta sexta, 4, em Belém), o comando do Ministério dos Negócios Estrangeiros fica completo. A criação da nova estrutura no âmbito das Necessidades é uma medida inteiramente acertada. Para já, Jorge Costa Oliveira chega com elevado perfil e, ao que se sabe, não é homem que tenha vendido cavalos de Alter em contrabando.

[Bartolomeu Passarinho* 06] Irrevogável

Para um político, também a imagem vale mais do que mil palavras. Desde que não seja apagada com borracha.

03 dezembro 2015

Necessidades volta a ter visibilidade perdida

O ministro Augusto Santos Silva, em nome do XXI Governo, encerrou o debate parlamentar. Não foi, assim cremos, mera deferência pela pessoa do ministro, mas pela sua função e pelo que fica atribuído ao Palácio das Necessidades, como centro de governabilidade.

Adiamento do "Briefing da Uma"

Devido à intensidade da atividade parlamentar, e até porque o XXI Governo poderia cair devido a avarias eletrónicas, o "Briefing da Uma" previsto para hoje, ficou adiado para amanhã, sexta.

[Bartolomeu Passarinho* 05] Atenção UNESCO!

Para a salvaguarda do fabrico de chocalhos, há que aliviar as vacas desse peso. e obrigar cada demagogo a pendurar esse enfeite ao pescoço.

02 dezembro 2015

[Bartolomeu Passarinho* 04] Espectro eletromagnético

Também de um ex-ministro visto a Raios X, só se lhe vê a caveira.

01 dezembro 2015

[Bartolomeu Passarinho* 03] Dá analista

Para bom entendedor de política externa, meia palavra de política interna basta.