30 abril 2010

Tanto assunto que se perdeu

Entretanto, neste compasso de espera, tantos assuntos perdidos ou pelo menos retardados: concurso (algo de inacreditável), MNE e crise, embaixadas anunciadas para Lisboa e por Lisboa, pérolas na folha oficial, como vamos de conselheiros Entre Berlim e África, por exemplo, que diferenças!), SEAE, tantos assuntos.

Acontece...

Máquinas são máquinas e, portanto, vulneráveis e à mercê de ataques inesperados, quem sabe de onde e porquê. Foi o que aconteceu - há vários dias que isto vinha a dar sinais. A limpeza está para durar e a alternativa é muito lenta e velhinha. As nossas desculpas.

29 abril 2010

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Sabedoria

Naquele cocktail, para explicar aos demais da UE os justos ganhos dos gestores, o tal diplomata português muito lamentava que os pobres em Portugal nada percebam de riqueza...
- Manuel CCCLXXIX Paleólogo©

28 abril 2010

Ou tem. Ou não tem.

Sim, sim meu caro: a propósito do artigo "Portugal Suffering Greek Contagion Pressures EU Bonds"(Bloomberg), NV colocaram duas observações no Facebook, que se transcrevem:

  1. É inqualificável que se deixe Teixeira dos Santos a fazer o trabalho no arame, sózinho...
  2. Por infelicidade nossa, é chegada a hora de verificar se o ministro dos Negócios Estrangeiros tem pedalada. Ou tem, ou não tem.

Concurso diplomático...

...mais uma vez o MNE no seu melhor. O ministro que não olhe para a máquina!

De braços cruzados

Mas Luís Amado lê isto e não diz nada? Ou isto é apenas com Teixeira dos Santos?

Brigada do reumático

Conclusão a 28 de abril: o 25 de abril ainda não chegou à carreira, e nomeadamente alguma hierarquia vive nos dias da brigada do reumático - tirando partido das mesuras. Mas tiram e com que eficiência!

Pois, Luís Amado...

Já não chegou o tempo de VEXA dizer alguma coisa concreta e não apenas coisa vaga, abstrata, redonda, tangente e cinzenta? O que é demais não presta.

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Questão de nível

Diplomacia que só apanha migalhas, não pode descortinar o que está em cima da mesa...
- Manuel CCCLXXVIII Paleólogo©

26 abril 2010

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Diplomaticamente provado

Uma cabeça de abóbora nunca conta as pevides. Nem sabe que as tem.
- Manuel CCCLXXVII Paleólogo©

25 abril 2010

Vaticano. È Alô, Frei Bermudas, s.f.f.!

Vaticano. È Estamos a ouvir perfeitamente! Mais uma confissão e outra aceitação de renúncia?


- Não, não é nada disso, graças a deus! Mas ants que me faça reparo, apresso-me a reportar também o Vaticano tormou pública uma nota do advogado da Santa Sé nos Estados Unidos, Jeffrey Lena, a propósito de uma queixa apresentada pela vítima de um padre pedófilo, no tribunal federal de Milwaukee...
- Mas, um momento frei Bermudas. Essa expressão padre pedófilo, é sua ou do Vaticano? E que temos que ter cuidados com os adjectivos!
- Com certeza! A expressão "padre pedófilo" foi usada pela canal oficial do Vaticano. O adjectivo não é meu. Pode transcrever que não é pecado.
- Então vamos à declaração.
- Penso que não se importe que seja em francês. O advogado da Santa Sé disse isto, exactamente, sem tirar nem pôr: "On ne peut qu'avoir de la compassion pour les victimes de l'Abbé Lawrence Murphy qui, en abusant sexuellement d'enfants, a violé la loi et la confiance dont il avait été investi. Si ces victimes ont légitimement déposé plainte, cette nouvelle plainte est différente dans la mesure où elle entend utiliser ces graves faits délictueux comme base d'une agression plus large en présentant le Saint-Siège comme une sorte d'entreprise internationale".
"Cette plainte contre le Saint-Siège et ses hauts représentants n'a aucun fondement. Pour la plus grande part, il s'agit d'un mélange de vieilles théories, déjà repoussées par les tribunaux américains. Qui plus est, ni le Saint-Siège ni ses hauts représentants n'étaient informés des agissements criminels de l'Abbé Murphy, commis des décennies plus tôt. Ils n'ont rien à voir avec les souffrances subies par la victime".
"Etant immotivée, la plainte, ainsi que le battage publicitaire l'accompagnant, servent simplement à alimenter le désir de certains avocats américains d'utiliser ce procès comme un tremplin médiatique. Si nécessaire et le moment venu, devant les tribunaux, je répliquerai par le détail à l'argumentation de cette plainte". E, segundo o Vaticano, mais não disse, o advogado.
- Obrigado, frei Bermudas, por nos dar conta disso! Mantenha-nos ao corrente e sem manobras publicitárias.
- Por quem me toma! Que deus lhe perdoe!

Vaticano. È Alô, Frei Bermudas! Mais um bispo?

Vaticano. È Alô, Frei Bermudas! Está? Está lá?
    - Sim, sim. Em que posso ser útil?
    - Então o papa aceitou, antes de ontem, a renúncia de mais um bispo e não reporta?
    - Desculpem-me, as NV. Julgava que Portugal estava suspenso por inquéritos, défice, comemorações e Benfica. É verdade, mais um bispo, desta vez o bispo belga de Bruges, Roger Vangheluwe.
    - Para além do que se conhece pelo noticiário, há algum desenvolvimento a registar?
    - Sim, o Vaticano divulgou pelo seu canal oficial duas declarações. Uma do bispo renunciante e outra, comentando o caso, do arcebispo de Mailenes-Bruxelas, André-Mutien Léonard.
    - Pode transmitir o teor exacto dessas declarações?
    - Com certeza! Mas olhe que tenho as declarações em francês. Pode ser mesmo assim?
    - Sem dúvida, frei Bermudas.
    - O bispo Roger Vangheluwe, disse exactamente isto e até parece ouvido no confessionário: "Quand j'étais encore simple prêtre et un certain temps au début de mon épiscopat, j'ai abusé sexuellement d'un jeune de mon entourage proche. La victime en est encore marquée. Durant les dernières décennies, j'ai à plusieurs reprises reconnu ma faute envers lui, ainsi que sa famille et j'ai demandé pardon. Mais ceci ne l'a pas apaisé. Moi, non plus. La tempête médiatique de ces dernières semaines a renforcé le traumatisme. Ce n'est plus tenable. Je regrette profondément ce que j'ai fait et renouvelle mes excuses les plus sincères à la victime, sa famille, toute la communauté catholique et la société en général. J'ai présenté ma démission d'Evêque de Bruges au Pape, qui l'a acceptée ce vendredi. Désormais, je me retire".
    - Bem! O Vaticano ter que dizer que o bispo se confesssa assim, denota o incómodo enorme, para se dizer embaraço aí, no coração da Santa Sé. E o o bispo de Mailenes-Bruxelas, que disse?
    - Dá obviamente conta desse embaraço. Passo a reportar as palavras exactas do bispo André-Mutien Léonard: "Nous sommes confrontés à une situation particulièrement sérieuse. Nos pensées vont en premier lieu vers la victime et sa famille, dont beaucoup de membres n'apprennent qu'aujourd'hui la bouleversante nouvelle. Pour la victime, il s'agit d'un long calvaire, qui n'est sans doute pas encore terminé. En ce qui concerne Mgr.Roger Vangheluwe, il a droit, en tant que personne, à la conversion, confiant dans la miséricorde de Dieu. Mais, sur le plan de la fonction, il était indispensable que, par respect pour la victime et sa famille et par respect pour la vérité, il se démette de ses fonctions. Ce qui est fait. Le Pape a immédiatement accepté la démission de l'Evêque de Bruges. Elle est, en ce moment même, rendue publique à Rome. L'Eglise souligne ainsi qu'en ces matières, il n'y a pas à tergiverser. Nous espérons contribuer de la sorte au rétablissement de la victime". Para dizer isto, pode calcular o incómodo terreno.
    - E não disse mais nada?
    - Sim, sim. Acrescentou que a decisão do bispo de Bruges de pedir a renúncia e a sua declaração de culpa, passo a reportar exactamente, "correspondent à la volonté de transparence que l'Eglise catholique de Belgique veut désormais rigoureusement appliquer en la matière, en tournant résolument la page par rapport à l'époque, pas si éloignée, où, dans l'Eglise comme ailleurs, on préférait la solution du silence ou du camouflage. Il va sans dire que cet événement sera très douloureusement ressenti dans toute la communauté catholique belge, d'autant plus que Mgr.Vangheluwe était perçu comme un évêque généreux et dynamique, largement apprécié dans son diocèse et dans l'Eglise de Belgique. Et nous, ses confrères, sommes conscients de la crise de confiance que cela va engendrer chez nombre de personnes. Nous osons cependant espérer que la sagesse l'emportera et que les évêques et surtout les prêtres de ce pays ne seront pas abusivement discrédités dans leur ensemble alors que la toute grande majorité d'entre eux mènent une vie conforme à leur vocation, dans une fidélité pour laquelle je tiens à les remercier publiquement". E é tudo, que não é pouco.
    - Obrigado, frei Bermudas! E para a próxima não se atrase dois dias!
    - Mas haverá próxima? Santo deus! Está a agoirar...

Exatamente

http://www.facebook.com/notas.verbais

Agapito } E de cravo ao peito!

Com os olhos cansados, espírito atormentado, o embaixador Agapito Barreto voltava do parlamento para embotar mais nas Necessidades uma emoção horrendamente humilhada, passados estes tempos em que o 25 de abril foi produto de exportação:
    - Meu caro! Ouça! Está a ouvir-me? Nunca me meto na política mas como diplomata devo dar um contributo positivo para o país, em todas as circunstâncias!
    - Mas, embaixadaor, a que propósito vem isso?
    - Então não sabe? Não sabe que corre por aí uma petição on line para a renúncia de Inês de Medeiros como deputada? Não sabe disso? Ouça! Olhos nos olhos! Os signatários dessa petição deviam era reconhecer o alto contributo dessa deputada para a imagem externa do estado, e se a nossa diplomacia fosse uma diplomacia positiva devia ter-se antecipado a esse aviltante enxovalho, promovendo a candidatura de Inês de Medeiros ao Oscar para a Melhor Actriz Secundária!
E vencido o automatismo desventurado da porta de vidro, lá foi corredor afora, em passadas de metros que pareciam milhas, neste feriado, aspergindo de exclamações e interrogativas as paredes da Casa:
    - "Nem o Lello vê isto! Nem o Basílio Horta vê! Sim! Até aquele morto ICEP promoveu um nobel, mas esta AICEP!?!? Qual quê! Ninguém, ninguém vê como um Óscar para a Melhor Actriz Secundária poderia elevar Portugal! Sim, paredes, vós paredes que me ouvis! Este Portugal que tanto precisa de uma Joana d'Arc da democracia!!! Ouçam paredes! Inês d'Arc!..."

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Cuidado

Mal da democracia cheia de relógios de cuco com controlo remoto. Dá horas enquanto as duas pilhas AA durarem.
- Manuel CCCLXXVI Paleólogo©

24 abril 2010

Explêndido

Que explêndido o discurso de Lula no Dia do Diplomata. Mas, um ponto positivo: não citou Portugal.

Como assim?

Mas como assim? O deputado Ribeiro e Castro teve conhecimento da possibilidade de exclusão da língua portuguesa como língua de trabalho da UE, através do embaixador de Espanha?

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Nestas vésperas

Sobre o 25 de Abril, muitos têm mentido em liberdade. Por isso.
- Manuel CCCLXXV Paleólogo©

23 abril 2010

S. Bento pioneiro!

Tratando-se de um importante e pioneiro contributo para a internacionalização do parlamento português, as idas da deputada Inês de Medeiros a Paris e voltas a Lisboa, justificam o registo semanal do respectivo trabalho político das segundas-feiras, na nossa agendinha.  Registaremos sempre, até que a deputada deixe de ser enxovalhada. E dissemos atrás que o contributo é pioneiro porque nenhum dos parlamentos nacionais dos 27 da UE conta com deputados residentes em Lisboa - esperemos que o parlamento francês quebre o seu provincianismo, siga o exemplo de Inês e obrigue um dos seus deputados a assumir residência na capital portuguesa, ao menos por uma questão de reciprocidade.

UE e língua portuguesa

Ribeiro e Castro considera que a eventual exclusão do português das línguas de trabalho do Serviço Europeu de Acção Externa é «absolutamente inaceitável e até inverosímil», que isso merece uma «reprovação fortíssima» e que, na primeira pessoa do indicativo da voz activa "estou certo de que o Governo português não deixará de transmitir um protesto e nisso terá todo o meu apoio»...

Claro que não será momento e circunstância para bater mais no ceguinho, mas não se evita lembrar que essa eventualidade é o resultado do fracasso da diplomacia cultural portuguesa, pela inércia, lassidão e erros de gestão política e diplomática de há anos e anos. Além disso ou muito para a lém das mazelas da casa, estamos em crer que a China se interessa mais pela língua portuguesa do que a própria UE que tanto reclama um "maior protagonismo" na cena internacional. Mas não é momento para bater mais no ceguinho.  E se continuarmos a fazer mesuras à Alta Representante, não passaremos de uns mesureiros.

O país está salvo

CITE DU VATICAN, 22 AVR 2010 (VIS). Voici les statistiques relative à l'Eglise catholique au Portugal, dans la perspective de la visite pastorale qu'effectuera Benoît XVI dans ce pays du 11 au 14 mai (Bureau central de statistique de l'Eglise, données au 31 décembre 2008):

Le Portugal a 10.610.000 habitants, dont 9.368.000 catholiques (88,3%). L'Eglise compte 21 diocèses et 4.830 paroisses, 52 évêques, 3.797 prêtres, 279 pré-séminaristes et 444 séminaristes, 6.007 religieux et religieuses, 594 membres d'instituts séculiers et 63.906 catéchistes. L'enseignement catholique regroupe 129.230 écoliers et étudiants. L'Eglise gère 34 hôpitaux, 155 dispensaires, 799 maisons de retraite et instituts pour handicapés, 663 orphelinats et garderies, 55 centres de consultation familiale, 8 autres pour la protection de la vie, 462 structures spécialisées d'éducation et rééducation sociale, 168 autres de divers types.

Lula na despedida

O presidente Lula da Silva, em discurso de improviso e que terá sido a sua última prestação de oratória presidencial, perante nova fornada de diplomatas brasileiros, para ilustrar a grandeza a que o seu país chegou, disse isto: “A gente vai chegando num baile que tinha 3 caras bonitos, 50 mulheres. Depois, chegam mais 50 caras bonitos e as mulheres vão variando. O dado concreto é que o Brasil não é mais coadjuvante”…

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Advertência protocolar

E como a visita será apostólica, católica e romana, fora com essa expressão do  politicamente correto usada nas visitas de estado, mas agora sim do biblicamente correto!
- Manuel CCCLXXIV Paleólogo©

22 abril 2010

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Cláusula ou salvaguarda

Em diplomacia e porque ela é isso, a uma provocação privada deve ser dada resposta pública, e a uma provocação pública deve ser dada resposta privada...
- Manuel CCCLXXIII Paleólogo©

21 abril 2010

Pergunta a quem de direito...

Para que não restem dúvidas, um serviço jurídico de ministério existe para ajudar esse ministério a pautar-se pelo rigor macio da legalidade e a ser exemplo indeclinável de práticas legais, ou existe para ajudar esse ministério a fazer vingar os espinhos da ilegalidade e a descobrir expedientes, lacunas ou mesmo presunções que em coerência final ilegalizariam o sistema legal?

Por outras palavras: um serviço jurídico do estado é o mesmo que uma sociedade de advogados?

Jorge Sampaio, vamos à doutrina dos factos?


Diz Jorge Sampaio que a sociedade civil é "pouco atuante" e que os poderes políticos são influenciados por "setores corporativos"... Parece verdade mas não será bem assim:

  1. Os civis até são atuantes, os milicianos da política é que, perante a atuação ou sinal de atuação, tudo fazem por neutralizá-los, desterrá-los, submergi-los, esfarrapá-los... E conseguem, porque a hora do voto passa depressa e apenas se repete muito tempo depois, pelo que, no intervalo, consideram os tais civis como uns ingénuos úteis apenas em certo sentido. Entende-se?
  2. Mas, oh Jorge Sampaio! Os setores corporativos existem para isso mesmo: para influenciar os poderes políticos. E mais: para serem o próprio poder. Qual é o civil que tem prazer em ser queimado nesta fogueira? Nenhum, creia. A não ser algum isolado pirósofo... Pirósofo, palavra que faltava.
  3. É claro que quanto à política externa, etc e tal, há cada vez mais milicianos e os civis contam-se pelos dedos... A nível de subsídios, júris, cargos, viagens-visando, consultorias-fotocopiando, estudos-googlando, enfim, até medalhas-medalhando, tudo isso engorda a milícia, conforme ensina a doutrina dos factos.

Ontem, no Brasil, foi o Dia do Diplomata...

O dia 20 de abril, efeméride que marca o nascimento de José Maria da Silva Paranhos(o barão do Rio Branco) em 1850, foi escolhido no Brasil para Dia do Diplomata.

É muito provável que em Portugal nem os diplomatas queiram ter dia semelhante, para não chamar muito as atenções...

Palavras que revelam muita leitura

Procedimento concursal

Sobretudo esse concursal...

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Foi rápido

Mas que promoção! Foi dormir visconde de Carreira e acordou duque de Ávila!!!
- Manuel CCCLXXII Paleólogo©

20 abril 2010

Imunidade vulcânica e nuvem consular

O título não se percebe logo mas serve. É que nem o site do MNE nem o portal da SECP têm qualquer indicação ou instrução ou complicação para as consequências do vulcão, quer para portugueses lá fora quer para estrangeiros cá dentro, quer ainda para uns e outros estejam onde estiverem.

O site do MNE tem aquela ridícula "Informação ao Cidadão" onde cabem as ridcularias de "Portugal para Estrangeiros" e "Portugueses no Estrangeiro", para não falar do resto, e nem uma palavra. Imunidade vulcânica.

O portal da SECP (que melhorou e será a única coisa que se aproveita da banda do MNE) também nada diz, nem mesmo nos judiciosos Conselhos aos Viajantes ou nos Alertas Segurança... Nuvem consular.

Acrescento

Por causa de uma risada, um acrescento que não é rectificação.

Sabedoria antiga

Como poderia muito bem dizer Manuel MMMMCMXCIX Paleólogo©, o anonimato, em provas no MNE, assina-se de cruz...

O júri do concurso leu o Estatuto da Carreira?

Lendo bem a célebre acta, o júri do concurso parece que não teve bem presente na memória um artigo muito especial do Estatuto da Carreira Diplomática...

É claro que o concurso domina

Meu caro, tem toda a razão. E porque o concurso domina muitas conversas, há que dizer: a história dos adidos está já a gerar uma profunda crispação nos jovens admitidos com toda a justiça e legitimidade, e enorme nervosismo nos que se sentem injustamente excluídos - a maioria dos admitidos já estava a trabalhar, deixaram empregos, têm famílias e filhos para sustentar, além de outros compromissos que não podem cumprir, por força da inusitada situação em que os colocaram. As incertezas são tantas quantas as perguntas: os 8 que deviam ter sido excluídos continuam? Repetição do concurso? Entram apenas 22? Ou 31?

Adequado...

Sim, Camões. E depois?

Para Berlim, importante posto cada vez mais importante, um conselheiro cultural que voa do turismo de onde voou para o Camões, porque o seu lugar é o turismo. Mas esta gente que decide sabe o que é cultura e o que a um conselheiro cultural se deve exigir como requisitos? Foi Londres, foi ali, foi além... Não está em causa o perfil moral ou ético dos nomeados, nem a sua preparação especializada nesta ou naquela área, turismo no caso, melhor promoção. O que está em causa é estarem para a Cultura como tangentes para a circunferência ou quando muito secantes.

É pena, Luís Amado.

Trapalhada com os adidos

Bem queríamos permanecer na dúvida mas pelo que se lê de Rute Araújo no diário i, é grande a trapalhada com o que resultou deste concurso de ingresso na carreira diplomática. E com a emenda do tribunal, pior o soneto. É mau para todos - para os adidos e sobretudo para o MNE.

A carreira tem estatuto e o concurso teve regulamento, mas se não foi brincadeira, parece.

Voltaremos a este assunto com o prometido texto. Entretanto leiam o i:

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Areia na máquina

Para quê atravessar o deserto do Sara se vencer a distância entre alguns gabinetes juntos um do outro, é o mesmo que fazer um rali Dakar?
- Manuel CCCLXXI Paleólogo©

19 abril 2010

Concurso. Camisa de onze varas

Se é verdade que alguém excluído do concurso de ingresso na carreira diplomática mas com inconformação carreada para a justiça, está isoladamente a participar no curso de formação de adidos, se isso é verdade, é evidente que o caso sobe de patamar. Se esse tratamento de exceção compensatória corresponde à verdade, o ministério mete-se em trabalhos.

Na fase do que: diz o sindicato que...

Diz o STCDE que "Os trabalhadores do quadro de contratação na embaixada de Portugal em Nova Deli estão de luto e em luta pela aplicação de uma norma estatutária aprovada há mais de 10 anos e que o MNE continua a ignorar"...

E que "Protestam estes trabalhadores pelo facto de o Ministério não lhes aplicar o artigo 64º do estatuto Profissional (aprovado pelo DL 444/99, de 3 de Novembro), norma essa que permite aplicar-lhe as mesmas tabelas salariais indiciárias do pessoal vinculado à função pública, em lugar dos salários de miséria que lhes pagam, muitos abaixo do salário mínimo nacional"...

Ainda mais, que "Trata-se de uma situação que os trabalhadores vêm reclamando desde há 9 anos, considerando agora que já é tempo de pôr fim ao que consideram discriminatório, pelo que avisaram o embaixador de que iriam passar a ir trabalhar envergando uma faixa de luto"...

Exercício de transparência

Pelo que Carlos Varela, escreve hoje no JN, fica-se a saber

1.º Que
    O Governo português está disponível para a instalação na base das Lajes de um campo de treino para os caças norte-americanos de última geração, nos Açores, dando assim uma nova funcionalidade à BA nº 4 e o processo poderá agora entrar na fase negocial, segundo informação prestada pelo ministro da Defesa, Santos Silva
2.º Que
    De cautelas parece também rodear-se a parte americana, com o encarregado de negócios da Embaixada norte-americana em Lisboa, David Ballard, a adiantar que a "ideia veio da parte portuguesa e nós gostámos", tanto assim que "estivemos três anos a estudá-la" e salienta que falta apenas uma decisão política de ambos os governos. Mas que, quanto a um eventual carácter urgente para ser encontrada uma solução, uma vez que os norte-americanos poderão encontrar uma alternativa às Lajes, David Ballard, prefere dizer, em jeito de aviso, que os EUA são "uma grande potência. Temos sempre muitas oportunidades, temos sempre forma de chegar ao que precisamos".
Conclusão a tirar disto:
  1. Que Santos Silva disse o que Luís Amado jamais dissera desde 2007, antes de Carlos César ter dito
  2. Que David Ballard disse o que Santos Silva ficou por dizer
  3. Que ninguém percebe porque é que Luís Amado não disse antes de David Ballard o que evitaria Carlos César ter dito o que forçou Santos Silva a dizer, sendo difícil a qualquer norte-americano ver razão para tanto segredo

BARÓMETRO/NV  Cabo Verde, lá por coisas...

    Polémicas as declarações de Mário Soares sobre a independência de Cabo Verde, cá e lá. Por isso mesmo, lá (ou cá) por coisas, NV abrem pequena sondagem sobre essa questão, sondagem que vale o que vale mas tem acertado, mais ou menos...
    E assim sendo, respondam se a independência de Cabo Verde foi um acerto ou se foi um erro. Respostas até dia 26, segunda-feira.

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Acima da nuvem

Está bem, o papa pode ter razão quanto à obra divina, mas um vulcão desses é coisa de quem não tem mais nada para fazer...
- Manuel CCCLXX Paleólogo©

18 abril 2010

Artigos Definidos. José Sequeira Carvalho

Assim mesmo:

"A África será certamente uma das prioridades duma colaboração estratégica franco-britânica, que beneficiará como tem acontecido nos últimos trinta anos, do apoio da Alemanha. A política europeia para África será fortemente influenciada pelos interesses de britânicos e franceses. No entanto, a liderança franco-britânica em África se bem que necessária, não será suficiente. Não só terá que ser aceite pelos outros Estados-membros, mas também pelas outras instituições europeias, nomeadamente pelo Parlamento europeu, que terão que ter um papel ativo e central. Na África Subsaariana, Portugal poderá assumir um papel importante."

Ler artigo de José Sequeira Carvalho AQUI

Pragmatismo. Nem mais

Veio do Brasil. De um BRIC mas que se aplica a alguns dos PIGS:

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Mistura explosiva

Elogios e rabos de palha, pela certa dão em incêndio.
- Manuel CCCLXIX Paleólogo©

17 abril 2010

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Pergunta na torre de controlo

E se as nuvens forem as da supeição, os voos também serão cancelados?
- Manuel CCCLXVIII Paleólogo©

16 abril 2010

Responde-se a pergunta truncada

Sem dúvida, meu caro: O Ministério ou o pessoal que por lá confunde Coisa de Estado com coisa sua salvo seja , não pode continuar a pensar e a agir eternamente como se as Necessidades fossem uma espécie de península de Tróia - para uns efeitos, ilha e só de barco ou nado, mas para outros efeitos com aquele istmo da Comporta...

Redes sociais

NV estão no Facebook e no Twitter, há uns oito dias. E não estamos arrependidos. Já deu para perceber que há vários Facebooks: o dos alegres pensionistas, o dos adolescentes tardios, o dos inquietos mas ainda não angustiados, o dos angustiados sem que alguma vez tivessem estado inquietos, o dos revoltados anónimos sem qualquer ética ou moral, o dos moralistas com nome mas sem receio de anavalhar nas costas, enfim, também há o Facebook dos que meramente estão divertidos com a vida tendo certamente motivos e condições para isso. Há, enfim milhentos géneros e diferenças específicas nas redes sociais, mas o grosso da coluna é de facto uma nova e imparável marcha da humanidade com advérbios de lugar. O departamento de estado norte-americano já se rendeu a esta evidência - demos aqui conta disso - e o nosso MNE e os nossos diplomatas perdem se não se renderem à essa mesma evidência.

NOTADORES @ Opinião & reticências

@ Do Observador Triste mas Atento:
O MNE teve no seu Gabinete o recurso hierárquico apresentado por um candidato... É elucidativo o que o Júri decidiu fazer a certa fase do concurso para que não se chegasse à entrevista com apenas 30 e poucos candidatos... Nesse caso, não se poderia fazer o que se fez...
E se houver tribunal, este condenará o MNE daqui a 2 anos... altura em que o Ministério invocará a desproporcionalidade e o interesse público para não repetir o concurso... E tudo se acaba.

Concurso. Mais um recorte

Desta vez o DN, pelo pulso do jornalista Hugo Filipe Coelho. Pouco a pouco, a imagem do MNE a sofrer borrões e borrifadelas, sobretudo com esta ideia de que o totoloto da ilegalidade compensa.
(Clique sobre a imagem, para ampliar)

Erupção do Eyjafjallajökull

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Além disso invencível

Se os peixes de águas fundas fossem submarinos, teríamos uma grande armada!
- Manuel CCCLXVII Paleólogo©

15 abril 2010

BARÓMETRO/NV  No que os submarinos deram...

Quanto aos imbróglios (há vários...) dos submarinos, as respostas de notadores e simpatizantes desta aldeia ao barómetro cujo prazo já expirou, repartiram-se desta forma:

  • 51,32% opinam que as investigações jamais esclarecerão o caso (opinar é o verbo)
  • 48,68% estimam que os esclarecimentos chegarão através da investigação alemã (o verbo é estimar)
  • 0,00% zeram que os esclarecimentos chegarão através da investigação portuguesa... pois zerar, verbo é neste caso.
Vamos colocar nova pergunta.

Site oficial do PR. Exemplar

    O que é, é. Reconheça-se que o site oficial da presidência está bem organizado, actualizado, arrumado. Lá estão as visitas de estado e oficiais à mão, e veja-se, por exemplo, a página da presente visita à República Checa - agenda sem salamaleques, documentação bastante, imagens com parcimónia... é isso. O site satisfaz quanto à forma e em certo sentido quanto ao conteúdo, pois quanto ao significado desse conteúdo é que cada um é livre de se posicionar e já ultrapassa o lado de lá ou o lado de cá do site. Mas tudo começa na forma, e bem se pode dizer que esse site está em boa forma. E o que é, é.

Imagens sem rastejar

As imagens enviadas de Praga pelo fotógrafo oficial da Presidência são de grande qualidade, além de não andarem atrás da sombra do presidente. Parabéns a quem as faz.

Ver galeria a partir DAQUI

Rastos por cinco cidades

    Assim, olhando de relance para a nossa agendinha de hoje (quinta-feira, 15 ) fica-se logo a saber que, para além de Cavaco Silva em Praga, o ministro Pedro Silva Pereira está em Saragoça, e que, quanto a deputados em viagem, José Lello (PS) lá está em Baku, Conceição Pereira (PSD).em Liubliana e Paulo Mota Pinto (PSD) em Madrid.

Precários

Reportagem publicada no Libération de ontem (14) sobre os recibos verdes na administração portuguesa. Talvez não tivesse sido má ideia interrogar quantos precários há no MNE. Ver "Obligation de service précaire - Au Portugal, plus de 18% des agents de l’Etat sont assimilés à des travailleurs indépendants. Licenciables à tout moment sans indemnités chômage ni congés payés"

Concurso. Nada que não se esperasse

Já as embaixadas e consulados devem ter por aí a matéria, por via do padre Aparício, sobre a qual acontece nada que não fosse esperado: os resultados do concurso diplomático em causa, conforme o diário i descreve a propósito de uma providência cautelar (reprodução em baixo, com a devida vénia), depois do que a revista Sábado relatou a propósito de queixas anónimas ao DIAP, a que, segundo consta, se juntou outra à PJ. Sobre esta questão reservamo-nos para um Ponto Crítico, mas sempre se adianta: com os elementos que temos em mão, é de cair para o lado.

Ler

Repete-se: Ler

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs As fábulas ensinam que....

A diplomacia económica é a escola profissional mais antiga da humanidade...
- Manuel CCCLXVI Paleólogo©

14 abril 2010

Também há repartidas.

Há quem já tenha por hábito passar os olhos pela caixa da coluna ao lado, por onde correm os textos mais recentes de blogues e sites selecionados por NV. Alguns deram conta, outros não, do seguinte texto publicado por Brasil Empreende:

Com intenção de proteger seu território nacional do tráfico de drogas e futuros atentados terroristas o governo brasileiro planeja se reunir a Estados Unidos e Portugal e criar bases militares para controlar transportes marítimos similares às existentes em Key West (Florida) e em Lisboa. As bases militares serão construídas em parceria com os Estados Unidos. (...)
Ler + AQUI

Esquecemo-nos de dizer que...

... parece que desta foi de vez, algum serviço do MNE excluiu o autor de NV das listas de correio electrónico usadas para divulgação de notas informativas e comunicados, prática que a generalidade das chancelarias civilizadas, e até outras não tanto, cumprem sem omissões ou cortes agradecendo inclusivamente o interesse em receber, como diariamente são os casos de Londres, Paris, Washington e até Caracas, ou mesmo do Vaticano para crentes ou não crentes.

Um dia, por ocasião de uma das várias intermitências, dissemos a Paula Mascarenhas, assessora do ministro, que isso é triste e inútil mas dispensável. Quando ou se, por acaso, nos cruzarmos com o ministro, repetiremos que isso é dispensável e inútil mas triste. Nem a Paula nem o ministro terão culpa, nem saberão, mas algum serviço do MNE revela mentalidade censória de carrapato enxertado em camarão de Castro Marim, para usar, com graça, a metáfora de Gil Vicente. Isso não merece mais do que uma metáfora com graça.

O MNE não sabe datar

Portanto, fica-se a saber que as notas do MNE não são datadas com o dia em que se faz a divulgação, mas com o último dia do acontecimento a que se referem! Mas em que escola se aprendeu isto?

Assim, por exemplo...

    ... se o Instituto Diplomático "organizará, de 7 de Abril a 9 de Junho" um curso de formação para diplomatas estrangeiros, a data da nota é 9 de junho...
    ... se "termina na próxima quinta-feira, dia 15 de Abril, o prazo de inscrição no concurso de selecção e recrutamento de funcionários para as instituições da União Europeia", a data da nota é 15 de abril...
    ... ou se António Braga "desloca-se amanhã, 14 de Abril, a França para participar nas cerimónias comemorativas da batalha de La Lys", a data é 14 de abril...

Saberá esta gente consultar uma lista telefónica? Apliquem esses conhecimentos de excelência à diplomacia económica e verão as trocas que o país fará. É o mesmo que, para dar um alinhavo, querer fazer com um pregador o que apenas com agulha se pode fazer. E está a ilustração justificada.

Dito nuclear

O problema, Celso Amorim, é que a Responsabilidade cobra a consulta e lucra, e a Preocupação paga e vai a enterrar.

UE?

Viu-se alguma coisa de UE em Washington, ou apenas onda de pressão EUA/França/Reino Unido?

Celso Amorim, Irão, Turquia e nuclear

Está na página de DESTAQUE Podem ouvir

Preocupação e responsabilidade...

Como se fosse um imenso Portugal, o Brasil deixou a sua posição na cimeira de Washington sobre segurança nuclear, nestes termos: Questões relacionadas a segurança nuclear não podem servir de pretexto para se dificultar o acesso à tecnologia para fins pacíficos, e a preocupação com a segurança é de toda comunidade internacional, mas a responsabilidade última é de cada Estado.

Se é asim que o Brasil quer lá chegar, será mais um raciocínio quadrado a chegar lá.

Em Notas Formais, para que conste, lá fica a nota que o ministério das Relações Exteriores do Brsil emitiu sobre a matéria.

Primeiro, saber chinês

Qualquer coisa não bate certo para aquele lado. A Casa Branca, desta ou daquela maneira, espalhou a ideia de que a China estava a seu lado contra o Irão. O assessor do Conselho de Segurança Nacional norte-americano, Jeff Bader, chegou mesmo a declarar que os chineses “estão preparados para trabalhar conosco”! No entanto, em Pequim, o Diário do Povo colocou a notícia nos carris: “A China declara que sanções não resolvem a questão nuclear iraniana”, foi o título.

Sulistas

Está no Portal de Gaia:

    A Agência Municipal de Investimento de Gaia (AMIgaia) assinou com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Árabe (CCILA) um protocolo de cooperação que visa a criação de novas oportunidades de negócio para as empresas gaienses no mundo árabe. Em paralelo, vai ser promovida a imagem do concelho através de colóquios e seminários. O documento foi assinado por António Martins da Cruz, Presidente do Conselho de Administração da AMIgaia, e Allaoua Karim Bouabdellah, Secretário-Geral da CCILA.
    "A diplomacia local e regional pode ter resultados. Portugal sempre teve uma capacidade de compreensão especial do mundo árabe e este protocolo pode servir para se aproveitarem novas oportunidades", salientou Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia"

DISPENSAs & PRIVILÉGIOs É por isso

Um estado dentro do estado, não precisa de agenda - basta-lhe calendário.
- Manuel CCCLXV Paleólogo©

13 abril 2010

Violência diplomática ou consular...

Lá por coisas, não seria má ideia que a agora designada Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses promovessem por aí uma sessãozita dedicada ao combate da violência doméstica, em particular a violência contras as mulheres (diplomatas ou cônjuges de diplomatas). A violência, mesmo que seja diplomática (ou consular), não deixa de ser violência...

Camões positivo

Para três pontos positivos no Camões:

  1. A presidente deixou de falar em si própria, para si própria, de si própria e até após si própria
  2. Informa, não muito melhor, mas alguma coisa mais
  3. Reabriu a porta para a Avenida da Liberdade
  4. Grita-se menos

NOTADORES @ “Tudo ao monte e fé em Deus”

@ Do Do ministro plenipotenciário Mateo:

A resposta de “Servo da Gleba” merece alguma reflexão. As questões ali referidas, designadamente quanto à situação profissional e social em que se encontram esse tipo de funcionários, deveria envergonhar o Estado, neste caso o MNE. O que é extraordinário é não existir da parte da hierarquia política rigorosamente nenhuma preocupação e mínima consideração por quem trabalha nessas condições e não tentar inverte-las, dignificando esses trabalhadores. Isto porque, como a experiência nos vem ensinando, nunca será a hierarquia da casa a preocupar-se com outros funcionários que não os diplomatas.

Nesta casa, quer funcionários do Quadro Técnico, quer do Quadro Administrativo, não passam de funcionários de segunda. O que é uma vergonha! A casa nunca se procurou dignificar aquele tipo de funcionários. A começar pelas condições nos seus locais de trabalho, “tudo ao monte e fé em Deus”, nas diversas salas onde exercem as suas funções. Em anos, e são já muitos, que levo desta casa, não me recordo de ter visto, ou ouvido falar, alguma vez, de um Ministro que se tivesse dignado visitar todos os Serviços deste seu Ministério, falar e ouvir os seus funcionários, verificar em que condições trabalham, etc. E isto aplica-se a toda a categoria de funcionários, dos diversos Quadros (diplomático incluído). E mesmo por parte da hierarquia da casa nunca igualmente aconteceu. Nesse aspeto, até sentiria uma certa analogia, ou proximidade com o “servo da gleba”, ainda que as suas e dos seus colegas condições de trabalho, sociais e profissionais, como refiro, sejam bem piores e deveriam ser objeto de outro tipo de atenção por parte da hierarquia política, com vista à sua melhoria. Mas o Estado está-se completamente nas tintas para os seus funcionários. Sempre esteve, quer ao tempo da autocracia salazarista, quer na chamada democracia. As classes profissionais especiais, como os magistrados, militares, diplomatas, professores universitários, etc., terão apesar de tudo outro tipo de condições de trabalho e algumas, mas cada vez menos, perspetivas promocionais. Já o Quadro Técnico e Administrativo, o grosso da Função Pública, são tratados com o mínimo de consideração e com total indiferença. E com este governo, o que estava mal, piorou.

A terminar, gostaria de deixar claro que não me assiste qualquer preconceito, quer profissional, quer social, muito pelo contrário, contra os funcionários como o do “servo da gleba”. Estou até solidário com a situação periclitante que do ponto de vista profissional vivem, ou trabalham. Tudo isto é lamentável. Mas é o Estado que temos. Aliás, que sempre tivemos, temos e que continuaremos a ter, não haja - nenhuma! - ilusão.

A propósito da Mosca de Job...

Perguntam-nos porquê Mosca e para mais de Job! É claro que a Mosca de Job serve às mil maravilhas para nos dirigirmos a Vossa Obsolescência e a todas as Suas Obsolescências (usando a trignométrica, nuclear e cirúrgica terminologia do presidente da República naquele químico prefácio) porque tal mosca foi nascida e criada sobre feridas, para mais sobre feridas bíblicas, que é o que o MNE mais tem mas não digam ao papa que já tem um programa muito carregado...

MOSCA DE JOB b Pousa no Concurso...

b Num cortinado...

    Não cheguei a horas. Tinham-me garantido que o secretário-geral chamara os tais 8 adidos para lhes explicar que algo teria sucedido, mas não cheguei a tempo. Depois, voei atrás dos adidos mas por cima deles e percebi que alguns deles comentavam para outros deles que estes deles seriam, eles, mais entendidos que o embaixador Vasco Valente sobre o que deles fora dito para todos eles. Portanto, tal como naquela denúncia ao parlamento, algo aconteceu por alguma coisa a alguns na sequência de algo que implica alguns por alguém, e é assim a providência deste algo.
    Mosca de Job

    Sobre o joelho

    Troca de tintas nas letras oficiais de uma resolução do conselho de ministros... Não é grave, mas denota desleixo.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Nos círculos diplomáticos

    Aquele ¿Por qué no te callas? gastou-se e passou depressa. A advertência agora é em português: ¿Porque não deixas de emitir CO2?
    - Manuel CCCLXIV Paleólogo©

    12 abril 2010

    Adequado, relacionado e justaposto

    Na verdade, é pena que o Eça não possa voltar, partilhando das salvadoras e digitalizadas gargalhadas do século XXI português. Então não é que o padre Aparício classifica no tema da Política Externa Portuguesa esta avassaladora notícia do DN dando conta de que o "Benfica tem a maioria dos deputados"? Enquanto é tempo, encomendaríamos já uma missa ao papa por intenção destas almas:

    Xangai, pasmai

    Embaixadas e consulados portugueses aí por todo o mundo, por critério de clipping muito próximo do inimigo público, ficaram a conhecer hoje através do padre Aparício o que o Jornal de Negócios coloca numa área 6664 mm2 da página 22:

    Exemplo

    Com data de 2010-06-09 (9 de junho, portanto) o site do MNE divulga hoje (12) que "O Instituto Diplomático organizará, de 7 de Abril a 9 de Junho, um Curso de Formação para Diplomatas Estrangeiros"... Pelo domínio das datas, colocando no futuro algo já do passado como se fosse hoje, Vossas Obsolescências compreenderão.

    Concurso. Muitas perguntas

    Há muitas perguntas sobre o concurso que foi e os adidos que são. Isso quer dizer alguma coisa?

    Paciência

    A agenda ainda não pode ser hoje... Amanhã.

    Gralha?

    Diz Cavaco:
    Importa ter presente que Portugal é um país com um mercado interno de pequena dimensão e que depende muito das relações económicas com o exterior, não só em termos do comércio de bens, mas também no domínio do turismo, do investimento estrangeiro e das próprias fontes de financiamento. É essencial, por isso, conjugar o reforço da nossa capacidade competitiva com uma marca de credibilidade, de modernidade e de futuro que mantenha Portugal numa posição favorável no Mundo globalizado em que vivemos.
    Marca ou máquina? Não terá havido gralha?

    Vossa Obsolescência...

    É a palavra! Cavaco Silva adverte que o tecido empresarial português "apresenta um elevado risco de obsolescência"... É a palavra que faltava não só para as empresas mas também no protocolo, na etiqueta e no cerimonial do estado. Na verdade, se há empresários que devem ser justamente tratados por Vossa Obsolescência, o que não falta no estado é muita Excelência obsoleta pelo que também no MNE há que introduzir a Vossa Obsolescência, nos telegramas, nos ofícios e nas chamadas ao gabinete...

    Prefácio de Cavaco

    Mais um tomo com intervenções do presidente da República (Roteiros IV), com um prefácio a atrair os holofotes. É claro que o prefácio, com os avisos para todos em geral mas sem advertências para ninguém em particular, não é por acaso. Deve ser lido, aí por essas embaixadas e sobretudo por esses consulados honorários...

    Letras Oficiais...

    Apenas uma coisa a registar e com todo o desplante... Um acordo cultural nas gavetas do MNE durante oito anos, é demais! Seja com as Filipinas, fosse com os Joaninos!

    Agendinha...

    Na página de Agenda, diariamente, estão colocadas hiperligações para as seguintes 7 agendas oficiais, 4 cá de dentro e 3 lá de fora:

    1. agenda de Cavaco Silva
    2. agenda de Jaime Gama
    3. agenda central do Governo
    4. agenda de Santos Silva e Marcos Peretrello
    5. agenda da Assembleia-geral NU (Nova Iorque)
    6. agenda geral da ONU
    7. agenda das NU/Genebra
    Alguma vantagem disto é que as hiperligações para as agendas estão arrumadas num único sítio, tornando mais rápida a consulta dos dados e mais prática a passagem de uma para outra agenda. Nessa lista de hiperligações não consta o Ministério dos Negócios Estrangeiros porque, como se sabe, as Necessidades não têm cultura de agenda pública. Houve de fato uma tentativa para pôr de pé uma agenda mínima (com o porta-voz Carneiro Jacinto, honra lhe seja feita) mas ninguém quis trabalhar mais nisso - é que manter diariamente uma agenda dá trabalho e exige cumprimento de horário no local de trabalho, o que não se compagina lá muito com os hábitos que estão colados às paredes da casa. Além disso, parece também que tanto o ministro como os secretários de estado não dão mostras de grande comoção por uma "agenda das Necessidades". Seis anos já deram para perceber isso mesmo. E é pena. Como pena é que, na área da comunicação social, as matérias públicas de agenda ainda são segredo de negócio e morrem nisso, sem alma de serviço público.

    Mas voltando à nossa agendinha, ela tem estado entregue aos automatismos desde dezembro, mas chegou a hora (ou a disposição) de dar-lhe mais alguma vida diária. Iremos dando conta das coisas. É bem verdade que os leitores dessa página não são muitos, mas também a página não existe para contar e somar leitores - foi criada apenas para ser um instrumento útil  para quem dela precise seja qual for o grau de curiosidade e tipo de interesse.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Amado, registe

    Por muito que Ahmadinejad fale ou escreva, nunca dá um erro de português... Porque será?
    - Manuel CCCLXIII Paleólogo©

    11 abril 2010

    Diplomacia parlamentar. Assinatura de Gama

    Breve observação aqui feita tempos atrás sobre um previsível maior empenho da Assembleia da República nas relações internacionais, com a diplomacia parlamentar a ganhar em substância e a perder em turismo... Assinatura de Jaime Gama.

    No comment

    NOTADORES @ Debatam, s.f.f.

    @ Do "funcionário periférico" Servo da Gleba:
    Não "Mateo", o Servo da Gleba não é ignorante nem está de má fé, como não é da velha guarda dos "funcionários do Quadro Administrativo local", mas também não é cego nem estúpido.
    Sou da nova fornada dos que se arrastam anos com contratos precários sem segurança social, para acabar com um contrato fracote, mal pago e escassa segurança social, que é o que há oficialmente por estas bandas. E não se preocupe com a minha reforma porque não conto andar por aqui muitos anos: só quero passar despercebido e acabar o meu curso para ir à procura de um emprego onde tenha direito a uma carreira, porque já percebi do que é que a casa gasta e não estou disponível para ficar toda a vida servo da gleba.
    Eu sei que o seguro está previsto no ED, nem o considero indevido para certas situações - partilhadas com outros que o não terão -, mas que tal revela a existência de dois pesos e duas medidas, parece-me inquestionável (e como sou filho de polícia pareceu-me adequada a comparação). Já quanto ao incrível subsídio à MUDIP, cá estaremos para ver (se os meus planos saírem furados e tiver de ir bater à porta do sindicato).
    Eu sei que há "funcionários do Quadro Administrativo local" que recebem reformas chorudas (chapeau, quem me dera!), mas com franqueza, o regime é o geral contributivo - cada um vem a receber em função do que contribuiu - o que me parece razoável. Ou parece-lhe que as contribuições dos ditos deveriam ser desviadas para as reformas dos embaixadores que andaram a receber pequenas fortunas sem contribuir para a CGA?
    E também sem serem taxados em IRS (!), ao contrário do que acontece aos tais excelentes salários: já reparou que o IRS pago por aqueles trabalhadores vai servir sobremaneira para suportar o seu seguro de saúde?
    Mas, como diz o governo socialista, com a crise que por aí vai, é preciso proteger os mais desfavorecidos.

    Assim, sim

    António José Seguro confirma na sua página do Facebook que solicitou, "na qualidade de presidente da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia, um estudo comparado sobre o modelo de contrapartidas nos vários países da União Europeia; os relatórios e eventuais estudos elaborados pela Comissão de Contrapartidas e a audição do seu presidente".

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Palavra

    Como há países tão diferentes de Portugal! Então esses cujos gestores jamais exigiriam quatro milhões de prémio mas apenas dez mil virgens!
    - Manuel CCCLXII Paleólogo©

    10 abril 2010

    É pena que assim seja, José Junqueiro

    Quanto ao que se escreveu sobre a novíssima cruzada de José Junqueiro, nada disso. Naturalmente que não se contesta, antes pelo contrário, concorda-se plenamente que o governo e a AICEP promovam ações ou levem a cabo um programa de esclarecimento do país sobre internacionalização das empresas, captação de investimentos e tudo o mais da área. E que, além do governo esclarecer e a AICEP informar em direto, que o governo ouça empresários e agentes económicos sobre o que eles terão para dizer, nomeadamente reparos, formulação de problemas e de soluções - então o que não terão a dizer das direções regionais de ecomnomia, agricultura e ambiente, para não se falar das comissões coordenadoras, quanto a burocracia, entraves, empates e escolhos! Aliás há muito tempo, há anos que um tal programa já deveria ter ido para a frente, em vez de se ter esperado pela hora dos aflitos que é esta hora que passa.

    Mas, sem que ultrapasse esse primeiro dizemos nós agora, depois falas tu dois minutos, designar um tal programa por «Diplomacia Económica Local» é usar a palavra diplomacia em vão, tal como em vão se usou a expressão «Diplomacia Municipal» a propósito do regabofe das geminações que, ou deram em gostosas farras para grupos seletivos, ou deram em excursões de reciprocidade estéril embora festiva, ficando a tal proclamada diplomacia municipal pela troca de galhardetes e por umas feiras armadas que não levaram a nada.

    Falar-se de um programa de diplomacia económica local sem programa e sem agentes ou comissários, atirando-se meramente ideias ao ar como aconteceu com a estreia no Baixo Mondego (pelo que até agora se sabe ou se fica a saber) é pior do que isso de galhardetes, excursões, esmolas cooperativas e protocolos sem outro sentido que não o da presunção e água benta.

    NOTADORES @ Pelo seguro...

    @ Do ministro plenipotenciário Mateo:

    Sobre o seguro de saúde, pelo que sei, posso adiantar que uma vez a funcionar desaparecerá a MUDIP. O Seguro está, há muito, previsto no Estatuto Diplomático, pelo que o "Servo da Gleba", ou é ignorante, ou está de má fé. Deve ser um daqueles funcionários do Quadro Administrativo local que recebem excelentes salários e reformas chorudas comparadas com os diplomatas, mesmo embaixadores, que se reformam com muito menos!

    Portanto, o Seguro é um direito que assiste aos diplomatas mas que lamentavelmente até hoje desde que foi especificado no Estatuto nunca vergonhosamente um anterior Minisro se interessou em implementar! Foi uma longa luta da Associação Sindical dos Diplomatas.
    NV: Sobre esta matéria, reservamo-nos para um 'Ponto Crítico', independentemente de diplomatas ou outros funcionários do MNE, aqui ou acoli, expressarem as suas opiniões.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Relatividades

    Essa fórmula de Einstein (E=mc2) está errada: a Energia de um diplomata (E) é sempre inversamente proporcional (e não igual) à Massa que recebe no posto (m), vezes a Velocidade dos objectivos postos à luz (c), não ao quadrado mas na raiz quadrada...
    - Manuel CCCLXI Paleólogo©

    09 abril 2010

    NOTADORES @ S.f.f.

    @ Do "trabalhador periférico" Servo da Gleba:
    Então esta gente, estando inscrita na ADSE (como todos os funcionários públicos), gozando no Espaço Económico Europeu do acesso às assistências na saúde locais sem limitações, nos termos dos regulamentos da UE, recebendo nos outros países 50% de todas as despesas efetuadas, e que já dispõe da MUDIP faraonicamente subsidiada anualmente pelo FRI com quase um milhão de euros dos emolumentos consulares, e ainda vai ter um seguro privado de doença? Isto parece um sistema off-shore!

    Andaram a tirar aos polícias e a outros para dar a diplomatas? E não se diz que o MNE tem dezenas de funcionários no exterior sem qualquer segurança social?

    NV - Naturalmente que nos compete verificar se isto é mesmo assim. Faremos isso sem demora.

    Agenda e Letras Oficiais

    Segunda-feira (12), as páginas de Agenda e Letras Oficiais voltam à actividade.

      A Agenda, desde 13 de dezembro, tem estado entregue a automatismos, e as Letras pararam a 14 de dezembro. Enfim, tentaremos corresponder a alguns pedidos dos ouvintes...

    Explica muitas coisas

    Uma verdadeira lição para quem é e para quem não é, também lição para quem pretende ser e para quem se entrega ao acaso para que seja, mas ainda mais lição para quem, nas Necesidades, se não diz pensa 'o estado sou eu'...

    Pequim e gramática portuguesa

    O que Amado diz sobre a língua está correto, mas devia ter dito mais alguma coisa, nem que fosse ao de leve - uma referência ao Brasil como facto, simples referência que fosse, para não se correr o risco de, com a omissão, querer deixar-se sugerido que a China está rendida ao português pelo facto de Portugal e não por mais nenhum outro interesse de facto. E então Pequim, que de gramáticas percebe de tal forma que são os outros a ficar com olhos em bico! No entanto, admita-se que Amado possa ter sido completo além de correto e que a notícia não dê conta disso. Admita-se.

    Pois que poderia o embaixador francês responder?

    E assim se fica a saber que quanto a acesso previlegiado dos filhos de diplomatas portugueses ao Liceu Francês Charles Lepierre, confrontado com a proposta de um protocolo entre a AFDP e a Embaixada de França (instância última de decisão sobre aquela escola) para o dito tratamento preferencial aos filhos dos diplomatas portugueses, o Embaixador respondeu negativamente.

    Naturalmente que o corporativismo também tem fronteiras.

    Mas diz mais a o boletim da AFDP:

    "No entanto, conseguimos acordar no envio de uma lista de crianças candidatas ao Liceu que seria tida em conta na altura da apreciação das candidaturas. Para a organização desta lista, foi imprescindível o apoio do Secretário-geral do MNE, Embaixador Vasco Valente, que instruiu o Secretário-geral adjunto, Dr. Bernardo Lucena, para nos ajudar nesta tarefa, através da disponibilização dos próprios serviços do ministério que nos forneceram a lista dos funcionários diplomáticos com filhos. Contactados todos estes funcionários, 5 famílias, um total de 9 crianças/adolescentes, solicitaram a intermediação da AFDP neste processo. Três famílias vão chegar do estrangeiro e 2 já estão em Portugal. Esperamos no próximo boletim dar notícia da entrada destas 9 crianças no Liceu Francês de Lisboa. Lembramos que a associação existe para velar pelos interesses das famílias de todos os diplomatas portugueses. Fazemo-lo voluntariamente, num espírito de entreajuda próprio de quem já passou pelas mesmas dificuldades e alegrias."

    Crenças

    Escreve Manuela Caramujo, presidente da AFDP que "A AFDP acredita que a carreira diplomática é mais do que o emprego de um dos membros do casal, mas um meio de vida, que pela sua especificidade itinerante, engloba toda a família."

    Mas quem é que não tem direito a essa mesma crença ainda que a especificidade seja o sedentarismo? Até juízes e militares acreditam nisso, ou foram obrigados a acreditar...

    A música do corporativismo

    Assim se anuncia que um seguro de saúde para "o diplomata e sua família em posto" será finalmente implementado ainda este ano, que, depois do "eco" junto do ministro, o secretário-geral do MNE informou dos procedimentos em curso para tal próxima implementação, e que, portanto, se justifica um “Bem-haja pelo seu esforço para afetar verbas do orçamento para este fim tão justo e necessário”.

    Não se está contra a excepção, duvida-se é profundamente da regra, porque de excepção em excepção voltaremos à mesma música - a música do corporativismo.

    Boletim N.º 1 de 2010

    Já não era sem tempo:
    Caros Associados,
    A nossa associação mudou de nome: o “Cônjuges” deu lugar às “Famílias”. Por deliberação da Assembleia-geral de 25 de Março, somos agora a “Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses”. Etc...

    Adidos, que vem mesmo do verbo adir

    Até 14 de Junho, se não houver percalços, decorre o Curso de Adidos de Embaixada nas instalações do Instituto de Defesa Nacional, ali ao lado. Mas um dia por semana, a partir da próxima segunda-feira (12), os adidos terão contactos com o palácio - às segundas-feiras eles passarão pelos serviços do MNE, divididos em seis grupos de 5 elementos que andarão às voltas e a conjugar o verbo adir.

    Assuntos do Quai d'Orsay

    Para efeitos de ilustração pública e melhor compreensão do laxismo das Necessidades, a partir de hoje passamos a reproduzir em Notas Formais os assuntos expostos, a cada dia que passa, pelo porta-voz do tratados pelo Quai d'Orsay. Hoje, por exemplo, foram estes cinco assuntos:
    1. SIGNATURE DE L'ACCORD "NOUVEAU START" : DECLARATION DE BERNARD KOUCHNER
    2. 70ème ANNIVERSAIRE DU MASSACRE DE KATYN
    3. KIRGHIZSTAN
    4. TURQUIE
    5. MADAGASCAR

    Rilvasbook

    O Departamento de Estado dos EUA planeia uma ferramenta de colaboração interna seguindo o modelo do Facebook. A ideia é ajudar os diplomatas a potenciarem a interação de uns com os outros de forma mais efetiva... O sistema chama-se Statebook e já foi apresentado pelo responsável da eDiplomacy, Richard Boly.

    Isto, nas Necessidades, um Rilvasbook seria um tremor de terra.

    Com campainhas de mandarim, não vamos lá

    Nenhum português, mesmo de Valença, se oporá ao que o ministro Luís Amado afirmou em Pequim, quanto a uma "maior valorização" das relações com a China e que "tem de haver mais investimento estratégico do estado e da administração pública, em estreito relacionamento com as empresas, para que as excelentes relações que temos no plano político criem condições para desenvolver outros interesses"...

    É claro que isso não é novidade na cronologia artística dos titulares do MNE - ouvimos isso há anos e anos, desde Macau até ao encerramento do consulado em Hong Kong e abertura daquela lança na Ásia que tem sido, como se sabe, o consulado em Xangai.

    Mas, para já, pela forma como o Palácio das Necessidades resolve a presença portuguesa efectiva na China (diplomática e consular), é caso para dizer que, em casa de ferreiro, espeto de pau. Se Luís Amado está assim tão convicto da premente valorização das relações de Portugal com a China, o ministério já devia ter dado mais passos e sobretudo passos diferentes.

    Com a China, aquela do mandarim do Eça, mesmo que se envie para lá uma campainha com controlo remoto, não resolve. Pelo contrário, faz recuar.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Original

    O plágio ainda que continuado, em diplomacia, é apenas citação por deferência.
    - Manuel CCCLXI Paleólogo©

    08 abril 2010

    "Diplomacia Económica Local"...

    E é assim que, com José Junqueiro, chegámos já à "Diplomacia Económica Local" - a diplomacia já é pau para toda a colher. Mas que "diplomacia local" é essa? Pelo que foi dito, é um ciclo de reuniões com municípios em que a AICEP colabora, para identificar dificuldades e explicar medidas do governo...

    Agapito }

      - Meu caro! Olhos nos olhos! Ouça!!! Tem Luís Amado andado à procura da personificação da diplomacia económica. Está a ouvir-me? Então António Mexia não é isso mesmo, e além de personificação, não é a própria personalização?

    AICEP, vogais e consoantes

    Basílio Horta reconduzido na presidência da AICEP, por resolução do governo. Por indicação das Finanças e da Economia, ficam como vogais executivos: Teresa Gonçalves Ribeiro, José Manuel Morgado, Luís Brites Florindo e Eurico Brilhante Dias; e como não executivos: Daniel Bessa, Manuel Alves Monteiro, Gomes de Pinho. Por indicação das Necessidades, a embaixadora Margarida Figueiredo é també vogal não executiva do novo conselho de administrção da agência.

    O que se fica a saber numa visita!

    Foi o próprio MNE a referir, em nota, que no decurso da visita oficial à Suazilândia, Luís Amado manteve encontros com diversas entidades, a partir das quais foi possível identificar novas oportunidades naquele mercado e que então foram identificadas novas oportunidades na Suazilândia, tendo o respectivo Governo manifestado interesse nas seguintes áreas: Formação de Parcerias, com vista à administração do novo aeroporto internacional do país, mostrando abertura para receber empresas portuguesas do ramo da administração de portos; Investimento ou Cooperação Portuguesa nas áreas tidas como prioritárias pelas autoridades da Suazilândia, em particular; Segurança Alimentar (equipamento de irrigação, reforço de mecanização da agricultura e concessão de apoio financeiro aos agricultores para esse efeito); Energia (redução da utilização da madeira e apoio aos dois programas ali existentes de produção de etanol); Desenvolvimento Turístico; Protecção do Ambiente; Formação Profissional e Desenvolvimento da área de ensino...

    Foi preciso Amado ir à Suazilândia para se saber isto da Suazilândia e alguém tirar uns apontamentos sobre a Suazilândia? Para que serve uma embaixada, mesmo que o embaixador não seja residente?

    Brasil na primeira pessoa...



    Falar por falar

    O antgo reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Narciso Matos, considera que os 35 anos de prática diplomática no país criaram uma escola de diplomacia moçambicana "com características próprias e bem definidas"... Seria interessante que descrevesse as características e em que é que elas diferem do resto.

    DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Advertência

    Para o paraíso fiscal, poucos são os chamados e muitos os escondidos.
    - Manuel CCCLX Paleólogo©

    07 abril 2010

    Vai-se sabendo

    No Vaticano, hoje, declaração oficial lida pelo director da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi:
    "Je confirme les informations données par le communiqué de l'Administrateur apostolique de Trondheim (Norvège), Mgr.Bernd Eidsvig, relatives à l'ancien Prélat de Trondheim, Mgr.Georg Müller, en charge de cette circonscription ecclésiastique entre 1997 et 2009. Il s'agit d'un cas d'abus sexuel sur mineur remontant au début des années 90, et porté à la connaissance des autorités ecclésiastiques en janvier 2009. La question a été immédiatement examinée par la nonciature de Stockholm, sur mandat de la Congrégation pour la Doctrine de la foi. En mai 2009, Mgr.Müller a présenté sa démission qui a été aussitôt acceptée par le Saint-Père, et il a quitté le diocèse en juin. Il s'est soumis à une thérapie et n'exerce plus d'activité pastorale. Du point de vue de la loi civile, le cas était prescrit. La victime, aujourd'hui majeure, a toujours demandée à rester anonyme".