Diplomacia portuguesa. Questões da política externa. Razões de estado. Motivos de relações internacionais.
30 novembro 2009
Espaha e Honduras
- A Espanha quer (quer, em que sentido?) que a União Europeia adopte uma posição comum relativamente às Honduras, que já estará a ser negociada pela presidência sueca, mas que vá de encontro à tese de Madrid de "não reconhecer mas não ignorar" as eleições. A Espanha também não reconhece o Kosovo, mas uma coisa nada tem a ver com a outra, mas é um bom primeiro trabalho de casa para a Alta Representante: saber o que Moratinos quer.
Cimeira
- Sobre a cimeira, o que hoje se publicou foi por obrigatório e quase indeclinável dever: as palavras dos anfitriões e pouco mais, porque pouco mais haveria para narrar, a não ser curiosidades e o que já se sabe de há muito. Mas amanhã é outro dia, dizem os historiadores.
Armas Químicas. Fiasco, alheamento
É verdade. No MNE, é percepção geral que o sub-director geral de Política Externa, Rui Macieira organizou as coisas à sua maneira, na expectativa de um eventual sucesso do Workshop on Chemicals Weapons and others Dangerous Chemicals, iniciativa da Autoridade Nacional para a Proibição das Armas Químicas (ANPAQ). Mas Rui Macieira baixou o nível da representação (secretário de estado em vez de ministro) e sub-DGPE (ele próprio), em vez de DGPE. Com a reacção óbvia do director-geral da organização mundial: recusa de vir a Lisboa.
Foi pois um fiasco, ficando Portugal a perder e mal visto, na medida em que ficou claro, perante todos os membros da ANPAQ (ministério da Defesa, SIS, e ainda ministérios da Saúde, Economia, Ciência e Finanças/DG Alfândegas) que as coisas tiveram este desfecho porque o MNE não quis elevar a fasquia, ao contrário do que normalmente acontece nos outros estados-parte.
Tal deve-se sobretudo à forma como a ANPAQ tem vindo a ser presidida, de certa forma, bicéfala, no enetndimento de quem observou directamente a película. Com uma presidente, uma técnica do MNE, não diplomata portanto como a função requer, Maria João Furtado Mendes (oriunda da direcção de Serviços Europeus e prolongada estada por conveniência em Madrid como conselheira económica - coisa do passado com que o ICEP não se conformou) e o referido sub-director geral da DGPE, Rui Macieira, ambos descritos por quem com eles nas circunstância lidou como, aparentemente, não entenderem nada destas matérias, nem tendo sensibilidade para as perceber. Certo é que Portugal ficou pouco bem visto na organização mundial, pois visitas relâmpagos deste tipo têm seguramente razões por detrás.
E foi pena sobretudo porque Portugal tinha recentemente cumprido, finalmente, com uma das suas obrigações, a apresentação das primeiras Declarações Industrias à organização mundial, preparadas na sequência de um curso de formação organizado há cerca de 6 meses atrás, pela anterior presidência da ANPAQ. Desaproveitou-se assim esta oportunidade de se ter conseguido trazer ao país o director-geral da OPCW e de se lhe agendar encontros ao mais alto nível. Mas como? Se até numa recepção na Câmara de Lisboa para os participantes, nem a presidente interina nem quase ninguém da ANPAQ apareceu...
A nossa diplomacia continua com a arte de prender o gato com o passarinho cá fora.
Foi pois um fiasco, ficando Portugal a perder e mal visto, na medida em que ficou claro, perante todos os membros da ANPAQ (ministério da Defesa, SIS, e ainda ministérios da Saúde, Economia, Ciência e Finanças/DG Alfândegas) que as coisas tiveram este desfecho porque o MNE não quis elevar a fasquia, ao contrário do que normalmente acontece nos outros estados-parte.
Tal deve-se sobretudo à forma como a ANPAQ tem vindo a ser presidida, de certa forma, bicéfala, no enetndimento de quem observou directamente a película. Com uma presidente, uma técnica do MNE, não diplomata portanto como a função requer, Maria João Furtado Mendes (oriunda da direcção de Serviços Europeus e prolongada estada por conveniência em Madrid como conselheira económica - coisa do passado com que o ICEP não se conformou) e o referido sub-director geral da DGPE, Rui Macieira, ambos descritos por quem com eles nas circunstância lidou como, aparentemente, não entenderem nada destas matérias, nem tendo sensibilidade para as perceber. Certo é que Portugal ficou pouco bem visto na organização mundial, pois visitas relâmpagos deste tipo têm seguramente razões por detrás.
E foi pena sobretudo porque Portugal tinha recentemente cumprido, finalmente, com uma das suas obrigações, a apresentação das primeiras Declarações Industrias à organização mundial, preparadas na sequência de um curso de formação organizado há cerca de 6 meses atrás, pela anterior presidência da ANPAQ. Desaproveitou-se assim esta oportunidade de se ter conseguido trazer ao país o director-geral da OPCW e de se lhe agendar encontros ao mais alto nível. Mas como? Se até numa recepção na Câmara de Lisboa para os participantes, nem a presidente interina nem quase ninguém da ANPAQ apareceu...
A nossa diplomacia continua com a arte de prender o gato com o passarinho cá fora.
Ainda haverá alguma coisa a dizer
sobre as declarações industriais.
Já que ninguém o faz, pedimos nós
É claro que, sendo as Notas de um português que não beneficou de qualquer favor nem sequer no eixo Lisboa-Madrid, pedimos desculpa ao director-geral da OPCW, embaixador Rogelio Pfirter, envergonhados pela forma como o MNE o tratou. Aceite o nosso pedido de desculpas, embora não sejamos ninguém. O embaixador Rogelio Pfirter deveria ter sido inclusivamente recebido em audiência pelo presidente da República, pelo ministro se o primeiro-ministro acaso não tivesse um buraquinho na agenda, mas assim, tal como foi tratado, qualquer zé ninguém com dignidade e estima pelo país natal sente-se envergonhado. Por esta é que não deveríamos passar, por erros de uns meninos e meninas que escrevem torto quando as linhas até estão direitas.E vai chegar mesmo lá, descansem. procurement@opcw.org
Pois
Enquanto por aqui se repete aquela triste cena da Júlia Pinheiro a fazer flexões sobre o colchão Herman, a dar ideia simbólica do eixo Lisbos-Madrid, pois a Espanha, noticia-se, está preparada para desligar a TV analógica com ponto final marcado para Abril de 2010. A Televisão Digital Terrestre espanhola tem registado um ritmo de instalação acelerado. Os dados oficiais mais recentes mostram uma taxa de penetração da tecnologia da ordem dos 72,1%.
Não háo-de vir impantes ao pior do nosso jardim que é zoológico.
Não háo-de vir impantes ao pior do nosso jardim que é zoológico.
Respondendo...
Respondendo a várias perguntas: o embaixador Rogelio Pfirter, director-geral da OPCW que o MNE tratou abaixo de chinelo, está equiparado, por exemplo, ao director-geral da UNESCO, pois a OPCW representa 188 estados membros da ONU... Nuno Brito sabe disto melhor que as Notas, embora se duvide que Maria João Furtado Mendes tenha retido a questão na sua experiência pelo eixo Lisboa-Madrid. Duvida-se apenas, não se tem a certeza.
Armas Químicas. Embaixador Rogelio Pfirter, que categoria tem esse homem?
É verdade. A sessão de abertura daquele Workshop on Chemicals Weapons and others Dangerous Chemicals, naqueles dias 23 e 24, como aqui já se disse, uma iniciativa da Autoridade Nacional para a Proibição das Armas Químicas (ANPAQ), com a co-colaboração e empenho do INEM, era suposto, aceitável e crível que deveria contar com a presença e participação do Director-Geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAC ou OPCW, no anacrónico inglês mais vulgar), o embaixador Rogelio Pfirter (na foto).Esse seria um pretexto para o embaixador Rogelio Pfirter realizar aqui a este Portugal carpindo periferias, uma visita de carácter oficial, ou “working visit”, como acontece com outros estados-parte.
Mas como foi decidido, segundo informação carreada pelo MNE, nas circunstâncias atribuída à presidente da ANPAQ (Maria João Furtado Mendes), que o director-geral da OPCW somente seria recebido a nível de secretário de estado e de sub-director geral do MNE, o embaixador Rogelio Pfirter ter-se-á socorrido de pretexto de última da hora para não vir à capital portuguesa, e em vez disso enviou apenas o seu chefe de gabinete, que acabou por vir a Lisboa tão sómente para a abertura do tal Seminário, nem sequer permanecendo para um almoço, planeado para o director da organização mundial, que ele representava... E assim, falhou todo o plano do MNE pois estavam planeados encontros na Assembleia da República (nas comissões de Defesa e dos Negócios Estrangeiros), além dos encontros com um secretário de estado (nas Necessidades) e com Rui Macieira que representaria o director-geral da Política Externa, Nuno Brito.
Mas há mais.
Que dirá a XIX Cimeira?
Quai d'Orsay, hoje mesmo:
- "La France condamne l'assassinat de Mijail Martinez, défenseur des droits de l'Homme vénézuélien âgé de 24 ans, survenu jeudi 26 novembre. Nous présentons toutes nos condoléances à sa famille et à ses proches. Nous appelons les autorités vénézuéliennes à tout mettre en oeuvre pour identifier, arrêter et juger les coupables de ce meurtre et à prendre toutes les mesures pour protéger les défenseurs des droits de l'Homme dans leur pays. La France rappelle l'importance qu'elle attache à l'action des défenseurs des droits de l'Homme et à leur protection partout dans le monde."
Respondendo...
Meu caro: há por aí muita imunidade justificada apenas pelo falso pretexto da "unidade da imagem externo da estado". É claro que quando o pretexto é verdadeiro, nem é preciso justificar...
Quimicamente continuando
Pois o que se passou (dias 23 e 24) naquele hotel de Lisboa, naquele Workshop on Chemicals Weapons and others Dangerous Chemicals e que foi uma iniciativa da Autoridade Nacional para a Proibição das Armas Químicas (ou ANPAQ, como é igualmente conhecida), com a co-colabolação e empenho do INEM, o que se passou é uma daquelas coisas que o homem da rua não percebe, nem entende e nem possivelmente por isso se interessa, mas denota como o aparelho de estado aparelhado no MNE está funcionar - mal, para não dizer péssimo ao presumir que toda a gente é leiga.Contaremos o que se passou pela forma mais suave, porque não pactuamos com exercícios de excessiva humilhação do país. Sabemos que as chancelarias estrangeiras nos lêem e não é por aqui que vão nutrir relatórios com picardias e referências a evitáveis procedimentos de lesa-imagem. Tesoura aqui só por isto porque na imagem externa do estado está cada um dos cidadãos e o dobro dos contribuintes.
Para mais precisão, às 17:00 mais um cheirinho.
Velhos são os trapos
Aviso à navegação ou vacina, como se queira, a entrevista de António Barreto (diário I, 1 de Março) não envelheceu e tem matéria actual para reflexão. MAs porque as palavras voam, por vezes vale a pena abrir o arquivo
CLAUSTROS U Corre...
U
Pois consta que num dos postos mais estratégicos para a diplomacia portuguesa em África, no âmbito da próxima rotação a ter lugar em 2010, teria sido convidado pelo SG para encabeçar esta Embaixada funcionário conhecido pelo seu savoir faire relacional, non challant, displicente e nada trabalhador.Au secour! Where is João Cravinho?
Esquisito
Algo de esquisito terá ocorrido no seminário da área da saúde - Workshop on Chemicals Weapons and others Dangerous Chemicals, de seu nome - que se realizou num hotel de Lisboa (dias 23 e 24) e onde a máquina diplomática portuguesa (vulgo, DGPE) não se saiu lá muito bem e a merecer cuidados do INEM que foi uma das entidades interessadas...
Filmes da Cimeira. E foto do dia
Esta é a foto do dia, mas é claro que as fotos ibero-oficiais-americanas dão para filme, ou filmes. Produção, realização e montagem no conhecido animatógrafo das Notas Formais. Para que conste...
DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Autismo diplomático
Tão distraídos parecem esses chefes de chancelaria que se assemelham ao bombeiro sentado num tripé de escuteiro a pintar as unhas em frente da floresta a arder!
- Manuel CCXCIV Paleólogo©
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Paleólogo
29 novembro 2009
NOTADORES @ O que Marcos Perestrello fez lembrar!
@ Do conselheiro de embaixada Christan Jodelet:
Tem razão Sexa Secretário de Estado no artigo que hoje publica no Expresso. Não temos vocação para continuarmos resignados, mas é por isso, desde logo, que há que mudar a relação com Espanha, imenso prolongamento de Portugal para Oriente, onde as fronteiras se acabam e as oportunidades começam. E que tal generalizarmos, desde miúdos o ensino do espanhol nas nossas escolas para que, aos 18 anos ou aos 25, se procure com toda a naturalidade um emprego ali em Lisboa, Oviedo ou Madrid?
E que tal fazermos um Erasmus ibérico a sério em que torrentes de jovens portugueses e vice-versa mergulhem nas universidades espanholas
Perdemos a independência? Ainda não dei por isso!
Missões internacionais? Como No?! Claro que sim! Mas então é porque não ouviu há dois dias no IDN o Coronel Luis Marquês Saraiva, conceituado pensador das questões do foro da Defesa, dizer que Portugal não estava a aproveitar todas as oportunidades oferecidas pela Parceria Paz e Segurança Europa-África?. Para quando a comunitarização do PAMPA à semelhança do que os franceses fizeram com o Eurorecamp agora devenu AMANI AFRICA? Where was João Cravinho?
Projecção nos Espaços de Língua Portuguesa? Claro! Mas cadê a vontade política aqui da capital, veja-se a eterenização decapitação da liderança do Instituto Camões?
E já agora projecção dos funcionários portugueses nas organizações internacionais? What happened to Sara Marques na REPER? Something changed after Mary Jo?
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Notadores
Dúvidas
A entrevista de Luís Amado (televisão) provocou interrogações, suscitou dúvidas sobre se houve consonância com os dossiers sobre as questões da América Latina, por exemplo, sobre o que se discute nesta Cimeira Ibero-Americana e sobre as relações UE-América Latina...
Novos comissários, novos portfólios da UE
Quem vê caras não vê corações, mas por vezes dá jeito ver as caras
REGISTO Ò Pérola
Mas que pérola, a de Nicolás Sartorius, de que dá conta o Expresso: "Na Europa, conta muito quando se é grande. A Península Ibérica tem que fazer alguma coisa, Juntos, Espanha e Portugal são um grande". O vice-presidente da Fundación Alternativas, lá no fundo, bem lá no fundo, com o conceito de tal grandeza, não diz que há mas deve haver um fattispecie da Armada Invencível que, como se sabe, foi uma pérola europeia...REGISTO Ò As grandes revelações
Grandes revelações vêm no Expresso, pois sabe-se agora, a avaliar pelo título, que "Espanha quer 'assento ibério' na UE". Antes da prosa de Luísa Meirelles, ainda se pensava ter havida gralha - que em vez de assento devria ter saído acento. Mas não, é mesmo assento., pois continuando se lê que "A ideia de Espanha de concertar com Portugal posições únicas em Bruxelas não agrada a Lisboa". É a primeira grande revelação. Nunca as Necessidades (ministro e secretários de estado) tinham proclamado ao povo que alguma coisa de Espanha não agrada. É claro que, antes disto, e naquela atabalhoada resposta ibérica de Luís Amado à péssima, compungente, desafortunada, desditosa, infausta, azarada, prejudicial, funesta, mal-aventurada, mísera, inditosa, desastrada, malsorteada e mofina consideração de Manuela Ferreira Leite sobre a relação com Espanha por causa de ferrovias (esgotámos os sinónimos para que o círculo de Amado não pense que há em Notas Verbais dedo da oposição, Deus nos livre disso e livre as Notas de serem porta-voz!), pois antes desta grande revelação, haveria que julgar que a diplomacia portuguesa era como que uma espécie de Rocinante seguidor de Alonso Quijano. Nada disso! A ideia de Espanha, afinal, não agrada a Lisboa. E não é que depois daquela de Amada a sugerir que Ibéria-sim, vem agora a revelação de que Ibéria-não ou, pelas palavras atribuídas a Pedro Lourtie, supõe-se que ditas ao Expresso, “a Ibéria é uma questão que não se coloca, mas sim a melhor defesa possível no seio da União dos interesses dos dois países, Portugal na caso”? Ora bem, argumenta Pedro Lourtie, segundo o Expresso sem aspas, que outros países fazem o mesmo e que o facto de Portugal e Espanha se coordenarem não implica sequer que estejam necessariamente de acordo, e ponto final também sem aspas. Ou seja, coordenam-se inclusivamente no que cada um discorda do outro… o que vai dar ao mesmo cavalo, o tal Rocinante. Mas, enfim, sempre é uma grande revelação. Oh Luísa Meirelles! Tanto trabalho para o romance de cavalaria ficar na mesma!REGISTO Ò E Andorra?
Quase todos ou mesmo todos os jornais, rádios e televisões, a propósito desta cimeira no Estoril, falam dos dois países ibéricos, e apenas dos dois países ibéricos, do lado de cá. Mas Andorra não conta? Andorra não é propriamente Gibraltar já que Olivença não está na agenda diplomática. Ou Andorra é apenas um estado faz de conta? É pequenino mas até tem um voto na ONU igual a cada voto dos demais.REGISTO Ò Um peso com duas medidas...
Como não duas sem três, outra vez do Público, respiga-se do editorial a amadista reflexão de que "as relações ibéricas com a América Latina só ganharão impacte geopolítico se tiverem uma forte dimensão europeia" pelo que "do lado de lá (latino-amerianos) serão olhadas com muito mais atenção se a Europa for percebida não como um somatório de países, mas como um actor mundial com força para exercer todo o seu peso na agenda internacional". Ora bem! Qual o bloco que tem mais peso que o somatório europeu, por exemplo no Conselho de Segurança onde, com uma única medida, dispõe do peso de dois votos com direito e veto? Nem os EUA, nem a Vhina, nem a Rússia. E qual o bloco com peso na agenda internacional que, agendando uma cimeira destas, não convidaria a sua Alta Representante para as Relações Externas para presenciar ao menos na figura observadora de corpo presente? Portugal poderia tê-lo feito pro tempore... Mas para tanto precisaria de prescindir de uma diplomacia de caleidoscópio (agita-se e dá para tudo).REGISTO Ò Cimeira temática...
Título de primeira página do Público: "Ibero-americanos sem agenda política". E a abrir, Teresa de Sousa faz contas - que deveriam ser 22, serão menos, talvez 16 ou 17, os chefes de estado e de governo na cimeira ibero-americana. A jornalista não hesita nos termos: a iniciativa está despojada de uma verdadeira agenda política. Refere que Lula da Silva "emprestará o seu prestígio mundial vindo a Lisboa", prestígio entre os parênteses do encontro com o presidente francês (antes, por causa de aviões) e com achenceler alemã (depois), mas, embora não refira, esse prestígio vem naturalmente acrescido da recepção que fez ao presidente do Irão, este por sua vez em corrida de estafeta até Caracas para testemunho com Chávez, ausente de Lisboa. Enfim, para Luís Amado reserva-se aquela afirmação de caleidoscópio (agita-se e dá para tudo), ou seja que o chefe da diplomacia portuguesa "fala da importância do relacionamento com o Atlântico Sul como uma nova dimensão da política extarna da UE e um interesse particular de Portugal"... Pos que de outra cousa (cousa) haveria de poder falar? Agita-se e dá para tudo. Oh Teresa de Sousa! Tanto trabalho para uma "cimeira temática" sendo auqlquer tema trabalho para as bases.DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Conforme a roupa
A Ibéria? Pode ser perfeitamente uma tábua de passar a ferro com o ferro de engomar no descanso. Aquece em cinco minutos.
- Manuel CCXCIII Paleólogo©
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Paleólogo
28 novembro 2009
Questão de reis
Não está esquecida essa questão, no que implica as Necessidades. Estamos a apurar e ouviremos quem deve ser ouvido.
Missiva privada: Populismo A é gripe política
Meu caro: os governos elegem-se não é para escreverem artigos em jornais artigos de justificação ou andarem pelas universiades a animar debates académicos, elegem-se para governarem com transparência e prestarem contas no parlamento. Um governo deve ter estadistas e não articulistas por ritual, conferencistas a colmatar falhas de informação pública e populistas sem a vacina do Populismo A.
Duram anos e anos, como as pilhas alcalinas
Possivelmente temos por aí em algumas embaixadas não tanto conselheiros técnicos mas cônsules vitalícios...
Amanhã também é dia
Pelo que hoje subiu ao quotidiano, há bastante para comentar: Expresso-Ibéria, Público, Cimeira-dos-que-vêm-não-vêm... Como habitualmente se anuncia nos expectáculos recomendáveis: Excelentissimo público, fica para amanhã.
Temos gente em 89 países
Em poucos dias, desde que a contagem começou, as Notas têm notadores em mais países do que aqueles que já reconheceram o Kosovo...
Pois repete-se...
Lê-se e é oportuno repetir: a União Europeia não para entrada de países aos casais. Entra um a um, mesmo que dois, três ou quatro entrem ao mesmo tempo. Casais na Europa nem propicia bons ventos nem bons casamentos. Basta verificar o que tem a contecido nas disputas por cargos, postos e graus de controle na Comissão, no Parlamento, nas instâncias dos Tribunais, nas Delegações Externas, nas Representações... Os casais apenas têm em comum problemas e manha.
Atrás do biombo das promoções dos diplomatas
Chegou decisivamente aos diplomatas o que já afectou os mais diversos sectores da sociedade - dos jornalistas (foram os primeiros para experimentação, porque qualquer poder por natureza os foi marcando), aos professores, por certo de forma imperativamente mais disciplinada aos militares, chegará para breve a vez dos juízes, já afectou quadros técnicos dos serviços públicos (designadamente no MNE) e também de empresas onde a crise tem sido em grande parte magnífico pretexto privado. Ou seja, na sonora intenção de renovar o País, faz-se derivar o indolor argumentário da modernização para a perversa e já rotinada prática de matar onde a morte não se vê. Os biombos servem para isto.
Ora, o que está atrás do biombo das promoções, colocações e outrsa complicações dos diplomatas?
É matéria para Ponto Crítico 30. Hoje não, mas amanhã.
Ora, o que está atrás do biombo das promoções, colocações e outrsa complicações dos diplomatas?
É matéria para Ponto Crítico 30. Hoje não, mas amanhã.
PONTO CRÍTICO 29 : Sobre isso do iberismo
Aceita-se que a mentalidade portuguesa
tenha que mudar.
Mas os espanhóis, sobretudo os do poder da meseta,
também.
Além de que devem dar provas
de que renunciam à posse por usucapião.
RESPONDENDO a uns quantos: há diversos iberismos e, se escolha tiver que ser feita, há vários iberismos por onde escolher um - o mais adequado, aquele cujo teor directo e útil tenha a ver com o interesse nacional e o bem comum europeu, sendo neste caso arbitrária a ordem dos factores. Mas iberismo de capitulação, não; iberismo por falta de descendência das ideias, também não; iberismo cujo preço seja uma boina basca ou banho maria catalão, decisivamente não; iberismo decorrente de acções de excepção palaciana, não. Ora, o que causa preocupação é que têm sido vários os responsáveis portugueses que, de ânimo leve ou levados por rotina magestática do poder, transferem o conceito geográfico do iberismo para o plano dos conceitos morais, e, uma vez aí chegados saltam para o plano político e, com o veludos diplomáticos, humilhando quem não aceita tal sedição espinhosa. Assim, na correnteza destes apontamentos, há que dizer claramente que muito da mentalidade dos portugueses deve, tem ou irá necessariamente que mudar, mas antes da mudança portuguesa ser levada à prática, deveremos previamente verificar se os espanhóis da meseta ibérica também mudaram, pois os espanhóis ainda têm muito que mudar, muito, e não apenas por palavras ou pensamentos, mas em obras e provas. É anadmissível que de um lado se acredite nas parcerias aprofundadas, mas do outro lado haja apenas uma migração dos conceitos de posse ou domínio por usucapião... Para bom entendedor, meia ideia basta. Ora, mal de quem chega ao governo e se julga investido para, de imediato, dar aulas práticas, sem que, pelo menos teoricamente, formule a tal pergunta: e se a Espanha entrar numa crise sem precedentes, como parece? Os antecedentes já nós os conhecemos.- Carlos Albino
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Ponto Crítico
Cimeira dentro das coordenadas
É que o site oficial da XIX Cimeira Ibero-Americana, para além nos informar que esse acontecimento vai decorrer no Hotel Cascais Miragem, na Costa do Estoril e que o hotel fica situado na Avenida Marginal, que liga Lisboa a Cascais, a cerca de 30 minutos do Aeroporto Internacional de Lisboa, chega à minúcia de fornecer as coordenadas de GPS: Latitute 38.702118 e Longitude -9.41100Não é por falta de coordenadas que, tão habituados a sinais contraditórios de proibição, Raúl Castro, Evo Morales ou mesmo Hugo Chávez, se perderiam na costa…
Por favor, desembrulhem o Camões
Sim, VEXA pergunta bem: Poderá ter-se atingido o break-even, o momento em que o navio já bateu no fundo e em que, doravante, tudo o que vier a acontecer só poderá ser melhor?
- Carlos Reis?
- Luis Fagundes?
- Ivo de Castro?
- Mário Filipe?
- Desconhecida oriunda da Universidade do Minho?
- Regresso do grande senhor, em grande?
A chaga que, Senhora, me fizestes,
não foi para curar-se em um só dia;
porque crescendo vai com tal porfia
que bem descobre o intento que tivestes.
De causar tanta dor vos não doestes.
Mas, a doer-vos, dor me não seria,
pois já com esperança me veria
do que vós que em mim visse não quisestes.
Os olhos com que todo me roubastes
foram causa do mal que vou passando;
e vós estais fingindo o não causastes.
Mas eu me vingarei. E sabeis quando?
Quando vos vir queixar porque deixastes
ir-se a minha alma neles abrasando.
DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Sinal de finados
O pior dos enganos é alguém confundir debate com rebate - num debate, até qualquer morto se levanta e caminha; quando toca a rebate, só as moscas seguem o morto.- Manuel CCXCII Paleólogo©
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Paleólogo
27 novembro 2009
Pedro Lourtie. Resumindo e concluindo
Pedro Lourtie teve a primeira grande ocasião para brilhar, e, usando as suas palavras, já que falamos de futebol, foi a sua primeira grande ocasião como treinador do Sporting, depois da saída de Paulo Bento e logo frente ao homólogo espanhol que, momentos depois de driblar Lourtie, haveria de mostar aquela vaidade de quem mal disfarça a sobranceria política própria da meseta ibérica, num encontro de periodistas, no Dom Pedro Palace. Pedro Lourtie defraudou, como alguns diplomatas seniores já estavam a prever e não se acreditava.Resumindo e concluindo: perdeu-se um excelente chefe de gabinete. Agora, só com mercurocromo. E é preciso que seja mercurocromo dos Assuntos Europeus.
DADOS LANÇADOS q Telegraficamente falando...
q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Cyrano Carbon, cons-emb:
Constitui falsa questão responsabilização actual SG como bode expiatório maleitas do MNE. Vários elementos poderão ser aduzidos em jeito de reflexão:- Titular deste cargo age por delegação de competências da tutela e será porventura mais justo responsabilizar a hierarquia por actos e omissões do que o próprio;
- Ponta visível de um iceberg mais profundo e cúpula de uma corporação peculiar, entrega ao SG, por delegação, das decisões mais relevantes relativas à nomeação de Chefes de Missão e de figuras cimeiras na hierarquia do Ministério, poderá constituir, na realidade, forma cómoda e despachada de, de facto, não assumir responsabilidades e de assumir posição confortável e pseudo-neutral em nome da recusa de gerir o ram-rão quotidiano (micro-management); Que maçada! Que aborrecimento!
- Casos mediáticos recentes ilustram isso mesmo, que decisores políticos foram poupados de responsabilidades por nomeações controversas por, alegadamente, terem delegado "assunto" no SG;
- Promoção a lugares de topo de funcionários diplomáticos que apenas exerceram postos A, convalidada pelo próprio SG, não resistiria porventura a auditoria séria e independente no domínio da gestão eficaz dos recursos humanos de um Tribunal de Contas ou de uma empresa de consultadoria independente; por outro lado, promoções deste jaez criam poderão criar novos problemas de gestão para o futuro, desincentivando colegas da aceitação de postos mais difíceis ou problemáticos, sendo certo que não haverá nenhuma espécie de compensação pelo sacrifício pessoal e familiar; Que barrete!
- Próximo movimento de rotação de Chefes de Missão em 2010 poderá ilustrar e testemunhar de uma avaliação adequada dos perfis para postos estratégicos, sendo certo que a escolha dos respectivos nomes resultará de proposta do SG ao ministro; O que é que faço com esta lista?
- Poderão existir riscos da nomeação de SG's em vésperas da sua passagem à disponibilidade; poderá haver a tentação pelas hierarquias de perceberem o cargo como mera sinecura e, dos próprios, como "prateleira dourada", logo inteiramente vergados ao poder e sem capacidade de se fazerem ouvir;
- Entidade responsável pela nomeação de SG deverá fazer esforço para se libertar da imagem , porventura injusta que lhe é atribuída, de diletantismo.
TEXTOS PARA DEBATE - Enviar com endereços válidos para (basta clicar) → notas.verbais@gmail.com . O pedido de anonimato é respeitado. Para publicação é considerada a matéria útil cujo teor suscite esclarecimento no interesse público e não ofenda a honra de terceiros.
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Dados lançados
Presidente do Chile. Visita de Estado
Até agora, dos supostamente inúmeros chefes de estado e de governo que vão ao Estoril, apenas a presidente da República do Chile, Michelle Bachelet, permanecerá em Portugal nos dias 1 e 2, em Visita de Estado. Até agora, nunca se sabe o que irá acontcer.
Michelle Bachelet participará num Seminário Económico Portugal-Chile, sobre Comércio, Investimento e Energia.
Michelle Bachelet participará num Seminário Económico Portugal-Chile, sobre Comércio, Investimento e Energia.
Pedro Lourtie. Brincadeira demais
Claro, Pedro Lourtie! Claro que não se resume! “A cooperação entre Portugal e Espanha é fundamental numa União Europeia alargada e esta ligação ibérica não se resume à candidatura conjunta à organização do Mundial de Futebol 2018 – ou, já que falamos de futebol, à ida do Cristiano Ronaldo para Madrid”. Será que A Bola, o Record e o Jogo são agora os jornais oficiais da Cova da Moura? Ou que, então, teremos inusitadamente um secretário de estado dos Assuntos Europeus Levados para a Brincadeira, pois de humor isso não tem nada? É que o humor considera, e tais brincadeiras são graffitis de espírito prestes a ficar desconsiderado.
Muito comentada
Nos e-mails para Notas Verbais, muito comentada aquela de Jean-Louis Bourlanges, antigo deputado conservador europeu, no Le Figaro: Durão Barroso é “l’homme qui ne dit rien en cinq langues”
Mas a cimeira é casamento no Estoril?
O site oficial da cimeira ibero-americana, até agora, segue o modelo dos convites para um casamento de Santo António mas de gala... Quanto a informação, nada. Não há composição de delegações, quem vem e a que nível, e por aí fora que não se vai ensinar o padre nosso ao cura. Até quanto aos países participantes, lá estão apenas as bandeirinhas. Mais uma brincadeira.
DADOS LANÇADOS q Pois, é a "figura de estilo"
q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Talleyrand, cons-emb
Ainda a propósito do debate sobre o papel do SG, bem se sabe que a estrutura do MNE assenta, fundamentalmente, na carreira diplomática e que esta assenta, essencialmente, num conjunto de famílias de sangue, partidárias e outras. O actual SG, Embaixador Vasco Valente, independentemente dos seus méritos, pertence ostensivamente a uma dessas famílias, no que é secundado pela maioria dos membros do Conselho Diplomático. Não admira, portanto, que se verifiquem tantos atropelos, quer nos processos de promoção - de que as últimas promoções a ministro foram um dos mais gritantes e paradigmáticos exemplos -, quer nas colocações internas e externas.
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Dados lançados
Oh Pedro Lourtie! Comparar a Espanha à Alemanha?
E depois, Pedro Lourtie descobre mais. Que as cimeiras luso-espanholas "são como os conselhos de ministros conjuntos da França e da Alemanha - nunca lhes chamaríamos assim, mas de facto é isso que são". Só por verdura ou excesso de zelo se dá desconto à confusão entre conselhos de ministros e ajuntamentos de ministros - nunca lhes chamaríamos assim, mas de factos é isso que são, ajuntamentos.
Zelaya ligado ao Estoril?
Já agora, Manuel Zelaya irá seguir a cimeira ibero-americana por teleconferência? É que falta pouco para os seus 100 dias de solidão na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, pelo admira que não tenha reivindicado essa comodidade a Celso Amorim, pois confirma-se que ele não viverá em directo essa "oportunidade privilegiada de interacção política", na expressão cara ou termos caros a Amado.
Queda do MNE...
Parece que há ali uma queda do MNE para o Estoril, melhor, para o tuirismo no Estoril...
Obrigado Pedro Lourtie!
Mas que lição! E quanto aprendemos com quem nos ensina que "há uma cimeira anual Portugal-Espanha, para preparar as posições levadas a Bruxelas pelos dois países, que não é deliberativa; é operacional". Cimeira operacional, aqui está. Faltava esta descoberta do operacional não deliberativo! E quem sabia que a cimeira é anual, que prepara posições, ainda para mais levadas pelos doispaíses? Ninguém sabia. Obrigado Pedro Lourtie! Obrigado!!! - que já agradecemos aos outros, ao Henrique, ao Manuel, ao Vasco, ao Pedro...
O óbvio no Porto
O que Luís Amado foi ao Porto dizer sobre as relações com Angola é daquelas coisas óbvias. Se Luís Amado tivesse dito o contrário do que disse, é que seria notícia...
José Lello, sem razão
Insurge-se José Lello contra as medidas de Gama para as delagações internacionais, argumentando que alguns deputados portugueses foram eleitos para elevadas funções no quadro das organizações parlamentares internacionais - como é o caso de Lello no âmbito da NATO. É claro que José Lello não pode tomar uma pequena parte - pequinissima parte! - pelo todo. É que os eleitores também são contribuintes e José Lello não pode assobiar para o lado quanto ao que tem acontecido nas deslocações ao estrangeiro. Os poucos relatórios publicados atestam. Lello não tem razão.
Pedro Lourtie. A Europa para casais?
Ah, sim! Garantiu Pedro Lourtie “que os interesses comuns são tratados na UE por Portugal e Espanha juntos”... E os que não são comuns? E os que são tratados em separado na UE, não são comuns? Mas a UE é para casais? Assim, aos pares, por um critério ou género de contiguidade? Assim, uma espécie de... pacto ibérico?
Falta de elevação de quem deputa e delega
Jaime Gama, a propósito do barulho de deputados pelo corte de mordomias e turismo político, observa que «o parlamento não é a câmara dos lordes», ao que uma deputada dos comuns responde dando concordância cínica: «de facto, não é dos lordes pois não não são nomeados pela rainha, são eleitos», só não acrescentando que, além de eleitos, são pagos pelos contribuintes...Fica mal a quem deputa e delega.
Pedro Lourtie, Outra pérola
Mas santo deus! Disse Pedro Lourtie que "há muito que Portugal e Espanha se habituaram a trabalhar em conjunto na Europa"? Mas julgará alguém que todos os portugueses nasceram ontem mais gagos que a gaga Europa e que que des-desde on-ontem-tem aguarda-da-davam essa-ssa-ssa re-re-re-re-revela-lação e que os outros 25 existem para contemplar os dois em conjunto?
Pedro Lourtie ainda mal começou. O eixo
É claro que perdoa-se que um chefe de gabinete diga que "já há um eixo Lisboa-Madrid". A um secretário de estado, dificilmente.
Pedro Lourtie revela-se cedo demais...

Esta matéria dará
para umas quantas daquelas respostas
que são as desgraças das perguntas
ao longo desta sexta-feira
para umas quantas daquelas respostas
que são as desgraças das perguntas
ao longo desta sexta-feira
Segundo o que foi narrado, Pedro Lourtie pensou em voz alta no CCB que "já há um eixo Lisboa-Madrid", que "há muito que Portugal e Espanha se habituaram a trabalhar em conjunto na Europa", e mais, “que os interesses comuns são tratados na UE por Portugal e Espanha juntos”...
E como se não bastassem tais advertências, Pedro Lourtie alertou-nos felizmente para alguma coisa de que ninguém estava a dar conta, pois "há uma cimeira anual Portugal-Espanha, para preparar as posições levadas a Bruxelas pelos dois países, que não é deliberativa; é operacional", e que "estas reuniões são como os conselhos de ministros conjuntos da França e da Alemanha - nunca lhes chamaríamos assim, mas de facto é isso que são"...
É claro que, ouvindo esses primores e pérolas, o secretário de estado espanhol para os Assuntos Europeus, Diego López Garrido, pensando que isto aqui é tudo cardeal D. Henrique sem filhos ou D. Sebastião sem ninguém que lhe tivesse dado um tabefe antes do disparate, haveria de fazer render a lógica maior de Pedro Lourtie. E construiu, então, uma falácia mais rapidamente que o TGV de Vigo: dando como premissa maior "A relação estratégica não é só maneira de falar, é uma realidade", saltou por cima da premissa menor (Lourtie encarregou-se disso), e chegou logo à magnífica conclusão: "A relação entre Portugal e Espanha devia ser estabelecida juridicamente." Assim, sem mais, sem ao menos um referendozito nesta Alsácia...
Dá para o dia.
DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Os sete parasitas
A impunidade é a carraça da indiferença calculada, a pulga da adulação, a ténia do oportunismo, a sarna da prepotência, o percevejo da mordomia, a lombriga da subserviência e o piolho da corrupção.- Manuel CCXCI Paleólogo©
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26 novembro 2009
A hipótese Pedro Lourtie
Pedro Lourtie, Margarida Salema de Oliveira Martins, Francisco Sarsfield Cabral e Fausto de Quadros, são as figuras centrais de um seminário/debate sobre esta Europa, na Faculdade de Direito de Lisboa, esta sexta (27), entre as 15:00 e as 19:00 (+ ou -). É como uma volta ao velho mundo em quatro horas, tempo que não chega para alguém seja quem for, descobrir agora a pólvora. E então quanto ao tema da Acção Externa da UE e Serviço Europeu de Acção Externa, tema em que qualquer futurologia cheira a pólvora seca, embora seja assunto que dá para embevecer - lá isso dá. Pois oxalá que Pedro Lourtie, assim tão cedo, não confunda as suas funções com as de futurólogo a prever a descoberta do que toda a gente já sabe e até prevê... É que temos perdido boas hipóteses de excelentes secretários de estado dos Assuntos Europeus precisamente em conferências e seminários.
Petições cobertas de musgo parlamentar
Duas matérias “residentes” na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e em que os comissários não há meio de colocarem umas pedras sobre o assunto.
- Uma, é a petição que vem desde Novembro de 2007 pela qual se “Solicita a intervenção do Senhor Presidente da Assembleia da República, no sentido de ser ratificado, com a brevidade possível, o Convénio entre a República Portuguesa e o Principado de Andorra, assinatura em 23 de Julho de 2007”...
- Outra, é a petição que transita desde Maio de 2006 em que se “Solicita o reconhecimento oficial da "Grande Fome de 1932-33" ocorrida na Ucrânia, designada "Holomodor", como um dos genocídios do Século XX”...
Conservador sobre conversador
Observaram-nos agora.
Jean-Louis Bourlanges, antigo deputado conservador europeu, no Le Figaro: Durão Barroso é “l’homme qui ne dit rien en cinq langues”
Jean-Louis Bourlanges, antigo deputado conservador europeu, no Le Figaro: Durão Barroso é “l’homme qui ne dit rien en cinq langues”
Novas rotinas na agendinha
Com o calendário do dia e o calendário previsível dos dias, semanas, meses e até anos seguintes (séculos é que seria demais, e milénios só para a ONU), o formato da nossa agendinha ficou ligeiramente modificado:- A agenda do dia e o calendário possível ficam disponibilizados permanentemente à cabeça da página.
- Nas entradas datadas diáriamente, passam a constar apenas destaques de actos ou acontecimentos que consideremos relevantes para a agenda, remetendo-se para o referido calendário permanente, colocado à cabeça da página, os registos de data/hora, do que e onde, etc...
Bizantinice na NATO
Mas há por aí alguém que discorde de que o grande objectivo para a Cimeira da NATO em 2010 não devia ser o novo conceito estratégico, mas sim o estabelecimento da data limite para o governo de Cabul governar sem necessidade do estacionamento de tropas estrangeiras no seu território e a marcação de uma data para o Paquistão controlar as áreas tribais e erradicar os focos terroristas?
Sem isso, o novo conceito estratégico será masi uma bizantinice.
Sem isso, o novo conceito estratégico será masi uma bizantinice.
Perguntas a Amado, e STCDE em S. Bento
Pois é. No dia 2, a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros vai preparar as perguntas para a audição com Luís Amado (dia 9) e, na ordem dos trabalhos, também o pedido de audiência do sindicato dos trabalhadores consulares e missões diplomáticas...
Cimeira da Nato. A prudência ficou à porta
Questionam-nos sobre que fundamento poderia haver paras dúvidas sobre a Cimeira da Nato em Portugal (2010).
Quem questiona deve desconhecer que, anteriormente, uma candidatura também de Portugal para acolher cimeira idêntica, foi derrotada quando, pura e simplesmente, os EUA ignoraram o nosso insistente pedido e resolveram realizá-la na Roménia. Ninguém poderia agora garantir que não viesse a acontecer o mesmo, até à remoção final das incertezas. Ora, a prudência de cálculo ficou à porta das Necessidades - devia ter entrado, e por ordem pronta da direcção política da Casa.
Quem questiona deve desconhecer que, anteriormente, uma candidatura também de Portugal para acolher cimeira idêntica, foi derrotada quando, pura e simplesmente, os EUA ignoraram o nosso insistente pedido e resolveram realizá-la na Roménia. Ninguém poderia agora garantir que não viesse a acontecer o mesmo, até à remoção final das incertezas. Ora, a prudência de cálculo ficou à porta das Necessidades - devia ter entrado, e por ordem pronta da direcção política da Casa.
DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Espécie em extinção
Santo aqui na Terra acaba frito que nem um passarinho. Na política, só sobrará um ou outro ossinho; na diplomacia, nem isso.- Manuel CCXC Paleólogo©
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25 novembro 2009
E quanto à Cimeira da OSCE? Por Ca(u)zaquistão
Cimeira Nato. Há certeza ou dúvida?
Sobre a realização, em 2010, da Cimeira Nato em Portugal, há agora certeza. As dúvidas passaram ao lado. Naturalmente que esse comando, por causa da fibra, é mesmo dos EUA.
Mas, ter-se anunciado sem prévia certeza, foi arriscado.
Mas, ter-se anunciado sem prévia certeza, foi arriscado.
É grave. Sem dúvida
Claro que isto é grave. Se é verdade o que está descrito, não temos que ensinar moral aos angolanos, sobretudo aos que se empenharam em resolver este caso com alguma diplomacia económica ...
Venezuela adiada no senado brasileiro
No senado brasileiro, foi adiada a votação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.Esse protocolo já foi objecto de quatro audiências públicas na comissão e de um debate com embaixadores, diplomatas e representantes do ministério das Relações Exteriores do Brasil. Houve ainda três requerimentos solicitando informações ao ministro Celso Amorim sobre vários aspectos do documento. O senador Tasso Jereissati, designado relator da matéria, deu parecer contrário ao protocolo, mas este parecer foi rejeitado pela comissão.
Segundo Tasso, o protocolo tem lacunas que não garantem o cumprimento, por parte da Venezuela, das normas comerciais estabelecidas pelo Mercosul. Jereissati alegou ainda que o acordo, além de técnico, é político, e que a Venezuela, sob o governo do presidente Hugo Chávez, tem aspectos políticos que "trazem incertezas quanto ao cumprimento de compromissos no âmbito do Mercosul".
"Assistimos na Venezuela um processo acelerado de desmonte das liberdades democráticas, objectivando a perpetuação do presidente Chávez no poder, de militarização do país, de promoção de um projecto político/ideológico regional expansionista e de constante intervenção provocativa em assuntos internos de outros países", afirmou Jereissati.
- Por outro lado, o senador Romero Jucá disse que o Brasil tem comércio bilateral superavitário com a Venezuela, avaliado em US$ 4,6 mil milhões em 2008, conforme dados oficiais, "de modo que as condições e os prazos distintos estipulados pelo protocolo não afectarão negativamente a economia brasileira".
- Para Jucá, a perspectiva de um veto à entrada da Venezuela no Mercosul é preocupante, "pois representaria um ato de hostilidade do Estado brasileiro contra um país amigo". O senador argumentou que o protocolo de adesão fortalece a segurança jurídica do relacionamento entre os países fundadores do Mercosul e a Venezuela, a partir do direito internacional e das próprias instituições do bloco. "Segurança jurídica significa não apenas o conjunto das relações comerciais e contratuais, mas também as relações de natureza política", disse Jucá.
- Do ponto de vista da indústria e da agricultura brasileiras, a entrada da Venezuela no Mercosul deverá propiciar, segundo Jucá, boas oportunidades ao Brasil, cujos produtos têm grande demanda naquele país. Para exemplificar, Jucá disse que, entre 2003 e 2008, as exportações brasileiras para a Venezuela passaram de US$ 608 milhões para US$ 5,15 mil milhões, representando um crescimento de 758% em apenas cinco anos.
- Cerca de 72% das exportações brasileiras para a Venezuela são de produtos industrializados, com elevado valor agregado e alto potencial de geração de empregos. Actualmente, complementou Jucá, o Brasil tem com a Venezuela seu maior saldo comercial, no valor de US$ 4,6 mil milhões, que é 2,5 vezes maior ao saldo obtido com os Estados Unidos, de US$ 1,8 mil milhões.
baseado em texto de Helena Daltro Pontual / Agência Senado
NOTADORES@ Ficam a penar
@ Do conselheiro de embaixada Francelino Direito:
Para quando o fim das perseguições e ameaças aos diplomatas (os restantes funcionários têm pelo menos um Sindicato forte capaz de os defender, ao passo que a ASDP é um perfeito verbo de encher, com gente amedrontada, incapaz de enfrentar o Poder Corporativo e o Poder Político e, nesse sentido, nunca tendo coragem para enfrentar aqueles 2 Poderes institucionais) sempre que interpõe um Recurso de uma decisão superior que o prejudique, ou coloca o MNE em Tribunal (leia-se STA), como por exemplo quando se verificam irregularidades e injusiças nas promoções. Esses funcionários diplomaticos não são promovidos, não são colocados em Posto, não se lhes dá lugares de destaque na S.E. , etc, etc. Ficam a "penar" em lume brando, indefinidamente. Quando será que o "Corporativismo" do MNE percebe que este País já é, desde e há vários anos, um Estado de Direito?" E que diz o Ministro?
Francelino Direito, cons-emb
Agapito } Ressuscitou!
Agapito } Ressuscitou, mesmo que não tenha dito!
- - Meu caro! Ouça! Está a ouvir-me? Olhos nos olhos!!! Certo? Quer isso dizer que o presidente angolano vai agora coleccionar selos?
A safra do embaixador Catarino
Nessa safra para o Conselho de Segurança pelo Pacífico, o embaixador Pedro Catarino recolheu muito, pouco ou nada nessas especiais contrapartidas? E quanto a despesa pública, o deve-e-haver compensa? Os contribuintes ficarão satisfeitos?
Grande novidade, esta do ás na manga
Mas que grande novidade depois que a coisa saíu da lista negra e do que por aí se diz como é que a coisa saíu:
- O ex-ministro dos negócios estrangeiros do executivo de Durão Barroso será o às na manga da TAAG para tentar restaurar a reputação da companhia junto das instituições europeias. A notícia avançada pelo semanário Sol explica que Martins da Cruz ofereceu os seus privilegiados serviços de consultadoria ao próprio José Eduardo dos Santos. Desta forma, a TAAG terá acesso directo ao presidente da Comissão Europeia, assim como toda uma lista de contactos do ex-ministro dos negócios estrangeiros, o que poderá ser essencial para a sobrevivência da companhia que não se pode ver privada dos mercados europeus.
in Publituris
Kosovo
The judicial system in Kosovo must do more to protect vulnerable individuals from violence and abuse, says an OSCE report on domestic violence cases that was presented today. Etc, etc, etc...
DISPENSAs & PRIVILÉGIOs Por favor
E se houver um concurso público para aquela obra de fazer passar um camelo pelo fundo de uma agulha, quem poderá dar informação privilegiada a não ser o próprio camelo?- Manuel CCLXXXIX Paleólogo©
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24 novembro 2009
Como vão tais coisas?
E como vamos de campanha para o Conselho de Segurança? E como vai isso da cimeira da NATO? E também da OSCE? Sim, vamos voltar aos assuntos.
O que valem as contas Portugal-Rússia
Por acaso, é até com maneira diplomática que Rui Paulo Almas escreve isto, no seu excelente Blogue Notas:
- "
- Portugal tem uma posição pouco relevante enquanto fornecedor do mercado russo - No período em análise, 1º semestre de 2009, Portugal foi (apenas) o 24º fornecedor da Rússia no quadro da UE27 (49 milhões de euros de exportações), seguido do Luxemburgo (46 milhões de euros), Chipre (11 milhões de euros) e Malta (as exportações não chegaram a 1 milhão de euros). Refira-se ainda a posição e o valor das vendas dos seguintes países: Áustria, 1 088 milhões de euros; Hungria, 960 milhões de euros; Espanha, 676 milhões de euros; Dinamarca, 463 milhões de euros; Irlanda, 97 milhões de euros; Grécia, 97 milhões de euros.
- Como se constata, e no caso da posição portuguesa, existe uma grande margem de crescimento e um longo caminho (ainda) a percorrer pelas empresas nacionais no "difícil" mercado russo.
Mas o melhor é ler tudo e seguir este autor que sabe da poda
Brasil, Venezuela e Mercosul
Líderes partidários do senado brasileiro aprestam-se para definir uma agenda de votações até final do ano e uma das principais matérias a serem inscritas é o projecto de decreto que visa aprovar o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul - um tema que promete longas discussões entre o governo - que vê na entrada da Venezuela no Mercosul uma possibilidade de fortalecer o bloco - e parte da oposição - que argumenta que a Venezuela, presidida por Hugo Chávez, colide com a cláusula democrática do Mercosul.
A votação só depende de decisão política das lideranças partidárias e da Mesa do Senado.
A votação só depende de decisão política das lideranças partidárias e da Mesa do Senado.
- Com 12 artigos, o protocolo de adesão estabelece, entre outras medidas, que os bens produzidos na Argentina e no Brasil, sócios mais desenvolvidos do Mercosul, deverão entrar sem restrições e tarifas no mercado da Venezuela até 1 de Janeiro de 2012, exceptuando produtos considerados sensíveis - que desfrutam de maior protecção dos governos nas negociações comerciais -, para os quais o prazo se estende até 1 de Janeiro de 2014. Já os bens produzidos pela Venezuela deverão entrar sem restrição nos mercados do Brasil e da Argentina até 1 de Janeiro de 2010, com excepção dos produtos sensíveis, que também têm prazo fixado em 1º de Janeiro de 2014.
- Os bens produzidos no Uruguai e no Paraguai também deverão ingressar sem restrições e tarifas na Venezuela até 1º de Janeiro de 2012, mas o protocolo determina que os principais produtos da pauta exportadora desses dois países devem entrar no mercado venezuelano com tarifa zero logo após a entrada em vigor do protocolo.
- O texto determina prazo de quatro anos, contados da entrada em vigor do protocolo de adesão, para que a Venezuela adopte o conjunto de normas vigentes no Mercosul, a nomenclatura do bloco e a tarifa externa comum.
- O protocolo foi assinado em Caracas, em 4 de Julho de 2006, pelos presidentes dos países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Segundo consta na exposição de motivos do ministro Celso Amorim, com a adesão da Venezuela, o Mercosul passa a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes, numa área de 12,7 milhões de quilómetros quadrados e terá um Produto Interno Bruto correspondente a 76% do PIB da América do Sul. O comércio global do bloco, segundo o ministro, passará a ser de cerca de US$ 300 bilhões, o que tornará o Mercosul "um dos mais significativos produtores mundiais de alimentos, energia e manufacturados".
Carapaus de corrida
Caro deputado, claro que não estamos contra viagens de parlamentares, estamos apenas contra viagens para lamentar... Desde há muito, muito antes até do meu amigo lhe passar pela cabeça que um dia seria deputado, que contra a maré insistíamos na importância das delegações da AR às organizações parlamentares internacionais (hoje já se contam pelos dedos das duas mãos, felizmente) e, mais do que isso, na importância das comissões permanentes que lidam ou tratam da coisa pública no embate com a coisa não menos pública que está lá fora. Fomos sempre contrários a dar prioridade à fofoca do plenário e aos jogos circenses combinados à esquina. Mas esse interesse não resiste quando há dúvidas sobre se as relações internacionais do parlamento não equivalerão a uma informal agência de viagens com agendas devotadas em grande parte ao turismo político. Para não falarmos das comitivas oficiais para onde entra muito carapau de corrida.
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